OS “NOVOS CONCEITOS”…

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Do elenco brasileiro que vai disputar a Copa do Mundo da Espanha, três jogadores chegam à competição com status de estrelas da equipe. E todos da mesma posição. O trio de pivôs da NBA Tiago Splitter (Spurs), Nenê (Wizards) e Anderson Varejão (Cavs) promete dar muito trabalho às defesas adversárias. O moral está tão elevado que o técnico Rubén Magnano conseguiu implementar um novo conceito de jogo ao diminuir o número de arremessos do perímetro, passando a ser mais presente dentro do garrafão.

Como antídoto ao tripé, os oponentes tendem a observar mais esse setor e achar uma forma de não deixá-los jogar dentro da área pintada. Para não se tornar previsível e facilmente marcado, o Brasil vem treinando bastante a rotação de seu quinteto, fazendo a bola passar pelos “grandalhões” e ser devolvida rapidamente aos armadores ou laterais. Na cabeça de Magnano, esse tipo de lance será recorrente nas partidas, o que os tornam verdadeiros armadores.

- Com certeza, as equipes vão entrar em quadra pensando no garrafão do Brasil e, taticamente, vão tratar de fechá-lo. Esse garrafão tem que ter habilidade de fazer o time jogar. Curiosamente, o jogo pode vir de dentro para fora, ele vão fazer o retorno de jogo, falo entre aspas, pois não sei o que vai acontecer. Nem sempre vão pontuar, mas serão armadores. Assim como nossos jogadores têm que passar (a bola) para o garrafão, eles lá de dentro têm que ter a leitura de passar a bola para os que estão desmarcados – declarou Magnano.(…)

(Matéria do Globoesporte.com de 28/8/2014)

 

Como vemos, um “novo conceito” de jogo está sendo implementado pelo galardoado hermano junto à seleção que estréia amanhã na Copa do Mundo da Espanha contra a França, e que como ele mesmo afirma, diminue o número de arremessos do perímetro, passando a ser mais presente dentro do garrafão, conceito esse que de forma alguma me é desconhecido, ainda mais quando o desenvolvi e o utilizei nos últimos, vamos ser frugal, trinta anos, e que apresentei na breve experiência junto ao Saldanha da Gama no NBB2, tendo, na medida de minhas limitadas possibilidades econômicas, veiculado artigos e vídeos aqui publicados nesse humilde blog, onde nesses últimos quatro anos de afastamento compulsório das quadras, “teimei” à exaustão pelo aproveitamento de seus princípios inéditos em confronto com a mesmice endêmica de nossa formatada e padronizada maneira de jogar, sem qualquer resposta, inclusive quanto aodesafio que fiz quando do artigo 1000 aqui publicado.

Mas claro, agora, frente ao ineditismo tático formulado pelo comando de nossa seleção, gostaria de, por mais uma vez, colaborar com a mesma, da forma mais honesta e sincera possível, sugerindo a todos que revejam um dos vídeos daquela incrível equipe que dirigí nos idos de 2010, com sua, ai sim, inédita proposta de jogo, relacionada ao que hoje executa a nossa equipe nacional, para que analisem com isenção as definitivas, porém sutís, diferenças que ocorrem dentro do perímetro, no que concerne à movimentação dos homens altos, no âmago do sistema defensivo que enfrentavam, fator determinante de seu sucesso, e que deveria ser estudado frente às fugidias e pouco convincentes aberturas dos grandes pivôs, não como uma comparação de cunho negativo, e sim, como uma prova inconteste de sua exequibilidade prática e definitivamente estratégica, pois possibilita de forma concreta o jogo ambivalente, ou seja, de fora para dentro e vice versa, propiciando grandes e formidáveis espaços para os tiros de média, e até os de longa distâncias, quando pertinentes…

No conteúdo do recente artigo – Falando de Fluidez –  faço menção a todos esses pormenores, aos quais agrego o video que sugeri ao início, e onde se encontram lá presentes alguns dos componentes dessa equipe que agora nos representa na Copa, torcendo para que se inspirem, por pouco que seja, de algo que foi provado em quadra, na competição, e não no imaginário de uma possibilidade tática, que muito pouco tem de agregada a um novo conceito…

Espero ter ajudado, de longe e do coercitivo exílio…

Amém.

Foto – Divulgação LNB. Clique na mesma para ampliá-la.

O ÁPICE DA CONVERGÊNCIA…

“Pôxa Paulo, o sul americano comendo solto e você nada, nadinha?

Olha amigo, com tanta “fera” comentando até minúcias que honestamente desconheço, que falta faço? E mesmo que tentasse me ombrear com a “especializada”, que mais poderia acrescentar, senão, talvez, uma ou outra colocação escrita, ou gráfica, com a minha proverbial ranzinzice de veterano que não aceita (e jamais aceitou) tanta mediocridade que afoga o grande jogo, injusta e renitentemente?

Mas velho, pelo menos uma pincelada, monocrômica até, de leve…

Tá bem, vamos lá, mas só uma pincelada…

Não vi os jogos contra a Argentina e a Venezuela (estava ajudando minha filha Andrea em seu IV Congresso Brasileiro de Dança Moderna, algo bem mais técnico e belo que as peladas institucionalizadas que imperam por aí…) , mas analisei os números, manjados, os de sempre, principalmente quanto a eterna hemorragia, jamais estancada das bolas de três, como numa afronta deliberada e profundamente estúpida, burra até…

Consegui assistir(?) o do Uruguai, que foi uma lástima, pois em absoluto percebi algo que se comparasse a uma equipe treinada, organizada, minimamente preparada para uma competição internacional, e com uma retumbante novidade, um sistema com dois pivôs e três armadores, numa clara, direta e incisiva, pois deliberada, opção pela convergência, pela priorização das bolinhas de três, que nessa partida consumou 18/25 de dois pontos e inacreditáveis 6/28 de três, e que irônicamente conseguiu vencer em duas esporádicas finalizações embaixo da cesta no minuto final da partida, numa tácita confirmação de ser esta a concepção tática de seu trei…,digo, estrategista…

Também foi tentado o sistema de dois armadores e três pivôs, assim como em toda a partida sempre estavam em quadra dois armadores, numa claríssima demonstração de “inovações” pretendidas, porém profundamente equivocadas, pois desenhar, ou pranchetar tais formações que exigem um profundíssimo conhecimento do “como” fazer uma equipe se comportar coletiva e harmonicamente dentro dessas concepções avançadas de jogo, e que são, com a mais absoluta certeza, desconhecidas por essa geração de estrategistas ligada xipófogamente ao sistema único. E quando afirmo não conhecerem o “como” fazer jogar, basta o simples fato de vermos o resultado dos especializados testes, treinos físicos e de força, além dos rachões de praxe, resultarem na bagunça, triste e lamentável, que temos visto acontecer em nossas seleções, para avaliarmos com isenção e muita certeza que, com tal liderança estaremos roubados para 2016, com ou sem os “detalhes” previamente inseridos nos espertos álibis premonitórios que já se desenham no horizonte…

Somemos a este sombrio cenário ao pavoroso ensaio que se desenrola nos mais sombrios ainda, bastidores do nosso tecnicamente indigitado basquetebol, sobre a efetivação de uma associação de técnicos, que segundo o técnico Lula Ferreira “existe, mas não funciona”, e que logo para mim, se não funciona, inexiste, e sendo que a mesma jamais foi prioridade para nenhum dos luminares que se apossaram do controle técnico do grande jogo, mas que se afigura como um politico instrumento, mais um, na busca do domínio completo da modalidade, na forma de um clubinho entre amigos comprometidos com o que aí está, sacramentado e cristalizado, quando deveria ser amplamente discutida em caráter nacional, ocupasse o tempo que fosse necessário para sua consecução, já que estrategicamente básica e fundamental. No entanto, vejo o velho e acalentado sonho, que tentei por duas vezes tornar realidade, começar a se transformar em mais um instrumento da mesmice endêmica em que foi transformado o basquetebol, em sua organização de base e em sua formulação técnico tática desde sempre.

Voltando ao jogo em si, e suas anárquicas e equivocadas “soluções” táticas, acompanhem as fotos que ora posto, como prova inconteste do muito que ainda temos de aprender sobre a grande arte de formar, treinar e fazer jogar uma verdadeira equipe, em toda a sua dimensão de coletivismo e produção individual, totalmente voltada ao bem comum, no qual estará inserida se orientada e comandada por quem realmente entende o que está fazendo, de verdade, de verdade mesmo, e não apoiado sob o manto do corporativismo vigente…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e ter acesso às legendas.

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OS CONSELHOS…

 

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Na semana passada a LNB organizou mais um encontro técnico com a turma que dirige o basquete brasileiro desde o banco, sempre os mesmos, com um ou outro candidato referendado por todos, e outros que, mesmo sem equipes continuam a dar as cartas, inclusive sendo eleitos para compor o conselho técnico da entidade, provando que o corporativismo segue impoluto e férreo, sem deixar qualquer brecha para opiniões, votos discordantes e dissidentes.

Mas Paulo, essa sua critica não se fundamenta no fato de, por mais uma vez, não ser convidado a participar, apesar de ter dirigido uma das equipes da liga? Não, pois em caso de lá estar participando criaria um contraponto isolado, órfão em apoio e consideração por parte da turma, afinal, fora o Marcel que, por obra e graça de um daqueles pequenos milagres que hora e meia acontecem, estará daqui para diante compondo o plantel de técnicos da mesma (espero que mantenha suas convicções técnico táticas ante a mesmice endêmica que enfrentará…), minha presença soaria à esquerda de tudo que preconizam para o grande jogo no nosso imenso e injusto país, numa resolução que prima pela mais absoluta vontade majoritária, aquela que não se permite enfrentar contraditórios (os milagres não contam…), por mais profícuos que possam ser, já que agregam sugestões e opiniões de fora de seu hermético sistema.

No entanto, algo me preocupou sobre maneira, o fato de ter sido colocado em evidência para discussões, a criação de uma associação de técnicos, velha aspiração presente nesse humilde blog, que sempre a defendeu desde que iniciou sua publicação dez anos atrás.

Me preocupou pelo fato de que uma associação deste porte e importância vital venha a ser constituída no seio da LNB, organizada pelos conselhos que a dominam, com as mesmas e carimbadas figuras desde sempre, quando deveria ser constituída de forma autônoma e independente, desligada técnica e administrativamente de federações, confederação e ligas, a fim de que pudesse se legitimar ao galgar etapas fundamentadas na confiabilidade e credibilidade de suas ações, créditos e políticas voltadas ao desenvolvimento do grande jogo, dissociada de grupos e instituições compromissadas com políticas próprias e muitas vezes inidentificáveis.

Num tempo atrás intuí, sugeri, planejei e participei da criação das duas primeiras associações nacionais de técnicos, a ANATEBA e a ABRASTEBA, assim como a primeira estadual, a ATBRJ, todas finitas, exatamente por estarem próximas a órgãos federativos e confederativos, numa ligação que as levou a extinção, por não concordarem com suas politicas vigentes.

Uma ação de caráter nacional tem de ser implementada no intuito de ser criada uma associação de técnicos. amplamente discutida, se possível em cada estado ou região do país, a fim de que a mesma represente a realidade do grande jogo entre nós, e não a fundação de um outro clubinho onde vigorará o que vemos acontecer e se repetir em nosso dia a dia, uma irretocável e exclusiva “ação entre amigos”, similar às rifas que povoam nosso destino esportivo.

Espero que prevaleça o bom senso, se é que ele ainda vigora ou ainda teime em existir…

Amém.

 Foto – Divulgação LNB. Clique na mesma para ampliá-la.

OMISSÕES E PALAVRÕES (PRA VARIAR)…

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Não o conhecia, pois era um obscuro assistente até poucos dias atrás, mas sua apresentação foi exemplar quando em seu terceiro tempo pedido vociferou do alto de seus dois metros – “Vê se joga essa porr… Vai tomar no,,,, porr…!”

Gelei ante tanta elegância e educação, numa exibição televisiva plena da mais absoluta liderança, a tal ponto que o comentarista Renato dos Santos, que até aquele momento tecia loas ao “técnico” com a formidável campanha inicial de três jogos e iguais vitorias, mudar seu discurso tecendo críticas à forma nada recomendável que alguns técnicos procedem ao se dirigir a seus jogadores com berros e palavrões…

Bem, naquele cenário de uma pelada monstruosa, em que cada jogador tomava para si as definições das jogadas, com uma ou outra exceção, mas  sendo considerado um jogaço de basquete, atitudes como aquela compunha com precisão o doloroso espetáculo, mas não muito distante das tomadas de decisão no outro banco, por parte de jogadores ante a omissão de uma comissão técnica que se via presente somente por seus vistosos uniformes, e nada, absolutamente nada mais.

Perante tantas falhas de comando e liderança, comentar o que, como e para que, se nada mudará nas atitudes e decisões daqueles que são considerados técnicos da elite do nosso triste basquetebol?

E o pior ainda está a caminho, conforme o ofício da ENTB/CBB divulgado ontem, 20/12/13, onde afirmações como – (…) “Para 2014 eu espero que a filosofia continue se difundindo e tendo todo esse crescimento” (…), avaliado por  Flavio Davis, seu coordenador pedagógico, que ainda propõe estabelecer um corpo docente permanente (já existente, por sinal, que pelo visto será aumentado, claro, de acordo com a filosofia técnica e econômica vigente…), e a escolha de 50 treinadores de referência nacional para serem colocados em parcerias com treinadores de categorias de base, fazendo um trabalho de mentor e pupilo durante a temporada, como se tivéssemos tal número de mentores num país onde assistimos performances de técnicos como as acima comentadas…

Ah, e ainda propondo a criação do Dia Nacional do Treinador de Basquetebol, uma tremenda bobagem ante a inexistência de associações regionais e a nacional de técnicos, que se existissem como deveriam, nada do que vem sendo perpetrado por esse grupo corporativado seria passível de existir, sem o aval de toda uma comunidade afastada das decisões pautadoras do futuro do grande jogo no nosso injusto, deseducado e inculto país.

Logo, atitudes como as acima descritas, e que se repetem a cada dia, da formação à elite, terão continuidade sob a chancela de uma política unilateral e possessiva patrocinada por um grupo que se auto determinou como o detentor da “filosofia” de jogo a ser perpetuada no país, pobre país se for condenado a tal destino filosófico…

Então, fica a pergunta capital – Terá futuro o grande jogo em nosso país, nas mãos dessa turma? Pensem com seriedade e isenção, e respondam…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

Em tempo – O jogo terminou com Pinheiros 98 x 91 Palmeiras.

FALANDO DE TÉCNICOS…

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José -  Enviado hoje

Sei lá Professor, não seria o caso de se procurar o melhor treinador na categoria sub19 para dirigir essa seleção? Já que os jogadores são dessa categoria, acho que não precisaria de um treinador do adulto e sem experiência com jovens.

            O leitor José postou esse comentário no último artigo, e que abre um bom leque de discussões, claro, se nos predispuséssemos a enveredar num cipoal de equívocos de tal ordem,  que dificilmente sairíamos com alguma conclusão, por mais simplória que fosse.

Porque não sairíamos com alguma conclusão, Paulo?

Porque tentar explicar corporativismo, ações entre amigos, trocas de interesses e favores, padronização e formatação de sistemas de jogo e de formação de técnicos (?) dentro de uma triste e repetitiva realidade, profundamente sedimentada no nosso basquetebol, parece, não, temos a mais absoluta certeza ser uma tarefa fadada ao sempre possível fracasso, frente a mesmice endêmica que se enraizou na modalidade, onde quaisquer resquícios de mudanças se perdem e anulam ante a vontade explicita de que seja mantido o que ai está, aspecto garantidor de um mercado de trabalho beneficiário de seus membros.

Mesmo assim, lutar contra tal realidade torna-se absolutamente necessário, apesar de inglório, pois mesmo que marginal, posicionamentos antagônicos à mesma poderão reverter em longo prazo um cenário que tem levado o grande jogo ao estado de penúria técnica e tática que vem se estabelecendo de muito, e que merece uma oportunidade de se reerguer através posicionamentos diametralmente  opostos ao que foi coercitivamente implantado.

Então Paulo, dentre tantas deficiências, quais aquelas que justificam esse estado pré-falimentar?

Jornalistas de diversas origens, quase que unanimemente conotam as péssimas administrações junto à CBB como o fator preponderante na situação que se estabeleceu no âmbito do basquetebol, num posicionamento que discordo com veemência, pois o problema que nos atinge, antes de ser administrativo, é basicamente técnico, pois desde sempre tivemos bons e maus dirigentes, boas e más administrações, mas tínhamos bons professores e melhores técnicos, que ao sabor das políticas vigentes à época, sabiam manter a formação e a direção eficiente de equipes num alto nível, produto de um tempo em que a ajuda fraterna, o estudo compartilhado e a divulgação democrática dos saberes faziam o grande jogo se manter na dianteira do desporto nacional, chegando bravamente a ser considerada a segunda modalidade mais querida e apoiada pelo povo brasileiro, e sem um quinto das verbas hoje existentes, porém esbanjadas irresponsavelmente.

Uma criminosa e pretensiosa fusão política, que transformou o segundo estado mais rico e influente da nação, o estado da Guanabara, num município pobre e problemático, catapultou para baixo o tradicional e histórico confronto com os demais estados, principalmente com São Paulo, deixando-o quase que solitariamente na liderança do grande jogo, propiciando o unilateralismo técnico tático que sob alguns aspectos se mantêm até os dias de hoje.

E de repente, uma saudável rivalidade dentro das quadras, com suas multiplicidades em sistemas de treinamento, preparação, formação e táticas de jogo se viu sob o manto de um dominante centrismo que desencadeou a implementação de um sistema único copiado, e mal, do basquete profissional americano, que mergulhou o grande jogo na mesmice endêmica, robustecida por uma das mais devastadoras síndromes técnicas, a ditadura do jogo externo, através a inesgotável e torrencial hemorragia dos arremessos de três, que nos corroei e diminui ante o basquete internacional.

Logo, com a dissociação dos nossos técnicos, onde uns poucos se constituíram em um circulo fechado, dominando o centro decisório e de comando da estrutura técnica do jogo nos últimos vinte e poucos anos, e mais recentemente liderando as metodologias no preparo dos futuros técnicos junto a ENTB, mergulhou a modalidade em uma espiral descendente, inclusive no nível sul e centro americano, perdendo sua hegemonia para argentinos e mais recentemente ameaçada por países, antes normalmente derrotados por nós.

Atualmente, apesar do relativo e ainda indeciso sucesso da LNB, ante o fracasso técnico administrativo de uma CBB eivada de incompetência, o basquetebol se mantêm manietado e enclausurado numa forma unilateral de ver e fazer o jogo fluir, como se existisse somente o que implantaram, mantêm e divulgam aos novos técnicos, um sistema único de jogo que desde sempre combati e continuo combatendo em nome da diversidade e da criatividade perdidas ao longo do tempo, em nome de uma liderança centrada nos “estrategistas” que teimam em poluir e entravar o futuro do grande jogo entre nós.

Clamo e sempre clamarei ser a atual liderança entre os técnicos ditos da elite, como a responsável pela falência do grande jogo no país, e os resultados internacionais nas divisões de base ai estão para comprovar tão grave situação (vide o excelente artigo do Fabio Balassiano em seu blog, onde relata os resultados de nossas seleções de base nas competições internacionais), confirmando o acima exposto, pois dirigentes ruins e administrações piores  ainda sempre existiram em nosso viciado meio, mas que nunca foram e jamais irão às quadras preparar e treinar jogadores, bastando ver a composição de componentes comissionados em seleções nacionais que se igualam em numero ao de jogadores, e até mais, todos envolvidos numa forma de agir, e que mal ou bem tem tido a oportunidade de treinarem os jovens talentos do país, da forma mais canhestra e simplória possível, já que atrelados a formatações e padronizações egressas das lideranças da elite, a mesma que desde sempre faz parte do corpo docente e organizacional da ENTB nos cursos de formação (?) de técnicos em 4 dias, numa cruzada simplesmente absurda, continuísta e coercitiva, sem em momento algum liderar, como deveria se séria fosse, um movimento que congregasse os demais técnicos, muitos dos quais mestres na arte do treinamento, para participarem na elaboração de uma política que englobasse metodologias e didáticas de ensino e aprendizagem, espalhados que estão nesse imenso país, com suas regionalidades e especifico gentio, e que no final das contas resultaria no associativismo tão clamado pela comunidade basqueteira, mas que ao resultar na capilarização e pulverização das  informações técnicas nos mais distantes e carentes quadrantes do país, sem duvida alguma colocaria em cheque o centrismo e domínio de tal liderança, originando aquele fator que nos falta, que nos tiraria dessa tirania técnico tática, que nos alforriaria dos grilhões de um corporativismo cruel e profundamente egoísta, uma autêntica, forte e independente Associação Nacional de Técnicos, que congregaria suas congêneres estaduais, e seria a lídima representante classista, responsável direta pelas diretrizes sócio desportivas que direcionariam o soerguimento do grande jogo ao seu devido e imorredouro lugar no cenário nacional.

Para o mês, o Prof. José Curado, presidente da Associação das Associações de treinadores de Portugal, e também Secretário da Associação Internacional de Treinadores, virá ao Brasil, e pela enésima vez direi a ele da impossibilidade de nos filiarmos a tão importante entidade, porque simples e vergonhosamente, não temos uma associação nacional, muito menos congêneres estaduais, pois a elite que governa e define o basquetebol no Brasil, não tem interesse em participar de tais movimentos, sequer promovê-los como jamais o fizeram, com duas honrosas exceções, a ANATEBA em 1971, e a ABRASTEBA em 1976, ambas idealizadas por mim e dirigidas por técnicos e professores profundamente engajados e compromissados com o grande jogo, mais tarde anuladas pela pesada ingerência da CBB nas mesmas, decretando suas liquidações, pois afinal de contas como está deverá continuar, mantendo garantido e sob controle o nicho de trabalho tão dura e politicamente conquistados. É uma pena, mas é a dura realidade. Vida que segue sem que culpemos tão somente os dirigentes que repito, não serem aqueles que vão para dentro das quadras iniciarem, desenvolverem e treinarem nossa juventude desportiva, claro, exceto os sempre presentes e decisivos estrategistas de plantão, que põem para jogar o que temos egressos da formação, que como sabemos, reflete o que ai está, escancarado para quem quiser (ou não) ver e avaliar, seja sob o prisma dirigente, seja pela ótica técnica.

Amém.

Foto – Professores Paulo Murilo e José Curado em Lisboa, quando do III Congresso Mundial de Treinadores da Língua Portuguesa, onde proferi a conferência de abertura do mesmo. Clique na mesma para ampliá-la.

A OFICINA DE APRIMORAMENTO DE ENSINO DO BASQUETEBOL ESTÁ COM AS INSCRIÇÕES ABERTAS PARA AGOSTO (9 a 11). CLIQUE AQUI PARA OS DETALHES.

A INSIDIOSA SINDROME…

Lendo o comentário do Gil aposto no artigo anterior, A Insinuante Síndrome, podemos atestar o quanto ainda nos distanciamos dos maiores centros onde o grande jogo flui majestoso e definitivo, e o comportamento de técnicos e jogadores raramente ultrapassa ou fere a regra estabelecida e os princípios éticos que motivam toda a competição que disputam.

Claro que arroubos e reclamações existem, mas desrespeito e ameaças inexistem, pois em caso contrário as multas e sansões disciplinares são exemplares.

Por aqui, bem, por aqui a coisa soa diferente e genericamente, pois reclamar, tumultuar, vociferar e até ameaçar flui às avessas do que deveria ser, do que deveria acontecer dentro de uma quadra de basquete, onde a luta pela vitoria deveria priorizar o confronto justo e leal, e não as coercitivas pressões, numa insidiosa síndrome pela busca do álibi mencionado no artigo anterior, tanto por jogadores, como e mais gravemente, por técnicos.

- “O Lula foi muito inteligente ao criar de saída um ambiente que o favoreceria, afinal trata-se de um jogo decisivo…”

- “Não vai ter mais jogo, acabou…”

_ “Nós dois levamos uma técnica, mas ele extrapolou, levou outra e foi expulso…”

Ao vermos o jogo constatamos que ambos extrapolaram, e de saída, nas reclamações à arbitragem, ambos tentaram desestabilizar os árbitros, instando-os a decisões que os favorecessem, ambos mereceram as técnicas recebidas, mas um deles teve de se afastar do jogo, fator decisivo para a derrota de sua equipe, fato inaceitável a um técnico de sua qualificação e larga experiência.

É triste a premissa de que caminhamos celeremente para um estagio preocupante que cresce a cada rodada do NBB, ainda mais quando colocações para os playoffs estejam sendo definidas, centrando nas arbitragens “erros propositais” que justifiquem derrotas, quando na realidade estão em busca dos álibis que expliquem as mesmas, e por que não, suas próprias deficiências.

Enfim, temos um enorme problema pela frente, e que terá de ser equacionado com a presteza necessária para a consecução de um campeonato nacional de elite, começando com a retirada de microfones dos árbitros, aspecto desestabilizante por desencadear discursos, conversas e explicações que as regras por si mesmas se justificam, bastando somente aplicá-las, sem maiores contestações, e um comedimento comportamental e profissional por parte daqueles que treinam, orientam e dirigem jogadores pelas trilhas da técnica, da tática e do comportamento desportivo, os técnicos.

Meus deuses, que falta, que enorme e transcendental falta faz uma associação de técnicos, para a real e consistente evolução do grande jogo no país. Mas acredito que a teremos um dia, forte e decisiva.

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

O DESAFIO… (ARTIGO 1000)

Dedico esse artigo ao Melchiades Filho que, infelizmente parou no 529, e ao Geraldo da Conceição que aos 92 anos se mantêm na luta pelo grande jogo.

Amém.

OBS- Outros jogos do Saldanha em vídeo, acesse o espaço Multimídia nesse blog.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A VERDADE (MAIS DO QUE) VERDADEIRA…

Tirei alguns dias para ler, somente ler, de tudo um pouco, até bulas de remédio…

Visitei a grande rede, daqui e lá de fora, escrevi mais um capítulo do meu interminável livro, agora com a promessa do meu filho André em publicá-lo, inclusive condicionando o término da página do CBEB (da qual e mesmo desse blog, é seu o projeto gráfico) após entregar a ele, pelo menos meio livro pronto (uma boa chantagem técnico/emocional é isso aí…).

No entanto, e para não perder o tino jornalístico, vi-me diante de duas matérias relevantes, fundamentais mesmo, em sua importância para o grande jogo, a matéria do Guilherme Tadeu do Basketeria (É hora de mudar dentro de quadra), e a entrevista do Magnano publicada no O Globo de 19/9/2012 (vide foto), com alguns trechos veiculados no Lance Livre do Byra Bello.

A matéria do Guilherme confirma e afirma definitivamente o processo de nivelamento técnico tático em que se encontra o basquete nacional, nivelamento este que a longo tempo descrevo como a “mesmice endêmica” que nos confina a uma formatação e padronização imposta e coerciva de cima para baixo, e mais recentemente reforçada através os cursos de nivelamento da ENTB/CBB, numa exposição precisa e conclusiva, onde os por quês de sua manutenção junto aos técnicos de elite se mantêm intocada, tanto no aspecto tático, como no econômico, equalizado pela aceitação corporativa da classe. Trata-se de leitura obrigatória para o correto entendimento da estagnação por que estamos passando a mais de duas décadas, e cuja conseqüência maior desaguou na contratação de técnicos estrangeiros em nossa seleção, começando pelo espanhol Moncho Monsalve  , e agora o excelente argentino Ruben Magnano.

Mas algo me deixou profundamente preocupado com a entrevista do argentino, sua já não mais velada tendência gerencial voltada a projetos visando ciclos olímpicos, quando sua função, por si só, reconhecidamente difícil, é de orientar tecnicamente a seleção masculina principal, e participar, como consultor das seleções de base da CBB.

(…)“Qual o lugar em que o menino vai, se quer fazer esporte? É clube ou a escola? Como nós da CBB podemos fazer um trabalho para que mais crianças joguem basquete sistematicamente?”(…)

(…)“O esporte é um braço direto da educação. Pode-se transmitir valores por ele. Falo da formação do garoto. Outra coisa poderia ser a música, a cultura, mas o esporte agrada a todo menino. O que melhor para formar uma pessoa?”(…)

Desculpe coach, mas isso é problema a nível ministerial, pela elaboração de uma política, voltada, não só aos esportes e artes na escola, e sim para educação em geral, condição inadiável para a manutenção e evolução das metas progressistas do povo brasileiro, e sem a qual nada alcançaremos num breve futuro que se avizinha inexoravelmente, e o ciclo olímpico escancarará tal e estratégica situação político educacional, e numa brevidade que pode se revelar irreversível.

(…) “A estrutura interna do basquete argentino é uma das cinco melhores do mundo, fácil, pela quantidade de instituições, pela escola de técnicos, com mais de 30 anos, que capacita profissionais anualmente, pela liga nacional muito forte. Em Córdoba, há mais de 300 clubes jogando mini-basquete, cada qual com 50 crianças. Dali, podem sair jogadores, árbitros até dirigentes, os pais que acompanham seus filhos(…)”

Perfeito coach, mas é uma realidade em seu país, realidade esta que nos mesmos 20/30 anos atrás era de pleno domínio nosso quanto ao grande jogo, do qual nos afastamos, mas nada impede que o retomemos, se quisermos, se nos predispusermos ao soerguimento por que tanto lutamos. Agradecemos a honesta e sincera lembrança, mais sua função nesse país é outra, muito bem paga e até agora melhor executada.

No próximo ano acontecerá a eleição na CBB, e seja qual o vencedor, qual a função a ser delegada ao Magnano, a de técnico ou a de gestor?…

Acredito que tenhamos excelentes nomes para gerir nosso basquete, esquecidos e marginalizados pelas últimas e equivocadas gestões na CBB, mas que poderão, enfim, ser resgatados de um limbo criminoso e irresponsável a que foram relegados nesses mesmos e tenebrosos 20/30 anos de mediocridade, tanto fora, como, e principalmente, dentro das quadras.

Quebrar de vez os grilhões impostos pela mesmice endêmica, não só é obrigação nossa, e sim um verdadeiro ato de sobrevivência no grande jogo, e o bom argentino sabe disso em seu importante papel de técnico da equipe principal masculina do país. É o suficiente…

Amém.

Foto – Reprodução fotográfica. Clique por duas vezes na mesma para ampliá-la.

JOGANDO A TOALHA…

Foi uma semana pródiga em jogos, bem ou mal jogados, na maioria das vezes bem menos analisados do que deveriam sê-los, frente ao que têm sido apresentado desde muito tempo.

Alguns de nossos analistas, perdidos entre as realidades de uma feérica e milionária NBA, e uma ainda trôpega e inconstante LNB, teimam em comparações sobre algo completamente antagônico, não só pelo aspecto técnico, como, e principalmente, pelo imenso abismo que as separam, o econômico financeiro, que nem uma mediação européia atenua tal distanciamento.

A realidade técnica da LNB é o legitimo retrato do grande jogo no país, perdido entre uma copia ingênua das grandes ligas internacionais, e o descompasso limitativo advindo das mesmas, onde riqueza em investimentos contrasta brutalmente com nossas carências em todos os sentidos, principalmente na formação de base que a alimenta, e em seu conseqüente produto direto, a ausência de uma identidade técnico tática de sua propriedade, e não emulada, e mal, da liga maior, no que designam de “conceito de basquete internacional”.

Nossa maior deficiência, a ineficaz formação de base, dá continuidade a um sistema técnico tático engessado e divulgado maciçamente pelas formatações e padronizações impostas por um grupo de técnicos afinados e alinhados com o sistema único que adotaram e impuseram a mais de duas décadas, calcado na forma de atuar das equipes da NBA, e cujos resultados teimam em nos desfavorecer continuadamente, mesmo sabedores da evolução técnico tática por que passa a grande liga.

E os resultados ai estão escancarados, mas pouco analisados, e com um mínimo de conhecimento realmente técnico, e não guiados por palpites e achismos na maioria das vezes ingênuos, desconexos, e até primários.

Um exemplo bem claro, foi a ausência de uma colocação objetiva sobre a equipe brasiliense na Liga das Américas em seu quadrangular final, quando em seu único jogo vencedor os candangos impuseram uma convergência absoluta (12/28 nos arremessos de 2 pontos, e 9/28 nos de 3, quase o mesmo resultado alcançado pelos mexicanos, 12/50 e 7/24 respectivamente) que os tornaram vencedores por apenas um ponto, quando, se atuassem mais dentro do perímetro, acionando seus pivôs, teriam vencido por uma margem mais tranquila. Mas a avalanche de bolinhas de três, compactuada pelas duas equipes, até mesmo na frouxidão defensiva fora do perímetro, definiu o jogo como numa loteria, onde venceria aquela que fizesse a última cesta. Lamentável.

Claro, que nos outros dois jogos contra as equipes argentinas, tal privilégio das arrivistas bolinhas foi restrito ao máximo, obrigando os candangos a um difícil e bem marcado jogo interior, definindo ai a superioridade defensiva dos hermanos, assim como sua maior eficiência ao atacar a frágil e desconectada defesa brasiliense (ironicamente com uma generosa quantidade de bolinhas…), numa irrefutável prova do quanto a “melhor equipe brasileira” é carente de um plantel, e não seis jogadores que atacam com sofreguidão e defendem com frouxidão, rimas à parte…

Outro exemplo, a drástica (e atá elogiável) diminuição dos arremessos de três na rodada de ontem no NBB4, como que de uma forma combinada, as seis equipes resolvessem defender o perimetro externo com mais vigor, e acertar suas contas under basket, na tradição esquecida dos grandes jogos entre as grandes equipes de um passado não tão distante assim, quando uma equipe mestra nas bolinhas, o Flamengo, vence pela segunda vez o Uberlândia (70 x 63), arremessando somente 6/15 bolas de três pontos (Uberlândia 7/20), e 20/46 (13/36) de dois respectivamente, assim como São José  ( 24/35 de dois e 6/21 de três) vencendo, também pela segunda vez seguida no playoff a Franca ( 29/49 e 2/5) por 96 x 85, provando que de dois em dois podem duas equipes atingir contagens acima dos oitenta pontos.

A mesma coisa podemos afirmar no jogo entre Pinheiros (22/41 e 4/16) perdendo para Joinville (23/41 e 5/21), também pela segunda vez por 74 x 68, mas com algo de inusitado e constrangedor, quando nos dois últimos tempos pedidos pelo técnico do Pinheiros o mesmo praticamente jogou a toalha, primeiro ao ver o jogador argentino de sua equipe se apossar da prancheta para elaborar uma forma de atacar, ante o mutismo do mesmo e sua enorme comissão técnica, e no tempo final, o assistente traçar uma ação rebuscada na prancheta, que na pratica, ambas, não deram em absolutamente nada, para a perplexidade de todos que assistiram e testemunharam o avesso do que venha a ser o comando de uma equipe de alta e complexa competição. Não a toa, corre o sério risco de levar um 3 x 0 de uma equipe muitas vezes menos  valorizada, tanto técnica, como economicamente, provando que em “taba que tem mais pagé do que índio”pouco ou nada pode funcionar, pelo menos em terras tupiniquins…

Enfim, como disse ao inicio, foi uma semana pródiga em jogos, bem ou mal jogados, mas em alguns e pontuais casos, pior dirigidos e liderados, e algumas fotos ilustram com propriedade essas histórias:

1 – Um técnico frente ao alheamento de seus jogadores…

2 – Aos 9.8 seg do final, assumindo (delegada?) a tática…

3 – …que é elaborada no solo…

4 – …perdendo para uma outra clara e transparentemente exposta na imponderável prancheta…

5 – A ira bilíngue (?)…

6 – …e o bode expiatório, again…

Amém.

FOTOS – Reprodução da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

 

ARTIGO 900 – O RETRATO DE UMA TRISTE REALIDADE…

Quero dedicar esse artigo, o de número 900, a todos aqueles que trabalham pelo grande jogo neste imenso e injusto país, mas que apesar de toda sorte de obstáculos e incompreensões, continuam a lutar e perseverar dentro, e muitas vezes além de suas possibilidades profissionais e econômicas, pelo soerguimento da grande paixão de suas vidas, o basquetebol.

O email que recebi do Prof. Jalber Rodrigues da cidade de Cataguases em Minas Gerais, ilustra com propriedade a verdadeira situação do basquete feminino no país, servindo de parâmetro a uma profunda reflexão sobre o esporte de base no limiar de uma Olimpíada que será aqui realizada em 2016.

 

Jalber Rodrigues
basquetebol-kta.blogspot.com/
jalber.rodrigues@gmail.com
189.83.17.232

Enviado em 06/01/2012 (2 days ago) as 10:51 pm (2 days ago)

Professor,estou um pouco afastado dos comentários, mas não da leitura. Por anos acompanho a luta incansável pelo soerguimento do basquete no Brasil através de excelentes artigos publicados aqui no blog. No masculino as coisas são difíceis… imagine como é no feminino…fazer base no feminino ainda nem se fale… trabalhamos muito duro, muito mesmo para fazer o mínimo… as meninas não tem expectativa nenhuma… porque e para que se dedicar ao basquete? como fazer com que as meninas trabalhem forte? Como competir com as baladas, com a internet e com a desconfiança dos pais de que “jogar bola não leva a nada”? Não conseguimos nem vincular a educação ao esporte? As críticas são sempre duras e mais pesadas… mas corretas… porém ferem a quem se doa ao máximo e não consegue respaldo, apoio, credibilidade… se o basquete feminino de São Paulo está nessas condições imagine o resto do Brasil? imagine no interior de Minas? Precisamos de ajuda professor!! Precisamos de ajuda! Queremos ter excelentes meninas praticando o fino do basquete… mas precisamos de ajuda professor! Sugestões?!
Desculpe o desabafo e abraço professor!

O que mais podemos acrescentar, meus deuses. Como e de que forma poderemos ajudar perante um quadro tão cruel como esse? Como?

Amém.

OBS-Clique na foto para ampliá-la.