As seleções de base da CBB começaram a ser reunidas visando às próximas competições internacionais, que vão das categorias sub 15 até sub 19 em ambos os sexos. E as comissões técnicas se encontram a todo vapor, todas elas supervisionadas por um único responsável em cada segmento, numa prova inconteste de legitimação do sistema de jogo a ser empregado, o mesmo, para todos!
Os técnicos, “supervisionados” de cima para baixo, comungam servilmente o principio globalizado para todas as categorias, numa repetição de conceitos de organização, preparação e competição que beiram ao inacreditável, pela aceitação passiva de tal centralização de comando, para em troca agregar a seus currículos a titulação de técnicos responsáveis pelo futuro do nosso basquetebol, seja lá qual for o preço que tenhamos de pagar pelas aventuras, o que no frigir dos ovos é de somenos importância para os mesmos, à partir do momento que chegaram ao ápice.
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O ano de 1959 foi marcante, principalmente pela definição do que planejava para meu futuro. Dois anos antes já dava os primeiros passos como técnico de basquete, na escolinha do Grajaú TC, e tendo terminado o segundo grau me habilitei ao vestibular de direito, sonho de meu velho e causídico pai, mas que sofreu um retardo pela convocação ao serviço militar no CPOR. Como o acesso ao oficialato da reserva me tomaria todos os fins de semana pelo prazo de dois anos, optei pelo serviço militar tradicional que me liberaria após 10 meses. E foi durante esse período que despertei para o magistério e a técnica desportiva como meta prioritária, embalado pela vitoria do nosso basquetebol, que sábado passado comemorou os cinqüenta anos da conquista do Mundial em terras chilenas, a qual acompanhei com incontido orgulho cívico e desportivo. No ano seguinte ingressei na ENEFD, atitude compreendida e aceita pelo meu pai, e nada aceito por minha mãe. E segui meu destino.
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Na sexta-feira que passou experimentei um misto de alegria e alivio, por ter, depois de longos 5 anos, conseguido salvar o único filme didático, baseado num campeonato mundial aqui realizado, do desaparecimento total e irremediável. Quando coordenador do Laboratório de Tecnologia Educacional da EEFD/UFRJ em 1971, propus à CBB a realização conjunta de um documentário em 16mm, sobre o Campeonato Mundial Feminino que seria realizado naquele ano em São Paulo, com sub-sedes em Brasília e Niterói. A EEFD cederia o equipamento de filmagem e participaria de um rateio na compra de negativos e aluguel de estúdio de som, e a CBB com as despesas de revelação, copiagem, transporte e acomodações para as sedes dos jogos. Trato feito, fomos à luta, que não foi fácil, dada à precariedade dos equipamentos, uma simples câmera Paillard-Bolex, sem tripé, uma editora manual amadora, e um entusiasmo enorme.
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