DELEGANDO MISSÕES…

COMPANHEIRO DE REVEZAMENTO, MISSÃO CUMPRIDA!

ESTAMOS DE PARABÉNS…

A TRINDADE…

(…) ”Aguardemos no que vai dar, pois amanhã, se não jogar com toda a equipe, num só patamar, num só ideal, e num só objetivo, corre sério risco de perder a oportunidade de provar que sua convocação, treinamento e preparação está acima de qualquer argumentação contrária, mesmo tendo agregado duas jogadoras que convocou, mas não treinou nem preparou, no ato falho mais inquisidor de seu comando.”(…)

Este foi o último parágrafo de meu artigo de ontem – O ato falho…– e que teve sua amarga comprovação no jogo de hoje, perdendo uma classificação para as quartas de finais, exatamente pela confirmação do mencionado ato, que originou uma das mais berrantes atitudes de individualismo explícito e proposital de que tenho conhecimento nos mais de 50 anos que milito no basquete.

De forma alguma o técnico espanhol poderá contabilizar como de sua autoria a ordem(?) de transformar um jogo decisivo como o de hoje, em um mundial da categoria, numa exibição solista, e em alguns momentos em duo, por parte das duas jogadoras que se agregaram a equipe na véspera da competição, numa clara e inquestionável decisão de levarem o jogo para ambas, como se a equipe se restringisse exclusivamente a elas. E por conta dessa atitude clara e propositadamente amotinada, pudemos assistir uma audição de como uma equipe não deve jogar e se comportar sob um comando, qualquer que seja ele, aceito ou não, correto ou equivocado, mas que se existente e empossado na forma de uma comissão técnica oficial por uma confederação, em hipótese alguma poderá ser contestado, até o momento de sua dissolução, também e necessariamente por uma iniciativa oficial.

Mas, se ao contrário, o nosso selecionador e técnico assim agiu, de livre arbítrio ( o que duvido, mas…), propiciou a uma equipe adversária, em uma decisão classificatória, a maior das oportunidades possíveis numa partida desse quilate, se concentrar nas investidas tresloucadas de uma jogadora absolutamente egoísta, e em alguns decisivos momentos gerar dobras duplas e triplas na outra jogadora do duo.

E deu no que deu, com as investidas sendo bloqueadas na maioria das vezes  ( a primeira, inclusive, no primeiro ataque do jogo, culminou num toco profético do que viria pela frente…), e as seguidas e persistentes dobras sobre a pivô, que irritada e tensa descontrolou-se em faltas pessoais, sendo mantida longos períodos no banco, mas sempre quando em quadra dividia com sua companheira na equipe americana, as honras de solistas.

Se o esquema técnico tático da equipe, após 3 meses de treinamento e preparo, se apresentava como falho e de difícil execução por parte de jogadoras sem os devidos fundamentos necessários ( será que foram treinados?) para pô-lo em prática, além da inadequação física de algumas delas, principalmente no aspecto defensivo, se apresentavam como uma constrangedora e comprometedora realidade, o fato novo promovido por duas jogadoras qualificadas no pretenso “melhor campeonato de basquetebol do mundo” ao se incorporarem à equipe na véspera do campeonato, fez despencar o “planejamento profissional” de uma comissão, que ao aceitar e vincular ao mesmo, e torno a repetir, após 3 meses de preparo intenso, duas jogadoras sem o mais ínfimo entrosamento ao sistema proposto pelo técnico espanhol, só poderia culminar com o resultado de hoje.

O lamentável de tudo isso, é a constatação imperdoável de que todo um grupo, uma equipe, se viu refém de uma trindade nos momentos mais decisivos dessa competição, um técnico imaturo e até certo ponto ingênuo, e duas jogadoras, nomeadas e empossadas como a salvação de uma lavoura mal regada, mal adubada , e pior ainda, mal colhida.

Planejar uma seleção é trabalho para poucos, para os mais experientes, para os realmente comprometidos com o basquete nacional, da formação à elite, restando aos mais jovens a sacrificada e persistente tarefa de aprenderem e apreenderem daqueles que realmente conhecem o grande jogo, seus caminhos e atalhos, pelo mérito e jamais pelo fator que nos tem consumido, o maléfico e comprometedor Q,I.

Que nos sirva de meta mais essa lição, que infelizmente, e como sempre é dolorosa.

Amém.

PS- Q.I.- Quem indica, ou, uma ação entre amigos…

O ATO FALHO…

Jogamos uma partida decisiva com 7 jogadoras, fato inédito em se tratando de uma seleção nacional, independendo de que nação for. É prova irrefutável da falta de plena confiança de seu comandante na totalidade de um plantel convocado, treinado e preparado por ele, por 3 meses, que além do mais só pode contar com duas de suas principais peças na véspera do jogo inicial. Logo, de real mesmo, só se utilizou de 5 jogadoras de uma equipe que convocou, treinou e preparou para um mundial.

E das que não atuaram, algumas titulares em jogos anteriores, ficou bem patente as dispensas diretas das mais pesadas, mais lentas, que não seriam capazes de acompanhar o ritmo frenético das oponentes nipônicas(foram situações previstas no planejamento?…).

Mesmo assim, a equipe sofreu 91 pontos, não foi capaz de acompanhar as constantes penetrações das pequenas japonesas, assim como foi incapaz de conter os arremessos de três, comum atitude em todos os jogos até aqui disputados.

Mas conseguiu fazer 93 pontos, vencendo uma partida que por pouco, muito pouco, quase perdeu.

A equipe dependeu da Érika, totalmente, pois foi a responsável pela não dilatação do placar em favor das japonesas por todo tempo em que se manteve em quadra, fazendo valer sua estatura e força física na luta pelos rebotes, mesmo errando muitas bolas embaixo da cesta. Arremessos de três que nos colocaram na prorrogação e definiram o jogo nos segundos finais, complementaram a artilharia de curtíssima distância deflagrada por um jogadora que se impôs à única brecha da equipe oriental, sua incapacidade de frear uma pivô daquela envergadura.

Preocupa-me dois pontos para o jogo de amanhã contra as donas da casa, as tchecas. Primeiro, o fator banco, agora composto por jogadoras que não contam com a integral confiança de seu técnico, que as convocou, treinou e preparou…

Segundo, a reciprocidade das que atuaram na vitoria de hoje, onde muitas das ações que se utilizavam antes de serem convocadas, treinadas e preparadas pelo técnico espanhol, voltaram a ser praticadas à sua revelia (ou conivência…), principalmente no concernente às duas jogadoras que chegaram na véspera da competição, as únicas que somente foram convocadas, já que não treinaram e nem foram preparadas pelo mesmo.

Será um jogo referência no aspecto da real existência de um comando técnico tático de fato na seleção, que a exemplo do que foi hoje constatado na prática, deixou de ser propriedade da equipe em seu todo ( 12 jogadoras de uma seleção nacional), para se constituir numa pequena capitânia de propriedade de algumas jogadoras em especial.

Aguardemos no que vai dar, pois amanhã, se não jogar com toda a equipe, num só patamar, num só ideal, e num só objetivo, corre sério risco de perder a oportunidade de provar que sua convocação, treinamento e preparação está acima de qualquer argumentação contrária, mesmo tendo agregado duas jogadoras que convocou, mas não treinou nem preparou, no ato falho mais inquisidor de seu comando.

Torçamos para que as tchecas nos permitam jogar, apesar de tudo…

Amém.

TRISTES CONSTATAÇÕES…

O jogo teve um primeiro quarto parelho, com as duas equipes jogando rigorosamente iguais taticamente, mas já dava para notar a grande diferença no aspecto da técnica individual, assim como no condicionamento físico das jogadoras. Individualmente era grande a discrepância no domínio dos fundamentos, principalmente nos passes, nos deslocamentos sem a bola, e no posicionamento defensivo, aspectos estes de largo domínio das russas, que somados à sua superioridade  física, onde jogadoras muito altas se destacavam pelo físico enxuto, atlético e muito veloz, se antepondo às nossas jogadoras, muito carentes de fundamentos básicos do jogo, e em condições físicas nitidamente inferiores, tornando-as lentas e incapazes para duelarem nos rebotes, e nos embates, tanto ofensivos, como defensivos.

Do segundo quarto em diante, quando tais diferenças se acentuaram pelo aumento de ritmo imposto pela equipe russa, rapidamente a diferença no placar se fez notar, atingindo a diferença de 20 pontos.

Os dois quartos finais repetiram o terceiro, nos quais em nenhum momento a equipe russa se sentiu ameaçada, num jogo fácil e despreocupado.

Duas foram as constatações marcantes neste jogo. A primeira demonstra que o nosso modelo biotipológico raia ao grotesco, com jogadoras altas, razoável técnica individual, mas clara e visualmente obesas, tornando-as lentas, previsíveis, e com elevação do solo insignificante, e não só as veteranas, como algumas novatas. Enfrentar equipes como a russa, caracterizadas pela velocidade e pela capacidade de salto, com jogadoras como as nossas, beira ao ridículo, nos remetendo e lembrando na prática o quanto de equívocos permeiam a formação e a preparação de nossas(os) jogadoras(es), desde a base.

E com tantas limitações técnicas, como se exigir disciplina tática de uma equipe tão carente de fundamentos?

Porque nestes três meses de preparo não se priorizou exatamente os fundamentos básicos do jogo? Pela tradição de considerarmos que jogadoras(es) adultas(os) em seus clubes e nas seleções não os necessitam treinar, como se fosse uma regressão o ato de praticá-los?

E também neste elástico prazo, por que não foram implementados treinos de condicionamento físico, visando a perda de gorduras supérfluas  responsáveis pela lentidão física e mental de algumas de nossas jogadoras?

E também, desenvolver um sistema de jogo inovador, a fim de surpreender equipes que maciçamente empregam o sistema único internacional?

Bem, são questões que só poderão ser respondidas pela comissão técnica que comanda a seleção, e que em hipótese alguma poderá negar que teve um longo tempo à disposição para prepará-la, e se não o fizeram…creio ser uma outra história para ser contada.

Mas como a competição terá continuidade, somente temo que a notória e histórica velocidade nipônica não nos pregue mais uma triste peça logo mais.

Torço (meio desconfiado) para que não ocorra, sabedor que sou da grande possibilidade que, infelizmente, torne a acontecer.

Amém.

A EQUIVOCADA ESTÉTICA…

“Patético, horripilante, inacreditável, uma vergonha, que venham os culpados, etc, etc “ , são comentários na internet sobre o jogo de hoje contra a Espanha, externados pelas mesmíssimas pessoas que até bem pouco teciam loas ao regresso triunfal de jogadoras consagradas, campeãs mundiais repaginadas, e até jogadora que condicionou sua volta à dispensa de um técnico, que por sua vez a aceitava de volta desde que pedisse  desculpas públicas por ter se negado a retornar à quadra em uma competição olímpica. Não só teve recusada as desculpas, como perdeu seu cargo para um estrangeiro não comprometido com detalhes ínfimos, como as desculpas em questão, afinal, é problema nosso, não dele.

Isso posto, deu-se inicio a um trabalho absolutamente equivocado, já que de saída pecava pela ausência do respeito à disciplina, às tradições, ao exemplo às novas gerações, à renovação estratégica visando as competições olímpicas de 2012 e 2016, priorizando uma competição a qual se apresentava com uma equipe cuja media de idade ultrapassava os 28 anos, assim como entregava a um técnico absolutamente desinformado sobre a nossa realidade técnica e de formação básica os destinos de uma seleção balizadora de futuros projetos que rumariam para aquelas competições maiores.

E este balizamento deveria ser estruturado numa sólida preparação técnico tática, com realce nas condições de técnica individual, futuro lastro para situações táticas relevantes e inovadoras.

Mas a dura realidade, agora exposta, foi a antítese do que deveria ter sido implementado, tanto no aspecto técnico, como no fator humano, onde a ausência lamentável de um verdadeiro projeto de intenções, culminou com o desastre que ora testemunhamos.

Simplificando o debate que se estabelecerá daqui por diante, um detalhe salta aos olhos mal ou bem treinados nas minúcias do grande jogo, o fato inconteste de ser absolutamente inaceitável uma seleção de elite brasileira cometer 17 erros de fundamentos em dois quarto iniciais de uma partida de mundial, principalmente nos passes e nos dribles, um absurdo indesculpável.

A seleção espanhola, que jogava rigorosamente igual a nossa no sentido tático, simplesmente decodificou nossas ações ( acessem o artigo Engenharia Reversa aqui publicado em 15/01/07) ofensivas, antecipando seu sistema defensivo às nossas jogadas, destruindo-o, além de se utilizarem seguidamente seu jogo interior com pivôs rápidas e ágeis, contra defensoras lentas e obesas, que vem sendo nossa marca registrada nos últimos anos. Jogadoras muito jovens e talentosas como Damiris e Franciele têm de ser afastadas desse processo de engorda absurdo e despropositado, advindos de uma estética deturpada e equivocada que teimamos em desenvolver em nossa formação de base.

Enfim, dentro de uma realidade irrefutável e indiscutível que ora nos deparamos, urge de forma radical e definitiva o reprocessamento de nossos objetivos e competentes planejamentos, e não só no feminino, no masculino também, para que não nos arrependamos um pouco mais adiante pela omissão e pelas desculpas, não tanto esfarrapadas, mas acima de tudo, trágicas.

Chegou a hora, inadiável, de repensarmos o grande jogo.

Amém.

CORPANZIS…

“…Elas são muito atléticas, deram muito trabalho nos rebotes, e nós precisamos nos focar mais nos jogos…”

São declarações da Alessandra após o jogo de ontem contra Mali.

A grande ironia é que tais afirmativas advêm de uma jogadora que fez da forma atlética seu apanágio de vitórias, principalmente em seu inicio consagrador no mundial da Austrália onde se sagrou campeã, quando com sua mobilidade e esguia figura, em conjunto com sua companheira Cintia, dominaram os rebotes e exerceram a marcação frontal contra as corpulentas gigantes dos Estados Unidos e China, que foram os fatores cruciais que permitiram as magníficas exibições da seleção lideradas pelas grandes jogadoras Paula, Hortência e Janeth.

Por conta desse domínio defensivo e reboteiro, as nações derrotadas viram chegar ao fim as grandes pivôs de massa, substituindo-as pelo exemplo brasileiro, onde a flexibilidade, elasticidade e velocidade demonstraram ser o caminho a seguir.

E mais ironicamente ainda, foi a atitude brasileira pós mundial ao adotar o modelo que acabaram de sepultar, encaminhando suas ágeis pivôs, e as que as sucederam a um processo de musculação desenfreado, que afastou de vez o modelo vencedor. Lisa Leslie e as grandes e esguias européias foram a contrapartida de nossa negação técnico formativa, que vem se destacando na elaboração de pivôs, e até alas, com acentuado grau de obesidade e conseqüente limitação de velocidade e potencia saltadora, como se fosse o correto a ocupação linear de espaços, e não o domínio aéreo do mesmo. E ai estão os resultados originados pela equivocada escolha, pela mais equivocada ainda formação de base.

As ágeis e elásticas jogadoras de Mali que quase nos venceram, vieram provar nossa maior deficiência atlética, o excesso de peso, que deveria ter sido arraigado de nós desde a grande conquista, quando exemplificamos ao mundo o valor da agilidade, da elasticidade e da velocidade inteligente.

Deslocamento permanente no ataque, principalmente dentro do perímetro, defesa em velocidade antecipativa, e reações explosivas visando os contra ataques, é a cartilha básica do moderno basquetebol, e não o arrastar sonolento de corpanzis travados pela obesidade nada…atlética.

Esse aspecto é uma de nossas deficiências na formação de base, que agregado ao insipiente ensino nos fundamentos, retrata a nossa realidade, onde a ingerência de pseudos preparadores físicos influem decisivamente na formação de novos valores, contando com a omissa conivência de treinadores nada compromissados com o futuro, e sim agarrados aos resultados imediatos, que são aqueles que auferem a seus currículos enganosas conquistas, já que fruto de uma falsa condição de supremacia técnica, quando deveriam se orientar em direção ao verdadeiro objetivo, aquele focado no futuro do grande jogo, responsável pelas grandes conquistas, como aquela, esquecida e mediocrizada pela obtusidade, a conquista de um mundial na longínqua Austrália.

Amém.

PS- Fico imaginando o que teria ocorrido não fossem os 6/7 arremessos de 3 da Helen…

DIBUJOS…

Como ai em cima está exposto, a ENTB/CBB debutou em um Mundial, e em grande estilo( clique na imagem), apresentando a construção e elaboração, e a obra em si, clara, didática e de imediata compreensão. Seria até engraçado, senão fosse trágico, exatamente isto, uma incompreensível tragicomédia.

Absolutamente incrível como um pedaçinho de plástico se situa entre um técnico e suas jogadoras, como um biombo divisório, onde o olhar critico e orientador se desvia para uma inverossímil e impessoal prancheta,  quando o deveria orientar diretamente aos olhos ansiosos e indagativos de suas comandadas, que naqueles momentos cruciais de uma difícil partida, mais precisariam de orientações sobre técnicas individuais e posturais, do que hieróglifos rabiscados em sua superficie.

Mas o sistema(?) tem de ser desenvolvido coreograficamente, na marra, através os tortuosos e caóticos garranchos, nervosa e inseguramente rabiscados na onipresente…prancheta.

E o jogo foi perdido, por 1 ponto, mas o foi, muito mais por erros de técnicas individuais, do que táticos.

-Fulana, atenção aos passes paralelos à linha final que você está empregando em demasia, ainda mais sendo uma armadora. Evite-os sempre, pois é uma regra primaria do jogo. Treinamos muito, lembra-se? Interceptações defensivas sempre ocorrem nesse tipo de passe, que se picado, com a conseqüente diminuição de sua velocidade, mais perigoso ainda, cuidado moça, perdem-se jogos dessa forma.

-Beltrana, ao receber um passe interior, tente se situar em movimento constante, já que sua compleição física é avantajada e pesada. Deslocando-se você percebe com mais clareza possíveis dobras, duplas e até as perigosíssimas triplas, pois em movimento, além de suas três opções se manterem intactas, no drible, no arremesso e no passe, tanto interior, como exterior, sempre estará um tempo à frente de sua(s) marcadora(s), não esquecendo nunca que uma atacante age pela iniciativa, e uma defensora reage motivada pela mesma.

– Priorizem os arremessos de 2 pontos, já que mais precisos e eficientes, otimizando cada ataque que executarem. Deixem os de 3 pontos para aquelas situações de pleno equilíbrio e liberdade para executá-los. Primem pela eficiência, em vez das aventuras. Vocês são jogadoras de elite, e como tal têm de ser comportar.

– Contestem, como exaustivamente treinamos, os longos arremessos das coreanas, que os utilizam em velocidade como compensação de sua inferioridade biotipológica, evitando dobras desnecessárias para evitar arremessos de 2 pontos. Se tiverem de optar permitam que elas os tentem , e não os mortais de 3.

– Levemos o jogo, como treinamos bastante, para dentro do perímetro, com paciência e frieza, pois além de ser bastante efetivo, trava a correria delas, a segunda arma que possuem.

– Contra os corta luzes freqüentes delas efetuem as trocas com um passo atrás, já que pouca, ou quase nenhuma diferença se fará sentir  pela superioridade de estatura a nosso favor, anulando as investidas.

Mas como incluir tais ponderações, pequenas ajudas olho no olho, ao pé do ouvido, inspirando confiança e fé, se a existência de um biombo se faz onipresente de forma avassaladora?  Porque, raios, um sistema fajuto, mal treinado e assimilado, inclusive pelas duas jogadoras da WNBA que chegaram na véspera da competição, se faz absoluto e pétreo?

Respondam-me com fatos e certezas se orientações sobre comportamentos técnicos individuais, teriam sido mais eficientes do que cobranças sobre um sistema de má qualidade, num jogo que perdemos por 1 ponto?

Mas, e ai situaremos uma dolorosa constatação, de longa, longuíssima data, a de que somos carentes de bons e estabelecidos fundamentos do jogo, pouco ou nunca corrigidos, e que claro, não o seriam no treinamento de uma seleção, ainda mais quando um sistema moderno vem na contrapartida de um técnico estrangeiro, egresso de uma escola de grande tradição européia, cuja propriedade tem de ser estabelecida, e permanentemente lembrada através  dibujos pranchetados, O resultado? Vimos qual foi…

Amém.

PARA BOM ENTENDEDOR…

UMA PALAVRA (ORDEM?) BASTA…

UM EMAIL DO FELIPE…

Recebi ontem (17/9/10) este email enviado pelo Felipe Modesto, sugerindo um debate sobre alguns aspectos dos fundamentos postos em pratica pelas jogadoras brasileiras, confrontado-os com os praticados por jogadoras de outros países, analisando diferenças e técnicas consoantes aos mesmos. Aí está uma excelente oportunidade de discutirmos um dos  fatores mais negligenciados em nosso basquete, o ensino, pratica e aplicação dos fundamentos básicos do jogo. Ao final teço algumas opiniões à respeito do tema, e abro o espaço para o discutirmos.

Professor.
Por favor, perdoe uma eventual presunção de minha parte em tentar entrar em
um debate que possa estar ligado ao meio academico, mas penso que o assunto
pode ser aberto em blogs e sites especializados
Estou enviando a mesma analise que foi enviada ao Balassiano para que possa
ser iniciado esse debate.
Estamos às vésperas do Mundial Feminino. EUA e Austrália dominam a
modalidade.Além de diferenças técnicas entre australianas e  americanas em
relação ao resto do mundo, tenho notado uma diferença na mecânica dessas
jogadoras.
 Penso em abordar especificamente os casos das jogadoras brasileiras  e seus
déficits mecânicos.São peculiaridades em movimentos de execução de
fundamentos do jogo que começam na formação das atletas e culminam em certos
"vícios de movimento" nas atletas brasileiras.
A análise é rererente a três fundamentos do jogo.
*1 - Arremesso*
Exclua Hortencia, Janeth, Iziane e talvez Micaela.Repare como as jogadoras
arremessam.O movimento de arremesso começa como uma espécie de passe de
peito.As meninas seguram com as duas mão na "orelha" da bola que está
próxima ao tórax.Aí sim começam os movimentos de pernas bem sutil que termina
com a extensão dos braços e um chute que sai no máximo na altura dos olhos,
sem jump.
Conclusão: arremesso lento, baixo e fácil de marcar.A jogadora só arremessa
de estiver livre, bem livre.
Ex:Bethania, Fernanda Beiling, Helen, Adrianinha, Chuca, Taiara e uma
infinidade de jogadoras.
Aí é só notar o arremesso das "gringas". Taurasi, Catchings, Penny Taylor
e
TODAS as outras "gringas" arremessam como "homens".Jump alto,
acima da
cabeça e muito rápido.Difícil de ser marcado.
*2 - Drible*
Aqui só dá para excluir a Paula.A meninas batem bola de um jeito muito
lento.Quando a bola toca no chão e volta para a mão delas repare no tempo
que ela fica suspensa no ar, apoiada na palma da mão virada pra cima,
naquela "quase condução".Se alguém contar quantas batidas de bola a Helen
para atravessar a quadra e comparar com a Sue Bird, arrisco que a Bird bateu
umas 10 a 15 vezes mais.
Bater mais vezes a bola possibilita uma maior velocidade com o controle dela
e mais facilidade na hora de executar dribles rápidos.Você já viu uma
brasileira dando um crossover?
Todas as brasileiras dão essa cadencia no movimento e isso torna o 1 contra
1 muito falho.Até Iziane e Janeth batiam bola assim.Aí você olha para a
Taurasi e vê porque mesmo com uma mão esquerda não muito boa ela tem
facilidade em fazer bandeja.A condução de bola e o drible são rápidos graças
a essa mecânica.
*3 - Parada Brusca*
Só me lembro da Lígia (ex-Ourinhos) fazendo esse tipo de jogada no
Brasil.Sabe aquela batida forte com uma espécie de salto e a parada para
subir para a cesta, típica de pivô?Todas as norte americansa fazem
isso.Todas as universitárias americanas fazem.
Se uma pivô brasileira for fazer dá impressão que elas vão tropeçar.
Ninguém pegava essa jogada da Lígia e é uma outra baita diferença mecânica
entre as nossas e as "gringas" australianas e americanas.
Podem argumentar que o potencial de força e torque de algumas jogadoras é
maior, mas a Hortencia que jumpeava e a Paula que batia bola com o tronco
ereto e sem a "quase conduzida" não eram exemplos de porte atlético. Por
isso que eu acho que é uma questão de mecânica, de base.
Bom, é isso professor. Escrevi no trabalho, bem corrido e na informalidade
porque é uma sugestão mesmo.
Obrigado pela atenção.
Abraço.

Com vemos, é um assunto ícone deste espaço, os fundamentos do grande jogo. O que teria a dizer a mais do que venho publicando nestes seis anos de blog?

Vejamos:

Arremessos- A grande maioria das meninas desenvolvem ambivalência  de forças nos braços, ao contrário dos meninos que desenvolvem quase sempre uma dominância em um deles. Como desde cedo a inexistência de materiais e espaços adaptados aos mais jovens é norma geral em nosso país, elevar uma bola oficial à cesta, se torna mais efetiva com uma aplicação de força dupla do que única. A ambivalência mencionada, direciona a bola com mais precisão pelo  menor esforço em fazê-lo. Pouco a pouco o habito de assim arremessar vai se solidificando, tornando sua correção posterior bastante improvável. Some-se a esta constatação o fato da presença quase institucional das defesas zonais nas divisões de base, e temos reportado o quadro que ora discutimos. Pequenas, porém efetivas, adaptações em materiais e regras no preparo das divisões de base, sem que títulos e medalhas sejam os objetivos a serem alcançados nessa fase, corrigiriam tais falhas de formação, e produziriam melhores e mais eficientes jogadoras.

Drible- É um grave engano considerar-se a parada de bola na mão como condução, quando na realidade a infração cometida é a de andar com a bola no ato de driblá-la, pois a regra coíbe a interrupção das trajetórias descendentes e ascendentes no ato do drible, interrompendo o binômio ritmo-passada deste fundamento. É uma artimanha muito ensinada e praticada a fim de que fintas, mudanças de direção e reversões sejam efetuadas ao largo do domínio do corpo em torno de seu centro de gravidade concomitantes às ações acima descritas. Com a permissividade das arbitragens e de técnicos não muito compromissados com os fundamentos, já que orientados aos sistemas de jogo, a deficiência se avoluma com os anos de prática, num erro cumulativo e comprometedor.

Parada brusca- ou o DPJ (Drible, parada e jump), que mesmo nos Estados Unidos nos campeonatos universitários, somente foi resgatado de dois anos para cá, e jamais no nosso caso. Treinei muito este fundamento no Saldanha da Gama, com enormes vantagens. Jogo preferencial no perímetro externo e contra ataques a qualquer custo mataram a pratica do DPJ, mas aos poucos ele está sendo resgatado pela reintrodução de sistemas de jogo que não o único até agora empregado.

Como vemos, um prato cheio para discussões e posicionamentos. O espaço está aberto. Obrigado Felipe pelo email.

Amém.

UM ARTIGO IRRETOCÁVEL…

Acabo de ler um artigo exemplar do Henrique Lima publicado no DraftBrasil em 13/9/10, com o sugestivo título –30 anos sem culhão? – numa clara referência às recentes declarações do agora entronizado no Hall da Fama da FIBA Oscar Schimidt, sobre a participação brasileira nesse e em anteriores mundiais e olimpíadas.

O Henrique disseca toda a trajetória das seleções brasileiras masculinas nos mundiais e olimpíadas a partir da conquista do campeonato mundial de 1963 no Rio de Janeiro, com argumentações e fatos irretocáveis, que põe em cheque as extemporâneas afirmações do grande jogador.

Não comentarei o artigo, que como afirmei, é irretocável, e aconselho fortemente a todos aqueles que conhecem, e aqueles que pensam conhecer as verdades do nosso basquete, a lê-lo com atenção e acima de tudo, isenção.

Mas para não perder o jeito, a mania de sempre acrescentar um toque a mais de informação, e com as devidas desculpas ao Henrique pela intromissão, sugeriria um sub titulo agregado ao seu magnífico artigo, também escrito após declarações do mesmo Oscar – Detalhes

Acredito que ambos reflitam e forcem reflexões sobre as “verdades” do grande jogo entre nós.

Parabéns Henrique, jornalismo de primeira.

Amém.

Comentários Recentes


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