DUAS CONSIDERAÇÕES.

1- A TÉCNICA – Infelizmente a Itália ficou pelo caminho, apesar da explêndida equipe e do mais explêndido ainda técnico. Sua estratégia de enfrentar os Estados Unidos utilizando por todo o tempo de duração do jogo da defesa individual, perante a qual os americanos tendem a produzir seu máximo, por estarem em contato com a mesma permanentemente no campeonato da NBA, foi uma aula de como se valer de um jogo sem riscos de desclassificação, como foi apelidado por alguns de nossos narradores e comentaristas, como sendo um “treinamento de luxo”, para, confrontar e provocar os estratosféricos profissionais num duelo em que as armas seriam aquelas em que seu dominio técnico é tido como absoluto, a ofensiva contra defesa individual. O técnico italiano, inclusive, pautou seus jogadores para que as flutuações defensivas acompanhassem ao máximo as regras enebianas, no que foi brilhantemente obedecido. O que pretendeu este inteligente e sagaz técnico? Pretendeu não, provou a seus atletas que com um pouco mais de trabalho de base, de entrega aos treinamentos específicos de defesa, em breve, muito em breve, os mesmos poderiam alcançar os padrões defensivos dos americanos. E o “pulo do gato”, privou a equipe do brilhante e humilde (a não ser quando posa sistematicamente com a mão direita ao lado do rosto para exibir seu anel de campeão da NCAA) Mike, de se confrontar com a pedreira defensiva que iria encontrar, se mais adiante cruazassem com os italianos, e sua formidável defesa por zona. Mas, se não se classificaram, deixaram uma trilha resplandescente para um dos
europeus e nuestros hermanos atingirem o centro nervoso dos americanos, sua ogeriza e quase
ostensiva aversão ao ataque contra zona. Naquele jogo, a equipe italiana, mesmo atuando dentro do sistema defensivo preferido pelos americanos, conseguiu em 3/4 do jogo equilibrar as ações
e até superá-los. No quarto final, quando uma mudança para a defesa por zona poderia lhe dar a vitória, preferiu a continuidade inicial, tirando o máximo e o mais inteligente investimento de uma ação protelatória. A dúvida ficou marcada no âmago da equipe americana, a ponto de sua
maior estrêla naquela partida declarar que somente a força do conjunto os levaram à vitoria.Sem
dúvida nenhuma, na reta final do campeonato, as equipes que defrontarão os americanos o farão
utilizando as lições emanadas da corajosa, eficiente e formidável experiência italiana, o oposto do que fizeram com a máxima eficiência, um determinante e decisivo sistema de defesa zonal.
Aguardemos os embates, que serão o reflexo da magna aula italiana.
2 – A MORAL – Afloram na midia as declarações do técnico no 1 de que dando continuidade ao seu trabalho na seleção brasileira, passará a dar cursos de atualização para novos técnicos, desenvolverá esforços para a publicação de literatura pertinente ao basquetebol, e incrementará
clinicas para técnicos e atletas nas diversas regiões do país. E que proporá à UNICBB passar a ser
o técnico em regime exclusivo nas seleções nacionais. No entanto, sugiro desde já, que antes,bem
antes de iniciar este ciclo de salvação nacional, se ponha em campo para humildemente auscultar
em si mesmo aqueles princípios que ficaram esquecidos nos recônditos de seu ser, aqueles que
num tempo não tão remoto assim, propugnavam pelas ações que hoje propõe. Trata-se de uma questão moral, e pela qual deverá se pautar daqui para diante, sob a pena de ver ruir o princípio básico de quem lidera , a fé e a confiança em si mesmo, patamar na liderança de outrem, tanto no aspecto individual, como na de uma equipe. Torço para que se encontre e acerte nas decisões a serem tomadas. Amém.



2 comentários

  1. regiane 13.09.2011

    suas considerações é um fato muito interesante,você demonstra muito orgulho e tática ao seu trabalho deixando honestidade,esclarendo tudo que á de melhor,parabéns pelo seu trabalho e te desejo muitos sucesos para a sua vida, continue assim

  2. Basquete Brasil 20.10.2011

    Obrigado Regiane, continuarei sempre assim, asseguro a você.
    Um abraço, Paulo Murilo.

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