PEQUENOS E INSTIGANTES TÓPICOS…

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– Nosso técnico croata tem feito o que seu antecessor pouco fazia, ou seja, percorrer as quadras do país para observar de perto os valores que poderão defender a seleção nas próximas, muito próximas eliminatórias para o Campeonato Mundial, e que, tenho a mais absoluta certeza, o está deixando surpreso com o que está testemunhando, principalmente com a concepção de nossos estrategistas liberando geral uma artilharia boçal e irresponsável nos arremessos de três, todos sintonizados com a ausência defensiva fora do perímetro, responsável pela descomunal farra por parte de jogadores que se consideram especialistas neste crítico e especialíssimo arremesso (que a crítica midiática vem definindo hilariamente como um fundamento específico), transformando os jogos numa mera competição de tiro aos patos, errática, absurda e profundamente prejudicial ao grande jogo, principalmente ao servir de imagem e parâmetro aos jovens que se iniciam nesta complexa modalidade. Números assustadores o devem estar horrorizando, e temeroso frente ao enorme abacaxi que tem em mãos, que, talvez, o belo salário que aufere não compense o esforço descomunal de Prometeu que o espera, escalando um cume improvável de alcançar de acordo com a realidade que tem presenciado, como por exemplo os três últimos jogos do playoff paulista, onde foram arremessadas 102/183 bolas de dois, e 69/180 de três, sendo que na terceira partida de série foram cometidos 12/45 de três (18/27 de dois) pelo Paulistano, e 12/29 (16/26) respectivamente por Franca, numa desvairada orgia do que estão querendo implantar no país, como arremedo de um Warriors da matriz que idolatram beociamente. Com exemplos como estes, antevejo sérios problemas com um técnico que prioriza a defesa, o ritmo, os fundamentos, e por conseguinte o coletivismo, antítese do “chega e chuta” que tem presenciado, e mais claro ainda, as performances americanas em jogos onde são a maioria nas formações básicas, e o pior, sendo quase todos meia-boca, ocupando um precioso espaço aos jovens ansiosos por uma chance, mas importantes para estrategistas que lançam nas mãos deles as decisões, que omitem nos rachões disfarçados em treino, e os rabiscos desenfreados em suas midiáticas e enganosas pranchetas. Prevejo sérios problemas para o croata, mesmo hablando español…motta

– No entanto, a excelente conquista do sul americano sub 14 pela seleção masculina, tendo, inclusive, o MVP da competição, o Felipe Motta, filho e neto de ilustres basqueteiros, os Paulos Cesares Motta, dando seguimento a uma linhagem de brilhantes jogadores que foram, agora espelhados num jovem formado pela escola italiana, mas que optou defender o país de sua família, mesmo após se sagrar campeão italiano por uma equipe de Roma e ter seu nome cogitado para integrar a seleção daquele país, e na sua primeira participação internacional se sagra campeão e MVP da competição. A equipe brasileira, bem dirigida por uma técnica especializada na formação de base do EC Pinheiros, numa meritória indicação da CBB, merece todos os elogios, principalmente pelo fato de ser o primeiro degrau para o futuro de nossas seleções, e que as demais equipes de base sejam formadas e dirigidas por professores com o mesmo cabedal da técnica campeã, e não ungidos politica e compadrinhamente, como se tornou hábito nas administrações anteriores da CBB. Torço ardentemente que nas próximas seleções seja dado seguimento progressivo aos fundamentos do grande jogo, assim como sistemas ofensivos e defensivos diferenciados, a fim de dotar os jovens em sua ascensão etária, de um amplo cartel de conhecimentos técnico táticos, livrando-os das amarras asfixiantes de um sistema único, passando desta forma a servir de exemplo para a formação de base em escolas e clubes, onde a pluralidade de conhecimentos e leitura de jogo atinja o mais alto patamar para a prática de um basquetebol criativo, ousado e acima de tudo, vencedor…JP3_9199-1200x800

– Também aconteceu o lançamento do NBB 10, com o anúncio das conquistas que catapultarão o grande jogo às grandes conquistas, começando com o depoimento dos eternos cardeais, o Marcelo, o Guilherme e o Alex, figuras ícones e dominantes, repetindo o discurso de sempre, acompanhando o grande progresso feérico e de marketing da LNB, com bola personalizada, atrações antes, durante e após os jogos, com as transmissões televisivas abertas, fechadas e via internet, com sofisticadas estatísticas, anunciantes e patrocinadores de peso, com equipes recheadas de americanos e uns poucos latinos, dolarizados e independentes tecnicamente como sempre, mas com um grave, gravíssimo senão, eterno e constrangedor senão, a manutenção corporativa de estrategistas compromissados com o sistema único, maciço, pétreo, inamovível, mantenedor do status técnico tático que aí está,escancarado e falido, porém alinhado a realidade de jogadores que se revezam pelas equipes, ano após ano, e americanos que se sentem à vontade por encontrarem o sistema de jogo que convivem em sua terra, intacto, cristalino, e de automática adaptação. Novidades neste campo, sim, a adoção da dupla armação, dos pivôs leves e ágeis, do jogo mais livre, numa imitação canhestra de algumas equipes da NBA, como o Warriors, adaptando-os às movimentações sacramentadas pelo sistema único, com seus chifres, punhos, etc.,porém nada parecido a algo de realmente novo, diferenciado, como o exemplar Saldanha do NBB2, e aqui refaço o desafio feito em 2010, jamais aceito pela comunidade de estrategistas tupiniquins. Pena que não me foi dada a alforria pelo castigo de inovar e vencer alguns luminares naquela lapidar ocasião, o que foi um brutal erro, já que poderíamos ter antecipado em sete anos a definitiva fuga de um sistema absurdo e equivocado, que nos teria ajudado a trilhar novos e corajosos rumos, com algo nosso e proprietário, e não essa mal ajambrada, porém conveniente, cópia da matriz…P1150624

– Finalmente, o que falta ao Ministério Público, a Polícia Federal, a Receita Federal para expurgar de vez esse momento mafioso e seus conhecidos utentes, que se apossou do desporto nacional nos últimos 30 anos, o que falta meus deuses?…

Amém.

Fotos – Reproduções da internet e do site CBB. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

SUTIS REALIDADES E LEMBRANÇAS…

 

– Começou a LDB, com verbas liberadas pela CBC (não mais o ME), e já na primeira rodada tivemos clube cometendo 32 erros de fundamentos, mas com as pranchetas e o sistema único afiados como nunca, ou seja, não aprendem, e o pior, não ensinam fundamentos, e fico por aqui…

Marcus-vinicius-002– Tivemos o ex-diretor executivo de esporte do COB numa entrevista dada ao O Globo de 20/10/17 dando uma de surpreso com a prisão (agora solto) do ex chefe Nuzman, afirmando num determinado ponto da mesma – (…) O problema é que hoje a gente tem uma mancha no que foi feito. Essa mancha pode ser muito maior ou não. Vamos ver. E para mim, manchou o país inteiro, principalmente Rio 2016 e governos(…), para mais adiante dizer – (…) Não tenho nada a ver com a Rio 2016, pelo amor de Deus!(…). E ainda rebate – (…) Para mim, ela (a dívida de 132 milhões) é muito maior do que estão falando. E não acho. O COB será o herdeiro dessa dívida.(…) Bem, para quem foi cuidado pelo chefe a pedido de seu pai aos 13 anos, convivendo profissionalmente com o mesmo por 18 anos, até alçar ao cargo de diretor executivo do COB, torna-se difícil aceitar sua inocência angelical, ou não?…

gettyimages-587859680– Num recado direto e sem firulas, a CBB anuncia o novo técnico para a seleção masculina, o croata Alecsandar  Petrovic, irmão do lendário jogador Drazen Petrovic, morto num acidente na Alemanha quando se firmava na NBA, recado direto a LNB na afirmação de que nenhum técnico do NBB tem competência para liderar a seleção, a não ser como possíveis assistentes, que provavelmente poderão ser os mesmos que dirigiram a seleção perdedora na Copa América do mês passado, que sequer se classificou para o pan americano do Peru, fato que discordo veementemente, pois deveria ter sido dado ao europeu a escolha de seu assistente, para não se repetir com ele o ocorrido com o Magnano, que somente trocava planos e idéias diretas nos jogos com seu conterrâneo Duró, destinando a trinca brazuca ao papel de assistentes privilegiados no banco atulhado de aspones.

Quanto ao croata, representante da mais evoluída escola do basquete europeu, antes a após a dissolução da Iugoslávia, temo que tenha enormes dificuldades por aqui, pois não encontrará a base sólida da força maior dos praticantes de seu país, os fundamentos em seu estado maior, encontrando jogadores falhos e claudicantes nos mesmos, evoluindo em torno de um sistema único de jogo, que mesmo sendo do total conhecimento dele, se defrontará com a impossibilidade real de desenvolvê-lo, frente a flagrante e limitativa realidade da pobreza de jogadores no domínio dos fundamentos básicos necessários para acioná-lo com alguma margem de sucesso, principalmente se direcioná-lo ao coletivismo, ponto fulcral para a consecução do mesmo, e tendo de se postar frontalmente com a praga arraigada em nosso pobre basquetebol, a da autofágica e já endêmica síndrome dos três pontos, largamente difundida e aceita como uma resultante da nossa fragilidade defensiva fora do perímetro ( ontem mesmo o Paulistano venceu o Mogi arremessando mais de três do que de dois no playoff paulista), realidade que  poderá assustá-lo se porventura quiser impor um sistema defensivo mais rígido, como a emblemática defesa linha da bola com flutuação lateralizada, magistralmente empregada nas históricas seleções da nação iugoslava que defendeu como jogador dirigida pelo mítico Mirko Novosel, hoje desfeita.petrovic_novosel

Some-se a tudo isso a dificuldade linguística, os novos hábitos, a mais completa ausência de uma política de preparação da base, com uma geração de técnicos moldados num modelo importado sem maiores adaptações e de formação deficiente, e acima de tudo, o custo que ele importará aos combalidos cofres da CBB, que não será baixo, gerando uma corrente de insatisfação num momento sensível por que passa o país, e que por conta desse fator cobrará fortemente resultados que, sem dúvida alguma, dificilmente poderá atingir num prazo menor, quando um novo ciclo olímpico se inicia sem as devidas e mencionadas políticas voltadas a formação correta de técnicos e consequente aprimoramento dos jovens praticantes em todo o país.

Mas o recado foi dado, numa má hora e na pior situação possível, quando um técnico nacional poderia ter sido escolhido, mesmo não sendo dos quadros do NBB, pois temos alguns muito bons, esquecidos pelas administrações anteriores de péssima memória, e que não o deveriam ser principal e coerentemente por essa também…

P1030919-002Finalmente refaço uma pergunta de  longa data (sete anos), agora que o ME (e seus nefastos dirigentes) não mais patrocina a LDB, com suas covardes e pusilânimes contrapartidas, e que passado tanto tempo desde o NBB2, quando tudo de diferenciado que lá desenvolvi não encontrou tática e tecnicamente continuidade em nenhuma das franquias desde sempre, a não ser e disfarçadamente a utilização da dupla armação e dos homens altos, ágeis e atléticos agindo esporadicamente (quando deveriam agir permanentemente como demonstrei) no perímetro interno, numa negação de algo real, comprovadamente válido, ousado e inovador, o que fica faltando para me ser devolvido o sagrado direito de exercer a técnica desportiva, para a qual destinei toda uma vida de sacrifício, honestidade, integridade e competência ao grande, grandíssimo jogo? O que falta meus deuses?

Bem, enquanto não se faz presente a justiça, continuo aqui nessa inexpugnável e democrática trincheira, desse humilde blog, onde continuo a exercer o também sagrado direito de, ao menos, me indignar, dando seguimento ao soerguimento do grande jogo neste imenso e injusto país.

Amém.

Fotos – Reproduções da internet. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

HOJE SIM É O MEU DIA…

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P1100653-002Quando lecionava para alunos da EEFD na FE/UFRJ, sempre lembrava que não se considerassem somente professores de educação física, e sim professores, na acepção maior do termo, que como os demais das diversas disciplinas, compõem o corpo docente escolar, num todo uníssono e afiado na nobre arte de ensinar, instruir, orientar a juventude deste país, e mais, com um bônus exclusivo de sua área de atuação, o de pautar seu ensino nas três áreas pedagógicas, a cognitiva, a afetiva e a psicomotora, motivo mais do que suficiente para pertencer e algumas vezes liderar o fator multidisciplinar de uma educação de qualidade, que é um direito constitucional dos jovens cidadãos deste enorme e injusto país…

Fiz esse intróito por um simples motivo, o da presente e insistente tendência de alguns pseudo líderes em situar a educação física em um outro patamar, inclusive auferindo a denominação de profissional de educação física aos que se graduam no bacharelato e na licenciatura superior, assim como aos provisionados sem graduação específica, todos obrigados a pertencerem aos Cref´s regionais e ao Confef federal, numa apropriação indevida que não encontra paralelo nas demais disciplinas, colocando o professor de educação física na situação única de ter de “prestar contas” a órgãos de fora do âmbito escolar, e o mais grave, tentando e ousando igualar uma formação superior a cursos provisionadores de qualidade inferior, numa nítida intenção de, aí sim, provisionar a crescente indústria do corpo, que movimenta bilhões anualmente, e para a qual o incremento maciço da educação física nas escolas torna-se indesejável, pela perda da clientela mais importante, a juventude adolescente, num comércio que já se prepara para inaugurar academias para crianças…

Por tudo isso é que propugno insistentemente também, que nos situemos como professores, exclusivamente professores, quanto às disciplinas tradicionais, às artes, à música, à dança, somando nossa qualificação ao todo curricular obrigatório, sem diferenciações e dúvidas de caráter ético e profissional, cabendo aqui muito bem o termo…

Enfim, considero, como sempre considerei ser hoje o meu dia, não o da semana ´passada, falso e usurpador, pois acima de qualquer denominação interesseira fui, sou e sempre serei um professor, simples assim.

Amém.

Foto de grupo – Professores Roberto Santos, Paulo Murilo Alves Iracema, Alfredo de Faria Jr., Léa Laborinha e Eugênio Corrêa, no I Seminário Regional sobre Prática de Ensino/Estágio supervisionado em Educação Física, quando fui agraciado com uma placa comemorativa. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

O POLIGLOTA ORADOR…

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P1150624Espero que seu autoproclamado talento pela poliglota oratória, seja suficiente para explicar o inaceitável, o absurdo, o lesa pátria cometidos, muito bem e arrogantemente vividos, sufragando com sobras sua olímpica traição, banhada no ouro de nossas parcas economias. Que o forçado retiro lhe seja benéfico…

Amém

Fotos – Reproduções da TV e imprensa. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

COLOCAÇÕES E REFLEXÕES…

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Hoje sugiro a releitura de dois artigos e respectivos comentários, num debate esclarecedor aqui publicados neste humilde blog, a saber:

ENFIM, DISCUTE-SE A ENTB/CBB (24/1/2011)

– DISCUTINDO UMA ESCOLA (18/9/2011)

Acredito ser este o ponto mais nevrálgico e delicado para que o basquetebol brasileiro reencontre seu caminho, a partir da formação de base consciente, responsável e estratégica, para o soerguimento do grande jogo no país. Leiam e reflitam sobre as colocações apresentadas e discutidas, e se possível deem seguimento aos debates, seis anos depois, e quem sabe, encontremos as preciosas respostas de que tanto precisamos.

Amém.

Foto – Arquivos do autor. Clique duplamente na mesma para ampliá-la.

AS ENTRANHAS DO GRANDE JOGO…

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Grandes e pequenas notícias, entrevistas mil, abalizadas análises, pontos de vista a perder de…vista, novidades para o feminino, mais ainda para o masculino, prospectos de enterradas femininas no abaixamento das cestas, conceitos e projetos para as seleções, sonhos realizados, reuniões diretivas, promessas de marketing aprimorado, festivo, consumista, lucrativo, num turbilhão de achismos e certezas de sucesso…

Muito bem, mas, e a técnica de jogo, do jogo, como fica, como? Nenhuma lauda, uma linhazinha sequer, como se os fatos picarescos e circenses acima descritos fossem mais do que o suficiente para o reencontro do grande jogo tupiniquim com as glórias de um passado já um pouco mais distante, desde de quando caiu nas mãos dos estrategistas pranchetados, padronizados e formatados que aí estão, protegidos, irmanados,impolutos e inatingíveis, fincados pelas profundas raízes de um sistema anacrônico e equivocado, sombreado pela matriz de um outro jogo, de uma outra realidade econômica e cultural, de uma realidade antítese da nossa, pobre e carente de educação, de insumos, de investimentos, e de coragem para assumi-la, e por isso escravos da cópia canhestra, osmótica, de incapaz fuga para algo realmente proprietário, que já o fomos um dia, quando o mérito na maioria das vezes se fazia vencedor, escolhido e reverenciado, ao invés do deslavado protecionismo corporativista que tanto nos empobrece e humilha…

Fala-se às tantas nas “filosofias de jogo”, nos conceitos (?), no domínio e conquistas de sistemas modernos, quando de moderno mesmo fulgura a preparação física, quando jogadores ficam mais rápidos, saltam às estrelas, enterram com inaudíta violência, e arremessam cada vez mais distante, num pastiche comprometedor para o grande jogo, que cada vez mais prima pela monocórdia previsibilidade, vítima e refém da tenebrosa mesmice endêmica que insidiosamente se abateu sobre ele, tornando-o incapaz e engessado de criar, de improvisar, de se fazer e tornar brilhante como outrora, sendo esta a verdadeira razão do afastamento dos torcedores e admiradores desta outrora e inigualável modalidade de jogo coletivo, transformada numa vitrine de inflados egos dentro, e principalmente fora das quadras, que se transforma aos poucos em guerras miniaturizadas dos confrontos futebolísticos, insufladas por estrategistas emplumados e exibicionistas, que sabem muito bem como transformá-las em explosivos e perigosos sextos jogadores a apoiá-los irresponsavelmente…

E a pergunta que se nega a calar retorna – E a técnica de jogo, como fica, como?

Publiquei um desafio sete anos atrás, e nada mudou, sequer foi tentado mudar, pois não é do interesse mudar algo garantidor do “nicho profissional” graníticamente instalado, onde ao término de cada temporada trocas são feitas, de jogadores, de estrategistas, de americanos, e um ou outro latino, num seis por meia dúzia exatamente para continuar a mesmice endemicamente instaurada, com reflexos terríveis nas seleções, atuando e jogando como os mais fortes adversários, que com uma ou duas exceções praticam a mesma “filosofia”, o mesmo sistema único de jogo, porém com uma básica e estratégica diferença, a de manterem em alto nível suas formações de base, orientadas e dirigidas por professores e técnicos comprometidos com os fundamentos do jogo, e não voltados, como nós, ao sistema, a coreografia padronizada e formatada em todas as divisões, que nada ou pouco produzem, exatamente pela impossibilidade técnica dos jogadores em exequibilizá-lo pela fraqueza de seus fundamentos, ferramenta básica que não dominam, mesmo nas divisões de elite, e que não encontram ninguém que os ensinem, corrijam, por não saberem como fazê-lo…

John Wooden dizia que “uma equipe bem preparada nos fundamentos e somente neles, sempre se imporá a outra que pretensamente utilize sistemas de jogo sem um razoável domínio dos mesmos”, numa constatação cada vez mais negada, e até desconhecida pela maioria de nossos especializados estrategistas, e pela grande maioria da mídia, para os quais o entorno midiático que envolve o grande jogo se torna mais importante que sua verdadeira essência, campo limitado aos que o estudam, pesquisam e ensinam de verdade, e por isso marginalizados…

Numa recente matéria, a jogadora Hortência assim se manifestou – (…)A Rainha acha que falta também metodologia de trabalho na base. Para ela, as equipes devem ter o mesmo padrão de jogo do sub-11 ao adulto. Sem podar a criatividade, mas criando um sistema de jogo mínimo para que na mudança de categoria as garotas não sejam completamente reorientadas: “A menina do sub-15, quando chega no sub-17, precisa ter o mesmo método. Quando a jogadora chega no adulto, não tem mais o que corrigir. Já está adulta” (…).

Meus deuses, não é exatamente o que vem acontecendo nos últimos 30 anos de imposição do sistema único, quase sempre antecedendo, e mesmo substituindo o correto e básico ensino dos fundamentos individuais e coletivos do grande jogo, e que coerentemente se torna inaplicável exatamente pela ausência dos mesmos? Ela mesma assume e exemplifica seu arremesso com uma das mãos afirmando ser produto de sua enorme eficiência no mesmo o fato de ser o dedo indicador o último a tocar na bola em seus lançamentos, quando na realidade são dois, o indicador e o médio, os últimos a fazê-lo, e que por projeção final á frente da mão impulsionadora parece ser o indicador o último? Creio que nem ela própria tenha se apercebido deste detalhe, num dos fundamentos básicos do jogo, posicionamento idêntico ao de outro grande arremessador, o Oscar…

São princípios essenciais ao ensino dos fundamentos, dentre uma infinidade de outros mais, que não podem jamais serem substituídos por “jogadas e esquemas táticos” que fazem parte do corolário sistêmico, como polegares, chifres, punhos,etc,etc e tais, que extrapolam de insensatas pranchetas, verdadeiros biombos separando jogadores de técnic..digo, estrategistas que as abraçam enlevados, pois, segundo muitos, “elas falam”, e de tanto falarem é que nos encontramos mergulhados neste interminável, absurdo e grudento limbo…

Gostaria imenso que pudéssemos alçar voos maiores, corajosos e desbravadores voos, inusitados e criativos voos, embalados todos eles num pujante domínio dos fundamentos, para aí sim, termos segurança e conhecimentos básicos dos movimentos que alavancariam sistemas, ofensivos e defensivos, abertos e democráticos, onde um princípio proprietário pudesse florescer, o do improviso em torno e no bojo de quem sabe jogar, sempre respeitando o coletivo, campo somente acessível àqueles que amam, compreendem e dominam o grande, grandíssimo jogo, dentro e fora das quadras, e que infeliz e lastimavelmente não ser o nosso caso, mas até quando, até quando?

Amém.

Fotos – Série de detalhamentos sobre sintonia fina no controle de direcionamento do arremesso com uma das mãos, arte maior deste fundamento do grande jogo. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

Artigos correlatos – Anatomia do arremesso I, II, III, IV, V e VI  (Clique em cada um para acessar os artigos)

 

ESSE É O BASQUETE BRASILEIRO MINHA GENTE!!…

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“Fantástico, espetacular, esse é o basquete brasileiro minha gente!!!” bradava o narrador a poucas horas atrás, num jogo entre Mogi e Vitória, onde seis jogadores americanos, três de cada lado, botavam a bola embaixo do braço, desligados dos estrategistas e suas pranchetas indecifráveis, vazias e ridículas, numa orgia desenfreada de bolas de três e algumas penetrações eficientes, garantidas pelos bons fundamentos que possuem, assessorados de longe pelos quatro brasileiros que lá estavam compondo os quintetos, como mandam as regras, auferindo muito pouco da insânia peladeira estabelecida pelos gringos, esfregando na cara de muitos uma verdade irrefutável, a de que pouco importa falar inglês, macarrônico ou não com eles, pois quando resolvem se apossar do jogo, o fazem na maior, sem meias medidas, vão lá, decidem o que e como fazer, e estamos conversados, para gáudio do estrategista vencedor posando de tático magistral, e o muxoxo do outro, carpindo ter perdido um deles para as cinco faltas, no momento crucial que estabeleceram para fechar o duelo na frente do marcador…

Foi um 3 x 3 no melhor estilo da nova modalidade de basquetebol, que até a FIBA reconhece e patrocina, e que aos poucos vai se chegando a outras equipes do NBB, preenchendo o ideário lapidar da turma estrategista em sua maioria, cujo sonho acalentado é se reconhecer “capaz e preparada” para o salto maior, a de liderar americanos, submetendo-os aos seus fantásticos conhecimentos técnicos e táticos, falando ou não seu idioma (quem sabe com um intérprete ao lado…), porém esquecendo um simplório detalhe, o de que eles não ligam a mínima, no máximo disfarçando interesse e atenção, claro, não arriscando seu dolarizado salário…

Basta ver e ouvir as instruções, e com enorme esforço tentar decifrar os garranchos tabulares, para de pronto, observando feições, caras e bocas dos caras, para definir com grande precisão os comportamentos que se sucederão dali para diante na quadra de jogo, ações e atitudes diametralmente opostas ao que viram e ouviram, se é que entenderam alguma coisa, para partirem para o que sabem e adoram fazer, jogar o jogo da maneira deles, descompromissados com sistemas que não lhe dizem respeito, pois tolhem sua criatividade e ousadia, algumas vezes até irresponsáveis, em ações e atitudes equivocadas, vencendo ou perdendo partidas, ao seu jeito, e não em função de pretensiosas pranchetadas de ocasião…

Confrontando toda essa brincadeira com coisa séria, alguns bons jogadores nacionais ainda tentam atuar da melhor forma que compreendem e sabem do grande jogo, mal treinados e pouco ou nada ensinados nos pormenorizados meandros dos fundamentos, porém corajosos e sequiosos de aprendizagem para valer, e não tomando carona nas mesmas pranchetas esnobadas pelos irmãos do norte, que nem mesmo seu idioma natal é capaz de traduzir o que são obrigados a testemunhar, ali, dois passos à frente das mesmas, mas a quilômetros de distância de sua mais razoável compreensão…

A continuar toda essa encenação de saltimbancos de arrabalde, muito em breve teremos narradores e comentaristas aos berros, enfeitiçados pela emoção gritarem – “This is the true basketball NBA in our country, fantástico, espetacular minha gente, great!!!”

Será que é o que queremos e merecemos, será? Já temos as fraquinhas e descoordenadas dançarinas, mascotes que nada agregam, cantores que desafinam, narradores ufanistas e comentaristas pouco ligados ao jogo, mais preocupados com o aspecto comercial e festivo junto a telespectadores mais festivos ainda, americanos que fazem o que bem entendem, juízes e estrategistas microfonados, mas não temos o mais importante, o jogo nas escolas e clubes do país, bons e bem formados professores e técnicos ensinando correta e seriamente nossos jovens, dirigentes que queiram realmente administrar com competência a modalidade,  e o mais importante, a vontade e disposição política de agregar o pouco que ainda dispomos, e não dividir por força de animosidades e divergências pessoais ou não, iniciativas razoavelmente implementadas neste inóspito deserto de idéias que tem se mantido no âmago do nosso infeliz basquetebol por mais de trinta anos. Unir forças, discutir planos e projetos, convergir e divergir democrática e civilizadamente o que de bom subsiste entre nós, creio ser o caminho menos pedregoso que, afinal, teremos de trilhar para o soerguimento do grande jogo.

Em tempo, um fator técnico que não pode ser esquecido, mais um, o de que “nunca na história (ainda bem que do basquetebol…) desse país”, convergimos tanto nos arremessos de 2 e 3 pontos e em erros de fundamentos, como nos jogos desse playoff, provando mais uma vez que, infelizmente, o fundo do poço ainda está bem distante para ser atingido, e sempre na companhia das infames pranchetas em seu eterno e inamovível plantão. Haja paciência, deuses meus…

Amém.

Foto – Divulgação LNB. Clique duplamente na mesma para ampliá-la.

 

ARTIGO 1400 – “BASQUETE BRASIL”…

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Em setembro vindouro esse humilde blog completará 14 anos de ininterrupta presença no cenário um tanto desgastado do grande jogo, e entre todos aqueles que amam incondicionalmente essa incomparável modalidade, rainha de todos os desportos coletivos neste mundo, com seus deuses divididos entre suas preferências esportivas terrenas, ou não…

No início quis denominá-lo “BASQUETEBOL BRASIL”, mas me conscientizei de que não deveria ousar me apossar do teor administrativo e gerencial de uma modalidade organizada e referendada por entidades estaduais e a nacional, a quem cabe organizá-la e difundi-la pelo território deste imenso país, e sim optar por uma terminologia popular como é também conhecida, basquete, que dissociado do sufixo bol, em nada e por nada confrontaria a denominação oficial da modalidade, basquetebol…

Nasceu então o “BASQUETE BRASIL”, o blog da modalidade mais antigo e de continuidade ininterrupta no país, onde conquistou o respeito de muitos  dos adeptos e entusiastas do grande jogo, ´principalmente os jovens técnicos e professores, e que a partir de sua denominação,  jamais feriu o bom senso e o livre pensar por parte de seu autor/editor, e de todos aqueles que privaram e privam do espaço livre e democrático aqui existente desde sempre, respeitando desde seu início o aspecto etimológico de sua denominação, inclusive o perene e inalienável direito de jamais admitir comentários e inserções apócrifas, no mais absoluto respeito ao contraditório, desde que responsavelmente assumido e assinado, pois o Basquete Brasil não é e jamais será solo para anônimos…

Com o tempo, descobri através a incisiva penetração do blog no amplo mundo das discussões e debates aqui travados, que a denominação do mesmo se tornara uma marca de forte apelo, mesmo que não denominasse a modalidade em sua essência etimológica, e a fim de evitar emulações e distorções futuras tentei registrá-la no INPI, no que fui mal sucedido, com a explicação de seus analistas de que não se tratava de uma marca merecedora de patente, corroborando minha decisão de utilizá-la da maneira mais aberta e acessível possível, como sempre planejei, e assim foi feito e continuado, dando forma a uma tradição no mundo blogueiro da modalidade de basquetebol, numa coerência atestada nos 1400 artigos até aqui publicados, onde nos mesmos jamais grafei a terminologia basquete, e sim basquetebol…

Recentemente um dos candidatos a presidência da CBB apôs contíguo a seu nome a denominação Basquete Brasil (Amarildo Rosas Basquete Brasil), talvez querendo sugerir o apoio deste blog autoral à sua candidatura, no que fui incisivo, negando-o veementemente, e agora, numa entrevista ao blog Bala na Cesta do jornalista Fabio Balassiano, o eleito candidato Guy Peixoto, assim se manifestou em um dos parágrafos da mesma:  

– (…) “Esta nova logomarca remete ao período das nossas maiores gerações e enaltece as principais conquistas do basquete brasileiro, os dois mundiais masculinos e um feminino, simbolizadas pelas três estrelas. Além disso, traz o nome ‘Basquete Brasil’, que adotaremos a partir de agora, por sermos o órgão representativo da modalidade no País”, explicou.(…)

Perfeito em sua parte inicial, quando privilegia nossas conquistas e sua grande tradição junto ao povo brasileiro, mas pecando na definição etimológica da modalidade, cuja denominação correta, basquetebol, é substituída pela terminologia basquete, que não a define como modalidade, haja vista todas as denominações internacionais, como pallacanestro, baloncesto, basketball, basquetebol, que a definem através suas denominações confederativas e de ligas por todo o mundo, nas quais o termo basquete sequer é mencionado para fins representativos, fator que também foi determinante na escolha do nome deste blog, por não ferir de forma alguma a identidade oficial da modalidade, basquetebol…

 

– (…) Vale dizer também que em uma primeira análise o ”Basquete Brasil” também é um recado bem claro e que Guy Peixoto faz questão de colocar no centro da discussão. Acuada por uma série de problemas recentes, a CBB perdeu espaço no cenário nacional e passou a representar o que há de pior em termos de gestão graças a anos sombrios de Grego e Carlos Nunes, os dois últimos (terríveis) presidentes. O novo mote tenta resgatar o fato de que, na concepção da Confederação Brasileira, é ela que no final das contas dita as regras sobre a modalidade no país.(…), relata o autor da entrevista.

Se o novo presidente realmente quis dar um recado direto a pretensa divisão de comando na modalidade basquetebol no país, não pode desconhecer o fato de que a própria LNB, grafa em sua denominação o termo basquete, e não basquetebol (Liga Nacional de Basquete), numa atitude complementar muito próxima a minha,  na escolha anterior da denominação do blog, afastando corretamente a ideia de se colocar como o “órgão representativo da modalidade no País” na divisão de elite, lembrada pelo presidente da CBB em seu comentário, e sim uma liga de clubes etimologicamente bem situada em sua inteligente apresentação, que proposital ou não, marcou bem sua posição complementar, e não hegemônica…

Longe de mim lastimar ou não concordar com a menção do “BASQUETE BRASIL” no novo logotipo da CBB, de muito bom gosto aliás, e sim vê-lo preenchido por uma citação etimologicamente equivocada, pois sendo considerada o órgão máximo da modalidade no país, deveria grafá-lo em sua denominação plena, “BASQUETEBOL BRASIL”, sendo ou não uma marca menos impactante, midiática como a que lá está, porém correta e definidora da modalidade que representa oficialmente, a do BASQUETEBOL…

Se for mantida a versão atual, tudo bem, pois assim como afirmou o atual presidente adotá-la “por sermos o órgão representativo da modalidade no País”, continuarei também a mantê-la na designação do blog, não pelo motivo lembrado pelo presidente, e sim em respeito pela primazia autoral coerente à modalidade nos 14 anos de permanente publicação, e que hoje ao atingir seus 1400 artigos, deveria ter abordado um tema especial que havia preparado, porém substituído por este oportuno esclarecimento, se lança rumo aos 1500, quiçá 2000 artigos, na continuidade deste humilde, porém combativo e sempre presente BASQUETE BRASIL, até quando minha mente, meu corpo e os deuses o permitirem…

Amém.

O QUE COMENTAVAM EM 2010…

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Nosso basquete está em alta, dizem os especialistas, subindo em audiência e presença (claro que na Arena da Barra não conta…), com transmissões nas TVs aberta e fechada, na WEB, em blogs (proporção de 20 -1 para a NBA), e até em alguns artigos na mídia impressa, ensaiando aqui e acolá um movimento de reconquista pelo segundo lugar na preferência popular, ainda precoce, mas que impressiona bastante…

Um destes veículos informativos, exatamente aquele incluído no painel da LNB, o  Territõrio NBB, que discutia e reportava os aspectos técnicos e táticos das equipes, com suas seleções da rodada, entrevistas e editoriais, deixou de circular, sendo substituído por uma página denominada Chuá, graciosa e popularesca, mas que soma muito pouco, ou nada, para o desenvolvimento técnico do grande jogo, num momento pós olímpico decisivo para o crescimento da modalidade no ciclo que se inicia para 2020…

Tenho postado teimosa e seguidamente aqui nesse humilde blog, artigos técnicos, dos fundamentos às táticas, aos sistemas defensivos e ofensivos de jogo, sempre preconizando pelo novo, pelo inusitado, pelo criativo, pelo corajoso, levantando uma premissa, uma bandeira, defendendo a tese de que somente voltaremos ao cenário internacional no momento em que passemos a jogar de forma diferenciada do basquete globalizado e pasteurizado que aí está, largamente difundido pelas redes comprometidas com o modelo NBA, como se fosse o mesmo o supra sumo do jogo, quando o é pelo fator comercial e financeiro, poderoso e hegemônico, tornando-o inalcançável sob esses padrões…

Mas muito além das postagens aqui publicadas, um outro fator as enriqueciam, o fator prático em quadra sucedendo teorias estudadas e pesquisadas por muitos e muitos anos, em equipes de base e adultas, sempre divulgando e ensinando suas aplicações práticas, divulgando-as na medida do possível, pois tecnologias custam caro, estando além dos limitados recursos de um professor. Por isso, a página técnica da LNB faz tanta falta, pois de gracinhas bastam as transmissões e comentários da grande maioria da turma que pensa estar transmitindo um jogo, quando na realidade o tem transformado em um “alegre” momento de descontração, bem típico do pouco que entende e domina os meandros do grande jogo…

E foi numa das páginas daquele espaço perdido, que reencontrei uma matéria, sobre o até hoje, sete anos depois, único sistema de jogo que ousou quebrar a mesmice endêmica que já se instalava no NBB2, que é mantida, e agora, profundamente sedimentada, com pouquíssimas exceções, em nosso indigitado basquetebol, vítima indefesa dos estrategistas com suas infames pranchetas, da praga autofágica dos arremessos de três, da busca desenfreada pelas enterradas “monstros”, do corporativismo que elimina toda a possibilidade de quebra do que aí está implantado, mas que tenta copiar, ou adaptar, ou mesmo inventar soluções canhestras do que foi experimentado naquele NBB2. Estamos no NBB9, e pouco ou nada foi mudado de verdade, a não ser o olho gordo na vaga do hermano que se foi, para, enfim, gloriosamente inaugurar a era  Curry entre nós, especializados que pensamos ser na fina arte do arremesso de fora, aquele que nivela talentos com medíocres, aqueles que transformam o grande jogo num concurso de tiro aos pombos, pela incapacidade de dominar os fundamentos, o drible, os passes, as fintas, os rebotes, a defesa, as corridas e paradas pluridirecionais, os bloqueios, o coletivismo, o conceito de equipe, e não do estrelismo a que estão levando o basquetebol, através daqueles que ainda teimam transformar um jogo coletivo em individual, era inaugurada no pós pan americano de Indianápolis, e hoje venerando sua continuidade “via Curry”. Por que preocupações com “detalhezinhos” como os tais fundamentos, se lá de fora tudo pode ser resolvido, ou não? Claro, claríssimo que se a grande maioria das equipes pensa dessa forma, a relação erro/acerto se torna bem distribuída, gerando esses monstrengos apelidados de “emocionantes e sensacionais” jogos, onde a técnica, noves fora…

Enfim, se esse é o caminho que a confraria corporativada destina para o nosso infeliz basquetebol, jamais o foi, e jamais será o meu, fato que um dia remoto de 2010 o Território NBB reconheceu ao publicar esse artigo lapidar…

E inserido no texto duas outras matérias são mencionadas e publicadas, que valem a pena recordar, junto a uma outra do Bala na Cesta , e essa outra que publiquei desafiando a turma a mudar nossa maneira de jogar, no que fui solenemente esnobado, mas “lembrado” com a adoção da dupla armação e os alas pivôs móveis, adaptados ao sistema único, bastante diferente à fluidez original que testei naquele NBB2. e que infelizmente não me foi permitido dar continuidade a um trabalho realmente inovador, que teria ajudado bastante no desenvolvimento tático do grande jogo em nosso pais, antecipando em cinco anos o que aplaudem hoje nas performances do Warriors no  quesito fluidez ofensiva, porém sem a orgia dos três, que avidamente herdamos. Duvidam?   Eu não, jamais, e o provei…

Amém.

Foto – Divulgação CBB, Clique na mesma duas vezes para ampliá-la.

 

 

A ARTE DE ENSINAR…

Falando de fluidez em ações e movimentos, situações que devem e podem ser treinadas, ensinadas por quem realmente as dominam didática e praticamente, eis um exemplo de alta qualidade na dança moderna, que pode e deve ser emulado, por exemplo, no ensino do drible, das fintas, dos passes, dos arremessos, da defesa, enfim, dos fundamentos no basquetebol, em vez de exigi-los através rabiscos desconexos numa primária e descerebrada prancheta. Que fique o exemplo de competência na arte suprema de ensinar.

https://www.facebook.com/andrea.raw/videos/10211329942546598/

Com a palavra os “estrategistas” de plantão…

Amém.

Video – Clique no link acima, amplie para a tele cheia e aprecie o que venha a ser um sequenciamento didático visando a fluidez de movimentos.

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