ARTIGO 900 – O RETRATO DE UMA TRISTE REALIDADE…

Quero dedicar esse artigo, o de número 900, a todos aqueles que trabalham pelo grande jogo neste imenso e injusto país, mas que apesar de toda sorte de obstáculos e incompreensões, continuam a lutar e perseverar dentro, e muitas vezes além de suas possibilidades profissionais e econômicas, pelo soerguimento da grande paixão de suas vidas, o basquetebol.

O email que recebi do Prof. Jalber Rodrigues da cidade de Cataguases em Minas Gerais, ilustra com propriedade a verdadeira situação do basquete feminino no país, servindo de parâmetro a uma profunda reflexão sobre o esporte de base no limiar de uma Olimpíada que será aqui realizada em 2016.

 

Jalber Rodrigues
basquetebol-kta.blogspot.com/
jalber.rodrigues@gmail.com
189.83.17.232

Enviado em 06/01/2012 (2 days ago) as 10:51 pm (2 days ago)

Professor,estou um pouco afastado dos comentários, mas não da leitura. Por anos acompanho a luta incansável pelo soerguimento do basquete no Brasil através de excelentes artigos publicados aqui no blog. No masculino as coisas são difíceis… imagine como é no feminino…fazer base no feminino ainda nem se fale… trabalhamos muito duro, muito mesmo para fazer o mínimo… as meninas não tem expectativa nenhuma… porque e para que se dedicar ao basquete? como fazer com que as meninas trabalhem forte? Como competir com as baladas, com a internet e com a desconfiança dos pais de que “jogar bola não leva a nada”? Não conseguimos nem vincular a educação ao esporte? As críticas são sempre duras e mais pesadas… mas corretas… porém ferem a quem se doa ao máximo e não consegue respaldo, apoio, credibilidade… se o basquete feminino de São Paulo está nessas condições imagine o resto do Brasil? imagine no interior de Minas? Precisamos de ajuda professor!! Precisamos de ajuda! Queremos ter excelentes meninas praticando o fino do basquete… mas precisamos de ajuda professor! Sugestões?!
Desculpe o desabafo e abraço professor!

O que mais podemos acrescentar, meus deuses. Como e de que forma poderemos ajudar perante um quadro tão cruel como esse? Como?

Amém.

OBS-Clique na foto para ampliá-la.

PRESENTE DE NATAL…

 

PRA QUEM?

 

Rodapé – Espaço que o mesmo  jornal

reserva para as noticias do

basquete nacional, quando

o faz…

 

OBS- Clique na imagem duas vezes

para ampliá-la (O Globo, 25/12/2011).


OCTAGON, UM PROGRAMA PARA TODA A FAMÍLIA 3…

Um foi “estrangulado” e saiu desacordado, com um corte profundo na testa causado por uma cotovelada. O outro teve o braço quebrado. Duas brigas feias em boate? Não, esporte.

( Zuenir Ventura no O Globo de 14/12/2011)

No mesmo jornal, em 12/12/2011, a foto acima assim é descrita – DESACORDADO, LYOTO é amparado pelo juiz após ser estrangulado.

E na outra foto – FRANK MIR aplica a chave que fraturou o braço de Rodrigo Minotauro.

Incluo outra para que o leitor grave bem a imagem de um atleta(?) de olhos vidrados, inerte, desacordado em seu local de disputa (trabalho?).

Dias atrás o locutor polivalente Galvão Bueno, em transmissão aberta, assim descreveu aos brados que o caracteriza, os momentos finais de uma luta – Outra esquerda, outra esquerda, esquerda, esquerda, acabou…Brasiiiil!-

Mas em momento algum deixou transparecer qualquer preocupação pelo fato de que, a cada pancada dada livre e sem defesa alguma na cabeça do prostrado lutador, seu cérebro se chocava violentamente nas paredes internas de sua caixa craniana, desacordando-o violenta e perigosamente, para gáudio de uma audiência mais insana do que a luta em si, agora elevada a atração maior no desporto pela emissora que se auto designa como a líder dos princípios educacionais da juventude brasileira.

E mais promoções estarão por vir, em arenas cada vez maiores, financiadas por falsos mecenas, envoltos soturna e indevidamente pelo manto do desporto, locupletando-se da ausência cultural que nos asfixia proposital e criminosamente com o discurso da redenção de nossos jovens através da pancada institucionalizada, fazendo coro a um Dana White em sua afirmação de que em pouco tempo veremos o MMA superar o Futebol no país, nesse infeliz e desorientado país, afirmação aquela que não ousou externar em seu país de origem, mas apoiado pelo campeão Anderson Silva que afirma ansiar ver o MMA incluído no currículo de nossas escolas. Lamentável.

E endossando essa barbárie, prefeituras e estados apóiam com louvor o já denominado programa para toda a família, que unida em suas gerações, presentes aos espetáculos, torcem e vibram pelo sangue derramado, pelas fraturas e estrangulamentos, até que um dia a arena seja real e ansiadamente denominada como o reino dos gladiadores do terceiro milênio, definição majestosa e insana de seu maior propagador.

Melhor impossível.

Ave Cesar.

Fotos-Clique nas mesmas para ampliá-las.

PS- [20:03:46] Jay Raw:

http://www.youtube.com/watch?v=M8C-qIgbP9o&sns=fb

[20:04:35] Paulo Murilo Alves Iracema: Oi João, vou olhar

[20:11:47] Paulo Murilo Alves Iracema: João meu filho, você pode não acreditar, mas no momento, no exato momento em que terminei o artigo de hoje seu MMS chegou com esse link, que incluirei no artigo, pois é um libelo contra a violência, um rasgo de esperança nesse mundo convulso e indefeso. Obrigado, o artigo agora foi completado.

-Octagon, um programa para toda a familia…

-Octagon,um programa para toda a familia 2…

I’M NOT DOG NO…

Fico muito preocupado com a corrida de equipes do NBB atrás de americanos, em alguns casos três de uma só vez ,  para numa escalação primária, somente dois brasileiros compondo uma equipe básica, e isso tudo em território brasileiro.

E lá vamos de encontro a um desfile de equívocos, até certo ponto hilariantes, com técnicos empostando a voz, para num inglês lamentável e ininteligível passar informações no idioma digno de um I’m not dog no, de um Falcão muito mais coerente.

E a qualidade dos craques, medidas e avaliadas quase sempre através de vídeos veiculados por espertos agentes, colocando jogadores de qualidade duvidosa (as raras exceções não contam…) num mercado que veda a muitos bons jogadores patrícios uma chance de trabalho, muito dos quais vindos da Sub 21.

Sugiro então uma pequena reflexão, ao analisarmos uma listagem de países com ligas organizadas, com salários mais atraentes e maior visibilidade promocional: Espanha, Itália, França, Rússia, China, Austrália, Lituânia, Turquia, Grécia, Bélgica, Alemanha, Portugal, México, Porto Rico, Panamá, Venezuela, Argentina, Uruguai, talvez mais uns dois ou três, para ai sim, nos depararmos com a opção (?) Brasil. Pergunta-se então, qual a qualidade de um jogador de décima oitava opção?

Mas eles ai estão, e continuarão a chegar à medida em que teimarmos em nos manter atrelados a um pungente estado de colonizados, esquecendo que em vez da teimosia em nos apegarmos a produtos acabados(?), deveríamos treinar, preparar e potencializar nossos jovens valores, que para a infelicidade de alguns, se exprimem em português, e necessitam serem ensinados e polidos, configurando uma situação de fato antagônica a muitos auto denominados “estrategistas”.

Lembro um artigo que escrevi no inicio desse blog, Vícios do nosso cotidiano, exprimindo com razoável precisão esse instigante assunto, que no entanto continua a ser esquecido por uns poucos, em detrimento de muitos, o que é profundamente triste e lamentável.

Mas como diria o lúcido Falcão –  Days better virão…

Amém.

AO ALARICO…

Me perdoe Alarico, mas algo tem de ser dito nesse momento, algo que ocorreu quando você e o Vanderlei Mazzuchini (Diretor Técnico da CBB e representante da Metodista) estiveram na minha casa em Jacarepaguá, para planejar uma parceria com a Metodista de São Paulo e o Vitoria  no NBB3, e propus uma composição meio a meio em todos os momentos do processo, no que fui mais adiante, obviamente vencido e deliberadamente afastado por um grupo cuja única finalidade era a de participar da LNB de forma absolutamente majoritária.  Deu no que deu, ou seja, a última classificação no paulista e a dissolução do acordo, onde somente dois jovens jogadores do Vitoria, que praticamente não jogaram, foram relacionados, e a equipe que tão bons resultados havia conseguido nas rodadas do returno do NBB2 foi simplesmente desfeita sem maiores contemplações. Eram bons jogadores, não inflacionados e pouco aproveitados nas demais equipes da Liga, mas compromissados com a proposta inovadora que expus a eles.

Mesmo assim, sugeri a você a remontagem daquela equipe, que mantida unida para o NBB3 se classificaria aos playoffs com certeza, e isso assegurei a você, pois praticavam um sistema de jogo diferenciado das demais equipes, quando venceu algumas das mais poderosas, inclusive a que viria se sagrar campeã do NBB2, e contava com uma base bastante sólida, experiente e comprometida  para desenvolvê-la.

Preferiu você investir numa nova direção, só que alinhada com o sistema único de jogo comum a todas as equipes, abandonando de forma definitiva todo aquele trabalho que se prenunciou forte e radicalmente inovador.

Mais uma vez a equipe foi mal, pois frente à realidade do sistema único pouco poderia contestar frente a equipes mais fortes no mesmo, apesar de contratar 17 jogadores, recorde na Liga, no intuito de reverter uma situação motivada por uma direção técnica totalmente equivocada.

Claro, que uma sucessão tão longa de maus resultados, com derrotas de mais de 60 pontos de diferença (recordes negativos na Liga, e agora repetidos na Sub 21) prejudicaria futuros possíveis patrocínios, que não se sentiriam incentivados a apoiar uma equipe pouco ranqueada, num mercado onde a exposição de uma marca junto a um projeto mais vencedor é condição básica no mesmo.

Então, sabedor que a grande maioria de jogadores daquela equipe se encontravam descompromissados com equipes para o NBB4, mais uma vez, e teimosamente, sugeri a você a remontagem da mesma, pois lá no fundo me incomodava o fato de não ter podido, ao menos, testemunhar um bom trabalho iniciado nas mais difíceis condições, como aquele no returno do NBB2, e inclusive sugeri o nome do técnico Washington Jovem para dar continuidade ao mesmo, pois como meu assistente, inclusive indicado por você, acompanhou todo o processo de treinamento orientado por mim na direção de um novo sistema de jogo. Você se negou (sequer respondeu ao meu email), e inclusive declarou na imprensa que o Vitoria se apresentaria com jovens egressos da sub 21 e uns poucos jogadores mais experientes, e sob a direção de um técnico americano, ou um paulista.

Com a perda do patrocínio a uma semana do inicio do NBB4, você se viu forçado a desistir do campeonato, desfecho este que jamais teria  acontecido se o projeto iniciado no returno do NBB2 tivesse sido continuado, ou mesmo logo após a dissolução da parceria com a Metodista, pois resultados mais objetivos teriam sido alcançados, e disso tenho a mais absoluta certeza, pois não costumo errar previsões nesse nível.

Enfim Alarico, sem jamais negar sua transcendental importância para o basquete capixaba, através o longo e penoso caminho percorrido para implementá-lo, não posso deixar de mencionar o erro estratégico cometido com uma equipe que tinha tudo para se firmar no altamente competitivo cenário da LNB, fato hoje reconhecido por muitos analistas do grande jogo, por força de sua ousadia em aceitar percorrer novos caminhos técnico táticos, e a mim em particular, quando você mesmo me reconduziu às quadras numa idade pouco ou nada valorizada dentro da dura e injusta realidade do país, a que retribuí com um trabalho diferenciado e certamente promissor, além de muito sacrificado e doloroso, mas que não encontrou de você uma resposta que justificasse a extinção do mesmo, além do meu sumário afastamento..

Fiquei imensamente triste com a ausência da equipe no NBB4, e confiando na sua inesgotável vontade de ajudar no soerguimento do basquete brasileiro, sugiro que reconsidere retomar aquele bom trabalho iniciado no returno do NBB2, a fim de que o mesmo seja completado com principio, meio e fim para o NBB5, já que fora do NBB4, e que foi o prioritário motivo que me fez continuar naquela equipe, recusando na sua presença e testemunho em São Paulo, o convite de uma das mais poderosas equipes da liga, e ficando no final , sem pertencer a nenhuma.

Desejando seu pronto restabelecimento, subscrevo-me,

Paulo Murilo Alves Iracema

Professor, Técnico de Basquetebol e Editor do Basquete Brasil.

 

NOTA- Incluo o vídeo (clique aqui) do último jogo realizado em Vitoria no NBB2 contra o CETAF, onde podem estar embutidos alguns dos motivos responsáveis pelo meu afastamento, não só da equipe, como do basquete brasileiro. Vale dar uma olhada, como também, ouví-lo. PM.

Amém.

CAFÉ(AMARGO)DA MANHÃ…

Ligo meu computador nessa manhâ, percorro os blogs de basquete, e me deparo com essa noticia no site da LNB:

 

Bate-papo

LNB convida os principais jornalistas e blogueiros especializados em basquete para um café da manhã, no Rio de Janeiro com o presidente Kouros Monadjemi

Os principais jornalistas e blogueiros especializados em basquete foram convidados para, nesta quinta-feira, participar de um café da manhã com o presidente da entidade, Kouros Monadjemi, antecedendo o evento de lançamento da temporada 2011/2012, no Rio de Janeiro.

Participaram do bate-papo Sérgio Barros, da TV Globo, Rodrigo Alves, do Globoesporte.com, Byra Bello e Roby Porto, da SporTV, Guilherme Tadeu, Alfredo Lauria, Raphael Nunes, do Portal Basketeria, Rodrigo Capello, da revista Máquina do Esporte, Fábio Balassiano, do blog Bala na Cesta e Felipe Piazentin, do blog Planeta Cesta.

Além do presidente, outros representantes da LNB estavam presentes. O gerente executivo Sérgio Domenici, o gerente técnico Lula Ferreira e o gerente de comunicação Guilherme Buso também participaram do encontro. Completou a mesa o diretor de basquete do Flamengo, Arnaldo Szpiro.

Entre os assunto debatidos estiveram a organização para o NBB 2011/2012, calendário, arenas, além de sugestões para a evolução do campeonato e do basquete nacional.

“Essa é uma oportunidade ímpar. Ninguém faz isso. Nunca recebi convites como esse de outras entidades. E uma instituição começa pela transparência, sem isso a roda não gira”, disse Rodrigo Capello.

“A gente sabe que o público do basquete está muito ligado na Internet. E nesse público, a opinião dos blogueiros é importante. É muito bom que a Liga esteja buscando essa opinião da mídia. Debate é sempre importante e a Liga mostrou que está aberta a isso”, comentou Alfredo Lauria.

 

E o Basquete Brasil lá não estava para o café da manhâ, motivo? Isso ai minha gente, não foi convidado.

Para não ser injusto, recebi um convite genérico para participar da abertura do NBB4, mas nada mencionando o encontro com o Presidente da LNB para o café. Ai está o convite e a resposta enviada por mim.:

 

Assunto Re: Festa de abertura do NBB 4
Remetente paulomurilo@infolink.com.br
Para Lula Ferreira
Data Sex 02:00

On Thu, 3 Nov 2011 09:46:56 -0200, Lula Ferreira <lula@lnb.com.br> wrote:

Prezados amigos

A LNB se sentirá honrada com a presença de vcs na abertura do NBB 4.

Att

Prezado Lula, agradeço o convite, e farei o possível para comparecer ao lançamento de tão importante competição.

Parabéns pelo trabalho. Paulo Murilo.

Foi um convite idêntico a todos os técnicos, assistentes e diretores que participam ou participaram do NBB, e não um especifico a um órgão de divulgação jornalística para um encontro especial com o presidente da LNB.

Enfim, lamento ser o Basquete Brasil tão injustamente discriminado pela Liga maior do basquetebol em nosso país, mas nada que o faça desistir  de continuar a lutar pelo soerguimento do grande jogo, não tão grande para alguns. Vida que segue.

Amém.

O XINGADO JOGO…

Como é Paulo, o Paulista na fase final, o Flamengo na Argentina, e você não dá o ar da graça? Cansou?…

Cansar não, o basquete jamais me cansou, agora enjoar de mesmice e violentos ataques ao vernáculo, isso sim, enjoa, e muito.

Quer uma simples prova? Recorde, ou reveja se possível, as duas últimas rodadas do playoff paulista. Numa mesma tarde dois jogos televisionados pela ESPN Brasil, e até ai tudo bem e elogiável, dois jogos seguidos, com transmissão e comentários de luxo, microfones e entrevistas pelos ginásios, e… agora o lamentável, nos pedidos de tempo das quatro equipes intervenientes: -”Será que não tem um FDP aqui para parar aquele cara?”- cobrava um dos técnicos de seus jogadores. -”Car…, veja a m… que estão fazendo, seus m…”- bradava um outro, inconformado com a nulidade de seu sistema exaustivamente treinado. –“Por…car…, o que pensam que estão fazendo? Car…”- gritava um terceiro revoltado com a passividade defensiva de seu super treinado grupo, finalmente um quarto-“Put…mer…, o que pensam que estão fazendo, PQP…!- E tudo isso ao vivo, a cores e em horário vespertino, sendo absolvidos pelo comentarista que via naqueles pedidos de tempo ações tecnicamente corretas, fora os xingamentos, mas que pelo ardor da disputa…

Lamentável ter de escrever sobre o que todos assistiram, e ouviram, principalmente os jovens, mas teimosamente o faço, pois foi o que se viu, e se repete na maioria dos jogos, inclusive agora no vôlei, quando as derrotas começam a freqüentar o dia a dia do segundo (?) esporte do país.

E pensar que são todos professores e técnicos experientes e consagrados, cujas mensagens, mesmo sob intensa pressão deveriam ser pautadas pelo que representam como professores e técnicos (principalmente na presença de microfones), e não da forma como foram emitidas.

Como condenar, e veladamente criticar o Magnano que proíbe microfones junto a si quando trabalha? Ah, fazem falta os comentários dele na orientação da equipe, afinal o publico precisa saber o que ele pede do grupo, cobram os narradores e comentaristas, que na verdade, e isso precisa ser dito, adoram contrastar seus conhecimentos com o que é dito pelos técnicos, num confronto de razões técnico táticas, quando sua função é a de relatar o que presencia e testemunha, e não o que faria se estivesse na direção da equipe.

Quanto ao Flamengo, o que dizer quando o Leandro é alçado a armador sem a companhia de um outro de ofício? Sabemos todos que pelo que ganha tem de jogar até por contrato, assim como as demais estrelas da companhia, e deu no que deu. Nem sempre rechear uma equipe de luminares garante títulos, e o Miami cansou de provar essa questão. Logo, sem maiores comentários.

E agora mesmo na serie final, com menos xingamentos é verdade, já que, como num acordo tácito, ninguém marca ninguém fora do perímetro, temos jogo com 53 arremessos de três e 27 erros de posse de bola, numa prova cabal de que nenhum palavrório de baixo nivel corrigirá tal hecatombe, e sim uma urgente e definitiva mudança nos padrões técnico táticos das equipes, como fruto de uma competente e profissional reformulação na formação de base, sem a qual nada alcançaremos de pratico na evolução do grande jogo entre nós. E tudo isso somente será possível se a classe onde alguns, emotiva e impensadamente, proferem xingamentos públicos e midiáticos, se unir em torno de associações de técnicos, cujos padrões éticos e objetivos fundamentados na pesquisa, no estudo e no comportamento publico e social, produzam conhecimentos voltados ao desenvolvimento dos jovens técnicos e jogadores, os maiores beneficiários dessa inadiável mudança, e ao basquetebol como um todo.

Precisamos acreditar que isso seja possível, precisamos muito.

Amém.

Foto-Divulgação LNB

UM BASTA NA OMISSÃO…

Tantos escândalos, tanta malversação de nossos parcos e suados recursos, tanta gente inapropriada e aventureira ceifando o sonho maior de uma educação de qualidade, que não precisa ser sofisticada, mergulhada em bits e bytes, e sim envolta em trabalho e competência. Houve um momento, um trágico momento, em que se negou à escola o desenvolvimento nas artes, na musica, nos desportos, que são aqueles fatores que promovem a educação, que ao lado instrucional dos currículos tradicionais elevam a qualidade de um povo, sedimentando o mais alto conceito de nação.

Muitos não desejam e aceitam tal conceito, uns para se manterem no poder, outros para utilizá-lo como massa de manobra para conquistá-lo, ambos traindo a nação que os acolhem.

Se quisermos atingir a verdadeira independência econômica, somente um caminho deverá ser percorrido, a educação quantitativa e qualitativa de nossos jovens, integral e generalista, plena de criatividade humanística e objetividade técnica e científica, no âmago da célula mater, a escola.

Os desportos lá vicejarão, como um direito inalienável, democrático e constitucional, onde as verbas encontrarão o ambiente propicio e ideal para sua correta aplicação, já que na posse de uma estrutura historicamente avessa à corrupção, onde o planejamento e o desenvolvimento de projetos fazem parte da estrutura acadêmica desde sempre. Equipamentos simples, bem estudados e de fácil manutenção embasariam o trabalho nesse campo, enriquecendo junto com as artes e a musica os tempos livres de nossos jovens, reforçando-os com alimentação sadia, e professores bem formados e dignamente pagos. Nosso país não pode mais continuar a ser o palco circense da corrupção e do desamor aos jovens. Basta de omissão.

Simples assim, senhores ministros da Educação e dos Esportes, unam-se nessa cruzada cívica, para o bem e o futuro do nosso país.

Amém.

Imagem- Enviada por Gabriel Domingos por email.

GALERIA DO HORROR II- MINISTÉRIO PREPARA “PLANO DE 10 ANOS”…

“2016 não é o objetivo final. É apenas o primeiro passo. O objetivo é transformar o esporte brasileiro”.

São palavras do secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte Ricardo Leyser, numa matéria do jornal O Globo de 30/9/11 (anexa).

Engraçado, para os demais setores da economia 2016 se afigura como o objetivo já em pleno processo de conquista, onde lucros vultosos começam a ser auferidos, desde as obras faraônicas, até os inúmeros segmentos comerciais, industriais e de serviços gerais, sem mencionar os políticos…

O esporte, que é a verdadeira finalidade de uma olimpíada fica para depois de 2016, se ficar, já que não prioritário para esse e os passados governos deste indescritivel país.

“Dentre todos os países democráticos, o Brasil é o único em que nem a direita e nem a esquerda desejam o seu povo educado. A direita o manteve ignorante desde sempre para se manter no poder, e a esquerda o quer mais ignorante ainda para usá-lo como massa de manobra para se manter no poder conquistado, pois um povo educado jamais se permitiria ser manipulado por nenhuma delas”. (Paulo Murilo em aulas de formação de professores na FE/UFRJ).

Porque investir em educação pública de boa qualidade, escolas, professores, esportes, artes, se bolsas de diversos matizes mantêm o povo controlado e submisso? Por que?

E pensar que bastariam 20% desta olímpica cornucópia financeira lançada num imenso buraco negro pela insânia e ambição de maus brasileiros, para alavancar o fator estratégico da educação de uma juventude simplesmente abandonada.

Ministério do Esporte? Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento? ONG’s dilapidando preciosos e sacrificados recursos de um povo mais sacrificado ainda? Verbas fantásticas alimentando partidos políticos? COB?

Bastaria investir parte destas inacreditaveis verbas na escola (projetam-se 23 bilhões!!), integrando o ensino curricular com o esporte, as artes, com equipamentos simples e funcionais, professores bem formados, treinados e decentemente pagos, para atingirmos a auto-suficiência de mão de obra qualificada, suporte fundamental do desenvolvimento de um país que se deseja poderoso e independente, além de nos alçarmos a uma verdadeira e autêntica condição de país olímpico. Fora disso, o criminoso absurdo que testemunhamos.

Assim como a herança do Pan Americano, 2016 retratará sem retoques o que as duas reportagens acima sugerem de forma contundente e trágica, e onde o esporte estará dando somente o seu primeiro passo, na palavra abalizada e técnica do secretario desportista (?).

Simplesmente lamentável.

Amém.

Reproduções- Clique duas vezes nas mesmas para ampliá-las.

Leitura complementar – Galeria do Horror (6/11/2010)

O PROFESSOR…

PAULO MURILO

Cumprimentando a todos os/as professores/as no seu dia, aproveito para reafirmar a importância desta profissão no seio da sociedade, reproduzindo carta de um pai ao professor de seu filho.

PEDRO RODRIGUES

 

 

UM PAI AO PROFESSOR DE SEU FILHO

“Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.”

Abraham Lincoln, 1830

Recebi esse email do Prof. Pedro Rodrigues de Souza, dileto amigo de muitos anos, e que repasso com prazer aos leitores do blog, muitos dos quais professores como nós, torcendo para que os dirigentes desse continental país venham um dia a reconhecer o valor estratégico desses abnegados profissionais.

Amém.

FOTO-Professores Paulo Murilo, Helio Demoner e Pedro Rodrigues (Vitoria,ES 2010)