UM OLHAR INQUISIDOR…

 

Estão chegando ao fim os jogos do playoff do NBB, com o Franca já classificado para uma final contra o Flamengo ou o Botafogo, que decidem nesta semana quem duelará com a equipe paulista, que aniquilou com três inquestionáveis vitórias a equipe do Mogi, que abdicando lamentavelmente de se defender, permitindo passivamente uma enxurrada de bolas de três (11/29 no primeiro, 16/39 no segundo, e 18/31 no terceiro), apresentando um sistema de jogo acéfalo e destituído de qualquer lógica tática, despediu-se de forma melancólica da competição…

Franca vem forte, porém privilegiando seu poder ofensivo em torno dos arremessos de fora, a tal ponto, que seus pivôs vem costumeiramente tentá-los, fragilizando seus rebotes ofensivos em muitas e importantes ocasiões, fator que se bem explorado pelo seu adversário nas finais, poderá causar sérios problemas para a equipe…

Aqui no Rio, o confronto de terça feira se apresenta com um novo cenário, desenhado e esquematizado no jogo de ontem, quando o Botafogo, energizado com uma nova postura ofensiva, o venceu (81×77), realçando o jogo interior, mas ainda abusando das bolas de três (10/24 e 16/39 nas de 2), defendendo individualmente com poucas dobras, possibilitando contestações mais presentes e efetivas aos arremessos de fora, porém cometendo faltas em demasia no âmago de sua defesa, com o Flamengo perdendo 14 lances livres num 26/40 comprometedor, suficientes para encerrar a série sem maiores problemas. Se os alvinegros contornarem o exagero faltoso, diminuírem mais um pouco a chutação de fora, e partirem resolutos para o embate ofensivo interno, defendendo seus rebotes, e travando um pouco mais a velocidade rubro negra, tem chances de ir para o quinto jogo, assim como, se o Flamengo estabilizar sua equipe, mantendo a dupla armação com o Balbi e o Derik por um período maior, e seus altos e rápidos alas pivôs Marcos (Olivia), Nesbitt e Mineiro (Varejão), com tempo necessário para realmente se entrosarem, sem as constantes trocas que vem marcando sua equivocada forma de atuar, sem dúvida alguma se candidata à final com os paulistas…

No mais, dando uma volta hoje pelos canais esportivos da TV, me deparo na ESPN com um pavoroso jogo feminino pela LBF, onde os fundamentos individuais ficaram nas calendas gregas, e os coletivos, nem isso. Uma pena ver tanto desperdício de jogadoras jovens e altas, porém anos luz no domínio dos fundamento básicos do grande jogo, mas nada que o candidato maior para ensiná-las, treiná-las e orientá-las na seleção, servindo de espelho para as demais, com sua transcendental experiência no basquetebol feminino não possa suprir com sua prancheta mágica e milagrosa…

Amém.

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EXCESSOS E ESCASSEZ…

E por pouco, bem pouco (77 x 79) o Botafogo não ganha da equipe que foi formada e formatada para vencer todos os títulos que disputasse, nacionais e internacionais, com duas equipes completas em seu bojo, segundo seus técnicos, dirigentes, e os analistas televisivos, e cuja rotação em nada altera seu comportamento na quadra, seja qual for o jogo, tal sua superioridade técnica e tática, num investimento sem paralelo dentre as franquias em disputa, talvez o Franca chegue perto…

Exageros à parte, não tem sido bem assim no transcurso do campeonato, e não foi mesmo assim nas disputas internacionais, com resultados para bem além do planejado, senão vejamos essa primeira partida do playoff semifinal contra uma equipe de baixo orçamento, com rotação crítica, e sem os nomões para rivalizar com a turma rubro negra, além de um técnico estreante contra um já bastante testado na liga…

O engraçado foi comprovar que a premência rotatória do Botafogo, lhe foi muito mais benéfica e eficiente do que a ampla margem da mesma ostentada pelo Flamengo, pois se por um lado os alvi negros mantinham em quadra uma base azeitada e de alta mobilidade (Jamaal, Cauê e Coelho atuaram 38, 37 e 36 min respectivamente), alimentando quatro jogadores em pontuais rodísios, o Arthur (23 min), Diego e Maique (17 min), e Ansaloni (14 min), com Murilo, Guga e Mogi atuando em média 4,6 min, agregando de uma forma lá não muito técnica, mas compactando um entendimento que foi se estendendo no transcorrer da partida, principalmente no empenho defensivo conjunto, por outro lado, a base rubro negra era mantida por 31 min pelo Balbi e o Marcos, um armador e um ala não muito jeitoso na armação, complementados por uma rotação de sete jogadores, Davi, Derik, Olivia, Varejão, Mineiro (atuando entre 23 e 19 min), Jonathan e Nesbitt (15 min cada), armadores, alas e pivôs numa disputa de minutos, protocolares ou não, num entra e sai que de forma alguma poderia estabelecer uma liga técnica e comportamental confiável entre eles, num jogo onde o entendimento inter pares se tornava prioritário, atingidos pelo cansaço, ou não, obrigatoriamente exauridos num playoff onde vantagens devem ser negadas ao adversário ao prêço que for. Deram sorte, muita sorte, frente a uma equipe limitada economicamente, mas que soube administrar suas limitações como deve ser sempre feito nas grandes decisões, repito, ao prêço que for…

Nos dois próximos jogos, onde o Flamengo poderá fechar a série, a equipe botafoguense tem alguma chance se repetir sua atuação, agregando uma atenção redobrada nos rebotes defensivos, priorizando a ofensiva interior (reduzindo a chutação de fora), onde a intensa rotação rubro negra o beneficia, pelo simples fato da mesma custar muito a se integrar pelo excesso de candidatos em oferta, pois afinal de contas, cada vez mais fica patente que todos eles tem uma minutagem a cumprir (e olha que são oito, pois o  Crescenzi ficou de fora nessa partida…), além do fato maior de poderem contar com um trio extremamente veloz de armadores, que se derem ao inteligente recurso de variar o rítmo e o tempo nas situações ofensivas, “travando” um pouco a ânsia de velocidade dos rubro negros pressionando sempre o seu primeiro passe para o contra ataque, e atacando os altos alas forçando-os ao drible de penetração (que valem 2 pontos), evitando e contestando as tentativas de 3, terão boas chances de sucesso…

Agora, quanto ao Flamengo, vejo enormes chances de liquidar os jogos se constituírem  uma equipe realmente básica, independendo de nomes ou nomões, que joguem por um bom tempo juntos, afinal estão a poucos jogos das férias, quando cansaço e estafa não podem ser desculpas, profissionais bem pagos que são, mantendo uma unidade pela constância presencial, e não atuando como um caleidoscópio, onde imagens e figuras variam em formas, tamanhos, e cores também, dissociados do espírito coletivista que caracteriza os vencedores de fato (a turma altamente especializada agora conota “jogo coletivo” associando-o ao fato de muitos jogadores assinalarem 10 ou mais pontos. omitindo por desconhecimento ou cumplicidade, a intensa e afirmativa busca por pontos, através suas acionárias individualidades) …

Na semifinal paulista, ocorre algo parecido com a equipe de Franca, recheada de jogadores com notória eficiência, porém franca adepta da chutação de fora, convergindo na maioria de seus jogos, e neste contra Mogi, se beneficiando de uma quase completa ausência de contestações fora de seu perímetro de ataque onde formalizou 11/29 nos 3 pontos e 18/32 nos 2, com Mogi respondendo com 22/42 e 8/23 respectivamente. Venceu por 85 x 77, uma equipe desestruturada e sem liderança dentro e fora da quadra (seus dois técnicos estão suspensos, e o coordenador técnico que assumiu o cargo, demonstrava claramente não estar familiarizado com o plantel), tornando-se presa fácil a artilharia e correria francana…

Se saírem finalistas com o possível Flamengo, vai ser deveras divertido assistir jogos onde vinte jogadores se consideram e são vistos e tratados como titulares pela minutagem que ostentam, e desde já sugiro que joguem dez em dois quartos, e outros dez nos dois outros, para a alegria de todos e de seus estrategistas, e que vençam os mais nominados, noves fora a chutação de praxe, para a glória e progresso do grande jogo tupiniquim…

Amém.

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EMOTION BALL…

Foi realmente muito difícil assistir um jogo como aquele Pinheiros e Botafogo, ainda mais na condição de partida final e decisiva para a continuidade na competição, num apertado ginásio com duas torcidas presentes (duvido acontecer nas semifinais entre Botafogo e Flamengo que por ordem policial, serão de torcida única), ruidosas e vibrantes, mas coesistindo pacificamente, mesmo quando a temperatura aumentava em quadra, como deveria ser entre torcedores, independendo serem de “clubes de camisa”, ou não…

Difícil, não pelo jogo em si, mas sim por alguns aspectos que progressivamente vem ocupando a lamentável galeria de erros repetitivos, com alguns já se fixando como permanentes (erros de fundamentos, equipes fragmentadas e individualizadas, frouxidão conscensual defensiva, ofensivas dispersas em passes e dribles prolongados), numa preocupante escalada, que vem sufocando o grande jogo no que ele poderia apresentar de melhor, alta técnica e tática evoluída e inovativa, fatores estes que deveriam ser os verdadeiros “motores” para a fidelização dos torcedores em torno, e para com ele…

Começando pela mais absoluta inexistência de sistemas de jogo, a não ser um comum às duas equipes, aliado ao individualismo exacerbado e monopolizante advindo de seus jogadores americanos, vencendo e perdendo partidas muito além do “planejado” por seus estrategistas, postados ao lado da quadra na mais torturante torcida para que suas impossíveis e forçadas bolas de três “caíssem”, apesar dos esforços de um ou outro jogador nacional na trilha dos mesmos, como o Coelho, o Betinho, o Cauê, os pivôs, catadores dos rebotes resultantes da insana artilharia de ambas as equipes ( 11/33 para os paulistas, e 13/22 para os cariocas nos 3, contra 16/34 e 14/32 nos 2 respectivamente, que pelos longos 11 arremessos a menos, puderam se concentrar um pouquinho mais no jogo interior, vencendo a batalha, apesar de seus 16 erros de fundamentos contra 9 de seus adversários), perpetrada no mais genuíno modismo ora em crescente ascensão, o chega e chuta sob quaisquer circunstâncias, ou o chute em desespero, forçado pela ausência de uma ofensiva minimamente organizada, determinando solidamente o estágio em que se encontra o grande jogo atual, o da pelada, isso mesmo, um peladão lamentavelmente institucionalizado…

E como toda pelada que se preza, geradora de fortes emoções, com poucos ganhos e enormes perdas, equalizando equipes, mais pelos erros cometidos, do que pelos esporádicos acertos, através lampejos qualitativos por conta do talento de um ou outro jogador, verdadeiros pontos fora da curva no contexto de um emotion ball, no que vem sendo tentado transformar uma modalidade clássica, agora moldada pelas transmissões histéricas de narradores conceituando dantescos espetáculos destituídos das mais elementares técnicas coletivistas como o “jogo do século”, o “maior de todos os tempos no país”, “nada jamais visto entre nós”, e outros etceteras a mais não poder, avalizados por comentaristas fazedores permanentes de média junto a liga e seus empregadores, e mesmo tendo como testemunhas eventuais jogadores/comentaristas claramente constrangidos com tanta incontinência verbal, bradada aos ventos de uma história que um dia será contada e desnudada, com a mais absoluta certeza. O grande jogo, sinceramente, não merece estar passando por tanta incúria, tanta asneira encoberta, falseada e exposta em mediáticas e falantes pranchetas, definição dos arautos radiofônicos e televisivos da turma do “você nunca viu nada igual”, que no entanto esquece, ou sequer desconfia, que o histórico basketball jamais será transformado num simplório e analfabeto emotion ball, jamais, pelo menos por todos aqueles que o conhecem, amam e respeitam de verdade, que quem sabe, voltem a ser ouvidos um dia, para que saibam o que ele representou e representa de verdade em toda sua pujança, anos luz à frente de como hoje o classificam e tentam justificar..

Porém, temos por justiça parabenizar o enorme esforço e espírito de luta da turma botafoguense, mais do que merecedora de, ao menos, um sistema de jogo compatível com esse espírito, organizando seus valores em torno de um verdadeiro coletivismo ofensivo e defensivo, e não a priorização de rompantes individualistas de seus armadores, com suas salvadoras bolinhas. Quanto ao Pinheiros, que entre em quadra no próximo NBB com uma equipe, e não duas, com os americanos numa e um ou dois nacionais em outra, numa dualidade absolutamente suicida e irresponsável…

Amém.

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FREANDO A CHUTAÇÃO…

Ao lado da cantada e decantada premissa, de que o basquetebol moderno está definitivamente amparado pelo altamente veloz jogo de transição (?), e pelos arremessos de três pontos, revolucionando-o de forma mais definitiva ainda, me permito exercer a saudável e democrática discordância, definindo o atual momento como uma questão modal, como muitas outras que o assaltaram nos seus mais de cem anos de existência…

Como o previsto por aqueles que realmente conhecem o grande jogo, aos quais humildemente me incluo, comentando e divulgando suas nuances evolutivas e involutivas através os 15 anos do blog, além dos muito mais dentro das quadras na formação de base e direção de equipes, o instigante modismo do “chega e chuta”, já começa a sofrer uma ainda tenue, porém efetiva contrapartida defensiva, onde as contestações se tornam cada vez mais presentes nas grandes e pequenas ligas mundo à fora, onde até seus mais recalcitrantes defensores nas diversas mídias, começam a reconhecer, timidamente, outras alternativas de jogar, como por exemplo, o “velho e ultrapassado” jogo interior,  aquele dos 2 pontos, postergado e até negado por muitos, mas agora sutil e disfarçadamente cobrado em seus comentários, frente aos absurdos números negativos ora apresentados pelas equipes em seu todo, nas quais seus jogadores se intitulam “especialistas” nos longos arremessos, aceitos e incentivados por seus maiores admiradores, os técnicos…

Nunca tantos jogos foram perdidos por conta dessa insidiosa falácia, defendida ao extremo pela turma do “aqui e agora”, imediatista, imitadora e vassala de todo e qualquer modismo que os tornem utentes sem maiores esforços “intelectuais”, afinal de contas, criar algo de novo é perda de tempo precioso para quem necessita de “ação”, ainda mais quando lidam com jogadores, digo, peças,  “acabadas e prontas para uso”, sem as inconveniências da formação de base, território para os não elitizados como se julgam ser…

No entanto, erram suas peças fundamentos básicos, numa média de mais de 26 por partida neste NBB, noves fora a imensidão de falhas nos arremessos de três, que se computados para valer, raramente os graus de eficiência ultrapassaria o dígito mínimo aceitável, individual e coletivamente. Lá mesmo na matriz, começam os grandes especialistas a lançarem seus corpos de encontro aos defensores que os contestam, a fim de induzirem as arbitragens às faltas pessoais, num artifício revelador do quanto já estão sendo controlados com relativa eficiência sobre seus longos petardos, ação natural no constante processo evolutivo do grande jogo, no transcurso de toda sua mais do que centenária existência…

Observando atentamente jogos na NBA e campeonatos europeus, vê-se claramente que a efetivação dos longos arremessos, cada vez mais incide nos reais especialistas, com a frenética movimentação de bola até encontrá-los livres e equilibrados, no caso europeu, sob regras da FIBA, enquanto na NBA, cuja forma análoga é acrescida dos embates 1 x 1, facilitados pela regra de flutuações, onde o protagonismo pode optar pelo arremesso ou a penetração, que são marcas, por exemplo de um Curry ou um Harden, entre muitos outros, muito ao contrário do que aqui existe, onde praticamente todos os membros de uma equipe se consideram especialistas, originando a errática enxurrada de arremessos de três, que tem custado derrotas absurdas e evitáveis se fossem conveniente e eficientemente orientados, até ensinados, a estudarem melhor suas opções dentro de uma real e oficial quadra de jogo, e não circunscritos aos limites de absurdas pranchetas, onde a realidade é falseada e vendida como genial e estratégica..

A grande moda chegou ao seu auge, e a curva começa a descer em face de defesas mais bem postadas e treinadas, deixando no ar uma inquietante questão – O futuro do grande jogo se manterá arraigado aos arremessos de três pontos, ou ainda existirá espaço para vencer jogos arremessando de 2 em 2, e 1 em 1, onde o fator precisão é muito mais expressivo?…

Ouso responder que não, com a mais absoluta certeza de quem defendeu uma tese doutoral  ( *), provando, entre outras variáveis, que a precisão de um arremesso é proporcional a maior ou menor distância em que é realizado de forma livre e equilibrada, onde o direcionamento da bola possa ser  controlado com grande eficiência, na proporção inversa a presença de uma contestação próxima e verticalizada, alterando a direcionalidade e sua trajetória…

Em hipótese alguma podemos incutir na formação de base essa distorção, mais do que nunca contraproducente ao desenvolvimento técnico de nossos jovens, ao espelharem-se nos equivocados exemplos da maioria dos jogadores de elite, e seus técnicos, cúmplices de fato, ao permitirem e incentivarem tanta incúria…

Amém.

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(*) – Estudo sobre um efetivo controle de direção do arremesso com uma das mãos no basquetebol – Tese de doutoramento defendida na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa em 1992.

 

O TRISTE GRANDE JOGO…

 

Uma excelente matéria que deve ser bem lida do Fábio Balassiano no seu blog Bala na Cesta, com um só senão, a sua insistência de se considerar o único batalhador na eterna luta contra os desmandos da gestão Carlos Nascimento na CBB, com sua herança catastrófica que tanto prejudica a atual administração, que enfim, processa-o judicialmente. Digo isso por ter sido, bem antes da existência de seu blog, através do meu Basquete Brasil, e bem antes do mesmo, um crítico feroz de tudo de errado que ocorria política e economicamente na entidade que dirigia o basquetebol neste imenso, desigual e injusto país, sendo aquele posicionamento um dos motivos, dentre outros mais, do meu coercitivo e radical afastamento da direção técnica de equipes da base formativa e da elite do grande jogo, seleções inclusive…

Mesmo assim parabenizo-o pelo jornalismo duro e incisivo que pratica com grande competência e coragem, porém não solitariamente…

Outrossim, voltando ao presente basquetebol, fruto resultante, ou não, de décadas de ineptos gerenciamentos e lideranças, encaramos uma dura e inamovível realidade que, frente ao corporativismo existente entre os técnicos, dirigentes, agentes (vejam só, tão jovem e inexperiente, até o Yago os tem…), grande parte dos jogadores, e boa parte de uma mídia ufanista e afastada conscientemente da pobreza técnico tática e formativa de novos valores, conotando o grande jogo de uma áurea fantasiosa que absolutamente não ostenta, vide negativos, injustificáveis e indefensáveis números que revelam um basquetebol de terceira categoria frente aos mesmos, amargo resultado, não só dos erros administrativos antecedentes, como pela permanência danosa de uma mesmice técnica, que ao se manter endêmica, trava e obstrui toda e qualquer tentativa de criações inovativas que o retire, ou mesmo amenize da dolorosa e retrógada realidade em que se debate…

Um exemplo quase corriqueiro neste NBB 11, foi o jogo de ontem entre Franca 83 e Bauru 77, onde ambas as equipes arremessaram 34/61 bolas de 2 pontos e 23/65 de 3 (19/32 e 15/29 para Franca, e 10/29 e 13/36 para Bauru), convergindo para mais nas bolinhas, originando 42 falhas, que se relembrassem as continhas que tanto venho sugerindo, bastaria uma delas trocar a metade de suas tentativas perdidas de três, por outras de dois, para se manter bem a frente do placar, o que que fez modestamente a equipe francana, vencendo a partida…

Frente a tal realidade, onde as equipes investem em razoáveis e até bons pivôs, alguns deles alas de formação, como se explica a quase total ausência de sistemas de jogo que os promovam no perímetro interno, já que a maioria das equipes atuam em dupla, e às vezes em tripla armação, gastando e destilando a bola em passes de contorno, dribles e dribles vistosos e inócuos, penetrações partindo de “espaçamentos” ofensivos com a participação ostensiva, inclusive, dos pivôs, num esboço canhestro do que é comumente feito na NBA, face às facilidades de flutuações não permitidas por suas regras especiais e contrárias às da FIBA? Creio que a resposta é para lá de óbvia, as equipes não têm sistemas fortes e confiáveis para atuar dentro do perímetro, a não ser a triste jogada em que um solitário pivô luta de costas para a cesta, no meio de vários defensores, enquanto seus demais companheiros, “espaçados” pelo perímetro externo, o assistem inermes e desprovidos de qualquer ação de apoio ou socorro do mesmo, vendo-o solitariamente torear a defesa agradecida ante tanta incompetência ofensiva. Perdoem-me, têm uma outra engatilhada, a penetração partindo de fora, em ação de muito gosto por parte dos americanos que aqui atuam, ou os inevitáveis chutes de três ante o esgotamento dos 24 seg de praxe…

Nossas equipes não sabem atacar em grupo, onde todos os jogadores se deslocam, e não como alguns que ocupam sesmarias laterais (chamo-os de corner players) gesticulando ávidos pelos passes para matar as bolinhas consagradoras (moleza grotesca ante defesas absolutamente medíocres e descerebradas), ou assistindo indolentes dois companheiros tentar picks intrigantes e comumente mal feitos. Os princípios coletivistas morrem exatamente aí, não só pela ausência e desconhecimento do que venha a ser mobilidade coletiva e solidária de uma equipe, mas antes de tudo, um preparo bem planejado de treinamento nos fundamentos básicos, e na formulação de exercícios especiais (drills) que decompondo carentes ações e atitudes individuais e coletivas, dotem a todos de instrumental técnico tático que os façam ler o jogo de uma forma objetiva, criativa e prática, numa ótica coletiva, onde a qualidade individual de cada um se some e associe aos demais, constituindo o alicerce básico de uma equipe de alta competição…

Claro, que para tão grandioso objetivo, é exigido um comando seguro, criterioso e absolutamente competente, fatores estes que vejo em muito, muito poucos nos atuais técnicos nacionais, dissociados em sua maioria do enorme e importante histórico do grande jogo que um dia praticamos, com raríssimos estrangeiros, grandes e pequenos clubes trabalhando a base em todo o país, excelentes professores e técnicos formadores, campeonatos assistidos por torcedores e admiradores que realmente o amavam e entendiam, e não essa busca insana por americanos salvadores, argentinos lideres táticos em quadra, pelo público afeito ao futebol, com suas mazelas e torcidas organizadas cujo lema prioritário é a liquidação de seus oponentes, vício de tal ordem danoso, que já temos aqui no Rio de Janeiro jogos com torcidas únicas, fator desvirtuante do que sempre ostentou de mais desportivo em sua trajetória, o jogo como fator educativo e cultural, e não essa mixórdia que aí está…

Virão as semi e as finais daqui a um pouco, trombeteadas por narrações apocalípticas, indecentes, malfeitoras, ridículas, pornográficas, segundo jargões midiáticos, onde até sacanagens são mencionadas, como se tais e mal educadas citações aumentassem a importância do grande jogo, a não ser um discutível aumento de audiência de seus executores, que ao lado de muitos comentaristas veem um outro jogo, ao contrário do que assistimos incrédulos perante tanta asneira que é mencionada em nome de técnicas e táticas inexistentes, até mesmo estratégias confundidas com rabiscos desconexos nas pranchetas de ocasião, realmente muito triste…

NBB é FIBA, NBA é NBA, dois mundos díspares, que jamais verá a grande liga implantada por aqui, pois o fator limitador e imutável atende pelo nome de poder econômico, associado a seus costumes e tradições regionais e nacionais de um país hegemônico, antítese do nosso, carente, mal e propositadamente deseducado, colonizado com o que de pior herdamos do hemisfério norte, ainda e por um longo tempo destituído de lideranças confiáveis, porém ansioso para tê-las, atuantes e progressistas, principalmente na educação básica de seu povo, em seu  desenvolvimento cultural, artístico e desportivo, fundamentos para se transformar na grande nação que tanto desejamos. O basquetebol teve e deveria ter continuado a ter uma grande parcela nesse desenvolvimento, mas tem sido bloqueado pela mesmice endêmica em que o afundaram tecnicamente, e pelo abjeto corporativismo em que se envolveu, retirando qualquer possibilidade evolutiva, onde o novo e o criativo foi, e tem sido varrido para baixo do tapete de sua triste história…

Sairemos ou sucumbiremos ao bestialógico em que o cercaram e cercearam? Hum, vai ser muito difícil, impossível, não! O que falta então? Eis uma boa pergunta…

Amém.

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SABE-SE LÁ?…

Confesso ser realmente duro assistir jogos do NBB nesta décima primeira edição, não que destoe das anteriores, mas sim pela agora confirmação de que nada, absolutamente nada, tenha mudado na técnica do jogo, individual e coletivamente, com a média de erros de fundamentos de 29.3 somente neste playoff (até aqui era de 26.2) em 8 jogos, com um deles, o segundo entre Flamengo e Corinthians atingindo o inacreditável número de 40!!…

Na tática sistêmica de jogo então, a mesmice vicejante desde o início da liga, continua inalterada, com uns raros lampejos de novidade (?), como o sistema único adaptado para uma falseada dupla armação, onde um dos alas é substituído por um outro armador, dinamizando as manjadas jogadas com fundamentos um pouco melhores, e alas pivôs “espaçados” para cortes unilaterais à cesta, escancarando de vez a genérica constatação do desconhecimento mais primário do que venha a ser os fundamentos da defesa individual, base estrutural e sedimentada da orgia dos arremessos de três pontos, tornados praticamente “naturais”, e até mesmo “auto obrigatórios”, incentivados e apoiados por seus técnicos, frente a ausência da mesma, cúmplice direta da existência e doentia manutenção de um óbice que vem cobrando, e ainda cobrará altos juros nas competições internacionais de vulto de que participaremos, inclusive nas divisões formativas de base, espelhadas no exemplo de uma elite tupiniquim, também ela espelhada nas exógenas ligas superiores, onde a incidência artilheira se concentra, ao contrário da nossa, naqueles poucos, porém realmente especialistas na difícil arte dos longos arremessos, frutos de um treinamento altamente especializado, naquele, como nos demais fundamentos do grande jogo, enquanto por aqui centramos no “chega e chuta”, minimizando os demais fundamentos, e um bom e didático exemplo aconteceu ao final do jogo Pinheiros x Botafogo, quando uma jovem e já enaltecida promessa paulista, foi lançada em quadra, converteu uma bola de três, foi ovacionado e deificado pela mídia (já já vão indicá-lo ao draft da matriz…), para logo a seguir errar outra, claro, de três, sem ser contestado em nenhuma delas…

Agora mesmo é anunciada a ida de três de nossos craques imberbes ao próximo draft da NBA, num exercício irresponsável sobre qualificações técnicas que ainda estão muito longe de alcançar para aquele nível, mas onde o “sabe-se lá” poderá acontecer, e onde o futuro de vida destes meninos não é levado em responsável consideração (aí incluído os estudos), quando o tilintar da possível grana se torna mais importante do que suas certezas, e não promessas de vida, se tornarem realidade. Um outro, que se negou a voltar a quadra jogando um torneio oficial da seleção, é agora pajeado pelo técnico estrangeiro (egresso de um país onde é um assunto muito sério, mais ainda quando fazia parte da Iugoslávia), pela mídia e por dirigentes que o premiam à sombra de sua discutível fama, dando o exemplo maior para os jovens iniciantes, de que tradição e o sonhar em enverga-la um dia, não passa de “ultrapassada antiguidade”, pois o que está valendo é a glória a qualquer custo, que está situada muito além do amor e luta de todos aqueles que a vestiram com honra, dignidade, e que jamais a negaram e traíram…

Enquanto isso, “vamo que vamo” nesse balanço antropofágico que sem dúvida alguma, e à sombra de tanta falta de bom senso, onde o futuro do basquetebol feminino se arrisca a ser liderado (?) por um estrategista da prancheta que em tempo algum esteve ligado àquele especialíssimo mundo de mulheres jogadoras e atletas, rivaliza com o continuísmo de um corporativismo que nos custou, custa e custará por um longo tempo, tanta e cruel estagnação, onde o novo e a criatividade jamais prosperarão…

Amém.

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REFLEXIONANDO II…

Faltando menos de 20 seg, três pontos à frente no placar, com a posse de bola num último ataque, frente a mais de 70 mil espectadores numa arena gigantesca, e mais alguns milhões de telespectadores em seu país e no mundo, sabedor que a única chance de seu adversário seriam as faltas pessoais para terem a chance de uma posse de bola, e que no fato de conseguir converter ao menos um lance livre colocaria o caneco no bolso, todas possibilidades reais e factíveis, mas não, o chamamento para a glória suprema de fechar o jogo, ter seu nome indelével na história da liga colegial mais famosa do mundo, e mais ainda, escancarar as portas do draft com seus sonhados milhões falaram mais alto, e aconteceu o absurdo, um chute de três do meio da rua, falhado por não merecido por sua arrogância juvenil, dando o contra ataque ao adversário que ao tentar, também, a bola de três desesperada sofre a evidente falta, indo para a linha do lance livre, convertendo os três, provocando uma prorrogação, e vitória mais do que merecida por 10 pontos. Contou-se assim a vitória de Virginia sobre Texas Tech, onde a bolinha consagradora da moda, não caiu…

Mas foi um belo torneio mata mata, com fundamentos bem praticados, defesas altamente técnicas, e ataques, que apesar do uso global do sistema único, teve o mérito de priorizar o jogo interno, onde uma geração de excelentes alas pivôs fizeram jús aos mais altos elogios da mídia e dos amantes do grande jogo bem jogado…

Por aqui, jogos finais dos playoffs, onde a profusão das artilharias de três fizeram a farra, mas nenhuma chegando perto do segundo e decisivo jogo entre Ceará e Paulistano, que a exemplo de sua participação na Liga das Américas, propôs um jogo à moda Duel of OK Corral, onde venceria quem desse o último tiranbaço do meio da rua, vencendo a turma do sudeste com a camisa cearense, com números assustadores, tais como: 14/33 nos 2 pontos e 10/34 de três para os cearenses, contra 17/34 e 6/37 respectivamente para os paulistas, num total de 31/67 de 2 e 16/71 de 3 para ambos os duelistas, perfazendo a incrível perda de 36 tentativas de 2, e 55, isso mesmo, 55 de 3 pontos para as duas turmas de pretensos especialistas nos arremessos quando livres e desimpedidos pelas ausências defensivas, mas que quando contestados fortemente (e a quantidade de faltas pessoais, originando 26/30 para o Ceará e 22/27 para o Paulistano atestam essa evidência), perdem drasticamente a ilusória eficiência de seus gênios dos arremessos, que são muitos, pois 8 do Ceará e 9 do Paulistano trituraram os aros, demonstrando definitivamente que não são os especialistas que pensam e são incentivados a acharem que são, e não são MESMO!!!…

A maioria das equipes nessas quarta de finais que se iniciam, cometem os mesmos erros uma das outras, das defesas aos sistemas de ataque, da falta de fundamentos a pretensão de que são e representam a “nova era” do grande jogo com suas ridículas artilharias (em qualquer liga importante mundial, dois ou no máximo quatro são realmente especialistas nos longos arremessos, aqui não, onde a média de 8 jogadores se acham ungidos pelos deuses em suas pretensões divinas, bajulados e incensados por uma mídia ufanista e majoritariamente analfabeta sobre os mais básicos fundamentos do jogo, arremessos em particular…), judiando da paciência daqueles que realmente entendem e amam profundamente uma modalidade ímpar em sua complexidade e profundidade. Basquetebol é coisa muito séria caros deslumbrados, não à toa leva 70 mil pessoas em finais universitárias, média de 15 mil na NBA, 10 mil numa forte Euroliga, e não mais do que mil como aquí, que quando atingem 2 mil assistentes na grande rede é comemorado como recorde mundial…

Sem dúvida nenhuma poderemos alcançar platéias cada vez maiores, porém, não imitando o lazer extra quadra copiado da matriz (temos lazeres mais apaixonantes), e sim com uma longa e paciente  melhoria técnico tática de nossas equipes, formadas por jogadores bem iniciados e treinados desde a base, e não contando com o individualismo exacerbado e independente da estrangeirada que aqui aporta como penúltima opção entre as ligas profissionais, e que com raras exceções realmente somam algo que beneficie nossa forma de ver e sentir o jogo, mas que em sua maioria trava um duelo de influências com os estrategistas tupiniquins, nos meios e na forma de jogá-lo, ante a mesmice institucionalizada, padronizada e formatada em que se inserem no sistema único que bem conhecem e professam, e do qual se sentem à vontade para contorná-lo quando bem lhe aprouver, mais ainda se somados e irmanados a seus muitos conterrâneos existentes nas franquias…

No entanto, como se torna cada vez mais importante para a mídia o que ocorre na matriz, com seus craques milionários desfilando técnicas e comportamentos fartamente compilados e divulgados em nossas TVs, Jornais, Portais, Blogs e redes de informação, como competir contra tanta grana envolvida, interesses midiáticos, influências político esportivas, estratégicas até, ante um quadro catastrófico em que se encontra a educação de um povo abandonado em sua ignorância proposital e planejada, facilitando sua manipulação política, vide o momento atual em que o MEC é dilacerado por interesses puramente ideológicos voltados a manutenção do que aí está, esteve, e estará por um longo tempo, talvez definitivamente, aí inclusas as manifestações culturais, artísticas e desportivas também, exceto o futebol, com sua destinação entorpecedora, anestesiante da realidade crua em que vivemos. Carnaval e futebol são fundamentais para esse controle, educação e cultura, não, desporto então…

Amém.

Fotos – Reproduções da Tv e divulgação CAP. Clique nas mesmas para ampliá-las.

IGNORÂNCIA E COVARDIA SEM FIM…

Com a enxurrada de basquetebol acontecendo nas TVs, Internet e mesmo em nossos ginásios, deixa a mídia especializada mais seletiva em seus comentários, claro, enaltecendo preferencialmente a NBA, a NCAA e de quebra o NBB, fora uma ou outra matéria sobre nossas seleções, com a feminina ameaçada de ter como seu técnico, um que jamais lidou com o mesmo, nem como assíduo assistente, o que honestamente elas não merecem…

Então, como assunto de rodapé de página interna, faço questão de focar na surra memorável que o Paulistano levou do San Lorenzo na Liga das Américas, por 70x 58, numa partida em que chegou a estar perdendo por quase 30 pontos! Motivo principal? (um dulce de leche a quem acertar…) Na mosca, as bolinhas não caíram, foram 10/40 e 10/36 (como pretender vencer uma Liga América convergindo dessa absurda forma?) de 2 pontos, contra 8/27 e 21/43, respectivamente, dos platinos. Nos lances livres se equivaleram com 8/11 para nosostros e 7/9 para eles, que por conta da mais absoluta fragilidade defensiva dos paulistas, que nem faltas pessoais tiveram a oportunidade de cometer (até mesmo as “famosas e inteligentes” faltas de cunho técnico )…

Explicações? Para que, se os números desnudam tudo e mais alguma coisa, para que? A não ser que, ainda teimem que jogos e campeonatos regionais, estaduais, nacionais e internacionais como esse, se vence com velozes transições (êta definição esdrúxula), tocos, enterradas e chutação desenfreada de três, em que todos envolvidos na equipe (desconfio até dos mordomos e aspones que enxameiam os bancos) se consideram especialistas no mais complexo dos arremessos, fatores pontuais estabelecidos como os definidores de sucesso nas competições…

O grande problema é que realmente se consideram os donos da cocada preta, imunes a críticas que o afastem da verdade suprema que doentiamente veneram, se entregam, a cada treino, a cada jogo, desde sempre, onde a propalada “eficiência”  nos longos arremessos o imbuíssem na busca da verdade suprema do grande jogo, cada vez mais incensada e incentivada por estrategistas/torcedores de beira de quadra, mídia exultante e ufanista, dirigentes e agentes fazendo e desfazendo equipes, levados ao êxtase supremo a cada bolinha que caia, testemunha solitária da mediocridade de suas lideranças…

E não caíram, assim como no jogo mais importante da seleção em sua busca, agora satisfeita, pela classificação ao Mundial, contra o Canadá, quando as ditas cujas também não caíram, e sabem por que? (outro dulce de leche a quem acertar) Isso, foram contestadas, eficientemente contestadas ( nos jogos do march madness da NCAA, aulas contestatórias têm sido dadas em quase todos os jogos, com defesas verticalizadas, onde o objetivo é a alteração das trajetórias, e não o bloqueio puro e simples, e na maioria das vezes faltoso), por uma equipe veloz e determinada na defesa interna e externa de seu campo de luta…

Mas não aprendemos, nem pensar o contrário, afinal de contas somos o poder supremo do “open game”, dos “espaçamentos”, das penetrações de cabeça baixa driblando com a mão preferencial, aliás, a única que dominam, e mesmo assim com sérias ressalvas, onde as reversões naturais são taxadas de geniais, porém dissociadas, na maioria das vezes, do interesse coletivo, oposto aos pontuais estrelismos personalistas…

Ainda temos muito o que aprender, estudar, pesquisar, e acima de tudo, empregar todo esse conhecimento na base da pirâmide, nos seus alicerces, ajudando e preparando nossos infelizes e abandonados jovens em sua penosa caminhada, num país que sempre pautou por um estranho e absurdo dilema, que nos muitos anos por mim exercidos no magistério universitário de formação de futuros professores definia – Conheço muitos países, no entanto esse é o único no qual, nem a direita e nem a esquerda quer o povo educado, a direita para se manter no poder, a esquerda para usá-lo como massa de manobra para alcançar o poder, e ao assumí-lo se bandear para a direita mantendo-o ignorante, frágil, passivo e manipulável, exatamente o que faz a direita agora vencedora, indefinindo e postergando a educação com os mesmos propósitos. Pobre país, pobre juventude, criminosa covardia sem fim…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

AS DÚVIDAS DO VAREJÃO…

Ao término da fase classificatória do March madness universitário americano (único torneio de lá que habitualmente assisto), já posso tirar algumas conclusões sobre o momento ianque de jogar o grande jogo, o mais próximo possível das regras internacionais, um pouco menos conflitante do que o modo NBA de praticá-lo, ou mesmo, transformá-lo num produto altamente rentável, e não um desporto comum a todo o restante deste planeta, unido em torno das regras da FIBA, se constituindo na exceção que as justificam. Sem dúvida alguma é um outro jogo o praticado na matriz, sendo a NCAA um ponto de passagem entre as duas evidências, mas ainda tendendo ao exclusivismo paternal de uma modalidade que vê negado o universalismo além de suas fronteiras…

É um outro jogo, porém com um princípio indivisível e comum ao restante do mundo, a forma de dominá-lo através fundamentos bem ensinados, exemplarmente treinados, e aplicados com maestria dentro dos sistemas ofensivos e defensivos adotados por professores e técnicos bem formados neste mister, apesar da maioria avassaladora dos mesmos se utilizarem do sistema único ofensivo, em contrafação aos flexíveis e variados sistemas defensivos, que diferem em forma, mas comungam dos princípios enérgicos e incansáveis aplicados durante todas as partidas, numa prova coletiva de comprometimento e entrega defensiva a serviço da equipe em seu todo…

Com poucas exceções, as equipes atacavam da mesma maneira, mesmo em dupla armação, onde passes de contorno, espaçamento gerador dos embates 1 x 1, corta luzes fora do perímetro, e trocas muito rápidas de passes visando os arremessos de três (são 30 seg de posse de bola em vez dos 24 seg da regra internacional), se constituíram no lugar comum a ser alcançado, num desperdício físico considerável num torneio de tiro curto como esse, onde a era dos massudos pivosões definitivamente deixou de existir, dando lugar a outros mais velozes, flexíveis e aptos ao jogo interno, como ao externo também, assim como mais versáteis no manejo dos fundamentos básicos do grande jogo. Mesmo assim, não vimos sistemas diferenciados, a não ser o emprego da defesa zonal por poucas equipes, com sucesso relativo, porém suscetíveis aos longos arremessos, responsáveis pela artilharia desferida por muitas das equipes, adotando o estilo Warrios, mas sem a eficiência dos mesmos…

Se quisesse destacar um jogo em especial nessa primeira fase do torneio, Duke 77 x 76 UCF, seria o escolhido, pois representou a afirmação de quebra da mesmice tática por parte do coach K, com sua equipe errática, porém azeitada em quadra, onde uma dupla competentíssima de armadores, alimentava alas pivôs fortíssimos que transitavam dentro e fora do perímetro, com seu grande jogador Zion atuando indistintamente dentro e fora do mesmo, ( o jogo foi vencido através um curto arremesso dele, seguido de um lance livre) defendendo com enorme vigor, principalmente nos rebotes, contra uma equipe dentro dos padrões atuais, contando inclusive com um pivô, Tacko Fall, de 2,29m enfiado no garrafão e dominando defensivamente sua cesta, e um atacante, Dawkins, especialista nas bolas de três, que foi o maior marcador do jogo, mas que no entanto viu sua equipe perder por um ponto, numa partida exemplar pelo confronto direto entre o antes e o depois técnico tático estabelecido no atual panorama do basquetebol de seu país…

Acredito que pouca coisa mudará nas semifinais e grande final deste grande torneio, onde a utilização do atual sistema ofensivo de jogo será mantido, garantindo a continuidade técnica e tática da liga maior, agora mais bem alimentada pela participação de jogadores universitários com um ano somente de frequência escolar, garantidora de sua contínua e inesgotável renovação, num mercado bilionário, e por isso mesmo, cruelmente disputado…

Sobre essa realidade no basquetebol profissional americano, vale a pena ler a entrevista que o jogador Anderson Varejão concedeu ao blog Bala na Cesta do jornalista Fábio Balassiano, da qual pincei alguns e esclarecedores pontos:

-(…) Cara, o jogo é outro. Totalmente. É outro esporte. Tudo muito rápido, todo mundo chutando de fora, muitas trocas nos bloqueios. Você não vê mais aquele jogo de cinco contra cinco, bola no pivô, essas coisas(…)

-(…) O que vejo hoje, e me questiono muito se é eficiente, é que todos os times tentam se igualar na forma de jogar ao que o Golden State Warriors e o Houston Rockets fazem para ter chance de ganhar. Mas será que esse é o caminho? Ou será que o ideal seria fazer algo de diferente pra machucar os caras? No momento é isso aí – correria, chute de três, muita transição, jogo sem tanta defesa agressiva…(…)

-(…) Hoje é um caminho sem volta. Pode ser que em 2, 3 anos a gente volte a conversar e o negócio tenha mudado. Mas hoje é assim(…)

Como vemos, um jogador com larga experiência no basquetebol europeu e americano, em sua liga maior por mais de dez anos, tem sérias dúvidas sobre a realidade que ora se apresenta no âmago do grande jogo, principalmente quanto a sua exequibilidade sistêmica em nosso país, não como um utente negligenciado em sua atuação pontuadora dentro do perímetro, mas sim, como um observador detalhista e consciencioso dos caminhos que se apresentam ao grande jogo em seu desenvolvimento futuro, em bases sólidas  e possíveis de serem trilhadas com conhecimento e competência…

Como acabamos de testemunhar na fase classificatória do march madness da NCAA, da fase classificatória aos playoffs do NBB, das competições sul americanas, assim como o dia a dia dos intermináveis jogos da NBA, a mesmice endêmica técnico tática corre solta e livre, assim como a desenfreada hemorragia das bolas de três impera mundialmente (muito mais por aqui mesmo, em terra tupiniquim), vítimas que somos do colonialismo atávico advindo das matrizes, e que é sutilmente mencionado pelo grande jogador ao responder a uma pergunta direta do Fábio – (…) Você gosta ou é o que é? Não tem muito o que escolher. A vida te leva pros caminhos e você tem de fazer parte disso (…).

E é neste ponto que insiro dois artigos antigos publicados aqui neste humilde blog, cuja leitura em muito poderá auxiliar na plena compreensão do testemunho do Varejão, pois explicita com sobras os porquês de não adotarmos formas diferenciadas de jogar o grande jogo, e mais ainda os porquês da não continuidade das minhas propostas teóricas e práticas quando na direção fugaz do Saldanha da Gama no NBB2, dez anos atrás, a não ser acolhimentos pontuais por determinados técnicos pela dupla armação, ferozmente combatida desde aquela época por blogueiros, jornalistas, comentaristas e palpiteiros, hoje plena e aplicada por todas as franquias, até extrapolando em triplas armações, assim como a substituição dos massudos e lentos cincões, por alas pivôs mais atléticos, ágeis e velozes, que hoje povoam nossas quadras, todos, porém, ainda longe do coletivismo alcançado por aquela emblemática equipe, fruto de uma experiente e qualificada pedagogia de ensino por muitos anos pesquisada, e muito mais ainda distante da compreensão e domínio dos imediatistas estrategistas que as comandam, ao negarem, por muito pouco conhecerem, da importância do árduo treino dos fundamentos individuais e coletivos para seus graduados e nominados jogadores, tornando-os aptos e receptivos a sistemas atípicos às suas monocórdias realidades, dando início a um novo ciclo de aprendizagem e conhecimento pleno do que venha a ser jogo coletivo e verdadeira e consistente leitura de jogo a qualquer momento de uma partida (ápice de um competente treinamento), dispensando o encordoamento manipulador que exercem de fora para dentro da quadra, em descerebrados marionetes fantasiados de jogadores…

Os artigos em questão – Dupla o que?

                                    – Fazendo pensar

Poderiam culminar com um artigo ( O desafio…artigo 1000) que muito explica e esclarece uma inglória luta aqui travada desde sempre, e que hoje responde em alto e bom som as dúvidas externadas pelo Anderson Varejão em sua entrevista, num repto por mim lançado e que pouquíssimas respostas foram elaboradas a respeito, fora e dentro das quadras, escancarando o verdadeiro absurdo do meu coercitivo afastamento do grande jogo, talvez o único profissional com coragem e independência para dar continuidade ao belo e exemplar trabalho iniciado no Saldanha da Gama no NBB2, e que após ser varrido para baixo do tapete da história, se vê canhestra, débil e sutilmente copiado sem o conhecimento, domínio e profundidade do original, que em caso contrário, teria desencadeado soluções teóricas e práticas que naturalmente  evoluiriam estrategicamente na direção do questionamento inquisidor do Anderson – (…) Ou será que o ideal seria fazer algo diferente pra machucar os caras? (…).

Que eu diria e afiançaria diferenciado, proprietário, exclusivo em termos nacionais, da base a elite, democrático, forte e consciente, independente, criativo e responsável, e acima de tudo, nosso…

Durante esta semana assisti de tudo, NCAA, NBB, Euroliga, e até um pouco de NBA, mas para dar um tempo nas mesmas críticas sobre erros e mais erros de fundamentos, cascatas de bolas de três, chiliques e poses ao lado das quadras, pranchetas vazias de idéias e conhecimento real do grande jogo, transmissões e comentários apocalípticos, jogadores americanos deitando regras e comandos nos jogos, ginásios e arenas semi desertos, peladas disfarçadas de clássicos, num NBB formatado e pasteurizado pela mediocridade fruto da teimosia corporativa de seus mentores, é que nada comentarei, no momento (quem sabe nos playoffs), sobre jogos que expõem a triste realidade técnico tática que tanto preocupa o Varejão, e não só ele, e sim a todos aqueles que amam de verdade o grande, grandíssimo jogo…

Amém.

Nota – Atentem nos excelentes comentários agregados aos artigos sugeridos.

Fotos – Reproduções da TV. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

  

O CHIFRE ETERNO…

Bem pessoal, publiquei o artigo a seguir em 2011, se puderem e quiserem lê-lo, inclusive os esclarecedores comentários, o façam, para logo após responderem a uma pergunta que faço – De lá para cá, o que mudou técnica e taticamente no grande jogo tupiniquim, o que?

A ONIPRESENTE CHIFRE…

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 por Paulo Murilo

É chifre para cima, chifre para baixo, para o lado, invertido, falso, forte, dissimulado, chifre para tudo e para toda situação de jogo. Sem dúvida o chifre está valorizado, e como.

Tempo pedido, discute-se, às vezes xinga-se, outras silenciam, mas ao final o lembrete: -“vamos de chifre, ah, pra baixo”…

E lá vão os jogadores chifrar o oponente, mas com uma importante ressalva, o fazem sem mudar, acrescentar absolutamente nada ao que vinham, vem e virão a fazer enquanto jogarem, pois simplesmente… chifram.

Observo atento, não, concentrado, concentradíssimo na jogada chifre em questão, e nada, absolutamente nada vejo de diferente, inovador, criador, ou mesmo contestador, nada.

-“Os caras não podem continuar a ganhar os rebotes no ataque, não podem arremessar livre de fora, bandeja então, nem pensar. Marquem forte, e usem a chifre (alto, baixo, pro lado, ora, o que importa desde que seja a chifre…)”.

Mas como todo jogador criativo, exemplo, o Shamell, atuando dentro de uma chifre genérica, sai de sua zona preferida para os chutes estratosféricos de três (às vezes depreendo ser essa a verdadeira função das chifres, colocar jogadores para arremessos de três, será?), e mata o jogo com seis pontos seguidos de DPJ, um deles acrescido de reversão, todos de dois pontos, próximos, seguros, eficientes, fechando a série para a sua equipe.

Do outro lado, uma equipe ensandecida nos arremessos de três e um furor de inócuos dribles por parte de armadores que simplesmente resolveram riscar o jogo interior de suas preferências, e claro, atuando numa chifre polivalente.

Nos três jogos finais as duas equipes finalistas do paulista, perpetraram um 58/145 nos arremessos de três, contra 111/205 de dois pontos, e cometeram juntas 78 erros em perdas de bola, e tudo sob a égide de jogadas nunca obedecidas e defesas permissivas, mas ambas, perfeitamente alinhadas pela mais emblemática das jogadas exigidas, quem sabe até um sistema, a onipresente chifre.

O que me preocupa de verdade, é que o argentino também tem uma queda por ela, o que justifica a sempre presente hemorragia dos três, que nos tem causado tantos contratempos.

E foi sob esse cenário que um talentoso Shamell resolveu e definiu um jogo de 2 em 2, simples e nada glamoroso, sem enterradas e tocos cinematográficos, apesar de ter levado um decisivo na terceira partida da série.

Mas com ou sem chifre, parabenizo a equipe do Pinheiros por sua conquista, e ao Shamell em particular, por sua inteligente opção.

Amém.

OBS-Antes que me questionem – DPJ- Drible, parada e jump, classica jogada dos que sabem jogar o grande jogo.

 

6 comentários

  • Henrique Lima11.11.2011·
  • Jogadas e mais jogadas.
  • Até quando os caras vão entender que o necessário é saber jogar basquetebol e não decorar um livro de coreografias ?
  • Triste de nós, Professor, que andamos numa estrada e com uma luta que parecem não ter fim.
  • Abraços
  • Basquete Brasil11.11.2011·
  • E ainda tem técnicos que vêm a publico afiançar que estão mais preparados para encarar o batente, como se a liga maior fosse algum Jardim da Infância. Mas como são produtos desvairados do conceito Q.I. de escolha, o que podemos esperar? Corporativismo é isso ai.
  • Um abraço Henrique, Paulo.
  • Henrique Lima12.11.2011·
  • Professor,o pior que não tende a acabar.
  • Eu imagino um Pinheiros jogando num sistema diferente, com os atletas sabendo movimentar fora da bola, utilizando os bons pivôs que tem, os excelentes infiltradores e chutadores. Enfim, um time com tanta qualidade e tanto potencial, fica preso à chifres e polegares. Aos individualismos que só dão certo num jogo de NBA e olhe lá … nem mais lá tem dado certo.
  • Agora, ao invés de chifres e polegares para baixo, para o alto, para o lado, se estes caras treinassem 50% do tempo que gastam decorando estas porcarias, em fundamentos, estaríamos em outro nível.
  • Não sei se o senhor notou, o Jack Martinez, pivô dominicano. O cara simplesmente domina todos os fundamentos. É um jogador de basquetebol. Sabe jogar basquete. Fez o que quis no Pré Olímpico, carregou nas costas o time por boa parte do jogo contra nossa seleção e no PAN deitou e rolou sobre o Murilo, que é um atleta competente no nosso nível interno, dos melhores pivôs que temos por aqui, se bobear o melhor do torneio nacional. A diferença na qualidade dos fundamentos dos dois, é monstruosa. É um pequeno exemplo, mas estamos falando de caras de elite né ? Deveriam ser mais parelhos.
  • Dá até pena do quanto este pessoal desperdiça de talento e tempo por aí.
  • Mas, a maioria parece acreditar que este é o caminho, os chifres, os polegares ou o fazem mesmo porque é mais simples para se manterem nos cargos. Aí, a minoria que pensa diferente é vista como louca … embora os resultados dos últimos não sei quantos anos falam por si …
  • Abração
  • PS: Professor, o senhor não teve nenhum convite para o NBB 4 não ?
  • A falta de visão dos dirigentes de basquetebol no país, é algo crítico.
  • É muita gente cega ….
  • Basquete Brasil12.11.2011·
  • Henrique, treinar fundamentos com jogadores de altas folhas salariais, se foram contratados exatamente pela pretensa proficiência nos mesmos? Perder tempo em corrigir adultos calejados naqueles detalhes de ação individual, quando, apesar das falhas, conseguem estar melhores dentro do padrão brasileiro? Nem pensar! Ainda mais quando perfeitamente familiarizados com o sistema único que praticam, independentemente da equipe onde estejam,o que os deixam ” treinados” a priori, sem cansativas inovações.Musculação, alongamentos, aeróbicos, arremessos de preparação, cinco para cada lado, bola ao alto, e vamos todos para os rachas de profunda preparação. Mais adiante, nada que uma bem azeitada prancheta não possa resolver, ou pelo menos, aparentar que resolve. Faz parte do roteiro, como toda e bem entendida coreografia.
  • O Jack Martinez realmente é um excelente jogador, e dono de uma técnica individual indiscutível. Pena que muito marrento e um tanto individualista. Bem orientado e cuidado faria enormes estragos em seus adversários. Realmente, o Murilo não foi páreo para ele, apesar de ser um jogador de boa qualidade, mas pouco exigido nos fundamentos do jogo.
  • Não podemos esquecer Henrique, que a manutenção de um sólido corporativismo é conseguido pela homogeneidade funcional de seus participantes, daí a adoção do sistema único e suas jogadas de passo marcado por todos os seus integrantes, onde algum insurgente tem de ser banido, ainda mais se não socio e participante do mesmo.
  • Se fui convidado? Sequer para o Sub 21,que vai se tornar o continuismo do que ai está implantado. Honestamente, não acredito que melhoraremos agindo dessa forma unilateral e sumamente covarde.
  • Um abraço, Paulo.
  • wilson16.11.2011·
  • o problema não é com a chifre e sim a maneira que se usa, pois ela nada mais é que o pick and roll, no qual é o sistemo que o mundo inteiro joga, o problema do brasil é a demasiada ânsia d pontuar, os arremessos de três, são com chifre, sem chifre, não importa aqui se joga com pressa e não com velocidade…culpar a chifre é culpar todo o sistema ofensivo q nada mais é q uma tentativa de facilitar a ação, portanto deixem a chifre, a punho ou qualquer outra movimentação ofensiva em paz…o erro está na formação oscariana que os técnicos da base enfiam na cabeça dos seus pupilos.
  • Basquete Brasil17.11.2011·
  • Exato prezado Wilson, chifre, punho, cabeça, etc, compõem o repertório do sistema único, que como você mesmo confirma é o “sistema que o mundo inteiro joga”, e que infeliz e convenientemente também é jogado por aqui, numa mesmice endêmica e consentida por todos aqueles que se negam a estudar e pesquisar outras formas de jogar o grande jogo. E exatamente por isso é que estamos na situação em que nos encontramos, de ineficiência técnico tática desde as divisões de base, o que é lamentável.
  • Desculpe, mas não deixei, deixo e jamais deixarei em paz tanta mediocridade e preguiça em buscar novos e ousados caminhos, porta de entrada da criatividade e desenvolvimento. Acredito firmemente que nossos jovens merecem algo de melhor, de instigante. Aliás, todos nos merecemos.
  • Um abraço, Paulo Murilo.

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