A GRANDEZA DO GRANDE JOGO…

Esperei por 15 anos, desde que edito e publico este humilde blog, ter a oportunidade de assistir uma seleção brasileira atuar com uma dupla armação de verdade por toda uma partida, num rodízio entre quatro armadores, como nesse jogo contra o Panamá, compondo duplas que variassem conforme as necessidades e exigências táticas dentro do campo de jogo, e me vi compensado ao testemunhar quatro jovens armadores exercitarem a quase esquecida arte do improviso, da criatividade, onde o surpreendente Caio encontrou no Yago o companheiro ideal para produzir um basquetebol ágil, ousado e magnificamente autoral. George e Alexey necessitam ainda exercitar essas novas funções, díspares e antagônicas do que produzem desde suas formações de base, o que será possível se corretamente ensinados e dirigidos, não sendo absolutamente surpresa o Caio ter se adaptado mais fielmente ao sistema adotado pelo croata, por sua formação no basquetebol argentino, onde os fundamentos e a boa leitura de jogo são exercitadas desde a formação de base, em clara anteposição ao que é feito, e muito mal feito em terra tupiniquim…

Logo, nenhuma surpresa pela desenfreada busca pelos armadores platinos, com nossas franquias valorizando-os bem acima de média, depreciando bastante nossos jovens aspirantes da função, mesmo que bitolados pelo indefectível sistema único padronizado e formatado desde sempre. Fossem os mesmos ensinados e orientados na criação e improvisação fundamentadas numa correta e objetiva leitura de jogo, e os teríamos tão bons ou melhores que os hermanos, como os tínhamos num passado não tão distante assim, varridos nessas qualidades pela plêiade de estrategistas que resolveram tutelar o grande jogo de fora para dentro da quadra, com suas absurdas jogadas semaforizadas e de passo marcado, registradas nos ininteligíveis hieróglifos postados em suas mais absurdas ainda midiáticas pranchetas…

Porém, um hiato ainda persiste, intocado e de distante compreensão por parte da maioria dos estrategistas nacionais, e porque não, pelo croata também, o fato da não correta e perseguida conexão entre as ações efetuadas pelos armadores no perímetro externo, com os alas pivôs em permanente deslocamento pelo interno, simbiose que quanto mais presente e perfeita, maiores serão os resultados alcançados, fator básico e irrefutável na busca do coletivismo criativo e altamente eficiente, onde a progressão pontual de 2 em 2 e 1 em 1, destinando as conclusões de 3 como detalhe complementar, e não prioritário de um eficiente e vencedor sistema ofensivo de jogo, diminuiria bastante a incidência de erros nos arremessos, pelas menores distâncias em que se concretizariam, otimizando cada ataque realizado, em anteposição aos muitos e muitos perdidos sem pontuação, face a desenfreada artilharia de fora que tantos prejuízos vem causando ao basquetebol nacional…

Quando no artigo anterior propus a visualização de dois jogos lá postados, como uma prova inconteste da utilização do sistema com dois armadores e três alas pivôs, comprovando na quadra e nos resultados ali alcançados, o fiz como uma proposta da exequibilidade do mesmo, ontem ensaiado em Buenos Aires, porém ainda muito distante “do como” conectá-lo à prática, pois o ensino e o treinamento do mesmo exige uma larguíssima experiência detalhista, somente alcançada por uma específica didática fundamentada em muitos anos de estudo, pesquisa, e decidida vontade e competência em torná-lo realidade prática de jogo, na qual a criatividade constante e o improviso responsável e muito bem pensado e elaborado, alcance uma leitura imediata de jogo quando no enfrentamento de situações que jamais se repetem, antítese do que a enorme maioria dos nossos estrategistas buscam alcançar sem a mais absoluta chance de conseguí-lo, sabem porque? Porque atuam num mundo onde tudo se copia, e muito mal, onde contam com a cumplicidade da maioria dos jogadores, concordes com a mesmice técnico tática em que convivem ano após ano, mudando de franquias para exercerem os mesmos papéis, até a chegada de alguns nas seleções, para fazerem e exercerem o mesmo papel de sempre, o de executores contritos do sistema único e da hemorragia dos três, fatores que nos tem lançado ao fundo de um poço, na contramão do vôlei, com sua sempre inovadora forma de ensinar, treinar e preparar jogadores nas técnicas mais evoluídas, sendo referência para outros países, que aqui vem se atualizar, pois não pararam no tempo, fornidos por um vultoso patrocínio de um banco que se iniciou no marketing esportivo no basquetebol, modalidade que o perdeu por injunções políticas, e que não soube buscar outro que pudesse vir alimentar seu progresso técnico tático administrativo, sendo lançado aos braços de um corporativismo interesseiro e retrógrado, porém garantidor do pequeno e seleto nicho empregatício que restou daquela debacle…

Enfim, nos tempos atuais observamos com curiosidade algumas proposições como essa na jovem seleção que nos representa na Cup America, mas ainda destituída de uma verdadeira, autêntica e provada forma diferenciada de jogar o grande jogo, no que vejo de pronto seu ponto fora da curva, o desconhecimento de como exequibilizar tão árduo e necessário projeto de preparo de equipes, da formação a elite, numa mudança radical do que se faz e pratica atualmente, conhecimento de muito poucos neste imenso, desigual e injusto país, e um deles, desculpem a imodéstia, sou eu, Prof. Paulo Murilo, 81 anos e com muita saúde ainda para demonstrar com sobras as proposições acima descritas, provadas teórica e praticamente em mais de 55 anos de quadra, e jamais sobraçando pranchetas, nenhuma, somente referendando e respeitando o mágico mundo do treino, onde as verdades verdadeiras acontecem, longe, bem longe dos midiáticos holofotes, que tanto atraem todos aqueles que julgam conhecer o grande, grandíssimo jogo, mas que sequer o entendem em sua grandeza, tornando-o pequeno por sua mesquinhez e curta, e talvez inexistente visão…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV,

ENFIM, UM POUCO DE LUZ…

(…)Teremos quatro armadores, mas isso não é nenhum tipo de problema. De 15 a 20 minutos, vamos jogar com dois armadores ao mesmo tempo, pois temos armadores diferentes. Essa experiência pode ser muito boa. Além disso, está tudo ‘normal’. Lucas Mariano está muito bem no São Paulo e merece essa convocação. Os demais, já vêm participando de outras janelas. Estou feliz com esses atletas – citou Aleksandar Petrovic(…)

Somente uma declaração dessa do técnico da seleção brasileira ontem publicada, faria com que eu saísse do mutismo em que me encontro a uns bons dois meses, não pelo fato de estar confinado numa quarentena forçada por uma pandemia criminosamente omitida e minimizada por um governo espúrio, tendo como algum contato com o grande jogo um NBB insosso e desprovido do insumo básico para a sua aceitável prática, seus fundamentos básicos, aviltados numa escalada assustadora na maioria quase absoluta dos jogos até agora realizados nessa competição, que são números que não mentem, 969 erros de fundamentos básicos em 36 jogos, alcançando a média de 26,9 por jogo, com partidas como Corinthians x Franca, e Flamengo x Campo Mourão, onde 36 erros foram perpetrados, e um inacreditável Corinthians x Pinheiros, com 38, isso mesmo, 38 assassinatos dos fundamentos. Somente duas partidas, Flamengo x Pato, e Brasília x Corinthians ficaram abaixo dos 20 erros (19/18), números ainda bem acima de marcas aceitáveis para uma divisão de elite, como é considerado(?) o NBB, com o basquete “como você nunca viu”,como tronitroam narradores ensandecidos pelos espetáculos da mais “pura técnica técnico tática” que transmitem e comentam enlevados…

Mas como nada ainda pode ser considerado como perdido neste deserto de idéias e absoluta falta de criatividade, por mais simplória que seja (já teve estrategista rodando com somente um jogo engabelado), vemos com surpresa atenção a maturação da dupla armação pela maioria das equipes da liga, não como uma mudança sistêmica mais profunda, e sim como um artifício para melhorar a qualidade técnica de um sistema único corroído e arcaico, que teimam em perpetuar, por ser o único que conhecem, todos, de técnicos a comentaristas, e porque não, agentes e dirigentes, convencendo patrocinadores a apoiá-los, numa trilha que vem lançando o grande jogo ladeira abaixo, ano após ano, década após década, de encontro a um infindo fundo de poço colossal. e cada vez mais enriquecido com o idioma da matriz, agora mais do que nunca com a permissividade de quatro estrangeiros por equipe. E o artifício tem enganado muita gente, ao substituírem um ala (o 3 deles) por um outro armador, numa simulação de dupla armação, denominando-o como um 2 pontuador, ou seja, tudo como dantes, com um pouco mais de destreza individual…

No entanto, como toda burrice crônica e endêmica, um ou outro estrategista mais esclarecido e inteligente, foge da mesmice, e aos poucos vai descobrindo o real valor de uma dupla armação voltada ao todo da equipe, e não a estúpida setorização, que atinge sua magnitude na falácia dos “cinco abertos”, onde o 1 x 1 encontra seu nicho ideal, porém fracassando pela ausência e desconhecimento dos fundamentos, principalmente no drible e nas fintas com bola em movimento, onde a negaça e as trocas variáveis de direção exigem o mais completo domínio do corpo e da bola, instrumento esférico e altamente volúvel e de controle difícil e especializado, daí a busca frenética por armadores americanos e argentinos, infinitamente mais técnicos e preparados do que nossa escola tupiniquim, gerando por conseguinte o enorme engano de que por si só resolvem os embates 1 x 1, anseio maior dos estrategistas torcedores de beira de quadra, além, muito além, da artilharia de fora, embuste sufragado pela mais completa e ausência defensiva, como num trato de cavalheiros, onde “o faço que defendo e você chuta” persiste até a última bolinha, que convertida, ou não, define o vencedor, até o próximo encontro…de cavalheiros, onde todos fora dos perímetros, armadores, alas e pivôs brincam de basquetebol, sem as agruras estafantes de preparo nos fundamentos, onde todos, remam um barco na única direção que professam, um bem fornido e irrespirável fundo de poço…

Como afirmei antes, uns poucos, muito poucos entenderam a dupla armação com suas imensas possibilidades, mas ainda não entenderam o que venha a ser jogar dentro do perímetro com os três alas pivôs em mobilidade constante e errática, assíncrona, criativa e profundamente improvisada, pois “só improvisa quem sabe e conhece profundamente seu ofício, seu instrumental de trabalho, os fundamentos e o domínio de sua ferramenta, a imponderável e sutil bola”…

Quero e preciso acreditar que o inteligente croata esteja no limiar de conceber esses novos tempos, de descobertas e criação, comuns em seu velho continente e novo mundo americano, porém rarefeito por aqui, onde as raras exceções foram devidamente varridas para baixo do tapete, mesmo provando na teoria e na prática como ensinar, treinar e preparar equipes para atuar com dupla armação e três alas pivôs dentro de perímetro, assim como defesas na linha da bola lateralizada e prática constante e ininterrupta dos fundamentos básicos do grande, grandíssimo jogo…

Sugiro humildemente que se interessados forem sobre o que venha a ser dupla armação e como jogar dentro do perímetro com três alas pivôs, que vejam ou revejam dois jogos da extinta equipe do Saldanha da Gama no NBB2, dirigida por mim, para terem uma idéia de como foi jogada fora pela janela da história, uma sacrificada experiência, que se tivesse tido continuidade estaríamos em outro patamar técnico tático no confronto interno, e mesmo internacional, e não esse pastiche que praticamos referendados em 26,9 erros em média nas partidas do NBB, noves fora a hemorragia jamais estancada nas bolas de três, terrível hábito que se espraia nas divisões de base, fatores que não encontrarão na humilde, competente, bela e esquecida equipe de Vitória…

Amém

Saldanha x Brasília 

Saldanha x Joinville

Fotos – Divulgação CBB e arquivo pessoal.

TRÊS OBJETIVOS TÓPICOS…

Neuci, Didi, Angelina, Rosália, Luci, Marlene, Delcy, Marly, Zezé, Norminha, Átila, Regina

(…) Corria o distante ano de 1966, estava eu com 25 anos, jovem técnico das divisões de base do CR Vasco da Gama, quando fui convidado pela Federação do Rio para dirigir a Seleção Adulta Feminina no Campeonato Brasileiro daquele ano em Recife. Era uma época de grande prestígio no basquete feminino, cujas finais, sempre com São Paulo, arrastavam multidões e tinha ampla divulgação na mídia, inclusive no novíssimo meio televisivo. Numa equipe onde atuavam jogadoras do quilate de uma Norminha, Delci, Marlene, Neuci, Marli, Atila, Regina, Zezé, Rosália, Angelina, Didi, Luci, que enfrentariam em mais uma previsível final jogadoras inesquecíveis como Nilza, Odila, Ritinha, Nadir, Darci, Elzinha, Amelinha, Neusa, Marlene Righetto, Irene, todas elas formando a base da Seleção Brasileira.

Antes de um dos treinos que realizamos no ginásio da Policia do Exercito, conversávamos com a grande jogadora Marlene, que polida e educadamente ponderava que não se sentia segura e confiante com o sistema de jogo que eu desenvolvia nos treinamentos, que diferia bastante dos que ela se acostumara nas equipes de que participou. Fiz ver a ela que tivesse paciência e confiasse na proposta técnica que desenvolvia junto a equipe, e que em breve teria nela um dos suportes básicos para o sucesso da mesma. Tudo isso discutido em particular, e que somente hoje, 41 anos depois torno público. Nem o restante da equipe soube algo a respeito, e como garanti, foi a Marlene a grande estrela da final com São Paulo com seus maravilhosos 38 pontos, na única partida que disputou, pois havia se contundido seriamente ao final dos treinamentos no Rio.(…)

São dois parágrafos do artigo O peso do comando, publicado em 22/6/07 nesse humilde blog, reportando o comportamento ético e responsável da excelente jogadora que nos deixou na semana passada, originando um vácuo comportamental que encontra pouquíssimos exemplos similares no âmbito do basquetebol de nossos dias, repleto de estrelismos mercadológicos, em tudo e por tudo oposto ao comportamento daqueles que engrandeceram de verdade o grande jogo nesse imenso, desigual e injusto país. Marlene deixará imensas saudades em todos aqueles que a conheceram e a viram jogar magistralmente…

Um outro e chamativo tópico foi a convocação da seleção masculina para a America Cup, com 16 nomes da novíssima geração que vem se destacando no país, e com somente um atuante fora dele, na Argentina, o Caio, armador futuroso e experiente em quadras hermanas…

Tudo bem, ótima tentativa, corajosa até, mas que terá pela frente uma pedreira difícil (porém não impossível) de ser transposta pelo técnico croata, a mesmice técnico tática entranhada profundamente na forma de atuar dessa geração enclausurada no sistema único de jogo, padronizado e formatado desde sua formação de base, acrescentada pela atual e “revolucionária” filosofia de jogo sedimentada nos arremessos de três pontos, e o consequente desleixo nos fundamentos básicos de jogo, defensivos e ofensivos, dispensados que passaram a ser pela “matação orgiástica” bem para fora do perímetro, onde os mesmos perdem a razão de ser na distorcida ótica daqueles que vicejam no cerne do grande jogo, sem as mínimas qualificações e conhecimento para lá estarem, pseudos estrategistas e aspones que são em sua grande maioria, onde as exceções pouco contam…

Seleções de graduados e de novos e promissores valores comungam os mesmos princípios, a mesma formação, a mesma e profunda forma de atuar e pensar(?) o grande jogo, onde o lugar comum da intromissão e gerência absolutista de fora para dentro da quadra, os transformam em marionetes     encordoados a estrategistas convictos de que comandam e definem o jogo, através suas midiáticas e inúteis pranchetas, cada dia mais coloridas e vazias de idéias factíveis, na busca das jogadas mágicas e irrepetíveis, fatores aqui explicados…

Se coragem e discernimento tiver o bom croata, para atuar em dupla e permanente armação ( convocou quatro armadores dos bons), forçando o jogo para dentro do perímetro (alas e pivôs altos e atléticos convocados em profusão), para de 2 em 2, onde os arremessos são mais precisos e confiáveis, suplementares arremessos de três, lançados por quem realmente os dominam, nas condições ideais que exigem, e defesa pressionada por todo o tempo, principalmente nos armadores contrários, marcação frontal dos pivôs e de todos aqueles que adentrarem seu perímetro interno, todos exercendo a linha da bola lateralizada, jamais perpendicular a cesta, e tudo isso englobado num programa férreo e exigente nos fundamentos básicos (a forma mais eficiente de preparação física, onde a bola estará sempre presente), e onde a “puxação de ferro” tem de ser limitada a compensações pontuais de alguma deficiência com ordem médica, comporiam um verdadeiro programa de preparação para uma equipe jovem e promissora, estimulada a um sistema de jogo onde a criatividade e o improviso consciente, advindos de uma constante leitura de jogo, os tornassem proprietários de uma forma única de jogar, definitivamente dissociada de um sistema único castrador e hegemônico de uma geração de estrategistas que tanto mal nos impuseram de três décadas para cá…

Num terceiro tópico, um exemplo lapidar do que discutimos acima, a partida decisiva da Champions League, entre o Flamengo e o Quinsa da Argentina, vencida pelos hermanos por 92 x 86, e aqui contada em algumas imagens coletadas e comentadas:

Comecemos com a estatística final, onde os 13/32 (41%) nos 3 pontos do Flamengo (39), supera em muito os 8/23 (35%) do Quimsa (24), porém a supremacia dos argentinos nos 2 pontos, com 24/39 (62%), faturando 48 pontos contra os 34 do Flamengo, 17/38 (45%), onde os arremessos de curta e média distâncias confirmaram o conceito de precisão, claramente exposto quase ao final da partida nessa foto conclusiva de definições dentro do

garrafão, com 28 pontos dos hermanos e 12 dos brasileiros, uma evidência que prancheta nenhuma corrigiria, a não ser abrindo a porteira para a chutação de fora, o que ocorreu…

Aqui, la dentro…

A lúcida opção argentina de jogar preferencialmente dentro do perímetro, acrescentou uma outra e vantajosa alternativa, os 20/30 lances livres, contra os 13/19 dos rubro negros, e o mais instigante, o domínio dos rebotes com 47 (13/34) portenho, contra 33 (9/24) tupiniquim…

A cada temporada que passa, mais se solidifica o princípio da precisão real e decisiva dos arremessos de média e curta distâncias, sobre os mais imprecisos de longa distância, evidência lógica sob qualquer análise técnica, ou mesmo, no campo da física e da matemática. Outrossim, contratações estelares, por si só não garantem sucesso em competições, onde a primeiríssima equação a ser considerada, estudada, pesquisada, ensinada e treinada, não for estabelecida definitiva e estrategicamente aplicada ao cotidiano do grande jogo, da base a elite, como a norma basilar para o efetivo soerguimento do nosso sofrido e maltratado basquetebol, absolutamente nada alcançaremos. Os hermanos já descobriram isso a longo tempo, nos vencendo corriqueiramente, frente ao pétreo e inamovível corporativismo que se apossou do grande jogo (minúsculo para ele) desde quase sempre…

Ah, a equação – O sucesso técnico tático de uma equipe será diretamente proporcional ao maior ou menor domínio que seus componentes tenham sobre os fundamentos básicos do jogo.

Noves fora a festança irresponsável dos três…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV e Arquivo pessoal.

16 ANOS, ATUANDO E LUTANDO…

Hoje completamos 16 anos de existência, e o Basquete Brasil segue em frente, com ou sem quarentena, sem muito a discutir de um NBB que se repete, agora na entressafra das trocas e constituição das equipes, e como sempre, monocordicamente, trocando ¨peças¨ (nova designação dos jogadores), falhos e descartáveis para uns, aproveitáveis para comporem elencos para outros, numa ciranda que se repete a cada temporada, assim como a desesperada busca pelos milagrosos americanos, e um ou outro bom argentino disponível, ainda mais quando serão quatro os estrangeiros permitidos por franquia, tornando realidade o sonho dourado da maioria dos estrategistas de dirigirem (?) e liderarem (??) verdadeiros craques ao encontro de  fantasias emanadas de suas pranchetas mágicas e midiáticas, donos e proprietários das verdades técnico táticas que têm a mais absoluta certeza de possuírem, mesmo que batuquem uma mesma tecla ano após ano, mas que vingarão com novos contratados, bem sucedidos nos adversários, sem preocupações menores de ensinarem e treinarem os que se foram, párias que seguirão a sina dos deserdados das ferramentas básicas do grande jogo, seus fundamentos…

E La nave vá, sem rumo e esquecida, sem perspectivas de vislumbrar algo de novo, ousado, corajoso, presa a mediocridade endêmica que se instalou em nossa forma de ver, sentir e jogar o grande jogo, onde a volúpia autofágica dos três pontos, das enterradas monstros, dos tocos siderais, e dos cinco abertos, brilham nas coberturas e narrações ¨indecentes¨, e nos comentários  mais voltados ao social e político, do que uma simples e objetiva análise do jogo em si, como numa sala de espelhos, onde as figuras e comportamentos são imitados de forma idêntica, sempre e sempre iguais, repetições e plágios de uma padronizada formatação, sustentáculo do corporativismo a que pertencem…

Sobra uma NBA insípida, destituída de veracidade frente a realidade mundial, onde jogadores conquistam 30/40 pontos em partidas que perdem, assim como outros com  doubles e triples perdendo também, numa competição cada vez mais individual, onde embates políticos e raciais se avolumam cada vez mais, dentro de um padrão milionário a que tudo releva, exatamente pelo poder dos valores envolvidos nas disputas, e que se vêem furtivamente emulados, sem as mínimas condições econômico sociais, pelo nosso basquetebol tupiniquim, fazendo-nos esquecer e abandonar nossos reais valores e tradições, que nos fizeram grandes num passado não tão distante assim, hoje cópia canhestra e lastimável da hegemônica matriz…

Mal temos boas escolas funcionando, com o perigo real de se verem transformadas em escolas militarizadas, com oficiais de polícias militares lecionando valores discutíveis e perigosos, com seu didatismo pedagógico antagônico àquele adquirido nas escolas superiores de educação das universidades nacionais, onde a ausência de uma política nacional de educação generalista, com as disciplinas formais se coadunando com as artes, ofícios e desportos se perdem num emaranhado de indecisões e má vontade política, que é o arcabouço  da educação plena nos países desenvolvidos, matéria prima do desporto americano e europeu, fornecendo gerações de jovens educados, bem iniciados e melhor treinados nos fundamentos básicos artísticos e desportivos, na contramão direta do que fazemos com nossos infelizes jovens…

Nossa base inexiste, pois longe das escolas, das universidades, vingando um pouco em alguns clubes, onde a profissionalização precoce leva muitas vezes a graves distorções, inclusive comportamentais. Sem base existente de forma alguma poderemos sequer pensar em rivalizar com países mais desenvolvidos, quiçá uma NBA, ou persistem duvidar dessa realidade? 

A partir do próximo artigo darei início a ECB, Escola Carioca de Basquetebol, com cursos pela internet, através um site aqui agregado, através a Arteducação Empreendimentos Artísticos e Educativos, pequena firma pertencente a minha filha Andrea Raw e a mim, onde abordarei desde os fundamentos até a formação de equipes, numa experiência adquirida em mais de 50 anos de trabalho junto ao grande jogo, tendo os mais de 1600 artigos aqui publicados nesse humilde blog, como textos de consulta e estudo, que já são de conhecimento de um vasto público espalhado nesse imenso, desigual e injusto país…

Amém.

Fotos – Arquivo pessoal.

ANOS LAMENTAVELMENTE PERDIDOS…

TRISTE, MUITO TRISTE…

Em 2013 escrevi e postei o artigo O Prodígio, que sugiro fortemente que o leiam, antes de prosseguir a leitura do artigo que hoje posto. E o por que da sugestão, senão pelos fatos irrefutáveis de que nada, absolutamente nada mudou no cenário pobre e carente do basquetebol nacional, apesar dos “altos” investimentos em tecnologias midiáticas, televisivas, patrocínios e parceria com uma NBA voltada muito mais aos seus interesses econômicos e comerciais, do que realmente ajudar a mudar a mesmice técnica da parceira tupiniquim, decidida e servilmente submetida às migalhas da matriz, e sabedora incorrigível de que os parâmetros financeiros da mesma são e serão irremediavelmente inalcançáveis por uma modalidade desportiva que mal sobrevive em um país que não desenvolve e apoia sua cultura e educação, quanto mais desportos…

(Pausa para a leitura)

Bem, para os que leram ou não, pergunta-se – O que não mudou? Estamos em 2020 e o artigo é de 2013, depois de um Pan Americano, e três anos antes de uma Olimpíada, que para o basquetebol foi trágica, com a equipe feminina derrotada em todos os jogos, e a masculina eliminada pela rival argentina. De lá para cá, foram mais quatro anos da mesmice endêmica técnico tática de sempre, porém maquiada por feéricos espetáculos, transmissões com narrações apopléticas e ufanistas, comentários fora da realidade, e acima de tudo, uma pobreza técnica pungente, onde nem a presença de muitos estrangeiros aufere benefícios, frente a dura realidade de que vigora no âmbito da maioria esmagadora das equipes do NBB, a “filosofia” dos cinco abertos, da autofágica sanha dos três pontos, e da mais absoluta e absurda ausência defensiva, fator alimentador dessa terrível realidade…

Terrível? Sim, e mais ainda quando brotam desse terreno inóspito um caudal de “filosofias” personalistas, na maioria copiadas sem referências autorais e bibliográficas, “lives” com palestras atulhadas de termos em inglês e conclusões estéreis e vazias de conteúdo, numa embromação que incomoda pela desfaçatez, assim como depoimentos históricos e personalistas, e nas poucas matérias técnicas, o cientificismo rolando solto, como a panacéia de todos os nossos males. Mas o buraco negro que nos engole sequer é cogitado de ser enfrentado, o salto a ser dado em nossa evolução técnico tática, que é decorrente da falência de um consistente preparo de professores e técnicos nos cursos superiores de educação física, cujos currículos das disciplinas desportivas foram esvaziados e minimizados pelas disciplinas da área médica, fator preponderante para a falência nos alicerces da pirâmide da formação de base, nas escolas e nos clubes, sem a qual, absolutamente nada alcançaremos para o soerguimento do desporto, e do grande jogo em particular…

No bojo cruel dessa pandemia, algo voltado a técnica deveria ter sido patrocinado pelas entidades que lideram e organizam o basquetebol nacional, dos princípios aos conceitos, da organização aos projetos formativos, do estudo ao compartilhamento da informação técnica e didático pedagógica, alimentando de conhecimentos e experiência todos aqueles que lutam e perseveram no ensino do basquetebol, situados nos confins deste imenso, injusto e desigual país, que sempre amou e prestigiou o grande jogo, mas que foi encampado por uma corriola oportunista e político interesseira, que se corporativou e se estratificou muito além do bom senso, a ponto de expurgar todo aquele que se opuser a seus dogmas, onde a importância estratégica do contraditório é simplesmente omitida, ou mesmo, defenestrada…

Os problemas e as falhas apontadas no artigo em questão são, após sete anos, os mesmos de hoje, como uma ou outra raridade inovadora rapidamente afogada, expurgada de um meio totalmente voltado a um sistema de ensino, preparo e aplicação prática, solidamente padronizado e formatado, formando e moldando “filosofias” definidoras do basquetebol que nos tem arruinado de vinte cinco anos para os dias de hoje, e o pior, sem indícios minimamente aceitáveis de que irá evoluir para melhor, lamentavelmente…

Que os deuses em sua magnanimidade nos protejam…

Amém.

Foto – Reprodução da TV.

O PULO DO GATO…

O macro detalhamento de um bem direcionado arremesso

Dois meses sem nada publicar. Falta de assunto, ou efeito de uma quarentena claustrofóbica? Quem sabe um excesso de informação, lives (?) mil, Zoom’s (?) de todas as formas e enfoques, algumas boas, a maioria dispensável, mas que ocupam mentes ociosas e ávidas de algo que as inspirem. Tem tido um pouco de cada assunto, do histórico da LNB aos avanços da neurociência voltada ao treinamento e preparo de jogadores, de candidatura política às premiações virtuais do NBB, mas raríssimas sobre técnicas de jogo, nada sobre formação de base, e absoluta ausência sobre formação de professores e técnicos do grande jogo, e o silêncio sepulcral sobre uma ENTB/CBB fundamental, hoje cremada, e associações de técnicos cobrindo esse imenso, desigual e injusto país, duas ou três, ineficazes pela ausência de uma coordenação nacional…

Esse Basquete Brasil, humilde blog que persiste a 15 anos, que nada publicou nestes dois meses, em momento algum deixou de ser consultado, prioritariamente em seus enfoques técnicos, fundamentos básicos do jogo, comentários, críticas técnicas, análises fundamentadas e respaldadas na prática dentro das quadras, alcançando 500 mil comentários assinados, jamais sob o manto do anonimato, responsável por números astronômicos de muitos blogs, a maioria hoje desaparecidos, e mesmo assim sequer é convidado a participar de uma recente live (?) entre promotores do grande jogo no país, promovido pela LNB…

Mas algo sempre aparece, apesar de pandemias e quarentenas, algo que merece ser discutido, como uma matéria veiculada pela televisão no Esporte Espetacular, aqui mencionada, e que vale a pena dar uma olhada, pois tem muito a ver com o tipo, a forma atual de jogar um basquetebol midiático e “científico”, onde a chutação de três se torna endêmica, com a mais discutível desculpa de que “embelezou” o jogo, mas que não resiste ao lúcido argumento de um mítico Dominique Wilkins, quando afirma que o jogo sempre será decidido pelo coração e a inteligência dos jogadores, que são dados imensuráveis pelas estatísticas, e mesmo contestado pelas duas variáveis apontadas pelos especialistas, a trajetória de 45 graus, e a profundidade de entrada de 26cm, como responsáveis pelos altos ganhos em eficiência nos longos arremessos, omitindo o mais importante dos fatores, ou variáveis, como queiram, o controle de direção dado a bola por uma pega específica, responsável pela manutenção do paralelismo ao nível do aro da cesta, e concomitante equidistância do eixo diametral da bola dos bordos externos do mesmo, no exato momento de sua soltura, que são ações críticas e de alto desempenho daqueles poucos jogadores mais habilidosos, e com uma fortíssima aderência na superfície da bola, o que explica em parte, a iniciativa dos grandes e fortes pivôs, vítimas das rarefeitas jogadas a eles dirigidas, de abrirem para fora do perímetro a fim de tentarem a sorte. Por possuírem braços e mãos muito fortes, conseguem arremessar dos três pontos com facilidade, mas nem sempre com precisão, desfalcando seriamente o poderio reboteiro de suas equipes…

Então o que vemos em matérias como essa publicada, senão uma forma bastante inteligente de pontuar tecnicismos científicos e estatísticos, omitindo o pulo do gato, que são aqueles macro detalhes de empunhadura que definem o controle mais perfeito e preciso do direcionamento da bola, que de tão crítico e progressivo a cada centímetro afastado da cesta, com tolerância nos desvios na casa dos 0,5 / 1,5 graus, torna-o proprietário de uma elite de pouquíssimos jogadores…

Ironicamente, coube a mim uma tese de doutorado defendida na FMH/UTL de Lisboa em 1990 (*), até hoje única na abordagem temática do controle direcional do arremesso com uma das mãos, que define os macro detalhes acima mencionados nas cinco empunhaduras possíveis de ser encontradas entre os mais diversos tipos de jogadores, e que explica detalhadamente como as mesmas incidem e definem o direcionamento da bola a cada arremesso efetuado. A série Anatomia de um Arremesso, aqui publicada, e largamente consultada neste humilde blog, e claro, também e intensamente acessada pela turma lá de fora, assim como a tese original, que apesar de doada por mim à CBB, jamais foi divulgada, mas isso é outra história…

Pretendo postar mais alguns artigos sobre essa temática, pois necessitamos urgentemente de honestas e profundas discussões a respeito, por sua transcendental importância para o grande jogo entre nós, principal e estrategicamente na formação de base, tão abandonada e moribunda…

Amém.

( * ) –  

Fotos – Arquivo pessoal.

NÁUFRAGOS DA QUARENTENA…


O PROFESSOR, TÉCNICO E ADMINISTRADOR RENATO BRITO CUNHA…

Renato foi meu professor de basquetebol no curso de Técnica da EEFD/UFRJ, cursado logo após a Licenciatura em Ed. Física na mesma escola em 1962. Sim minha gente, tínhamos cursos de técnicas desportivas em nível de especialização em nossas escolas de educação física, hoje inexistentes, e o Renato, professor titular do Departamento de Metodologia do Ensino da EEFD, também dava seu contributo na área das práticas desportivas com competência e dedicação, ainda mais no seu amado basquetebol.

Ao término do curso, ele me convidou para ocupar o cargo de Auxiliar de Ensino na cadeira de basquetebol da EEFD. convite que declinei por me considerar ainda muito imaturo para o ensino superior, e que preferia cair no mundo do ensino escolar e clubístico a fim de ganhar experiência técnica e didático pedagógica antes de assumir uma carreira universitária. E assim foi feito, Um pouco mais adiante, em 1965, tive de enfrentá-lo em um Fla x Flu da primeira divisão, quando substitui o Togo Renan que havia sido suspenso por três jogos, numa partida eletrizante em Álvaro Chaves, contra uma equipe líder e azeitada dirigida por ele, e que ao final vencemos de forma impactante. Nesse mesmo ano, lá estava o Renato na banca examinadora que selecionaria cinco técnicos para um estágio em universidades americanas, num projeto da CBB com o Departamento de Estado Americano, compondo uma equipe examinadora que ainda contava com os professores Waldemar Areno, Cassio Amaral e, Alfredo Colombo, time da mais alta categoria. Me classifiquei em segundo lugar e fui para os Estados Unidos.

Na volta, fui indicado para dirigir a seleção carioca feminina para o brasileiro em Recife, onde nos sagramos tri campeões. Fui para Brasília, dando continuidade a minha formação prática, onde pude aprofundar conhecimentos no basquetebol, retornando em 1970, quando aí sim, me tornei Auxiliar de Ensino na EEFD, numa indicação assinada pelos professores Waldemar Areno, Armando Peregrino e Renato Brito Cunha, mas não na cadeira de basquetebol, e sim na Didática e a Prática de Ensino.

Com a saída da EEFD do CFCH, transferindo-se para o CCS no Fundão (a EEFD funcionava na Praia Vermelha), um único departamento se negou a anexação e transferência, o de Metodologia do Ensino, mantendo-se na Faculdade de Educação do CFCH, com seus cinco Doutores, inclusive o Renato, e os jovens Auxiliares de Ensino, entre os quais me incluía, assim como o Alfredo Gomes de Faria e o Paulo Matta. No ano seguinte, o Renato foi indicado pela CBB para dirigir a seleção brasileira feminina no Mundial de São Paulo, ele que já havia dirigido e vencido o Pan Americano de Winnipeg, e onde alcançou a terceira e brilhante colocação, e quando tive a oportunidade de produzir filmes e vídeos técnicos de jogos em Brasília, Niterói e São Paulo, que foram utilizados pelo Renato como estudos técnicos e táticos para a seleção, pioneiros que fomos na aplicação dessas tecnologias no esporte, e que mais adiante se materializaram num filme sobre aquele mundial. Em 1976, com o Renato compondo uma banca de concurso, me qualifiquei como professor assistente do Departamento de Didática, sendo o primeiro a ser entronizado por concurso na Faculdade de Educação da UFRJ, vindo da área de Educação Física. Neste mesmo ano, me candidatei ao primeiro mestrado em educação física do país na USP, com 110 candidatos para 10 vagas, num concurso duríssimo, onde uma das etapas era a apresentação de uma carta de indicação formulada e assinada por professores altamente qualificados, e um dos signatários foi o Renato, mais uma vez apoiando meu trabalho.

Em 1986 fui para a Europa desenvolver o doutorado, e na volta já o encontrei presidente da CBB, onde ficou até 1997. Nesse ínterim, trabalhamos juntos naquele que foi o último curso de técnica de basquetebol na UERJ em 1985, além da continuidade do trabalho na UFRJ, tendo-o como Chefe de Departamento. Paralelamente, o Renato dotou a CBB de uma excelente sede própria, e uma administração equilibrada enxuta e acima de tudo honesta e transparente. Porém, em 1992. ao regressar do doutoramento na Europa, fui até aquela magnífica sede entregar um exemplar da tese doutoral, que versava sobre basquetebol, ao professor que tanto me inspirou na carreira, e foi a única vez em que me indispus com ele, num momento de grande tensão, após discutir asperamente pelo telefone com dirigentes paulistas, que presenciei em seu gabinete, resolve confrontá-los entregando a seleção feminina para o Mundial na Austrália a um jovem técnico carioca. Imediatamente saí em defesa dos 20 anos de trabalho duro da turma paulista para formar aquela geração de grandes jogadoras, e que no momento mais decisivo seria privada de auferir o belo trabalho, sendo irredutível aos meus argumentos. Sai da CBB e nunca mais lá regressei. No entanto, com o sucesso da seleção e da opção técnica, sua decisão foi relevada, porém nunca digerida pelos paulistas, pois uma conquista mundial  justificaria um ato intempestivo, uma desavença, menos para eles, e também um pouco por mim, em nome de um ponto de vista de trabalho que sempre defendi, mesmo sendo carioca. Renato prosseguiu seu trabalho inovador, até que foi derrotado na eleição de 1997, inclusive com o voto paulista, se retirando do basquetebol, dando seguimento a sua vida acadêmica.

Me aposentei no ano seguinte e perdi seu contato, quebrado em 2012 quando, por telefone, o convidei para o encontro com a minha turma que faria 50 anos de formada, sendo ele um dos poucos professores ainda em atividade. O encontro, por motivos vários não aconteceu, e ontem tive a notícia do seu falecimento aos 94 anos. Fiquei triste, muito triste, pois sempre o admirei e respeitei, como professor, técnico e administrador de alta capacidade, apesar de algumas contraditórias discussões técnicas e acadêmicas, que muito pouco deslustrou nossa mútua admiração e respeito pessoal e profissional.

Renato Miguel Gaia de Brito Cunha foi uma das pessoas mais importantes para o basquetebol brasileiro, assim como para a educação física e os desportos, e que segundo o relato de seu Diretor Técnico na época, Prof Raimundo Nonato- Talvez tenha sido o único presidente da CBB que gostava de basquete, pensando na evolução do esporte – deixando um grande exemplo de integridade e competência profissional. Obrigado professor, por sua longa, profícua e exemplar vida.

Amém.

Foto – Divulgação CBB.

A ENDÊMICA CEGUEIRA…

Quarentena a todo vapor, saída para vacina contra a gripe cercada de todo um aparato de guerra, máscara, assepsia ao sair e voltar, e sem sair do carro, mas ao final do dia, caramba, um momento simples de curtição gastronômica, frente a uma pizza e um cálice de um bom tinto português, compensando um pouco o afastamento social a que todos estamos submetidos, apesar de reféns dos descompassos governamentais a que assistimos incrédulos, ante tanta insensibilidade com a saúde de um povo sofrido e abandonado em sua grande maioria…

Porém, mesmo paralisado pela grave crise que nos assola, o grande jogo ainda nos reserva insuspeitadas surpresas, como as saídas das equipes de Bauru e Pinheiros do NBB, fato inadmissível num incompleto campeonato, principalmente frente aos critérios econômicos e logísticos exigidos às franquias para o ingresso na LNB, aspectos que não justificam seu abandono sob qualquer ponto de vista, como o de Bauru, mais focado na próxima temporada, como se a atual, que mesmo adiada sem prazo determinado, poderá, ou não, ser concluída, oferecesse um confronto desigual com Mogi no playoff, resultado nada desejado pela franquia em questão, cujo plantel não conta com as “peças” desejadas, mas possíveis para a próxima temporada. No caso do Pinheiros, clube referência na formação de jogadores de ponta, é uma saída mais drástica, pois já vinha dando indícios de que sairia do NBB, mesmo contando com uma equipe competitiva dentro dos padrões técnico táticos das demais franquias, alinhadas ao sistema único de jogo, agora oficialmente referendado pela LNB na escolha através votação do quinteto ideal dos NBB’s, onde as posições foram definidas como armador, dois alas e dois pivôs, modelo básico do sistema único, em contraposição a dupla armação e três alas pivôs que, aos poucos, vem sendo desenvolvido e aplicado por umas poucas franquias, com inconteste sucesso. Como vemos, a liderança técnica encastelada na liga, determina ser esta a direção a ser continuada no basquetebol nacional, onde a inclusão da ” filosofia” do chega e chuta deverá ser mantida agora, e nos futuros NBB’s, afinal de contas, trata-se do “basquete moderno”, aquele que nos levará de volta ao concerto internacional, fato que, particular e conscientemente, duvido que consigam, sob quaisquer critérios que se possa analisar, infelizmente…

Trata-se de uma endêmica cegueira, gosmenta e pegajosa cegueira, que me fizeram postar alguns artigos neste humilde blog, um dos quais relembro agora, colocando-o no painel daqueles que nunca foram comentados, apesar da importância de seu teor contestatório e desafiador. Leiam-no se assim o desejarem…

Amém.

A INADIMISSÍVEL CEGUEIRA…

quarta-feira, 17 de outubro de 2018 por Paulo MuriloSem comentários

Olhando com cuidado e muita atenção a página inteira do O Globo ai do lado, fico imaginando o que estão fazendo com o basquetebol brasileiro, proposital e cirurgicamente, destinado-o ao comezinho papel de “poste”(está na moda…) virtual e presencial de um outro jogo, de uma liga que sequer prática as regras internacionais, dimensionada à estratosfera de um poder econômico brutal, e um suporte técnico lastreado por uma formação maciça de base em suas escolas e universidades, numa contraposição devastadora frente a nossa realidade educacional, econômica e social, mas possuidora de um emergente mercado a bordo de seus 208 milhões de habitantes, onde um décimo de seus jovens, por si só, viabiliza investimentos em calçados, uniformes e apliques oriundos das franquias da turma lá do norte, e claro, de seus fiéis e colonizados prepostos abaixo do equador…

Honestamente, não vislumbro qualquer vantagem mínima nesse intercâmbio, a não ser para a turma lá de cima, amaciando nossos jovens na inoculação de seus princípios e metas a médio e longo prazos, onde o acesso às riquezas de seu interesse estratégico e político, se tornam factíveis na medida direta da maior ou menor simpatia e admiração de seus valores por parte de uma juventude torcedora da NBA, da NFL, e por que não, do MMA…

O basquetebol, sem dúvida alguma é o desporto mais consumido em todo o mundo, divulgado e estudado de forma científica desde sempre, e aquele que comporta a mais vasta bibliografia acadêmica e popular, o que justifica plenamente o imenso interesse político social dos irmãos do norte, principalmente na inteligente globalização que estabeleceram em sua liga maior, elencando cada vez mais estrangeiros em suas franquias multibilionárias…

Olhando com mais cuidado ainda me pergunto – o que representa o Le Bron, ou o Tom Brady para o nosso país, para nossos jovens, quando nenhum deles jamais poderá ter acesso ao seu status econômico e social jogando basquetebol ou chutando uma bola oval? Quem sabe trocando pancadas numa arena de MMA, como alguns patrícios que, inclusive, sugerem ser a modalidade adotada em nossas escolas…

Triste país, onde nem a direita e nem a esquerda deseja o povo educado. aquela para se manter no poder, esta para usá-lo como massa de manobra para conquistá-lo, como nos últimos desgovernos que nos lideraram, e que ainda teimam em manter o que aí está, vide a ausência dessa estratégica necessidade nos discursos dos que aí estão na reta final das eleições…

E no compêndio educacional e cultural de nosso imenso e injusto país, o grande jogo tem um lugarzinho no coração de nossos jovens, e daqueles que já o foram um dia, nas escolas, nos clubes, nos parques, e nas imorredouras imagens de um recente e brilhante passado, onde venciamos a todos, mesmo aqueles que agora nos impõem regras e comportamentos fora de nossa realidade, mas plenos da certeza de que, pelo poder econômico nos dobraremos a sua cultura e poder hegemônico…

Este é o padrão que está sendo estabelecido por uma liga associada a liga maior, aquela lá de cima, onde os negócios, os patrocínios e os master investidores semeiam a padronização, a formatação de um conceito de basquetebol antítese de nossa realidade de país carente daquele aspecto que tornam seus mentores poderosos, a formação de base, a massificação desportiva nascida na escola e nas políticas governamentais, nos destinando a feérica ilusão de um espetáculo dentro das quadras que raia ao ridículo atroz, em sua pobreza técnico tática e de formação de base, onde a média de erros de fundamentos, nessa versão 2018 da LDB, alcança os 35.9 por jogo, com partidas, como  UNI 71 x 85 Corinthians, com inacreditáveis 59 erros de fundamentos (29/30) !! E como nos primeiros quatro jogos da primeira rodada do NBB11, quando duas equipes perdem seus jogos arremessando mais de três pontos do que de dois (Paulistano 8/37 e Brasília 11/38), com um dos técnicos justificando –  Precisamos defender melhor. Tomamos bolas fáceis. Nós precisamos evoluir muito defensivamente. Isso é o que vai dar força para o time buscar os resultados. Porque com o poder ofensivo que nós temos, vai ser natural o nosso ataque desenvolver bem”- Terrível equívoco este, pois com tal desperdício de tempo e esforço com bolinhas em profusão (11/38), perdendo o jogo por um ponto, bastaria seguir a regra das continhas, trocando metade das bolas de três perdidas pelas de dois, quando venceria com alguma folga. Mas é claro que os jogadores tiveram o beneplácito do técnico na enxurrada de bolinhas, corroborando com a afirmação do mesmo sobre o “poder ofensivo” da equipe, ou não?

Felizmente, parece, ainda de uma forma um tanto tímida, que a hemorragia dos três pontos começa a ser estancada (inclusive na matriz) com contestações mais enérgicas e presentes no perímetro externo, o que será muito bom para o basquetebol tupiniquim, num momento em que as equipes embarcam seriamente na dupla armação, e investem em alas e pivôs atléticos, rápidos e flexíveis, mesmo que ainda falhos nos fundamentos básicos, tornando o jogo mais dinâmico, apesar de ainda muito longe da fluidez necessária para alçar ao patamar competitivo no campo internacional, fator este que exige um didatismo mais elaborado para o ensino e a aprendizagem da mesma, num processo pedagógico exclusivo de uns muito poucos profissionais ainda existentes no país, porém relegados ao ostracismo em prol de uma corporação de estrategistas, pouco ou nada interessada em modificar sua rentável e proprietária zona de conforto no restrito mercado de trabalho ora existente, onde o QI ainda impera absoluto…

E o mais instigante, é a irrefutável constatação, de que a origem de todo este movimento renovador tem sido proposital e politicamente omitido desde o NBB 2, quando iniciei junto ao Saldanha da Gama, com somente 49 dias de trabalho e 11 jogos disputados, tudo o que de forma rudimentar adaptaram no que aí está, demonstrados publicamente através os quatro primeiros vídeos completos de jogos daquela competição (hoje universalizados através redes abertas e fechadas de TV, Facebook e Twitter), nos quais todos aqueles avanços acima mencionados em conquistas técnico táticas foram divulgadas em 2010, bem antes das mudanças atuais, que estão sendo propagandeadas como as desencadeadoras do “moderno basquetebol”, mas que vem sendo copiadas e empregues sem o mais remoto reconhecimento de como, ou através de quem se iniciaram, numa canhestra apropriação, porém capenga e confusa, pois não conseguem penetrar no âmago de suas concepções, onde o didatismo acima mencionado se torna impenetrável para essa turma que se convenceu que o grande jogo nasceu junto com ela, esquecendo que desde o fim do século dezenove ele já existia, com a complexidade e a grandeza que desconhecem, e sequer se interessam em estudar, dando razão ao Alberto Bial em seu depoimento na matéria do O Globo reproduzida acima…

Mas duro mesmo é você testemunhar um ala pivô galardoado em seleções nacionais, a cinco segundos do final do jogo entre Corinthians e Franca, partir driblando de frente para a cesta, tentar uma finta com troca de mãos, perder a bola por pura inabilidade fundamental, dando adeus a uma possível vitória, numa condensação da dolorosa realidade em que lançaram o grande jogo, numa padronização e formatação absurda, quando inverteram com suas obtusas e midiáticas pranchetas e”filosofias” de jogo a prioridade dos fundamentos, substituídos e minimizados  pelo sistema único, num acordo e conluio inter pares, que nos lançou num poço que parece não ter fim, porém enfeitado e glamourizado com penduricalhos voltados aos poucos frequentadores das enormes e desertas arenas, também transformadas em rinhas de torcidas de camisa, onde o esporte cede vez ao pugilato e gratuitas agressões…

Fico por aqui, mas antes sugiro a leitura a seguir, de um blog de basquetebol de Joinville. elucidativo e revelador, pecando somente em não enfatizar os aplausos espontâneos de sua torcida pelas grandes jogadas da esquecida equipe do Saldanha (que podem ser ouvidos no vídeo), com seu basquetebol fluido e realmente apaixonante, executado por excelentes jogadores, nada valorizados ou mesmo bem remunerados, mas plenos da importância de praticarem um basquetebol proprietário e evoluído, o mesmo que tentam desde então copiar, sem no entanto reconhecer de onde vem o canto do galo. Se quiserem atestar o que aqui exponho, se aboletem na poltrona, curtam, aprendam, e se humildes forem, acompanhem os aplausos da torcida catarinense, num ginásio repleto e pulsante frente a uma forma inovadora de jogar o grande, grandíssimo jogo

Amém.    

Fotos – Reproduções da TV. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

Vídeo – Arquivo particular.

Outros vídeos disponíveis no espaço Multimídia deste blog.

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O PRESENTE PASSADO…

Já são vinte dias de quarentena, e prevejo muito mais daqui para frente, que deverão ser cumpridos rígida e responsavelmente, atitude cívica obrigatória nesses dias de crise sanitária por que todos nós passamos. Então, com o grande jogo paralisado, aqui e no resto do mundo, crescem no país as transmissões ao vivo com aulas e discussões sobre técnica, tática e treinamento de equipes, reunindo técnicos e professores interessados em novas tendências, vivenciando suas experiências na formação de base e na elite, enfim, se comunicando de uma forma que não haviam feito desde sempre. Aqui no blog, a procura de artigos mais antigos tem sido intensa, principalmente sobre fundamentos e sistemas de jogo, porém, muito pouco, ou quase nenhum interesse sobre treinamento, principalmente quando pecamos tanto no coletivismo, vítima mortal da baixa qualidade de nossos jogadores na prática consistente dos fundamentos básicos do grande jogo, e por conseguinte incapazes de exequibilizar com precisão e constância sistemas de jogo ofensivos e defensivos também. Este é um grande e delicado obstáculo que a maioria de nossos técnicos enfrentam, influenciados por culturas exógenas, antagônicas econômica e educativamente à nossa realidade de país carente, desigual e injusto…

Fico grato pela busca de antigos artigos, afinal estamos editando-os desde setembro de 2004, e já alcançam 1583 postagens, abrangendo um largo espectro de assuntos técnicos, táticos, sistêmicos, e acima de tudo, sobre a fina arte do treinamento, do ensino, da pesquisa e do estudo incansável, onde a figura escravizante, coercitiva e impositiva das pranchetas aqui jamais tiveram guarida. Por tudo isso, escolhi um artigo muito simples e evocativo sobre percepções e visões que se desvanecem frente a irrepetida realidade  com que nos defrontamos no dia a dia de nossa penosa caminhada, e por que não, diante de nossas ações como professores e técnicos do grande, grandíssimo jogo de nossas vidas…

  Amém.

MESTRES DO OLHAR E DO MOVIMENTO...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2005 por Paulo MuriloEditar post17 Comentários

Este foi o título de uma reportagem sobre a exposição que explora as afinidades entre o escultor Alberto Giacometti e o fotógrafo Henri Cartier-Bresson publicada no O Globo no dia 17 deste mês. O texto menciona, entre várias coincidências, a vontade de ambos de congelar um momento em movimento. Disse Giacometti- “Toda a ação dos artistas modernos está nessa vontade de captar, de possuir alguma coisa que foge constantemente”. Já Bresson assim se manifestou- “Jogamos com coisas que desaparecem…e, quando elas desaparecem, é impossível fazer com que elas revivam”. Eis duas afirmativas que caem como um diáfano véu sobre as cabeças da maioria de nossos técnicos. Sonham de olhos abertos com a perpetuação dos movimentos que extrapolam de suas pranchetas mágicas, como se fosse possível a perenização das jogadas estabelecidas pelo sistema de jogo que empregam. Sempre que estabelecem contato com os jogadores repetem, e repetem, até a exaustão os mesmos movimentos, as mesmas soluções, clamam pela obediência à jogada, à rotatividade da bola, com uma intransigência que beira ao fanatismo. É como se fosse uma grande coreografia, onde a repetição das jogadas mortais é o supremo objetivo a ser alcançado. Mas, como mencionaram Giacometti e Bresson, os movimentos acontecem na mesma proporção em que desaparecem, e nunca são iguais, por isso viviam em busca de sua captação, a qual Bresson definiu como o “decisive moment”, o momento decisivo, único, fugaz e precioso se captado. Essa foi sua grandeza, pois foi o fotógrafo que mais o registrou no século XX. Nossos técnicos precisam, com urgência, entender que se uma jogada se repetir, com alto grau de frequência, pode-se afirmar que o sistema defensivo do adversário inexiste pela extrema fraqueza de seus integrantes. Um sistema ofensivo é de alta qualidade, não se der certo seguidamente, e sim se estabelecer situações que desequilibrem, pela imprevisibilidade de suas ações, o esquema defensivo do adversário. A repetição sistemática de jogadas produzem situações com alto grau de previsibilidade, e retiram dos jogadores a espontaneidade de suas ações, colocando-os numa situação de meros repetidores de movimentos pré-estabelecidos por seus técnicos, e se os defensores forem de boa qualidade, rapidamente se anteporão aos movimentos ofensivos, anulando sua eficiência. São nesses momentos que se estabelecem as diferenças entre uma equipe bem treinada de outra não tão bem preparada. Quantos são os técnicos que nos coletivos de preparação para os jogos, os interrompem para orientar sua defesa em função de seu próprio ataque pré-estabelecido? Que sempre orienta seus atletas na busca do inusitado, e não do conhecido? Que mesmo tendo um sistema fechado de jogo, propugna por rompê-lo sempre que possível, pois essa sempre será a ação desencadeada pelo adversário? Enfim, que reconhece ser a busca, não de um, mas de vários “momentos decisivos”, o fator a ser alcançado com afinco e dissociado do círculo vicioso coreografia/prancheta. Por praticar fotografia por longos anos, e de ter tido em Henri Cartier-Bresson um exemplo a ser seguido é que desde muito cedo procurei entender e praticar o “decisive moment” com algum sucesso, mas que pela compreensão de seu significado, pude levar a meus atletas um vasto leque de opções que visassem o encontro dos mesmos. “Jogamos com coisas que desaparecem…e, quando elas desaparecem, é impossível fazer com que elas revivam”. Cada jogada constitui um princípio e um fim em si mesma, e são irrepetíveis. Precisamos entender esse mecanismo para nos libertar das jogadas mágicas e das pranchetas milagrosas. Meus queridos colegas, precisamos encontrar novos caminhos, pois esse que aí está sendo trilhado por vocês não levará a lugar nenhum, perdão, sabemos onde ele vai dar…

Amém.

Henri Cartier Bresson e Alberto Giacometti

17 comentários

  • Carol
  • 12.05.2010
  • Eu queria saber de um movimento no basquetebol:mantenha a cabeça erguida e a bola debaixo da linha da cintura, não olhe para a bola enquanto se desloca e realize o controle de bola com os dedos e não com a palma da mão.Que movimento é esse?
    Responda, por favor 1!!
  • Basquete Brasil
  • 13.05.2010
  • Prezada Carol, este é o movimento básico do drible, o ato de progredir com a bola. Só não entendi bem o termo ” descola”, me parecendo ser usado em Portugal em vez de “desloca”. Em outras palavras – Ao progredir com a bola driblando, faça-o com a cabeça erguida, sem olhar diretamente para a mesma, e sim visualizando-a em visão angular ao sentido do deslocamento, usando para impulsioná-la somente as pontas dos dedos, jamais a palma da mão.
    Creio ser esta uma boa definição de drible.
    Espero ter respondido a sua pergunta. Um abraço, Paulo Murilo.
  • Amanda
  • 17.05.201
  • Eu achei que precisa mais das informações q as pessoas pedem pq fala fala mas não fala o q realmente a pessoa quer saber
  • Basquete Brasil
  • 17.05.2010
  • E o que você quer saber prezada Amanda? Aguardo suas indagações e perguntas. Um abraço, Paulo Murilo.
  • Jady
  • 07.06.2010
  • Olá eu gostaria de saber que movimento é esse?
    se inicia segurando a bola com as duas mãos.Ao passar a bola faz-se com que ela bata pelo menos uma vez no chão, antes de chegar ao colega
  • Basquete Brasil
  • 07.06.2010
  • Prezada Jady, assim como a leitora Carol acima, você me descreve um movimento dos fundamentos do basquete, que me parece ser parte de um teste ou prova da modalidade, numa escola ou faculdade.Sugiro que procure estudar mais os fundamentos (um bom livro é o Metodologia do Basquetebol, do Prof. Moacyr Daiuto, para que dúvidas como essa sejam dirimidas. Ah, o movimento é o do passe picado (bounce pass para os americanos, ou passe com ressalto, para os portugueses). Um abraço, Paulo Murilo
  • Helen
  • 20.06.2010
  • Sem ofender mas você falou bastante mas não que procurava.
  • Helen
  • 20.06.201
  • que ……..
  • Ellen
  • 20.06.2010
  • gostei parabéns
  • Basquete Brasil
  • 20.06.2010
  • E o que você procurava, prezada Elen? Diga, e quem sabe eu possa ajudá-la. Um abraço, Paulo Murilo.
  • Basquete Brasil
  • 20.06.2010
  • Obrigado, prezada Ellen. Um abraço, Paulo Murilo.
  • Paula
  • 08.06.2011
  • Muito bom o site, obrigada Paulo…As perguntas feitas pela Carol e Amanda, são de uma apostila da 6°série, do estado de SP.
    Pelo menos pra mim foi muito bom, pois o prof° de Ed.Física fala assim:Só mando fazer a apostila pq sou obrigado ‘-‘
    Então, mt obrigada, ajudou mt.
    Abraços
  • Basquete Brasil
  • 09.06.2011
  • Que bom que pude ajudá-la, fico feliz com isso.Um abraço.
    Paulo Murilo.
  • Tatiane
  • 15.08.2011
  • Não gostei das respostas
  • Laura
  • 27.05.201
  • Olá adorei esse site ,estava procurando informações para as respostas da apostila da sexta seria do segundo bimestre…e se não for incomodo gostaria que me esclarecesse o gesto que o juiz faz que ele com as duas mãos fechadas giras elas para a esquerda, vc sabe?ou eu não fui muito clara em minha pergunta???
  • Basquete Brasil
  • 29.05.2012
  • Prezada Laura, obrigado por gostar dos conteúdos do blog, mas peço que esclareça melhor seu pedido. Não entendi bem o seu relato sobre o gestual do juiz. Tente novamente. Obrigado. Paulo Murilo.
  • Basquete Brasil
  • Today
  • Como vemos, nenhum comentário específico sobre a matéria foi publicado, inclusive por qualquer técnico da modalidade, o que nos leva a triste conclusão de que nenhum deles entendeu absolutamente nada do que foi aqui postado, fato que justifica seus comportamentos técnico táticos até os dias de hoje, 2020. Realmente constrangedor…
    Paulo Murilo

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