O ÁPICE DA CONVERGÊNCIA…

“Pôxa Paulo, o sul americano comendo solto e você nada, nadinha?

Olha amigo, com tanta “fera” comentando até minúcias que honestamente desconheço, que falta faço? E mesmo que tentasse me ombrear com a “especializada”, que mais poderia acrescentar, senão, talvez, uma ou outra colocação escrita, ou gráfica, com a minha proverbial ranzinzice de veterano que não aceita (e jamais aceitou) tanta mediocridade que afoga o grande jogo, injusta e renitentemente?

Mas velho, pelo menos uma pincelada, monocrômica até, de leve…

Tá bem, vamos lá, mas só uma pincelada…

Não vi os jogos contra a Argentina e a Venezuela (estava ajudando minha filha Andrea em seu IV Congresso Brasileiro de Dança Moderna, algo bem mais técnico e belo que as peladas institucionalizadas que imperam por aí…) , mas analisei os números, manjados, os de sempre, principalmente quanto a eterna hemorragia, jamais estancada das bolas de três, como numa afronta deliberada e profundamente estúpida, burra até…

Consegui assistir(?) o do Uruguai, que foi uma lástima, pois em absoluto percebi algo que se comparasse a uma equipe treinada, organizada, minimamente preparada para uma competição internacional, e com uma retumbante novidade, um sistema com dois pivôs e três armadores, numa clara, direta e incisiva, pois deliberada, opção pela convergência, pela priorização das bolinhas de três, que nessa partida consumou 18/25 de dois pontos e inacreditáveis 6/28 de três, e que irônicamente conseguiu vencer em duas esporádicas finalizações embaixo da cesta no minuto final da partida, numa tácita confirmação de ser esta a concepção tática de seu trei…,digo, estrategista…

Também foi tentado o sistema de dois armadores e três pivôs, assim como em toda a partida sempre estavam em quadra dois armadores, numa claríssima demonstração de “inovações” pretendidas, porém profundamente equivocadas, pois desenhar, ou pranchetar tais formações que exigem um profundíssimo conhecimento do “como” fazer uma equipe se comportar coletiva e harmonicamente dentro dessas concepções avançadas de jogo, e que são, com a mais absoluta certeza, desconhecidas por essa geração de estrategistas ligada xipófogamente ao sistema único. E quando afirmo não conhecerem o “como” fazer jogar, basta o simples fato de vermos o resultado dos especializados testes, treinos físicos e de força, além dos rachões de praxe, resultarem na bagunça, triste e lamentável, que temos visto acontecer em nossas seleções, para avaliarmos com isenção e muita certeza que, com tal liderança estaremos roubados para 2016, com ou sem os “detalhes” previamente inseridos nos espertos álibis premonitórios que já se desenham no horizonte…

Somemos a este sombrio cenário ao pavoroso ensaio que se desenrola nos mais sombrios ainda, bastidores do nosso tecnicamente indigitado basquetebol, sobre a efetivação de uma associação de técnicos, que segundo o técnico Lula Ferreira “existe, mas não funciona”, e que logo para mim, se não funciona, inexiste, e sendo que a mesma jamais foi prioridade para nenhum dos luminares que se apossaram do controle técnico do grande jogo, mas que se afigura como um politico instrumento, mais um, na busca do domínio completo da modalidade, na forma de um clubinho entre amigos comprometidos com o que aí está, sacramentado e cristalizado, quando deveria ser amplamente discutida em caráter nacional, ocupasse o tempo que fosse necessário para sua consecução, já que estrategicamente básica e fundamental. No entanto, vejo o velho e acalentado sonho, que tentei por duas vezes tornar realidade, começar a se transformar em mais um instrumento da mesmice endêmica em que foi transformado o basquetebol, em sua organização de base e em sua formulação técnico tática desde sempre.

Voltando ao jogo em si, e suas anárquicas e equivocadas “soluções” táticas, acompanhem as fotos que ora posto, como prova inconteste do muito que ainda temos de aprender sobre a grande arte de formar, treinar e fazer jogar uma verdadeira equipe, em toda a sua dimensão de coletivismo e produção individual, totalmente voltada ao bem comum, no qual estará inserida se orientada e comandada por quem realmente entende o que está fazendo, de verdade, de verdade mesmo, e não apoiado sob o manto do corporativismo vigente…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e ter acesso às legendas.

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A TRISTE REALIDADE…

 

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Conversando com meu filho pelo skype desde Dublin, ele me relata a manchete do Times local – “Alemães constroem escolas, hospitais e ainda fazem goals”-

Igualzinho ao que fazemos aqui, exceto os goals…
Tragédia, tsunami, fim dos tempos? Não, somente incúria, arrogância, impostura, corrupção, omissão, e acima de tudo, covardia e uso de um povo privado de educação, saúde, segurança e cultura, bens que se assegurados e desenvolvidos bloqueariam muito do que o faz sofrer em seu sacrificado dia a dia.
Numa competição esportiva de tal magnitude, não tivemos o básico, os jogadores, competentes técnicos, estratégia, sistemas de jogo, preparação e treinamento compatível ao seu patamar de grande vencedor de outras copas, mas sobraram os desperdícios, os desvios, os megálomanos projetos, a política rasteira, a mentira, a triste e dolorosa mentira…
Daqui a um pouco mais teremos uma Olimpíada, calcada no mesmo cenário, só que multiplicado por tantas modalidades que se defrontarão em nosso solo, financiadas por nossas parcas e suadas riquezas, desviadas de seus cidadãos para os bolsos de oportunistas e ladrões, onde o planejamento desportivo se perde e esvai pelos ralos da incompetência e criminosa apropriação de recursos negados aos seus jovens, em saúde, educação e cultura.
Sem dúvida faremos uma enorme e deslumbrante festa, para os outros, que aqui aportarão em busca das medalhas resultantes de suas políticas voltadas ao desporto como fator e vitrine de seu desenvolvimento, e não uma prova cabal de nossa ignorância e arraigada colonização, mantida por aqueles que nos vendem e aviltam desde sempre.
Também daqui a dois meses, compareceremos a um Mundial onde compramos uma vaga, eliminados que fomos vergonhosamente sem uma vitória sequer, dando continuidade a um projeto técnico que nos arrasou e humilhou de duas décadas para cá, sem vislumbre de que algo pudesse ou teria sido feito na formação de base, muito ao contrário, servindo-a de moeda de troca e compadrio político no preenchimento de currículos tão mais falsos e enganosos como todos aqueles que se locupletam com ela.
Duas classificações a mundiais foram recente e bisonhamente perdidas para os famigerados “detalhes”, figura mítica ligada ao fracasso que nos tem perseguido, fruto do corporativismo vigente entre aqueles que decidem técnica e taticamente o preparo de nossas seleções de base, e somente possível ante a inexistência de uma forte, presente e técnica associação de técnicos, de técnicos, e não provizionados profissionais de não sei o que, pois de basquetebol pouco ou nada sabem que extrapole de suas midiáticas e lamentáveis pranchetas…
Agora mesmo, o técnico para o sul americano menciona numa reportagem do Databasket de 5/7/14: “É muito bom ver que os movimentos das jogadas estão saíndo quase que naturalmente. É importante que os jogadores continuem lendo os diagramas com as jogadas para que elas sejam cada vez mais assimiladas. Gostei muito dos treinos e vamos continuar aprimorando na próxima semana”. Como vemos, “jogadas saindo quase naturalmente” tornam-se sinônimo de eficiência, mas que na realidade são de pleno conhecimento de todos os jogadores, selecionáveis ou não deste país, pertencentes a que divisão for, nos âmbitos municipais, estaduais e nacionais, e mais ainda, em ambos os sexos, já que presentes no sistema único conhecido e praticado por todas, onde chifres, punhos, camisas, ombro, pinquerrols, compõem um monocórdio repertório que se repete ad infinitum, mudando uma ou outra denominação para parecer diferente…
Tal afirmação vem provar o quanto de dependente terá de ficar a equipe aos cadarços manipuladores de fora para dentro da quadra, sistematicamente manobrados através o gestual teatralizado e as incursões pranchetadas, quando a mesma deveria se comportar responsavelmente pelo conhecimento e leitura do jogo, nos momentos em que as jogadas acontecem, e que nunca se repetem, como resultante de ações voltadas a criatividade e tomadas de decisão, tornando factível os sistemas adotados e baseados no pleno dominio dos fundamentos do jogo, sem os quais os mesmos e prancheta nenhuma neste mundo poderá exequibilizar.
Mas pera lá, fundamentos? Ora meu caro Paulo, o negócio é Academia, malhação, ou você está por fora?
Desculpem, mais sempre ‘me situo como técnico, professor, antiquado, bem sei…
Mas o impactante desta semana no mundo do grande jogo foi a declaração do técnico/presidente de uma equipe da LNB: “Nao conseguimos dinheiro para contratar um treinador. Sendo assim, o torcedor terá que aguentar o Rinaldo como técnico por mais uma temporada, no mínimo”…
No entanto sobrou dinheiro para três americanos, e quem sabe lanche e banho no hotel, em caso de uma derrota fora do esperado…
Finalmente, Uberlândia monta um time a imagem de seu supervisor, para depois contratar um técnico espanhol vindo do Paraguai para dirigí-lo, ou administrá-lo?
Amém.

SE AGITOU, DECRESCEU E PERDEU…

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O NBB6 chegou ao final, e a equipe do Flamengo foi sua lídima vencedora, a qual parabenizo pela conquista, mas no entanto, continuo a discordar da forma como joga, idêntica a de suas adversárias em sua maioria, vencendo-as por ter nas posições de 1 a 5 melhores jogadores que as mesmas, fruto de maiores investimentos, principalmente em jogadores estrangeiros de qualidade.
Laprovittola e Meyinsse fizeram a grande diferença, principalmente o grande pivô, que quando acionado (infelizmente muitas vezes trocado por bolinhas pretensamente eficientes, que foram nesse jogo 8/26, com 16/28 de dois pontos, num clara convergência propiciada por seu oponente…) decidiu alguns importantes jogos com seu impressionante domínio das fintas, do drible e dos arremessos firmes e seguros perto da cesta, sem falar de seu potencial defensivo e reboteiro. Sem esses dois jogadores, a equipe carioca dificilmente levaria o campeonato, pois seus jogadores patrícios se equivalem aos das outras equipes nas qualidades, e principalmente nos defeitos, basicamente os defensivos, já que taticamente atuam no sistema único presente na realidade de todos, em português e espanhol…

Mas algo saltou aos olhos atentos desse curtido professor, e que no afã torcedor da mídia dita especializada, deixou de ser comentado, sequer apontado, a primariedade opcional da equipe paulista nesse jogo em particular, o decisivo, que, apesar do equivoco, quase o levou de vencida.
E no que falhou? Na teimosa e pouco inteligente permissividade pelos longos arremessos, quando vinha eficientemente se comportando muito bem nas ações de 2 em 2, utilizando seus bons pivôs, inclusive pendurando o Meyinsse no terceiro quarto, e cuja continuidade ofereceria a grande chance de vencer uma partida possível, porque não?
Sabedor de que a equipe carioca, pelos jogadores que possuí, que não abrem mão de suas “convicções” pontuadoras, principalmente de fora (vide o Marcos, o Marcelo e o Alexandre), e por isso pouco utilizando seus pivôs, optou o Paulistano pelos arremessos também de fora (5/21) e pelo tico-tico de seus americanos, também abandonando o jogo interno, que comparecia em alta (21/40). Numa simples continha aritmética, em um jogo que perdeu por cinco pontos nos dois minutos finais da partida, se tivesse trocado a metade dos erros nos três pontos (16 tentativas) por tentativas de dois, teria a sua disposição 16 pontos possíveis e mais precisos, logo…
Mas seu técnico, o melhor da temporada (?), assim como seu oponente, ambos da seleção brasileira, preferiram, desde sempre, fazer presenças coercitivas sobre a arbitragem, do momento que a bola subiu para o início do jogo, até seu final, sem serem coibidos como determina a lei do jogo, por juízes mais voltados ao estrelismo, falseando sua única e básica função, aplicá-la com rigor e isenção.
E ao preferirem tal situação, perderam, como a maioria dos técnicos perdem ( e nesse ponto, um comentário do analista da TV de que TODOS os técnicos reclamam da arbitragem, conotando uma inverdade midiática, mas que parece ser bem vinda como “parte do espetáculo”, o que é lamentável…) a fantástica oportunidade de entrarem no âmago do grande jogo, através a minuciosa comparação de seu projeto de preparação com a realidade da competição, nos detalhes, aqueles ínfimos, porém determinantes detalhes técnicos, táticos, e acima de tudo estratégicos de seu trabalho, pois serão melhores profissionais na medida em que diminuam a distância entre diagnose e retificação de suas ações e intervenções técnicas, táticas, comportamentais, afetivas e interpessoais numa equipe de alta competição, aprendizagem essa iniciada na formação de base, e na percepção do quanto representa essa diminuição na real, pois adquirida, compreensão do que ela representa em sua árdua profissão de educador e técnico.
Enfim, mais uma etapa pelo soerguimento do nosso querido basquetebol completou seu ciclo, no entanto, ainda muito aquém de nossas necessidades, principalmente tão próxima de 2016, numa constatação bastante evidenciada, a de que nosso grande óbice no grande jogo percorre o caminho das carências técnicas, onde uma escola como a ENTB de forma alguma prefacia mudanças, mais sim endossa o que aí está, e onde o primado da meritocracia cede seu estratégico lugar ao compadrio e a mesmice endêmica que asfixia o grande jogo entre nós.
Gostaria imenso que investíssemos em novos sistemas de preparo de base e do jogo em si, e que fosse dado mais espaço de mídia às nossas realidades regionais nesse imenso e injusto país, em vez de vermos a cada dia que passa a solerte e maliciosa imposição de uma cultura absolutamente impraticável em nosso país, pois alimentada por quantitativos astronômicos, muito longe de nossa realidade econômica e social, porém muito próxima de uma turma que ama o que não consegue, e que segue teimando por migalhas advindas de sua consentida colonização.
Amém.

Fotos – Paulo Murilo e André Raw. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

 

SE ACALMOU, CRESCEU E VENCEU…

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Ficou quieto, deixou os juízes fazerem seu trabalho em paz, continuou, mais comedidamente, a incentivar seus jogadores, e fez valer na prática um comentário feito numa entrevista anterior, quando afirmava – “ Precisamos acertar mais cestas, não chutar menos. Nosso time é isso mesmo, estamos livres, precisamos chutar. Se a defesa deles deixar a gente chutar, a gente vai arremessar, não tem essa”-

E não deu outra, sua equipe venceu arremessando 16/36 de dois pontos, 12/35 de três, numa convergência atroz, e mais 15/17 de lances livres, enquanto a equipe de São José convertia 16/32, 8/24 e 12/17 respectivamente, numa partida mais perto de um duelo de lançamento de bolinhas ante defesas inoperantes fora do perímetro, do que um verdadeiro jogo entre equipes  e, o principal, defensivamente bem treinadas.

Aliás, é algo de intrigante ambos os técnicos pedirem seus tempos e empunharem suas pranchetas, para elaborarem jogadas punhos, chifres e correlatas, para, no seguimento do jogo seus jogadores tornarem a se entregar com volúpia ao duelo exterior, arremessando de todas as formas, equilibradas ou não, quase sempre sem uma simples contestação defensiva, onde um americano toma o jogo em suas mãos convertendo 30 pontos em meio ao um desmando defensivo imperdoável.

Vencido o jogo e a indicação de melhor técnico da temporada, o jovem paulista precisa provar no próximo sábado que o “não tem essa” que professa publicamente mereça vencer a competição, ante um adversário que ostenta uma azeitada artilharia similar a sua, com um técnico que professa a mesma “filosofia”, um mais bem postado jogo interior, e uma defesa que às vezes funciona, que é o aspecto que definirá a finalíssima, vencendo aquela equipe que contestar fora do perímetro com maior qualidade, e priorizar o jogo interno somente factível com a participação efetiva e abnegada dos armadores, ações estas conflitantes com artilharias externas e americanos centralizadores e individualistas.

Vamos ver o quanto de “proficiência” assistiremos numa arena repleta e pulsante, ávida pelas bolinhas e enterradas fenomenais, mas que premiará aquela equipe que otimizar cada ataque que realizar, cada defesa que impuser, ou em outras palavras, esquecer por um jogo apenas, e final, que bolinhas nem sempre ganham jogos, quiçá, campeonatos…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

DESTUMULTUANDO…

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Começa o jogo, e para variar uma bola de três para cada lado é detonada, como querendo afirmar quais os rumos que ambas as equipes pretendem direcionar, num hábito largamente divulgado no âmbito das franquias da LNB.

Antecedendo um pouco ao seu início, um ligeiro toque no transmissor FM atado ao árbitro, sinalizando que sua senhoria está conectando seus conhecimentos técnicos que serão divulgados pedagógicamente aos ignorantes tele ouvintes ligados ao mesmo, assim como os saudáveis diálogos que travará dali em diante com jogadores e técnicos, todas atitudes altamente dispensáveis face as regras do grande jogo, da qual é seu executor, jamais legislador…

“Atenção que vou lançar a bola muito alta, para depois vocês pularem”, instrução óbvia ao bola ao alto para a platéia ignara de casa, e dois jogadores por volta dos 2.10m de altura, todos convencidos de que a bola terá de realmente ir bem alta, afinal…

No entanto, desta vez a arbitragem agiu rapidamente quanto ao cenário que ensaiava se repetir do jogo anterior, e com uma falta técnica refreia o jovem técnico do Paulistano, e de tabela o de São José, que daquele momento em diante se perde em irônicos olhares e gestos, em vez de se concentrar firmemente nos problemas de sua equipe, talvez mais perdida do que ele ao se ver tolhida em sua tentativa de pressionar a arbitragem, como é de seu hábito fazer.

São José, de certa forma repetiu a fórmula vencedora do Flamengo de véspera, forçando o jogo interior, onde o substituto do contundido Caio, o americano Nelson, se impôs com força e técnica, desmontando aquele setor da equipe segunda colocada na classificação, e que não encontrou antídoto a altura, se perdendo nos longos arremessos, e na pífia marcação em ambos os perímetros, o que incentivou também seu oponente aos tiros longos, que se substituídos pelas penetrações teria alcançado um placar mais elástico do que foi conseguido.

Mas algo de inusitado aconteceu em um dos comentários feitos pela entrevistadora e pelo analista da TV, a que reporto aproximadamente: Repórter – “O Gustavinho foi a mesa e sarcasticamente pediu para que seus tempos fossem cedidos ao Zanon. Não deu instruções a seu time no tempo de São José, e disse que o melhor a fazer era arrumar suas coisas e voltar para são Paulo”…

Comentarista – “Não concordo com a posição dele, tem de respeitar o seu adversário”…

Repórter – “O fato dele ter somente 33 anos pode ter influenciado nisso?”…

Comentarista – “Acredito que sim”…

Como podemos testemunhar, o birrento técnico rapidamente se firma como uma personalidade ambígua, entre o discurso técnico tático e o comportamento passional, que anula a capacidade analítica e metódica, necessária às tomadas de decisão, naqueles momentos onde a calma, a paciência e a concentração absoluta definem a medida mais indicada a ser tomada junto a equipe, que tenderá a responder com as mesmas qualidades advindas de seu líder, pois em caso contrário o melhor a fazer é “arrumar suas coisas e retornar para…”

O quarto jogo na sexta feira definirá qual o caminho e a opção a ser tomada pelo jovem técnico, a raivosa, agitada e agressiva liderança, principalmente voltada para a arbitragem, cegando e obliterando suas decisões, ou a calma e paciente observação do que ocorre na quadra de jogo, basicamente sobre sua equipe, pois a adversária é conhecida e testada. Torço para que consiga, ao menos, se acalmar…

Amém.

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INSIDE…

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Ele finalizou de muito perto, a media distância, nos lances livres, de lado, de costas e de frente, fintando e driblando com maestria, se deslocando em velocidade, brecando quando necessário, iludindo quem o marcava (mandou três deles para o banco com 5 faltas), marcou com determinação, reboteou como nunca e bloqueou com presteza e refinada técnica, e se não bastasse tudo isso, fez 34 pontos!

Muito mais poderia ter feito, não fosse a pequena ciumeira dos elásticos de sua equipe, que no segundo quarto resolveram “matar” lá de fora, privando o grande jogador de seu instrumento afinado naquela noite, a bola. Mas, logo perceberam que o jogo seria ganho (e por que não os outros…) jogando lá dentro, tirando partido de um grupo de bons jogadores altos e técnicos que se lançados pelos bons armadores que possuem, não encontrariam rivais a altura, mas para tanto, alguns especialistas teriam de abdicar um pouco de suas àureas, incensadas e marqueteadas por uma midiática e ignorante entourage, que muito entrava o desenvolvimento do grande jogo em nossa terra.

E a receita para soerguê-lo passa irremediavelmente pelo conhecimento do que seja atuar lá dentro, inside, com um, dois e até três alas pivôs, que se aproximando da envergadura de um Meyinsse (e nós os temos), e aprimorados nos fundamentos (ainda claudicantes, vide o Felicio…), nos colocaria muito à frente de onde nos encontramos no cenário internacional, e que para tanto devemos desenvolver novas formas de treinamento, novas didáticas voltadas aos jovens, destinando os longos arremessos àqueles poucos realmente especialistas, e não essa hemorragia inestancável de bolinhas, arremessadas pela maioria dos integrantes de todas as equipes nacionais.

Enfim, pudemos ontem assistir o que representa o jogo interior bem jogado, que de 2 em 2, e de 1 em 1, alcança números mais do que suficientes para vencer partidas e campeonatos.

Espero que na final possamos assistir, talvez uma outra forma de atuar, que não essa absurda e medíocre maneira que nos impuseram a forceps.

Amém.

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A ARTE DO TUMULTO II…

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O jogo estava ruim para o Paulistano, não jogavam com confiança, muito mal mesmo, conforme reconhecia seu técnico em um dos primeiros tempos pedidos, e que se continuasse daquela forma uma derrota seria inevitável…

Então, comecemos a tumultuar o jogo, reclamando, invadindo quadra, gesticulando até em cobrança de lateral, indo à mesa reinvidicar lá o que fosse, travando diálogos consentidos com uma “arbitragem pedagógica e antenada”, para desprazer e incredulidade de uma audiência que somente desejava assistir a um bom jogo de playoff, e não uma demonstração de desrespeito e imagem circense, vindas de um muito jovem técnico absolutamente crente de que seja esse o caminho a ser seguido em sua trajetória de gênio das quadras, o que não é com certeza…

Paralelamente ao descalabro comportamental de um lado, viu-se uma equipe, que dominava o jogo até o terceiro quarto, ceder um campo inimaginável a um adversário semi batido, mas não morto, embalado que se encontrava pelo alto grau de pressão sobre uma arbitragem permissiva e confusa, permitindo com sua omissão tática e técnica uma reação fulminante, onde até os tempos pedidos demonstravam o enorme fastio e distanciamento entre comandante e comandados, fatal num momento de decisão, onde o entrelaçamento e confiança devem se fazer presentes para um resultado final positivo.

Desfalques e contusões podem ser relacionados como causadores de derrotas, mas não com a dimensão de um quarto final acachapante e constrangedor.

Tem por obrigação, a comissão de arbitragem da LNB, reduzir as interferências de técnicos sobre juízes, sob a real ameaça de desqualificação dos mesmos perante a decisiva confiança que os cercam na condução isenta e técnica de um campeonato nacional, e para tanto basta a aplicação rigorosa das regras do grande jogo, sem papos pedagógicos e transmissões midiáticas.

Amém.

 

Em Tempo – Nesse jogo cometeu-se a barbaridade de 34 (17/17) erros de fundamentos, o que dá seriamente o que pensar em jogo da elite.


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A ARTE DO TUMULTO I…

 

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Sejamos breves, suscintos, ao relatarmos uma arte bem antiga, aquela que muda o foco de uma ação de perda iminente, tumultuando-a de tal forma que, possivelmente possa ser revertida, virando a roda da fortuna para uma improvável vitória…

Sou macaco velho nessa história, não como utente, mas presente na maior escola dessa arte, nas duas temporadas que trabalhei no Flamengo da era Togo Renan, mestre inconteste da mesma, e inclusive relatei algumas passagens a respeito aqui no blog. Logo, vejo com preocupação jovens técnicos enveredarem numa atividade “fio de navalha”, pois penderá seu corte a uma aleatória realidade, positiva ou negativa em sua trajetória profissional.

Numa partida duríssima, onde seu maior ícone, mestre nos longos arremessos, vem encontrando nos defensores mogianos uma contestação firme e eficiente, a ponto de ensaiar simulações de faltas em suas tentativas, projetando o corpo para os lados após os lançamentos, mas não encontrando nas arbitragens as respostas pretendidas, que foram três no jogo anterior e duas nesse em particular, viu-se a equipe carioca inferiorizada ofensivamente, disparando no comando a enxurrada de reclamações e acintoso gestual na direção de uma arbitragem insegura e permissiva quanto às mesmas.

Dessa forma, o jogo foi sendo levado sem maiores dilatações na contagem, até que, numa improvável situação, o pivô reserva Felicio, deixado solto fora do perímetro pelo seu defensor que “pagando para ver” permitiu ao mesmo dois arremessos de três que recolocaram a equipe carioca no jogo, para na jogada final, onde nada do que foi estabelecido (e nem poderia naquelas circunstâncias…) na prancheta ocorreu na verdade, e sim, e por mais uma vez, deixado livre por não acreditarem os defensores mogianos da possibilidade definidora do jovem pivô,”pagando para ver” por mais uma e derradeira oportunidade, perdendo um jogo que poderiam ter ganho, com certeza.

Duas coisas me preocupam, uma a da continuidade inputativa de técnicos tentarem reverter situações negativas de jogo, tumultuando-o proposital e conscientemente, numa vertente ascendente que põe em risco decisões em jogos importantes nas classificações finais de um campeonato, a outra, e que não seja uma continuidade do que estamos assistindo corriqueiramente, o posicionamento ambíguo de jovens pivôs em suas tentativas nos longos arremessos, pois das duas uma, ou os tornarão “especialistas” nos mesmos, sem que habilidades nas penetrações, nos dribles e nas fintas, que são fundamentos básicos aos alas pivôs sejam convenientemente ensinados, ou se manterão pivôs de força sem as habilidades  mencionadas, o que seria um enorme desperdício, numa geração de jovens altos, ágeis e velozes,  e que merecem atenções do mais alto nível, para transformá-los nos jogadores polivalentes de que tanto precisamos.

Amém.

Em Tempo – O Flamengo venceu a partida arremessando 13/30 bolas de três, 17/34 de dois e 7/9 lances livres, contra 11/26, 18/40 e 9/13, respectivamente por parte de Mogi, e ambas as equipes cometeram a incrível marca de 29 (16/13) erros de fundamentos.

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“NÃO TEM ESSA”…

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(…)Nesta quinta-feira, o Paulistano tentou 30 bolas de três e converteu apenas sete, em um aproveitamento inferior a 25%. O técnico Gustavo de Conti tem a solução para a próxima partida:

- Precisamos acertar mais cestas, não chutar menos. Nosso time é isso mesmo, estamos livres, precisamos chutar. Se a defesa deles deixar a gente chutar, a gente vai arremessar, não tem essa- justifica o treinador.

Na partida, o São José acertou 12 bolas de três pontos em 21 tentativas, em um aproveitamento muito superior ao do Paulistano.(…)

(Trecho da matéria “Eu assumo a culpa” publicada no Globoesporte.com em 16/5/2014).

Bem, esse é um relato surpreendente, ainda mais partindo de um técnico exigente em suas táticas, quase dogmático quanto à movimentação e deslocamentos de seus jogadores, dentro dos rígidos sistemas que emprega e demonstra, sofregadamente, em sua prancheta a cada tempo que usufrui no transcorrer de uma partida, somados à sua intensa e sufocante atitude ao lado da quadra onde se divide em cobrador agitado e impositivo de jogadores, e pressionador contumaz das arbitragens, comentando inclusive que “apitou contra minha equipe, reclamo mesmo”…

Na verdade, e num ponto pode ter razão, ao afirmar- “Se a defesa deles deixar a gente chutar, a gente vai arremessar, não tem essa”…

Mas “essa” o que? Críticas ao desperdício doentio de só arremessarem de três, inclusive em contra ataques, pois na maioria das vezes equipes apostam na baixa produtividade das bolinhas “pagando para ver” jogadores com técnica medíocre arriscarem um brilhareco midiático, em vez da aproximação mais eficiente, porém exigente nas técnicas fundamentais? Ora, ora jovem técnico, arremessos mais próximos, por apresentarem eficiência relevante, permitem que de 2 em 2 otimizem os esforços de todos a cada ataque realizado, já que as perdas são menores, vencendo partidas, e não os números desse jogo em particular, que apresentaram o seguinte resultado quanto aos longos arremessos: 7/30 (ou 21 pontos) para sua equipe, e 12/21 (ou 36 pontos) para São José, 15 a mais no placar, que se trocada a metade das perdas (10,5) por arremessos de 2 pontos, venceria um jogo que perdeu por 5, mesmo que seu adversário usufruísse da mesma condição, pois somariam somente 9 pontos a mais em seu resultado.

No fundo, no fundo, assumir a culpa taticamente não redime uma outra, a de se permitir morder iscas travestidas de “pagar para ver”, inclusive assumidas por seus próprios jogadores em muitas situações, pois as técnicas de empunhadura, precisão, equilíbrio e força, necessárias ao especialista dos três pontos, não são factíveis a qualquer jogador, que mesmo assim têm de ser contestados (o festejado “fator sorte”…), e sim para uns poucos, disputados a peso de ouro pelas maiores ligas do mundo, em cujas equipes seria inadmissível que, como a que dirige, 7 jogadores se julguem capacitados, assim como 6 de seu oponente, na difícil e seletiva arte dos longos arremessos, sem que sejam refreados em suas equivocadas escolhas, direcionando-os a melhores, tática e tecnicamente falando.

O “hoje elas não caíram” mas no próximo “cairão”, é bem o reflexo do basquetebol que estamos ensinando e divulgando no seio da formação de base, e cujos resultados e reflexos estamos colhendo nos embates internacionais, vide a derrota de nossa seleção masculina sub-18, ontem, para a equipe do clube Joventud Badalona, no International Junior Tournement Euroleague 2014, por 69×43, onde elas por certo, “não cairam”…

Quanto ao jogo em si, mais um festival das midiáticas, confusas e controversas pranchetas, onde a clareza cede espaço ao…Deixa pra lá…

Amém.

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A MEDONHA REALIDADE, MEUS DEUSES…

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Caramba, quis ver e apreciar o jogo, me interessar pelos sistemas, me deleitar com bem estruturadas jogadas, precisos e oportunos arremessos, defesas bem concatenadas e antenadas, mudanças táticas de jogo, enfim, assistir a algo impactante e revelador, porém…

Vi, e todos viram, uma dupla de americanos se constituir em uma equipe à parte, contabilizando 51,1% dos pontos, de fora e de dentro, definindo um jogo desigual perante um aglomerado de jogadores, onde oito deles arremessaram dos três pontos, que somados aos seis do Paulistano que também amassaram o aro de longa distância, perfizeram quatorze em vinte e quatro jogadores “especialistas” nas famigeradas bolinhas.

No jogo de ontem, entre o Flamengo e o Mogi, quinze de vinte e quatro jogadores também perpetraram longos arremessos, onde a somatória dos dois jogos atingiu a incrível marca de 29/48, ou 60,4% da totalidade de jogadores das quatro equipes arremessando dos três pontos, sem dúvida alguma um recorde mundial. Mas o irônico disso tudo foi o absurdo desse monumental desperdício, traduzido em 40/109 arremessos, 36.6% de aproveitamento, ou seja, para cada 10 tentativas somente 3 eram aproveitadas, fazendo com que 69 ataques resultassem em perda de tempo e esforços, bastando que somente a metade das perdas fosse revertida em tentativas de dois, para que o resultado das duas partidas sofresse uma substancial mudança, na contagem e até nos vencedores.

Como vemos, estamos desenvolvendo uma nova maneira de jogar o grande jogo, convergindo, lateralizando e contornando o perímetro externo, procurando espaços para as bolinhas, praticamente ignorando o interno, sendo tal tendência um produto direto da falência do ensino defensivo nas divisões de base, onde cada vez mais se firma a predominância dos longos arremessos, e naquelas poucas projeções internas, as enterradas midiáticas e definidoras qualitativas dos futuros jogadores, numa espiral evolutiva que desagua na divisão de elite, com jogadores defensivamente deficientes, porém pretensamente equipados com habilidades pontuadoras nas bolinhas e nas enterradas que “levantam as torcidas”…

Paralelamente a todo esse horror, vemos técnicos que querem porque querem participar de todos, absolutamente todos os movimentos táticos e técnicos de seus jogadores, através encenações ao lado, e até dentro da quadra,  tutelando a todos, inserindo-se em seus movimentos, sem exceções, como se o espetáculo lhe pertencesse, total e ditatorialmente, mas sem respostas quando alguns deles tomam as rédeas do jogo, e corajosamente o vencem, de uma forma impulsiva e muitas vezes caótica, livrando-se momentaneamente dos grilhões coercitivos e impostos.

E como numa festa, não poderia faltar a última moda da arbitragem pedagógica, que nada mais retrata do que uma exibição gratuita e dispensável  de autoritarismo, transmitida à cores e som estereofônico, em uma atividade que deveria privilegiar tão somente a sensatez e a correta aplicação das leis do jogo, nada mais.

Por tudo isso é que manifesto um sentimento de medo com o nosso futuro nas competições internacionais que se avizinham, principalmente 2016, onde corremos o serio perigo de testemunharmos um fracasso, sem precedentes, ocorrer numa competição do mais elevado nível em nossa própria casa, o que seria um desastre.

Amém.

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