FALEMOS UM POUCO DE TÁTICAS E SISTEMAS IV…

Cumprindo mais uma etapa deste blog, publico hoje o primeiro artigo com o apoio de vídeo, sobre o sistema de jogo que desenvolvi junto à equipe Infanto Juvenil do Barra da Tijuca BC em 1995, todo ele fundamentado na dupla armação, e com uma singularidade, sua utilização indistinta contra defesas individuais ou zonais.

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ECOS DE LISBOA…

Estou em casa, mareado pelas constantes viagens e pelo fuso itinerante e de custosa adaptação. Mas casa é casa, porto e raiz.

Só algo é imutável, continuísta, política, e terrivelmente previsível, nossa vetusta (nos hábitos) CBB.

Leio nos blogs que o novo diretor, agora remunerado, de basquete masculino é um jogador recém aposentado, que afirma categoricamente sua primeira intervenção, a uniformização de conceitos e técnica nas seleções de base, exatamente dentro da linha atual e continuista da administração anterior, somente com uma astuta substituição de palavras, trocando padronização por uniformização, que em miúdos “conceitua” seis por meia dúzia.

E já era de se esperar tal comportamento por parte da nova (?) direção cebebiana, extensa e copiosamente prevista por este blog em inúmeros artigos, agora tornado realidade, numa afirmação de acordo explicito e corporativista.

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FALANDO DE SUCESSO…

Foi uma conferência cujo formalismo de uma aula inaugural transformou-se numa palestra eminentemente técnica, para técnicos jovens e veteranos, dirigentes, representantes oficiais de governo, jornalistas e professores. Vi-me de volta aos cursos que dei por todo o nosso país, anos a fio, repleto de entusiasmo, esperança e absoluta crença num futuro melhor. Em alguns momentos a voz embargou, logo substituída pelo vigor de alguém que acredita firmemente no que transmite, pois resultante de muita luta, experiências validadas no acerto e muitas derrotas, ambas assimiladas e reconhecidas como valores positivos de aprendizagem e conseqüente formulação de conceitos, prontamente divulgados para estudos e estabelecimento de melhores técnicas didático pedagógicas.

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OS PASTÉIS DE BELÉM…

Desembarco em Lisboa vindo de New York, exausto mas feliz em retornar àquela magnífica e hospitaleira cidade. E quem veio me esperar? O José Curado, ex técnico do Benfica e da Seleção Portuguesa, e atual presidente da Confederação das Associações de Treinadores de Portugal, organizadora do Congresso Mundial de Treinadores da Língua Portuguesa, no qual terei a honra de proferir a conferência inicial.

Mal pus os pés no Hotel, e sem mesmo tempo de conhecer o apartamento, eis-me a caminho da mais famosa pastelaria lisboeta ao lado dos Jerônimos, onde sou recepcionado por ele com pasteis de Belém e uma bica(cafezinho) tradicional. Melhor não poderia ter sido.

E lá, naquele reduto mais do que centenário, ficamos a discutir a situação dos técnicos de nossos países, com suas diferenças peculiares e a similitude de comportamentos e ações que nos unem e afastam. Fomos longe nas discussões, concordantes e até discordantes, mas sempre obedecendo uma linha coerente de raciocínio e disposição em ver evoluir o nosso sonho comum, a união de todos sob a égide do conhecimento, da precisão profissional, e da disseminação democrática e estratégica da informação técnica e da bibliografia específica.

Falamos sobre o Congresso, o sucesso junto aos treinadores aqui presentes para os Jogos da Lusofonia, e mesmo de técnicos não participantes dos mesmos, mas profundamente interessados em novas técnicas e idéias que os façam avançar na profissão.

Concordamos no principio da divulgação virtual abrangente do conhecimento, fator que viabiliza o transito da informação onde antes era inadmissível a existência dessa possibilidade, agora aberta pelas novas tecnologias, e como poderemos viabilizá-la para proveito e desenvolvimento de todo aquele interessado a um preço razoável e justo, e muitas vezes gratuito.

E de repente, vimos o tempo se extinguir pelos compromissos inadiáveis, e nos despedimos até mais tarde, quando novas rodadas de pastéis de nata e bicas nos aguardarão dourando as cenas de novas, esperadas e produtivas conversas sobre o tema que amamos, o desporto educativo, competitivo e formador de melhores pessoas, de melhores cabeças, de eternos amigos.

Obrigado amigo Curado pela bela, simples e adorada recepção.

Amém

O TÉCNICO DE SUCESSO…

No dia 16 de julho, às 17 horas, proferirei a conferência de abertura do 3º Congresso de Treinadores de Língua Portuguesa, que transcorrerá em Lisboa, com o tema – O que é ser um treinador de sucesso – e cujo sumário apresento à seguir a todos aqueles que verdadeiramente amam sua profissão, e particularmente o basquetebol, como um preito de respeito e admiração por seu trabalho, e profunda dedicação.

O TÉCNICO DE SUCESSO- Não propriamente o maior vencedor de torneios e campeonatos, grandes ou de menor expressão, e sim alguém visceralmente comprometido com a tarefa de educar através do desporto, preparando bons cidadãos, ótimos atletas, e equipes competitivas, todos dentro dos mais altos padrões sociais, éticos e desportivos, no seio da sociedade em que vive e atua, sempre com presteza, conhecimento e profissionalismo.

O mundo em que vivemos, repleto de injustiças e insensibilidade, anseia por mudanças, principalmente aquelas nações relegadas ao estigma terceiromundista, que no limiar de um novo século ainda não encontraram soluções que reduzam tantas e profundas diferenças com as demais nações desenvolvidas.

A Educação é um dos caminhos redentores, base e sustentáculo de uma sociedade mais justa e igualitária, e o desporto um dos elementos voltados a estes objetivos, com sua proposta aglutinadora e profundamente democrática.

O professor e técnico desportivo foi, é e continuará sendo o agente propulsor de alguns destes importantes objetivos, e para tanto deverá ser preparado e instruído com afinco, atualizado e reciclado permanentemente à luz dos conhecimentos científicos, didático pedagógicos e incondicional acesso à informação virtual.

O professor e técnico desportivo assim preparado, experiente, estudioso e participativo, sempre trilhará o caminho do possível e alcançável progresso de seu povo, através seus alunos, seus atletas, suas comunidades e equipes. E quando um destes segmentos atingir objetivos e metas planejadas, poderá ser considerado professor e técnico de sucesso, se bem que tal projeção não seja tão importante e crucial como se propala, pois o sucesso deve ser definido como um bem realizado trabalho, nada mais do que um bom e recompensador trabalho. Notoriedade e fama ficarão por conta de outras, e quase sempre descartáveis circunstâncias.

Espero representar com honra e dignidade professores e técnicos deste esperançoso país.

Amém.

TRANSPARENTES IDÉIAS…

Num momento em que se definem os rumos do basquete brasileiro, onde a luta pela presidência da CBB apresenta contornos políticos inusitados, como a eleição por aclamação do grego melhor que um presente para a Associação Sul-Americana de Basquete, em reconhecimento pelo sucesso de sua administração vencedora na entidade nacional, conforme divulgado por ele mesmo pela imprensa, num recado bem direcionado àqueles que duvidam de um poder nascido e alimentado pelas trocas de interesses e benesses inter pares, assim como pela tomada de posição de um grupo, travestido em oposição, que após o butim junto ao helênico dirigente, se arvora em uma Hora de Reconstruir de caráter apócrifo, erguendo uma bandeira sem rosto nem identidade civil, com idéias e colocações “inéditas e revolucionárias”,como se tais metas e objetivos fossem, única e exclusivamente, produto de suas radiosas e fulgurantes cabeças, que se dão, inclusive, o direito divino ao anonimato, numa prova contundente de adoração ao próprio umbigo.

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UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA…

Houve um dia no ano de 1963, que em pleno maracanãzinho repleto de entusiasmados torcedores, conquistávamos o bi-campeonato mundial de basquetebol, numa final empolgante contra a equipe norte-americana. E na época, 25 mil eram os lugares nas arquibancadas e cadeiras daquele mítico ginásio, em vez dos atuais 15 mil lugares limitados pelo conforto dos assentos numerados.

Foi uma conquista memorável, mas que com o passar dos anos e das péssimas administrações encasteladas na CBB caíram no esquecimento. Mas nada poderá apagar a grande conquista, aquela que marcou o destino do grande ginásio que foi construído para o segundo campeonato mundial dez anos antes, em 1953.

Recentemente, o ginásio foi remodelado para os Jogos Pan-Americanos, para servir de palco ao voleibol e ao futsal no recém findo Mundial da modalidade, com a equipe brasileira se tornando campeã. Dois títulos mundiais afastados por 45 anos de existência, mas diferenciados na forma como serão lembrados.

O grande jogador Falcão inaugurará a calçada da fama perpetuando com seus pés o título conquistado de melhor jogador da competição, merecidamente aliás, mas que deveria ser antecedido pelas mãos de alguns dos grandes campeões mundiais de 1963, que tanto honraram as cores nacionais.

Trata-se de um ato de justiça e reconhecimento , que se não viabilizado, minimizará a conquista do futsal e de seu grande jogador, já que estabelecido à margem de uma amarga e indesculpável lacuna.

Que se faça justiça.

Amém.

O VISIONÁRIO HELENO…

Hoje, num encarte de primeira página no O Globo, festejam-se os 200 anos do Banco do Brasil, onde o patrocínio aos esportes ocupa um invejável espaço no pôster que reproduz a primeira página daquele órgão de imprensa. Paralelamente a esta pomposa e muito cara divulgação na mídia, o jornal Ação, editado pela Associação dos Funcionários do BB, publica uma matéria com o ex-técnico de basquetebol Heleno Fonseca Lima, cujos trechos iniciais reproduzo aqui no blog. A matéria é assinada pela jornalista Tatiane Lopes.

-É com voz baixa e jeito simples que o aposentado do Banco do Brasil, Heleno Fonseca Lima, relembra momentos significativos em sua carreira e na trajetória da Instituição. O principal deles não faz parte da memória do Banco nem é de conhecimento de grande parte dos funcionários: a criação e a formatação da primeira campanha de marketing esportivo do Banco do Brasil, entre os anos de 1985 e 1987. “Foi o então presidente do Banco, Camillo Calazans, que autorizou a elaboração de um modelo de campanha baseada na modernização da imagem e na promoção da marca e do nome do Banco, por meio do marketing esportivo”, conta o aposentado de 67 anos.

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MEU AMIGO GIL…

O Gil veio de muito longe, de Chicago, e está entre nós até segunda-feira próxima. Temos conversado muito, e andado muito por este belo estado do Rio de Janeiro. Trouxe muito material de basquetebol, livros, CDs, artigos categorizados, e uma vontade imensa de falar sobre o grande jogo. Meses atrás combinei com ele uma pequena clínica aqui no Rio, e ele se empolgou de tal maneira que ao chegar no Tom Jobim, antes dos cumprimentos e abraços, já foi perguntando se estava tudo acertado para o grande encontro com os jovens técnicos cariocas.

O Gil foi durante muito tempo o grande vencedor de campeonatos centro-americanos, trabalhando em seu querido El Salvador e na Guatemala. A cruenta revolução no país o levou a se refugiar nos Estados Unidos, onde se encontra há 25 anos, sempre estudando e pesquisando a sua paixão, o basquetebol. Estagiou com os grandes técnicos universitários, como Bob Knight, John Wooden, Coach K., Jack Ramsey, e muitos outros, numa cruzada movida pelo ideal e pela perseverança.

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LIÇÃO BEM APRENDIDA…

E a lição foi muito bem aprendida, numa prova de grande humildade partindo dos mais conceituados praticantes do grande jogo, os americanos. Depois de seguidos fracassos nas maiores competições internacionais, mesmo que representados por grandes jogadores da NBA, resolveram se submeter aos ditames técnico-táticos do basquete internacional, com suas peculiaridades táticas e algumas regras conflitantes às empregadas e seguidas pela sua liga profissional, numa planejada reconstrução de hábitos e ações sedimentadas por anos de prática e árduas competições.

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