OS INOMINADOS…

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Paulo, os playoffs do NBB se encerraram e você mocó, por que, resolveu ignorar?…Não, claro que não, mas, agora quem questiona sou eu, comentar uma mesmice perene e inamovível, mesmo cercada de emoções a mil, e recheada de erros de fundamentos que assustam para valer?…

             E mais, assistir incrédulo americanos meia boca “encerarem” a quadra, monopolizando a bola a seu bel prazer, sob a passividade defensiva fora e dentro do perímetro, numa permissividade inadmissível sob qualquer critério técnico que se escolha, mas que aufere vitórias e classificações improváveis, dignas de um basquetebol tatibitate, e que ainda engatinha à sombra de uma forma de jogar, que celeremente vem sendo substituída por algo ainda negado por aqui, arraigados que estamos ao sistema único, ao 1 x1, às bolas de três, à frouxidão  consensual defensiva, na contra mão da busca pela velocidade, habilidade e criatividade, que são a resultante de um enorme domínio dos fundamentos individuais e coletivos do jogo por todos os jogadores, e não um ou outro diferenciado, como os meia bocas mencionados, numa carreata liderada por estrategistas que se repetem ad nauseum em pranchetas midiáticas e absolutamente inexpressivas técnica e taticamente, num carrossel de repetições e lugares comuns, de coisíssimas nenhumas…

E o pior, assistirmos a dissolução de equipes derrotadas pela má gestão técnica, pela escolha de “nomes” valorizados por espertos agentes, esquecendo no limbo da história jogadores realmente importantes, veteranos ou não, para uma equipe, para um sistema de jogo coletivista, diferenciado, ao largo da mesmice implantada de forma absurda e profundamente burra por um corporativismo que visa a manutenção do que ai está, imexível e garantidor de um  mercado de trabalho tão, ou mais medíocre que suas anacrônicas capitanias hereditárias…

É duro saber de antemão o destino de bons e úteis jogadores que se matam numa Liga Ouro para classificar suas equipes, sabedores que sucedendo a classificação serão trocados por outros mais “ranqueados” para o NBB, segundo a “altamente qualificada” opinião de agentes, dirigentes e estrategistas de plantão, claro, todos afinados com a mesmice endêmica que defendem com o denodo de “donos do pedaço” que julgam ser…

Pena que nossa educação e conhecimento desportivo, do grande jogo em particular, seja tão canhestra, tão ignorante, fatores estes que poderiam ser decisivamente confrontados se ao menos uma equipe, bastaria uma somente, mesmo sem muita verba, sem muito apoio midiático, porém formada por jogadores de verdade, repito, veteranos ou não, competentes em seu labor, valentes e corajosos o suficiente para adotarem novas formas de jogar, de se comportar, de acreditar em algo inteligente e desafiador, reunidos em torno de um técnico que exigisse comprometimento nivelando a todos em torno dos movimentos básicos, como um barco onde remam numa mesma direção, com humildade de aprender, e o mais importante, reaprender e apreender ações e movimentos individuais e coletivos, para um pouco mais além, abraçarem um sistema de jogo proprietário, e não um decalque estúpido e retrogrado do que ai está implantado desde sempre…

Mais duro ainda é o fato de testemunharmos os comportamentos da grande maioria dos técnicos ao lado da quadra, nos pedidos de tempo, numa mistura de proposital teatralidade, ferocidade no trato com jogadores, ingerência desproporcional junto as arbitragens, ao não reconhecimento dos erros, sempre direcionados a equipe, aos juízes, nunca ao sistema que usam e abusam com seus chifres, polegares e canetas hidrográficas, todos pertencentes a elite do lugar comum em que nos encontramos, inclusive os brand news…

Mas como não há mal que sempre dure, quem sabe emergirá dessa densa penumbra, uma agremiação corajosa, sem medos de inovações, propensa a um passo além da mesmice vigente, que adote os fundamentos como base física e técnica no seu preparo, que resolva jogar muito além de um sistema único retrógrado e acomodado, que converse e discuta seus passos no dia a dia, onde os jogadores se respeitem ao trabalharem igualmente, numa permanente troca de valores e conhecimentos, quando descobrirão o portal de entrada na constituição de uma verdadeira equipe, que acerta e erra junto, paciente e madura, humilde e brilhante…

Paulo, você realmente acredita na possível existência de uma equipe assim? Claro que sim pois já dirigi por 49 dias uma desse naipe no NBB2, e que ainda poderia ser reunida, pelo menos alguns de seus componentes, afinal de contas as equipes midiáticas não querem, ou se interessam pelos jogadores que a compuseram, espalhados que estão pelo país, mas que se reunidos dariam um trabalho imenso para serem derrotados, e disso tenho a mais absoluta certeza, e sabe porque? Porque são muito bons, apesar de opiniões contrárias dos estrategistas de plantão…

Amém.

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EQUÍVOCOS PONTUAIS…

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Difícil convivência com gelo e calor, mais antinflamatórios, indefinido tempo de repouso, dor, numa ciranda prostrante por conta de um ciático teimoso e persistente. Nos intervalos de trégua, um tempinho para o blog e o preparo para a palestra de quarta feira próxima no Seminário de Didática e Prática de Ensino de Educação Física na Universo em Niterói. à partir das 9:30 da manhã.

Voltando ao blog, mais uma já tradicional coletânea de equívocos por onde transita o nosso mal tratado basquetebol, que apesar de tudo ainda se estabelece como a terceira escolha nos ingressos para a Rio 20016, perdendo somente para o volei e o futebol, provando que se fosse um pouco mais organizado e dirigido colocaria as escolhas em seus devidos lugares, fato que a turma do COB, oriunda da primeira colocada, tudo fará (como tem feito) para que nada seja revertido no comando da CBB, garantindo sua “supremacia”, por conta da enxurrada de mal feitos técnicos e administrativos lá cometidos…

Seguindo, é duro de acompanhar o que está sendo feito com alguns jovens valores como o Caboclo, Bebê, George e Lucas, entre outros mais, anunciados como prospectos para a NBA, e que honestamente falando e analisando, ainda estão muitos anos luz daquela realidade, a não ser no ideário de alguns vivaldinos de olho no “ervanário” que aquela mega liga poderá representar de lucros, não importando muito se  resultados negativos advirão, afinal de contas, num país dessa dimensão, muitos outros prospectos não faltarão, e quem sabe, compensando com sobras os “investimentos” realizados, bastando que vingue ao menos um…

Em seu último discurso, o Bebê já investe no ganho de peso e massa muscular, para enfim abandonar seu sonho de ala pivô, para se transformar em mais um massudo pivô, como desejam seus conselheiros/investidores, na contra mão de grandes e já estabelecidos pivôs da grande liga, que “afinam” suas silhuetas a fim de se situarem tecnicamente aos novos parâmetros de velocidade e agilidade junto as tabelas…

Fico pensando em qual das quatro equipes finalistas da NCAA poderiam ser encaixados o Caboclo, o George e o Lucas, ou mesmo uma das 64 participantes do March Madness, com a técnica que ostentam nos fundamentos do jogo, e o como pode ser possível que se aventurassem na liga maior, para onde são canalizados os melhores universitários, treinando uma semana na maior academia de basquete da Florida, como? Creio que, a não ser por um por um muito bem planejado projeto de estabelecimento da NBA em nosso país, promovendo midiaticamente, promissores talentos tupiniquins na mesma, não consigo vislumbrar real capacitação técnica provendo-os para a elite do basquete mundial, pelo menos até agora…

E o que dizer de mais um périplo de nosso comandante da seleção, indo de encontro dos craques da NBA, e das ligas européias, como um mascate em busca de compradores de um projeto de jogo, quando o correto seria o caminho inverso, numa relação de comando absolutamente equivocada?…

Finalmente o NBB, sim, tenho visto todas as transmissões, que aliás ontem, no jogo entre Paulistano e São José pela web, com o atraso do narrador pelo trânsito paulista, tive a grata surpresa de ouvir uma verdadeira narração de um jogo de basquetebol, sem arroubos, “monstros” e que tais, mas uma exposição pausada, pensada e esclarecedora do comentarista Cadun que o substituiu, mostrando a parte tática com precisão e concisão, o desenrolar e desenvolvimento das jogadas, das defesas e das ações individuais, de forma brilhante, e não expondo os telespectadores a narrativas de futebol, como se os mesmos fossem cegos e absolutamente ignorantes do grande jogo, e mais, sem os dispensáveis louvores, titulações e o rasga seda caipira de sempre. Pena que foi somente um quarto de bem narrado e explicado basquetebol…

Quanto aos jogos, elogiar as bem sucedidas tentativas do jogo interior, mesmo no sistema único (que é o único que conhecem…), oportunizando melhores e bem vindas intervenções de nossos razoáveis  pivôs (que se mais acionados, sem dúvida melhorariam…), assim como a flagrante atenuação da hemorragia dos três pontos em praticamente todos os jogos desse playoff, mostrando a exequibilidade de vencer jogos de 2 em 2 e de 1 em 1, faltando somente a melhoria defensiva e leitura de jogo, a fim de diminuirem os muitos erros de fundamentos ainda cometidos, fator altamente negativo em uma divisão de elite…

O que faltou, e que vem faltando desde muito tempo? Sistemas diferenciados de jogo, para sairmos dessa mesmice endêmica que nos limita ao plano da mediocridade tática em que nos encontramos…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV e Divulgação LNB, Clique nas mesmas para ampliá-las.

 

A LIBERDADE CRIATIVA…

P1100502-001P1100507-001Ficou engraçado ouvir os diversos comentáristas televisivos discorrerem sobre as equipes no March Madness da NCAA, pois de uma forma geral contrariavam seus notórios posicionamentos técnicos e táticos, rigorosamente sedimentados no sistema único (o tal das posições de 1 a 5 e suas jogadas padronizadas…), frente a uma realidade que contrastava seriamente os mesmos dentro do campo de jogo, onde suas arraigadas convicções ruiam uma a uma, a tal ponto que, num determinado momento do jogo Kentucky e Winsconsin, um deles afirmou constrangido que esta equipe fazia um jogo com cinco abertos, quem sabe para a chutação de três (fixação do mesmo…), quando o entra e sai de jogadores e bola no perímetro interno era o que se via com uma clareza ímpar, numa forma de jogar jamais aceita, não só por ele, mas pelos demais especializados, adeptos desde sempre dos cincões, das bolinhas do 1 x 1, e das esterradas “monstro”…

Por mais que neguem, uma revolução está em andamento como jamais imaginaram, centrada em jogadores acima dos 2,12m capazes de conduzir, fintar e progredir com a bola em perfeito domínio, assim como se deslocarem em todos os sentidos, dentro e fora dos perímetros, ágeis, lépidos e combativos, mais pelo posicionamento do que pelo físico, e tudo e por tudo semelhantes aos armadores, cada vez mais criativos e autônomos (poderiam ser mais, não fosse a resistência controladora de ainda muitos técnicos presos a dogmas, e como aqui, a pranchetas midiáticas), que inexoravelmente irão de encontro a liberdade criativa, queiram ou não os “estrategistas”, daqui e de lá tembém, afinal, a proposta evolutiva do Coach K também encontra resistências, pois vultosos investimentos estão em jogo…

Por aqui teimamos na cópia canhestra de uma mesmice endêmica e cada vez mais hermética, fruto do corporativismo de um grupo que se apoderou do controle do grande jogo, blindado que se encontra a qualquer manifestação contraditória a seus princípios. marginalizando a qualquer um que tente estabelecer algo do novo, de “diferente”…

No entanto, podem tentar enterrar a verdade, matá-la nunca, e as provas ai estão escancaradas, ironicamente vindas da matriz  que incensam e idolatram colonizadamente, e tanto, que não se apercebem das profundas e radicais mudanças que lá eclodem com firmeza e sem volta…

Desde muito tempo preconizo esses novos tempos, pelo estudo, pesquisa, aplicação e desenvolvimento dessa “nova” forma de ver, sentir e jogar o grande jogo, e esse blog é a prova definitiva desse posicionamento, queiram, ou não reconhecer, todos aqueles que sempre negaram aceitá-lo, mas que já se preparam para recepcionar e patrociná-lo como de suas verves, afinal, está vindo do oráculo, única origem que aceitam e copiam desde sempre…

Bem, logo mais teremos a grande final entre Duke e Winsconsin, divisora, agora no âmbito colegial, entre a antiga e nova visão da modalidade que mais evolui dentre os desportos coletivos, e que por essa razão exige a máxima dedicação à formação de base, e permanente desenvolvimento de sistemas diferenciados de jogo na elite, onde a liberdade criativa seja desenvolvida e preservada desde sempre.

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

 

A ENDEUSADA E MIDIÁTICA MESMICE…

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Um dia Nelson Rodrigues afirmou que “toda unanimidade é burra”, no que parece ser hoje a mais autêntica das verdades quando o tema é basquete brasileiro. Loas e unanimes ovações pipocam na mídia especializada situando o grande jogo como um produto em plena ascensão junto ao público, com competições cada ano mais acirradas e equilibradas, crescente vinda de estrangeiros dentro e fora das quadras, patrocínios mais fidelizados, retomando aos poucos o domínio continental, mesmo ainda muito carente naquele fator divisor de águas junto a realidade competitiva internacional, o fator técnico…

Sim o fator técnico é o nosso sempre exposto tendão, doloroso e incapacitante, na medida de nossa já estabelecida mesmice endêmica, implantada à sombra do sistema único calcado na NBA, e “enriquecida” com a aceitação de um reinado, o das “bolinhas”, que estabelece a convergência como padrão a ser copiado e seguido, inclusive, e de forma lastimável, pela formação de base em todo o país…

Hoje, lideres de nossa liga maior, vencem jogos atrás de jogos convergindo copiosamente, como ontem, quando Bauru derrotou Mogi (97 x 75) perpetrando 19/38 bolas de três e 14/24 de dois, com um dos seus pivôs, Hettsheimeir arremessando 6/14 lá de fora, e o ala armador Alex 7/10 da mesma distância, ante um sistema defensivo anacrônico e profundamente equivocado por parte de Mogi, pois mesmo enfrentando um sistema de jogo usado por todas as equipes da liga, inclusive ela mesma, com seus idênticos chifres, punhos, camisas, e correlatos, bastaria ter utilizado uma engenharia reversa do mesmo, na formulação antecipativa de um bom e eficiente modelo defensivo, no qual tentativas de bolas de três ao serem contestadas, opcionariam  defensáveis penetrações e bolas de dois pontos, equilibradas que seriam se a recíproca se baseasse também no princípio de que de 2 em 2 se vencem partidas, com mais segurança, eficiência e precisão, e não através de insanos duelos de bolinhas e mais bolinhas…

Mas o que se pode atestar com grande margem de segurança, é a generalizada aceitação, utilização e monocórdia presença de uma realidade, triste realidade, aceita por todos, jogadores, agentes, dirigentes analistas, jornalistas e, principalmente, os técnicos, todos estrategistas do caos existente e de muito difícil solução, a não ser que se adapte, pela incapacidade criativa de todos, algo diferenciado, ousado, corajoso, revolucionário, à imagem do proposto pelo Coach K após os sucessivos fracassos de seu país em mundiais e olimpíadas, hoje uma realidade que todos reconhecem pelos resultados alcançados em seus campeonatos nacionais e competições internacionais, onde um novo paradigma se faz presente, com uma proposta antagônica às rígidas posições de 1 a 5, marca indelével do sistema único, onde uma sempre presente dupla armação coordena as ações de três alas pivôs transitando permanentemente no perímetro interno em grande velocidade, agilidade e destreza nos fundamentos básicos, não esquecendo, inclusive, de algumas outras soluções encontradas, estudadas e aplicadas em outros países, inclusive o nosso, infelizmente aqui sufocada e varrida para baixo do tapete da história, pela descomunal força de um corporativismo insano e discriminatório, implantado desde algum tempo entre nós…

Enfim, ao patinarmos descontroladamente no bojo de uma sistematização anacrônica e tristemente limitadora, acrescida de uma “filosofia convergente”, onde bolinhas e enterradas se constituem no “ápice do basquete”, conforme a midiática opinião dos “entendidos de plantão”, em seu proposital, senão ignorante, desconhecimento do grande jogo, omitindo do mesmo os básicos fundamentos, como a estrutural condição de sua existência, coisificando-o ao nível de suas “convicções técnicas e táticas”, ausentes fatores estratégicos que explicam e justificam sua letal e estupida omissão…

Temo pelo futuro do basquetebol entre nós, que apesar de sua falseada grandeza midiática, não consegue, por mais que tente, esconder a falsidade maior, a de que aos poucos, porém irremediavelmente, involui naquele básico fator, o técnico, o fundamental, que o eternizou como o grande, grandíssimo jogo…

Amém.

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SEMANA DEMAIS…

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Nesta semana e meia que nada postei no blog, tive a oportunidade de testemunhar alguns fatos bem importantes que passo a relatar:

- Primeiro, a significativa e bem vinda redução da artilharia de fora nos jogos do NBB, e claro, como alguns irão patrocinar, por influência direta das transmissões do March Madness da NCAA, onde predomina em essência o fortíssimo jogo interno, destinando os longos arremessos aos poucos especialistas de cada equipe, e jamais através a longa campanha emanada dessa humilde trincheira sobre a temerária validade dos mesmos, como o vemos e praticamos em terras tupiniquins…

Não importando a origem reducionista, é algo alentador assistirmos jogos onde a assistência interna vai se impondo aos poucos, incluindo os pivôs nas concepções ofensivas, e não somente como arrecadadores de rebotes originados pela sanha autofágica de um sistema de jogo absurdo e deplorável, mas que ainda está muito longe de uma autêntica mudança de hábitos, que necessitará de algum tempo para ser convincente e competentemente ensinados e auferidos…

- No entanto, tornasse um exercício aterrador sermos bombardeados por comentários televisivos raiando o inacreditável, quando em belos e bem disputados jogos da NCAA, nos deparamos com verdadeiras encíclicas de auto promoção, vaidades, ironias, piadinhas e outros penduricalhos perfeitamente dispensáveis, numa enxurrada de achismos e pitacos pouco críveis e de questionável seriedade, e que passam a kilômetros do que testemunhamos ao vivo e a cores, principalmente quanto a verdadeira revolução técnico/tática por que vem passando o basquete americano, principalmente em sua colossal base colegial, cerne inquestionável de seu poderio, liderado não mais pelo solitário Coach K, agora acompanhado maciçamente por seus colegas, muitos passando dos 65 anos, provando de forma magistral que experiência e rodagem ainda dão as cartas quando o assunto é o grande jogo, mas que ainda encontra no seio de nossas carpideiras, televisivas inclusive, saudades e menções sobre “cincões” e “bolinhas”, sem as quais não se ganham jogos, entre outras discutíveis e lamentáveis opiniões…

- Mas, eis que de repente, surge na telinha o presidente da novíssima ( pena que restrita) ATBB (ou ASBRATEC), discutindo aridamente com um trio de arbitragem, demonstrando a todos seus filiados (até agora parece que são 15, todos do NBB…) como deve se comportar éticamente um técnico nivel III galardoado pela ENTB/CBB, junto às arbitragens em jogos do NBB, que é o parâmetro para os técnicos de todas as divisões da modalidade no país, num irretocável exemplo para todos do que façam o que faço…

- E pela enésima vez assisto num jogo feminino o técnico insistir – “Sem utilizar o sistema não tem jogo…” Mas como fazê-lo se as jogadoras encontram na bola e no domínio de seus corpos os maiores obstáculos? Como jogar se não dominam o básico, os fundamentos, como?…

Amém.

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LÁ E CÁ…

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Ficar doente é bastante desagradável, e mais ainda quando um importuno nervo ciático teima em não ceder na velocidade que desejamos, incomodando para valer. Mas, tem o lado compensatório pela imobilidade forçada, a de por em dia a papelada acumulada, e poder assistir toneladas de jogos de basquete, da LNB, ENDESA, Euroliga, WebNBB, NCAA, NBA, ufa, é jogo demais, e nem sempre satisfatórios técnica, e mesmo taticamente…

Mesmo assim, ainda dá para exercitar conceitos de jogo, comparando, entendendo e analisando-os, na medida do possível,  através a ótica do que melhor poderíamos aprender com os mesmos, técnica, tática,  administrativa, e mesmo, politicamente…

De saída salta aos olhos uma inevitável comparação, até mesmo por se tratar de uma faixa etária similar, a que se encontra entre os 18/22 anos, como no caso da LDB e a NCAA…

O brutal contraste existente, como um profundo fosso separando as duas ligas na porta de entrada das divisões de elite de seus países, não deixa dúvidas do enorme caminho que ainda teremos de percorrer para chegarmos um pouco mais perto daquela paquidérmica competição universitária, se é que algum dia lá chegaremos…

A começar pelos investimentos materiais, pessoais, acadêmicos e de apoio midiático, fora o mais importante de todos, a formação de base, como o advindo de uma realidade escolar muito bem implantada, contrastando com a inexistência de uma simples política educacional e desportiva entre nós, que de saída nos deixa irremediavelmente fora de qualquer simplória comparação…

Escola e universidade são a base cultural americana, mantenedora das tradições, da pesquisa e da cidadania, apesar de algumas contradições (vide o artigo anterior aqui publicado), apresentadas em seu sistema democrático, fatores estes muito diferentes da nossa realidade, onde educação e desporto são negligenciados a beira do descaso, da criminosa omissão…

Então, vemos uma competição master, apresentando o melhor de seus jogadores,em estádios e arenas sempre cheias, entre os quais alguns poucos seguirão a carreira profissional, e a grande maioria, de posse de uma formação superior, seguirá em sua caminhada cidadã, na produção de saber, riqueza, e prosperidade para seu país…

Enquanto isso, num campeonato totalmente patrocinado pelo estado, em pequenos ginásios sempre vazios, clubes deficitários apresentam equipes semi profissionais, carentes de estudo e formação acadêmica, e apresentando às claras o enorme fosso que os mantêm longe da turma do hemisfério de cima, a acachapante distância que os separam na técnica e leitura do grande jogo, o domínio absoluto dos fundamentos, fruto de uma competente formação  de base, naquele ambiente em que se encontram os jovens, a escola…

Infelizmente é um obstáculo quase intransponível, pois são realidades opostas, educacional e culturalmente falando, e quando muito poderíamos diminuir um pouquinho se apresentados a uma real e factível politica nacional de educação, onde o desporto estaria representado, dentro de nossa realidade material, porém lastreada por objetivos bem esquematizados, realísticos e dentro de nossas possibilidades sócio econômicas, num projeto a médio/ longo prazo, como devem ser desenvolvidos projetos sérios e responsáveis, e não essa correria de última hora patrocinada por quem, em tempo algum, se preocupou com base, educação e cultura de um povo, e sim pela lucrativa indústria das obras faraônicas e dos legados fajutos…

Vendo os universitários americanos, altos e baixos, largos ou atléticos praticando o grande jogo com técnica e conhecimento tático, e comparando-os com nossos sub 22, podemos, sem muito esforço, compreender a enormidade do fosso que os separam, e lamentar profundamente a não existência de um mínimo de vontade politica para que nossos jovens tenham a oportunidade de vivenciar em pleno o incomparável universo que representa um ensino de qualidade, que é um direito constitucional deles, negado desde sempre neste enorme, desigual e injusto país…

Amém.

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HABLANDO DE FRACASSOS…

P1100281-001P1100286-001P1100290-001P1100292-001P1100311-001(…) – Se vocês me perguntarem se estou triste, é claro que sim. Mas de maneira nenhuma estamos nos sentido fracassados. Fracassado tem que se sentir quem não consegue chegar até aqui (…).

( Trecho da matéria publicada no Globoesporte.com)

Sem duvida uma arrogante declaração de quem simplesmente “se acha”, mesmo perante evidências de falhas que não admite reconhecer, quiça corrigir, pois foram falhas repetidas ao longo do torneio, principalmente no aspecto estratégico ao considerar seu adversário um franco atirador sem pressões para jogar, o que se mostrou um erro colossal…

Os mexicanos com seus bons americanos vieram para vencer, como o haviam vencido em Cancún, de uma forma que não deixou margens para dúvidas quanto a sua intenção de faturar o troféu, com ou sem pressões de qualquer ordem, e para tanto apresentou suas armas de saída, forte defesa exterior, contestando com energia as metralhadoras rubro negras ( 6/28 de três pontos), e maior ainda combatividade interior, frente ao único pivô que por lá se aventurou, o Meyinsse, solitário, porém eficiente, mas pouco, muito pouco acionado, principalmente no quarto final e prorrogação, quando a grande estrela adversária, o pivô Keenan, atuou com quatro faltas pessoais, sem ser pressionado à quinta falta, ou mesmo na facilitação de conclusões a curta distância…

Fracassou de saída na escalação inicial com o Marcos em dupla armação com o Laprovittola, pois o enorme ala nem de raspão pode ser qualificado tecnicamente para a função, pois sua ambidestralidade é discutível, assim como seu drible progressivo pela esquerda, tornando-o acéfalo na função, se comparado com o Benite, ou mesmo o Marcelo…

Fracassou no frágil estabelecimento do jogo interior, com seu pivô isolado, sem o apoio direto de seus companheiros, confiando na artilharia exterior, e nas esporádicas penetrações dos armadores, ambas as situações muito bem contestadas pelos “franco atiradores de plantão”…

Fracassou ao permitir a convergência nos arremessos de sua desequilibrada equipe (22/30 de dois e 6/28 de três), numa perda de esforço físico, quando bastaria tentar a metade dos erros de três em tentativas de dois, mais seguras e eficientes, para ter vencido a partida, numa simplória continha aritmética…

Finalmente, fracassou ao ainda permitir que sua formidável equipe cometesse 17 erros de fundamentos num jogo de tal porte, provando que a importância absoluta que aufere às suas táticas e sistemas, superam em muito a dos fundamentos básicos, que claro, é da responsabilidade exclusiva dos jogadores, e não de um estrategista que se coloca acima de fracassos, que ficam por conta dos que lá não chegaram…

Amém.

 

A FESTANÇA…

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A festa do basquete LNB/NBA em Franca foi portentosa, prestigiada pela enorme audiência local, tida como a capital brasileira do basquetebol, coordenada e organizada com competência, segundo o relato da mídia presente, pelos convidados, e pelos participantes diretos do evento…

Como o tradicional, competições de habilidades antecederam os jogos das estrelas, masculinas e femininas, entre brasileiros(as) e estrangeiros(as) participantes de suas respectivas ligas, com circuitos e jogos arbitrados pelas regras internacionais, garantindo a lisura dos mesmos, sem concessões , sem permissividades festivas…

No entanto, exceto pelo torneio de habilidades do ano passado, com a justa vitoria do Nezinho, voltou a se repetir a irregularidade acontecida nos três  circuitos antecedentes ao mesmo, privando o seu justo vencedor, o armador argentino Stanic, da meritória colocação, e prêmios correlatos…

Volto, por mais uma vez a esse assunto, pela relevância de uma competição de fundamentos do jogo, que apesar do aspecto festivo da ocasião, sempre será olhada pelos jovens iniciantes no grande jogo, como um exemplo a ser aprendido, apreendido e desenvolvido por toda sua vida desportiva, tanto pelo conhecimento e domínio técnico, como pela observância das regras do jogo, fatores que o tornam realmente educativo e culto…

As fotos aqui publicadas, foram reproduzidas do video da competição, separando os fotogramas que atestam a irregularidade, certamente visualizada pelos juízes presentes, responsáveis pelo controle e observância das evoluções de todos os competidores durante o circuito, aja vista suas interferências, com repetições e perdas de pontos sobre irregularidades cometidas nas etapas percorridas pelos jogadores, exceto naquela última  em zig zag com trocas de mãos, onde as disputas são definidas, pois aliam  velocidade e perfeito domínio e direcionamento da bola em sua progressiva trajetória, que não pode ser interrompida ou obstruída,  na qual preciosos centésimos de segundo podem ser economizados para o resultado final…

Exatamente nesse estágio do circuito, quando da existência de tempos similares, é que ocorrem as infrações, que demonstro e ilustro nas fotos aqui postadas, não no intuito de polemizar repetidamente, mais sim, tentar fazer incluir a justiça e apego às regras do jogo, sem as quais ele nunca teria sido alçado como o grande jogo, a imagem das sofisticadas técnicas de que é possuidor.

Amém.

 Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

RECAÍDAS…

Dois anos atrás tive um pinçamento de nervo ciático, que me fez sofrer por seis meses de dolorosos exercícios para recuperar todos os movimentos naturalmente, e com um mínimo de remédios no processo de cura. Duas semanas atrás, a reincidiva, através a singela ação de coletar frutos na minha gloriosa e repleta goiabeira, esquecendo porém que, aos 75 anos, aparentes e despretensiosas tarefas podem resultar em desastres…

E não deu outra, numa avalanche extremamente dolorosa de crises sequenciadas e renitentes. Mas mantive a política de ingerir o mínimo possível de medicamentos, retornando aos exercícios fisiátricos, dolorosos também, mas que, como daquela vez, resultarão em cura, um pouco mais demorada, mas pouco agressiva se comparados aos efeitos colaterais da quimica farmacêutica…

Por tudo isto, e pela incapacitação de teclar o computador, é que me mantive ausente do blog, mas nunca o esquecendo, até como terapia (nem sempre positiva), acompanhando os diversos campeonatos do grande jogo, no NBB, LDB, NCAA, NBA e Euroleague…

Mas, por pura teimosia, lanço um repto aos magníficos técnicos pátrios, para com isenção (será possível?…) apontarem quais jogadores da LDB teriam acesso às maiores conferências americanas da NCAA, com o que sabem e dominam dos fundamentos e leitura do jogo, não esquecendo que, australianos e canadenses de algum tempo para cá encaminham seus prospectos ao basquete universitário americano, para depois de formados e diplomados, se candidatarem, aqueles poucos, às seleções de seus países e até mesmo a  NBA, mantendo, no entanto, o mercado de trabalho garantido para a maioria na realidade cidadã…

E que também se perguntem  seriamente, como refutar a declaração honesta e direta do manager do Toronto ao afirmar que não entendia o fosso que separa a pujança física e atlética dos fundamentos do jogo dos dois jovens que lá se encontram, e que terão sérías dificuldades em se nivelar às exigências da NBA, ainda mais sem o estágio probatório acadêmico e formador…

Este é um aspecto que se revela ao assistirmos os doze jogos da LDB pela WEB, onde o grande número de erros realmente assusta, numa categoria que define o futuro da liga maior, onde as exigências táticas se sobrepõem ao fator primordial que as exequibilizariam, os fundamentos, os mesmos fundamentos ausentes em nossos “fenômenos”, mais idealizados que reais, e desestimulados ao ganho de educação e cultura, que estabeleceriam as bases futuras de suas vidas, somadas ao talento e competência desportiva, tornando-os mais competitivos e participativos na sociedade. O exemplo do George do Pinheiros, que declara ter deixado de lado os estudos para se dedicar ao basquetebol, em até três períodos diários, não deixa margem a dúvidas sobre esse tremendo equivoco que se estabelece no preparo desses jovens no país, e o pior, mantido com verbas oficiais…

Bem, quando do meu restabelecimento, voltarei a esse e os demais assuntos que teimo em dabater nessa humilde trincheira. Até lá, me perdoem a inconstância, mas é que numa crise ciática, até o incontido amor ao grande jogo dá suas vaciladas…

Espero estar melhor mais adiante, se os deuses me permitirem. Um abraço a todos.

Amém.

 

UM PREOCUPANTE, PORÉM RELEGADO LEMBRETE…

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Desde algum tempo, venho alertando para algo de muito sério que vem ocorrendo nessa LDB, festejada e incensada competição de pré vestibular, ou mesmo ante sala de entrada de jovens jogadores (sub 22 ) na liga maior em seu NBB. Paralelamente , tenho comentado sobre a enorme deficiência nos fundamentos do jogo, por parte da grande maioria dos jogadores da elite, que apresentam números que seriam inadmissíveis nas divisões de base, fator que tenho discorrido sistematicamente nos comentários dos jogos do NBB7…

Pois bem, reiniciou ontem a competição da turma da LDB, onde o aspecto que venho enfocando, os fundamentos, alcançaram números estarrecedores, que variaram de 29 a 63 (isso mesmo, 63!!) erros nas 12 partidas disputadas, apresentando a média de 45.1 por partida, num total absurdo e altamente comprometedor de 542, e isso na primeira rodada, deixando no ar a perspetiva de algo contundente, a nossa incapacidade de formar jogadores, em sua grande maioria, que dominem com firmeza e conhecimento o básico do grande jogo, seus fundamentos, onde as poucas exceções muito poucas, não contam…

E sequer são apontados nesse caudal de falhas primarias, os arremessos, que apresentou num dos jogos de ontem 26/75 de três pontos, realmente impressionante…

Como fiz na serie anterior, reservo aos leitores mais interessados nessa matéria, a função de mapear as rodadas daqui para diante, frente as quais poderão se confrontar com essa trágica e lastimável realidade, que num pequeno trecho redigido pelo Giancarlo Gianpietro no seu Vinte Um, transcreve uma reveladora observação – (…) Durante o Basketball Without Borders, fui questionado por um importante dirigente de um clube da Conferência Oeste sobre a discrepância que se nota entre o nível de potencial atlético das revelações brasileiras e os seus fundamentos básicos (…)

Creio que para bom entendedor, os números, os terríveis números, por si só, se bastam…

Amém.

Foto – Divulgação LNB.