GALERIA DO HORROR III…

(…)”Já observo gente que pode me suceder, mas por enquanto, eu sigo o que generais e estrategistas do passado fizeram: lidero as minhas tropas (…).

 

            Trata-se de uma declaração do presidente do COB em uma entrevista publicada no O Globo em 11/10/2009, e que serviu de fundo ao artigo Galeria do horror – “A educação já está bem encaminhada”… aqui publicada em 6/11/2010.

Como vemos, o “general” no comando de uma hoste de 200 funcionários enviados a Londres antes e durante a olimpíada, a fim de angariar insumos e experiências a serem implementadas na Rio 2016, extrapolaram suas funções num escândalo de alcance mundial, e que culminou com o afastamento compulsório de dez deles do COB, de forma definitiva.

Remunerados por generosas verbas públicas, não tiveram suas identidades reveladas por ordem do “general e estrategista”, numa comprovação definitiva do absurdo corporativismo que cerca as administrações do desporto nacional.

Mas a pergunta persiste e tem obrigatoriamente de ser respondida, em respeito aos mais legitimo dos direitos cidadãos deste enorme e ainda desigual país, seu inalienável direito de saber o destino de seus impostos – Quem são, seus nomes e suas funções, pagos que sempre foram com o suado dinheiro de todos os brasileiros cumpridores das leis do país.

Como auto definido “general e estrategista”, o presidente do COB têm a obrigação de fazê-lo, sem desculpas e protelações, afinal, eram seus comandados e liderados…

Amém.

Acessem também GALERIA DO HORROR II.

Foto – Reprodução da pág.14 do O Globo de 22/9/2012.  Clique duas vezes na mesma para ampliá-la.

A VERDADE (MAIS DO QUE) VERDADEIRA…

Tirei alguns dias para ler, somente ler, de tudo um pouco, até bulas de remédio…

Visitei a grande rede, daqui e lá de fora, escrevi mais um capítulo do meu interminável livro, agora com a promessa do meu filho André em publicá-lo, inclusive condicionando o término da página do CBEB (da qual e mesmo desse blog, é seu o projeto gráfico) após entregar a ele, pelo menos meio livro pronto (uma boa chantagem técnico/emocional é isso aí…).

No entanto, e para não perder o tino jornalístico, vi-me diante de duas matérias relevantes, fundamentais mesmo, em sua importância para o grande jogo, a matéria do Guilherme Tadeu do Basketeria (É hora de mudar dentro de quadra), e a entrevista do Magnano publicada no O Globo de 19/9/2012 (vide foto), com alguns trechos veiculados no Lance Livre do Byra Bello.

A matéria do Guilherme confirma e afirma definitivamente o processo de nivelamento técnico tático em que se encontra o basquete nacional, nivelamento este que a longo tempo descrevo como a “mesmice endêmica” que nos confina a uma formatação e padronização imposta e coerciva de cima para baixo, e mais recentemente reforçada através os cursos de nivelamento da ENTB/CBB, numa exposição precisa e conclusiva, onde os por quês de sua manutenção junto aos técnicos de elite se mantêm intocada, tanto no aspecto tático, como no econômico, equalizado pela aceitação corporativa da classe. Trata-se de leitura obrigatória para o correto entendimento da estagnação por que estamos passando a mais de duas décadas, e cuja conseqüência maior desaguou na contratação de técnicos estrangeiros em nossa seleção, começando pelo espanhol Moncho Monsalve  , e agora o excelente argentino Ruben Magnano.

Mas algo me deixou profundamente preocupado com a entrevista do argentino, sua já não mais velada tendência gerencial voltada a projetos visando ciclos olímpicos, quando sua função, por si só, reconhecidamente difícil, é de orientar tecnicamente a seleção masculina principal, e participar, como consultor das seleções de base da CBB.

(…)“Qual o lugar em que o menino vai, se quer fazer esporte? É clube ou a escola? Como nós da CBB podemos fazer um trabalho para que mais crianças joguem basquete sistematicamente?”(…)

(…)“O esporte é um braço direto da educação. Pode-se transmitir valores por ele. Falo da formação do garoto. Outra coisa poderia ser a música, a cultura, mas o esporte agrada a todo menino. O que melhor para formar uma pessoa?”(…)

Desculpe coach, mas isso é problema a nível ministerial, pela elaboração de uma política, voltada, não só aos esportes e artes na escola, e sim para educação em geral, condição inadiável para a manutenção e evolução das metas progressistas do povo brasileiro, e sem a qual nada alcançaremos num breve futuro que se avizinha inexoravelmente, e o ciclo olímpico escancarará tal e estratégica situação político educacional, e numa brevidade que pode se revelar irreversível.

(…) “A estrutura interna do basquete argentino é uma das cinco melhores do mundo, fácil, pela quantidade de instituições, pela escola de técnicos, com mais de 30 anos, que capacita profissionais anualmente, pela liga nacional muito forte. Em Córdoba, há mais de 300 clubes jogando mini-basquete, cada qual com 50 crianças. Dali, podem sair jogadores, árbitros até dirigentes, os pais que acompanham seus filhos(…)”

Perfeito coach, mas é uma realidade em seu país, realidade esta que nos mesmos 20/30 anos atrás era de pleno domínio nosso quanto ao grande jogo, do qual nos afastamos, mas nada impede que o retomemos, se quisermos, se nos predispusermos ao soerguimento por que tanto lutamos. Agradecemos a honesta e sincera lembrança, mais sua função nesse país é outra, muito bem paga e até agora melhor executada.

No próximo ano acontecerá a eleição na CBB, e seja qual o vencedor, qual a função a ser delegada ao Magnano, a de técnico ou a de gestor?…

Acredito que tenhamos excelentes nomes para gerir nosso basquete, esquecidos e marginalizados pelas últimas e equivocadas gestões na CBB, mas que poderão, enfim, ser resgatados de um limbo criminoso e irresponsável a que foram relegados nesses mesmos e tenebrosos 20/30 anos de mediocridade, tanto fora, como, e principalmente, dentro das quadras.

Quebrar de vez os grilhões impostos pela mesmice endêmica, não só é obrigação nossa, e sim um verdadeiro ato de sobrevivência no grande jogo, e o bom argentino sabe disso em seu importante papel de técnico da equipe principal masculina do país. É o suficiente…

Amém.

Foto – Reprodução fotográfica. Clique por duas vezes na mesma para ampliá-la.

300 MIL…

Blog Stats Summary Tables

Total views: 300,024

Busiest day: 726 — Thursday, July 12, 2012

Views today: 132

Na data de ontem ultrapassamos os 300 mil acessos ao blog desde que implantamos o seu rastreamento a partir de 2009. Como o blog data de 2004, esse número deveria ser bem maior, mas a real importância dessa marca é a constatação de que o grande jogo ainda viceja na memória dos verdadeiros basqueteiros desse continental país, já que o Basquete Brasil tem leitores constantes em todos os estados brasileiros, e em aproximadamente 35 países, Estamos orgulhosos desse resultado, que nos faz encorajados a continuar batalhando pelo soerguimento ordenado e organizado do grande jogo desde essa humilde trincheira.

Em busca dos 400 mil…

Amém.

NÍVEL III…

A CBB decidiu após longos debates, exaustivos estudos, apurada pesquisa, que até 2015 somente os técnicos graduados (leia-se também “provisionados”) dos níveis I até o III poderão dirigir equipes no país, no que depreendemos que essa decisão será extensiva à LNB e seus dois campeonatos, o NBB e a LDB.

Cabe a ENTB/CBB graduar todos os técnicos, da formação à elite, através os celebrados cursos de 4 dias que vem promovendo de uns tempos para cá, com audiências que ultrapassam 100 candidatos pagantes, numa concentração de palestras que vão das técnicas e táticas, para as de caráter psicológico, administrativo, e mesmo sobre direito desportivo, tudo, repito, em 4 dias de muita teoria, e pouquíssima prática na modalidade.

Por conta de tão inteligente e oportuno estratagema, devidamente endossado pelos Cref’s de plantão, níveis III estão sendo distribuídos a granel, propiciando o preenchimento das vagas de técnicos e assistentes nas equipes que se defrontarão na LDB, e mesmo no NBB nas competições da LNB.

Claro, que tão profundo, acurado e detalhista preparo do nosso universo de técnicos, têm levado o grande jogo a patamares inexistentes anteriormente, com o pujante incremento de novas técnicas de treinamento, impressionantes avanços técnico táticos, onde uma enorme variedade de sistemas de jogo ofensivo e defensivo têm sido apresentados, assim como edificantes e altamente profissionais gerenciamentos de equipes vêm surgindo a cada dia, a cada ano de competições, marcadas pelo ineditismo, pela ousadia, pela criatividade, redimindo um passado recente nebuloso, principalmente na formação de base visando os importantes ciclos olímpicos que teremos de enfrentar.

E como tão importantes e relevantes passos estão sendo dados, nada como ilustrá-los com exemplos de sucesso, como o posicionamento de um técnico após a perda de um jogo no campeonato mais emblemático do basquete brasileiro, o paulista:

– Vamos parar no hotel. Ninguém vai tomar banho. É só para pegar as coisas e voltar. Quem não estiver no ônibus em cinco minutos, vai ficar. Eu não estou brincando. Ninguém vai tomar banho, ninguém vai demorar. Também não vamos parar para jantar. Estou com vergonha de vocês. Ninguém perde um jogo desse, ainda mais desse jeito, ninguém.

Bem, o jogo foi realizado em uma cidade 470 km distantes da sede da equipe, viagem feita de ônibus no dia do jogo, e cuja volta seria imediatamente após sua realização. A matéria que foi publicada pelo jornalista Fabio Balassiano do blog Bala na Cesta, sobre uma reportagem de Rafaela Gonçalves do Globo.com, vem provar definitivamente que níveis distribuídos a técnicos da forma como o são, em hipótese alguma representam qualificação, e sim um artifício perigoso, interesseiro e político para o futuro do grande jogo no país.

Preparar bons, sérios e atuantes técnicos é tarefa demorada, paciente, e acima de tudo responsável, e que não pode ser produto de interesses corporativos e profundamente grupais. Não se brinca com formação de base, profissionalização, ética. Não se brinca com equipes da elite, não se brinca de técnico impunemente, seja de que nível for…

Amém.

Foto – Reprodução da Tv. Clique na mesma para ampliá-la.

PS – Para maior entendimento acessem http://www.draftbrasil.net/blog/vergonhoso/

DISCUTINDO O GRANDE JOGO…

Mesmo morando longe (sempre digo que não moro, me escondo…), recebo a visita de dois velhos amigos, o Alcir Magalhães, que treinou comigo no Vila Izabel dos anos sessenta, hoje morador de Brasilia, e que edita o importante Clipping do Basquete, e o Carlos Fontenelle, filho do inesquecível amigo Jack Fontenelle, meu diretor de basquete no Fluminense, e irmão do Cesar, que dirigi nos anos oitenta, lá mesmo, nas Laranjeiras, e que ao lado de seus intensos afazeres empresariais, ainda encontra tempo para lutar e discutir basquete. Todos egressos daqueles tempos gloriosos e inesquecíveis do grande jogo.

Foi um encontro evocativo, provocativo, intenso e acima de tudo balizador, amparado por nossas vivências, convivências e imorredouras memórias de um grande tempo, numa grande ode ao desporto de nossas vidas.

Conversamos, discutimos, divergimos e concordamos por sobre uma realidade um tanto coloidal que paira sobre a modalidade, mas que teima em se manter atuante e viva, o suficiente para como Fênix, se soerguer das cinzas e buscar alçar novos e extensos vôos.

Foi muita lembrança junta, dos que ai ainda estão e dos que se foram, mas jamais esquecidos. Adorei o encontro, e torço para que outros se tornem realidade, mesmo me escondendo, não da vida ou das pessoas, mas sim de uma insidiosa e escorregadia realidade, aquela que combatemos desde sempre junto àqueles que realmente amam e lutam pelo grande jogo.

Obrigado aos dois pela intensa alegria que me proporcionaram.

Amém.

Foto – Carlos, Paulo e Alcir. Clique na mesma para ampliá-la.

LÍDERES NOS ÊRROS…

Caramba, era um jogo com o líder do campeonato paulista, o mais poderoso do país, o mais prestigiado, a nata da elite, e transmitido ao vivo e à cores.

Primeiro quarto preenchido por um duelo ensandecido de arremessos de três, de lado a lado é o que se fez em quadra, sistemática e mediocremente, num espetáculo da mais absoluta falta de imaginação, de criação, de técnica, de tática.

De repente é desencadeada uma defesa pressão insistente, permanente, pela equipe da casa, e o mais incrível, seguidamente retomando a bola da equipe líder, sem contestações, sem reações, infringindo um dos mais primários fundamentos coletivos do grande jogo, o de sair de uma pressão pelo meio da quadra, tendo o apoio de um pivô exatamente nesse ponto, o meio da quadra, desértica, ignorada, abandonada…

Dá-se o distanciamento no marcador, como um sinal  para o inicio de uma sucessão de erros de fundamentos espantosa pelo número, 28 (13/15), cifra inadmissível em equipes da suposta e propalada elite do mais prestigioso campeonato do país.

Ao final, estampa-se na tela da TV um quadrinho estatístico aterrador, como para nos lembrar que para serem lideres de verdade, algo deve ser mudado nos futuros quadrinhos, como por exemplo, treinarem mais fundamentos, pois afinal de contas, um campeonato super valorizado como esse deveria ser visto como exemplo para as novas gerações, função maior daqueles que se arvoram como tal, mesmo com as  desculpas de inicio de temporada, quando erros táticos ainda seriam admissíveis, técnicos e individuais, jamais…

Amém.

Fotos – 1 – Arremesso de três de um lado…

2 – E do outro…

3- Saida equivocada e falha da pressão…

4 – O quadrinho…

Fotos – Reproduções da tv. Clique nas mesmas para ampliá-las.

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