SIMPLESMENTE LAMENTÁVEL…

 

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Para que falar em números, percentagens, coeficientes de produção, análises técnicas ou táticas, se o que assisti pesaroso pela TV se constituiu  numa sólida barreira entre o que considero um bem desenvolvido jogo e um pastiche do mesmo? Então, comentar o que, para que, se tudo que for dito cairá no vácuo da mais profunda indiferença daqueles que se apoderaram do grande jogo em nosso país, manipulando e dirigindo-o ao seu bel prazer, de encontro ao nada, o absolutamente nada?…

 

No entanto, se olharmos atentamente aquele grupo de jovens e algumas veteranas, veremos que algum e escamoteado talento ali está depositado, sutilmente velado aos olhos menos experientes, mas lá está, como que na espera de ser resgatado conveniente e competentemente por quem conhece realmente o grande jogo, em suas minúcias e detalhamento, condições essenciais para que provoque o desabrochar encoberto, porém talentoso daquelas desamparadas técnica e taticamente jogadoras, desde as muito jovens, até as veteranas, todas, merecedoras de um planejamento decente e responsável que as resgatem da mixórdia a que estão sujeitadas…

 

Inadmissível a forma técnica e tática que apresentam depois de meses de treinamento, ai inclusos jogos internacionais de preparo, que ante o que estamos vendo, de nada resultaram, pois o grande óbice não é a ausência quantitativa de trabalho, mas sim a qualidade e excelência do mesmo, absoluitamente ausente de conteúdo e conhecimento profundo do que ensinar, e o mais importante e estratégico, como ensinar, que são exigências primárias na consecução do mais simples, ao mais complexo dos planejamentos de trabalho…

 

Ensinar, eis a questão, pois ter conhecimento superficial de alguns objetivos a ser alcançados, de forma alguma qualifica aqueles que não possuem o preparo adequado e o sólido conhecimento, talhado na longa experiência e vivência naquela arte, sim, uma transcendental arte, a de ensinar…

 

Ao vermos essas jogadoras na quadra, constatamos com pesar o quanto de talento desperdiçado, o quanto de ausência de conteúdo técnico, de compreensão tática, enfim, de leitura de jogo, que as tornam incapazes de resistir a adversárias mais preparadas nestes pormenores do jogo, ferindo-as de morte, pela ausência no domínio do instrumental básico, seus fundamentos, seus desconhecidos e negligenciados fundamentos, o que se constitui numa covardia inominável, pela ausência e pela negação ao seu pleno e competente conhecimento…

 

E essa evidência me faz conjecturar ser tal conhecimento também ausente em seus líderes, ou mesmo naqueles que planejam e administram os projetos técnicos, pois salta aos olhos a inabilidade daqueles batalhões de áspones que cercam as seleções de base do país, todos voltados às suas equivocadas ideias de “pesquisa”, tomando como cobaias algumas gerações já perdidas, e outras que fatalmente se perderão ao sabor de quimeras, ou mesmo má fé…

 

Enfim, ou saltamos essa dolorosa e angustiante etapa do “vamo que vamo” implantada em nome de ações entre amigos, leiloando territórios de influências, algumas vitalicias, ou pereceremos nesse poço sem fim da mediocridade e mesmice endêmica em que nos encontramos, não só para 2016, como para mais algumas décadas posteriores. Urge uma vascularização em regra, onde o mérito tem de ser implantado, pois com o que aí está não chegaremos a lugar algum, desculpem, sabemos todos onde chegaremos, se é que já não chegamos…

 

Amém.

Foto – Reprodução da TV.

A VITRINE DO NADA…

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Triste, muito triste assistir uma seleção brasileira tão frágil, tão destituída de qualidade técnica, a mais básica, a mais primal, no conhecimento e domínio dos fundamentos do grande jogo, aqui apequenado, indefeso…

 

Como é possível uma equipe de alta competição apresentar no somatório de todos os arremessos de quadra (13/53 de dois, 5/16 de três) uma produtividade de 26%, como?

 

E mesmo que agregássemos os 14/22 lances livres, não ultrapassariam os 32%!! Enquanto sua adversária somava 49% e 52% respectivamente…

 

Realmente muito triste, e às vésperas de um 2016 olímpico que não perdoará tanta displicência e incompetência no preparo de uma geração, que é apresentada com empáfia e arrogância como regiamente preparada fisicamente, e possuidora de uma forma veloz de atuar ímpar, além de apresentar, como na masculina, um garrafão poderoso e respeitado mundo afora…

 

Mesmo que concordássemos com essa pseudo realidade, de que adianta tal poderio se a bola encontra bloqueios intransponíveis para chegar até ele em condições de jogo, como?…

 

Bem, convenhamos que as respostas são as mais óbvias possíveis, mas que não encontram respaldo no comando decisório de uma seleção que é entregue a um técnico, que por ser considerado genial (?) destina meio expediente à mesma, dividindo-a com o comando de uma equipe masculina da elite nacional, e que apresenta um hábil álibi justificador de derrotas, como sendo um trabalho de renovação a longo prazo sem pressões e sem exigências com inexperientes e muito jovens jogadoras, esquecendo porém, que se trata de uma seleção brasileira em um Campeonato Mundial, e que mesmo assim passou o tempo inteiro da partida pressionando a arbitragem e discursando freneticamente ao lado da quadra, numa demonstração de que o fator pressão ali estava, esteve e sempre estará em uma competição dessa envergadura…

 

O inconcebível é o conhecimento público de sua preparação, onde testes físicos “científicos”, métodos modernosos como Pilates, entre outros menos votados, com o intuito de desenvolver velocidade, força e impacto, tomassem um tempo precioso do preparo que realmente faria com que progredissem na arte de bem jogar, através o conhecimento embasado e sério dos fundamentos, eles mesmos, se bem planejados e competentemente ensinados, como fonte permanente de preparo físico, sempre junto a bola, nos dribles, fintas, passes, marcação, rebotes, bloqueios, corta luzes, e arremessos, todos elementos de formação, fundamentação e manutenção das técnicas individuais e coletivas do jogo, sem as quais, nenhum, por mais simples que seja, nenhum sistema ofensivo ou defensivo vingará em uma competição, como vimos, e viemos vendo desde muito tempo acontecer de verdade. O que vemos é um pastiche rudemente coreografado e pranchetado do nada, nada mesmo, absolutamente nada, nadinha…

 

Mas que mantêm lideranças bem falantes, simpáticas, paternais (?), em postos para o qual não têm sólida formação, a não ser aquela que se estendeu pelo imaginário dos mal informados, e mesmo mal formados, todos frutos de um realismo cruel alimentado pelo compadrio e pelo selvagem corporativismo, pois um mercado restrito dessa valia tem de ser defendido a qualquer preço e custo, mesmo que algumas gerações de jovens e incautos jogadores e jogadoras sejam sacrificadas para sua existência, manutenção e, por que não, perpetuação…

 

Mérito e competência são definições perigosas nesses tempos de penúria cerebral, dai estarmos colhendo o que ai está, na vitrine do grande jogo…

 

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

 

 

 

 

 

 

VIDA QUE SEGUE…

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Sem dúvida, a vida tem de seguir, retilínea, correta, justa e acima de tudo, ética, comprometida com seus ideais voltados ao estudo, ensino, educação e cultura junto aos que se iniciam, e por que não, ao lado dos contemporâneos, companheiros de lutas e da labuta sacrificada do dia a dia, sem esmorecimento e reconhecimento pontual e político, porém solidamente ancorado no mérito e no profundo conhecimento de sua função social e humana, com a simplicidade e humildade dos que trabalham dissociados dos compadrios e corporativismos…

Então, creio que devemos dar continuidade às propostas desse humilde blog, entre as quais aquelas análises antecipativas de situações óbvias em suas concepções moldadas pelo oportunismo e pelo desrespeito a inteligência alheia, tais como:

- A escalada mais do que prevista e anunciada, desde o momento em que os blogs mais influentes da mídia tupiniquim começaram a cobrir maciçamente a NBA, com a abertura de escritórios daquela tentacular liga em nosso país, incluindo-o em sua pré temporada e agora, solenemente co patrocinando o NBB da LNB, como que se apoderando de um vantajoso mercado, não só esportivo e comercial, mas basicamente político e estratégico para a grande nação do norte, que sabia e inteligentemente, se lança a conquista dos jovens e futuros dirigentes e lideres do país, para comungarem com seu poderio e influência, tocando-os com o condão do esporte, como já vêm fazendo a tempos através sua cultura musical e filmográfica, pacientemente, visando um futuro que os garanta em seu way of life, tendo como aliado dócil e alinhado um país que detém ¼ da água doce mundial e uma reserva pré-sal contundente, entre outras imensas riquezas, e que não à toa fez renascer uma quinta frota naval (baseada em Norfolk) que se encontrava inativa desde os anos cinquenta…

E para quem se tocar de um delírio de minha parte, sugiro relerem os seguintes artigos aqui publicados, para entenderem em toda sua dimensão o como fazem  e agem as cabeças pensantes dos irmãos do norte, e ai sim, tirarem suas conclusões, mas sem antes não esquecerem que o nosso soerguimento no grande jogo depende exclusivamente de nós mesmos, desde a formação de base nas escolas e nos clubes, até a elite, que refletirá esse trabalho, compondo e fazendo parte de uma política nacional de educação, plena e diversificada, assunto longamente debatido aqui mesmo nesse humilde blog, onde o esporte ocuparia um lugar importante na formação do caráter de nossos jovens, fatores que passam ao largo dos planos de uma NBA em nosso país, já que totalmente voltado ao lucro e a influência sócio política do mais alto interesse de seu hegemônico país. Eis os artigos:

-ECOS DE UMA VAIA – 2/6/2007

-NBA RIDES AGAIN – 3/3/2006

-CONTAS DA CHINA – 21/7/2005

-Mc NBA DONALD – 27/42005

-PARA OS DESLUMBRADOS – 26/2/2006

-CUCARACHA’S FANS – 4/1/2007

-A NBA E SUA CLAQUE – 24/3/2007

-UM LEMBRETE ÀS VIUVAS – 17/4/2008

 

Sei que de forma alguma influenciarei a quem quer que somente aprenderam a amar desde sempre a NBA, tampouco aqueles que já coçam as mãos com os prometidos lucros (os daqui e os de lá…), mas tão somente não poderia omitir esses pontos de vista, longamente testemunhados aqui e lá fora também, frutos de uma conscientização lenta e progressiva de nossos valores, teimosamente varridos para baixo do tapete da história, que não nos perdoará se nos calarmos e nos omitirmos ante a continuidade de um colonialismo exasperante e terminal.

- Também neste sábado a seleção feminina inicia sua trajetória no Mundial da Turquia, com uma equipe “renovada”, mas ainda dependente de jogadoras veteranas, no que poderia ter sido uma boa política de constituição de equipe, não fosse o fator mais insólito na sua direção, a ambivalência de seu técnico, dividido entre uma equipe masculina de tradição vencedora, e o treinamento e preparação de uma seleção na encruzilhada de seu futuro, principalmente visando 2016…

Objetivamente, é uma situação não somente insólita, como irresponsável, pois não acredito solenemente, não existir sequer um técnico qualificado no país, que pudesse assumir uma seleção tão dependente de formação básica intensa e vigorosa, sofrendo pela partição de seu técnico uma preparação onde até  Pirates, digo, Pilates, foi utilizado em conjunto com dispensáveis testes e estudos “científicos”, voltados à velocidade e explosão, quando na realidade necessitavam somente de fundamentos, fundamentos e mais fundamentos, a fim de não irem para uma competição master dissociadas de “pressões”, que é um fator inerente a mesma, mas que segundo seu genial líder, irá jogar com velocidade, audácia e sentido de conjunto, o que duvido muito e muito…

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- Finalmente, a competição para a qual me foi negado o credenciamento, o Mundial de Clubes, ou Copa Intercontinental, para a qual tenho somente um comentário, o de que, a exemplo de muitos torneios pan e sul americanos, quando muitos dos participantes, principalmente de países com pouca tradição no grande jogo, promovem as equipes de aeroporto, onde alguns de seus mais “qualificados” jogadores” vem a conhecer seus companheiros de equipe, e tendo como resultado a formação de um bando, e não de uma equipe, propiciando fracassos retumbantes, pois o fator coletivismo morre em seu nascedouro, a partir do momento em que alcançar um alto grau de entendimento denota tempo e muito treinamento. No entanto, o terrível equivoco, ou incompetente engano, pela busca quimérica dos “nomes” que pretensamente ganham títulos, e que na maioria das vezes quebram o cerne de uma equipe acostumada a jogar junta, seja com qual sistema se utilizar, mas de conhecimento de todos, e que pode, não, será quebrada em seu pretenso conjunto, com a presença de alguém que não os conhece e sequer fala seu idioma. Às vezes, a volúpia impensada e volúvel põe a perder todo um planejamento, no entanto, torço para estar enganado, apesar de muito pouco me enganar sobre formação, preparação e treinamento de uma equipe de competição, mesmo não sendo permitido constatar in vivo tal preparo técnico. Mas levo uma vantagem estando em casa assistindo pela TV, o fato de ter em mãos um controle remoto, que num zás me dá o poder de trocar de canal, ou simplesmente desligá-la. Também aqui, espero estar enganado, mas…

Amém.

Fotos – Divulgação LNB e reprodução da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

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PROFESSOR, TÉCNICO, JORNALISTA E EDITOR, UM NADA PARA A FIBA AMERICAS E ALGUNS DAQUI MESMO…

 

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Solicitei, como sempre faço nos grandes torneios, minha credencial, como jornalista e editor que sou do Basquete Brasil, tendo como resposta no dia de hoje (25/9/2014), o email transcrito abaixo, expedido às 17:44hs.

 

 

 

Assunto

Accreditation Confirmation [2014 Intercontinental Cup]

De

FIBA Accreditation <prensa@fibaamericas.com>

Para

Paulo Murilo Iracema <paulomurilo@infolink.com.br>, Paulo Murilo Iracema <paulomurilo@infolink.com.br>

Responder para

<accreditation@fiba.com>

Data

2014-09-25 17:44

 

2014 Intercontinental Cup Media Accreditation Confirmation Letter

PLEASE PRINT THIS E-MAIL AND BRING IT TO AN ACCREDITATION DESK ALONG WITH YOUR PASSPORT

Dear Mr. / Ms. Iracema,

We are pleased to inform you that your request for media accreditation for the 2014 Intercontinental Cup has been approved.

You are requested to pick up your personalised media accreditation card at the Accreditation Site in the venue.

Please remember to bring with you a print-out of this e-mail as well as the official ID document (Passport ONLY) you specified in your accreditation application. Without this document you will NOT be able to collect your accreditation pass.

VISA TO ENTER

Please be informed that foreign media attending the 2014 Intercontinental Cup are responsible for their own visas. Should you have any questions about obtaining a visa, please contact the local organising committee.

TELEVISION AND RADIO RIGHTS

Accredited TV non-rights holders shall not be allowed to film any game, pre- or post-game action. They shall only be allowed to make interviews in the Mixed Zone and film the post-game press conference.

Non-EBU Radio members and other non-European radio broadcasters who do not have an agreement in place should contact tv@fibaamericas.com to clear the radio rights for the broadcast of the games. Accredited Radio non-rights holders shall not be permitted to make live commentary or broadcast from anywhere within the arena. They shall only be allowed to make interviews in the Mixed Zone and tape the post-game press conference.

Accredited websites shall not be allowed to use video or audio content other than that recorded in the mixed zone and during press conferences in the specifically designated areas. They shall also not be permitted to place live scoring or live still images. Please note that the video and audio broadcasting rights as well as the live scoring and statistics exclusively belong to FIBA. Any infringement shall result in legal action being taken against the offenders.

INQUIRIES

Should you have any questions, please contact us at the following e-mail address:

 

prensa@fibaamericas.com

Yours faithfully,

 

FIBA Americas

 

 

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Carta de confirmación de medios para la Liga de Copa Intercontinental 2014

FAVOR DE IMPRIMIR ESTE E-MAIL Y TRAERLO A LA MESA DE ACREDITACIONES JUNTO CON SU PASAPORTE.

Querido Sr. / Sra. Iracema,

Queremos informarle que su pedido de acreditación para la Liga de Copa Intercontinental 2014 ha sido aprobado.

Debe de recoger su acreditación en la carpa de acreditaciones en la sede del evento.

Favor de traer este e-mail impreso junto a su pasaporte y/o identificación que especificaste en esta acreditación. Sin este documento no puede recibir su credencial.

VISA PARA ENTRAR

Todos los medios que van a estar en la Liga de Copa Intercontinental 2014 son responsables por sus visas de entrada. Si tienen alguna pregunta sobre obtener una visa deben de contactar al comité organizador.

 

DERECHOS DE TELEVISION Y RADIO

No se les va a permitir a los medios de TV acreditados que NO TIENEN LOS DERECHOS filmar ninguna parte del juego, sea pre o post-juego. Solamente van a tener la oportunidad de hacer entrevistas en la Zona Mixta y en las conferencias de prensa.

Los miembros de radio deben de contactar a tv@fibaamericas.com para tener los derechos de transmisión de los juegos. Los medios de radio acreditados y que no tienen los derechos no podrán narrar las incidencias de los juegos. Solamente van a tener la oportunidad de hacer entrevistas en la Zona Mixta y en las conferencias de prensa.

Los sitos de Internet acreditados no podrán usar contenido de audio o video. Tampoco van a poder transmitir estadísticas en vivo o imágenes en vivo. Todos los derechos de video y audio y estadísticas en vivo pertenecen a FIBA. Cualquier violación resultaría en acción legal.


PREGUNTAS

 

Si tiene alguna pregunta, nos puede contactar en este e-mail: prensa@fibaamericas.com

Atentamente,

 

FIBA Américas

 

Um pouco mais tarde, às 19:13hs recebi um outro email com a decisão de negar minha credencial, ou seja, num prazo de 2 horas, foi aprovado e negado o pedido de credenciamento de um órgão jornalístico e técnico que recentemente completou 10 anos de trabalho, estudo e divulgação do basquetebol em nosso país, numa demonstração de que para a Fiba Americas ele pouco ou nada representa para o soerguimento e desenvolvimento do grande jogo em nosso país. Fica aí a lição indelével de uma injustiça deliberada e retrógada

Accreditation Denial Letter [2014 Intercontinental Cup]

 

De

FIBA Accreditation

Para

Paulo Murilo Iracema <paulomurilo@infolink.com.br>, Paulo Murilo Iracema <paulomurilo@infolink.com.br>

Responder para

accreditation@fiba.com

Data

Hoje 2014-09-25 19:13

 

Dear Mr./Ms. Alvesw Iracema,

We confirm the receipt of your application for a media accreditation for the 2014 Intercontinental Cup. We would hereby like to thank you for your interest in this championship and world basketball.

Unfortunately, we have to inform you that your request for media accreditation has been denied.

We would like to emphasise that the decision made by FIBA and the Local Organising Committee is final and we sincerely hope that you understand.

Yours faithfully,

 

FIBA Americas

 

 

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Sr. Sra. Alvesw Iracema

Confirmamos que recibimos la aplicación para de la Liga de Copa Intercontinental 2014 en la sede solicitada. Queremos agradecerle por su interés en este torneo y en el mundo del baloncesto.

Desafortunadamente tenemos que informarle que su pedido para credencial ha sido denegado.

Queremos enfatizar que la decisión hecha por FIBA Américas y el Comité Organizador Local es final y esperamos que entienda.

Atentamente,

FIBA Américas

 

“Queremos enfatizar que la decisión hecha por FIBA Américas y el Comité Organizador Local es final y esperamos que entienda.”

 

Decididamente não entendo e muito menos aceito, mas acatarei a decisão, pesaroso e profundamente indignado.

 

Amém.

Foto – Final do NBB em Mogi das Cruzes. Clique na mesma para ampliá-la.

 

 

 

FALANDO DE FLUIDEZ…

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Terminou mais um Mundial (agora Copa Mundial), e com ela o fim definitivo do ciclo dos “cincões”, lentos e massudos, dando lugar aos alas pivôs rápidos, ágeis e elásticos, alimentados por uma dupla, e às vezes, trinca de armadores habilíssimos e, por que não, pontuadores também. Com essa formação de extrema mobilidade e poder de jogo prioritariamente interno, complementado pelo externo, exatamente nessa ordem, puderam as grandes seleções promover um grau de fluidez ofensiva presente nas decisivas partidas do torneio, sepultando de vez o jogo setorizado e profundamente individualizado, e ainda teimosamente praticado por poucas seleções, como a nossa…

 

Do exemplo brasileiro, onde em muitas ocasiões, um ataca e quatro observam estáticos a performance solitária de um indigitado pivô, aos exemplos de mobilidade apresentados in extremis pelas grandes seleções, mais um fator determinante foi acrescido pelos americanos, a compatibilidade letal desse principio conceitual de comportamento ofensivo, aliado ao mais formidável, e indefensável fator que apresentaram, sua dominância absoluta nos fundamentos básicos do grande jogo, com os quais praticamente dispensaram táticas, ou jogadas padrões das demais seleções, onde os pick and rolls se situavam em suas preferências, substituídas pelo simplório, porém eficiente “dá e segue” (give and go…), um dos movimentos básicos do jogo, e responsável pela especial fluidez americana, onde a posse de bola e os passes curtos, eficientes e seguros, por manterem a bola o menor tempo possível no ar, onde a posse da mesma se torna impessoal, contrastando com a fluidez dos demais, com seus largos passes, que muito facilitavam seu sistema defensivo executado na linha da bola, antecipativo e por conseguinte, em coberturas praticamente automáticas, garantidoras de seus rebotes…

 

Sintomaticamente, refletindo a tomada de uma nova tendência técnico tática, foi a seleção da Copa formada por dois armadores e três alas pivôs, sendo o MVP também um armador, demonstrando e selando de uma vez por todas o fim da era dos trombadores paquidérmicos que reinaram por várias décadas…

 

Interessante notar um pequeno, porém esclarecedor detalhe sobre essa tendência, infelizmente não adotada e desenvolvida por nossa douta comissão técnica, e que já vinha de quatro anos para cá sendo apontado pelas escolhas das seleções semanais dos NBB’s, pelo blog da LNB, onde a formação com dois armadores e três alas pivôs eram seguidamente escolhidas, originando, inclusive, um exercício tático publicado pelo mesmo, baseado na curta, porém exitosa experiência da equipe do Saldanha da Gama no NBB2, que se utilizou desse sistema que desenvolvi e apliquei nos últimos vinte anos como professor e técnico profissional…

 

Mas como santo de casa não faz milagres, que só contam quando vindos lá de fora, preferencialmente em inglês ou espanhol, fica aqui a lembrança de algo que, pela enésima vez, interesseiramente, ou não, foi jogado para baixo do tapete da história, numa demonstração tácita de corporativismo burro e, acima de tudo, criminoso…

 

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

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O ENTER – DEZ ANOS DE BASQUETE BRASIL…

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Dez anos atrás, 11 de setembro de 2004, às 4hs da madrugada, hesitei em dar um Enter, iniciando a saga do Basquete Brasil. Não por receio de não ser compreendido, ou mal compreendido, haja vista meus sempre contestados posicionamentos e pontos de vista, mas pelo forçado afastamento das quadras, pelo distanciamento movido pelas decepções e pelas injustiças cometidas com o basquete pátrio, pelo avesso sentimento ao que de pior vinha se apossando do comando do grande jogo nesse imenso e pobre país. Pensei muito, e considerei ser profundamente injusto guardar só para mim o pouco que sei e  amealhei pelas andanças da vida, sempre estudando, pesquisando, e trabalhando muito, dentro e fora das quadras, nas salas de aula, do primário à universidade, nos clubes, nas seleções, aqui e lá fora.

A primeira matéria ali estava, na brilhante tela já a algum tempo, como me enfrentando, mais um dos incontáveis desafios que enfrentei por toda a vida, ganhando e perdendo, mas sempre aprendendo, sempre transferindo o saber, sempre buscando novos rumos, novos desafios.

Fui a cozinha e peguei uma xícara de café, voltei ao escritório, e lá estava a página incólume, brilhando, e uma imagem me desafiando com um sorriso no canto da boca, olhando bem dentro de meus próprios olhos.

Não vacilei, e com firmeza e determinação dei o ENTER, e graças aos deuses nunca me arrependi de tê-lo feito.

Amém.

NOTA IMPORTANTE – Muito em breve algumas sensíveis mudanças no blog, na apresentação e nova página técnica.

O PRODÍGIO…

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Ao final do segundo quarto, o comentarista Wlamir Marques da ESPN mencionou algo inusitado – “…Deveriam arranjar um fórmula para que os três pivôs, Anderson, Spliter e Nenê pudessem jogar juntos…”, numa declaração surpreendente àquela altura do jogo, não muito distante de outras semelhantes feitas e apontadas nas redes globais, inclusive de técnicos veteranos e até de comentaristas, anônimos ou não, em blogs especializados…

E porque menciono estes testemunhos após a hecatombe de que foi vítima a seleção nessa Copa Mundial?

Porque outros importantes, e até mais contundentes foram escamoteados até essa data, como que numa névoa não dissipada, presente por todo o processo de convocação, treinamento e preparação, iniciada pela romaria técnica aos estelares no exterior, como que atendendo audiências onde a aceitação do processo de preparo tivesse de ser rubricado pelos mesmos, numa inversão de valores lapidar e constrangedora, para que o hermano tivesse em mãos o supra sumo do talento pátrio rumo a uma tardia medalha…

E ele o teve, junto a uma comissão que ultrapassava em número o total dos jogadores, apresentando nos jogos um banco gigantesco, onde a maioria, incluso os mascotes, nada tinham ali o que fazer, mesmo…

Teve e manteve sua metodologia saudosa de tempos platinos, ortodoxa e voltada ao sistema único, a uma rígida defesa obsequiada por constantes trocas, mas sem o material humano proprietário de sólidos fundamentos, que solidificasse seus conceitos de jogo, sua estratégia voltada a uma competição duríssima e inflexível ante erros grosseiros, dos muitos que foram cometidos…

A começar pelo posicionamento estratificado dos pivôs, isolados em sua luta, sem o apoio de um seu igual e de uma armação distante e incapaz de mais produzir, por também se situar isolada de um segundo armador nunca disponível em quadra, pois em nenhum momento Huertas e Raul estiveram juntos, quando muito o Alex e o Larry na posição de ala, nunca próximos dele, tornando o sistema adotado numa antítese do coletivismo apregoado aos sete ventos, e o pior, acoitado por uma mídia dita especializada pronta ao endeusamento, do “monstro” ao “prodígio”, numa espiral ao contrário de suas reais qualificações, pois nesse, que é o grande jogo, a verdadeira qualificação é aquela profundamente lastreada nos fundamentos e no conhecimento tático, fruto da mais exigente das técnicas, a competente e decisiva leitura de jogo, alcançada pelo conhecimento cumulativo de conceitos e sistemas existentes no mesmo…

Mas para que todos esses fatores colimem harmonicamente, torna-se necessária a existência de um planejamento que privilegie dois objetivos a serem alcançados, uma convocação coerente, justa e apartidaria, e a  implementação de sistemas inéditos e progressivos, fugindo da mesmice endêmica existente, tornando a equipe proprietária de algo realmente seu, digno de ser estudado, treinado e desenvolvido por todos, indistintamente…

E é nesse ponto que se destacam as palavras do Wlamir reproduzidas no parágrafo inicial, já que ficou bastante claro que, dentro do sistema único, praticado pela maioria das seleções nesta Copa Mundial, com exceção da equipe americana, nossa seleção estaria, como esteve, inferiorizada pela fragilidade de seus fundamentos, se comparada às demais, tornando a aplicabilidade tática altamente previsível pelos adversários, facilitando em muito sua marcação, dentro, e principalmente fora do perímetro, como vimos no jogo de hoje, com uma Sérvia sempre um passo à frente de nossas movimentações, anulando-as quase que automaticamente…

Então, uma formação em dupla armação, de verdade, e não arremedos pontuais, alimentando uma trinca de pivôs móveis, ágeis e  em permanente movimentação dentro do perímetro, pelos deslocamentos de todos os envolvidos, por todo o tempo, sem dúvida alguma levaria as defesas antagônicas a cometerem erros e equívocos, propiciando passes mais curtos, logo, mais seguros, arremessos mais precisos, por serem de curta e média distâncias, garantindo a todos a possibilidade de rebotes em sempre possíveis falhas, pela presença dos grandes pivôs dentro do garrafão.

No entanto, para o técnico hermano, tais novidades jamais o fizeram sensível a mudanças em seu modo de ver e sentir o grande jogo, mesmo tendo em mãos os tão sonhados pivôs, “uma das melhores tabelas do mundo”, mas que faliram pela solidão imposta a cada um deles, órfãos de um sistema que os unissem, tornando-os interdependentes pelo somatório de talento e força, e não réfens solitários, presas fáceis das coligadas defesas que enfrentaram…

Enfim, perdemos uma grande oportunidade de avançarmos no cenário internacional, fruto de uma equivocada formação de equipe, da convocação à escolha de um sistema de jogo realmente inédito e instigante, aquele que poderia, de certa forma, compensar a fragilidade nos fundamentos básicos do jogo, os quais poderiam, se quizesse  a douta comissão técnica, corrigir em boa escala, como, por exemplo, os tenebrosos lances livres, e mesmo as famigeradas bolinhas, os dribles, as fintas, os passes, por que não, ou não sabem?…

Como já temos craques anunciando despedidas em 2016, que tal antecipar tais prerrogativas, dignas de capitanias hereditárias, promovendo novos valores, e mesmo alguns veteranos treináveis e confiáveis, situando-os num projeto evolutivo e realmente inédito, como o sugerido pelo Wlamir, mesmo sob a desconfiança interesseira do mini universo técnico e tático, encastelado no comando absoluto da modalidade no país, para o qual, mudar pode significar perda de prestígio e renda, conjugados ao velado domínio de agentes, muito mais ligados aos seus lucros, do que o desenvolvimento do grande jogo entre nós, para lançá-lo nos envolventes braços de uma insinuante e cada vez mais presente NBA no imaginário de nossos jovens…

Engraçado que, nos últimos 50 anos junto ao grande jogo, e 10 aqui nos artigos desse humilde blog, sempre propugnei e provei na teoria e na pratica as mudanças técnico táticas que agora, depois da derrocada, alguns se instituem como estandartes das mesmas, numa ação que espero seja habilitada, mesmo sob o prêço do impessoal esquecimento…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e terem acesso às legendas.

 

 

O IMPROVÁVEL HERÓI…

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O titular foi sacado por não concluir nem assistir com segurança, vindo a campo seu substituto direto,  e que até aquele momento não havia apresentado nada excepcional, porém, com o retraimento da defesa argentina, totalmente focada nos nossos pivôs, e após um primeiro quarto repleto de bolinhas, com acertos mais efetivos dos hermanos (venceram  por 21 x 13), nosso improvável herói deitou as cartas, beneficiado com uma defesa compactada dentro do perímetro, permitindo sua evolução bastante efetiva fora do mesmo, armando, fintando e arremessando com precisão, inclusive dos três…

Com um segundo quarto forte na defesa e por mais uma vez pecando na fluidez ofensiva, mas que mesmo assim, encontrou um defesa argentina bastante faltosa sobre nossos pivôs, pendurando seus melhores rebotes, venceu a seleção esse quarto por 20 x 15, indo para o intervalo inferiorizada no placar por três pontos (36 x 33), mas com bem menos problemas com faltas que os platinos…

Foi no terceiro quarto que a partida se definiu (24 x 13), isso porque três fatores foram determinantes a nosso favor, o pleno domínio do rebote defensivo e consequente saídas para os contra ataques, a falência da ofensiva interior argentina, obrigada aos lançamentos de fora, que, feliz e oportunamente passaram a ser razoavelmente contestados, e o início, que já se tornava tardio, do nosso jogo de pivôs, por sobre uma oposição desgastada pelo embate e pelas faltas pessoais, originando daí para frente um domínio que se estendeu ao quarto final (28 x 16) em vinte pontos de uma diferença justa naquela situação de jogo…

No duelo estabelecido dos três pontos, é importante notar que os hermanos se deram melhor, marcando 30 pontos (10/29- 34%), contra os nossos 15 pontos (5/19- 26%), demonstrando com clareza o quanto de contestação teremos de observar na próxima quarta feira contra uma Sérvia que adora as bolinhas, e possui uma tabela bem mais possante que a argentina…

Não podemos esquecer, de forma alguma, que foram nos dois pontos, nos curtos e médios arremessos, que superamos nossos rivais, (27/41 – 66%, contra 12/27 – 44%) demonstrando, acredito que, de forma concludente, que pontuar no âmago da defesa adversária, bem mais perto, aumentando os percentuais de acerto, otimizando cada posse de bola, teria alcançado uma pontuação bem mais elástica se tivéssemos substituído, pelo menos, a metade de nossos erros nos três (14 tentativas) por arremessos de dentro (um jogo mais intenso de pivôs), para mais 14 pontos bem possíveis,..

Com a substancial melhora nos lances livres (16/21 – 76%), que teremos de manter no próximo jogo, que deverá ser bastante faltoso pelo gigantismo e combatividade dos oponentes, creio que teremos boas chances de vitória se:

- Nos movimentarmos muito e muito mais dentro do sistema adotado, que não é o melhor, mas é o que temos, com todos os jogadores em ação contínua, e não como o que temos visto até hoje, quando um dos pivôs recebe de costas para a cesta, iniciando seu ataque de marcha a ré, e os demais parados assistindo a performance, facilitando as dobras, quando deveriam tentar ao máximo manterem seus marcadores perto e em deslocamentos, fator fundamental para a abertura de caminhos e atalhos à cesta;

- Nos segurarmos ao máximo à tentação dos longos tiros, optando pelos de curta e média distâncias, reservando aqueles quando de passes vindo do interior do perímetro, para obter mais espaço e equilíbrio na execução dos mesmos, não esquecendo o poderio defensivo interno e externo dos sérvios…

- Defendermos com energia, tentando marcar os pivôs pela frente na continuidade do ataque sérvio, quando estabelecem as conexões entre os armadores em passes de contorno, que se marcados em função e anteposição dos mesmos, pouca visão limpa teriam de seus pivôs, dificultando-os e facilitando as dobras, e o fechamento às penetrações. É o princípio da verdadeira defesa linha da bola, que exige defensores rápidos e ágeis, altos ou baixos, que é o nosso caso, bastando ter a coragem de aplicar tais preceitos antecipativos…

Enfim, depois de um longo e tenebroso inverno conseguimos derrotar os hermanos em um mundial, o que é de grande importância, apesar de nossas deficiências e carências nos fundamentos, além de uma discutível e equivocada convocação, que nos propicia manter no banco, como no jogo de hoje, não um, mas dois mascotes…

 

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e ter acesso às legendas.

EM TEMPO – O blog esteve fora do ar por 48hs por motivo de problemas técnicos no provedor do mesmo. Peço desculpas aos leitores, torcendo para que não se repitam. No entanto, em respeito a uma tradição de de regular periodicidade, publiquei esse artigo no Facebook.PM.

 

REPETINDO, REPETINDO, REPETINDO…

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Quando da publicação do artigo Os Novos Conceitos, recebi esse comentário do leitor João, que transcrevo a seguir:

  • João Hoje·

  • Paulo, o “novo conceito de jogo” no qual se refere a reportagem é em relação ao que era adotado anteriormente pela seleção, e não que se trata de um estilo de jogo inédito no basquetebol mundial. Acredito que isso esteja bem claro na reportagem. Gosto dos seus textos e das críticas que vc faz, mas essa forçação de barra em querer, em todo post, falar desse “conceito de jogo” (que aliás você não é o inventor) é desnecessária e acaba por deixar seus textos muito repetitivos. Abs!

 

Prezado João, quando falo que um “novo conceito de jogo” está a ser implantado pelo técnico da seleção, inclusive através palavras dele mesmo, fica bem claro que a mudança tem sido tentada por sobre um outro conceito da lavra do mesmo técnico,isso porque está no comando da equipe a bastante tempo, logo é um conceito se sobrepondo a outro, e sob o mesmo comando…

Isso visto, salto para o ponto em que você afirma que não se trata de um estilo (diferente de conceito) de jogo inédito no basquetebol mundial, e a Espanha ai está demonstrando isso com seus dois armadores, dois pivôs e uma ala pivô com alto nível de pontuação, que acredito ter sido a opção do nosso técnico a ser implantada…

No entanto, a coisa bate de frente quando você critica a minha suposta “forçação de barra” em querer, em todo post, falar desse “conceito de jogo” (que aliás você não é o inventor)…

Bem, em tempo algum, desde a existência dessa humilde blog, e muito, muito tempo antes da existência do mesmo, me coloquei como inventor dele, pois não se inventa estilos, que são definidos por eles mesmos, advindos que são de princípios técnico táticos bem fundamentados, quase uma “escola”, e muito menos conceitos que jamais utilizei, como por exemplo, esse da Espanha, do qual o hermano quis se espelhar, apesar de considerá-lo excelente (o conceito), mas que contraria o que defendo, ou seja, a dupla armação e três alas pivôs, com larga literatura em texto e vídeo aqui publicados, discutidos, exemplificados e colocados em prática no campo de jogo, num ineditismo que ainda não encontrou discordâncias provadas e fundamentadas na literatura nacional (?) e internacional, ou você tem conhecimento de algo semelhante para de uma forma educada, reconheço, descobrir uma veia de charlatanismo de minha parte?

Acredito que não, talvez a crença de que se tratando do grande jogo, nada que se destaque como inédito possa nascer fora do hemisfério norte, como muitos outros princípios evolutivos que nos são negados a primazia, ao sermos reconhecidos como “inferiores”…

Mas algo tenho de considerar e mesmo declarar, o fato de que o técnico espanhol Aíto Garcia publicou um texto para um congresso técnico em 1989, em que explanava um sistema de jogo baseado na dupla armação e três pivôs, porém tabulando e hierarquisando todas as jogadas e deslocamentos possíveis, tornando-o altamente complexo e de dificílima aprendizagem, mesmo na elite, daí não ter sido utilizado em seu país em sua essência.

Então o que tornou inédito o conceito de jogo que desenvolvi ao longo de mais de quarenta anos, desde a base até a elite? Acertou, prezado João, o fato de ninguém, além de mim, o ter utilizado à luz da livre iniciativa, larga criatividade, somente possíveis através o livre arbítrio promovido pela improvisação consciente e lastreada pelo grande conhecimento e domínio dos fundamentos individuais e coletivos do grande jogo, assim como a constante repetição dos mesmos, sempre e sempre, enquanto pertencerem a equipes de competição, numa, ai sim, “forçação de barra” João, que é o sustentáculo de todo princípio técnico desportivo, sem o qual nenhum conceito de jogo se torna minimamente factível, vide nossa seleção com a pobreza fundamental que ostenta, frente a escolas como a americana, espanhola, argentina, etc, etc…Todas respaldadas nos fundamentos.

Por fim, de forma alguma me penitencio ou me penitenciarei acerca de algo que me pertence por direito, estudo, pesquisa, divulgação, ensino e técnica, e do qual sempre fiz questão de tornar público, para que os mais jovens técnicos o desenvolvessem, encontrassem outros caminhos e opções, sob o signo do bem comum e do democrático direito a informação, sem os quais nenhum progresso será auferido ao grande, grandíssimo jogo.

Repetir, divulgar, provar e quem sabe, tornar à competição a mim covardemente negada, para repetir, repetir, repetir…inovar…

Amém.

Foto (repetindo,repetindo…)- Arquivo pessoal. Clique na mesma para ampliá-la.

 

O MASCOTE #2…

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Foi um inicio de jogo bastante eficiente, defendendo e atacando, onde um esboço de coletivismo transparecia no empenho de todos, ocupando espaços e restringindo o dos sérvios, sufocando seus homens altos e contestando com firmeza no perímetro externo…

 

Lá pelo fim do segundo quarto, com uma boa diferença no placar, começaram a pipocar os arremessos de fora, em um início de abandono do jogo interno, tão eficiente até aquele momento, que somado aos oportunos contra ataques originados pelo domínio dos rebotes defensivos, levaram de roldão a alta, porém lenta equipe européia, de forma para lá de convincente, apesar da réstia de desconfiança deixada pela volta ainda contida dos vícios corriqueiros dessa oscilante e estabanada equipe…

 

E deu no que deu no terceiro quarto, onde uma armação pífia e uma volta ao jogo exterior das famigeradas bolinhas, permitiu a retomada do jogo pelos sérvios, com um substancial aumento de velocidade em suas ações, uma boa calibrada em seus arremessos, pouco ou nada contestados pela nossa seleção, saindo de uma diferença de 16 pontos para uma perigosa dianteira, num placar vexaminoso de 12 x 32, fazendo perigar uma partida que deveria estar vencendo com boa margem, se mantido o bom comportamento tático dos quartos anteriores…

 

Veio o quarto final, e com ele um pequeno, porém salvador ajuste no jogo interior, mas que não foi tão eficiente do que algumas bolinhas que caíram dessa vez, principalmente pelas mãos do Marcos, bastante feliz nesse importante jogo, as mesmas bolinhas que no segundo erro originou a sacada do jogo do mais do que eficiente jogador do primeiro e decisivo quarto, o Leandro, que inclusive não retornou no último, deixando no ar uma instigante questão – Bolinha, não importando se forçada ou não, errada=banco, acertada=tempo de jogo, tão contidas nas outras três partidas desse mundial em nome de um jogo interior e coletivista mais encorpado e eficiente, de repente se torna a chave do tamanho da equipe? E se nos próximos ocorrer o mesmo que tem ocorrido com o pivô “especialista “ dos três, que ainda não acertou nenhuma quando foi para valer, e não caírem sob intensa contestação? Num pequeno exercício de números, frente ao equilíbrio, nos acertos da pequena e média distâncias, foram os três arremessos de três a mais, ou 9 pontos, que nos levaram a uma vitória de 8 pontos, ao contrário dos devastadores primeiros quartos, onde o jogo interior, veloz e coletivo não dependeu diretamente das bolinhas, a não ser de forma complementar, que é o correto quando se tem um poderio tão claro dentro do perímetro…

 

Na etapa eliminatória que nos aguarda mais adiante, expurgar tanta oscilação torna-se fundamental, apesar da fragilidade de um banco comprometido com a mesmice técnico tática, na qual construiu seu percurso no grande jogo, fator restritivo a grandes voos, a não ser que no curto prazo de alguns dias mudem sua maneira de atuar, o que, honestamente, não acredito que ocorra. Mas, quem sabe, os pacientes deuses resolvam dar uma ajudinha…

Em Tempo – Tivemos hoje um novo mascote, ficando eu curioso para saber quem ocupará o cargo no próximo importante jogo.Contra o Egito não vale…

 

Amém.

 

 

 

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