O DESAFIO… (ARTIGO 1000)

Dedico esse artigo ao Melchiades Filho que, infelizmente parou no 529, e ao Geraldo da Conceição que aos 92 anos se mantêm na luta pelo grande jogo.

Amém.

OBS- Outros jogos do Saldanha em vídeo, acesse o espaço Multimídia nesse blog.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



6 comentários

  1. ALEXANDRE MIRANDA 21.11.2012

    Que jogo fluido e vistoso, hein professor! Verifica-se que a equipe CAP não entende bem o que está acontecendo, pois já está enraigada na mente dos jogadores os mesmos padrões ofensivos e defensivos vistos em uma e outra edição do NBB ou Paulista. É como se tivessem um programa da Microsoft e quisessem rodar na Apple, ou vice versa. Nada que libere a criatividade e a originalidade dos jogadores!

    Fato, por um tempo fiquei com a impressão de que, nem na NBA, nem na ACB e nem na Euroleague algo como este estilo de pensar/fazer basquetebol tenha sido implantado. O basquete europeu é bem inteligente, técnico e solidário, mas ainda preso aos dogmas da prancheta. Sei que este é o “status quo” e para receber seu numerário vale a máxima: “…na França, fale como os franceses!”. Mas que maravilha se todos elevassem o basquete ao máximo da capacidade humana em termos de psiquê (por que físicos já estão chegando, via hormônios e terapia gênica). Quantos Jordans teríamos? Isto me leva a crer que é algo diferente sim, apenas vistos em breves situações (USA nas Olimpíadas e alguns jogos da NCAA).

    Mas professor, algo me chama a atenção, esta forma de jogar precisa de uma forte carga de treino técnico (coordenativo, educativo e REeducativo) para nosso material humano, com foco no passe , movimentação oposta da bola e marcação pressionada (não importando se é pivô na linha de três ou armador debaixo da cesta), acredito que se adotada por muitas equipes (base ou profissionais) seria vasta a qualificação dos jogadores. Apenas iriam se sobressair aquelas com recursos humanos inteligentes, técnicos e emocionalmente capazes.

    Termino pedindo algo redundante nestas caixas de comentários, por favor faça algo no âmbito formativo (cursos, palestras, workshop – área de basquete de base), poderia ser on line pra começar (sou da região de Ribeirão Preto – SP). Ademais, agradeço a oportunidade de comentar e dialogar sobre o Grande Jogo e felicito pelo senhor voltar a postar com exemplos práticos de suas teorizações.

    Fortes Abraços.

  2. Basquete Brasil 22.11.2012

    Prezado Alexandre, creio com convicção que tenha atendido em razoável quantidade de artigos técnicos, aos seus pedidos de acesso a matérias no âmbito formativo, bastando uma boa navegada na coluna Categorias aqui do blog, principalmente nos Fundamentos e Multimidia.Mas também estou convicto de que muito mais poderia divulgar, e por que não, discutir o grande jogo como ele merece ser discutido, porém tenho limitações de carater econômico, que não me permite voos maiores dos que tenho ensaiado. Planejo lançar definitivamente o blog agregado CBEB (Centro Brasileiro de Estudos de Basquetebol)que já tem esboçado o design de página (www.cbeb.org), faltando somente os ajustes definitivos para ser veiculado, sempre às segundas feiras, apenso a esse blog. O material didático, que é extenso e de ótima qualidade, principalmente os enviados pelo Prof. Gil Guadron desde Chicago onde reside, estão guardados e catalogados, assim como os do Prof. Walter Neto. Logo que possa, postarei o novo blog, assim como tentarei exequibilizar um projeto mensal de intercâmbio de jovens técnicos que se hospedariam em minha casa por alguns dias para estudarem comigo o grande jogo, numa discussão aberta e com somente hora para começar…
    Enfim, vontade não falta de lutar pelo soerguimento do grande jogo, pena que as condições econômicas sejam tão poucas. Mas daremos um jeito, sem dúvida, daremos um jeito.
    Quanto à forte carga de treinamento lembrada por você, a fim de que fossem alcançados os resultados apresentados nesse jogo, e no restante da temporada, os 49 artgos que foram aqui publicados desde janeiro de 2010, contando a saga do Saldanha, num relato diário de seu preparo para o restante da Liga, esclarece algumas de suas dúvidas, e confirma suas suspeições de que fortes e pesadas cargas de treinamento foram exigidas e praticadas, principalmente nos fundamentos básicos do jogo, sem os quais, devidamente treinados, nada do que proporiamos táticamente, seria realizado.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  3. Gil Guadron 23.11.2012

    Meu prezado Paulo:

    Que alegria leer su articulo numero mil, pues profesores como voce.. con capacidad mas que probada y deseosos de ayudar, muy pocos.

    Que pena que alguien con su capacidad academica, dominio y experiencia mas que demostrada en el basquetbol, sea penosamente marginalizado

    Su amistad me enorgullesce.

    —– COCHANDO BASQUETBOL ——

    La palabra magica es “esfuerzo”, “orgnizacion”, y “dominio del basquetbol”.

    — No copie el sistema de otro Coach, simplemente porque gano un campeonato. Escoja el sistema de juego que usted mejor domina y se ajusta a las reales capacidades de sus jugadores.

    — Asista a entrenamientos de otros colegas, estudie DVD’ etc. tome ideas de aqui, y de alla, pero mantenga las cosas simples.

    — Entrenar o cochar es enseñar. Los jugadores no son piezas de ajedrez que usted mueve a su antojo.

    — No los amarre a un esquema repetitivo y memoristico !!!. Los jugadores deben conocer las posibilidades de los movimientos. Ellos son seres pensantes, capaces de tomar sus propias desiciones.

    — Enseñesles los fundamentos de la defensa individual, pues para ser efectivo en cualquier tipo de defensa, sus jugadores deben dominar esos fundamentos.

    — Planifiquen con detalles sus entrenos, y jamas enfatize las tacticas por sobre los fundamentos, y jamas permita que ningun jugador se declare ” especialista “, y se le permita el no practicar hasta dominar los fundamentos !!

    Nada, absolutamente nada es mas importante que el dominio de los fundamentos.

    Gil

  4. Fábio Aguglia 23.11.2012

    Prof. Paulo!
    Que maravilha, que simbolismo nesse milésimo artigo!
    Eu tive o prazer de estar lá, ao vivo, assistindo este jogo no CA Paulistano e realmente foi uma acachapada.
    Gostaria de fazer uma pergunta: é notável que a defesa linha da bola não se importa (ao contrário da linha do passe) em interceptações, então ela permite ao time adversário os passes lateralizados, caracterizando-se por uma ótima e ampla cobertura.
    É isso mesmo? Gostaria que o senhor falasse um pouco sobre a defesa do Saldanha nesse jogo.
    Abção,

    Fábio/SP

  5. Basquete Brasil 23.11.2012

    Amigo Gil, sabe o que me magoa? O fato de ver a idade avançando, mas com boa saúde fisica, mental e intelectual, ser possuidor da experiência e da competência necessária ao comando de um projeto de basquetebol, e não ser merecedor de uma nova oportunidade de trabalho, pelo simples fato de um corporativismo mafioso não me desejar como adversário. Mudanças geram temor, Gil, fator que o momentum do grande jogo em meu país não admite enfrentar, ao prêço que fôr. Pena, pois o maior perdedor, como sempre, é o basquete, condenado à mesmice endêmica que o estrangula e denigre. Mas a luta aqui dessa humilde trincheira não esmoreçerá jamais, e onde não podem me atingir e restringir, até o dia em que o mérito se sobreponha ao abrigo da política rasteira e humilhante. Obrigado por sua intransigente e preciosa amizade, da qual me orgulho também. Um abração. Paulo.

  6. Basquete Brasil 24.11.2012

    Fabio, me alegra sua percepção sobre o simbolismo deste artigo, o milésimo, e num momento de definição dos caminhos que teremos de escolher para esse novo ciclo olímpico que se inicia. Como iremos trilhá-lo? Honestamente temo pelas opções que se avizinham, onde a politica de favores e benesses parece não ter fim, justamente quando uma olimpíada no país poderia desencadear um novo processo evolutivo, principalmente na formação de base. É uma triste e preocupante realidade.
    Quanto à defesa do Saldanha no jogo, que foi treinada por 18 dias, onde a prioridade foi otimizar um pouco a capacidade pontuadora da equipe através uma forte carga de treinamento nos fundamentos do jogo, e que mesmo assim pecou em algumas coberturas exatamente pela opção feita. Mesmo assim, pudemos incutir na equipe os principios básicos da linha da bola, onde as flutuações sempre lateralizadas obriga os atacantes a optarem por um de dois caminhos, a penetração, ótima para nós, pois visando 2 pontos possiveis, ou retroceder nos passes lateralizando-os, como você bem apontou, já que a metida da bola para o interior do garrafão encontrava sempre uma defesa à frente dos pivôs, e as coberturas se efetuando no sistema de trocas permanentes, e recuperações imediatas após cortes sofridos.Sem dúvida alguma, um sistema muito sofisticado e preciso, mas exigente no preparo e na leitura de jogo. Mas valeu a pena todo o esforço e sacrifícios, em treinos duros e exaustivos.
    Enfim Fabio, foi um jogo simbólico e único, pois demonstrou a exequibilidade de uma sistema proprietário, executado por jogadores inominados, mas plenos de competência e técnica.
    Obrigado por sua sempre bem vinda audiência. Um abraço.Paulo.

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