A VITÓRIA DA MEDIOCRIDADE…

Teimoso que sou, testemunhei os 107 a 32 da seleção americana sobre a brasileira na sub 16 feminina da Copa América, surra conclusiva depois de duas derrotas seguidas, contra o Canadá ( 78 a 39), e o Equador (71 a 55), despedindo-se das semi finais da competição da forma mais humilhante possível. Nestes três jogos foram números terríveis apresentados pelas meninas patrícias, como os 23.1% (38/164) nos 2 pontos, contra 58.2% (74/127) das adversárias, 16.2% (7/43) nos 3 pontos, contra 23.7% (23/97), 53.7% (29/54) nos lances livres, contra 51.3% (39/76), e uma média de 23 erros por partida, contra 21 das turmas do lado de lá, deixando uma certeza absoluta, no fato de nossas jovens jogadoras simplesmente não saberem arremessar com um mínimo de precisão (nos 3 pontos a quantidade de air balls foi assustadora, e até simplórias bandejas perdidas ), além do fato constrangedor de que pouco, ou quase nada, sabem sobre os fundamentos do jogo, onde a ambidestralidade no drible é praticamente nula, a precisão nos passes passa a léguas de uma razoável execução, e o posicionamento defensivo e nos rebotes é algo inacreditável. Sobram espírito de luta e combatividade, em seus rompantes juvenis, porém órfãs de um preparo minimamente aceitável para uma disputa parelha com jovens da mesma idade, de países que levam a sério o grande jogo, na dimensão em que deve ser correta e competentemente ensinado em suas escolas e clubes comunitários por professores capacitados de verdade, na contramão do que priorizamos em sistemas e táticas “avançadas” de jogo, antes de serem preparadas nos fundamentos básicos, cuja ausência inviabiliza toda e qualquer pretensão técnico tática de seus luminares estrategistas, aferrados e enamorados de suas ridículas pranchetas…

E foi o que vimos, que continuamos vendo, no masculino, no feminino, ano após ano, e que continuaremos a ver, se algo de inovador e ousado não acontecer em nosso combalido basquetebol, que não merece ser surrado continuamente desde as categorias de base, onde tudo começa, campo onde pululam os falsos e mal formados técnicos de ocasião, patrocinados por oportunistas e profissionais do escambo, do favorecimento, do corporativismo deslavado, ocupando um nicho que deveria ser de excelência, do mérito, do saber, da experiência comprovada e incontestável, formuladora e avalizadora dos melhores, à parte dos Q.Is interesseiros e pusilânimes que nos esmaga pela mediocridade, enquadrada pelas midiáticas e absurdas “pranchetas que falam”, expositoras dos grafismos ininteligíveis e definitivamente analfabetos do que vem a ser o grande, grandíssimo jogo…

Mais uma geração está indo para os ares, sufocada e paralisada pela mesmice endêmica que pune atrozmente tantos jovens promissores e talentosos, travados e anulados por um batalhão de incompetentes adoradores do próprio umbigo, sabichões arrogantes, apaniguados e protegidos daqueles que no fundo, odeiam o grande jogo, ontem, hoje, e infelizmente num prolongado futuro, até um dia em que o bom senso, a justiça e o mérito se façam presentes, enfim…

Amém.

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O LEGADO A SER SEMPRE LEMBRADO…

 

“Se quisermos vencer lá em Franca, temos de fazer o jogo perfeito”, afirmava o jogador Marcos do Flamengo dias antes da grande final. E não deu outra, sua equipe, senão atingiu a perfeição, chegou bem perto, com uma atuação segura, lúcida no jogo interior (18/36, mesma contagem de Franca), arremessando de fora com mais parcimônia (9/25 contra 5/23), 18/21 contra 21/26 nos lances livres, parelhos nos rebotes (38 e 34), e com poucos erros (11 e 8), atingindo o placar de 81 a 72, vencendo com justiça e brilhantismo a maior competição do basquetebol brasileiro pela sexta vez em onze edições…

No entanto, o fator que mais sobressaiu na grande vitória da final, foi o sentido coletivista dos rubro negros no ataque, sempre atuando com dupla armação em combinações fatorais entre os quatro jogadores da posição da equipe, não permitindo quedas substanciais de aproveitamento ofensivo, a não ser em algumas situações quando não contavam com a presença do Balbi em quadra, e a grande noite dos homens altos em constante movimentação dentro do perímetro, envolvendo seguidamente a defesa francana, com pivôs mais fortes, porém mais lentos do que os lépidos rubro negros…

Do outro lado, um Franca reticente e mais falho nos teimosos longos arremessos do que a turma carioca, defendendo mal em momentos chaves da partida, como no primeiro quarto, cuja diferença no placar não soube recuperar nos demais, tentando nos 3 pontos ações que se tivessem sido aplicadas no interior do perímetro, onde alcançaram a mesma produtividade que seus adversários (18/36), sem dúvida poderiam obter um resultado mais favorável do que seus 5/23 de fora, numa continha que não me canso de lembrar daqui desse humilde blog, ou seja, se trocasse a metade dos falhados arremessos de 3 (no caso 11 tentativas) por outras de curta distância, insistindo mais no jogo interior, poderia ter vencido uma partida perdida por 9 pontos, ou não? Façam as continhas…

Disciplina tática, mesmo em situações críticas, se constitui em estratégia básica de jogo, onde a mais correta possível leitura de jogo define o desfecho favorável, ou não, de uma partida decisiva, onde jamais caberá o arrivismo ou as tentativas aventureiras baseadas no “se caírem as bolinhas” vencemos o jogo, só que não caíram, logo…

Não fosse o incorrigível fato das trocas frequentes desnecessárias no transcorrer da partida por parte dos rubro negros, quebrando sequências ofensivas bem concatenadas de um quinteto em quadra, ainda mais se o mesmo estava se saindo melhor ainda defensivamente, a equipe carioca poderia se alongar na contagem ainda no segundo quarto, mas o troca troca parece ser algo previsto pela necessidade da minutagem de seus galardoados jogadores, fator que terá de ser revisado para a próxima temporada, se desejar emplacar um sétimo título nacional…

No mais, parabenizo o Flamengo atual, que ainda precisa comer muito feijão para se aproximar do histórico legado construído e deixado pelo mítico Togo Renan Soares na Gávea, entupindo o maracanãzinho (com seus originais 25000 lugares) em jogos e campeonatos memoráveis…

Amém.

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O PAÍS DO FUTURO…

 

Você que é macaco velho, ou melhor, orangotango idoso, lúcido, experiente, observador, e para lá de precavido, ao olhar a foto acima, de saída conclui de que se trata de um grupo de jogadores com a insegurança estampada em suas feições, importando, e muito, um resultado que afastará a equipe de um Mundial ansiado e sonhado por todos eles, tão jovens, e tão desamparados do ferramental básico para a consecução do acalentado sonho, um preparo criterioso, justo, baseado num planejamento bem estruturado face a sua inexperiente juventude, que mesmo sendo muito talentosa, necessitaria de um preparo contundente nos fundamentos do jogo, muitos fundamentos, a fim de se posicionarem positivamente ante sistemas de jogo ofensivos e defensivos a que teriam acesso (o que certamente não ocorreu, ficando bitolados ao sistema único), e que sem o domínio pleno dos mesmos, poucas chances teriam para executá-los com sucesso, em oposição ao que, infelizmente aconteceu, quando ao término do quarto jogo na competição, alcançaram 20.2 erros em média (22/18/18/23), enquanto seus oponentes cometeram 15.7 (17/20/15/11), numa diferença significativa nessa idade (sub 16), assim como as baixíssimas porcentagens nos arremessos, a saber, 43.6 nos de 2 pontos, 16.4 nos de 3, e 57.1 nos lances livres, números muito aquém do mínimo exigido numa competição internacional, mesmo nessa categoria de 16 anos, etapa ideal para ensiná-los e corrigi-los na busca das técnicas mais adequadas para realizá-los, principalmente numa seleção nacional…

No entanto, mesmo com números um pouco melhores, ficaram esses jovens a mercê de um inexistente e planificado plano de jogo, onde o individualismo exacerbado dos armadores, encontraram incentivo permanente da direção técnica da equipe, como que desviando o protagonismo de um jogador que nos torneios continentais de sub 14 e 15, obteve números superlativos a sua idade, contribuindo em mais de 50% na pontuação daquelas equipes, conquistando os MVP’s nas duas competições. Sem dúvida alguma Motta não se saiu bem nessa importante competição, que culminaria na classificação ao Mundial, por um simples e objetivo detalhe, não lhe foi permitido jogar como deveria fazê-lo, obrigado a ceder espaço tático, e até estratégico aos armadores pontuadores (ou que deveriam sê-los), retirando, e até anulando (diria, auto anulando) uma grande e importante arma da equipe, por motivos que não ouso sustentar, considerando sua seriedade e proposital (?) objetivo…

Foi um desastre previsto desde o primeiro jogo, culminando com a derrota para uma equipe representativa de um país, a República Dominicana, com uma população de 10.7 milhões, e tendo perdido antes para o Uruguai com seus 3.4 milhões, Canadá com 37 milhões, e vencendo Porto Rico com seus 3.1 milhões de habitantes, todos fortes adversários de uma nação continente de 200 milhões, ou mais, provando de forma inconteste sua fragilidade sócio cultural esportiva nas formações de base de seus futuros desportistas/cidadãos. Mais trágico do que isso, impossível, realçado por escolhas equivocadas de inexperientes, ou mesmo, pseudos líderes, para comandar e liderar esse processo educacional de uma juventude órfã de amparo e incentivo em sua candente busca por uma educação de qualidade, direito presente e garantido (?) pela Constituição deste imenso, desigual e injusto país…

Foi-se a classificação ao Mundial, que seria um passo importante no processo de soerguimento do grande jogo tupiniquim, alijado por uma tomada de decisão que, em nome de uma política qualquer, premia currículos formados por trabalhos não autorais, signatários de ações e iniciativas de outrem na formação de base, mesmo precária, mas ainda existente em algumas escolas e clubes espalhados por este imenso país, premiando os oportunismos regados com verbas oficiais de incentivo concentradas em dois ou três “centros de excelência”, deixando de lado profissionais calejados e experientes, porém nulos em políticas e votos de ocasião, professores e técnicos de raiz que são, insubstituíveis em qualquer nação educacionalmente séria, que nos tem vencido sistemática e continuamente, até um dia em que tomarmos vergonha na cara, pusilânimes que temos sido até agora na defesa e socorro de nossos sempre esquecidos jovens…

Oportunidades como a que jogamos pela janela da história, deveriam servir de exemplo para não serem repetidas, claro, na medida em que se faça presente o peso do mérito, do conhecimento, da experiência, e principalmente, o do saber adquirido em muitas décadas de trabalho, e não através o falso conhecimento adquirido de forma osmótica em cursinhos e estágios de ocasião, muito mais regados a turismo e selfies auto promocionais  do que uma aprendizagem realmente atuante, repleta de experimentos e buscas por algo realmente inovador e autoral, e não cópia do que que “dá certo”, logo, aplicáveis sem maiores “complicações”…

Um ciclo importante para o nosso basquetebol foi interrompido, mas não encerrado, dependendo do que pretendemos realizar de proveitoso daqui para diante, e sugiro fortemente desde já, que a CBB reúna em torno de uma mesa as cabeças realmente pensantes do grande jogo do nosso país, para estabelecerem um processo didático pedagógico de ensino adequado a imensidão geográfica e demográfica que nos define como o eterno país do futuro, definição esta que devemos urgentemente mudar, para não afundarmos de vez, não só no basquetebol, nos desportos em geral, mas, no sentido mais amplo de nação, deseducada e culturalmente mal educada, princípio, meio e fim do bom combate, do valer a pena viver, trabalhar e produzir aqui…

Amém

Fotos – Reproduções da TV e Arquivo próprio. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

A TRISTE E LAMENTÁVEL FORÇA DE UM “VÃO SE F….!!”…

 

Nossos futuros jogadores a nível de seleção nacional estão em quadra, disputam em Belém a Copa América sub 16, classificatória ao Mundial sub 17, com quatro vagas disponíveis para as Américas, numa ótima oportunidade para participar daquele importante torneio, fundamental para a retomada do grande jogo em nosso país…

No entanto, algo preocupa bastante, a preparação da equipe para este salto qualitativo tão importante, teimosamente entregue a técnicos iniciantes, inseguros e despreparados, numa faixa etária que deveria ser liderada pelos profissionais mais bem preparados e experientes que temos, capazes de minimizar os possíveis erros, que se tornam irreparáveis quando nas mãos daqueles que mantêm distanciados os princípios  da diagnose e da retificação em seu trabalho técnico individual e coletivo, que quanto mais próximos, maiores serão os resultados positivos de um trabalho meticuloso e de alta e refinada técnica…

Antes de analisar a produtividade da equipe em plena disputa (já realizaram três jogos, contra Porto Rico, Canadá e Uruguai), fui buscar na internet informações mais detalhadas sobre o técnico nomeado pela CBB para a competição, encontrando duas entrevistas veiculadas pelo blog Área Restritiva, aqui e aqui destacadas, e que muito auxiliam nos comentários que exporei a seguir: – Lendo-as atentamente, sugerindo que o leitor o faça também, encontramos nitidamente as explicações sobre a forma de atuar da jovem seleção, referendadas pelo próprio entrevistado, com respostas que refletem com precisão o que está sendo visto e testemunhado em quadra, por todo aquele que se interesse minimamente pelo grande jogo, principalmente como são preparadas e treinadas as jovens equipes em nosso país, sendo, inclusive, comparadas pelo entrevistado com a de outros países, numa análise que o coloca de frente com suas próprias pretensões de se tornar o melhor técnico nacional, tendo a si próprio como o ente mais crítico, tornando-o imune às críticas além das suas previamente estabelecidas, num exercício unilateral nada recomendável num trabalho de interesse público no âmbito desportivo e educacional, do qual faz parte como professor e treinador…

Também intrigante a entrevista dada pelo técnico da seleção principal, Alexander Petrovich, no intervalo do primeiro jogo contra Porto Rico, dada ao comentarista televisivo da emissora paraense, quando mencionou as grandes diferenças que separam a preparação de base brasileira com a europeia e a argentina, enfatizando, entre outros fatores, o comportamento individualista de nossos jogadores em face ao coletivista dos europeus, colocando esse fator como o maior defeito da nossa formação de base, assim como a deficiência no ensino dos fundamentos básicos do jogo, resultando em jogadores inferiorizados frente aos americanos e europeus, coincidindo com o testemunho do atual técnico dessa seleção sub 16…

Que, no entanto, não tem apresentado explicações razoáveis sobre o comportamento técnico tático da equipe que dirige nessa importante Copa América, que vem apresentando a média de 19.3 erros de fundamentos por jogo, 42% (63/150) nos arremessos de 2 pontos; 16,6% (11/66) nos de 3 pontos, e 55,5% (35/63) nos lances livres, mostrando sérias deficiências nos diversos arremessos tentados e aproveitados, tendo imensas dificuldades contra defesas zonais, e grave ausência de um sistema ofensivo consistente, restando aos jogadores as sucessivas investidas de caráter individual, arrivistas e aventureiras, atitudes mais para um bando do que uma equipe treinada e ajustada, mesmo com uma preparação em tempo hábil, porém equivocada e inadequada para uma competição desse porte, numa prova inconteste da inadequação de uma comissão técnica inexperiente e despreparada para o comando. Com a derrota de hoje para o Uruguai (68 x 55), depois de perder para o Canadá (90 x 67), e vencer Porto Rico (72 x 58), a jovem equipe tem de vencer a República Dominicana na próxima sexta feira, se quiser a classificação ao Mundial sub 17 na Bulgária…

No entanto, se porventura esse comentário for taxado de injusto, parcial, ou outra conotação menos nobre, incluo um pequeno vídeo realizado num dos pedidos de tempo no terceiro quarto desse jogo com o Uruguai, como prova indiscutível da precariedade emocional e técnica de um treinador e professor (?), que se dirige a um grupo de jovens da forma mais abjeta e indesculpável possível, e que em hipótese alguma pode ser admitida perante o importante cargo que ocupa, como o líder educacional e desportivo de uma equipe representativa do futuro da modalidade nesse imenso, injusto e desigual país, que precisa ser resgatada através um trabalho bem planejado, executado com competência e conhecimentos comprovados, e não por ações e atitudes de tal monta, como a que recordaremos a seguir, lamentavelmente…https://www.youtube.com/watch?v=RMjxwBBSNYI

Agora temos uma robusta e irretocável resposta…

Amém.

Vídeo – Reprodução da transmissão da TV Cultura do Pará. Clique no link para acessa-lo.

 

OS IANQUES ESTÃO CHEGANDO…

Ginásio Gilberto Cardoso a meia boca (5760 espectadores para 12000 assentos), com torcida minúscula do Franca protegida por dois PMs portando escopetas num recinto fechado, numa precaução exagerada; setor de imprensa ao nível do solo atrás de uma das tabelas, privando-os de uma visão ampla da quadra (mas pelo que comentam e analisam estava de bom tamanho), e jamais imaginei tantos jornalistas especializados reunidos num jogo nacional, na medida em que a mídia se volta totalmente para a NBA, com seus jogos e campeonatos fartamente comentados e analisados, pinçados dos seus congêneres americanos; batidão ensurdecedor, e uma novidade, locutor/torcedor inflamando a torcida, aspecto que não deveria ser permitido numa quadra efervescente e passional…

Quanto ao jogo, bem, apresentou um Flamengo comedido na correria, atento aos arremessos fora do perímetro da turma francana, e o mais importante, cedendo espaços às suas penetrações para exercer um fortíssimo bloqueio interior, antecipativo e físico, controlando o rebote defensivo com vigor, e lá na frente, priorizando os médios e curtos arremessos através seus alas pivôs muito bem municiados por uma competente e dinâmica dupla armação, por todo o tempo da partida. Se arremessassem um pouco menos de três pontos (foram 5/21 contra 6/26 de Franca), insistindo mais nos dois pontos (22/42 contra 16/26), venceria por uma margem ainda maior, pois o domínio de seus homens altos em muito superou os de Franca, inclusive nos rebotes (43 a 30), que em várias ocasiões preferiram tentar arremessos de fora, esvaziando ainda mais o perímetro interno rubro negro…

Foi um jogo de muitos erros de fundamentos ( 33 – 14/19), e muito lance livre desperdiçado igualmente (17/25 e 12/20), logo, não alterando o placar final (76 x 62), num jogo bem pensado e executado pelos cariocas, principalmente na defesa, e mal planejado e pior ainda executado por parte dos paulistas, que precisarão mudar bastante sua concepção de jogo baseado na permanente convergência que praticou durante todo o campeonato, arremessando mais de três do que dois pontos (neste 16/26 e 6/26), e tentar um jogo interior mais presente e enérgico, assim como, reduzir bastante a chutação de fora, que aos poucos vai encontrando contestações mais presentes e competentes, vide o ocorrido lá na matriz, onde a equipe líder nessa concepção de jogo, já encontra respostas defensivas eficientes, como foi visto na primeira partida do playoff final da liga…

Enfim, se o bom senso prevalecer na grande final de sábado vindouro em Franca, poderemos assistir uma volta ao jogo bem jogado, com duplas armações atuantes e inteligentes, alas pivôs em constante movimentação nos perímetros internos, lutando por posicionamento técnico visando rebotes eficientes, conclusões mais seguras pela proximidade da cesta, posicionamento defensivo intenso e eficaz, e por que não, arremessos de três conscientes, equilibrados, com espaço suficiente para sua precisão, executados após passes de dentro para fora do perímetro, exclusivamente pelos reais especialistas dos mesmos, e não a farra autofágica que temos presenciado nos últimos anos, lastimável e inclusivamente desde a formação de base, espelhada por uma elite mais voltada ao espetáculo, ao aceno da  mídia, do que aos reais interesses de um grande jogo eficiente e presente por justiça no cenário internacional…

Assistiremos tal jogo? espero, honesta e sinceramente, que sim…

Amém.

Fotos – Arquivo pessoal. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

 

Em tempo – Não assisti, por não ter sido transmitido, a final da Liga Ouro, com a vitória da equipe da Unifacisa de Campina Grande, Paraíba. No entanto, compilei para registro próprio os tempos de permanência em quadra dos três jogadores americanos da equipe nordestina, e os três da equipe paulista, nos cinco jogos do playoff, que apresentaram números consistentes e indiscutíveis das suas importâncias capitais nos jogos, com participação média de 36 min em quadra, com os restantes e ínfimos minutos divididos pelos nacionais, em jogos com os seis em quadra por quase todo o tempo de jogo, agindo grupalmente, tática e tecnicamente, exceto pela intromissão pontual do Pezão e do Drudi nas formações básicas…

Imaginem agora, o que ocorrerá com a decisão tomada pela LNB, permitindo quatro estrangeiros nas franquias do próximo NBB, quando poderemos ver em quadra oito americanos e somente dois brasileiros, num campeonato nacional? Se tal absurdo for confirmado, deveriam completar o pacote, sugerindo a contratação oficial de um  intérprete para cada equipe (afinal, precisamos aumentar o número de empregos nesse imenso e injusto país), e pedindo uma tecla SAP para as emissoras de TV e da Internet que transmitem os jogos…

Num momento importante e transcendental para o ressurgimento sustentável do grande jogo entre nós, adotamos tão canhestro, submisso e colonizado estratagema, cujos interesses sócio econômicos transcendem um entendimento razoavelmente inteligente, substituindo o caminho, sabidamente pedregoso, porém inadiável de uma formação de base planejada e estudada pelas boas e abertas cabeças que ainda existem e subsistem no país, por um projeto de interesse de uns poucos inseridos no corporativismo vigente, que tanto empobrece o basquetebol no país… PM.

 

O PROCESSO…

Hora bem ouvir estrelas, enfim, as meninas do Brasil agora tem o melhor em seu comando, mesmo que em sua entrevista mais recente confesse que depois do convite da CBB passou a se interessar pelo basquete feminino, ver mais jogos, conhecer as jogadores, etc etc, ou seja, está num processo de descoberta, que é um fator inédito (mas não tanto, pois já houve outro antecedente, regiamente premiado…) no comando do feminino tupiniquim. Mas um outro processo está, a partir de agora a caminho, claro, sem antes ouvir seus agentes e pessoas mais próximas para o enfrentamento a essa nova realidade profissional, escudada em sua exigência de estruturar uma equipe multidisciplinar com pessoas de excelência para estabelecer o decantado e ansiado processo, sem promessas nem resultados imediatos, pois afinal de contas um processo exige prazos longos para ser estabelecido (ah, e contratos também…), principalmente se confessamente leigo numa categoria especialíssima na prática do grande jogo, em muitos aspectos diferentes do mundo em que viveu e vive, o formatado, padronizado e corporativado masculino…

O certo mesmo é que o basquetebol feminino está a grandes e imensos degraus abaixo do masculino, jogado de forma tosca e descerebrada (é uma dura experiência assistir um jogo da LFB), onde os fundamentos mais básicos são negligenciados, e mesmo ausente no dia a dia de suas esforçadas praticantes, corajosas que são, mesmo perante tantas deficiências em sua formação de base, onde até o ato de arremessar sofre limitações de vulto pelo simples fato de jamais terem sido ensinadas como efetuá-los com as mínimas correções possíveis. Imaginem os demais fundamentos, a começar pelos defensivos, insígne desconhecido para a grande maioria delas…

Um processo? Que tal ensinar desde o princípio a todas elas, na seleção, por que não?Adultos e jovens sempre estarão sensíveis e prontos para a aprendizagem, necessidade fulcral se quiserem espelhar seus esforços para as que se iniciam neste imenso e injusto país, os caminhos que levam ao entendimento e compreensão de sistemas de jogo, seja lá quais forem, bem ao contrário do fajuto e enganador sistema único, que copiam do masculino sem o menor pudor, e com resultados catastróficos, que tal começar por aí?…

E neste ponto fico imaginando um técnico que sempre comandou (?) jogadores nacionais prontos, estrangeiros com grife, jovens revelados em outras praças, tabulando-os em monólogos de prancheta, montando equipes de apoio com verbas além da realidade das demais equipes da liga, num momento em que vitórias e títulos, pouco ou nada representaram para nossa escalada e reentrada no cenário altamente competitivo internacional, onde os vícios técnico táticos inexistem lá fora, e cujos resultados são do conhecimento de todos, escancarados sem retoques, onde o feminino segue em sua rotina constrangedora…

Então, que processo é esse a que se refere para o soerguimento do basquetebol feminino, o da constituição de equipes técnicas multidisciplinares, “grupos de trabalho”, desenvolvedoras de super atletas, que correm mais que os concorrentes, que saltam e trombam com a eficiência que dizem existentes no basquetebol moderno, e para o qual, sem dúvida nenhuma, seguem o rito gerencial da moda, esquecendo, ou parecendo esquecer a realidade técnico tática medíocre e falimentar da maioria de nossas praticantes, da base e da elite, onde os fundamentos não resistem ao mais primário teor qualitativo de análise? Ou um outro voltado ao ensino puro, simples e objetivo dos maiores valores do grande jogo, seus fundamentos, cujos conhecimentos, pleno domínio no ensino e massificação, qualificações que tenho sérias dúvidas não serem do pleno domínio do atual elegido, mesmo amparado por comissões de qualificação profissional que duvido possuírem de verdade, principalmente no mundo do basquetebol feminino, que confessa sem maiores pudores, não ter tido até hoje, contato e experiência direta de ensino, preparo e comando, dentro ou fora de um processo que advoga sem saber do que se trata de verdade, bem lá no fundo, no dia a dia das quadras, onde as verdades verdadeiras acontecem, não são imaginadas e projetadas, operando uma realidade oportunista e, acima de tudo, injusta para com elas, que merecem, não um processo gerencial e comissionado, e sim um projeto bem dimensionado, sério e competente no planejar, ensinar, preparar e orientar as novas gerações femininas na prática e amor ao grande jogo. Projeto é algo para quem conhece, estuda e pesquisa. Processo é outra história, geralmente muito mal contada, mesmo que administrada por comissões profissionalizadas, em que realmente?, em que?

Deuses meus, ajudem se puderem, o basquetebol feminino deste triste país.

Amém.

Em tempo,- Perante a afirmação de ter criado na Gávea uma estrutura e uma mentalidade, uma maneira de sucesso de trabalhar, lembro que lá sempre existiu essa mentalidade, exercida e deixada como legado por um Kanela, Waldir Bocardo, Marcelo Cocada, Tude Sobrinho, Emmanuel Bomfim, Paulo Murilo, Paulo Chupeta, e muitos outros, vencedores, formadores, criativos, com os meios possíveis, e muito trabalho e suor, e sem pranchetas…PM.

Foto e video- Divulgação Globoesporte. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las e accessá-las.

NA MÔSCA…

 

Ao término da partida, o comentarista da Band sentencia – “Se lá no Rio, o Flamengo quiser levar para o quinto jogo, terá de melhorar nos arremessos de 2 pontos, já que hoje apresentou uma baixa porcentagem”, e nada mais foi dito…

Até concordo com ele, mas ressalvo algo mais impactante – Como uma equipe quer vencer um duro campeonato convergindo dessa maneira (11/32 nos 2 pontos e 13/36 nos 3, contra outra, porém mais atenuada convergência  de 23/36 e 7/29 do Franca), num jogo de tal importância, como?…

Foram 23 bolas desperdiçadas em arremessos longos, muitos contestados, e que deram oportunidade de contra ataques seguidos para os francanos em número próximo ao que presentearam os cariocas, pois erraram 22, contudo compensados pelos 23 acertos de 2 pontos, contra os 11 do Flamengo, suficientes para levarem uma vantagem preciosa na disputa. E aí lembremos as continhas que sempre proponho que sejam levadas a sério, ou seja – Aquela equipe que trocar consciente e planejadamente a metade de suas tentativas na chutação de três, por um jogo mais concentrado nos bons pivôs que as compõem, certamente vencerá o próximo jogo, de 2 em 2 e de 1 em 1, pausada e pacientemente, com folgas, e mais do que nunca os rubro negros necessitarão cumprir essa regra, senão…

O outro e importante fator, que já expus bastante nesse humilde blog, se prende a desvairada trocação de jogadores por parte da equipe carioca, não dando a menor chance para a estabilização técnica e estratégica de um quinteto em quadra, seja na formação que for, ficando parecendo ser de vital importância para seu técnico o controle total e quase absoluto das jogadas desenvolvidas em quadra, que tem de ser por ele referendadas e assinadas por toda a duração da partida, numa incessante interferência visual, gestual e verbal, fatores que restringem e até retiram, em muito, o comportamento prático dos jogadores, principalmente no aspecto criativo, que é o componente mais importante e decisivo num jogo de basquetebol, pelo inesperado, antítese da mesmice, e da inalcançavel repetição de jogadas pré programadas, que jamais se repetem, pelo tempo que for…

Do lado de lá acontece mais ou menos o mesmo com o iniciante técnico, porém tendo em quadra uma trinca permanente de jogadores que se revezam na armação, com uma sutil diferença, a de terem mais liberdade de criação, principalmente pelo seu americano, conhecido de sobra por sua personalidade independente e decisiva dentro da quadra, fatores não muito aceitos em sua passagem pela equipe carioca, onde o comando anterior e o hodierno, não se sentem à vontade quando contestados fora das pranchetas…

No mais, aguardemos o próximo embate, com amplo espaço para treinos e acertos, mas que não sejam focados primordialmente para a calibração das bolinhas, e muito mais voltado ao mortal jogo interior, e a uma defesa mais cerebral do que física, pois só defende quem sabe, e não quem pensa saber…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

AS ESPAÇADAS DEFICIÊNCIAS…

 

Sem maiores perdas de tempo e rapapés desnecessários e fúteis, vamos ao que realmente interessa, a começar com um comparativo mostrado nas duas fotos a seguir…

Que tal a similitude, o “espaçamento” idêntico (claro, cópia canhestra do que se denominou como “sistema ideal para o nosso basquete”), órfão de fundamentos bem praticados, sequer corretamente ensinados desde a base, logo, difundido ao máximo, propiciando as penetrações baseadas na velocidade e força, onde a ambidestralidade na condução da bola é dispensável, frente a atitudes defensivas carentes do mais primário conhecimento técnico, agora escravo das faltas “inteligentes”, jamais utentes das verdadeiras e solidamente adquiridas habilidades antecipativas, de acompanhamento, de equilíbrio, de presença constante e combatente a uma penetração de que lado for, enfim, do exercício na arte de defender…

Então, é o que estamos vendo, de forma progressiva, acontecer no nosso indigitado basquetebol, espaçamentos, inclusive dos pivôs, desenfreadas penetrações, defesas batidas como se não existissem (cada vez mais rareiam os lances livres), que praticadas por ambos os contendores, dividem com a mútua chutação de três, a preferência de craques e estrategistas, numa correria descerebrada e acima de tudo, burra, na acepção do termo…

Porém, como numa lufada de vento, num deserto escaldante de asneiras, uns poucos jogadores ensaiam defender com alguma inteligência, que de tão poucos, se revezam ano após ano como os premiados neste fundamental quesito, exercendo seus pendores sobre atacantes diferenciados, na habilidade, na velocidade, ou pela estatura, qualidades que se bem estudadas podem oferecer boas pistas de como marcá-los, por exemplo, se ambidestro nos dribles, nas trocas de mão ou nas reversões, propiciando as suas equipes boas oportunidades de alcançar resultados vitoriosos, exemplificado neste segundo jogo na eficiente marcação do Marcos, quando seus marcadores não permitiam seus longos arremessos, evitando os dribles de direita, sabedores (?) de sua canhota ineficiência, somente abrindo espaço para possíveis 2 pontos, e mesmo assim em progressão pela esquerda, atitudes estas que o fizeram atingir somente 4 pontos, retirando dos rubro negros no mínimo, mais 10 ou 15 pontos cruciais…

Sem a notória eficiência de seu melhor jogador, somada ao desenfreado entra e sai de jogadores, dentro da premissa de manter a pressão física e técnica próxima ao índice ideal de produtividade da equipe, fator que se altera normalmente pela combinação individual de seus jogadores em seus diferenciados ritmos e humores pessoais, onde o fator tempo necessário ao entendimento em conjunto, se torna ineficaz pelas trocas constantes…

Franca usou e abusou na exploração dessas deficiências da equipe carioca, onde a anulação de sua maior estrela foi a definitiva razão de sua derrota, que se repetirá logo mais se uma mudança, até radical, de comportamento tático e grupal (por eemplo, maior intensidade interior e menos chutação) não for providenciada, mesmo que, numa teimosa repetição, seu marco (sem trocadilho…) regulatório continue a ser marcado eficientemente,,,

As duas fotos acima, sem dúvida alguma, reflete nossa triste e confessa realidade, da mais triste ainda ausência de atenção aos fundamentos do grande jogo, de tal e acintosa maneira que, espaçamentos são providenciados a fim de que tatibitates jogadores obtenham espaços para correrem mais ainda nos dribles unilaterais, frente a defensores mais ainda despreparados nos princípios e conhecimentos básicos de como se comportarem dentro de uma quadra de jogo ao defenderem, apoiados por estrategistas ineptos ao efetivo ensino dos mesmos, como devem ser ensinados, na elite e na base, indistintamente, por serem as ferramentas indispensáveis ao exercício do grande, grandíssimo jogo, infeliz e lamentavelmente omitido pela grande maioria deles…

Sistema único, espaçamentos opcionais, chutação anacrônica de três, constituem o trágico retrato do nosso basquetebol, espelhado que será mais adiante nas seleções que nos representarão nas competições internacionais,inclusive a indigitada e abandonada feminina, premiada com a prancheta mais fulgurante, midiática (põe midiática nisso), comboiada por uma vasta comissão especializada e altamente experiente na categoria feminina, numa conquista meritória e tecnicamente imerecida…

Que os pacientes e já descrentes deuses nos ajudem…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV e divulgação da mídia. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

OCTAGON, UM PROGRAMA PARA TODA A FAMÍLIA 6…

 

Arena da Barra lotada, famílias inteiras presentes, afinal, um programa como esse não é para ser menosprezado, e sim prestigiado ao máximo, ainda mais com uma mulher disputando um título mundial! E foi o que se viu, num climax de tirar o fôlego, quando um golpe perigosíssimo é desferido por uma das lutadoras, a patrícia, que por muito pouco poderia ter provocado uma fratura cervical em sua adversária, com consequências inimagináveis, pela extrema violência do mesmo…

Nada demais, proclamam os adeptos de tal selvageria, inclusive a própria que nada viu de mais por ter exercido sua especialidade, o golpe bate-estaca (foi como levantar uma pluma, afirmou). Formidável e edificante, não?

Mas nada que supere os reflexos de tal conquista, a cereja ansiada do bolo redentor pseudo feminista, expresso numa pequena notícia no O Globo de 20/5/19, a que está aí embaixo…

Educação e cultura é isso aí minha gente, vamos em frente, pois bem lá no fundo merecemos tanta insensatez, pela omissão e pela ignorância…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV e jornal O Globo. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

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Um programa para toda família 2

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Um programa para toda família 4

 Um programa para toda família 5

 

ESSE É O NOSSO BASQUETEBOL…

 

Foi dada a partida para as finais do NBB11, tendo como palco o ex grandioso Maracanãzinho (outrora com 25 mil lugares, onde o basquetebol arrastava enormes públicos, hoje transformado em arena padrâo olímpico para 12 mil), com uma platéia meia boca ( 6 mil e poucos presentes), advinda em sua maioria do futebol, num importante momento em que passa o grande jogo em nosso país, indeciso entre a promoção de um espetáculo midiático a la NBA, e a necessidade premente de uma retomada séria e estratégica  numa formação de base responsável e profunda, se quisermos voltar a ostentar os padrões de quando o grande ginásio Gilberto Cardoso era a verdadeira meca do basquetebol brasileiro. Mas, pelo andar da carruagem, ficam cada vez mais claras as opções pelos caminhos emanados ou simplesmente copiados da matriz, que não nos levará a um lugar melhor do que o ostentado por nós no momento…

Pra começar, observem os dois quadros estatísticos a seguir (tempo…). Leram com atenção?

As duas equipes arremessaram 33/72 bolas de 2 pontos e 24/64 de 3, com a equipe carioca convertendo 19 de 2, e a paulista 14, e ambas acertando 12 bolas de 3 cada uma, num jogo com 12/15 lances livres (prova da baixa incidência defensiva, dentro e fora do perímetro), poucos erros (5 do Flamengo e 10 do Franca), deixando bem claro onde os rubro negros se impuseram, nos rebotes (42/36), e nas cinco bolas de 2 pontos a mais do que os francanos. Em miúdos, se esbaldaram na chutação de fora, e o vencedor foi aquele que se impôs dentro do perímetro, apesar da turma que destila altas considerações táticas e técnicas, conceituar as bolinhas como o fator decisivo dentro da quadra, como sendo o futuro do grande jogo, omitindo que empataram nas mesmas (12 para cada). Agora, que tal irmos as continhas? Se ambas as equipes trocassem a metade das bolas perdidas de 3 pontos (foram 40), por tentativas de 2, ferindo as defesas em profundidade, através seus bons pivôs, conseguindo faltas dos defensores, pendurando alguns, cobrando mais lances livres, é bem provável que o jogo teria sido outro, bem diferente do duelo de tiro aos pombos que propuseram e deleitaram a turma fan de carteirinha do jogo a la Curry/Thompson/Durant, que somente existe lá na matriz, jogando um outro jogo, um outro business, com regras diferentes, e grana a não mais poder, que é o que nos falta, e faltará por um ainda longo tempo…

Entretanto, alguns fatores saltam aos olhos calejados de quem milita no grande jogo desde sempre, começando com a inexistência de qualquer sistema interior ofensivo por parte da equipe francana, quando a função mais efetiva de pivô era realizada pelo armador Jackson em várias ocasiôes, quando a imobilidade “ espaçada” de seus atacantes simplesmente observava a luta solitária de um pivô contra a forte defesa interna rubro negra, torcendo pela volta da bola para mais um pombo sem asas de ocasião. Por outro lado, a turma carioca vez por outra desencadeava um jogo de pivôs, com o Varejão cada vez mais a vontade nessa retomada de jogador pontuador e decisivo, e não mero recolhedor de rebotes a serviço dos LeBrons da grande liga, serviço muito bem pago, que seja dito e lembrado, e anelado também…

Enfim, pelo andar do andor, e se não houver uma completa reestruturação tática por parte de Franca, um tanto difícil na atual conjectura (?), mantendo, e até ampliando o Flamengo seu jogo dentro e fora do perímetro, com movimentação de pelo menos a maioria de seus jogadores a cada ataque efetuado, economizando mais na chutação (mesmo “ estando livres”), priorizando as bolas estatisticamente mais seguras, e se mantendo firme defensivamente, nas antecipações e trocas velozes, fatores que ajudam em muito nas contestações aos longos arremessos, acredito que vença a competição, a não ser que, emergindo das cinzas, surja uma fênix francana, antítese do que apresentou aqui no Rio, para que em seu “ templo do basquete brasileiro” apresente algo de realmente novo, inusitadp, diferenciado, que a torne merecedora do tão sonhado caneco, principalmente pelo jogo coletivo e não tão dependente de um americano, que em entrevista recente se queixava de não acontecerem prêmiações financeiras em disputas de finais, profissional dedicado que é…

Amém.

Fotos – Divulgação CBB, e reproduções da TV. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

 

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