FALAR O QUE?…

 

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– O basquete chegou ao fundo do poço Paulo, afundou de vez, e até intervenção da FIBA vem por ai, que vergonha, que fracasso, que…

Calma amigo, calma. Para começar, a FIBA não tem poder intervencionista em nosso país, nossas leis comuns e desportivas não o permitem, quando muito vêm se informar “quando” a grana devida deverá ser paga, se o for, e se a nossa gloriosa CBB ainda ostenta um resquício de seriedade para organizar e se responsabilizar por campeonatos internacionais, ou mesmo, simples torneios. E aí é que se espantarão, pois de há muito a irresponsabilidade e incompetência se instalaram solidamente por aquelas bandas, terreno fértil para arranjos, escambos e protecionismos descarados, tudo avalizado por federações que mantêm o grupelho diretivo com seus votos “desinteressados”, pois estão todos auferindo “cargos de sacrifício”, masoquistas que aparentam ser, mas não o são, mesmo!…

Nada, caro amigo, que eu não tenha publicado à exaustão nesse humilde espaço, nesse Basquete Brasil, que um já proclamado candidato à próxima eleição na falida confederação, anexou a seu nome de campanha, numa clara e indevida apropriação de uma marca que a treze anos se dedica ao grande jogo. a fim de ajudá-lo em seu soerguimento no país, através artigos e discussões técnicas, táticas, pedagógicas, didáticas e comentários democráticos desde sempre, e jamais se associando a candidaturas e pretensões políticas…

Mas no fundo, há males que vêm para bem, e quem sabe, essa vergonheira que uns poucos nos impõem venha nos redimir de tanta incúria e omissões, inclusive a de todos aqueles que poluem os blogs da modalidade com suas “abalizadas opiniões”, lastreadas sordidamente pelo anonimato, covardes que são ao não exporem suas “honradas e impolutas” identidades, protegidas e encobertas por trás dos diáfanos véus da pior e mais danosa política de bastidores…

Por isso, muito pouco podemos almejar no campo diretivo, que se repete e perpetua através das últimas décadas, até o dia em que leis forem estudadas, deliberadas e discutidas no intuito de aprimorarmos a legislação desportiva no país, ensejando políticas eficientes e factíveis para seu desenvolvimento harmônico e democrático junto a juventude brasileira nas escolas, clubes…

No entanto, mesmo frente a essa dolorosa realidade, um aspecto de formidável relevância ainda pode ser discutido, estudado, desenvolvido e aplicado com boas perspectivas de sucesso, a discussão técnico tática, que tanto nos empenhamos nos últimos anos nesse humilde espaço, e que de alguma forma balizou alguns comportamentos, algumas modificações, algum e bem vindo progresso, pois depende de todos nós, professores e técnicos, que em todas as passadas épocas, sob bons e maus comandos administrativos, sempre propugnaram pela troca de saberes e informações, propiciando belos trabalhos, excelentes equipes, mais excelente ainda trabalho de base, preparando jogadores bem treinados nos fundamentos, num processo interrompido a vinte e poucos anos atrás, quando foi instalado em nosso infausto grande jogo o domínio do sistema único, emanado de uma NBA, emergindo na mente acomodada de uma geração de técnicos voltados ao “alto nível”, abandonando a formação de base, abdicando dos fundamentos, e aderindo em massa às pranchetas, com sua jogadas de passo marcado, marca registrada dessa geração de “estrategistas”, dessa geração de marqueteiros e oportunistas em sua grande maioria, claro que as exceções, que são muito, muito poucas, não contam, mas também, pouco somam no frigir dos ovos…

E uma cabal prova do que exponho está publicado no site da LNB, onde as estatísticas finais de uma LDB jogada para bancadas desertas oferece uma trágica realidade sobre a última etapa de acesso de nossos jovens jogadores ao desporto de alto nível, e que posso exemplificar de maneira simples e objetiva, a seguir:

– Em 40 jogos de suas etapas, foram cometidos 1510 erros de fundamentos ( sem contar os arremessos), numa média de 37,75 erros por partida, o que demonstra o abissal fosso no preparo dos fundamentos de uma faixa etária que os deveria ter sob controle, como os grandes países que lideram o basquetebol internacional;

– Aconteceram 7 jogos com mais de 50 erros de fundamentos (uma catástrofe), 9 jogos com 40/49 erros (uma aberração), 18 com 30/39 (constrangedor), 6 com 20/29 (nível infanto juvenil), e absolutamente nenhum, zero, entre 10/19 erros, que seria a razoável meta a ser atingida, numa tácita demonstração de incúria e irresponsabilidade no preparo fundamental dos jovens jogadores, alguns já apontados como grandes craques que garantirão o futuro do nosso basquetebol, o que duvido muito. Mas não faltaram rabiscos ininteligíveis nas midiáticas e ridículas pranchetas, onde “sistemas e filosofias” de jogo eram demonstradas aos olhares atônitos de uma jovem geração incapaz de exequibilizá-las, por desconhecimento prático e fundamental de como fazê-lo, pois o que importava era a sapiência tática de uma turma que necessita urgentemente voltar ao estudo, a pesquisa, ao preparo didático pedagógico, ao estágio supervisionado, e não ao princípio de aprendizagem osmótica a que se acostumaram, como todo papagaio de pirata que se preza. Se as escolas de educação física substituíram a maioria dos créditos das disciplinas desportivas pelas da área biomédica, despreparando-os ao ensino das mesmas, transformando-os em paramédicos de terceira categoria, ases de manga da indústria do corpo, torna-se estratégica e urgente a reformulação curricular, claro, sem os entraves e ingerências de um comprometido sistema confef/cref com a mesma…

Mas uma sobrinha restou, a ENTB, que mesmo implantada da forma mais precária possível, ainda poderia reverter sua obscura origem, e se transformar em um veículo realmente eficiente, desde que entregue a uma direção e coordenação voltada a diversidade técnica presente neste país continente, mas profundamente ancorada no ensino dos fundamentos, fruto de uma ampla discussão entre os verdadeiros formadores existentes no país, hoje afastados pelo corporativismo implantado coercitivamente desde muito, muito tempo…

Muitos outros fatores poderiam, e deveriam ser discutidos, mas por quem realmente se dispusesse a discuti-los, de cara lavada, em torno de uma gigantesca mesa, no intuito maior de soerguer o grande jogo entre nós, com lisura, conhecimento, responsabilidade e, acima de tudo, vontade de acertar o que aí está, vilipendiado, carcomido, mal cheiroso, corrompido a não mais poder…

Falar sobre olimpíadas, para que, e por que, se refletiu o que temos e o que somos? Quem sabe para nos penitenciarmos pela ausência de verdadeiros e bem planejados objetivos, omitidos pela pobreza cultural e técnica daqueles que deveriam planejá-los e executá-los, mas que não o fizeram, exatamente, por não saberem como…

Falar mais o que, o que? Fico por aqui.

Amém.

Fotos – Autorais feitas no Congresso Brasileiro de Justiça Desportiva, realizado em Florianópolis em setembro de 2015, onde expus alguns dos pontos aqui abordados nesse artigo. Clique nas mesmas para ampliá-las.

 

BASQUETE, PRANCHETAS E VAIDADES…

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Tenho estado fora do blog por algum tempo, já bem prolongado, mas não ausente do entorno do grande jogo, mesmo que me negue a descrevê-lo pela mediocridade que o envolve desde sempre, numa inamovível triste realidade que, salvo raras exceções, mantêm nosso basquetebol no patamar de uma mesmice endêmica de arrepiar…

E poe mesmice nisso, técnica e taticamente, onde o volume de erros de fundamentos chega a uma média aproximada de mais de 25 por partida nos playoffs (façam as continhas, por favor), números que constrangem numa liga maior, princialmente nas fintas com drible por parte de alas que somente tem olhos para os lances de três, e nos passes, por conta de armadores que visam as finalizações ao preço que for. Taticamente, novos chifres e punhos dão as caras, que agora são largos, especiais para baixo, para o lado, e aonde não sei mais, mas que, invariavelmente, não funcionam, a não ser nas superfícies lustrosas e delirantes das midiáticas pranchetas, verdadeiros e lamentáveis biombos entre estrategistas e jogadores, afastados e dicotomizados personagens de um desencontro sem prazo de validade…

E uma constatação, triste constatação, a de vermos monocordicamente a exibição de vastos conhecimentos táticos através estrategistas que clara e diretamente enviam seus rebuscados, rabiscados e ininteligíveis recados para uma tripla audiência, a mídia que os deificam, dirigentes que os contratam e um público que pensam ser suscetível a tanta sapiência, mas que aos poucos vão se dando conta de tamanho engôdo.  No entanto, como ficam os jogadores cassados das informações mais vitais, aquelas que deveriam ser passadas nos treinos, isso mesmo, nos treinos, que se bem assimiladas dispensariam as “atualizações pranchetadas”?  Omitem informações básicas (terreno exclusivo para quem realmente conhece o grande jogo…) sobre o comportamento defensivo dos adversários, suas brechas individuais e coletivas, suas opções ofensivas (e ai vale o peso do treino defensivo voltado às suas próprias falhas…), tudo relevado a lamentáveis  atitudes, como a “falta tática”, artifício rasteiro e comprometedor de quem não sabe, sequer desconfia do que venha ser defesa, dominar suas técnicas e minúcias, substituídas pela atitude vazia e indefensável da absoluta falta de conhecimento, ausente e trocado pelas “estratégias pontuais”, que em hipótese alguma são treinadas “exaustivamente” como afiançam os comentários televisivos, substituídas pela criação improvisada nas e em cima das coxas, berço das mágicas, midiáticas e fabulosas estrelas do jogo, por que se assim não fossem, dispensariam o gratuito e risível espetáculo que engendram…

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Mas um outro algo tem me chamado profundamente a atenção, o extremo conhecimento do basquete NBA por parte de nossa imprensa jovem, que vai muito além da crítica pura e simples do que veem pela TV, indo a detalhes técnicos e táticos “admiráveis e profundos, profundíssimos”, muitos dos quais sequer domino após mais de cinquenta anos de batente, no que avalio ser a diferença de alimentação, vacinação, sei lá, dessa geração precoce e antenada numa rede (onde está tudo lá, bem mastigadinho…) que não frequento, mas se o fizesse, jamais omitiria suas referências, atitude básica ao mundo acadêmico a que sempre pertenci, trocando-as simplesmente pela simplória…quadra, onde as verdades verdadeiras realmente acontecem…

Finalmente algo que mexeu comigo, mexeu mesmo, pela imprecisão e deliberado esquecimento de um fato marcante ocorrido seis anos atrás em Vitoria, quando dirigi a equipe do Saldanha da Gama por 11 jogos (tão poucos, meus deuses!) no NBB2, numa ação de 49 dias (todos aqui reportados) de muito trabalho, sérios imprevistos, mas plenos de inovações técnicas e táticas que, queiram ou não os analistas jovens ou veteranos, influem até a presente data no nosso basquetebol (a confraria corporativista nega isso, mas eu sei,,,), e que se lá tivessem tido continuidade em muito as teriam acelerado (lá se vão seis temporadas…), pois seriam desenvolvidas por quem as criou, treinou e praticou, à imagem daqueles desprestigiados e subestimados (até hoje o são…) jogadores, e por mim, afastado compulsoriamente até hoje, numa inexplicável ação varrida para baixo do tapete dessa curta história da Liga. E o motivo que me incomodou foi um trecho da entrevista dada ao Globoesporte, pelo dirigente Alarico Duarte, quando afirma em um dos parágrafos da mesma:

(…)Quando nosso time saiu da Liga (Saldanha da Gama), algumas pessoas até gostaram, que sobraria mais dinheiro para outros esportes. Mas hoje de mim, amanhã de ti. O Estado ajudava aqui com transporte e tudo, mas não era possível contratar um time competitivo. O time não tinha dinheiro, tinha alguma estrutura, como tínhamos. Mas não tínhamos o salto de qualidade quando o NBB cresceu. Quando todo mundo era igual, ganhamos do Flamengo lá dentro, do Brasília, do Pinheiros. Mas depois, os outros estados evoluíram e ficamos no mesmo – recorda(…).

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 Impressionante tais declarações, pois a equipe em questão, que foi montada por ele mesmo (a peguei no returno daquele campeonato),  era composta de muito bons jogadores, que frente aos resultados alcançados no restante da competição, exatamente por se diferenciar tática e tecnicamente das demais equipes, pela propriedade de sistemas diferenciados de jogo, daria o salto mencionado de qualidade no NBB3, sem dúvida alguma, pois, apesar do desmonte provocado por ele mesmo após os dois bons resultados em São Paulo (quando afastou três importantes jogadores, dois dos quais titulares), enfrentou a corajosa e dedicada equipe duas semanas de derrotas que poderiam ter sido contestadas se tivesse sido mantida completa, mas que mesmo a frente de tantos obstáculos, conseguiu  ascender a uma condição técnico tática admirável, mesmo restrita a uma rotação dos nove experientes jogadores remanescentes. Logo, bastaria ter mantido a equipe, com no máximo duas novas contratações de jogadores sem muita projeção midiática, mantendo a mim e a mini comissão técnica existente, para que o salto fosse dado. Preferiu uma parceria fracassada com uma equipe paulista que  visava a posse da franquia, que somente aproveitou dois jogadores daquela bela equipe, ficando na lanterna do paulista, provando a fraqueza do projeto, e mais adiante, preferiu investir no sistema único de jogo (fator que anulava o tal salto de qualidade…),amealhando derrotas de mais de 50 pontos, mesmo contando com alguns jogadores remanescentes da equipe do NBB2, negando a qualidade do meu trabalho inovador. E quando digo inovador, podemos avaliá-lo por conceitos que aplicamos e publicamos na época, e que vem sendo utilizados pela maioria das equipes atuais, como a dupla armação e a utilização de três homens altos ágeis e velozes, mas claro, muito longe da forma como jogávamos (e aqui vai um exemplo), pois os princípios didáticos utilizados na implementação daqueles sistemas, o ofensivo e o defensivo, continuam inalcançáveis pelos estrategistas que ai estão, quando simplesmente trocam um ala por outro armador, mantendo, no entanto, o sistema único intocado, principalmente na tutela rígida e excludente de jogadores às jogadas impostas de fora para dentro do campo de jogo, e que por conta disso vemos aumentar vertiginosamente desobediências técnicas e táticas por parte daqueles jogadores mais inconformados, ou simplesmente, mais esclarecidos…

Sinto muito pela omissão depreciativa do Alarico, a quem fui leal ao não aceitar, na sua presença, a um convite de uma das maiores franquias da Liga, o que lastimo profundamente hoje, ao aprender como funcionam as engrenagens do desporto de alto nível em nosso infeliz e injusto país. Mas no fundo o compreendo, e um jogo esclarece muito sua posição, quando num ginásio repleto em Vitoria, o classificado nos playoffs e eterno rival Vila Velha, perdeu para seu Saldanha por 30 pontos, dirigida por um veterano professor e técnico que, (in)felizmente teve seu nome aclamado pela torcida em cena aberta (está no vídeo), num gesto espontâneo de agradecimento pelo trabalho realizado, mas mortal quando a vaidade é posta em jogo…

Em tempo – O Flamengo ao vencer o Mogi na quinta partida do playoff, se classificou à final com o Bauru, também para um outro melhor de três. Venceu uma partida em que ambas as equipes privilegiaram o jogo interno, mais seguro e eficiente, não exagerando nas bolas de três, e atuando ambas em dupla armação e velocidade no perímetro interno, com uma única exceção, o Paulão, pivô estilo cincão que, com sua baixa velocidade propiciou ao Flamengo um domínio nas táboas sempre que o mesmo estava em quadra, a tal ponto que os cariocas, numa decisão, somente arremessaram 3/5 lances livres. Velocidade contra massa não se discute mais, ah, mais uma das lições do Saldanha do Alarico no NBB2…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las, e nas palavras em negrito para acessar multimídia.

 

THE OTHER SIDE…

UMA EXCELENTE INICIATIVA…

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  • Ginásio da Universidade Celso Lisboa, as 09:00 horas do dia 14 de Março de 2015. Rua 24 de Maio 797, Sampaio.

CONVOCAÇÃO

CONVOCAMOS Á TODOS OS TREINADORES DE BASQUETE DO RIO DE JANEIRO Á COMPARECER A ASSEMBLEIA DE FUNDAÇÃO DA ATEBARJ – ASSOCIAÇÃO DE TREINADORES DE BASQUETEBOL DO RIO DE JANEIRO –

*NO GINÁSIO DE ESPORTES DA UNIVERSIDADE CELSO LISBOA, NO DIA 14 DE MARÇO DE 2015 ÁS 09:00 H*.

Você que trabalha com basquetebol em escola, clube, escolinha, ligas, universidades, projetos sociais, basquete 3 X 3, basquete de rua, participe deste movimento que pretende colaborar com a evolução técnica dos Professores de basquetebol do nosso estado.

Para que possamos ser fortes necessitamos estar juntos em uma entidade, compareçam e tragam as suas idéias.

TODOS OS PRESENTES SERÃO CONSIDERADOS SÓCIOS FUNDADORES.

Divulgo com o máximo prazer essa matéria enviada pelo Prof. Miguel Palmier, sobre uma iniciativa que se fazia necessária ao basquetebol do nosso estado, esperando que a mesma encontre o respaldo dos verdadeiros basqueteiros cariocas e fluminenses.

 

ORANGOTANGO ANCIÃO (OU QUEM SABE, UMA INSTIGANTE VIAJADA SOBRE QUEM JAMAIS PREGOU UM PREGO SEM ESTOPA POR ESSE MUNDO AFORA)…

 

                                                                                                                                                                                                                            orangotango-velho-03-17929392-271x300

(…)De qualquer forma, a aproximação da NBA já vale como um baita reconhecimento ao trabalho da liga nacional. Serve como um gesto de aprovação ao trabalho feito até aqui, que pegou um esporte no buraco e o transformou num produto que atraiu o interesse estrangeiro, contando antes com aporte do ministério do Esporte e de uma patrocinadora estatal. No que vai resultar esse envolvimento, ninguém sabe ainda. “Ficam me perguntando o que esperar disso? Digo que não sei”, afirma Cássio Roque, o presidente da LNB. “Só sei que estamos ao lado da companhia certa.”(…)

Esse é o último parágrafo do excelente artigo do Giancarlo Gianpietro no seu blog Vinte Um, e que deixa no ar um mundo de expectativas quando o presidente da LNB afirma quando perguntado sobre a parceria com a NBA –   “Digo que não sei”(…) “Só sei que estamos ao lado da companhia certa.”

Muito bem, se o presidente signatário de tão impactante parceria, feita pela primeira vez no mundo pela mega liga americana, diz que não sabe no que vai dar, quem então saberá, eu, você leitor, quem?…

Macaco velho, digo, orangotango ancião que sou das idas e vindas do grande jogo em nossa terra, sinto atrás da orelha, não uma pulga se instalando, mais sim um baita e trombudo elefante, que me deixa muito, muito curioso, e mais ainda, preocupado…

Curioso, pelo simples fato do porque da mega liga se associar a nossa, quando mercados asiáticos e orientais, e mesmo europeus, economicamente promissores e fortes, não receberam (ou  dispensaram…) tal primazia, centrando para um mercado insipiente no mundo da modalidade, porém, precioso quando o foco de interesse maior da grande e hegemônica nação, representada por uma de suas fortes e poderosas ligas desportivas,  decide massificar sua presença no país, incutindo e sedimentando seus programas e sofisticada organização junto aos jovens, trazendo-os para sua esfera de forte influência esportiva, social, e por que não, politica também, pois afinal de contas, obter a simpatia e aprovação do segmento  jovem de uma nação, que virá a ser neste século a líder na produção de petróleo e proprietária da maior reserva de água do planeta (riqueza esta que será, em prazo não muito distante, disputada no tapa…), sem dúvida alguma se constituirá num excelente investimento, e rentabilíssimo negócio a longo prazo, como consta em sua longa tradição comercial globalizada, tendo o esporte como um importante elo nessa escalada hegemônica…

Preocupado, pelo fato de que constarão no processo educacional de nossos jovens, influências técnicas, sociais e políticas sobre tais riquezas, cabendo futuramente aos mesmos a condução do país de encontro à sua independência e total autonomia, ou subserviência gestora, perante o realismo de sua deficiente formação educacional e cultural, para  alcançar a garantia de que atingirão as metas de seu desenvolvimento, ou não, onde o sempre marginalizado desporto muito pouco  contribuirá nessa formação, ou não…

Torna-se importante que as futuras gerações pudessem ser também inspiradas por ícones desportivos, artísticos e culturais, nacionais de preferência, com seus exemplos de  luta e perseverança, envolvidas sob o manto de uma politica nacional de educação, de desporto, de artes, que muito auxiliaria aqueles que investissem pesadamente neste precioso nicho, no intuito de liderá-lo e orientá-lo em suas conquistas ou coercitivas entregas, e nada mais oportuno do que inteligentes tentativas, através influências exógenas venham a ocorrer, como uma liga majoritária do basquetebol mundial, cuja penetração e aceitação vem se tornando fortemente presente em nossas fronteiras, principalmente no segmento mais jovem, bastando somente investir, organizar e influenciá-lo in loco, para colher mais adiante o produto de seu planejado, ousado e bem pensado investimento…

Honestamente, não acredito em benemerências e ajudas para o progresso do grande jogo entre nós, advindas de uma liga que divulga abertamente seu interesse comercial voltado ao lucro, aos bons negócios, que tem às suas costas uma gigantesca base escolar, universitária e comercial alimentando e sustentando-a, em oposição à nossa realidade, extremamente distante daquele modelo, quando outros mercados ofereceriam à mesma, vantagens também rentáveis, a não ser que, num prazo razoável e de paciente espera, outros e estratégicos ganhos venham a beneficiar, não só os seus interesses desportivo/comerciais, como os de seu país num todo econômico, político e cultural, emoldurando uma inteligente, oportunista e estratégica parceria de quem sabe realmente o que quer atingir, e como conseguí-lo…

Mas, se por um outro lado, a mega liga aqui aportar, para simplesmente doar sua expertise no domínio e vasta experiência no grande jogo, visando seu desenvolvimento técnico, gerando sua popularização e decorrentes receitas parcimoniosamente divididas entre as partes parceiras, em equânime comando, acredito que sob tais circunstâncias a viajada seria muito maior, ou alguém duvidaria?…

Por tudo isso, teço sérias desconfianças sobre a mesma, sem objetivos explícitados, às claras, desprovida de amplos, abertos, e  democráticos debates, principalmente quando propostas deste porte se restringe decisoriamente a uns poucos, dentro de um cenário limitado bem aquém de nossas reais necessidades, e por que não, exigências, afinal, vultosas verbas públicas também estarão sobre a mesa para serem administradas, por quem, e com que objetivos?…

E muito mais me preocupa, a constatação da ainda presente continuidade histórica de nossa colonizada genuflexão atávica a interesses de nações que, desde sempre, investiram pesado em nossa reconhecida tradição de povo receptivo e afável, talvez receptivo e afável um pouco demais. Afinal, o próprio presidente da Liga afirma nada saber, mas sente estar na companhia certa, será?…

Amém.

Foto – Internet.

 

 

HQ DE UM JOGO EXEMPLAR, MESMO QUE NO SISTEMA ÚNICO…

 

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EM TEMPO – A equipe mogiana venceu a partida arremessando 6/18 bolas de três pontos, 19/38 de dois e 13/20 nos lances livres, contra 6/29, 19/33 e 9/12 respectivamente por parte dos cariocas, e cometeram ambas, 31 erros de fundamentos (13/18), num jogo em que 13 (6/7) entre os 24 arremessaram dos três pontos, realmente uma marca preocupante…

O terceiro jogo, no sábado em Mogi das Cruzes, tem todos os ingredientes para por em cheque alguns paradigmas que enclausuram a técnica e tática de nossas equipes, bastando que os princípios básicos de defesa sejam mantidos, principalmente na contestação dos arremessos fora do perímetro, que a dupla armação permita a proximidade e estreita colaboração entre os dois armadores, e que finalmente, os pivôs se mantenham servidos em movimento, de frente para a cesta e se colocando corretamente nos rebotes. Creio que das equipes finalistas, seja a de Mogi a que melhor se situa para essa tão ansiada quebra. Torço para que consiga…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV e de autoria própria. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

II OFICINA DE APRIMORAMENTO DE ENSINO DO BASQUETEBOL

Entre oDSCN1120-001s dias 9 e 11 (sexta a domingo) de agosto, realizarei a segunda Oficina de Aprimoramento do Ensino de Basquetebol, aberto a até três técnicos que se proponham a mergulhar comigo no universo do grande jogo, por três dias completos e dedicados plenamente aos princípios pedagógicos e técnicos do ensino dos fundamentos, do treinamento, dos sistemas de jogo, da estratégia, do comando e liderança, do preparo mental, da ética, do associativismo profissional, da herança cidadã.

Para tanto, poderei receber em minha residência até três técnicos de outros estados, dotando-os de estadia e alimentação, dois ambientes de trabalho completamente equipados com computadores e wi-fi, biblioteca técnica, projetores, televisores, e um pequeno ginásio para os exercícios práticos. Também serão facilitados materiais gráficos e de mídia sobre a modalidade.

Módulos da Oficina:

 

– MÓDULO 1 (3 HORAS DE DURAÇÃO)

   – O Equilíbrio, a base estrutural dos fundamentos nas:

           – Paradas e partidas;

           – Deslocamentos longitudinais e sagitais;

           – Nos Dribles em suas mais variadas concepções e direções;

           – Nas Fintas em progressão, regressão, reversão e pivoteadas;

           – Nos diversos Saltos e conseqüentes transferências de força;

           – Na Marcação individual em estabilidade e instabilidade posicional.

 

 

– MÓDULO 2 (3 HORAS DE DURAÇÃO)

 

    – Os Passes, da pega à execução e sua correlação tempo/espaço.

    – Os Rebotes defensivos e ofensivos:

            – O posicionamento frente ao defensor;

            – O posicionamento frente ao atacante;

            – O formidável giro em 180º;

            – Exercitando os rebotes, individual e coletivamente.

 

– MÓDULO 3 (3 HORAS DE DURAÇÃO)

 

     – Os Drills ou exercícios especiais coletivos de fundamentos:

             – Gerais: Elaboração, montagem e reversibilidade dos circuitos;

             – Específicos: Para armadores, alas e pivôs.

             – Ofensivos/Defensivos – O duelo e suas variáveis rítmicas;

      – Fracionando um sistema ofensivo em drills:

             – Evolução e Aprimoramento.

 

– MÓDULO 4 (3 HORAS DE DURAÇÃO)

 

      – Ensinando um Sistema de Ataque através os drills e o exercício                        

         constante  de leitura de jogo;

      – A Defesa Linha da Bola de flutuação lateralizada-princípios.

 

– MÓDULO 5 (3HORAS DE DURAÇÃO)

 

      – A Defesa Linha da Bola – Conceituação e Prática;

      – A Defesa por zona fundamentada na Defesa Linha da Bola.

      – Princípios do Arremesso – Conceituação teórica.

 

– MÓDULO 6 (3 HORAS DE DURAÇÃO)

 

      – A Arte do Arremesso:

            – A Empunhadura e as Pegas;

            – O Principio da Direcionalidade;

            – O Eixo Diametral e seu eficiente controle;

            – A Prática e exercícios correlatos;

            – O Aprimoramento.

 

– MÓDULO 7 (3 HORAS DE DURAÇÃO)

 

     – A força ímpar do treino;

     – O apoio no jogo;

     – A liderança natural e democrática;

     – A relação com a arbitragem;

     – Os aspectos formativos e educativos do grande jogo;

     – Uma Associação de Técnicos? O que é preciso?

     – Ética e futuro do esporte no país.

 

Os módulos serão distribuídos nos três dias da Oficina, entre os quais transcorrerão atividades de projeções e discussões técnico táticas, sobre aprendizagem e controle de equipes, aspectos administrativos e de controle de atividades.

 

A Oficina importará num gasto de R$ 700,00 (setecentos reais) ai incluídos a Oficina, a estadia, a alimentação e o transporte no Rio de Janeiro.

Os interessados deverão se informar pelo email oficinabasquetebrasil@gmail.com e pelos telefones 21 2440-1082 e 21 9913-9969.

O pagamento poderá ser feito em duas vezes de R$ 350,00 (primeira até o dia 10/7 e segunda até o dia 2/8) em deposito bancário no Banco do Brasil  Agencia 1579-2   Conta 36016-3   Favorecido- Arteducação Empreendimentos Artísticos e Educacionais Ltda.   CNPJ- 13.299.910/0001-69

Após o deposito bancário, favor enviar o comprovante de pagamento escaneado, mais os dados pessoais para o email da Oficina.

Conforme o interesse pela Oficina se amplie, a manterei a cada mês nos últimos fim de semana, sempre com três vagas disponíveis.

 

No caso de interessados locais (RJ), sem a estadia relacionada, somente será cobrado o preço de R$500,00 (Quinhentos reais), com o mesmo processo de deposito bancário.

Será fornecido um Certificado de Participação com a carga horária.

Foto- Participantes da I Oficina- Professores Fabio Aguglia e Pedro Funk, ambos de São Paulo.

 

E A OFICINA ACONTECEU…

Estou exausto, realmente cansado, mas feliz, pois apesar de todos os contratempos e desencontros administrativos, a I Oficina de Aprimoramento de Ensino do Basquetebol real e gloriosamente aconteceu.

Não foi nas magníficas instalações do IEFD da UERJ, mas sim na minha casa, não com um número de participantes que dignificasse a tradição de excelência daquela grande universidade, mas com somente dois professores de São Paulo, aos quais honrei o compromisso de realizá-la frente a inscrições antecipadas e pagas.

Antecipei um velho projeto de ter em minha casa a cada último final de semana de cada mês, dois, três ou quatro professores/técnicos, ou mesmo jornalistas e dirigentes, para um mergulho, uma profunda imersão no mundo teórico prático do grande jogo, disponibilizando minha grande experiência e extenso material instrucional e midiático que possuo, num olho no olho de intensa participação discursiva, inquisitiva e corajosa, pela busca de alternativas e caminhos que pudessem auxiliar o processo de soerguimento do grande jogo no país.

Foram 52 horas de puro trabalho argumentativo, na teoria e na prática, intervaladas com vídeos e uma ida ao ginásio do Tijuca para um jogo do NBB, onde pudemos promover a ambos o conhecimento e diálogo com figuras importantes do nosso basquetebol.

Enfim, espero que tão inédita realização tenha alcançado seus fins didáticos, pedagógicos, técnicos, táticos, e de profundo relacionamento humano, que trouxeram os professores e técnicos Fabio Aguglia e Pedro Funk Gambarini à cidade maravilhosa para conviverem uma experiência inesquecivel para esse velho e calejado professor, e aos quais agradeço de todo o coração a oportunidade a mim concedida.

Amém.

Fotos – Clique nas mesmas para ampliá-las.

MUDANÇA IMPORTANTE NA I OFICINA…

Por motivos extraordinários a I Oficina de Aprimoramento do Ensino de Basquetebol não mais será realizada nas dependências da UERJ.

Todos aqueles interessados na mesma contatem a direção do evento pelo email oficinabasquetebrasil@gmail.com ou pelos telefones 21 2440-1082 ou celular 21 9913-9969 para maiores esclarecimentos sobre o novo local em que ela se realizará.

Obrigado a todos, Paulo Murilo.

AVISOS IMPORTANTES…

Professores, técnicos, jogadores e demais interessados que virão à I Oficina de Aprimoramento de Ensino do Basquetebol, não deixem, com urgência, de enviar suas confirmações para o email oficinabasquetebrasil@gmail.com a fim de que possamos agilizar o material técnico necessário e calcular o montante de alimentação que será disponibilizado para o bom atendimento a todos. Depois de amanhã será a data limite para o desconto de 10%, e o pagamento poderá ser feito conforme as instruções aqui detalhadas.

Obrigado pela colaboração, e aguardo-os no dia 28 para nosso tão esperado encontro.

Um abraço, Paulo Murilo.

Panfleto – Clique no mesmo para ampliá-lo.

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