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	<title>Basquete Brasil &#187; Multimídia</title>
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	<description>Discute a atualidade da modalidade no Brasil, e suas implicações a um possível soerguimento técnico.</description>
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		<title>A CASA DA MÃE JOANA&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 03:38:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Basquete Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Associações de técnicos]]></category>
		<category><![CDATA[Escola de técnicos]]></category>
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		<category><![CDATA[Preparação de equipes]]></category>
		<category><![CDATA[Um pouco de história]]></category>
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		<category><![CDATA[Liderança e comando]]></category>
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		<description><![CDATA[As seleções de base da CBB começaram a ser reunidas visando às próximas competições internacionais, que vão das categorias sub 15 até sub 19 em ambos os sexos. E as comissões técnicas se encontram a todo vapor, todas elas supervisionadas por um único responsável em cada segmento, numa prova inconteste de legitimação do sistema de [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal">As seleções de base da CBB começaram a ser reunidas visando às próximas competições internacionais, que vão das categorias sub 15 até sub 19 em ambos os sexos. E as comissões técnicas se encontram a todo vapor, todas elas supervisionadas por um único responsável em cada segmento, numa prova inconteste de legitimação do sistema de jogo a ser empregado, o mesmo, para todos!</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Os técnicos, “supervisionados” de cima para baixo, comungam servilmente o principio globalizado para todas as categorias, numa repetição de conceitos de organização, preparação e competição que beiram ao inacreditável, pela aceitação passiva de tal centralização de comando, para em troca agregar a seus currículos a titulação de técnicos responsáveis pelo futuro do nosso basquetebol, seja lá qual for o preço que tenhamos de pagar pelas aventuras, o que no frigir dos ovos é de somenos importância para os mesmos, à partir do momento que chegaram ao ápice.</p>
<p class="MsoNormal"><span id="more-548"></span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>E quando discuto liderança, comando, decisão e responsabilidade integral sobre a real destinação de nossos jovens ao confrontarem a realidade das competições internacionais, o faço plenamente convencido pela experiência e décadas de trabalho com os mesmos, o quanto de catastrófico nos depararemos ante previsíveis e nada alentadores resultados negativos, cujas bases advindas de 20 anos para cá, caducaram e esclerosaram de tal forma que ao constatarmos a perda consentida e quase absoluta do comando por parte dos técnicos envolvidos no processo seletivo, como numa concordância tácita de divisão e consequente minimização de responsabilidades ante derrotas e fracassos , os vemos como parte complementar, e até suplementar de um irresponsável processo de esvaziamento de<span> </span>comando, que por principio tem obrigatoriamente de ser indivisível. Hoje, profissionais de diversas áreas discursam e emitem conceitos e princípios técnicos e até médicos no seio destas seleções, numa apropriação indébita, mas propositalmente consentida, num desfile de falsas e até irresponsáveis premissas, que muito cedo cobrarão com os juros das derrotas suas irrefletidas e volúveis declarações.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Agora mesmo, numa matéria do Frederico Batalha do Databasket, fisioterapeutas (<strong> Fisioterapia</strong> sf. Med. Terapia em que se usam agentes e exercícios físicos. § fi.si:o.te.rá.pi.co adj.<span> </span>Dicionário Aurélio), que por definição são aqueles profissionais que utilizando exercícios físicos ajudam na recuperação de diversos traumas, após o encaminhamento médico profissional dos acidentados, e somente isto, fazem uma extensa exposição de suas intervenções nas seleções brasileiras, as de base em particular, das quais pincei algumas pérolas, reivindicadas também por psicólogos e<span> </span>administradores das mesmas, como expus no artigo -<a href="http://blog.paulomurilo.com/2009/02/19/administrando-e-supervisionando/">ADMINISTRANDO E SUPERVISIONANDO&#8230;</a> de 19/02/2009.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>“Sempre quis trabalhar com esporte ou Educação Física ou Fisioterapia. Acabei ficando com a segunda opção. Sou apaixonado pela Fisioterapia. O profissional dessa área deve conhecer a modalidade, as lesões e saber como intervir rapidamente em cada uma delas. Quando um atleta se machuca, eu o avalio junto com o médico, e tento recuperá-lo o mais rápido possível para que volte à prática esportiva. Sempre tomando todos os cuidados e respeitando o período de cicatrização e cura, para que retorne sem dor (&#8230;)”</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>“(&#8230;) As jogadoras da equipe principal possuem lesões crônicas e a maioria já sabe o que tem de fazer. Na base, as lesões<span> </span>são agudas, todo dia pode aparecer uma dor nova, e nem sempre as novatas sabem o que deve ser feito”.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Como vemos, o fisioterapeuta “avalia com o médico” a contusão, para tentar recuperá-lo, quando na realidade profissional cabe somente a um médico tal avaliação, e <span> </span>que encaminhará, se for o caso, o acidentado ao fisioterapeuta para ajudar no tratamento de recuperação, e no prazo por ele estabelecido. Todo e qualquer técnico bem formado e experiente não titubeia em encaminhar ao médico um atleta seu acidentado, após executar, conforme o caso, ações de imobilização e aplicação térmica emergencial, pois nem sempre, ou quase sempre<span> </span>pode contar com a prestação profissional de um paramédico em sua equipe.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Ora, se as jogadoras adultas apresentam muitas vezes lesões crônicas e sabem como agir, pergunta-se onde estavam os profissionais que poderiam ter evitado que isso ocorresse, para que as jovens iniciantes não tivessem de percorrer o mesmo caminho ?</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>“(&#8230;) Quando elas estão conosco conseguimos acompanhar diariamente, procurando orientar não só a parte de contusões, como também na alimentação e descanso, que fazem parte do treinamento. Excesso de peso sobrecarrega as articulações e isso pode deixar a atleta mais sujeita a lesões. Observamos a parte psicológica, se não está muito ansiosa e isto está atrapalhando o sono. Tudo influencia na quadra e a gente procura ajudar”.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>“E o trabalho não fica só durante o treino ou tratamento. Pelo contato diário e constante, o fisioterapeuta é o integrante da comissão técnica que mantêm o relacionamento mais íntimo com os atletas. É o elo entre jogadores e técnicos, e por isso, ficam atentos a tudo que acontece”.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Atestamos então que fisioterapeutas de seleções de base também são psicólogos e elos entre os jogadores e os técnicos, pelo relacionamento íntimo que mantêm com os mesmos, transformando-se no pilar e alicerce das mesmas, cabendo aos técnicos somente&#8230; somente bem o que? Aplicar docilmente um sistema centralizado de jogo, já que libertos das responsabilidades inerentes de liderança e comando, e que jamais poderiam ser transferidas ou delegadas a administradores, supervisores, fisioterapeutas, psicólogos, e outros mais.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Pois é caro leitor amante do grande jogo, e que sempre se pergunta por onde se perdeu o brilhante basquete que tanto admirava e torcia com amor.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Exatamente pela perda de comando, pela ausência do compromisso em<span> </span>planejar, organizar, preparar e dirigir equipes sob uma liderança fundamentada na experiência, no conhecimento e no mérito, que são atributos daqueles que não abrem mão das responsabilidades inerentes ao mesmo, e que ao definir com clareza, discernimento e bom senso os papéis a serem representados e personificados pelos membros da equipe, evitando choques e intromissões indevidas e indesejáveis, já que confrontadas com o comando e a liderança da equipe, mas sendo sensível a embasados e coerentes colaborações setoriais, exercerão direito a posição de verdadeiro Técnico de uma equipe de alta competição, e não um penduricalho a mais numa organização em que muitos se situam onde não poderiam estar, tutelados por aqueles que em hipótese alguma admitem perda de poder, numa autêntica taba onde existem mais pagés do que índios, numa verdadeira casa da mãe Joana a que reduziram o infeliz, desorientado e desorganizado basquete de base brasileiro, transformado em palanque e<span> </span>trampolim para vaidades, egos, falsos e pretensiosos líderes.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Amém.</p>
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		<title>MAGISTRAL DOCUMENTÁRIO&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 01:35:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Basquete Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[Um pouco de história]]></category>
		<category><![CDATA[Documentario mundial 59]]></category>
		<category><![CDATA[ESPN Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[SPORTV]]></category>

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<p class="MsoNormal" style="margin-right: 38.2pt;">O ano de 1959 foi marcante, principalmente pela definição do que planejava para meu futuro. Dois anos antes já dava os primeiros passos como técnico de basquete, na escolinha do Grajaú TC, e tendo terminado o segundo grau me habilitei ao vestibular de direito, sonho de meu velho e causídico pai, mas que sofreu um retardo pela convocação ao serviço militar no CPOR. Como o acesso ao oficialato da reserva me tomaria todos os fins de semana pelo prazo de dois anos, optei pelo serviço militar tradicional que me liberaria após 10 meses. E foi durante esse período que despertei para o magistério e a técnica desportiva como meta prioritária, embalado pela vitoria do nosso basquetebol, que sábado passado comemorou os cinqüenta anos da conquista do Mundial em terras chilenas, a qual acompanhei com incontido orgulho cívico e desportivo. No ano seguinte ingressei na ENEFD, atitude compreendida e aceita pelo meu pai, e nada aceito por minha mãe. E segui meu destino.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 38.2pt;"><span id="more-536"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 38.2pt;"><span> </span>Hoje, revi o documentário da ESPN Brasil que me havia emocionado profundamente<span> </span>ontem, pois toda aquela realidade dos meus 18 anos, como num passe de mágica e sonho, renasceu com a força das grandes sensações e emoções guardadas no fundo da alma. Retornei no tempo através as imagens desbotadas daqueles grandes artistas do grande jogo, das musicas que nos embalavam, das histórias de sacrifícios e abnegação que serviram de base para a memorável conquista, mescladas por suas figuras atuais, encanecidas e sabias, plenas de exemplos e coragem. As recordações dos que já se foram, tocantes e sensíveis, emolduraram todo um brilhante trabalho de honesta e elucidativa pesquisa, num contraponto perfeito com aqueles que ai estão nos passando todo um universo de conquistas e trabalho honrado, como que indicando às novas gerações os caminhos à seguir. E que deverão fazê-lo, pois exemplos como estes dificilmente poderão encontrar, num tempo em que o individuo se perde numa globalização que nega o humanismo em prol de um pragmatismo absurdo e cruel.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 38.2pt;"><span> </span>Brilhante o documentário da ESPN Brasil, como também o foi o programa comemorativo da SPORTV com os grandes campeões. Pena que num circuito de televisão à cabo, longe da massa de jovens que por todo esse país clama por lideranças de fato, e não de falsos ícones e suas enganosas mensagens.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 38.2pt;"><span> </span>O documentário da ESPN Brasil deveria ser transformado em DVD e distribuído pelas escolas do país, assim como muitas de suas reportagens contidas nas Caravanas do Esporte, como temas de esclarecimento cultural para os nossos jovens, tão carentes de mensagens positivas e de esperança. E assim como a emissora se associou a uma empresa radiofônica em AM e FM, muito poderia ajudar a desenvolver o esporte educativo do país se fizesse o mesmo com uma emissora de canal aberto, ao menos na divulgação massiva de obras magnificamente acabadas como o documentário do Mundial 59.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 38.2pt;"><span> </span>Ainda profundamente emocionado, parabenizo a equipe produtora do documentário pela sua sensibilidade, domínio artístico e jornalístico, e profundo amor pelas conquistas magistrais do esporte brasileiro, assim como também parabenizo nossos grandes jogadores, pelo exemplo e o desprendimento que os premiaram como dignos e magníficos campeões mundiais.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 38.2pt;"><span> </span>A todos agradeço de coração.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 38.2pt;"><span> </span>Amém.</p>
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		<title>ENFIM,SALVO&#8230;</title>
		<link>http://blog.paulomurilo.com/2008/07/13/enfimsalvo/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 21:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Basquete Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[Um pouco de história]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>

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		<description><![CDATA[Na sexta-feira que passou experimentei um misto de alegria e alivio, por ter, depois de longos 5 anos, conseguido salvar o único filme didático, baseado num campeonato mundial aqui realizado, do desaparecimento total e irremediável. Quando coordenador do Laboratório de Tecnologia Educacional da EEFD/UFRJ em 1971, propus à CBB a realização conjunta de um documentário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222617069385187282" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_Ypdz0whCB7Q/SHp2jdKYf9I/AAAAAAAAAGo/d3rYXI7Heo8/s400/P1010363.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt; text-align: left;">Na sexta-feira que passou experimentei um misto de alegria e alivio, por ter, depois de longos 5 anos, conseguido salvar o único filme didático, baseado num campeonato mundial<span> </span>aqui realizado, do desaparecimento total e irremediável. Quando coordenador do Laboratório de Tecnologia Educacional da EEFD/UFRJ em 1971,<span> </span>propus à CBB a realização conjunta de um documentário em 16mm, sobre o Campeonato Mundial Feminino que seria realizado naquele ano em São Paulo, com sub-sedes em Brasília e Niterói. A EEFD cederia o equipamento de filmagem e participaria de um rateio na compra de negativos e aluguel de estúdio de som, e a CBB com as despesas de revelação, copiagem, transporte e acomodações para as sedes dos jogos. Trato feito, fomos à luta, que não foi fácil, dada à precariedade dos equipamentos, uma simples câmera Paillard-Bolex, sem tripé,<span> </span>uma editora manual amadora, e um entusiasmo enorme.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt; text-align: left;"><span id="more-465"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt;"><span> </span>Filmei em Brasília inicialmente, por lá estarem a vice-campeã<span> </span>mundial Coréia, e a vice-campeã européia, a França. As coreanas, que praticavam um basquete diferenciado e extremamente veloz, mereceu uma documentação mais abrangente, inclusive em seus treinos, fato que me induziu a eleger aquela inovadora seleção, como um dos elementos básicos de estudo no documentário. Quando do término da partida entre aquelas duas equipes, com a vitoria da Coréia, embarquei praticamente de carona no avião das delegações, saindo do mesmo aqui no Rio direto para o Laboratório Líder, a fim de tentar a execução de um copião, a tempo de levá-lo no dia seguinte para São Paulo. A empreitada tinha como objetivo mostrar aos técnicos e jogadoras a equipe que enfrentariam naquela noite, numa talvez tentativa pioneira<span> </span>de estudo de imagens no campo do planejamento esportivo, hoje corriqueiro com o advento do vídeo. As imagens foram mostradas, estudadas e analisadas, ajudando um pouco à equipe brasileira levar de vencida as coreanas, garantindo o terceiro lugar naquele campeonato.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt;"><span> </span>Outros jogos foram filmados em São Paulo, originando ao final um bom e extenso material para ser editado, montado e narrado por mim, já que não possuíamos verba para contratar especialistas do ramo. Após alguns meses de trabalho cansativo, e correndo atrás das parcas verbas prometidas, eis que ao final das contas, praticamente todo o filme foi financiado Pela EEFD.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt;"><span> </span>Ao ficar pronto, em sua montagem final na forma de documentário técnico-didático, foi o mesmo aceito em algumas escolas de educação física, além de ter sido requisitado a um preço de custo pelas federações da Australia e Estados Unidos. Uma outra cópia foi ofertada ao ISEF de Lisboa, além das cópias da CBB e da EEFD.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt;"><span> </span>Passados mais de trinta anos, eis que o desgaste natural das cópias aconteceu naturalmente, e quando o Prof.Ricardo da EEFD, me comunicou que não mais era possível projetar<span> </span>a copia lá existente, conclui que o filme havia se extinguido. No entanto, numa faxina no sótão de minha residência, encontrei os negativos de imagem e de som em umas esquecidas latas, já em adiantado estado de liquefação daquelas matrizes. Corri ao Laboratório especializado, e pedi um orçamento para tentar salvar a obra. Foi de 6 mil reais, quantia que não podia arcar pessoalmente. Por isso, com a recusa da EEFD em ajudar, procurei a CBB, na pessoa de seu presidente, na tentativa de manter vivo aquele documento que contava uma das mais belas competições realizadas em nosso país.<span> </span>O presidente da CBB não se interessou, e deixei, por não ter a quantia disponível, os negativos no laboratório. Cinco anos se passaram, quando recebo um encomenda de Portugal com uma cópia em razoável estado, por não ter  sido projetada com freqüência, mas com as marcas do envelhecimento. <span> </span>Voltei ao laboratório, e desta vez o orçamento ficava mais em conta, pois somente havia a necessidade de um banho de limpeza em ultra-som da cópia e a telecinagem em DVD, num total de aproximadamente 800 reais. Paguei a restauração em três etapas e na sexta-feira pude ter de novo em mãos aquele filme tão importante na história do basquetebol brasileiro. Infelizmente, os negativos de som e imagem estão estocados sob refrigeração no MAM, a espera, quem sabe, de uma restauração mais completa e profissional, mas muito aquém de minhas possibilidades financeiras. A copia e o DVD restaurados apresentam as marcas indeléveis do tempo, mas mantém a mensagem histórica em um conteúdo que custou muitos sacrifícios e negativas em salvá-los.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt;"><span> </span>E gostaria de terminar este honesto relato, comunicando ao grego melhor que um presente, que sua negativa em colaborar com a restauração de um documento que conta uma parte da história do nosso basquete, que ele prometeu por duas vezes em seus dois discursos de<span> </span>posse , defender, hoje está a salvo, não por que assim eu o quis, e sim por merecer continuar vivo e atuante para enriquecer os jovens técnicos, jogadores, dirigentes e jornalistas, que se interessarem pela história e tradições do grande jogo entre nós.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt;"><span> </span>Em breve, colocarei à disposição de quem se interessar pelo filme, cópias em DVD por um preço simbólico, além de duas cópias que farei chegar a Biblioteca Nacional, para ai sim, ficar garantida a perpetuação da humilde obra.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt;"><span> </span>Desta vez os deuses ajudaram a causa do soerguimento do basquete, dando aquela ínfima, porém importante ajudinha , entre as muitas que ainda faltam ajudar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-right: 42.45pt;"><span> </span>Amém.</p>
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