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Fundamentos Archive at Basquete Brasil

TUTELA x CRIATIVIDADE…

 

 

Começou a decisão da Liga, num playoff de cinco jogos que, desconfio, não  ultrapassem quatro,dada a superioridade carioca num único requisito perante a mesmice tática perpetrada por ambas as equipes, o fato inconteste de que se em  um determinado momento da partida uma delas ousa mudar, simples assim, mudar a forma de atacar, como foi a opção carioca, abrindo mão de inconsequentes bolinhas e investindo no jogo interior, onde a velocidade dos seus grandões (com a dupla Meyinsse e Alexandre em alta) ao superar a menor agilidade dos paulistas, sempre se dará bem, pois não encontra nestes reciprocidade por apostarem cegamente no jogo exterior, e os números atestam a opção, com17/32 de dois pontos e 9/28 nos três dos paulistas, contra 23/40 e 6/21 respectivamente de seu oponente, que venceu por seis pontos, e que poderia ter alcançado margem maior se trocasse a metade dos erros de três por tentativas de dois (as primarias continhas…), mais precisas e eficientes, e ainda tendo a seu favor os nove lances livres perdidos do Bauru…

No entanto, algo ainda preocupa bastante, o elevado número de erros de fundamentos, 23, sendo 14 da equipe vencedora, sendo que a maioria deles foram de perdas de bola nos dribles, através alas que desconhecem a ambidestralidade (que tal treiná-los?), e passes interceptados, fatores capitais dentro de um sistema de jogo que prioriza o 1 x 1, antítese do coletivismo que muitos pregam e sequer desconfiam dos porquês de não funcionar…

E por que não funciona? Porque os técnicos que ai estão insistem na tutelagem, não admitindo a criatividade espontânea de jogadores cada vez mais descerebrados por um sistema equivocado de jogo, encordoados de fora para dentro da quadra, como marionetes manipuladas por todo o tempo de uma partida, com frenéticos técnicos determinando ações praticamente dentro da quadra (acho que ambicionam serem o sexto jogador na pesquisa da Liga…). Nos tempos pedidos, pranchetas os induzem a movimentações que se convenientemente bem treinadas as dispensariam de vez, aspecto que assombraria a corporação dos estrategistas, que seriam privados de sua vitrine midiática, colocando-os ante a realidade de um jogo, o grande jogo, que em sua maioria só conhecem através da mesma, e que vai muito além de suas “concepções filosóficas”…

Agora mesmo que redijo esse artigo, assisto o massacre do Thunders sobre o Warriors, não que tal vitória neste terceiro jogo de uma serie de sete, determine a derrota definitiva da equipe californiana, mas onde um fator se destaca sobre todos aqueles que definem o jogo, a possibilidade de defesa sobre o Curry, sobre o Thompson, sobre uma equipe que a nossa mídia especializada afiança ter modificado a forma de encarar e jogar basquetebol, como uma nova era, etc, etc e tal…

O grande jogo ainda se manterá como uma experiência de criatividade bem acima de outras modalidades, onde jogadores se bem iniciados, treinados e irmanados em torno de um bem comum, produzem arte, a arte de bem jogar, estimulados e orientados nos treinos, e auxiliados pontualmente nos jogos, por técnicos experientes e preparados na arte da liderança, ajudando e incentivando-os quando necessário nas partidas, e não tentando manipulá-los por todo o tempo, numa pantomima que atinge seu ápice através os rabiscos ininteligíveis de suas empregadoras pranchetas.

Mas acredito que sairemos, não sei bem quando, mas sairemos, dessas amarras, deste limbo intolerável…

Amém.

Em tempo – Recebi ontem esse comentário no artigo A Escola Carioca de Basquete depois de 54 anos que tive o Eddy como jogador na mesma. Uma formidável lembrança.

  1. Eddy HallockYesterday· 

    Joguei no primeiro time formado pelo Prof Paulo Murilo. Jogamos como Escola Carioca de Basket e depois no Vila Isabel. Foi um tempo maravilhoso. O meu amor pelo basket dura ate hoje, aqui nos EUA depois de 52 anos – tinha 17 na epoca e agora com 69. Se o nosso querido tecnico ler essas palavras, me escreva. Grande abraco. Eddy Hallock

  2.  O Eddy é o segundo em pé da esquerda para a direita.

 

ANDREA…

Um pouco da arte da minha filha, como bailarina, professora e coreógrafa Andrea Raw, no Dia Internacional da Mulher:

 

 

HD Videos – Paulo Murilo

A MESMICE VENCEDORA (?)…

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Enfim o hermano falou, e muito, sobre a equipe olímpica de sua inteira responsabilidade a mais de cinco anos, revelando pormenores esclarecedores sobre sua influência no basquete tupiniquim bastante sérios, e até mesmo, contundentes, como – (…) Hoje,a liga nacional do Brasil está fazendo um bom trabalho, mas não dá para pensar que pode tirar um atleta olímpico agora. Pode tirar, daqui, futuros atletas olímpicos que acabarão sua formação fora dessa competição. (…) Ou seja, ele não vê a liga e seus clubes filiados com qualidade tática e técnica para suprir as seleções com jogadores com a qualidade exigida para as grandes competições, o que soa comprometedor, pois nos muitos anos de sua influência profissional, pouco ou nada fez para mudar esse panorama para lá de sombrio, preferindo apostar na turma de fora, que para sua desdita, patina na suplência de suas equipes, fora as contusões de praxe, e como agora, a cirurgia no Spliter. Pouco pode acrescentar no panorama europeu, a não ser as exceções do Benite e do Augusto Lima, tendo de enfrentar a realidade nacional, a mesma que compete numa liga incapaz (para ele…) de formar um atleta para a olimpíada caseira…

Porém, a mais importante e comprometedora ainda apreciação se deu ao responder a pergunta sobre o estilo Warriors de jogar – (…) Eles têm seu estilo. Seguramente, como acontece sempre,chegarão treinadores tratando de imitar, mas, para isso, têm de ter o mais importante: Curry, Thompson, Green, todos, Acho que nem todo mundo tem isso.(…) E o mais importante (…) O basquete FIBA vai continuar do jeito que se vê jogar. (…) Ou seja, para ele o sistema único deverá se manter por muito tempo ainda, afinal, é o que usa em nossa seleção, seu emprego regiamente pago, e sem perspectivas de vê-lo inovar para algo diferente, atrevido, instigante, permanecendo nos chifres, punhos, e congêneres praticados por todos os nossos adversários, com a vantagem de dominarem os fundamentos muito melhor do que nós, logo…

Porém, o que soa pior é uma sua colocação quanto aos novos valores que se bandearam precocemente lá para fora (por conta de vivíssimos agentes…), e por que não, aqueles que ainda se encontram por aqui  - (…) Eu prefiro que jogue numa equipe muito importante do basquete Fiba. Gosto muito mais da formação. Mas tem que ser um clube com pretensões, que jogue um nível de basquete em que o jogador possa desenvolver tudo o que tem.(…) Em outras palavras, não vê em nosso país nenhum clube que ofereça tais condições, aquelas que julga imprescindíveis à plena formação dos mais jovens. Então, por que não liderou, de sua posição de medalhista olímpico, um movimento de apuro técnico entre os formadores nacionais, claro, formulando didáticas mais compatíveis a um basquete diferenciado do que aí está implantado, onde inclusive, seus assistentes mais diretos o praticam da forma padronizada e formatada possível em suas equipes, a fim de que mudanças pudessem acontecer a médio prazo, evitando seu queixume de agora, ainda mais quando em tempo algum (e lá se vão mais de cinquenta anos) vi técnicos de seleções brasileiras adultas liderarem mudanças táticas e preparação de jovens entre os técnicos do país, através o incentivo a associações de técnicos, ou cursos de aperfeiçoamento, à imagem do que americanos e europeus o fazem a décadas. Como técnico estrangeiro e dedicado exclusivamente à seleção, por mais de cinco anos, acredito que muito poderia ter feito neste sentido, a não ser que possa ter sido obstado a fazê-lo…

Conclui afirmando – (…) Eu achava que, depois de voltar a estar nos Jogos Olímpicos, nosso basquete ia dar um pulo muito importante. Isso não aconteceu. Mas eu, pessoalmente, trato de fazer o melhor. Parece que o basquete se acaba em 2016. Só que o Brasil vai continuar jogando basquete. Por isso, tento jogar com muita gente nova (…) E enfático – (…) Sem a matéria-prima é muito difícil, mas vamos continuar lutando. Não tem jeito. (…) Acredito que não tenha feito o melhor, pois jamais abriu mão de algo que fugisse de sua formação técnico tática (onde a rigorosa formação de base argentina o embasou decisivamente), excluído o fato de aceitar o reinado das bolinhas, antítese de seu ansiado coletivismo, e que se tivesse sido substituído por um sistema solidário que incentivasse o jogo interior, mais preciso  e menos exaustivo que a correria externa em busca de posições, certamente o salto que almejou teria sido dado, mesmo com jogadores menos nominados, porém saudáveis e afeitos ao sistema Fiba, em vez dos remendados e pouco participativos jogadores em suas próprias equipes na liga maior, no que teria sido a sua maior contribuição ao nosso tão judiado basquetebol, legando com seu exemplo na seleção o fator novo a ser, não copiado, mas desenvolvido pelos demais técnicos, que, possivelmente, abdicariam de um sistema inócuo, e aprofundado-os no estudo e estabelecimento de novas formas de desenvolver a formação de base, e até, quem sabe, aposentando o horrendo biombo que os separam de seus jogadores, a pequena e midiática prancheta-vitrine em que exibem seus vastos conhecimentos táticos, suas estratégias de absolutamente nada…

Dentro de muito pouco tempo, nosso hermano se deparará com uma realidade tupiniquim, não uma portenha, onde tudo está a espera de ser feito e realizado, onde seu prestígio e competência em muito poderia ter sido potencializado em prol de algo revolucionário, mas que não o foi, e nem será, infelizmente, a não ser que se opere um milagre, que absolutamente não merecemos, pela omissão de muitos, de muitos que poderiam ter ajudado nas mudanças, na evolução, na contra mão de um asfixiante e mortal corporativismo que nega o novo, que nega o instigante, e onde se inseriu, lastimavelmente nosso medalhado hermano.

Gostaria de ter esperanças para algo melhor, mas assistindo dias atrás uma partida do NBB que reunia duas equipes nas pontas de classificação, Ceará e Caxias, horrorizado testemunhei os seguintes números: 12/27 nos dois pontos e 10/32 nos três para o Ceará, e 13/28 e 8/29 respectivamente para o Caxias, perpetrando  ambas 30 erros nos fundamentos (19/11), numa claríssima alusão à realidade técnico tática em que nos encontramos a poucos meses de uma olimpíada caseira. Sinceramente, temo pelo pior.

Amém.

Foto – Reprodução de O Globo. Clique na mesma para ampliã-la.

 

ANATOMIA DE UM ARREMESSO VI…

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O basquetebol, o grande jogo, surpreende até quando não está tão popularizado assim em terra tupiniquim, inclusive na teimosa e insistente dependência tática ( técnica nem pensar) de um único sistema de jogo, mesmo que tente dinamizá-lo substituindo um dos alas por um armador de ofício, e ensaiando aposentar os massudos pivôs, trocando-os por jogadores mais ágeis e flexíveis, mais velozes, enfim…

Por tudo isso, evoluímos um pouco na concepção de jogo, apesar de nos mantermos patamares abaixo no que se refere aos fundamentos, inclusive, e basicamente, nos arremessos, onde a maioria de nossos craques se consideram especialistas, principalmente nos de longa distancia, ai incluídos os pivôs, já que sem muitas oportunidades de serem acionados no perímetro interno, vão lá para fora exercerem suas habilidades, deixando os rebotes para, quem sabe, seus estrategistas de pranchetas em punho os disputarem…

E por conta dessa enxurrada de “talentos” na dificílima arte dos longos arremessos, ainda mais motivados pelas exibições galáticas dos Warriors, com o Curry no timão, é que uma prestigiosa Veja, publica uma matéria (vide fotos), onde um especialista discorre sobre as técnicas do grande jogador, concluindo ser seu maior trunfo a longa trajetória em seus arremessos, ultrapassando os maiores defensores, além, é claro, do melhor ângulo de penetração das tentativas, exatamente pela elevada trajetória que emprega nas mesmas…

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Legal, esclarecedor, bastando executar “jornadas nas estrelas”, como o Bernard, para se situarem no patamar de um, por exemplo, Curry…

Nesse ponto da explanação, exemplifico um pequeno conceito de precisão balística, reportando ao lançamento de um daqueles monstruosos foguetes Titãns que foram à lua, quando toda aquela força impulsionadora sofreria um baque fatal se um pequenino instrumento em seu bojo falhasse, o giroscópio, o reloginho que o mantêm equilibrado em sua trajetória ascendente e depois elíptica no preciso caminho de seu destino lunar…

Assim como os grandes foguetes, o arremesso também necessita de um controle, por assim dizer, giroscópico, no controle do eixo diametral em que a bola gira inversamente em torno do mesmo após o lançamento, e que se estiver o mais paralelo possível do nível do aro, e equidistante de seus bordos externos, mais preciso será o seu direcionamento, pois de nada valerão grandes trajetórias, alavancas e forças musculares se o mesmo não se encontrar alinhado o melhor possível ao aro destinatário. Logo, arremessar com eficiência não se trata somente de “treinamento extra”, milhares de tentativas, mas sim um pleno conhecimento das ações que compõem a grande arte do arremesso…

Sugiro, antes de concluir, que o leitor leia o artigo aqui publicado, Anatomia de um arremesso IV, onde as diversas formas de empunhar a bola visando um efetivo controle de direção da mesma é mostrado e exemplificado, tornando o conhecimento mecânico bem mais acessível. Leiam e prossigam, se interesse houver…

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Então, podemos regressar ao Curry na sequencia de fotos retiradas de arremessos durante jogos oficiais, logo, desprovidos de ajustes pictóricos e retoques gráficos. Podemos então observar que o jogador emprega a pega M3 que exemplifico e discorro no artigo sugerido, que foi retirado da primeira tese de doutoramento sobre o assunto no mundo (1992), Estudo Sobre Um Efetivo Controle Da Direção Do Lançamento Com Uma Das Mãos No Basquetebol, que defendi na FMH/UTL de Lisboa, na especialidade de Ciências do Desporto, e que teve muito poucos estudos extensivos desenvolvidos dai em diante, quem sabe, por ter realmente explorado, qualificado e quantificado o gesto estudado, sem deixar muitas margens para dúvidas, quem sabe…

Somente um básico detalhe ficou sem registro (talvez uma foto lateral da pega poderia esclarecer), o fato dele retrair o dedo médio, alinhando-o ao indicador e anelar, para aplicar toda a potência possível nos lançamentos, sem possibilidade de desvios, principalmente aqueles mais longos e velozes…

Logo, e concluindo, o grande jogador, assim como seu companheiro Thompson, que arremessa empunhando de forma semelhante, ao manter um rígido controle do eixo diametral da bola, em seu paralelismo e equidistância do nível do aro da cesta, alcança números de acertos assombrosos, facilitados pela longa e alta trajetória, possíveis pela sólida base tripla de lançamento, otimizados pelos mínimos desvios laterais como resultado de seu quase perfeito controle de direção, sem o qual, trajetória nenhuma o faria alcançar seu alto grau de eficiência…

Bem, caros leitores, também existe tecnologia e conhecimento em nossa terra, mas que infelizmente, tende a ficar pelos caminhos antagônicos ao mérito, mérito este que a turma lá de fora reconhece e recorre, mesmo que escrito em português…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV e da Revista Veja. Clique nas mesmas para ampliá-las.

Referências – Anatomia de um Arremesso

                          Anatomia de um Arremesso II

                         Anatomia de um Arremesso III

                         Anatomia de um Arremesso IV

                        Anatomia de um Arremesso V

JOGANDO A TOALHA?…

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Como  é Paulo, jogou a toalha? Quase um mês de silêncio numa hora em que muita coisa para lá de importante vem acontecendo? Desembucha cara…

Olha, seriamente pensei, e ainda penso, não de jogar a toalha, jamais o faria, jamais o fiz, mas me dar um tempo para cumprir um trato que fiz com meu filho basqueteiro, o André, designer desse humilde blog, de concluir um livro sobre histórias do grande jogo, com alguns artigos aqui publicados, e muitos outros inéditos, todos vividos e intensamente vivenciados por mim nos últimos cinquenta anos, dentro e fora das quadras…

Sim, você tem razão, muitas coisas importantes estão acontecendo, e outras mais importantes acontecerão nesse ano olímpico em nosso jardim (para os nossos visitantes), triste quintal para nossas irreais, equivocadas e arrogantes douradas aspirações, resultantes de uma mais irreal ainda pátria educadora…

Então, vamos lá – Foi num recente jogo pelo NBB, que o comentarista do SportTv, mencionava ser o novo técnico do CEUB um fan da dupla armação, fator preponderante em sua equipe, fazendo jogar dinamicamente seus três homens altos dentro do perímetro, decrescendo bastante o jogo externo com as temerárias  bolinhas, e exercendo uma fluidez de jogo a “la Warriors”, que é uma “tendência mundial”, claro, agora reconhecida e aceita por vir da matriz, quando por aqui mesmo, e já por um longo tempo o desenvolvi e empreguei na teoria e na prática, mas, sabe como é amigo, santo de casa… ainda mais sendo eu…

Seguindo, jogo das estrelas americano, que não assisto mesmo, exceto o desafio de habilidades, o único momento sério das festividades juntamente com a competição de arremessos, que me interesso em particular (falo sobre ele no próximo artigo) e que em  momento algum, sequer passa pela cabeça de ninguém, cabalar a disputa, por exemplo, nos dribles, bem ao contrario do que vem ocorrendo sistematicamente no desafio tupiniquim, cujo maior vencedor “cabulou” sempre que venceu. Analisem as fotos atentamente, e tirem suas conclusões. Espero que no desafio desse ano as coisas afeitas às regras melhorem, e haja justiça nos resultados…

Também na internet, um vídeo que muitos consideraram ser a “enterrada”mais impressionante do ano, feita por um jogador colegial, que se eleva no ar por duas vezes, passando com o tronco acima do aro e por cima, literalmente, de seu marcador, realmente numa cena que impressiona. Mas, se analisarmos detidamente a sequencia (observem as fotos), vemos que o esperto atacante, ao investir para a enterrada frontal, se depara com um defensor que, para se proteger do inevitável impacto, cruza firmemrnte os braços protegendo o plexo, e o encara. Nesse momento, o atacante situa sua perna no peito do defensor, travando o joelho na interseção da clavícula e do pescoço de seu oponente,fixando seu pé direito nos braços firmemente cruzados do mesmo, catapultando-se em pleno salto para um outro em pleno ar, dando a impressão de uma elevação bem acima dos padrões aceitáveis de impulsão, porém de forma absolutamente irregular e perigosamente faltosa, não punida pelos árbitros, mesmo estando o defensor fora do semicirculo abaixo da cesta, fator que sequer camuflou o expediente utilizado…

Uma última observação, o fato inconteste do teimoso reaparecimento, e em grande, das convergências, principalmente em equipes que ponteiam o campeonato, numa nítida constatação de que o vício dos longos arremessos, incentivados pela ausência consentida das defesas continuam numa dolorosa evidência, e num momento em que nossos mais representativos jogadores na liga maior atuam cada vez menos, se machucam, são trocados, e não se encontrarão bem física e tecnicamente para a seleção olímpica, cujos futuros integrantes daqui mesmo se perdem na autofagia das bolinhas, dos armadores aos pivôs, numa demonstração tácita de incompetência interior, muito mais motivada pela ausência de sistemas de jogo que o desenvolvesse, e facilitada pela aberração defensiva que praticamos, tudo isso emoldurada por pranchetas multicoloridas e midiáticas, manejadas pela quase totalidade de nossos estrategistas, veteranos e brand news, na arte da competição de elite, que como vemos, definitivamente, não é para qualquer um, e logo mais adiante, com a direção de um hermano com as barbas de molho, veremos a consequência de tanta insensibilidade e  equívocos, o que nos espera na arena olímpica. Espero estar mais uma vez errado, mas nestes doze anos de Basquete Brasil, nunca errei, infelizmente…

Se não inovarmos técnica e taticamente, na tentativa de equalizarmos estrategias que enfrentaremos, temo por algo decepcionante e constrangedor, porém, la no fundo, com uma tênue esperança, torço honestamente para o melhor, ou pelo menos, para o aceitável, que vem no contraponto dessa desvairada orgia dos três, cujo expoente maior, o Curry, já começa a ser contestado. No próximo artigo desvendo um pouco os porques…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas. Notar que na sétima foto, no inicio da legenda leia-se Segundo.

 

VERGONHA NA CARA…

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Tenho visto jogos, alguns jogos pelo NBB, mais por teimosia, e uma vaga esperança de que algo de novo exploda de uma vez por todas essa mixórdia implantada pelo sistema único, com seus chifres, polegares, punhos, ombros, camisas, tudo misturado e unificado por jogadores destituídos de criatividade, algemados que estão pelas exigências táticas de pranchetas midiáticas, empunhadas por técnicos veteranos e novatos, como lanças medievais que os caracterizam, a ponto de vermos armadores superarem seus marcadores na armação inicial de jogadas, e absurdamente retornarem para viabilizarem os sonhos quiméricos dos estrategistas que os comandam (?), quando estabeleciam superioridade numérica de 5 contra 4, uma das bases fundamentais do grande jogo, claro, aquele bem pensado e jogado, e não esse que aí está, preso a uma mesmice endêmica de se lamentar desde sempre…

Como no jogo de ontem entre Flamengo e Bauru, classificado de exemplar pelo técnico vencedor, mas que contou com com uma enchente de 20/49 nos arremessos de três e nada menos que 25 erros de fundamentos, entre outros senões, como a mais completa inabilidade ofensiva da equipe paulista, que lastima ter sido forçada ao jogo 5 x 5 (como denominam os ataques coletivos de meia quadra), quando seu forte é o contra ataque e o jogo 1 x 1, omitindo entretanto sua maior falha, a ausência defensiva nos perímetros, o que liquidou suas pretensões…

E capitaneado pela sempre mencionada mesmice endêmica, vai nosso basquete se afundando cada vez mais, tática e tecnicamente (principalmente nos fundamentos individuais e coletivos), no momento em que deveria estar convincentemente lastreado e preparado, a fim de enfrentar as agruras de uma olimpíada caseira que se avizinha celeremente…

Foi então que relendo alguns artigos aqui publicados, sugiro um em especial, pois bem poderia ter sido escrito hoje, sem perder um parágrafo, uma simples vírgula, na confirmação do que passamos, continuamos a passar, e passaremos até um dia que reconheçamos que o que nos falta é vergonha na cara, até quando?…

Amém.

Foto – Divulgação LNB

 

QUEM?…

Canada vs Brazil at the FIBA Americas Women 2015E ai Paulo, como está essa saúde septuagenária, em forma? E o imbróglio no feminino, como você que lidou com o mesmo no alto nível, como vê nossas chances em 2016, como?…

É cara, não está nada fácil, principalmente com o embate de egos voltados às glórias olímpicas, com suas vultosas benesses em grana e prestígio, não importando os resultados, que prevejo catastróficos se continuarem nesse caminho sem volta. Quanto aos 76 anos, de encontro aos gloriosos 80…

O novo técnico, que sempre foi ligado ao feminino, sem dúvida alguma se pautará pelo que sempre propugnou e fez acontecer, com muita correria e arremessos mais velozes ainda, e, claro, dando a defesa o que sempre aplicou, velocidade horizontal e zonas pontuais, já, que segundo opinião dos que “entendem”do grande jogo no país, resta pouco tempo para a preparação, que deve priorizar jogos com equipes mais graduadas, a fim de que “ganhem” experiência internacional para o grande embate…

E é aí, caro amigo, que a porquinha torce singelamente seu rabo, pois se trata de um engano, de um equívoco monumental, já que nesse tipo de “preparo” nada mudará na forma delas todas atuarem, nada mudará na forma delas arremessarem, nada mudará na forma de como se comportarão tática e tecnicamente, nada aprenderão e apreenderão como se defender individual e coletivamente, como executar um bloqueio convincente e suficiente contra defesas de verdade, e não o que praticam nos rachões de praxe, e nos jogos preparatórios, internacionais de preferência, pois nada atrai mais nossos estrategistas fixos ou de plantão, do que apor carimbos variados em seus passaportes, nada, absolutamente nada…

Tudo bem Paulo, você está sendo enfático demais, então, o que deveria ser feito nesses seis meses decisivos antes da grande competição aqui em casa, o que?…

O que? Mudar tudo, absolutamente tudo, do preparo, aos sistemas, aposentando essa turma de preparadores físicos metidos a pesquisadores, que as fazem correr mais do que a bola, mais do que o raciocínio técnico, mais do que as dimensões da quadra, que se fosse nas medidas do Handebol, ainda assim sobrariam em velocidade e falta de tirocínio tático. Também aposentaria psicólogos que através os últimos anos pouco ou nada somaram para a real evolução das jogadoras, assim como pontes de ligação entre as mesmas e a direção, técnica, inclusive. Falta comando, falta decisão, falta criatividade, e acima de tudo, coragem em caminhar num outro sentido, por caminhos que desse a elas sistemas proprietários, somente praticado por elas, e não a mesmice institucionalizada, formatada e padronizada por todos aqueles que por colecionarem alguma jogadas, acham que dominam o grande jogo, mas que na realidade, face ao tatibitate em que vivem e agem, nada acrescentam de novo ao nosso indigitado basquetebol, o feminino em particular…

Exatamente por faltarem seis messes, é que se impõe uma radical mudança, pois em caso contrário, atuando em conformidade com seus adversários de qualidade sistemática, sucumbirão, como tem acontecido nas últimas competições mais graduadas. Todas são jogadoras tarimbadas na mesmice universal, dos chifres, punhos e não sei mais quantas denominações ridículas e amorfas, frente ao represado caudal de energia e boa vontade em progredir por outros caminhos, e não nessa mixórdia em que sempre foram exigidas sem a fundamentação mínima adequada, daí sua fragilidade nem um pouco pontual…

Nesses seis meses têm de mudar comportamentos individuais, seria e energicamente, nivelando a todas num mínimo de domínio técnico que for possível, para aí sim, enveredarem nos fundamentos coletivos, nos princípios clássicos de defesa, na capacitação ampliada de leitura de jogo, alcançada e dominada pelo embate diário tendo os fundamentos como instrumental a ser conquistado. Arremessos? Meus deuses, arremessos são ações técnico mecânicas que necessitam de auto conhecimento, não só “pratica voluntária”, e sim pleno conhecimento do que fazem, e como fazem os mesmos acontecerem, numa conquista paulatina e eficiente sob seu total controle…

Jogos internacionais? Poucos, o suficiente para se testarem no que aprenderam, no que apreenderam de pratico, de eficiente, enfim,, para se sentirem donas de algo seu, e não copia canhestra e dolorosa do que fazem seus adversários, lastreados em fundamentos sólidos e conscientes…

Puxa Paulo, é muita coisa para pouco tempo, não acha? Para quem pouco sabe concordo, mas para um técnico, um professor de qualidade, absolutamente não, só que para este, frente a um intransponível barreira corporativista, jamais permitiriam um passo dessa dimensão, que é um passo para muito poucos, com a coragem e o conhecimento necessário para fazê-lo acontecer, daí, nos preparemos para o que resultará do planejamento CBB para o feminino (será que para o masculino também?…) na Arena da cidade olímpica…

Agora, me diga se você conhece alguém aqui no país com cultura esportiva para trombar com essa realidade?  Sim, conheço um…

Amém.

Foto – Divulgação FIBA.

 

DE FAMIGLIAS E CAMALEÕES…

P1120456-001P1120546-002P1110654-001Tirei (ou fui tirado…) um tempinho para tentar concluir as obras aqui de casa, inclusive já planejando o redimensionamento da sala de dança da minha filha (70m2, com um pé direito de 4m), para incrementar as aulas práticas nas futuras oficinas de basquete, que pretendo restabelecer à partir de março vindouro…

Mesmo assim, não me desvinculei totalmente do grande jogo, assistindo alguns pela TV e Internet, e me informando diariamente através os blogs e a mídia especializada, dos quais retirei alguns tópicos que discuto a seguir:

- Tudo comentei a respeito da LDB, concluindo ser a mesma totalmente falha na sua proposta de promover uma jovem geração de jogadores em um torneio patrocinado integralmente com verba do ME, quando a mesma poderia ser orientada aos fundamentos do jogo, e a novas propostas técnico táticas, que visassem promover uma substancial e estratégica mexida na mesmice institucionalizada no basquete tupiniquim, formatado e padronizado no sistema único e na inestancada hemorragia das bolas de três, além do caudal de erros nos fundamentos, que atingiram neste e nos demais torneios que o antecederam, marcas vergonhosas e constrangedoras para um basquete que tenta se soerguer da vala em que teimosamente ainda se encontra, Mas num artigo do Fábio Balassiano no Bala na Cesta de dois dias atrás, o competente jornalista reitera absolutamente tudo que venho publicando a respeito da LNB, num artigo conciso e bem escrito, como numa síntese do que venho discutindo desde a primeira versão do torneio, que rapidamente vem se transformando num campeonato entre equipes de jogadores que já pertencem à LNB, retirando espaço daqueles que realmente necessitam jogar para evoluír, e não correrem atrás de títulos enriquecedores de currículos de técnicos, clubes e dirigentes, claro, com verba pública facilitadora de tudo (exceto a aridez de público nos ginásios)…

- Também tenho acompanhado alguns jogos do NBB, inclusive testemunhando a grande “evolução” do camaleônico técnico do Paulistano (definição dada pelo Fábio…), a qual defino tão somente com uma observação que venho fazendo a tempos, em três detalhes, utilização de armação dupla competente, jogo interno de alas pivôs, liderado por um repaginado Caio, afinado física e tecnicamente, e pedidos de tempo olho no olho, intimista, incisivo e confiante, relegando a inefável prancheta a uma pontual participação, e que quando definitivamente abandonada, poderá afirmar de si para consigo mesmo, agora sou um verdadeiro coach. Até lá…

- Ainda deu tempo para acompanhar a refrega CBB/LFB, quando a mentora em hipótese alguma deixaria de mão a preciosa arma política que representa uma seleção nacional, mesmo correndo o perigo de uma efetiva (se fosse corajosamente tomada) reação por parte da LFB, lutando pelos direitos técnicos da mesma, mesmo sabendo que o aspecto formativo, de responsabilidade da CBB, pouco ou nada seria incrementado, como vem ocorrendo nos últimos quinze anos, e que de uma forma definitiva, é o epicentro de toda a decadência da modalidade no país. Formação de base é como instalação de fundamentais redes de água e esgoto nas cidades, que por correrem embaixo do solo, não atrai o interesse politico, sempre voltado ao megalópico, ao midiático. Escolher um técnico ligado a casa, faz parte do processo mantenedor do corporativismo, tão bem estabelecido pela LNB em suas equipes, o que de certa forma mantém o equilíbrio entre as famiglias que lideram o grande jogo no país, onde cada uma domina e comanda seus feudos, suas capitanias hereditárias, onde o novo se torna perigoso, detestável, e que precisa ser afastado coercivamente, sem maiores explicações, dando graças ao velho jargão, “manda quem pode, obedece quem tem juízo”…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV e Internet. Clique nas mesmas para ampliá-las.

 

SINUNDER…

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- Um jogador americano atuando aqui na terra tupiniquim, postou em seu facebook o texto abaixo, claro, logo desmentido pelo técnico que supostamente o agrediu, o que não duvido nada, pois seu histórico no trato com jogadores o torna bem capaz de ações deste tipo, numa lamentável rotina de maus tratos e desrespeito aos mesmos. Mas é um técnico da LNB, logo, imputável…

 

Taaj Ridley em Ginasio Sorocaba Lsb.

21 de novembro às 11:00 · Sorocaba · Editado ·

Good Morning,

To the many individuals who have been asking me what is the reason for my departure from LSB; there are many reasons but I will sum it up to keep things short. It started 3 months ago during the Mogi game in Sorocaba when the coach hit me in the face with a computer speaker because I told him I did not understand what he was saying in Portuguese. After this incident I did not react, I calmly removed my uniform and walked to my house. My time here playing for LSB has been up and down due to the coach but my teammates have always helped me remain positive and helped me keep my head high. Another incident occurred when the coach was upset that I wore a bandana to practice, which I wear on a daily basis, and threatened to shoot me and have a person invade my home at night while I was sleep. The final incident occurred yesterday during the game versus Macae; the coach was upset about me slapping his hand hard after team announcements so he proceeded to slap me in my chest, which I took like a man, then when he noticed it did not phase me, he slapped me in my face in front of my team and fans of LSB. All of this on top of not being paid for the past 2 months. I have been disrespected many and many times by this man but I have always kept a good spirit and remained positive. I have always remained a great teammate. It brings me to tears every time I think of my 3 year old brother watching the game yesterday, waving at the computer screen, and me not playing one minute when I know I worked hard and deserved to play.

Once again I would like to thank the city of Sorocaba and the fans of LSB, you are all tremendous people. I would like to thank my teammates, my brothers, you guys deserve the best and I wish you the best throughout the rest of the season.

When you come to another country to give your heart and effort for a game you love, you should not be harmed physically by an individual who is suppose to protect you.

Thank you friends and family. I love you all

 

- Crise na CBB (mais uma?), com matérias midiáticas sobre os gastos do seu presidente e esposa pela Europa, mas nada, absolutamente nada do que me cansei de publicar quando de sua eleição avalizada pelos responsáveis por tudo o que vem a baila agora, aqueles presidentes de federações que o elegeram, todos, absolutamente todos que, ávidos também pelas boquinhas inerentes a seus “cargos de sacrifício”. num moto contínuo, que continuará a sê-lo até o momento que tenhamos vergonha na cara para exigirmos as mudanças legais para evitar tanto descalabro e roubalheira, onde a incompetência técnica soa menor perante os acintes políticos econômicos que vigoram desde sempre,,,

 

- NBA se associa (?) ao portal do Sportv para divulgar sua marca com mais sofreguidão do que vinha se comportando até agora. Claro que a turma da casa se sente no Éden com a subida de padrão, pois aqueles jogos madorrentos e medíocres do NBB (só transmitiram unzinho até agora…), sendo substituídos pelos da matriz, sem dúvida nenhuma, para essa turma, se torna algo sedutor, afinal de contas, lidar com milhões é outra coisa. Pena que não transmitam em inglês, para ser completo o serviço…

Não seria a hora da LNB dar um chute na bunda dessa empresa a serviço de um jogo que nada tem a ver conosco, e que nem as regras da FIBA aceitam? Por que não tentar um canal aberto, por menor que seja, a fim de tentar um soerguimento sólido e nacional do grande jogo entre nós, por que não Ou os dólares falam mais alto?…

 

- Finalmente a refrega da LFB contra a CBB, o que custou tempo em demasia para ser deflagrada, reivindicando o controle técnico das seleções nacionais, o que concordo plenamente, com uma ressalva, a de que invistam em preparo fundamental das jogadoras, todas elas, da base às seleções, sendo entregues a técnicos e professores que realmente conheçam e dominem o grande jogo, e não “estrategistas” de ocasião com suas pranchetas de araque e a arrogância que os caracterizam desde sempre. Para 2016, uma seleção fortemente embasada nos fundamentos do jogo, em tudo, e por tudo, superariam “estratégias fajutas” de quem somente pensa e age em função de currículo, aquele que aufere vultosos contratos, principalmente na CBB…

 

- Paulo, e a LDB, nada?  Nada, já que servindo de escada para jogadores que já pertencem as equipes do NBB, que claro, auferem um longo campeonato financiado totalmente por dinheiro público, que deveria ser revertido no preparo daqueles jogadores que labutam para subir de patamar, mais que patinam à sombra das “estrelas”, além de se submeterem, agora em escalada semi final à carreira, às mesmices de sempre, onde chifres, punhos, picks e as demais jogadas do sistema único, os lançam no lugar comum formatado e padronizado que os caracterizam, ontem, hoje, e num infindável amanhã. Tenho muita pena de todos eles, que atingem a média de 25 erros de fundamentos a cada partida de suas equipes que disputam o torneio. Mas tudo bem, a grana governamental patrocina o de sempre, infelizmente…

- Mas o título do artigo Paulo, Sinunder? É que a mesmice técnico tática é tão presente e exasperante, que até nos tempos pedidos (e me torço de rir com eles…), os estrategistas empurram tanta sapiência e gráficos ininteligíveis sempre com uma, ou várias ressalvas entre uma e outra “tática”, na figura do sinunder, faz a outra, e sinunder voltem a anterior, e sinunder, sinund, sinu, sin…benza meus deuses…

Amém.

 

SEIS POR MEIA DÚZIA…

 

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Que tal as inovações Paulo, te agradaram, são realmente promissoras?

Você só pode estar de brincadeira, ou não? Quando o técnico estreante declara que sua equipe foi excepcional com somente 10 dias de treinos para adquirir sua “filosofia” de jogo, e a mesma apresenta ao final uma convergência assustadora, arremessando 10/31 de três pontos e 16/28 de dois, em tudo e por tudo dando continuidade a “filosofia” de seu antecessor, pode-se conceituar de tudo, menos que algo tenha mudado de verdade, a ponto do comentarista da TV afirmar que se fosse o técnico de Bauru não tiraria essa característica dos jogadores da equipe, e focaria na defesa, para vencer os jogos…

Legal tal testemunho, não? Somente esquece que alguém neste vasto deserto de ideias e concepções de jogo, pode ter a iniciativa de fazer sua equipe defender de verdade, dentro e fora do perímetro, como os americanos o fizeram nas duas partidas de sua pré temporada contra os paulistas. Logo, incidir na premissa de que esse é o caminho do grande jogo entre nós, cheira, e muito mal, a uma tentativa mal ajambrada de tornar o reinado das bolinhas a nossa nova “filosofia” de jogo com vistas a 2016, o que seria realmente trágico, indesculpável, imperdoável…

Mas caro Paulo, está ai o Steph Curry fazendo história com sua forma de jogar, pontuando e pulverizando recordes “com um sorriso nos lábios”, derretendo suas pitonisas midiáticas tupiniquins, ao ponto de preconizarem uma nova era do basquetebol, que nunca mais será o mesmo depois dele. Meus deuses, falaram o mesmo quando do aparecimento do George Mikan, do Wilt Chamberlain, do grande Jordan, e o basquete continua sua saga solidamente escudado nos fundamentos do jogo, onde o arremesso é a cereja do bolo dos mesmos, que de quando em vez faz nascer um talento em seu quase pleno domínio, como o Oscar, o Riva, o Bird, e agora o franzino Curry , que mais cedo ou mais tarde deverá ser marcado, e que mais adiante será substituído por um mais talentoso, pois no final das contas, a evolução do grande jogo depende exatamente disso, o revezamento dos talentos através as décadas de sua gloriosa existência…

Steph Curry, domina com quase perfeição um dos aspectos mais sensíveis do arremesso, principalmente os de longa distância, que inclusive foi o ponto crucial de minha tese de doutorado defendida em 1992 (Estudo sobre um Efetivo Controle da  Direção do Lançamento com uma das Mãos no Basquetebol, na FMH/UTL), onde fica bem claro os rígidos limites nos desvios dos mesmos, somente dominados por uma ínfima parcela daqueles jogadores (as) que o praticam, e cuja precisão vai muito além do “treinamento voluntário”, como define Marcel de Souza, pois determinados parâmetros de pegas e empunhaduras definem os verdadeiros padrões de excelência direcional necessária ao sucesso das tentativas, e que mais apuradas se tornam sob assédio defensivo e variações de corridas, partidas e paradas exercidas pelo jogador em uma dura partida…

Curry é um desses talentos, dentro de uma modalidade que renasce e se recria por todo o tempo, em torno de suas bases e estruturas, em torno dos fundamentos do grande jogo, o que é algo monumental…

Desculpem, voltando ao jogo, o que saltou aos olhos foi a manutenção da mesmice técnico tática que permanece intacta e pétrea, com armadores nominados e muito bem pagos errando passes bisonhos, desarmando em vez de armando, confusos e perdidos num jogo com 15/49 arremessos de três, numa partida recheada de bons pivôs, esquecidos pelos paulistas e mal servidos pelos cariocas, ambos perpetrando 26 erros de fundamentos, quando bastou uma das equipes marcar um pouquinho melhor, para vencer um jogo insosso e repetitivo…

Sistemas novos, nem pensar, mas sim novos jogadores 1, 2, 3, 4 e 5 substituindo os 1, 2, 3, 4 e 5 que saíram, como se as simples trocas auferissem novos conceitos de jogo, numa ciranda de pseudo especializações que se repetem a cada ano, e já estamos no oitavo, véspera de uma olimpíada caseira, que nos ameaça com uma extrema vergonha, se não apresentarmos uma nova concepção de jogo, mas em hipótese alguma sequer parecida com a que ai está, soberana e autofágica, ainda mais quando nossos jovens sedimentam no exemplo do Curry a sua forma de ver e sentir o jogo, o que exigirá uma competente orientação dos professores e técnicos na direção correta e sensata dos fundamentos individuais e coletivos, sem os quais sistemas de jogo se tornam inócuos…

Enfim, toda a minha ansiedade exposta no artigo anterior se perdeu ante a realidade do que assisti, um verdadeiro seis por meia duzia do NBB anterior, e que temo ter continuidade, alimentado pelo corporativismo que se apossou do grande jogo em nosso país, solene, absurdo, injusto, e acima de tudo, cruel…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.