NOVOS, TRISTES E LAMENTÁVEIS TEMPOS…

 

“Oi Paulo, já soube que os seus últimos seis artigos bombaram no acesso ao seu “humilde ” blog, e também no Face, demonstrando que você ainda se encontra vivíssimo, atuante e lúcido aos 80!!!! Muito legal e parabéns!! Vai parar por aí, ou ensinará algumas dicas para superarmos a “mesmice endêmica que afoga o grande jogo tupiniquim?”…

Atendi o telefone bem tarde da noite de ontem para ouvir o recado acima, vindo do tal amigo que jamais me permite um momento, por menor que seja, de relaxamento técnico conjuntural, mesmo, e confirmo, aos 80!! E mesmo cansado de um dia de reformas aqui em casa, posso afiançar que, na medida do possível, continuarei a batalhar a boa luta, aquela que vem do fundo da alma, convicta, lúcida, aberta, democrática, e acima de tudo, competente e inquisidora, sim, profundamente inquisidora, pois cansada de tanta estupidez e incúria, em nome de pseudos doutores no grande jogo, ciosos de seus poderes de conhecimento e argumentações acima do patamar que congrega os demais mortais, coercitivamente ajoelhados perante falsas genialidades, construídas por cima do trabalho alheio, garantidas pelo elevado e interesseiro Q.I. manipulado pelo escambo político, midiático, econômico, afastando o mérito técnico, educacional e cultural que deveriam ser os elementos mais importantes e estratégicos na escolha para o comando, liderança e confiabilidade, frente aos jovens desse imenso, injusto e desigual país/continente…

Mas dia virá em que o bom senso se fará presente, obrigatoriamente, se quisermos navegar por águas menos conturbadas e armadilhadas, onde os imorredouros exemplos do ontem, aplainando os caminhos do hoje, projetarão um amanhã esperançoso em dias melhores, ricos e repletos de conquistas, facultadas pela justiça e pelo verdadeiro, autêntico e não osmótico conhecimento, tão esquecido em nome de pastiches e equívocos letais, modismos desses novos tempos, tristes tempos, lamentáveis tempos…

Creio que agora basta, simples assim, basta…

Amém.

Foto – Arquivo pessoal. Clique duplamente na mesma para ampliá-la.

 

Em tempo – Uma dica, pediu o amigo, sim tenho uma, longamente defendida aqui nesse humilde blog, contida numa simples sugestão – Reúnam com urgência as excelentes cabeças pensantes que ainda teimam em amar, compreender, conhecer e ensinar o grande jogo, colocando-os num largo recinto, divididos em pequenos grupos discursivos, num brain storming de respeito, a fim de discutir, formular e divulgar conhecimentos forjados por longos e longos anos de quadra, emergindo conselhos, documentos e experiências válidas por terem sido intensa e longamente vividas, que são aquelas que determinam o progresso de qualquer modalidade desportiva, servindo de balizadores para as novas gerações de professores e técnicos, envolvendo e motivando-os ao mérito de suas atuações, e não ao compadrio atual, descerebrado do tosco Q.I… PM.

O LEGADO A SER SEMPRE LEMBRADO…

 

“Se quisermos vencer lá em Franca, temos de fazer o jogo perfeito”, afirmava o jogador Marcos do Flamengo dias antes da grande final. E não deu outra, sua equipe, senão atingiu a perfeição, chegou bem perto, com uma atuação segura, lúcida no jogo interior (18/36, mesma contagem de Franca), arremessando de fora com mais parcimônia (9/25 contra 5/23), 18/21 contra 21/26 nos lances livres, parelhos nos rebotes (38 e 34), e com poucos erros (11 e 8), atingindo o placar de 81 a 72, vencendo com justiça e brilhantismo a maior competição do basquetebol brasileiro pela sexta vez em onze edições…

No entanto, o fator que mais sobressaiu na grande vitória da final, foi o sentido coletivista dos rubro negros no ataque, sempre atuando com dupla armação em combinações fatorais entre os quatro jogadores da posição da equipe, não permitindo quedas substanciais de aproveitamento ofensivo, a não ser em algumas situações quando não contavam com a presença do Balbi em quadra, e a grande noite dos homens altos em constante movimentação dentro do perímetro, envolvendo seguidamente a defesa francana, com pivôs mais fortes, porém mais lentos do que os lépidos rubro negros…

Do outro lado, um Franca reticente e mais falho nos teimosos longos arremessos do que a turma carioca, defendendo mal em momentos chaves da partida, como no primeiro quarto, cuja diferença no placar não soube recuperar nos demais, tentando nos 3 pontos ações que se tivessem sido aplicadas no interior do perímetro, onde alcançaram a mesma produtividade que seus adversários (18/36), sem dúvida poderiam obter um resultado mais favorável do que seus 5/23 de fora, numa continha que não me canso de lembrar daqui desse humilde blog, ou seja, se trocasse a metade dos falhados arremessos de 3 (no caso 11 tentativas) por outras de curta distância, insistindo mais no jogo interior, poderia ter vencido uma partida perdida por 9 pontos, ou não? Façam as continhas…

Disciplina tática, mesmo em situações críticas, se constitui em estratégia básica de jogo, onde a mais correta possível leitura de jogo define o desfecho favorável, ou não, de uma partida decisiva, onde jamais caberá o arrivismo ou as tentativas aventureiras baseadas no “se caírem as bolinhas” vencemos o jogo, só que não caíram, logo…

Não fosse o incorrigível fato das trocas frequentes desnecessárias no transcorrer da partida por parte dos rubro negros, quebrando sequências ofensivas bem concatenadas de um quinteto em quadra, ainda mais se o mesmo estava se saindo melhor ainda defensivamente, a equipe carioca poderia se alongar na contagem ainda no segundo quarto, mas o troca troca parece ser algo previsto pela necessidade da minutagem de seus galardoados jogadores, fator que terá de ser revisado para a próxima temporada, se desejar emplacar um sétimo título nacional…

No mais, parabenizo o Flamengo atual, que ainda precisa comer muito feijão para se aproximar do histórico legado construído e deixado pelo mítico Togo Renan Soares na Gávea, entupindo o maracanãzinho (com seus originais 25000 lugares) em jogos e campeonatos memoráveis…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV e divulgação LNB. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

 

O PAÍS DO FUTURO…

 

Você que é macaco velho, ou melhor, orangotango idoso, lúcido, experiente, observador, e para lá de precavido, ao olhar a foto acima, de saída conclui de que se trata de um grupo de jogadores com a insegurança estampada em suas feições, importando, e muito, um resultado que afastará a equipe de um Mundial ansiado e sonhado por todos eles, tão jovens, e tão desamparados do ferramental básico para a consecução do acalentado sonho, um preparo criterioso, justo, baseado num planejamento bem estruturado face a sua inexperiente juventude, que mesmo sendo muito talentosa, necessitaria de um preparo contundente nos fundamentos do jogo, muitos fundamentos, a fim de se posicionarem positivamente ante sistemas de jogo ofensivos e defensivos a que teriam acesso (o que certamente não ocorreu, ficando bitolados ao sistema único), e que sem o domínio pleno dos mesmos, poucas chances teriam para executá-los com sucesso, em oposição ao que, infelizmente aconteceu, quando ao término do quarto jogo na competição, alcançaram 20.2 erros em média (22/18/18/23), enquanto seus oponentes cometeram 15.7 (17/20/15/11), numa diferença significativa nessa idade (sub 16), assim como as baixíssimas porcentagens nos arremessos, a saber, 43.6 nos de 2 pontos, 16.4 nos de 3, e 57.1 nos lances livres, números muito aquém do mínimo exigido numa competição internacional, mesmo nessa categoria de 16 anos, etapa ideal para ensiná-los e corrigi-los na busca das técnicas mais adequadas para realizá-los, principalmente numa seleção nacional…

No entanto, mesmo com números um pouco melhores, ficaram esses jovens a mercê de um inexistente e planificado plano de jogo, onde o individualismo exacerbado dos armadores, encontraram incentivo permanente da direção técnica da equipe, como que desviando o protagonismo de um jogador que nos torneios continentais de sub 14 e 15, obteve números superlativos a sua idade, contribuindo em mais de 50% na pontuação daquelas equipes, conquistando os MVP’s nas duas competições. Sem dúvida alguma Motta não se saiu bem nessa importante competição, que culminaria na classificação ao Mundial, por um simples e objetivo detalhe, não lhe foi permitido jogar como deveria fazê-lo, obrigado a ceder espaço tático, e até estratégico aos armadores pontuadores (ou que deveriam sê-los), retirando, e até anulando (diria, auto anulando) uma grande e importante arma da equipe, por motivos que não ouso sustentar, considerando sua seriedade e proposital (?) objetivo…

Foi um desastre previsto desde o primeiro jogo, culminando com a derrota para uma equipe representativa de um país, a República Dominicana, com uma população de 10.7 milhões, e tendo perdido antes para o Uruguai com seus 3.4 milhões, Canadá com 37 milhões, e vencendo Porto Rico com seus 3.1 milhões de habitantes, todos fortes adversários de uma nação continente de 200 milhões, ou mais, provando de forma inconteste sua fragilidade sócio cultural esportiva nas formações de base de seus futuros desportistas/cidadãos. Mais trágico do que isso, impossível, realçado por escolhas equivocadas de inexperientes, ou mesmo, pseudos líderes, para comandar e liderar esse processo educacional de uma juventude órfã de amparo e incentivo em sua candente busca por uma educação de qualidade, direito presente e garantido (?) pela Constituição deste imenso, desigual e injusto país…

Foi-se a classificação ao Mundial, que seria um passo importante no processo de soerguimento do grande jogo tupiniquim, alijado por uma tomada de decisão que, em nome de uma política qualquer, premia currículos formados por trabalhos não autorais, signatários de ações e iniciativas de outrem na formação de base, mesmo precária, mas ainda existente em algumas escolas e clubes espalhados por este imenso país, premiando os oportunismos regados com verbas oficiais de incentivo concentradas em dois ou três “centros de excelência”, deixando de lado profissionais calejados e experientes, porém nulos em políticas e votos de ocasião, professores e técnicos de raiz que são, insubstituíveis em qualquer nação educacionalmente séria, que nos tem vencido sistemática e continuamente, até um dia em que tomarmos vergonha na cara, pusilânimes que temos sido até agora na defesa e socorro de nossos sempre esquecidos jovens…

Oportunidades como a que jogamos pela janela da história, deveriam servir de exemplo para não serem repetidas, claro, na medida em que se faça presente o peso do mérito, do conhecimento, da experiência, e principalmente, o do saber adquirido em muitas décadas de trabalho, e não através o falso conhecimento adquirido de forma osmótica em cursinhos e estágios de ocasião, muito mais regados a turismo e selfies auto promocionais  do que uma aprendizagem realmente atuante, repleta de experimentos e buscas por algo realmente inovador e autoral, e não cópia do que que “dá certo”, logo, aplicáveis sem maiores “complicações”…

Um ciclo importante para o nosso basquetebol foi interrompido, mas não encerrado, dependendo do que pretendemos realizar de proveitoso daqui para diante, e sugiro fortemente desde já, que a CBB reúna em torno de uma mesa as cabeças realmente pensantes do grande jogo do nosso país, para estabelecerem um processo didático pedagógico de ensino adequado a imensidão geográfica e demográfica que nos define como o eterno país do futuro, definição esta que devemos urgentemente mudar, para não afundarmos de vez, não só no basquetebol, nos desportos em geral, mas, no sentido mais amplo de nação, deseducada e culturalmente mal educada, princípio, meio e fim do bom combate, do valer a pena viver, trabalhar e produzir aqui…

Amém

Fotos – Reproduções da TV e Arquivo próprio. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

A TRISTE E LAMENTÁVEL FORÇA DE UM “VÃO SE F….!!”…

 

Nossos futuros jogadores a nível de seleção nacional estão em quadra, disputam em Belém a Copa América sub 16, classificatória ao Mundial sub 17, com quatro vagas disponíveis para as Américas, numa ótima oportunidade para participar daquele importante torneio, fundamental para a retomada do grande jogo em nosso país…

No entanto, algo preocupa bastante, a preparação da equipe para este salto qualitativo tão importante, teimosamente entregue a técnicos iniciantes, inseguros e despreparados, numa faixa etária que deveria ser liderada pelos profissionais mais bem preparados e experientes que temos, capazes de minimizar os possíveis erros, que se tornam irreparáveis quando nas mãos daqueles que mantêm distanciados os princípios  da diagnose e da retificação em seu trabalho técnico individual e coletivo, que quanto mais próximos, maiores serão os resultados positivos de um trabalho meticuloso e de alta e refinada técnica…

Antes de analisar a produtividade da equipe em plena disputa (já realizaram três jogos, contra Porto Rico, Canadá e Uruguai), fui buscar na internet informações mais detalhadas sobre o técnico nomeado pela CBB para a competição, encontrando duas entrevistas veiculadas pelo blog Área Restritiva, aqui e aqui destacadas, e que muito auxiliam nos comentários que exporei a seguir: – Lendo-as atentamente, sugerindo que o leitor o faça também, encontramos nitidamente as explicações sobre a forma de atuar da jovem seleção, referendadas pelo próprio entrevistado, com respostas que refletem com precisão o que está sendo visto e testemunhado em quadra, por todo aquele que se interesse minimamente pelo grande jogo, principalmente como são preparadas e treinadas as jovens equipes em nosso país, sendo, inclusive, comparadas pelo entrevistado com a de outros países, numa análise que o coloca de frente com suas próprias pretensões de se tornar o melhor técnico nacional, tendo a si próprio como o ente mais crítico, tornando-o imune às críticas além das suas previamente estabelecidas, num exercício unilateral nada recomendável num trabalho de interesse público no âmbito desportivo e educacional, do qual faz parte como professor e treinador…

Também intrigante a entrevista dada pelo técnico da seleção principal, Alexander Petrovich, no intervalo do primeiro jogo contra Porto Rico, dada ao comentarista televisivo da emissora paraense, quando mencionou as grandes diferenças que separam a preparação de base brasileira com a europeia e a argentina, enfatizando, entre outros fatores, o comportamento individualista de nossos jogadores em face ao coletivista dos europeus, colocando esse fator como o maior defeito da nossa formação de base, assim como a deficiência no ensino dos fundamentos básicos do jogo, resultando em jogadores inferiorizados frente aos americanos e europeus, coincidindo com o testemunho do atual técnico dessa seleção sub 16…

Que, no entanto, não tem apresentado explicações razoáveis sobre o comportamento técnico tático da equipe que dirige nessa importante Copa América, que vem apresentando a média de 19.3 erros de fundamentos por jogo, 42% (63/150) nos arremessos de 2 pontos; 16,6% (11/66) nos de 3 pontos, e 55,5% (35/63) nos lances livres, mostrando sérias deficiências nos diversos arremessos tentados e aproveitados, tendo imensas dificuldades contra defesas zonais, e grave ausência de um sistema ofensivo consistente, restando aos jogadores as sucessivas investidas de caráter individual, arrivistas e aventureiras, atitudes mais para um bando do que uma equipe treinada e ajustada, mesmo com uma preparação em tempo hábil, porém equivocada e inadequada para uma competição desse porte, numa prova inconteste da inadequação de uma comissão técnica inexperiente e despreparada para o comando. Com a derrota de hoje para o Uruguai (68 x 55), depois de perder para o Canadá (90 x 67), e vencer Porto Rico (72 x 58), a jovem equipe tem de vencer a República Dominicana na próxima sexta feira, se quiser a classificação ao Mundial sub 17 na Bulgária…

No entanto, se porventura esse comentário for taxado de injusto, parcial, ou outra conotação menos nobre, incluo um pequeno vídeo realizado num dos pedidos de tempo no terceiro quarto desse jogo com o Uruguai, como prova indiscutível da precariedade emocional e técnica de um treinador e professor (?), que se dirige a um grupo de jovens da forma mais abjeta e indesculpável possível, e que em hipótese alguma pode ser admitida perante o importante cargo que ocupa, como o líder educacional e desportivo de uma equipe representativa do futuro da modalidade nesse imenso, injusto e desigual país, que precisa ser resgatada através um trabalho bem planejado, executado com competência e conhecimentos comprovados, e não por ações e atitudes de tal monta, como a que recordaremos a seguir, lamentavelmente…https://www.youtube.com/watch?v=RMjxwBBSNYI

Agora temos uma robusta e irretocável resposta…

Amém.

Vídeo – Reprodução da transmissão da TV Cultura do Pará. Clique no link para acessa-lo.

 

OS IANQUES ESTÃO CHEGANDO…

Ginásio Gilberto Cardoso a meia boca (5760 espectadores para 12000 assentos), com torcida minúscula do Franca protegida por dois PMs portando escopetas num recinto fechado, numa precaução exagerada; setor de imprensa ao nível do solo atrás de uma das tabelas, privando-os de uma visão ampla da quadra (mas pelo que comentam e analisam estava de bom tamanho), e jamais imaginei tantos jornalistas especializados reunidos num jogo nacional, na medida em que a mídia se volta totalmente para a NBA, com seus jogos e campeonatos fartamente comentados e analisados, pinçados dos seus congêneres americanos; batidão ensurdecedor, e uma novidade, locutor/torcedor inflamando a torcida, aspecto que não deveria ser permitido numa quadra efervescente e passional…

Quanto ao jogo, bem, apresentou um Flamengo comedido na correria, atento aos arremessos fora do perímetro da turma francana, e o mais importante, cedendo espaços às suas penetrações para exercer um fortíssimo bloqueio interior, antecipativo e físico, controlando o rebote defensivo com vigor, e lá na frente, priorizando os médios e curtos arremessos através seus alas pivôs muito bem municiados por uma competente e dinâmica dupla armação, por todo o tempo da partida. Se arremessassem um pouco menos de três pontos (foram 5/21 contra 6/26 de Franca), insistindo mais nos dois pontos (22/42 contra 16/26), venceria por uma margem ainda maior, pois o domínio de seus homens altos em muito superou os de Franca, inclusive nos rebotes (43 a 30), que em várias ocasiões preferiram tentar arremessos de fora, esvaziando ainda mais o perímetro interno rubro negro…

Foi um jogo de muitos erros de fundamentos ( 33 – 14/19), e muito lance livre desperdiçado igualmente (17/25 e 12/20), logo, não alterando o placar final (76 x 62), num jogo bem pensado e executado pelos cariocas, principalmente na defesa, e mal planejado e pior ainda executado por parte dos paulistas, que precisarão mudar bastante sua concepção de jogo baseado na permanente convergência que praticou durante todo o campeonato, arremessando mais de três do que dois pontos (neste 16/26 e 6/26), e tentar um jogo interior mais presente e enérgico, assim como, reduzir bastante a chutação de fora, que aos poucos vai encontrando contestações mais presentes e competentes, vide o ocorrido lá na matriz, onde a equipe líder nessa concepção de jogo, já encontra respostas defensivas eficientes, como foi visto na primeira partida do playoff final da liga…

Enfim, se o bom senso prevalecer na grande final de sábado vindouro em Franca, poderemos assistir uma volta ao jogo bem jogado, com duplas armações atuantes e inteligentes, alas pivôs em constante movimentação nos perímetros internos, lutando por posicionamento técnico visando rebotes eficientes, conclusões mais seguras pela proximidade da cesta, posicionamento defensivo intenso e eficaz, e por que não, arremessos de três conscientes, equilibrados, com espaço suficiente para sua precisão, executados após passes de dentro para fora do perímetro, exclusivamente pelos reais especialistas dos mesmos, e não a farra autofágica que temos presenciado nos últimos anos, lastimável e inclusivamente desde a formação de base, espelhada por uma elite mais voltada ao espetáculo, ao aceno da  mídia, do que aos reais interesses de um grande jogo eficiente e presente por justiça no cenário internacional…

Assistiremos tal jogo? espero, honesta e sinceramente, que sim…

Amém.

Fotos – Arquivo pessoal. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

 

Em tempo – Não assisti, por não ter sido transmitido, a final da Liga Ouro, com a vitória da equipe da Unifacisa de Campina Grande, Paraíba. No entanto, compilei para registro próprio os tempos de permanência em quadra dos três jogadores americanos da equipe nordestina, e os três da equipe paulista, nos cinco jogos do playoff, que apresentaram números consistentes e indiscutíveis das suas importâncias capitais nos jogos, com participação média de 36 min em quadra, com os restantes e ínfimos minutos divididos pelos nacionais, em jogos com os seis em quadra por quase todo o tempo de jogo, agindo grupalmente, tática e tecnicamente, exceto pela intromissão pontual do Pezão e do Drudi nas formações básicas…

Imaginem agora, o que ocorrerá com a decisão tomada pela LNB, permitindo quatro estrangeiros nas franquias do próximo NBB, quando poderemos ver em quadra oito americanos e somente dois brasileiros, num campeonato nacional? Se tal absurdo for confirmado, deveriam completar o pacote, sugerindo a contratação oficial de um  intérprete para cada equipe (afinal, precisamos aumentar o número de empregos nesse imenso e injusto país), e pedindo uma tecla SAP para as emissoras de TV e da Internet que transmitem os jogos…

Num momento importante e transcendental para o ressurgimento sustentável do grande jogo entre nós, adotamos tão canhestro, submisso e colonizado estratagema, cujos interesses sócio econômicos transcendem um entendimento razoavelmente inteligente, substituindo o caminho, sabidamente pedregoso, porém inadiável de uma formação de base planejada e estudada pelas boas e abertas cabeças que ainda existem e subsistem no país, por um projeto de interesse de uns poucos inseridos no corporativismo vigente, que tanto empobrece o basquetebol no país… PM.

 

Comentários Recentes


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