ANATOMIA DE UM ARREMESSO VII…

Desde sua publicação neste blog, a série Anatomia de um Arremesso com seus seis capítulos, tem sido dos mais visitados, e somente superados pelo artigo- O que todo pivô deveria saber I, campeão absoluto neste humilde blog. Sem dúvida alguma, os artigos técnicos, sempre priorizaram a escolha dos leitores, principalmente quanto aos fundamentos básicos e sistemas de jogo, tanto os defensivos, como os ofensivos, numa sede de conhecimentos que abasteceram com alguns milhares de comentários os 1661 artigos publicados desde 2004, neste insistente e longevo Basquete Brasil (paulomurilo.com)…

Função básica do Basquete Brasil, informar, esclarecer, ensinar…

Na data de hoje publico o sétimo capítulo da série Anatomia, ao analisarmos a incrível performance da jogadora Ionescu, na disputa de arremessos de três, no Jogo das Estrelas da liga WNBA, vencida por ela de uma forma absolutamente magistral. Vale muita a pena observarmos, analisarmos e comentarmos tal feito, pois em muito comprova o quase perfeito domínio das  técnicas que envolvem tão complexo fundamento, à luz dos muitos estudos e exemplos que desenvolvi, testei e publiquei, como uma tese de doutorado, defendida em 1992, na FMH/UTL de Portugal intitulada – “Estudo sobre um efetivo controle de direção do arremesso com uma das mãos no basquetebol”, que se mantém atual, e que até o momento não sofreu qualquer estudo contestatório no ambiente acadêmico e científico, tanto aqui, como fora do país…

Comecemos assistindo a bela apresentação da Ionescu –

Apreciem com muita atenção seus 27 arremessos, na execução, nos detalhes, na concepção técnica de todos seus refinados e precisos movimentos.

Muito bem, se possível voltemos a assistir, algumas vezes, afinando o olhar para os sutis detalhes que envolvem as precisas execuções, repetidas execuções, onde os movimentos, se superpostos possíveis fossem, atestariamos que pouco diferem entre si, tal o domínio postural, rítmico, e principalmente direcional, exercidos sobre a bola pela magistral executora, muito próxima da perfeição motora, em 27 tentativas, com somente duas perdas, que mesmo assim tocaram no aro de uma forma semelhante…

A seguir discorreremos sobre os detalhes de seus arremessos, através fotos obtidas do vídeo original, onde poderemos tecer fundamentados comentários sobre encaixes e pegas específicas para esse tipo de arremesso, onde a precisão direcional rege toda a movimentação em torno de um artefato de difícil manuseio, a bola…

Das 27 séries de arremesso, escolhemos aleatoriamente 3 com bolas de coloração laranja, branca e preta, que compunham  o material de lançamentos em diversos pontos das zonas fora do perímetro:

  • Importante observar as descrições de cada fotograma.
A pega inicial com a determinação dos três dedos centrais firmemente sobre a bola, deixando para os dedos polegar e mínimo o controle (por projeção) do correlato direcionamento do eixo diametral girando inversamente no lançamento.
O toque final executado pelos três dedos centrais impulsionando a bola, ação esta que será mais efetiva se os mesmos estiverem em linha sobre a bola, mesmo que para isso tenha o dedo central que se flexionar para isto ocorrer.
O momento final, onde o perfeito alinhamento dos dedos denuncia com a mais absoluta clareza o dominio do eixo diametral da bola em sua precisa trajetória.

Muita atenção a três pormenores que antecedem os lançamentos, e mais um que os finalizam, não esquecendo jamais que o contato final do(s) dedo(s) na bola sempre será o fator determinante no sucesso das tentativas, pelo determinismo final e crítico acerca da aplicação de força, consequente rotação inversa e direcionamento controlado da bola, girando em torno de um eixo diametral naquele último contato, onde os dedos polegar e mínimo definem e o mantém (por projeção) paralelo ao nível do aro da cesta, e os demais aplicam numa ação pronatória de força, e consequente rotação inversa, um preciso controle direcional que, ao manter o eixo em paralelo ao aro e equidistante dos bordos do mesmo, obterá o perfeito direcionamento e alinhamento do arremesso, complementado pelo ângulo de soltura (trajetória) e demais elementos que compõem a mecânica corporal e muscular, que são, fatores de alta importância, porém não determinantes  sem o controle direcional do arremesso (importante rever os artigos anteriores da série, para um mais completo entendimento sobre este complexo fundamento)…

A forte aceleração (distorcendo a imagem) provocada pela pronação dos dedos centrais na bola, originando sua rotação inversa em torno de um eixo, controlado pelos dois dedos laterais. Notar a retração do dedo médio, alinhando-o aos anelar e indicador.
Ação idêntica ampliada pela coloração clara da bola, que pode (e deve ) ser revista em todos os lançamentos efetuados.

Sempre será importante lembrar um elemento análogo descrito num dos artigos da série, que assim justifica a pega descrita, como um pequeno giroscópio que compõe o sofisticado equipamento de um gigantesco foguete Titan, que simplesmente se desgovernará se o mesmo falhar.

Espero que este capítulo gere outros mais, a fim de que possamos desenvolver melhores e mais extensos estudos, exercícios, e mesmo didáticas bem mais extensíveis das que conhecemos hoje, a fim de aprimorarmos este, que é o mais complexo dos fundamentos básicos do grande jogo, os arremessos.

Amém.

Fotos – Reproduções da TV salvas no YouTube. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

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