OS 200 MIL…

Em 25/2/2010 este humilde blog atingiu a marca das 100 mil visitas, numa contagem a partir de 2008, não computadas as visitas anteriores desde 2005.

Ontem, 26/5/2011 atingimos as 200 mil, que para um blog prioritariamente técnico, é uma marca considerável. E mais ainda, se considerarmos que somente pessoas que se identificam responsavelmente assinam os comentários, onde a figura do anônimo sequer é cogitada, quanto mais publicada, fator este que conota responsabilidade opinativa e discursiva nos vários tópicos publicados.

O Basquete Brasil dará continuidade ao seu trabalho de divulgação de todos os aspectos do grande jogo, principalmente dirigidos aos jovens técnicos que se iniciam país afora, única formula para a disseminação da modalidade junto aos jovens na pratica salutar e educativa do basquetebol.

Então, caminhemos para as 300 mil visitas, em muito breve ao lado do blog do CBEB – Centro Brasileiro de Estudos do Basquetebol, somando forças para o soerguimento e desenvolvimento do grande jogo no país.

Amém.

PS-Clique na imagem para ampliá-la.

A VENCEDORA INCOERÊNCIA…

Uma final de liga nacional, muito mais do que provocar êxtase e felicidade às suas torcidas, representa o que de melhor possuímos, técnica e taticamente, para a formação de nossa seleção que disputará um pré olímpico de importância transcedental, ainda mais quando periga a participação de nossos jogadores que disputam a NBA, por motivos, novos ou conhecidos de antanho, somados a mais alguns poucos que militam em clubes europeus.

A verdade crua é que a base dessa seleção mediu forças ontem em Brasília, pelo título do NBB3, e que por certo tenha deixado o Ruben Magnano com as barbas ensopadas num molho um tanto amargo para o seu gosto.

Era para ter sido um jogo lapidar dentro do perímetro, como já haviam as duas equipes ensaiado nos dois últimos confrontos, com uma vitória para cada, e onde os arremessos seguros e mais precisos de 2 pontos sobrepujaram em muito os ingratos e aventureiros de 3 pontos, propiciando uma volta salutar do jogo efetivo e pontuador de pivôs e alas, e não dando continuidade ao seu destino de reboteadores das bolas perdidas pelos chutadores de plantão.

Mas houve um inexplicável e incoerente retrocesso, com a equipe de Brasília convergindo seus números, com 16/28 arremessos de 2, e 7/29 de três, com 24/32 de lances livres, e mesmo assim vencendo a equipe de Franca, que com seus 24/50 arremessos de 2, 3/15 de 3, e 11/14 de lances livres, não conseguiu superar a bem postada defesa candanga, que abusando de uma zona tradicional,  pressionando seus armadores, os deixaram perdidos numa infinita troca de passes bem longe do perímetro interno, obrigando-os a penetrações sob forte pressão( uma característica da zona atenta), e arremessos curtos desequilibrados e imprecisos. E olha que foram 50 tentativas, contra 28 da equipe de Brasília, cujo poder superior de penetrações, com o Alex, o Guilherme, e um surpreendente Lucas, não deveria ter se perdido em 29 arremessos de 3, com somente 7 acertos. E a prova maior foram suas 32 tentativas de lances livres, com acerto de 24, contra os 11/14 de Franca, estabelecendo uma grande diferença de pontos, que seriam enormemente acrescidos se não se deixassem levar pela orgia desenfreada dos 3 pontos, e das enterradas “ monumentais”, tão ao gosto dos nossos tonitruantes narradores, ficando ainda mais engraçado ouvir um dissonante comentário do Leandro no Sportv, dizendo que sempre opta pelos seguros 2 pontos, em vez das enterradas, logo após um toco de aro levado pelo jogador Lewis de Franca, demonstrando exemplar seriedade profissional.

Afastando estes frios e contundentes comentários, feitos por quem prioriza o jogo objetivo e calculista, realizado e praticado por jogadores criativos e fundamentalmente preparados na leitura e na consecução de arremessos mais seguros, cabe ainda mais um, não, uma curiosa indagação, do quanto separa o planejamento, treinamento e orientação de um técnico, da vontade aventureira de jogadores que se situam acima do mesmo, ao tomarem decisões que conflitam o combinado?

A resposta talvez esclareça a consciente opção pelos arremessos de 3 em momentos inoportunos, falhos em sua absoluta maioria, em vez do comportamento tático acertado por todos, técnico e jogadores, principalmente num jogo decisivo. Vinte e dois arremessos de 3 perdidos por Brasília, num jogo em que dominava o jogo interior, preocupa e deixa em alerta o técnico argentino, pois põe em risco seu sistema coletivo  de ajuda e apoio permanente nos ataques, característica básica das grandes equipes argentinas e suas seleções.

No mais, foi um jogo para a torcida, nitidamente egressa do futebol em suas manifestações raivosas ou exultantes, mas plena de alegria e alguma promessa de que essa importante conquista faça decolar o basquete brasiliense, principalmente no seio de sua juventude, o que seria alentador.

Parabenizo toda a equipe de Brasília e seus dirigentes técnicos, assim como seu competente adversário, Franca, de tantas tradições e história, e fico torcendo para que algumas das soluções técnico táticas que emergiram desse playoff, tenham segmento e aceitação pelas demais equipes e seus técnicos, a fim de fugirmos definitivamente da mesmice endêmica que nos tortura e constrange de duas décadas aos dias de hoje. Merecemos um basquete melhor, e estamos começando a trilhar um caminho mais promissor.

Amém.

Foto-LNB

O GRANDE JOGO AGRADECE…

Como mandava o bom senso, e fazendo as honras de uma final condigna, ambas as equipes realizaram um jogo eletrizante, jogando bastante dentro do perímetro, explorando ao máximo seus pivôs, movimentando suas peças permanentemente, defendendo ferozmente o perímetro externo, provando definitivamente que se pode vencer partidas de 2 em 2 pontos, reservando os longos arremessos de 3 para aqueles momentos de liberdade plena, quando o equilíbrio se faz presente, garantindo um máximo de precisão.

E se não fossem alguns excessos cometidos, exatamente nos arremessos de 3, e teríamos assistido a uma partida exemplar no aspecto técnico, e por que não, no tático também.

No técnico pela entrega de todos, tanto no ataque, como, e principalmente na defesa, antepondo os longos arremessos, pressionando os armadores, protegendo as áreas de rebote, e situando-se nas linhas de passes, quebrando a continuidade das jogadas, obrigando o uso da improvisação, que atingiu altos índices durante todo o tempo de jogo. E tudo isso realizado por ambas as equipes, indistintamente, como num duelo de iguais, apostando num final em que um dos dois contendores cometesse um erro crucial. Não só um, mas dois foram cometidos, e venceu aquela equipe que cometeu o grande erro no último lance da prorrogação.

Franca deixou de vencer no tempo normal ao abdicar no último lance de um jogo empatado, do jogo interior, se deixando levar para bem fora do perímetro externo, onde seus armadores equivocadamente se situaram.

Brasília, na última jogada, ao abdicar no último lance da prorrogação do jogo interior, onde uma única cesta de 2 pontos, ou mesmo uma cobrança de lances livres a levaria a vitória, preferiu arriscar um tipo de arremesso que sabiamente havia relegado durante todo os cinco tempos do jogo(foram 5/15 arremessos de 3, contra 21/40 de 2 e 35/38 de lances livres), para numa recaída aos vícios anteriores, e a 5seg do final, lançar um petardo de 3 absolutamente desnecessário e infantil.

Com 21/42 arremessos de 2, 7/26 de 3 e 30/35 de lances livres, a equipe francana levou o quarto jogo para a capital do país, onde não poderá cometer o erro de errar 19 arremessos de 3, que se trocados, pelo menos em sua metade por tentativas de 2, daria a mesma condições mais consistentes de vitória, lembrando que seu poderoso adversário errou 10 arremessos do mesmo tipo, e perdeu por ter arriscado um último também de 3.

No tático, assistimos a uma partida, ai sim, atípica dentro da realidade do nosso basquete, na qual os pivôs voltaram a ter participação ativa e direta durante todo o transcorrer da mesma, numa divisão equânime de funções, com jogadas onde a dinâmica de entradas e saídas de bola nos perímetros provocaram uma ciranda de ações de grande técnica, em produções individuais elogiáveis, e acima de tudo, fazendo renascer o espírito coletivista que sempre caracterizou o grande jogo, sendo a sua marca indelével, abandonada por nossas equipes nos últimos 20 anos, em nome de um pseudo basquetebol elevado à quinta potência do individualismo estelar, cópia canhestra e colonizada da grande liga do norte.

Que tal exemplo afirmado nos dois últimos jogos do NBB3 sirvam de inspiração para a final, ou finais que se desenrolarão nesta semana, transmitido, ainda que em rede cabeada e paga, para milhares de jovens praticantes e técnicos iniciantes espalhados por este continental país, e que solidifique um novo tempo, de um novo modo de jogar o grande jogo.

Fico imensamente feliz em ter insistido e propugnado, quase que solitariamente, por tão fundamentais mudanças, tanto na pregação teórica através esse humilde blog, como no campo prático quando da direção do saudoso Saldanha da Gama, com a luta pela dupla armação, pela utilização dos alas pivôs de grande mobilidade e destreza e pela retomada do jogo eminentemente coletivo, cadenciado, e utente dos arremessos seguros e precisos, como os de curta e media distâncias, destinando os longos aos especialistas e em circunstâncias especiais e seguras, e pela anteposição permanente dos mesmos fora do perímetro, para ao final  podermos reafirmar que também se ganham jogos de 2 em 2 pontos, que se ganham jogos com a produtividade de armadores, alas e pivôs em parcelas iguais, e não às custas de estrelismos e individualismos exacerbados, aceitos e acobertados por muitos e importantes técnicos, e promovidos por uma mídia equivocada e desconectada dos princípios que regem o grande, grandíssimo jogo.

Amém.

Foto- LNB

DOIS LANCES DECISIVOS…

Nos finais dos terceiro e quarto períodos do jogo, aconteceram as duas jogadas que definiram a partida, ambas no aspecto técnico, mas somente uma delas influindo no aspecto tático, a do ferimento no supercílio do Probst nos dois minutos finais do terceiro quarto. A outra, e espetacular jogada por parte do Alex, bloqueando uma bandeja do Lewis, que aos 37 anos ainda demonstra ser incapaz de fintar um adversário que se lança para um bloqueio naquelas circunstâncias, ação esta que o próprio Alex fez questão de mencionar ao repórter que o entrevistou ao fim da partida. Foi uma jogada cinematográfica, e profundamente importante naquele final ainda indefinido do jogo.

Mas a outra, sim, alterou profundamente o destino da equipe francana, pois vinha sendo o Probst o único homem alto de sua equipe a fazer frente ao forte bloqueio candango, jogando de frente para a cesta, capitalizando bons e efetivos rebotes, e se saindo muito bem na defesa, ao contrário de seus companheiros que não conseguiam se antepor ao jogo interno de Brasila, que contou com um Guilherme imparável nos arremessos de media distância, vide a madura opção de ambas as equipes priorizando o jogo interno, a marcação pesada e intensa do perímetro externo, a tal ponto que  Franca atingindo 7/22 tentativas de 3 pontos,e 21/41 nas de 2, não conseguiu superar Brasília, que mesmo com um baixo rendimento nos arremessos de 3 (2/19), ter praticamente se igualado nas de 2 ( 22/35), teve nos Lances livres (30/32) contra 12/20 de Franca o grande diferencial do jogo, provando mais uma vez que sua escolha na reta final do forte jogo interior, foi a mais acertada.

Mas neste ponto da análise, algo fica em suspenso, o fato de que Franca agiu correlatamente, equilibrando as ações, até que naqueles dois minutos finais de um terceiro quarto que vinha tênuemente liderando, perdeu seu mais importante homem alto, numa “infelicidade de jogo”, ao ver rompido seu supercílio a um toque do Tischer, propiciando a volta do domínio das tabelas para a equipe da capital.

Claro que a continuidade do Probst na quadra naquela altura do jogo, pouco poderia nos afiançar que o resultado teria sido diferente, mas não podemos negar a hipótese de que o fiel da balança poderia ter pendido para a sua equipe, pois numa decisão daquele nível, onde vários e sutis fatores podem influenciar resultados, a contusão do bom ala pivô francano deve ser levada em alta conta.

Para o jogo decisivo de hoje, se mantidas as estratégias e comportamentos até agora estabelecidos, de defesa solida no perímetro externo, ausência de tentativas apressadas ou forçadas de 3 pontos, e poderoso jogo interior, priorizando os arremessos de curta e médias distâncias, poderemos ter um final de campeonato que reforce os votos de que algo possa vir a ser modificado em nossa maneira trágica de jogar o grande jogo, ao priorizar a aventura e a irresponsabilidade ao jogo coletivo. Torçamos para que evoluamos com técnica, tática, e acima de tudo, inteligência.

Amém.

Foto- LSB

INADIÁVEIS MUDANÇAS…

Engraçado, e às vezes de morrer de rir, os comentários abalizados sobre um jogo que se definiu em um quarto, o segundo, quando a equipe de Brasília escalou um segundo armador, o Bruno, para atuar junto ao Nezinho, encaixando a dupla armação de Franca, superando-a na defesa, e principalmente, fazendo seus pivôs jogarem em velocidade e penetrações rápidas, além, é claro, de desencadearem contra ataques resultantes dos péssimos arremessos dos francanos, encurralados que foram pela defesa veloz e sufocante comandada pelos dois armadores e pela antecipação de seus homens altos no decisivo segundo quarto, particularmente pelo Alex.

E os números acompanham este raciocínio com singela simplicidade, vejamos: No 1º Tempo, Brasília arremessou 14/19 bolas de 2, 4/8 de 3 e 13/19 de Lances livres, e Franca, 8/18 de 2 pontos, 3/12 de 3 e 8/10 de Lances livres, revelando com clareza a preferência de Brasília pelos arremessos mais seguros e precisos de 2, sobre uma defesa incapaz de bloquear o seu jogo interno, ao passo que a equipe de Franca, encontrando uma forte oposição defensiva, praticamente conseguiu o mesmo número de tentativas, porém com acertos muito menores de seus jogadores, graças à entrada de um segundo armador que mudou a história do jogo, estabelecendo os 15 pontos de diferença ao final dos dois quartos iniciais. Também nessa fase, pelo fato da pouca penetração do ataque francano, somente 10 Lances livres foram cobrados por sua equipe, contra os 19 cobrados pela equipe da capital.

Com a defesa bem postada, e mesmo retornando para o terceiro quarto com somente um armador ( o Bruno já estava com 4 faltas, mostrando a fraqueza da equipe candanga nesse primordial setor), soube a mesma manter, e até ampliar a diferença conquistada, administrando um jogo, que nada teve de atípico, e sim muito bem planejado e melhor executado no aspecto defensivo, e de armação de jogo. Se a equipe mantiver para os jogos subseqüentes a dupla armação, o jogo interior e seguro dos dois pontos ( no de hoje, arremessou 21 bolas de 3, e 38 de 2 pontos, além de 31 Lances livres, fugindo da convergência que vinha se acentuando nos seus últimos jogos), e consistência defensiva, poderá emplacar um 3 x 0 nada exagerado, já que seu adversário demonstrou uma enorme dificuldade em conter esse tipo de comportamento ofensivo, e muito mais ainda, de suportar a enorme pressão ante uma defesa forte e determinada.

Então, o que resta a Franca? Partir para o jogo interior, para dali sim, originar passes de dentro para fora do perímetro, a fim de obter arremessos, até de 3, mais equilibrados ( e bem referenciados por atuarem num recinto que conhecem bem), marcar energicamente os armadores adversários, e jogar um pouco mais na antecipação, fator ausente no jogo de hoje.

Deixo para o final a constatação do que realmente representa o grande jogo no imaginário do brasileiro, bastando para tal a presença de 18000 torcedores no Nilson Nelson, provando o quanto de potencial latente existe nessa instigante modalidade, tão mal tratada por uma mídia equivocada e tendenciosa.

Mas aos poucos, e com muito trabalho, talvez tenhamos a oportunidade de resgatar e soerguer o grande jogo no país, bastando que estudemos e trabalhemos com mais coragem e ousadia. Mantermo-nos escravos do sistema único, copia canhestra do que foi feito por uma NBA que se recicla notoriamente, e que não está sendo devidamente observada e analisada pelos doutos conhecedores do que lá está sendo modificado, é pura estupidez, e pior, a mais flagrante prova de nossa servidão e colonialismo explícito. Não por acaso um Miami atua com três pivôs em permanente movimentação, inclusive fora do perímetro, um Oklahoma atua similarmente, e um Dirk converte 48 pontos sem um arremesso de três sequer, para nos conscientizarmos de que a mensagem dada pelo Coach K no último mundial está sendo assimilada e convertida em realidade entre os “pros”, não somente no âmbito dos “colleges”, como devem ser difundidas as grandes mudanças. Pena que nossos “experts” custem tanto a notar, pesquisar e entender o que realmente representam tais mudanças para a realidade e futuro do grande jogo entre nós.

Tive a sutil e diáfana oportunidade de sinalizar um novo tempo quando da direção do Saldanha, postando seus vídeos, conclamando o debate, a discussão sobre novas concepções de jogo, tendo como premio o afastamento e marginalização de um processo corporativista e rancoroso, que não aceita, não só a mim, mas o que possa transmutar suas concepções arcaicas e perdedoras, e ai sim, das quais não faço, não fiz e nunca farei parte, gostem, ou não.

Quem sabe um dia dialoguemos melhor?  Talvez…

Até lá continuarei a fazer o que fiz desde sempre, estudar, pesquisar e divulgar o pouco que amealhei vida afora, e não fazendo política de bastidores, nas sombras do anonimato irresponsável e covarde.

E para concluir pesaroso, algo para pensar. Fui convidado a participar da votação para os melhores do ano na LNB/NBB3, e o fiz coerentemente apontando, no caso dos jogadores, 2 armadores e 3 alas pivôs, que claro foram, para efeito de votação, reescalonados para a indefectível e pétrea formação de 1 armador, 2 alas  e 2 pivôs pela comissão técnica. Pois bem, no jogo de ontem tal formação foi desmentida pela enésima vez, com a adoção, por ambas as equipes da dupla armação, e da flagrante movimentação dos homens altos, numa final de campeonato.

Creio que já se faz tardia profundas mudanças em tais critérios, ou não?

Amém.

Foto- Cadu Gomes

O VÔO ALTO (OU BAIXO) DO GIGANTE…

(…) “O basquete me conquistou. É elegante e mesmo a um segundo não está terminado. É um jogo de recursos, inteligente, e gosto de pensar- afirma ele que pensa ser advogado – Mas no Brasil, faltam torneios nacionais sub-20.

Ele revela que talvez escolhesse ser ala-pivô.

– Bolas de três, treino escondido. O técnico quer que eu jogue sob a cesta, sem sair do garrafão. Nos treinos, acerto muitas de três, mas no jogo, nem tento. Se errar, o técnico me põe no banco. Diz que para tentar uma de três, tenho de fazer 20 pontos e dar cinco tocos – ri Bebê “(…)

( Jornal O Globo de 6/5/11-Reportagem de Claudio Nogueira)

Como bem podemos atestar, se pudesse ele escolheria ser um ala-pivô, como o era o Nenê quando se foi para a NBA, onde o transformaram fisicamente no que é hoje, quando poderia ter sido um ala-pivô para marcar época na história do nosso basquetebol, mesmo jogando por lá.

Observem detalhadamente a foto, onde o equilíbrio de formas antevê um ala-pivô potente, elástico, veloz, e acima de tudo inteligente e orientado para o estudo que sucederá sua vida pós basquetebol, mesmo que amealhe milhões de dólares.

Mas o atual técnico formador espanhol, o vê embaixo da cesta, sem as habilidades de drible, fintas, passes e arremessos próprios de um ala, que com 2,13m teria condições de bons arremessos, inclusive os longos, pela amplitude de elevação e movimentos.

Mas não, urge redimensioná-lo, física e tecnicamente, transformando-o num novo Nenê, fragilizando suas articulações e tendões, super alimentado-o com complexos vitamínicos, e sabe-se lá o que mais…, a fim de atender aos reclames comerciais e de exigências pseudamente técnicas, em nome de vultosos e possíveis contratos, numa aventura que pode levá-lo ao paraíso, ou ao inferno, num mercado humano de valências nem sempre desportivas.

Então, guardem bem essa imagem, se possível imprima-a, para compará-la daqui a um ou dois anos, ou meses se for indicado nos drafts, quando testemunharão uma mudança cavalar (é o termo mais correto…) no físico esbelto e proporcional, daquele que poderia ter sido um dos mais autênticos e promissores alas-pivôs do basquete internacional, desejo quase secreto dele mesmo, o Bebê, e não o cincão desejado por todos aqueles que pensam entender o grande jogo, numa masturbação mental que poderá ter um não muito promissor desfecho. Mas não importa, sempre haverá um novo Bebê para alimentar tão precários e doentios anseios…

Amém.

Foto- Ivo Gonzales (clique uma e duas vezes para ampliá-la)

DE 3 SIM, POR QUE NÃO?..

De 3 sim, por que não, o que e quem me impede de tentar, quantas vezes achar necessário, quem?

E um primeiro quarto foi jogado ao léu, e claro, perdido, assim como o segundo, quando tentativas seguidas de três pontos foram distribuídas entre o Alex e o Guilherme, com aproveitamentos simplesmente pífios. E por conta de tal posicionamento, o jogo interior foi negligenciado ao máximo.

E a defesa, obviamente em segundíssimo plano frente às expectativas de acertos decisivos nos arremessos de três, inexistiu, e a tal ponto que, de um mesmo lugar, como reserva exclusiva, o Olívia arremessou 5 de três, sem nenhuma marcação, acertando 4, colocando sua equipe na dianteira do placar, que chegou a 17 pontos de diferença.

E de repente, quase ao final do segundo quarto, o Guilherme encaixa um arremesso de três, findo o qual teatraliza um exorcizo de maus fluidos, até aquele momento presentes em sua atuação. Esqueceu no entanto, que um jogo interior havia sido abandonado, inclusive por ele mesmo, ao contrario da equipe adversária, que o utilizou forte e decisivamente. Tal decisão de um jogo aberto, tomada e desenvolvida pela equipe, e claro, a pedido e orientação de seu técnico, originou um imenso equivoco, permitindo que essa ação ofensiva ficasse exclusiva de seu adversário, com evidentes lucros e poucas perdas.

Nos quartos finais, Guilherme, e principalmente o Alex, foram para o jogo interior, bem secundados pelo Nezinho e o Lucas, exceto o Rossi com seus 5/6 arremessos de três, originando daí para diante uma reação que os levaram para a prorrogação, e a vitoria.

Muito bem, mudanças houve, e a equipe se recuperou e partiu para decidir o campeonato com Franca, mas a um custo elevado de esforços, que seriam perfeitamente administrados se tivesse iniciado o jogo da forma como terminou, jogando preferencialmente dentro do perímetro, e marcando bem fora dele.

Vejamos o Alex, que arremessou 6/9 de dois pontos, 3/10 de três e 10/14 de lances livres. Imaginem se as sete  tentativas de 3 perdidas  fossem trocadas por penetrações em busca dos dois pontos, numa ação ofensiva da qual é excelente executante, para que atingisse números mais expressivos e determinantes, o mesmo para o Guilherme, e provavelmente o jogo não atingiria o grau de dificuldade que o levou para a prorrogação.

Mas tal posicionamento não deverá ter continuidade para as finais, pois a uma emissora de TV, ao final do jogo, o Alex reconheceu ter de treinar mais defesa, e mais arremessos longos, provando e confirmando sua preferência de jogo.

Do outro lado, uma equipe que começou, e como sempre começa, seus jogos com um alto grau de coletivismo, que vai decrescendo no transcorrer das partidas, como se não estivesse convicta da validade do mesmo, caindo na própria armadilha ao abandoná-lo em nome de ações individuais de péssima escolha, contrastando com a inegável qualidade de alguns de seus jogadores, como o armador argentino, o Olivia, o imprevisível Shamell, e principalmente o Marcos, com números que demonstram uma quase perfeita distribuição de arremessos, 4/6 nos de dois, 4/6 nos de três e 4/6 nos lances livres, ou seja, 67% em cada um dos segmentos de ataque, pecando, e ai com sérias implicações, no posicionamento defensivo, onde é simplesmente medíocre.

Para as finais com Franca, uma equipe bem mais coesa por força de alguns pontos frágeis em sua estrutura, como forma de compensar tais limitações, Brasília terá forçosamente de repensar suas ações ofensivas, otimizando ao máximo sua capacidade pontuadora, o que somente será possível se alcançar o máximo de precisão em seus arremessos de curta e medias distâncias, otimizando cada ataque tentado, afastando na medida que puder a imprecisão oriunda dos longos. E mais ainda, e ai para ambas as equipes, a mais alta prioridade na defesa fora do perímetro, evitando ao máximo as dobras interiores, a fim de que atacantes não se vejam absolutamente desmarcados para as suas equilibradas e tranqüilas tentativas de três pontos.

Com orientações e decisões voltadas à forte defesa, na anteposição das tentativas de três, e pressão constante nos armadores, assim como um alto grau de coletivismo nas ações ofensivas, principalmente no jogo interior, poderemos assistir jogos de alta técnica, bons sistemas, e desejável equilíbrio de forças, conotando emoção e imprevisibilidade no playoff final.

Amém.

Foto- Brito Junior.

UMA BOA(E ATUAL)PERGUNTA…

  • Thiago Tosatti 10.05.2011 (3 dias atrás)

Boa Tarde Professor!
Tenho visto todos os jogos e algumas vezes os jogadores simplesmente ignoram o que seus técnicos estão dizendo nos pedidos de tempo. No primeiro jogo entre Brasilia e Pinheiros ao final da partida Shamell simplesmente ignorou as instruções e acabou por perder a bola, isso pra ficar apenas neste exemplo. Às vezes seguem as instruções por uma ou duas posses de bola e depois voltam ao que vinham fazendo anteriormente.
Como o senhor fez para conseguir isso com atletas consagrados? Na base vejo os atletas respeitarem muito mais os treinadores e seguirem as instruções com muito mais fidelidade.
Quando o senhor dirige equipes professor, como faz para que suas instruções sejam seguidas em quadra?
Desde já lhe agradeço!

Quando da publicação do artigo Estratégia Básica, de 9/5/11, o leitor Thiago Tosatti enviou o comentário acima, vindo a se somar aos muitos comentários e emails enviados a mim com a mesma proposição – O que o Senhor faz para que suas instruções sejam seguidas por seus jogadores?

Pronto, temos ai estabelecida uma discussão que em muito transcende o simples fato do que faço ou deixo de fazer, se estendendo ao que todo o universo de técnicos fazem, ou deixam de fazer, aqui, ou mesmo lá fora.

Primeiro, técnico nenhum instrui em jogo sem antes fazê-lo exaustivamente em treinos. Quando muito diagnostica fragmentos e detalhes que observa na defensiva adversária, e muito mais importante, nas atitudes técnicas e comportamentais de sua própria equipe frente aos mesmos, auferindo daí em diante as devidas correções.

Segundo, para que tal estágio de compreensão técnico tática seja alcançado pela equipe, um dos fundamentos básicos a ser aplicado é o de ensinar (isso mesmo, ensinar) seus jogadores a pensar seus movimentos, atitudes e ações frente aos oponentes, no que podemos definir como leitura de jogo.

Terceiro, para que essa leitura se torne factível nos treinamentos, urge uma providência fundamental: Que se instrua os defensores para anular o próprio sistema  ofensivo adotado pela equipe, utilizando todos os recursos que puderem aplicar (até mesmo faltosamente), pois dessa forma as mais diversas variáveis ofensivas aflorarão pela necessidade urgente e inadiável do confronto direto, fator desencadeador da criatividade, muitas e muitas vezes bloqueada pela enganosa fluência de jogadas ante uma passiva defesa. Não podemos nos esquecer que uma prevalência defensiva origina uma evolução ofensiva, e vice-versa, chave do progresso técnico tático.

Quarto, que o espírito de equipe seja permanentemente preservado, dentro e fora da quadra, com reuniões, conversas e trocas de experiências, debates, discussões, e acima de tudo, companheirismo, paciência, compreensão e amizade.

Quinto, que todos os itens acima se amalgamem em torno e no âmago da pratica diária dos fundamentos, onde jogadores altos e baixos, armadores, alas e pivôs se nivelem pelo esforço comum e homogêneo, na busca do domínio e compreensão do grande jogo, em suas minúcias e consequentes descobertas, como num grande barco, onde todos remam num mesmo rumo, numa mesma busca pela integridade técnica e pelo respeito comum.

Nos jogos, os conhecimentos e domínio dos sistemas defensivos e ofensivos, aceitos, estudados, treinados, discutidos e aperfeiçoados por todos, democraticamente, fluirão naturalmente, onde o técnico acrescentará detalhes e aspectos observados, diagnosticados e, com o consenso de todos, corrigidos ou reforçados.

Bem, de certa forma são essas as ações que promovo nas equipes que dirijo e dirigi nos muitos anos de quadra, da formação até a elite, com coerência e bom senso, e sempre propugnando pela coesão e pelo aspecto educativo do grande jogo.

Espero ter respondido às perguntas e questionamentos de todos aqueles que prestigiam esse humilde blog, em especial a você, prezado Thiago.

Amém.

O DRIBLE…

Quando no artigo de ontem afirmei que uma equipe que pretendia vencer a liga nacional, não poderia convergir seus arremessos da forma como a equipe do Flamengo convergiu (14/29 para os dois pontos, e 12/29 para os de três), demonstrando seu incomensurável apego aos longos arremessos, e a monopolização pontuadora de seu melhor jogador, o Marcelo, que alcançou a marca de 40 pontos, praticamente a metade dos pontos da equipe em seu todo.

No entanto, na partida dessa terça feira em Franca, a equipe da casa transcendeu a convergência, com o assombroso número de 18/32 arremessos de três (56,2%), e 11/28 de dois (39,2%), colocando em cheque minha afirmação feita no jogo anterior, de que uma equipe que arremessa mais de três do que de dois, não pode almejar a conquista do titulo da Liga.

Franca , mais do que nunca, é seriíssima candidata ao título, mesmo convergindo largamente na vitoria contra os rubros negros, com performances nos arremessos de três inacreditáveis, a saber: Benite – 24 pontos, com 6/8 nos arremessos de 3 pontos ( 75%), Helio – 16 pontos, com 5/8 nos arremessos de 3 (62,5%), Marcio – 13 pontos, com 3/5 nos arremessos de 3 ( 60%), e Dedé – 17 pontos, com 4/7 nos arremessos de 3 ( 57,1%), valores seguramente alcançados pela mais absoluta ausência de qualquer anteposição defensiva por parte dos jogadores do Flamengo, comprovando em um jogo de playoff semi final, do quanto estamos vulneráveis aos arremessos do perímetro externo, já que defender naquela estratégica área, não passa pelos planos da esmagadora maioria de nossos jogadores profissionais, atitude  esta que está se estendendo às divisões de base, como resultante do exemplo emanado dos mesmos, fator este que cada vez mais solidifica a cultura antropofágica dos arremessos de três, e o pior, mais constrangedor, e estarrecedor, com o beneplácito da maioria quase absoluta de nossos técnicos, infelizmente, desde a formação.

Atingir a marca de 56,2% no aproveitamento dos longos arremessos, contra 39,2% dos curtos, por parte da equipe francana, é a mais absoluta prova da ausência defensiva, imperdoável numa equipe que se diz de alto nível, com os maiores salários do basquete nacional, comandada por um técnico assistente da seleção argentina para o próximo pré- olímpico. Foi uma derrota merecida, pois fruto de um individualismo exacerbado, nervoso e até, rancoroso, vide a atitude infantil e imatura de seu melhor jogador, ao reagir violentamente a um drible dado pelo jogador Penna, por entre as pernas paralelamente abertas do jogador Teague, que se manteve, como devia, fora das rudes reações rubro negras, por ter a consciência do erro postural cometido, ao manter seus pés paralelos ante a investida do atacante, num erro de fundamentação técnica que soube encarar realisticamente, ao contrario de seus companheiros que vislumbraram na ação contundente e de alta técnica do Penna, a oportunidade de extravasar suas incontidas frustrações, ante um desfecho irrefutável.

A equipe de Franca, precisará estudar e reformular alguns conceitos ofensivos, tendo em conta que nas finais, dificilmente obterá as facilidades encontradas no jogo de hoje, claro, se o seu adversário que sairá do confronto entre Pinheiros e Brasília, se dispuser a exercer o primado de uma equipe de alto nível, defender “os perímetros”, e não somente apostar numa má noite de seus adversários. Pagar para ver é um simples princípio que funciona, ainda mais num jogo tão complexo como o basquetebol, o grande jogo.

No outro jogo da noite, as duas equipes privilegiaram o jogo interno (nenhuma das duas ultrapassou as vinte tentativas de três pontos), vencendo o Pinheiros, cujos pivôs e seus arremessadores mais qualificados priorizaram os arremessos curtos e de media distancias, um pouco mais eficientemente que os de Brasília, que seguiram a mesma fórmula, num duelo de muita ofensividade e pouquíssima defesa, bem ao gosto da maioria de nossas equipes, cada vez mais afastadas dos fundamentos defensivos, arraigadas furiosamente ao ataque, da forma e das distâncias que forem, pois o que passou a valer para certa midia , a que valoriza e promove determinados jogadores, é a fantástica enterrada, os gatilhos de três, as acrobáticas bandejas, ações que não podem ser confrontadas com eficientes e determinadas defesas, fatores que enfeiam e tiram a graça do jogo…para ela.

Na próxima sexta feira, em Brasília, poderá ser definido o adversário de Franca para as finais, naqueles confrontos que poderão mudar alguns conceitos de jogo em nosso país, na medida em que tenhamos a coragem de investir em algo novo, inesperado, instigante, a fim de que possamos partir para o pré olímpico com uma equipe realmente digna de nos representar.

Torçamos para que isso ocorra.

Amém.

PS-Clique nas fotos para ampliá-las.

Fotos reproduzidas da TV e da LNB.

ESTRATÉGIA BÁSICA…

Arremessos de dois pontos – 14/29

Arremessos de três pontos  – 12/29

Numa convergência dessa ordem, como uma equipe de alto nível pretende chegar às finais de uma liga nacional?

Bastaria insistir um pouco mais no jogo interior, com o Teichmann e o Hátila, ou mesmo o Teague, para, possivelmente vencer uma partida onde seu melhor jogador praticamente concluiu a metade dos pontos da equipe, precisamente 40, numa brilhante performance, e…derrota.

Mencionarmos a defesa rubro negra, impossível, pois desatenta e confusa, dentro e fora do perímetro, nos quais os habilidosos jogadores francanos (sem dúvidas, os que melhor dominam os fundamentos ofensivos do jogo na LNB, exceto, como regra geral na liga, na defesa do perímetro externo, pois, sim senhores, posicionamento defensivo é fundamento, talvez o mais importante do grande jogo) evoluíram com liberdade plena de ações, mesmo quando pecavam por excesso de ansiedade, afinal, se tratava de um playoff semi final.

Repito o que afirmei no artigo anterior, se a equipe do Flamengo não mudar de estratégia (não confundir com sistemas, métodos ou jogadas) para o terceiro e decisivo embate, perde a série por 3 – 0, sem contestações.

Qual estratégia? Qualquer uma que privilegie o jogo coletivo e solidário, a começar por seu maior jogador, capaz mais do que suficientemente, de fazer funcionar o grupo a que pertence, no seu todo.

Quanto a Franca, elogiar sua permanente recriação por sobre, e através jogadores experientes, tanto os veteranos, como os mais jovens, lutadores e muito bem treinados, por seu competente e calejado técnico, que soube com maestria fazer sua equipe explorar o perímetro interno, tanto nas conclusões, como na origem de passes para um perímetro externo, desguarnecido pela apática e equivocada defesa rubro negra. Sua vitória foi inquestionável.

Na capital paulista, Pinheiros e Brasília travaram um duelo singular, também, e monocordiamente, através o desvario institucional dos arremessos de três, ambos com 9 acertos, para um total de 43 tentativas, num desperdício de esforços ante defesas frágeis e confusas. E se equilíbrio existiu nas conclusões de dois pontos (21 para o Pinheiros, e 24 para Brasília), e até nos lances livres (6 perdidos para o Pinheiros e 7 para Brasília), foram os rebotes e roubos de bola de Brasília que definiram intensos e velozes contra ataques na conclusão de pontos preciosos, gerando a mínima vantagem final, que foi posta em perigo através uma falha incontestável de arbitragem, fruto de uma tendência perniciosa que vem se instalando no comportamento de alguns árbitros, absolutamente cônscios de suas infalibilidades, resultantes e engrandecidas por uma critica ufanista, a de que temos a melhor arbitragem do mundo, que é um fator sutil e melindroso para alguns dos nossos internacionais. Houve uma falha de arbitragem, num momento crucial a poucos segundos do final, ao ser marcada uma falta cometida bem antes do atacante se jogar para o alto, na tentativa de induzir a arbitragem que estava no processo de arremesso, no que foi bem sucedido ante um critério equivocado de interpretação, ao ser confundido intenção com ação, onde no primeiro fator houve a intenção do defensor de parar o atacante antes de um arremesso de três pontos, e este, de se lançar para o alto, forjando uma ação de arremesso, após a falta cometida. E se tal intencionalidade defensiva fosse levada ao rigor da regra, uma falta ante desportiva deveria ter sido aplicada ( o defensor deliberadamente obstou faltosamente um adversário), com dois lances livres e uma reposição de bola ao centro da quadra. Preferiu o árbitro manter sua decisão, que por sua sorte não influiu no resultado do jogo, pois a última das três tentativas foi perdida. Mas o fator mais importante, é que poderia ter influenciado…

Na terça feira, os destinos destas quatro equipes serão determinados, seguindo em frente, para as finais, aquelas que optarem pelo acréscimo do jogo interior, e maior economia na sangria dos três.

Quem viver verá.

Amém.

PS- Fotos LNB

 

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