COLOCAÇÕES E REFLEXÕES…

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Hoje sugiro a releitura de dois artigos e respectivos comentários, num debate esclarecedor aqui publicados neste humilde blog, a saber:

ENFIM, DISCUTE-SE A ENTB/CBB (24/1/2011)

– DISCUTINDO UMA ESCOLA (18/9/2011)

Acredito ser este o ponto mais nevrálgico e delicado para que o basquetebol brasileiro reencontre seu caminho, a partir da formação de base consciente, responsável e estratégica, para o soerguimento do grande jogo no país. Leiam e reflitam sobre as colocações apresentadas e discutidas, e se possível deem seguimento aos debates, seis anos depois, e quem sabe, encontremos as preciosas respostas de que tanto precisamos.

Amém.

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TRISTE, MUITO TRISTE…

TRISTE, MUITO TRISTE...

Querido amigo Paulo, o mundo da bola laranja se liquefazendo apanhando feio e vergonhosamente em Medellin, o Brasília se mandando do NBB, o Caboclo cuspindo no prato que comeu, a ENTB sendo entregue a Estácio de Sá, e você mocó? Que houve, desistiu também?…

Depois de um telefonema neste desabusado teor, como me omitir de extravasar ao menos algumas linhas aqui neste humilde blog, como?…

Pois bem, vamos lá, e em primeiro lugar externando meu último sentimento ainda válido, o de não me privar da indignação, da mais pura e primal indignação, pela ignomínia pulsante que grassa no seio do grande jogo, em todas as esferas, da administração ao meio da quadra, da técnica fajuta e enganosa a tática absurda, questionável e equivocada, da crítica primária, ufanista e interesseira a realidade inquestionável dos resultados, escancaradamente jogados para o alto, num barata voa dantesco e autofágico, onde tudo e todos afundam abraçados, num naufrágio coletivo e desalentador…

Linhas e muitas linhas foram escritas ufanisticamente em torno dos jovens craques que emanaram da LDB (com suas equipes apresentando médias de 27,2 erros de fundamentos por jogo e uma cascata interminável de bolas de três), ascendendo equipes do NBB, e agora na Seleção, para gáudio e prazer de espertos agentes, mídia ufanista, oportunos estrategistas, torcedores encobertos pelo anonimato covarde e pusilânime em comentários nas redes da web, narradores e comentaristas se eximindo da crítica direta e objetiva dos reais fatos que destroem a credibilidade do grande jogo, optando pelo falso otimismo, todos, absolutamente todos afirmando contribuir para “o soerguimento do basquetebol no país”, porém omissos aos verdadeiros fatos que o corroem e aviltam desde sempre, num exercício bem conhecido da política e dos políticos que desgraçam este imenso e injusto país…

Caboclo é mais um destes falsos heróis produzido antes do tempo de uma maturação obrigatória e difícil, onde degraus básicos são transpostos aos pares, culminando com a pseuda definição de craque, que de tal modo se impõe, que não admite contestações, ficando a um passo da rebeldia, da não aceitação de comandos, afinal é um profissional(?) da NBA, que tudo pensa saber e agir, para, finalmente, e pela terceira vez em nossa pujante tradição basquetebolista, ser mais um a se negar entrar em quadra, se negar a defender a seleção numa competição oficial, fato que por si só o desqualifica para toda e qualquer convocação futura, sem maiores considerações, e que ele cobre de quem o assessora e orienta a tomar “decisões profissionais” sem o ser na acepção do termo, pois aos 21 anos já é um adulto, e não um jovem em formação, não mesmo…

Brasília se vai do NBB depois de falsa e erroneamente inflacionar o mercado de jogadores, como umas outras poucas franquias o fazem, tornando a médio prazo impraticável a manutenção do modelo sem a contrapartida dos títulos, desnudando de vez a precariedade dos reais valores apostos a jogadores medianos nada próximos aos valores a eles destinados, culminando com o estouro de uma bolha inflacionária incontrolável, num numerário comum ao mundo do futebol, em nada e por nada sequer parecido a realidade do basquetebol nacional. Aqui bem perto o basquete argentino tem um teto salarial definido e sustentável, e somente aqueles que o extrapolam por qualidades realmente de alta técnica emigram para o exterior, para ligas que sejam mais bem dotadas que a dela, simples assim…

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Enfim, e dolorosamente previsível, o basquete tupiniquim chegou ao fundo do poço técnico, já que o administrativo o tenha conseguido bem antes, e pela enésima vez afirmo que o técnico pouco tem a ver com o administrativo, pois na esteira do segundo se instalou no âmago do grande jogo um corporativismo técnico que deflagrou a mesmice endêmica do sistema único, que aí está perdendo de México, Porto Rico e vencendo a Colômbia de um ponto, e no feminino naufragando sem comiseração, tornando inviável e absurda a grita dos “entendidos” do grande jogo pela renovação com jogadores claudicantes e inseguros nos fundamentos, e téc…digo, estrategistas mais claudicantes e inseguros ainda nos conhecimentos mais básicos do jogo, tornando-os inócuos para o comando, agora midiaticamente substituídos por comissões que se reúnem a cada pedido de tempo, ratificando uma lastimável coerência, compromissada ao sistema único, apensa aos tais chifres de diversas matizes e polegares para cima ou para baixo, que seria o correto dentro da lógica romana, que ao direcioná-lo para baixo definiam o destino dos perdedores, lá primários, aqui contumazes…P1150548P1150547

Finalmente a ENTB, que planeja ser entregue a Estácio de Sá, conveniando um sistema de ensino a distância, isso numa atividade cujo aspecto presencial se torna imprescindível ao conhecimento prático e teórico de uma modalidade complexa e detalhista, em tudo e por tudo inadequada a um ensino desta natureza, num autêntico tiro no pé, bem a gosto daqueles que definem massificação pela distribuição pura e simples de informação, que é uma atividade complementar às técnicas de ensino e aprendizagem presenciais, e não a essência das mesmas, conforme pretendem e propalam. Será mais um equívoco, semelhante àquele de sua fundação quando foi comandada por um preparador físico, cujos resultados aí estão…

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Desculpe amigo insistente, mas não inconveniente, são essas as minhas dolorosas colocações, que já vêm de longuíssima data, bem antes da publicação deste humilde blog, propondo, inclusive, que uma saída para esta crise de identidade desportiva fosse debatida em torno de uma grande mesa, por todos aqueles que realmente viveram intensa e profissionalmente o grande jogo em sua mais autêntica essência, anos luz de semelhante proposta como algo inédito e proprietário de pessoas que nasceram ontem, mas julgam que o basquetebol nasceu com eles, pretensão oportunista e infantil, bem ao gosto dos que acham que o grande jogo somente será soerguido exclusivamente pela cabeça arejada dos jovens, esquecendo o princípio que fundamenta a experiência válida, aquela que tem de ser vivida, plena e profundamente vivida, e por isso mesmo menos vulnerável aos erros, os muitos e terríveis erros que tem desgastado e aniquilado o grande jogo, ou não, respondam, debatam, ou se calem frente a tais e contundentes evidências…

Amém, meus deuses, Amém.

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TEM DE PONTUAR!!!!…

P1150487P1150488No artigo de ontem abordei as duas temáticas que, no meu ponto de vista, explicam com sobras o abismo em que nos enfiamos tecnicamente, muito mais amplo e profundo do que o aspecto administrativo gerencial que a mídia designa como o fator da hecatombe, responsabilizando-o pelo cenário que aí está escancarado a todos. Mas, e desde sempre, responsabilizo prioritariamente o fator técnico tático como o causador direto pela implantação da mesmice endêmica, contínua e teimosa que nos catapultou para baixo, e que somente a custo de enormes esforços, poderemos emergir a médio/longo prazo desse incomensurável limbo. Sempre tivemos bons e maus dirigentes, agora técnicos e professores, não mais, e as pouquíssimas exceções pouco pesam nesta dolorosa realidade…

Esse jogo contra a Argentina desnudou as duas temáticas acima referidas, a do despreparo acintoso das jogadoras nos fundamentos do jogo, e a ausência proposital no ensino dos mesmos por parte da esmagadora maioria dos téc…digo, estrategistas que inundam a modalidade sobraçando suas infames e midiáticas pranchetas, espelhando através das mesmas seus mais estigmatizados equívocos, frutos do imediatismo e consentida cópia uns dos outros, emoldurados em um sistema único de jogar, onde até as posições dos jogadores são codificadas de 1 a 5, forçando-os a atuar encordoados, como fantoches manipulados de fora para dentro da quadra, descerebrados e sujeitos coercivamente aos rompantes circenses da grande maioria deles, numa busca incessante das lentes e microfones televisivos que os lançam na ilusória ribalta da fama passageira, esquecendo ou omitindo suas mais importantes e decisivas funções, a de educador e a de técnico de uma modalidade complexa, apaixonante e extremamente rica em saberes, aprendizagem e lições de vida…

Fico profundamente preocupado quando assisto um técnico exigir de suas jogadoras que “façam pontos”, “que pontuem”, que “precisam pontuar”, mas não indica os caminhos para satisfazê-lo, eis o ponto, pois ao não admitir afastar-se de seus “conceitos sistêmicos de via única”, perde o direito de exigir tal comportamento, ainda mais quando antecedendo aos exigidos pedidos esclarece “que não adianta somente defender se não pontuar lá na frente”, e tudo isso no comando de uma seleção nacional…

Que me perdoe o galardoado técnico, mas todo um trabalho minucioso de treinamento sugere conceitos de dupla via, onde toda e qualquer orientação e ensino técnico em uma equipe, terá de estabelecer respostas advindas da mesma, em ações e, principalmente, em diálogos esclarecedores e conclusivos, pois a ausência de qualquer um destes fatores geram dúvidas e em alguns casos, cisões muitas vezes incontornáveis, sendo que a mais grave e decisiva é a da negativa (explícita ou velada) ao comando, traduzida pela indiferença disfarçada pela falsa aceitação da liderança autocrática, o que muito explica certas “aventuras” de jogadores(as) mais experientes e vividos nas quadras…

Pelo exposto, é que sempre propugnei pelo preparo inicial dentro e através a prática intensa, geral e não diferenciada por posições para todos os jogadores nos fundamentos do jogo, inclusive como eficiente forma de preparação física comungada com a técnica, colocando-os num mesmo barco que precisa ser direcionado para um mesmo e uniforme destino, abrindo caminho para o conhecimento conjunto das habilidades e inabilidades de cada um, aspecto fundamental na adequação de sistemas de jogo ao nível médio do grupo e factível a todos, dando margem a individualidades e criatividade (que é a chave do improviso consciente) dentro da competição, e não ficando refém de um comando que simplesmente cobra eficiência de quem não possui as competências para atendê-lo em suas elucubrações táticas de via única. Por isso a importância do pleno conhecimento do domínio dos fundamentos de cada integrante de uma seleção, para aí sim, adequá-las a sistemas de jogo, corrigindo e ensinando os fundamentos, pois, ao contrário do que muito especialista no grande jogo afirma, não é pelo fato de uma seleção ser adulta ou de base, que não se possa ensinar ou aprender as técnicas corretas para a execução dos movimentos básicos individuais e coletivos do grande jogo, sendo  a negativa acintosa dessa evidência a responsável pelo mais baixo nível que alcançamos nas últimas três décadas nas competições nacionais, e por extensão nas internacionais também, sedimentadas na vergonhosa média de mais de 25 erros por partida, inviabilizando sistemas ofensivos e defensivos, sejam de que escola e tendências forem, avalizando o panorama cinzento que aí está, estabelecido, formatado e padronizado pelo corporativismo fechado e lacrado ao novo, ao instigante e a corajosas e solitárias tentativas práticas de se antepor a tanta cega e estupida mesmice…

Sairemos desta fossa? Com a palavra os estrategistas em permanente plantão, sobraçando seus impolutos alter egos, suas pranchetas…

Amém.

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O AMANHÃ…

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E o NBB9 chegou ao fim, com a equipe do Bauru vencendo o Paulistano por 92 x 73, num quinto jogo clone dos outros quatro, e de muitos outros, praticamente todos deste campeonato, onde a mesmice endêmica técnico tática imperou absoluta, sob o manto avalizador da liga e seus circundantes, dirigentes, técnicos, digo, estrategistas, jogadores, narradores, comentaristas, culminando numa festa onde um Billy Cristal tupiniquim desandou a emitir comentários e piadas, quase sempre sem graça e de péssimo gosto, atrapalhando e por pouco  quase estragando uma festa que deveria ser de basquetebol, e não de um desastrado vaudeville chinfrim, e que premiou uma seleção composta numa formação do sistema único, com um armador, dois alas e dois pivôs, afirmando e confirmando como “devemos jogar”, num recado bem claro aos jovens que se iniciam, porém sobraçando uma imensa incoerência, a de que a grande maioria das equipes atuaram com dupla e muitas vezes tripla armação, e os pivôs clássicos rarearam bem próximos a extinção, como que premiando a formação básica do sistema único, atuando com suas jogadas punho, polegar, chifre, etc, etc, num hibridismo lamentável…

Esqueceram, no entanto, de premiar com justiça, a chutação de três que atingiu neste NBB o sublime patamar da convergência endêmica, futuro objetivo maior de nossas seleções a continuarem sob a direção da turma corporativada que aí está a 30 anos, intocável e absoluta, com suas pranchetas midiáticas e absolutamente idiotas, mas “que falam”, segundo alguns, mas que na realidade nada dizem, a não ser serem a prova cabal do que ainda entendemos como comandar e liderar equipes tendo nas mãos uma caneta hidrográfica, palavrões, pressões nas arbitragens, chiliques ao lado das quadras, e não o verdadeiro conhecimento aplicado no treino, na preparação, no planejamento prático e inteligente, no estudo e na pesquisa responsável, no posicionamento ético para com o grande jogo e sua ascendência histórica, na busca permanente pelo novo, produto do passado, promessa para o futuro, somente alcançado pelo mérito, e não pelo QI institucionalizado refletido em sua trágica e pranchetada imagem…

Agora mesmo a CBB teve sua suspensão encerrada pela FIBA, quando terá pela frente a sublime tarefa de soerguer nosso tão maltratado basquetebol, onde ao largo da enorme tarefa de sanear suas finanças, projetos e organização administrativa, terá pela frente sua maior luta, a da busca pela excelência técnica, competitiva, vencedora, que jamais será alcançada com o que foi até agora implantado coercitivamente na formação de jogadores, professores e de técnicos, com resultados desastrosos e comprometedores, fruto de compadrios e escambo interesseiro, e que precisa ter um fim, um freio permanente e definitivo, gerando espaço a novas e sérias lideranças, onde o mérito e o longo trabalho gerador de experiência e conhecimento seja convocado para a grande discussão técnico tática e de formação de base, começando estrategicamente pela ENTB, chave absoluta do processo de soerguimento do grande, grandíssimo jogo entre nós.

Amém.

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PADRONIZAÇÃO/FORMATAÇÃO, O LASTIMÁVEL EQUÍVOCO…

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DSCN0654-002Aproxima-se a data chave para o basquetebol brasileiro, 10 de março, quando saberemos qual o futuro que aguarda o grande jogo neste imenso, desigual e injusto país…

A chapa vencedora terá pela frente um rol de exigências de assustar, a começar pela imensa dívida acumulada pela administração atual, com todas as inferências advindas da mesma, mas nada que se compare a verdadeira e hercúlea tarefa de soerguer tecnicamente o grande jogo no país, da formação de base a elite, com todas as implicações logísticas inerentes a tão relevante e difícil tarefa…

E nenhuma delas transcende em importância vital como a formação adequada e minuciosa dos técnicos e professores que serão responsáveis pela retomada séria e criteriosa da modalidade, tão mal tratada e minimizada por mais de trinta anos de incúria, compadrio, protecionismo, corporativismo, e ignorância técnico tática…

No momento que atravessamos, em que técnicos brotam do solo, quase como geração espontânea, diretamente na elite, sem a formação primordial e obrigatória nas divisões de base, em um desporto altamente complexo como o basquetebol, me reporto a um artigo remetido pelo professor Gil Guandron, radicado a décadas em Chicago, a fim de tentarmos conceituar da forma mais básica possível o que venha a ser um verdadeiro professor e técnico do grande jogo. Começo pelo email recebido a algum tempo do Gil, o qual transcrevo a seguir:

Paulo,

Me  es  bien  dificil  comprender ,  como  en  Brasil  se  permite  la  formacion  de  tecnicos  de  basquetbol ,  sin  bases  psicopedagogicas  adecuadas,  y  con limitaciones  tecnico / tacticas ….  en  el  basquetbol  el  elemento  tecnico ,  es  el  mas  importante….

Como  professor  ,  me  lastima  que  los  jovenes  estudiantes (  los  jugadores  de  basquetbol  son  estudiantes ), no  reciban  la  capacitacion  adecuada  a  sus  intereses.

Cuente  conmigo  en  su desinteresada   tarea   por  la  superacion  pedagogica  de  los  entrenadores  brasileños.

Si  lo  considera  adecuada, publique  este  articulo,  en  function  del  articulo  de  su  pagina.

Abrazos.

Gil

Mike  Krzyzewski  

Gil  Guadron

Claro  que  es  importante  lo  que  usted  conoce  como  entrenador, pero  lo  que  es  mucho  mas  importante  es  lo  que  sus  jugadores  aprenden  y  como  lo  aplican   en  la  realidad  del  partido , y   al  establecer   esa  conexión   muestra  su  calidad  como  profesor.

Una  de  las  metas  de  los  entrenadores  es  desarrollar  un  sistema  de  juego  sobre  el  que  usted  pueda  construir, entonces  usted  debe  de  evaluar  y  re-evaluar  su  sistema  para  asegurarse  que   esta  ajustado  debidamente  a  las  habilidades  tanto  físicas  como  mentales  de  sus  jugadores.

Claro  que  nosotros  podemos  ir  por  ahí  diciendo   a  los  cuatro   vientos  que  nuestros  jugadores  son  estúpidos, pero  en  la  realidad  podría  ser  que  los  verdaderos  estúpidos  seamos  nosotros  por  no  analizar  nuestros  sistemas  para  saber  si  lo  que  estamos  enseñando  a  nuestros  jugadores  es  demasiado  difícil  para  el  nivel  de  comprensión  de ellos. Es  importante  que  cuando  usted  decide  plantear  un  sistema   de  juego  tiene  que  tomar  en  cuenta  las  habilidades  físicas  y  emocionales  de  sus  jugadores  y  planear  sus  estrategias  metodológicas  basándose  en  esa  realidad.

En  mis  primeros  años  de  mi   carrera  fui  bien  rigido  en  mi  filosofía  y  en  mis  planes  de  entreno. Mis  entrenos  eran  bien  precisos  pero  demasiado  aburridos  para  los  jugadores. He  cambiado  bastante  desde  entonces. claro  que  sigo  utilizando  una  defensa  personal  y  en  el  ataque un  Motion  Offense, pero  ejecuto  dichas  cosas  dentro  de  mi  personalidad. Los  ejercicios  que  practicamos  concuerdan  con  mi  manera  de  pensar. El  éxito  que  hemos  tenido  en  Duke  University  se  debe  a  la  calidad  de  jugadores, pocas  lesiones, y  que  siempre  hemos  sido  consistentes. Algunas  veces  los  entrenadores  practican  un  sistema  enseñando  ciertos  habitos  para  que  el  siguiente  año    o  temporada  lo  cambian  totalmente  y  enseñan  habitos  completamente  diferentes  y  contrarios  a  los  que  habían  enseñado  la  temporada  previa. Los  cambios  que  hemos  hecho  en   Duke  University  de  un  año  para  el  otro  son  bien  sutiles.

Cuando  usted  intenta  desarrollar  un  sistema , usted  debería  de  experimentar, pero  debería  iniciar  con  un  sistema  dominante  sobre  el  que  se  pueda  construir  posteriormente. Un  ejemplo  personal  de  experimentacion  me  ocurrió  cuando  trate  de  tener  una  defensa   secundaria  a  nuestra  defensa  personal  y   me  decidi  por  una  defensa  de  zona  en  Match-Up  que  me  había  impresionado  cuando  se  la  vi  jugar  a  la  Universidad  de  Fresno  State. La  utilize  ese verano  en  nuestra  gira  por  Europa  y  al  inicio  de  nuestra  temporada  regular. Los  resultados  fueron   horribles. Lo  que  encontré  es  que  yo  buscaba  utilizarla  en  5%  del  tiempo  del  partido, pero  yo  esperaba  que  funcionara  tan  bien   como  nuestra  defensa  personal  que  normalmente  la  utilizamos  el  95%  del  tiempo. Las  cosas  estructuradas de  esa  manera  no  funcionan. Bueno  el  siguiente  año  jugamos zona  2 – 3 , realmente  no  la  practicamos  mucho. La  única  vez  que  nuestro  primer  equipo  la  utilizo  fue  cuando  nuestro  segundo  equipo  practico  el  ataque  contra  ella. Claro  que  teníamos   muy  buenos  jugadores  y  les  explique  que  defendieran  al  atacante  en  su  zona  como  si  fuera  defensa  individual. Si  su  atacante  designado  abandona  su  area, avisele  a  alguien  y  no  permita  ninguna  penetración.

Una  de  las  razones  por  la  que  utilize  la  defensa  de  zona  2 – 3  fue  para  cambiar  el  — momentum — . Y  por  esa  razón   estaba  dispuesto  a  aceptar  las  consecuencias  en  el  caso  de  que  algún equipo  ejecutara  el  ataque  de  manera  correcta. No  estoy  vendiéndole  la  defensa  de  hombre  a  hombre  ni  el  Motion  Offense, pues  he  sido  derrotado  por  equipos  jugando  defensa  de  zonas  y  por  formidables  ataques  contra  mis   defensas  zonales. Lo  que  estoy  tratando  de  insistirles  es  en  la  necesidad  de  evaluar  sus  sistema.

Otro  factor  importante  en  desarrollar  su  sistema  es  saber  con  los  recursos  con  los  que   usted  cuenta:  Cuantos  entrenadores  asistentes  tiene ?, Tiene  materiales  como  Toss-Back, Rebounder, cuerdas  pesadas  de  salto  etc.  ?,  Dispone  de  un  Gimnasio  solo  para  su  equipo ?,  Por  cuanto  tiempo  entrena  diariamente ?, Cual  es  el  tiempo  de  entreno    antes  del  inicio  de  la  temporada  ?   Si   tiene  12  jugadores  y  dos  canastas  como  hace  sus  ejercicios  de  Breakdown (  deglosamiento  o parcialización )  ?, Habla  con  un  jugador  y  dejar  a  los  demás  11 jugadores  sin  su  dirección ?,  De  cuantas  pelotas  dispone  ? etc.

Existe  una  idea  generalizada  en  el  cochaje  que  entre  mas  alto  es  el  nivel  , mejor  es  el  nivel  del  cochaje. Discrepo  con  esa  afirmación  pues  he   visto  extraordinarios  cochajes  en  el  nivel  de  High  School  además  de  observar  excelentes  entrenos  en  ese  nivel. La  calidad  del  buen  entreno   es   cuestión  de  enseñar  de  manera  organizada.

Dentro  de  su  sistema, van  algunas  destrezas  que  lo  acompañan  y   la  única  manera  de  lograr  que  esas  destrezas  se  instauren  en  el  vocabulario  motor  del  jugador , que  sean  aprendidas,  dominadas  , automatizadas   por  los  jugadores , practicando   acciones  repetitivas   las  que  paulatinamente  usted  las  va   acercando  a  las  realidades    a  las  que  los  jugadores  se  enfrentaran   en  el   partido. Las  acciones  psicomotores  deben  de  ser  enseñadas  y  practicadas  por  los  jugadores  una  y  otra  vez,  una  y  otra  vez.

Cuando  usted  hace  ejercicios  individuales, usted  desea  que  los  jugadores  ejecuten  la  destreza  10  o  15  veces  pero  al  mismo  tiempo  no  desea  perder  la  atención  del  resto  del  equipo, usted  entonces   hace   que  los  jugadores  no  involucrados  en  el  ejercicio  que usted  supervisa  practiquen  tiros  libres  u  otras  tareas. Si  tiene  un  entrenador  asistente  que  sus  jugadores practiquen  otras  destrezas  con  el, pues  esto  le  permitirá  a  usted  hacer  una  mejor  tarea  de  enseñanza. La  estrategia  de  —  trabajo  por  estaciones  —  constituye  una  buena  opción  metodológica.

Los  entrenos  en  Duke  consisten  de  un  30%  de  ataque, 30%  de  defensa  y  el  10%  de  preparacion  física  y  situaciones  especiales.

Como  entrenador  usted  se plantea  varias  preguntas,  entre  ellas : Tiene  que  tener  su  sistema  ya  implementado  al  inicio  de  la  temporada, o  se  dara  la  oportunidad  de  irlo  mejorando  conforme  la  temporada  de  vaya  desarrollando ?.  Desde  mi  punto  de  vista  usted  tiene  que  construir  un equipo  que  va  mejorando  y  mejorando  conforme  la  temporada  progresa. Yo  no  trato  de  poner  el  sistema  en  su  totalidad  al  comienzo  de  la  temporada. Nosotros  colocamos  nuestra  defensa  básica  de  hombre  a  hombre  y  el  Motion  pero  le  vamos  agregando  cosas  conforme  la  temporada  progresa.  Usted  no  entrena  de  la  misma  manera  en  Febrero  como  los  que  tuvo  en  Noviembre.

En  Febrero  solo  entrenamos  por  45  minutos, claro  que tenemos  pre-entreno  y  post- entreno,  pero  la  duración  del  entreno  regular  es  de  solo 45 minutos. Los  jugadores  no  sienten  los  periodos  de  pre  y  post  entreno  como  si  estuvieran  entrenando  y  eso  es  excelente  pues  muestra  que  están  motivados, por  lo  consiguiente  en  esas  situaciones usted  obtiene  una  mayor  atención  y  mas  trabajo  de  parte  de  los  jugadores, puesto  que   a  ellos  les agradan  las  actividades, principalmente  si   ven  las  conexiones  con  la  realidad  de  un  partido.

Nosotros  no   hacemos  ningún  ejercicio  de  5  contra  5  por  mas  de  10  minutos  de  duración , podríamos  hacer  un   ejercicio  similar    por  10  minutos  en otra  etapa  del  entreno,  pero  no  por  20  minutos  continuados , pues  la  intensidad ,  el  foco   de  la  atención de  jugador  disminuye  poco  a  poco  conforme  la  temporada  avanza.

El  cambiar  de  ejercicios ( drills )  de  manera  constante mantiene  a  sus  jugadores  atentos  y  motivados, partiendo  del  hecho que  sus  entrenos  son  adecuadamente  planificados. Dentro  de  ese  contexto  usted  siempre  necesitara  cierta  flexibilidad  en  sus  entrenos, pues  el  basquetbol  es  un  deporte  en  donde  hay  que  realizar   ajustes  constantes, además  le  sugiero  que  sus  entrenos  deben  tener  algo  que  cambien el  momentum  de  la  situación  por  ejm.  el  entrenar   situaciones  que  podrían  darse  en  un  partido.

Trate  que  sus  entrenos  reproduzcan   lo  mas  cercano  posible las  situaciones  a  las  que  sus  jugadores   se enfrentaran  en  un  partido  oficial, deseo  mencionarles   que  los entrenos  de  Duke  University   son  mas  elaborados  en  los  inicios  de  la  temporada  que  cuando  esta  ya  esta  avanzada.

Agregar  que   hay  que   colocar  a   los   jugadores  en  situaciones  diferentes , cambiantes, y  muchas  veces  desconocidas  para  ver  de  que  manera  ellos  tratan  de  resolverlas . Esto  enmarcado  en  que  el  basquetbol  es  un  juego  cambiante  que  requiere  de  adaptaciones  y  modificaciones  constantes  y  nuestra  tarea  es  preparar   al  equipo  para  enfrentarlas  sin  caer  en  el  desespero.

El  entrenador  constantemente  esta  enseñando, orientando  el  aprendizaje  de  nuestros  jugadores, esa  es  nuestra  tarea  principal.

Este excelente artigo do Gil , que em conjunto dos muitos por mim publicados traçam uma linha expositiva e explicativa do “como” formar professores e técnicos, profissionais altamente capacitados, em contraste da formação de “estrategistas” que tanto empobrecem o desenvolvimento do grande jogo entre nós, sempre na cola da matriz, com seu modo específico e particular de jogar, designando uma modalidade que sequer reconhece a FIBA, inclusive nas regras…

Então, sobre sai uma pergunta, a que não nos permite omitir, sequer calar – O que realmente formamos (ou promovemos, inventamos, criamos, projetamos, incensamos, deificamos, publicamos, adjetivamos…) para a difícil e complexa tarefa de educar, orientar, dirigir e liderar nossos jogadores, desde a formação a elite, os de ascendência meteórica advindos do bojo viciado da mesmice endêmica que oprime e minimiza o grande jogo, sem o aprendizado e a formação básica exigida para tão relevante tarefa, ou aqueles que se propuseram percorrer a longa estrada pedregosa do estudo, do sacrifício em busca do saber, da formação correta e objetiva, pesquisando e trabalhando desde a formação de base, seria e competentemente, progredindo pelo mérito, e não pelo corporativismo exacerbado que aí está, padronizado e formatado a mais de trinta anos?

E nesse momento recebo um telefonema de um amigo de longa data, perguntando na lata – Paulo, vai ficar em cima do muro sobre a eleição de sexta feira na CBB?

Penso rapidamente e respondo – Quatro anos atrás recebi aqui em casa a visita do Carlos Fontenelle e do Alcyr Magalhães, que vieram expor para discussão um esboço de projeto para o basquetebol brasileiro, inclusive publiquei o encontro aqui no blogMais recentemente recebi por email o projeto pronto pela equipe do candidato Gui Peixoto, onde pontifica o Carlos Fontenelle, e constatei que algumas das sugestões discutidas quatro anos atrás aqui em casa foram consideradas, e claro, aprimoradas pela equipe do candidato, que não conheço pessoalmente, mas que bem sei de sua trajetória no grande jogo. Então, como dois são os candidatos na eleição, sendo que um deles foi participante da atual e caótica administração, apoiado por presidentes de federações que comungam com suas idéias, e que inclusive veiculou a seu nome a marca Basquete Brasil (Amarildo Rosas Basquete Brasil), sugerindo minha aquiescência a seu nome, o que é falso, e outro que também é apoiado por presidentes de federações dissidentes, mas que no entanto nunca fez parte da direção da CBB, e que através de um de seus maiores apoiadores apresentou e discutiu comigo soluções técnicas para o soerguimento da modalidade no país, sem que eu jamais soubesse a quem estaria apoiando, nome esse que o próprio Carlos não revelou quando do nosso encontro no meio tempo de uma partida durante a Olimpíada, devo concluir num momento de absoluta franqueza, que gostaria que vencesse um pleito onde meu voto é impossível pela legislação existente, aquele que vem de fora do sistema, mesmo apoiado por alguns de dentro, mas que de uma forma corajosa e inovadora, desejam inverter (assim espero…) os papeis manchados e pardacentos que se acumularam na sede da Rio Branco. Espero que vença e mude algo no grande jogo.

Amém.

Fotos – Gil Guadron, a esquerda, num de seus cursos de aperfeiçoamento na De Paul University, e o encontro aqui em casa com o Carlos Fontenelle e o Alcyr.

Clique nas mesmas duplamente para ampliá-las.

SAINDO DO RECESSO…

 

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                                                                                                                                                                                                        Fazem 15 dias que nada posto nesse humilde blog, precisei de um tempo para repensar alguns aspectos de minha vida, próximo que me encontro dos 75 anos bem vividos, bem trabalhados, melhor ainda, dedicados ao magistério, à técnica desportiva, ao estudo permanente, à pesquisa, à divulgação democrática do grande jogo, emoldurado por uma amada e presente família, que respalda e sempre respaldou todo esse esforço de que muito me orgulho.

 

Mesmo assim, pensava em estender por mais algum tempo esse recesso, quando ontem cedo atendi um telefonema, que a princípio parecia ser engano, mas que se transformou numa enorme e prazerosa surpresa, pois quem do outro lado da linha tentava justificar um involuntário aperto de botão era o Macarrão, isso mesmo, o grande Sergio Macarrão, que se surpreendeu muito quando me identifiquei, travando daí para diante um diálogo de velhos amigos, conciso e verdadeiro. Foi o sinal de que o recesso terminara, pois a luta deve continuar, caminhar, indo de encontro a uma realidade teimosa em se revelar, sem medos e contradições, simplesmente acontecer, nada mais…

 

Então, vamos lá, começando com uma listagem do que vimos acontecer nesses 15 longos dias, a saber:

 

– Os 20 anos da grande conquista do Mundial Feminino na Australia.

 

– A seleção masculina para o

 Sul Americano.

 

– A seleção masculina sub-18 para a Copa América no Colorado.

 

– A grande conquista dos Spurs na NBA.

 

– O curso nível III da ENTB em São Paulo.

 

– A convocação da seleção masculina para o Mundial na Espanha.

 

– A formação das equipes para o NBB7.

 

Vinte anos se passaram desde a grande conquista da seleção feminina no Mundial da Austrália, história contada e recontada à exaustão, mas que deixou um “legado” (palavra bem em moda , aliás…) traído seguidamente por todos aqueles que se locupletaram com o sucesso de uma geração sacrificada e injustamente liderada por aqueles, que em tempo algum,  a formou ao longo de vinte anos de duro trabalho, mas que no justo momento de colher os frutos de tanta abnegação, os viram degustados por quem, após a grande vitória, não deu continuidade ao trabalho, abandonando-o e trocando-o por outros objetivos, deixando acontecer a realidade que hoje assombra o basquete feminino, inclusive com a saída de cena do clube mais vencedor na última década, Ourinhos. Sem dúvida alguma um legado absurdo e constrangedor…

 

Do lado masculino, uma seleção Ç é convocada para o Sul Americano, falseando, e muito, numa escolha, mais uma vez equivocada de valores, mas perfeitamente alinhada à,mesmice endêmica que nos assola no aspecto tático, quando qualquer outra composição de jogadores em nada a mudaria, pois aceita por todos como verdade imutável dentro de um panorama monocórdio em que nos encontramos desde muito tempo. Se trata de um conceito de atuar, jogar o grande jogo de uma forma formatada e padronizada por uma plêiade  de estrategistas apegados ao seu único cais, garantidor do mercado de trabalho, que deve ser mantido inter pares a todo custo, mesmo que tal atitude mantenha a modalidade perante o atraso em que se encontra, numa atitude imutável e autofágica. Logo, nada mudará ou se apresentará de inovativo, a não ser inéditas cores e logotipos impressos em caprichadas e midiáticas pranchetas, estrelas de um lamentável circo de horrores…

 

Que aliás, por mais uma vez se revelou na tarde de hoje em Colorado Springs, onde a seleção sub18 do Canadá esmagou nossa jovem seleção por implacáveis 42 pontos de diferença (101×59), com 52 pontos conseguidos dentro do garrafão, contra somente 18 de nossos indigitados meninos, que cometeram 23 erros de fundamentos e arremessaram 8/27 bolas de 3 e 10/30 de dois, numa demonstração cabal de má formação de base, em momento algum corrigida por pretenciosas comissões de três técnicos, incapazes de corrigir simples arremessos, quiça fundamentos gerais, mas altamente comprometidos e compromissados com um sistema único que professam arrogante e coercivamente, na trilha imposta por uma geração de técnicos (ou estrategistas…), consubstanciada por uma ENTB que se apressa em cursos nivel III, a fim de credenciar novos candidatos a preencher vagas na LNB e futuros NBB’s, quando deveriam centrar esforços por alguns anos nos niveis I e II, para que pudéssemos estabelecer novos parâmetros didático pedagógicos no ensino progressivo e inovador do grande jogo no país.

 

Tivemos também a grande vitória dos “vovôs” texanos do Spurs, repetindo aqueles outros “vovôs” dos Cavalliers, vencendo um duro torneio da NBA, apresentando um nível de jogo representado por uma intensa movimentação de todos os jogadores no ataque, e uma postura defensiva atuante, principalmente no perímetro externo, equilibrando suas forças ante um oponente mais atlético e duro, e com a presença do incensado LeBron, que nos momentos mais decisivos se viu mais vovô e desgastado que seus oponentes, deixando no ar o questionamento de seu companheiro Wade em uma das práticas da equipe veiculada pelo You Tube, quando provocava o grande jogador- Afinal James, qual a sua verdadeira idade?…

 

Então tivemos a convocação para o Mundial, onde um esperto e calejado técnico indica uma óbvia composição de jogadores, onde alguns deles não ostentam mais aquelas qualidades que os tornaram quase institucionais em nossas seleções, como que capitanias hereditárias, omitindo outros que pelo menos apresentaram melhor produtividade no recente NBB6, principalmente no jogo interno, como o Murilo, Cipolini e os mais afinados em suas silhuetas, como o Caio e o Prestes, nem mesmo presentes na convocação para o Sul Americano, e que submetidos a um bom treinamento poderiam afinar mais um pouco, podendo ser úteis a seleção, provando que a formula aplicada na classificação olímpica poderá ser reposta em contrafação ao desastre da Copa America de triste lembrança. No caso de ser mantida essa tendência, poderemos estar assistindo um inteligente álibi ser insinuado num possível fracasso na Espanha, tendo como personagens praticamente o mesmo grupo classificado no pré olímpico, tanto os presentes, como aqueles que por um motivo ou outro de “somenos importância”, não participarem da competição…

 

Finalmente, assistindo ao entra e sai de jogadores e técnicos nas equipes para o próximo NBB, vemos perplexos que a mesmice endêmica se solidifica a cada ano que passa, onde agentes e certos dirigentes se firmam como os verdadeiros artífices das equipes, comandando e estabelecendo parâmetros a ser seguidos pelos técnicos que continuam, e aqueles que serão contratados para administrar a obra de outrem, pois nada mudará taticamente, de 1 a 5, como sempre, facilitando os encaixes sem maiores problemas, já que “todo jogador de elite” sabe e conhece os caminhos que levam aos chifres, punhos, camisas, e, por que não, aos “pinquerrois” da vida…Quanto aos mais jovens, que tratem de se adaptar a essa cruel realidade, e sem muito, ou qualquer tempo para insignificâncias como acessar a ferramenta de trabalho de todo jogador que se preza, os fundamentos do jogo, e os drills para a formação de uma verdadeira equipe, mas isso é outra conversa…

 

Amém.

 

 

CORRENDO MAIS DO QUE DEVE…

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Chego a Gávea com meu filho André Luis, e logo à entrada me encontro com a Alzira Brandão, talvez a mais antiga mesária ainda em atividade no país, formada em educação física e competente ao extremo. Foram alguns minutos de reminiscências pelos anos de sadia convivência nas quadras do Rio, e muitas saudades também, imorredouras, eternas.

Entramos no ginásio, não aquele embaixo da enorme arquibancada do futebol, onde trabalhei as divisões de base do Flamengo numa época que rivalizávamos com São Paulo em qualquer daquelas categorias de formação. Agora é outro ginásio, pequeno e calorento, com insuficientes vias de acesso do ar vindo da lagoa ali do lado, o que explica a grande concentração de umidade ao final de um dia ensolarado de verão intenso. Pior, os assentos plásticos desconfortáveis oferecidos ao publico que se lá se encontrava, apesar de tanto sacrifício, é porque realmente ama o grande jogo, sob quaisquer circunstâncias.

Bem, consegui assistir os dois jogos semifinais em meio a grandes papos com o Byra Bello, o Michila, o Renê Machado, o Marcio, técnico do Goiânia, o Paulo, técnico do Flamengo, e até receber um amistoso cumprimento do prof. Flavio Davies, supervisor do Minas, surpreendente pelo precedente mal estar entre nós durante o primeiro congresso de técnicos no NBB2 em Campinas, e que parece estar superado pelo bem do grande jogo que tanto amamos.

Fora os papos e agradáveis reencontros, pudemos constatar in loco as quantas andam os prospectos que se lançarão à divisão de elite, além daqueles que já lá se encontram, e que na minha humilde opinião não deveriam estar participando dessa LDB, pois já conquistaram seus lugares nas equipes do NBB. Mas, infelizmente os responsáveis pela competição não pensaram dessa forma, porém, acredito que para a próxima poderiam repensar essas participações, que visam mais o titulo em disputa, do que a oportunidade de melhoria técnica dos jovens participantes.

Se nos ativermos um pouco sobre os números das duas partidas veremos que os percentuais nos arremessos continuam na faixa do inaceitável (64/158 – 40.5% nos de dois pontos, e 12/73 – 16.4% nos de três), melhorando um pouco nos lances livres (58/79 – 73.4%), mas que complica muito quando nos deparamos com 55 erros de fundamentos no jogo entre Minas e Pinheiros, e 37 entre Flamengo e Brasília, e que nem mesmo alguns escorregões motivados pela umidade na quadra, justificam tanta imprecisão nos fundamentos básicos do jogo.

E é justamente neste aspecto, imprecisão nos fundamentos (arremessos inclusos…) que reside a grande falha, regida e patrocinada por um conceito errôneo de velocidade, que chega às raias do inverossímil, quando a mesma antecede o raciocínio sobre as situações de jogo colocadas sob o julgamento sensato, pensado e materializado nos ritmos corretos a cada uma delas por parte dos jovens jogadores, e não pasteurizada como atitude unificada a todas elas, gerando uma realidade caótica e absolutamente imprevisível em seus mais do que previsíveis resultados. Em outras palavras, corre-se muito e desvairadamente, e pensa-se pouco, muito pouco, as ações a serem tomadas.

Olhando de perto tanta sofreguidão em ser veloz, que sem querer podemos definir com clareza o que venha a ser uma “jogada chifre”, pois não foram poucas as oportunidades em que vimos jogadores se enfiarem em extrema velocidade defesa adentro, praticamente “chifrando” quem se antepusesse a ele, gerando cenas realmente inusitadas e até cômicas…

E no entorno de tanta falta de controle físico, espacial e mental, constata-se, talvez, o maior de todos os equívocos, unificados através um sistema padrão de jogo, que busca com sofreguidão os embates de 1 x 1, e os espaços para as finalizações dos três pontos, que na maioria das vezes descambam para as atitudes aventureiras de muitos jogadores que, na ausência de um convincente preparo na leitura de jogo, partem para o confronto, forçando-o na maioria das vezes, e o pior, sem o devido conhecimento, preparo e treinamento daqueles fundamentos mais básicos, o drible, a finta, o passe e o arremesso sob situações de proximidade defensiva, e mesmo quando livres e soltos.

E neste ponto da análise mais primaria que se possa fazer, salta aos olhos o poder do grande vilão dessa odisseia às avessas que nos inflige perdas incalculáveis, a mais completa ignorância do que venha a ser defesa nesse apaixonante e difícil jogo. Simplesmente confunde-se agressividade com energia e técnica defensiva, tanto individual, como, e mais precisamente, coletiva. Ao não utilizarmos como regra geral a defesa linha da bola (aquela de flutuação lateralizada, aqui vista, e não a longitudinal à cesta que usamos a granel), e a marcação frontal do(s) pivô(s), permitindo ações automáticas de coberturas, e obrigando o adversário aos passes em elipse ou para trás, e que se mentalize a idéia de que uma defesa zonal tem de ser igual ou até mais agressivamente técnica que uma individual, principalmente nas contestações ao homem de posse da bola e aos arremessadores de longa distância, honestamente considero ser impossível um salto de qualidade ofensiva de nossas equipes, pois sucedendo a uma predominante realidade defensiva de boa qualidade, naturalmente se materializa uma ofensiva, e vice versa, num caudal evolutivo para o progresso técnico de qualquer modalidade de jogo coletivo, onde o contato físico seja permitido.

Porém, todo essa dinâmica evolutiva de jogo, somente será factível com um trabalho muito bem planejado, estudado, orientado e dirigido por técnicos corretamente qualificados, através bem estabelecidos cursos de longa duração e acompanhamento permanente por parte de experientes e muito bem vividos professores (todos eles marginalizados do processo desde sempre), que os qualificarão, não pelos “títulos” conquistados nas divisões iniciais de base (quando currículos são falseados) , onde um ou dois jogadores altos fazem a enganosa diferença na conquista dos mesmos, do que venha a ser um criterioso e muito bem planejado trabalho de equipe, e sim, quando consigam sua ascensão a níveis superiores, pela quantidade de jogadores que conseguirem promover às divisões acima, e mesmo às seleções regionais, provando na prática a qualidade de seu trabalho, geralmente encoberto pelas “peneiras” da vida, e que premiaria um trabalho que é a base dos demais, na garimpagem e no ensino qualitativo dos jovens, todos advindos da massificação fundamental. Essa foi uma ideia que tentei passar a ENTB/CBB, e que muito discuti ontem com um de seus professores, o prof. Byra Bello.

Finalmente, com as simples políticas acima descritas (simples porque óbvias…) poderemos no prazo de duas ou três gerações nos ombrear com as grandes equipes internacionais, apresentando uma forma diferenciada de jogar, com a já consolidada dupla armação, e utilizando três homens altos, rápidos e flexíveis no trabalho próximo a cesta, porém em constante e ininterrupto movimento, com velocidade ofensiva controlada e utilizada quando necessária, e não esse sistema trator e peladeiro que assistimos no calorento, abafado, mas tradicional ginásio rubro negro.

Infelizmente não estarei na decisão, que acompanharei pela TV, torcendo para que tudo corra bem, apesar da indescritível e não muito inteligente velocidade…

Amém.

Foto – Divulgação LNB.

242 PADRONIZADOS E FORMATADOS…

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(…)“A ENTB tem atingido seus objetivos em capacitar os profissionais dentro de uma padronização nacional de trabalho com conhecimentos científicos e quantificáveis da modalidade. Queria agradecer aos técnicos que contribuem para o crescimento do basquete brasileiro e que estão envolvidos diretos ou indiretamente na formatação da ENTB”, disse Vanderlei Mazzuchini, Diretor Técnico da CBB. (…)

( Databasket de 22/10/2013).

 

Estão lá, com todas as letras os dois termos que fazem da ENTB/CBB a meca da mesmice técnico tática que se instalou rigidamente no país, padronização e formatação, confirmando com folgas o que venho comentando e confrontando desde sempre sobre esse estratégico assunto.

Fico pasmo com a afirmação – “padronização nacional de trabalho com conhecimentos científicos e quantificáveis da modalidade”- quando o termo, cientÍfico, é prostituído da forma mais primária possível, e o pior, comunicado em palestras de arquibancada em quatro dias, nos quais ciência e quantificações sequer podem ser aferidas e conferidas pela exiguidade de tempo, de leitura, de estudo e pelo conhecimento em si do que elas representam e definem.

Claro que absolutamente não, um sonoro e indignado não, pois com ciência, a de verdade, não se brinca de mercadologia e política supérflua destituída de conteúdos (mensuráveis?), mas repleta de princípios marqueteiros, comerciais e políticos.

Mas deixa estar, pois pouco a pouco uma nova realidade se fará impor, exatamente aquela que se anteporá ao nivelamento formatado e padronizado que insistem em estabelecer, acima da liberdade de pensar e agir, ensinar e divulgar maciçamente o grande jogo, como deve ser exercido e pensado, e não algemado à mesmice endêmica que nos fez regredir décadas no ensino e aprendizagem do mesmo, apequenado que se encontra por todos aqueles que se apegam às formulações (padronizadas e formatadas) facilitadoras de seus empregos e posições de mando e comando, agora avalizados em três níveis e apadrinhados por conselhos destituídos dos conhecimentos mais básicos da modalidade, mas pródigos em amealharem contribuições, e que nos tem levado ladeira abaixo, inclusive, no contexto sul americano, e uma verdadeira escola não pode e nem deve trilhar tais caminhos, sob a pena irrecorrível de não justificar a que veio, como tem feito.

Quem sabe uma das 27 federações se insurja contra essa hecatombe, e inspire por força de sua coragem em mudar e ousar algo de realmente novo, nos campos administrativos e técnicos, fazendo com que outras congêneres a sigam por novos caminhos e conquistas, o suficiente para quando atingirem as 14 unidades necessárias para assumirem a CBB, o façam com determinação e amor ao grande jogo, que merece outra chance, apesar das políticas que teimam em retardar sua verdadeira vocação de segundo esporte no gosto e no coração do povo brasileiro, por merecimento, e acima de tudo pelo mérito, o que se atinge e conquista através uma verdadeira escola.

Amém.

 

Fotos- Fotos legendadas reproduzidas da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

 

PS – As fotos aqui veiculadas advêm de um estudo técnico baseado em pesquisa para a formulação de tese de doutoramento, conforme a matéria aqui publicada, e que sequer é mencionada nos encontros da ENTB/CBB, pois afinal de contas é assunto a ser ensinado em uma escola de treinadores, ou não?

NÍVEL III…

A CBB decidiu após longos debates, exaustivos estudos, apurada pesquisa, que até 2015 somente os técnicos graduados (leia-se também “provisionados”) dos níveis I até o III poderão dirigir equipes no país, no que depreendemos que essa decisão será extensiva à LNB e seus dois campeonatos, o NBB e a LDB.

Cabe a ENTB/CBB graduar todos os técnicos, da formação à elite, através os celebrados cursos de 4 dias que vem promovendo de uns tempos para cá, com audiências que ultrapassam 100 candidatos pagantes, numa concentração de palestras que vão das técnicas e táticas, para as de caráter psicológico, administrativo, e mesmo sobre direito desportivo, tudo, repito, em 4 dias de muita teoria, e pouquíssima prática na modalidade.

Por conta de tão inteligente e oportuno estratagema, devidamente endossado pelos Cref’s de plantão, níveis III estão sendo distribuídos a granel, propiciando o preenchimento das vagas de técnicos e assistentes nas equipes que se defrontarão na LDB, e mesmo no NBB nas competições da LNB.

Claro, que tão profundo, acurado e detalhista preparo do nosso universo de técnicos, têm levado o grande jogo a patamares inexistentes anteriormente, com o pujante incremento de novas técnicas de treinamento, impressionantes avanços técnico táticos, onde uma enorme variedade de sistemas de jogo ofensivo e defensivo têm sido apresentados, assim como edificantes e altamente profissionais gerenciamentos de equipes vêm surgindo a cada dia, a cada ano de competições, marcadas pelo ineditismo, pela ousadia, pela criatividade, redimindo um passado recente nebuloso, principalmente na formação de base visando os importantes ciclos olímpicos que teremos de enfrentar.

E como tão importantes e relevantes passos estão sendo dados, nada como ilustrá-los com exemplos de sucesso, como o posicionamento de um técnico após a perda de um jogo no campeonato mais emblemático do basquete brasileiro, o paulista:

– Vamos parar no hotel. Ninguém vai tomar banho. É só para pegar as coisas e voltar. Quem não estiver no ônibus em cinco minutos, vai ficar. Eu não estou brincando. Ninguém vai tomar banho, ninguém vai demorar. Também não vamos parar para jantar. Estou com vergonha de vocês. Ninguém perde um jogo desse, ainda mais desse jeito, ninguém.

Bem, o jogo foi realizado em uma cidade 470 km distantes da sede da equipe, viagem feita de ônibus no dia do jogo, e cuja volta seria imediatamente após sua realização. A matéria que foi publicada pelo jornalista Fabio Balassiano do blog Bala na Cesta, sobre uma reportagem de Rafaela Gonçalves do Globo.com, vem provar definitivamente que níveis distribuídos a técnicos da forma como o são, em hipótese alguma representam qualificação, e sim um artifício perigoso, interesseiro e político para o futuro do grande jogo no país.

Preparar bons, sérios e atuantes técnicos é tarefa demorada, paciente, e acima de tudo responsável, e que não pode ser produto de interesses corporativos e profundamente grupais. Não se brinca com formação de base, profissionalização, ética. Não se brinca com equipes da elite, não se brinca de técnico impunemente, seja de que nível for…

Amém.

Foto – Reprodução da Tv. Clique na mesma para ampliá-la.

PS – Para maior entendimento acessem http://www.draftbrasil.net/blog/vergonhoso/

CARO COLEGA…

Puxa vida Paulo, de repente você dá um branco, fica mudo e esquece que um blog de respeito tem de ser atualizado dia após dia, e que… Pera lá, respeito nada tem a ver com tempo, ou o tem, ou não, por isso ainda me dou o direito de pensar, ponderar, amadurecer, sintetizar, para ai sim, escrever algo com substância, embasamento, e por que não, respeito a quem se dá a graça de lê-lo para depois comentá-lo, criticá-lo, aqui mesmo, ou de si para consigo próprio.

Cansa em demasia uma situação imutável, monocórdia, evoluindo para trás, repetindo idos erros, como uma doença crônica, aceita por hábito, tolerada por indolência, adotada por submissão, por covardia, sem a mínima vontade de erradicá-la, já que enraizada no solo da incúria, da patológica condescendência.

Em hipótese alguma veremos revertida a situação que se desenha no triste horizonte do nosso mais triste ainda basquetebol, pois o continuísmo do que aí está se robustece na (des) troca de meia dúzia por seis, sacramentada no ciclópico concreto em que se baseia a diretiva do desporto nacional, onde os beija mãos, os beija faces, sacramentam os princípios das sicilianas famiglias, com seus códigos, suas benesses, suas trocas, suas obedientes hierarquias.

E vem o governo, travestido de profundo conhecedor do esporte como meio de educação e cidadania, transmutando tão solenes princípios em interesses grupais ligados ao desporto de elite, do culto ao corpo, do interesseiro e lucrativo marketing, dos profissionais (?) que deságuam na maré oportunista da atividade física, com seus profundos(?) conhecimentos sobre a matéria, dos políticos de ocasião, dos áspones a eles ligados, em vez de tomar a mais simples de todas as providências, não só pela obviedade, mas  pela emergência de um país que tenta evoluir, mas se debate nos limites da capacitação profissional, ou mesmo pré-profissional, alocando em conjunto com as artes, a musica, as habilidades manuais e intelectuais, uma educação física e desportiva no seio mater da escola, complementando e suplementando o futuro de uma juventude carente e abandonada, reserva intelectual de uma nação que propõe colocar-se  ao nível das grandes potencias, mas que ainda persiste na dependência político econômica de grupos, de oportunistas, de velhacos, de famiglias, pois um povo educado em muito limitaria a influência de tais e dantescos segmentos.,

Como vê amigo, quando lemos no microcosmo do grande jogo em nosso país, que bolsas serão distribuídas aos atletas de elite, num elevado quantitativo monetário, a fim de que preparadores físicos, terapeutas, psicólogos, fisiologistas, nutricionistas, e não sei mais quantos “istas”, na maioria absoluta sequer praticantes de algum segmento esportivo, sejam devidamente pagos por seus profundos conhecimentos (?) na área, podemos aquilatar para onde, por mais uma vez, iremos parar, ainda mais que nos currículos das escolas e cursos de educação física, as disciplinas desportivas cedem cada vez mais seus espaços nas grades horárias àquelas atividades que serão aquinhoadas pela cornucópia governamental.

Pesquisa esportiva? Meus deuses, desde que o segmento das “dobrinhas cutâneas” desaguou nas escolas de educação física, técnicas de desporto coletivo, individual, artístico, com seus uniformes e vestimentas tradicionais cederam lugar ao jaleco imaculadamente branco, que o desporto nacional enveredou pela pesquisa (latu, stricto, doutoral) das biomédicas, onde o como arremessar, lançar, chutar, empunhar, ensinar, desenvolver, transmitir os processos de ensino e aprendizagem praticamente deixaram de existir, pois afinal de contas, o segmento (ou pseudo…) da saúde se encontra muito acima do brincar, do jogar, do competir, do integrar, do coexistir, do conhecer, respeitar e amar seu corpo, integrando-o ao espírito, à mente, à comunidade em que vive, participa, enobrece, e ajuda a crescer.

Sim, caro colega, se desejamos ardentemente ir adiante, crescer e dar um recado bem intencionado a este tão mal tratado mundo, somente o poderemos fazer, realizar, através da escola, e somente através dela, de mais nada, de mais ninguém, pois é a célula mater de quem anseia o progresso, e mesmo daqueles que cinicamente a esquecem, trocando-a por bolsas, estádios, obras faraônicas, placas nominadas de suas pobres e miseráveis importâncias, que ousam impune e criminosamente substituir, e mesmo aniquilar o futuro da nação, seus jovens, e sua escola.

Se no caso do grande jogo, hoje penamos o triste papel que temos protagonizado na base do mesmo, tudo que acima descrevemos nos levou a tal ponto, principalmente na formação dos novos técnicos, muito mais versados como paramédicos de terceira categoria em sua formação acadêmica, do que conhecedores mínimos dos desportos, relegados a ínfimas parcelas de horas aulas em sua formação, em nome, bendito nome dos interesses da saúde, aquela que ao se licenciarem, ou bachalerarem, os relegará ao auxilio suplementar dos verdadeiros donos e patronos do desporto nacional. Quem?… Adivinhem…

Então, prezado, como classificaremos em graus de formação, pratica e acumulo de experiência uma ENTB/CBB, com seus cursos de 4 dias, associada e ligada intimamente aos princípios de um CONFEF  e seus CREF’S formalizando “provisionados” a metro? Como?

E após tão competente formação, sabe para onde canalizarão esses provisionados, e mesmo os carentes formandos de cursos superiores, senão para assumirem equipes do alto nível, das seleções de base, e nunca onde deveriam estar, que poderiam estar, se política desportiva existisse nesse desigual país, onde? Isso mesmo, na escola, e também nos clubes, na base de uma pirâmide que política, maldosa e criminosamente, sempre nos foi apresentada ao inverso, de ponta cabeça, desde sempre…

Culpa do nosso retrocesso no grande jogo?  O abandono da formação de base nos clubes, na escola, na deficiente formação acadêmica dos técnicos, da ausência de uma associação de técnicos, da omissão daqueles que detiveram o poder de mando, liderança, e não o exerceram, somente se locupletaram, dando inicio a um corporativismo que é mantido a qualquer preço, mesmo que subserviente, em nome e defesa de um seleto mercado de trabalho, onde o mérito é substituído pelo imperioso e seletivo Q.I.,  em detrimento daqueles que realmente conhecem e dominam a arte de ensinar o grande jogo, e de como ele deve ser plenamente jogado.

Que os deuses, todos eles, indistintamente, nos ajudem.

Amém.

Foto – Conferência de abertura do 3o Congresso de Treinadores da Lingua Portuguesa, Lisboa, Julho de 2009. Clique na mesma para ampliá-la.

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