UM MORNO PREPARO…

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Em uma entrevista cedida ao Globoesporte de hoje, o jogador Filipin afirmou em um dos trechos da mesma:

(…)– Em termos táticos, técnicos, não muda nada para o Brasil. É praticamente o mesmo sistema. O basquete tem algumas coisas universais. Mas você vê a parte de intensidade, por exemplo. Todo jogador que era substituído ia correndo para o banco, tocava na mão de todo mundo. Você vê uma dinâmica um pouco diferente da que estamos acostumados aqui – comentou.(…)

 

Como vemos, a mesmice endêmica que tanto condeno, ai está explicitada em toda sua mais explicita ainda, realidade, não por jornalistas, técnicos e afins, e sim por um jogador atuante na LNB, com toda a carga de conhecimento que tem da mesma dentro de uma quadra…

E foi o que se viu nesse morno jogo de treinamento olímpico, contra uma Austrália claramente a meio vapor, pois temerosa de embates mais fortes, evitando mais uma companhia a seu pivô Bogut em recuperação de uma lesão, num ponto em que estão em desvantagem ante a turma de grandões brasileira, mesmo sem o Varejão, o Faverani e o Spliter, numa posição que realmente estamos bem servidos, principalmente se atuarem nas “n” duplas possíveis de serem escaladas, claro, se o sistema adotado acomodar essa bem vinda possibilidade…

E o que fica faltando para essa bem vinda possibilidade? Bem, um sistema que dinamize o jogo interior com movimentação e deslocamentos, cruzamentos, entre a turma alta, ai incluindo o ala, dentro do perímetro, em movimentação aparentemente aleatória, próxima a cesta, dentro da cozinha adversária, concluindo de curta e media distância, de 2 em 2, 1 em 1, pacientemente, garantindo a segunda bola pelo posicionamento dos três “lá dentro”, se entreajudando sempre, quando o passe de dentro para fora poderá propiciar bons arremessos longos, mais estáveis e equilibrados, sendo toda essa estratégia (e não táticas…) orquestrada pelos dois armadores, por todo o perímetro externo, coordenando e entrelaçando os perímetros, num contínuo entre e sai longitudinal e não lateralmente a cesta nos passes e nas penetrações, ocupando não somente o defensor da bola, mas todos os defensores, preocupados com os espaços criados pela fluidez continua dos atacantes, muito ao contrário das defesas de setores estanques, provocados pela imobilidade de alguns, assistindo as desesperadas tentativas de penetração de um ou outro pivô contra uma defesa inteira, que é o que comumente assistimos nos NBB’s da vida…

No entanto, todas essas ideias se perdem ante a realidade aflorada de uma apresentação como a de ontem, onde a previsibilidade sistêmica e tática mencionada acima pelo jogador de Rio Claro, deu as costumeiras cartas, ainda acrescidas da já bem estabelecida hemorragia dos três, em ambas as equipes, que perpetraram 10/27 cada uma, provando quão ausentes estiveram as defesas externas…

A equipe nacional, se utilizando da dupla armação permanente, rodando todos os jogadores, não encontrou muitas dificuldades na pontuação interna (23/35 contra 14/35 dos australianos) e nos rebotes (44/26), vencendo por 29 pontos, num jogo de 28 erros de fundamentos (13/15) sob flácida marcação, deixando no ar uma questão – Como se comportarão sob forte marcação, e mais forte ainda contestação nos longos arremessos?..

Se mantiver a dupla armação, superará boas defesas, e se jogarem seus pivôs mais enfiados e velozes…Bem, paro por aqui, pois é um assunto que na pratica e realidade da equipe, não me diz respeito, e sim ao gloriosa hermano, que torço para ser feliz em sua difícil tarefa, principalmente no convencimento tático do Leandro, e na contenção  das famigeradas bolinhas…

Espero que consiga, senão…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

 



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