UM ESPERANÇOSO 2020 (From Dublin)…

Enfim o Basquete Brasil voltou ao ar, foram três dias de apreensão , pois nos quinze anos de sua existência duas outras interrupções ocorreram por falhas nos provedores que o atendiam, tendo sido trocados por duas vezes, e espero que não aconteçam mais acidentes…

Em 2020 teremos algumas pequenas, porem significativas novidades, como uma página semanal de técnicas básicas do grande jogo, assim como uma repaginada no blog, e uma surpresa que anseio lançar a um longo tempo, pois nossos poucos, porem fieis leitores deste humilde blog, as merecem com a mais absoluta certeza…

Termino este ano desejando a todos aqueles que real e decididamente amam incondicionalmente o grande jogo, aquele em que fomos líderes num passado não tão distante assim, mas que vem sofrendo um depreciativo desgaste técnico e tático progressivo e de difícil prognóstico para seu futuro, desde a formação de base, até as divisões adultas, que se reencontre com sua verdadeira identidade, através professores e técnicos compromissados com ações inovadoras, corajosas, e acima de tudo, competentes e responsáveis …

Que o próximo ano inspire a todos a vencer e ultrapassar essa  mesmice endêmica que tanto mediocriza o grande, grandíssimo jogo de nossas vidas. Feliz ano para todos…

Amém

Foto – Brindando com o filho João David o ano que se aproxima.

15 ANOS ATRÁS…

Este foi um dos primeiros artigos publicados nesse humilde blog, 15 anos atrás. O que mudou de lá para cá? Pouco, quase nada, infelizmente…

Basquetebol brasileiro-Fracasso ou omissão?

Domingo, 12 de setembro de 2004 por Paulo Murilo–  2 Comentários

Por 44 anos venho lutando pelo basquetebol no Brasil, e gostaria de fazer desta página um fórum de discussão acerca dos diversos motivos que levaram essa modalidade ao retrocesso que constatamos, infelizmente, em nosso país. Para dar partida peço licença para, na forma de um pequeno artigo, expôr algumas constatações que ao longo dos anos testemunhei como técnico e professor de futuros técnicos. Em 1963, no Ginásio Gilberto Cardoso no Rio de Janeiro, a equipe masculina do Brasil sagrou-se bicampeã mundial em uma final com os Estados Unidos, resultado que muitos e atuais jogadores, técnicos, jornalistas e dirigentes teimam em minimizar a qualidade do basquete praticado na época.Na equipe americana seis dos jogadores se profissionalizaram na NBA, onde atuaram por mais de 6 anos, sendo que um deles, Willis Reed, faz parte do Hall da Fama como um dos cinco maiores centros de todos os tempos com suas atuações no New York Knicks. Na equipe brasileira atuavam maravilhosos jogadores com Amauri, Wlamir, Rosa Branca, Ubiratan, Menon, Jatir e muitos outros que fizeram do jogo um espetáculo inesquecível. Quatro deles arremessavam de distâncias equivalentes à linha dos três pontos atuais, Jatir, Vitor, Rosa Branca e Amauri, o fazendo com uma bola de 18 gomos costurados à mão, com uma esfericidade que nem de longe se comparavam às verdadeiras jóias tecnológicas das bolas atuais, corrugadas e com sulcos profundos onde os dedos encontram base e aderência para exercerem total domínio direcional nos arremessos. Tivessem na época tais bolas e uma linha de três pontos todas, afirmo, todas as vitórias da equipe brasileira teria ultrapassado os 100 pontos. Jogávamos com dois armadores, dois alas e um centro, num rodízio permanente de posições, compensando com velocidade e astúcia a inferioridade na altura, principalmente os centros.Jogava-se com a bola nas mãos, em pleno domínio da arte do drible, onde os passes faziam a ligação que antecedia o arremesso, e sempre com um mínimo de três jogadores participando dos rebotes. Por anos dominamos a arte do drible e dos rápidos corta-luzes, onde os armadores dominavam a maior das habilidades, criar espaços onde não existiam, progredir em direção à cesta, estabelecer a superioridade numérica sempre que possível, arremessar como opção, e não como prioridade. Os alas e o centro em permanente rodízio iam sempre de encontro ao passe e não esperando por ele estaticamente. Antecipando o movimento sempre conseguiam o melhor posicionamento ofensivo, obrigando os defensores a se movimentarem e por conseguinte desestabilizarem suas ações. Enfim, jogava-se com a bola sob domínio físico e não, como hoje, sob o domínio do absurdo passing game. No final dos anos setenta e início dos anos oitenta a NBA se encontrava numa fase de afirmação econômica. Era necessário levar público aos ginásios, era fundamental encontrar-se um sistema de jogo que privilegiasse o um contra um, em duelos dentro do jogo, se possivel entre gigantes, e melhor ainda se entre brancos e negros.Nascia o passing game, formula perfeita para gerar duelos individuais, e melhor ainda se respaldado pela proibição da defesa por zona e pela flutuação na defesa individual. Não se ia aos ginásios para ver Lakers versus New York, e sim Jabar versus Willis Reed. O gosto do torcedor americano pelo embate de gigantes no Boxe, no Football teria de ter sucedâneo no Basketball para que despertasse seu altamente lucrativo interesse. O passing game era a solução técnica, como os embates um contra um seria a solução financeira. A divulgação maciça pela mídia, principalmente a televisiva lançou ao mundo o modelo NBA, que com o sucesso alcançado motivou o governo americano a utilizá-lo como sutil propaganda de sua superioridade esportiva, cultural e política perante o mundo. Cometeram um erro porém, ao subestimar a importância das regras internacionais, ao subestimar a FIBA, estando hoje colhendo alguns fracassos pela inabilidade de seus jogadores quando submetidos às mesmas em mundiais e recentemente nas olimpíadas. Mas no caso do Brasil o estrago já tinha sido letal. Nos últimos 20 anos mudamos nossa forma de jogar e adotamos o modelo NBA, o modelo baseado no passing game. Nossos armadores empolgados pelo um contra um passaram de organizadores para finalizadores, esqueceram a arte do drible, assim como os alas simplesmente a aboliram. Da posição básica no ataque, com a bola de encontro ao peito, prontos para o drible, o passe ou o arremesso, retrocederam para a posição da bola acima da cabeça, simplesmente para a execução do passe, dando continuidade a verdadeira coreografia em que se transformou o jogo, ao passing game. O”basquetebol Internacional”, como muitos apregoam, realmente se estabeleceu pela maioria dos países, pois subserviência cultural não é prerrogativa do Brasil, no entanto, alguns deles não descuidaram do ensino dos movimentos básicos, e cito a Argentina, a antiga Iugoslávia, a Lituânia e a Rússia como exemplos. Conseguiram os mesmos manter um excelente nível no domínio dos fundamentos, principalmente o drible, e hoje colhem os resultados desta saudável atitude. Ao esquecermos nossa herança de duas vezes campeões do mundo e três vezes medalhistas olímpicos, mergulhando numa mediocridade técnica na tentativa de imitarmos um sistema planejado, estudado e executado para a manutenção do domínio do modelo NBA, esquecemos também que fundamentando o modelo americano sempre existiu a massificação de jogadores nas escolas e nas universidades, ao contrário da pobreza franciscana de nossa realidade. Transpor modelos estrangeiros fora de nossa realidade é a atitude mais estúpida que se possa tomar, mais é sem dúvida nenhuma a mais fácil de ser utilizada por um grupamento de pseudo técnicos que determinaram omitir nossa passada grandeza em nome de uma realidade absurda e irresponsável. Em 1971 sugeri e ajudei a fundar a primeira associação de técnicos de basquetebol do Brasil, a ANATEBA, onde exerci o cargo de secretário. Mais tarde, em 1976 também ajudei a fundar a BRASTEBA da qual fui o vice-presidente, e no Rio de Janeiro a ATBRJ que como as anteriores logo se desintegraram. Mais recentemente fundou-se em São Paulo a APROBAS, que encontra sérias dificuldades para expandir-se. O fator restritivo é, como foi no passado, o total desinteresse pela discussão dos problemas técnicos, culturais e até sociológicos que submetem nosso desporto aos interesses de um grupo que se apossou do comando do mesmo, um feudo, onde alguns empunham microfones para em transmissões esportivas criticarem e oferecerem soluções táticas e técnicas, visando empregos futuros nas equipes de ponta, numa flagrante falta de ética profissional, já que do outro lado não existem microfones para a defesa. Sofremos de um unilateralismo crônico, ontem no aspecto de sistema de jogo, hoje de divulgação de um modelo em que somente um dos lados exerce o domínio da informação. Sempre tivemos bons e maus dirigentes, grandes e pequenos técnicos, perene falta de incentivos, pouca divulgação da modalidade, intercâmbio pouco desejável, mas alcançávamos resultados, discutíamos mais, e às vezes até brigávamos , procurando adaptar novas tecnologias e novos sistemas à nossa realidade, enfim, sabíamos administrar nossa pobreza. Hoje reina a omissão e prevalece a mesmice, a cópia a falta de imaginação e a ausência de criatividade. E a classe que no fim das contas é a que dita as normas de conduta técnica, de sistemas de jogo, de estratégias a serem seguidas, dentro e fora das quadras, é a classe que peca pela omissão, por que de todas as envolvidas no processo decisório é a que tem por obrigação deter o domínio e o conhecimento do jogo. Por isso considero serem os técnicos, que por seus conhecimentos, estudos e pesquisas deveriam comandar e estruturar as políticas referentes ao desenvolvimento do jogo, os grandes responsáveis pelo seu declínio, por negarem as tradições, os conceitos e a verdadeira índole de nossos jovens, ao trocarem esses valores por soluções estrangeiras sem as devidas adaptações por ser uma solução fácil e desprovida de responsabilidades. Podemos fugir deste modelo? Difícil, porém possível. daí a sugestão para o debate. Até o fim do ano publicarei meu livro, onde estenderei ao máximo esses pontos de vista, e aí sim poderei expor com todas as letras o que vivi, senti e experimentei nos últimos 40 anos de basquetebol.

Amém.

2 comentários

  • M Ponte
  • Yesterday
  • Excelente, Professor.
    Foi visível, real e tristemente, a incentivação deliberada ao jogo egoísta, por ditame midiático e publicitário, com deletérias consequências ao desporto e à sociedade, sem dizer uma irresponsável e mesmo abominável atropelação em massa prol uma sub-cultura (?) de segregação 
  • Basquete Brasil
  • Yesterday
  • E o pior, prezado Ponte, é que nada aprendemos até a data de hoje. Lamentável e constrangedor. Um abraço. Paulo Murilo.

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NOVOS, TRISTES E LAMENTÁVEIS TEMPOS…

 

“Oi Paulo, já soube que os seus últimos seis artigos bombaram no acesso ao seu “humilde ” blog, e também no Face, demonstrando que você ainda se encontra vivíssimo, atuante e lúcido aos 80!!!! Muito legal e parabéns!! Vai parar por aí, ou ensinará algumas dicas para superarmos a “mesmice endêmica que afoga o grande jogo tupiniquim?”…

Atendi o telefone bem tarde da noite de ontem para ouvir o recado acima, vindo do tal amigo que jamais me permite um momento, por menor que seja, de relaxamento técnico conjuntural, mesmo, e confirmo, aos 80!! E mesmo cansado de um dia de reformas aqui em casa, posso afiançar que, na medida do possível, continuarei a batalhar a boa luta, aquela que vem do fundo da alma, convicta, lúcida, aberta, democrática, e acima de tudo, competente e inquisidora, sim, profundamente inquisidora, pois cansada de tanta estupidez e incúria, em nome de pseudos doutores no grande jogo, ciosos de seus poderes de conhecimento e argumentações acima do patamar que congrega os demais mortais, coercitivamente ajoelhados perante falsas genialidades, construídas por cima do trabalho alheio, garantidas pelo elevado e interesseiro Q.I. manipulado pelo escambo político, midiático, econômico, afastando o mérito técnico, educacional e cultural que deveriam ser os elementos mais importantes e estratégicos na escolha para o comando, liderança e confiabilidade, frente aos jovens desse imenso, injusto e desigual país/continente…

Mas dia virá em que o bom senso se fará presente, obrigatoriamente, se quisermos navegar por águas menos conturbadas e armadilhadas, onde os imorredouros exemplos do ontem, aplainando os caminhos do hoje, projetarão um amanhã esperançoso em dias melhores, ricos e repletos de conquistas, facultadas pela justiça e pelo verdadeiro, autêntico e não osmótico conhecimento, tão esquecido em nome de pastiches e equívocos letais, modismos desses novos tempos, tristes tempos, lamentáveis tempos…

Creio que agora basta, simples assim, basta…

Amém.

Foto – Arquivo pessoal. Clique duplamente na mesma para ampliá-la.

 

Em tempo – Uma dica, pediu o amigo, sim tenho uma, longamente defendida aqui nesse humilde blog, contida numa simples sugestão – Reúnam com urgência as excelentes cabeças pensantes que ainda teimam em amar, compreender, conhecer e ensinar o grande jogo, colocando-os num largo recinto, divididos em pequenos grupos discursivos, num brain storming de respeito, a fim de discutir, formular e divulgar conhecimentos forjados por longos e longos anos de quadra, emergindo conselhos, documentos e experiências válidas por terem sido intensa e longamente vividas, que são aquelas que determinam o progresso de qualquer modalidade desportiva, servindo de balizadores para as novas gerações de professores e técnicos, envolvendo e motivando-os ao mérito de suas atuações, e não ao compadrio atual, descerebrado do tosco Q.I… PM.

Escrevi e postei em 2014, propondo agora a todos os leitores desse humilde blog uma releitura contrastante a tudo que vem sendo veiculado pela imprensa sobre as grandes reformas por que está passando a educação neste novo governo. Lendo e acompanhando tudo o que se relaciona a nova lei do ensino básico e médio, desafio a todos apontar enfoques oficiais que estejam sendo relacionados ao ensino da educação física e os desportos escolar, e suas extensões para a formulação de uma verdadeira e atuante política nacional, até o momento absolutamente inexistente. Será que se trata de assunto importante para o amanhã de nossos jovens, será? Leiam e considerem discuti-lo em sua básica importância, ou não..

 

A ENCRUZILHADA DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DO DESPORTO TUPINIQUIM…

quinta-feira, 9 de outubro de 2014 por Paulo Murilo – Sem comentários

 

Duas semanas atrás saíram na mídia impressa essas duas notícias, que de uma forma bastante direta espelha uma situação anômala e irônica por que atravessa a educação física e os desportos em nosso incongruente país.

Estamos vivendo tempos olímpicos da mais alta complexidade competitiva, onde a realidade desportiva de alta (e baixa também…)qualidade inexiste entre nós, totalmente voltados a que estamos na construção dos cenários, como no Pan Americano de 2007, e recentemente no Mundial de Futebol, com praças e arenas suntuosas, construídas a peso de ouro nem sempre auditadas, dando margem a vultosos desvios e lucros exacerbados a todos aqueles envolvidos no regabofe das verbas oficiais, além de um legado  que nem de longe beneficia a formação de uma cultura desportiva e educacional de nossa juventude, em escolas, universidades e clubes de todo o país, mas que locupleta toda uma poderosa minoria de empreiteiras, empresas (muitas estrangeiras) de hotelaria, turismo, serviços computacionais, e uma plêiade de políticos e empresários, todos unidos em volta da cornucópia milionária dos sacrificados recursos econômicos pertencentes ao povo brasileiro…

Frente a tão hedionda realidade, qual o real e verdadeiro significado das duas notícias acima mencionadas, qual?

Inicialmente, a que constata determinantemente ser a Educação Física a mais procurada área na formação de professores , muito além das demais disciplinas acadêmicas, mas que propriamente não os formam licenciandos, pois uma grande parte, ou mesmo a maioria (o estudo apresentado não define bem esse aspecto) se bacharelam, e que no frigir dos ovos, explica tanta supremacia acadêmica, pois orientados e voltados para a industria do corpo, através as praticas personalizadas e a brutal realidade das holdings que administram a mesma, com suas academias que se avolumam em proporção aritmética por todo o país, e que movimenta em torno de 25 bilhões anualmente, às quais mais do que claramente, não interessa nem de longe a existência regular e constitucional de tais atividades nas escolas e clubes, pois tão lucrativo mercado correria o perigo de ver esvair uma clientela estratégica demais para ser perdida em políticas educacionais voltadas aos jovens deste enorme e injusto país, e a segunda notícia expõe tal realidade com uma clareza exemplar…

Então, frente a tão contundente cenário, onde muitos jovens procuram as escolas de Educação Física na busca de uma compensação financeira e econômica mais imediata, tendo inclusive um conselho regulador em sua permanente cola (nenhuma outra disciplina acadêmica permitiu algo semelhante, tornando-a um instrumento a serviço da industria do corpo, mas que encontra uma sadia e enérgica contrafação às suas permanentes investidas no âmbito escolar, numa afronta à constituição do país…), vêem no mercado existente a resposta, muitas vezes cruel, de suas ambições a uma vida melhor, frente a realidade de um mercado corporativo e totalmente a serviço do lucro e da riqueza…

No entanto, algumas saídas podem ser encontradas a médio e longo prazos, como por exemplo, no campo das definições, já que o Confef e os Cref’s da vida dificilmente largarão o lucrativo osso a que se aferraram, começando por definir o que seria de sua alçada no pseudo controle de qualidade que ostentam realizar junto aos bacharéis e os provisionados, que são aqueles que de livre escolha, se voltam à mencionada industria e alguns desportos profissionais, mas que nunca poderiam se voltar para os licenciados, que deveriam ser da alçada única do MEC, pois formados nas instituições regulamentadas e aprovadas pelo mesmo, diplomando-os dentro das exigências legais e constitucionais do país. Logo, no âmbito escolar dos três segmentos existentes, básico, médio e superior, de forma alguma poderiam ser monitorados por um órgão sem as devidas qualificações acadêmicas para fazê-lo…

Definida tão importante questão, um outro fator tem de ser equacionado, o da volta das escolas de educação física aos centros de formação de professores,  direcionando os currículos de formação de professores de educação física na priorização das modalidades desportivas, no aumento substancial de suas cargas horárias, como existiam anos atrás, antes da anexação daqueles cursos a área biomédica, quando o transformaram numa preparação de paramédicos de terceira categoria hoje existentes, mas que são preciosos no suporte da industria acima mencionada…

Esta radical mudança, propiciaria uma melhor formação nos princípios pedagógicos e didáticos do futuro licenciado, preparando-o melhor no manejo de jovens escolares, assim como num maior e mais qualificado conhecimento das diversas técnicas pedagógicas e didáticas de ensino dos desportos, sem omitir o conhecimento de disciplinas de caráter biomédico e científico, porém num quantitativo de carga horária nunca superior às desportivas, como ocorre atualmente…

Transposto esse patamar, voltaríamos a ter melhores e mais bem preparados professores, propiciando dai para diante um mais eficiente patamar para o incremento e desenvolvimento das modalidades olímpicas de que tanto necessitamos para muito além de 2016, que desde já pode ser considerada uma etapa perdida, e que marcará com bastantes restrições nossa participação na maior de todas as competições, ironicamente a ser realizada em nosso país…

Voltando-se para o basquetebol, poderíamos ir mais longe se porventura uma mudança pudesse ocorrer na administração do grande jogo em nosso país, apesar de ser bastante difícil, frente às legislações que monitoram os poderes federativos e confederativos ora vigentes, mas que poderiam ser atenuadas através duas e fundamentais ações, a existência das associações de técnicos regionais e uma nacional que as coordenassem, e uma completa reestruturação da Escola Nacional de Treinadores, capilarizando-a pelas cinco regiões do país, e reformulando seus objetivos pedagógicos e técnicos, voltando-a à formação progressiva e orientada dos futuros técnicos, onde suas qualificações aos diversos níveis se exequibilizariam pelo estudo progressivo e permanente, e pelos resultados alcançados na promoção de jogadores por eles orientados às categorias regionais ascendentes e seleções municipais, estaduais e nacionais, e não por títulos alcançados, que é um fator distorcido perante a realidade das divisões de formação de base, como hoje é plenamente realizado. Em síntese, a formação técnica iria de encontro a realidade de trabalho dos professores, com suas limitações e óbices, e não o que ocorre, com o deslocamento dos mesmos para sessões de palestras por 4 ou 5 dias, além da utilização maciça da rede informatizada na divulgação de bibliografias, textos, testes e materiais didáticos tecnicamente preparados, a serem utilizados em sua formação. As promoções aos níveis estabelecidos, seriam conquistadas através resultados alcançados no trabalho de formação de uma base solida e permanentemente acompanhada, numérica e estatisticamente, através dados compilados, registrados e guardados nos anais da Escola.

Revistas técnicas poderiam ser editadas nas regiões cobertas pela escola, assim como encontros, fóruns e seminários para a complementação de sua formação, progressiva e eficiente.

No entanto, uma bem formulada política educacional voltada às escolas e universidades, aos clubes também, onde a educação física, enfim, retornaria ao âmbito, controle e supervisão do MEC, como uma das disciplinas básicas na formação acadêmica e do caráter de nossos jovens, ao lado das artes cênicas, da música, da dança, consubstanciando o projeto de ensino integral escolar, tão ansiado pela nação, que não pode adiar, de forma alguma, seu estratégico projeto de qualificar a mão de obra de que tanto necessitamos, para administrar e desenvolver nossas riquezas e potencialidades.

Enfim, chegamos à encruzilhada, não só da Educação Física, mas da Educação na sua forma mais ampla e inadiável.

Nossos jovens ai estão na longa espera, assim como nossos professores, ambos pertencentes à reserva intelectual e técnica de nosso imenso, injusto e desigual país.

Amém.

Notícias – Reproduções do O Globo. Clique nas mesmas para ampliá-las.

 

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ARTIGO 1500 – UM INACREDITÁVEL, PORÉM PREVISÍVEL 2018…

Há uma semana estou parado frente a tela branca do editor de texto, tentando escrever o artigo de número 1500, uma senhora conquista nestes 14 anos de Basquete Brasil, ininterruptos, pensados, repensados, honestos, técnicos, e acima de tudo éticos, mesmo sofrendo na pele o surdo combate travado contra sua importante destinação, a de colaborar com o soerguimento do grande jogo neste imenso, desigual e injusto país…

Este parágrafo inicial é produto de um imenso esforço que faço para dar seguimento a esse humilde blog, numa sacrificada continuidade no mais antigo blog do basquetebol nacional, escrito, administrado e editado por um professor e técnico, que tem sido mantido à margem das quadras desde o NBB2 em 2010, mas que jamais abandonou o barco, deixando à deriva todo um manancial de conhecimentos e vasta experiência aqui colocada, democraticamente colocada, visando os jovens técnicos e professores, os mais jovens ainda jogadores que iniciam suas caminhadas, e todos aqueles que realmente amam o grande jogo, e não os que o utilizam para inflar falsos egos de “pseudos conhecedores” de uma modalidade ímpar nos desportos coletivos, pela sua história, tradições e vastíssima bibliografia para lá de centenária, cuja imensa maioria dos que se apossaram política e coercitivamente do mesmo desconhecem, e não estão nem aí para conhecer, já que o tentam caracterizar a imagem e semelhança de suas canhestras e colonizadas concepções de um anti jogo inverossímil e na contramão de nossa realidade, inclusive praticado com outras regras, que não as internacionais… Leia mais »

REFLEXIONANDO…

  10801580_416056811852694_60297652605880243_n-002     Em recente artigoFabio Balassiano apontou avanços  substanciais no gerenciamento do basquetebol brasileiro, tanto pela CBB, quanto pela LNB, tendo como foco principal a reforma dos estatutos da primeira, estratificado desde sua fundação, e que finalmente galgou um patamar bastante positivo, principalmente na composição de seu colégio eleitoral, agora acrescido de jogadores e técnicos, algo tido como impossível a bem pouco tempo atrás. No entanto, um nevrálgico ponto deixou de ser analisado, o fato da escolha dos técnicos ter sido feita pelo presidente da ATBB (Associação dos Técnicos do Basquetebol Brasileiro), uma entidade que sucedeu a APROBAS, que deixou de existir pela baixa adesão dos técnicos, assim como a anterior ABRASTEBA, quando do falecimento de seu presidente e mantenedor Moacyr Daiuto, aspecto que parece pode se repetir, face a baixa adesão dos técnicos à nova associação, que com as antecedentes, contava quase que exclusivamente com técnicos paulistas…

Pois bem , numa recente materia do Databasket pela internet, o presidente da ATBB comunica que pessoalmente indicou os dois técnicos para compor o colégio eleitoral da CBB, ao contrário da CBB que que se utilizou do voto universal para indicar os jogadores representativos, e era de se esperar que o mesmo acontecesse pela direção da ATBB, que inclusive se auto nomeou o representante no Conselho Administrativo da CBB, e mais, comunicou que propôs a administração da ENTB com a possibilidade de inclusão de cursos a distância, ou seja, uma entidade que de forma alguma alcançou representatividade nacional, pois conta com baixa adesão de técnicos, experiência que não chega a dois anos de atuação, e como suas duas predecessoras, sendo composta quase exclusivamente por técnicos paulistas, apontando claramente que, em hipótese alguma, permitirão que o controle técnico do basquetebol brasileiro saia de sua direta influência, que data da primeira administração do grego melhor que um presente, que garantiu sua eleição sobre o Renato Brito Cunha, com o decisivo apoio dos paulistas, em troca do domínio absoluto do setor técnico da entidade maior (é bom lembrar que até aquele momento a CBB, com sede no RJ, comandava o setor técnico, época em que o basquetebol brasileiro alcançou suas maiores conquistas internacionais, com três mundiais e cinco medalhas olímpicas), dando início a hecatombe que se instalou entre nós, e que aí está escancarada pela padronização e formatação do nosso indigitado basquetebol, inserido coercitivamente no tenebroso sistema único de jogo, da base até a elite, dando início ao corporativismo exacerbado que tanto nos oprime e humilha…

Mas não satisfeito, ensaia um convite para que durante o jogo das estrelas no Ibirapuera, os técnicos se reunam para num “brain storming” discutirem caminhos e sugestões para que a presidência os representem, mas onde, se já se decidiu fazê-lo sozinho e seus dois parceiros? Parece não, é realmente surreal ( e mais um lembrete, foi durante o Mundial Feminino neste mesmo Ibirapuera em 1971, durante um seminário técnico, que lancei a idéia de fundarmos uma associação de técnicos, que contou com a adesão imediata de mais de 180 técnicos nacionais e alguns internacionais, dando início ãquela que seria a segunda associação nas Américas, perdendo somente para a NABC, fundada em 1926. Foi um concenso absoluto, fruto de uma iniciativa democrática discutida por todos os presentes  Abri mão da da unânime indicação a presidência (aos 32 anos me considerei jovem demais para o cargo, além de algumas rusgas com a CBB), em nome do técnico e professor Antenor Horta, tendo na vice presidência o professor Moacyr Daiuto, ficando como secretário da mesma. A ANATEBA foi dois anos mais tarde dissolvida pela negação da CBB em apoiá-la, quando do lançamento do Mini Basquete no país).

Honestamente, a CBB não pode repetir o brutal erro cometido quando do lançamento da ENTB, levando-a ao fracasso e praticamente sucumbir ao seu péssimo e incompetente projeto de ação. Uma Escola é algo de transcendente importância, e que deve reunir a nata de professores e técnicos, veteranos e alguns jovens promissores, inclusive aqueles que pertençem a associações estaduais de técnicos (aqui no RJ existe uma, e quem sabe em outros estados), para aí sim, reunidos em torno de uma imensa mesa, estabelecerem aquelas importantes discussões para a formação de base, e o estabelecimento de uma autêntica e séria ENTB, e não mais um capítulo de imprevidência e oportuno continuísmo, exclusivo de um grupo no perene comando técnico do grande jogo no nosso imenso e injusto país…

E um dos resultados nefastos dessa influência pode ser descrito por alguns e singelos números que ocorreram nas semifinais e final da LDB, categoria sub 20 de jogadores que já deveriam estar prontos para o NBB, onde alguns já competem e cujos erros nos fundamentos básicos são preocupantes, pois os tornam ineficientes no desenvolvimento de sistemas de jogo, ofensivos e defensivos, os quais somente se tornam produtivos com o pleno domínio dos mesmos, e por essa indiscutível razão, serão extremamente limitados nas ações que exigem criatividade e improviso consciente na consecução dos sistemas propostos, e consequente leitura de jogo. Aqui os resultados:

– Nos 24 jogos desta fase final, foram cometidos 871 erros de fundamentos, ou 36,2 por jogo na média.

– Por equipes :

– Pinheiros 112 (22.4 pj); Flamengo 108 (21.6 pj); Minas 108 (21.6 pj); Paulistano 98 (19.6 pj); Ceará 90 (18.0 pj);  São José 81 (16.2 pj); Franca 76 (15.2 pj); Curitiba 70 (14.0 pj).

– Finalistas :

– Pinheiros/Franca – 25/17 – 42 erros

– Paulistano/Sãp José – 15/20 – 35 erros

– Jogo com mais erros – Paulistano/Minas (28/27) 55 erros.

– Para um razoável padrão na elite de 5-8 erros por equipe, alcançaram os novos jogadores : 1 jogo com mais de 50 erros; 6 entre 40 e 50; 4 entre 30 e 40; 5 entre 20 e 30, e absolutamente nenhum abaixo dos 20 erros. Seria interessante que fossem contabilizados os erros de toda a competição, com resultados assustadores, confiram, ou não se deem ao trabalho, para que, não? Noves fora a endêmica chutação de três…

Complementando o desanimador quadro, o jogo da primeira rodada da Liga Ouro entre Brusque e Cerrado apresentou os seguintes e absurdos números – 32 arremessos de 2 pontos e 74 de 3, sendo que ao fim do segundo quarto perpetraram 3 de 2 pontos e 26 de 3, simplesmente inacreditável!…

Agora a pouco o Paulistano arrasou o Botafogo arremessando 19/29 de 2 pontos e 21/43 de 3, sedimentando a “nova filosofia” de jogo tupiniquim (como ninguem defende, é uma excelente oportunidade de agregar vitórias e recordes aos currículos, e que se explodam os resultados nas seleções mais a frente), até o dia em que as equipes reaprendam a defender, a contestar, mas claro, se derem importância aos fundamentos básicos do jogo, desde a base, preferencialmente, ou mesmo praticá-los na elite, por que não, porque não?…

Mas algo de “positivo” que vem acontecendo nos jogos da seleção dirigida pelo Petrovic, a sua progressiva adesão aos chutes de três (vide o Magnano), inclusive nos contra ataques e por parte dos pivôs, num gritante contra ponto aos seus conceitos croatas de basquetebol, o que seria lastimável se olvidados, espero contrito que não…

No mais, fazendo coro ao meu permanente e atento interlocutor, que me considera um empedernido pessimista, alerto ao mesmo que, muito pelo contrário me considero um irremediável otimista, a ponto de vislumbrar uma tênue esperança em dias melhores para o grande jogo entre nós, na medida, mais tênue ainda, de que afastemos dele aqueles que no fundo o odeiam, pelo simples fato de não o entenderem naqueles pontos que tem de grandioso, sua inesgotável capacidade criativa, ousada e corajosa, mesmo  aviltado e agredido sem maiores contemplações, pois o que tem importado de verdade é a bola sagrada de três, a enterrada monstro, o toco transcedental, o duplo e o triplo duplo, as pranchetas que falam, os palavrões e coerções a jogadores e árbitros, a patética mímica extra quadra, as violentas torcidas de icônicas camisas, os tatibitates craques que exportamos antes do tempo, a importação dos que não servem mais para a matriz, e a continuidade da mesmice endêmica em nossa autofágica forma de jogar, negando as diferenças, o bom senso, o criativo e o ousado, em nome do que aí está  Um novo ciclo olímpico já foi iniciado, e nada parece que aprendemos técnica e taticamente, mas meus deuses, até quando, até quando…

Amém.

 

O ÚNICO CAMINHO…

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Tem sido um novembro de muito trabalho em casa, na tentativa de colocá-la em ordem até o natal, depois dos muitos contratempos por que passei após o incêndio de março, mas aos poucos estou conseguindo dar conta da tarefa, além das demais que teimo desenvolver, como esse humilde blog, um tanto defasado, não só pelo curto espaço de tempo que disponho, mas, e principalmente, pela aversão que tenho desenvolvido pela mesmice endêmica que vem estrangulando inexoravelmente o grande jogo, pelo menos aquele que conheci, pratiquei, estudei, pesquisei e venho ensinando por cinco décadas…

Sem dúvida alguma paramos no tempo, em sua principal e determinante face, a da técnica de jogo, hoje mascarada por “avanços” midiáticos “like NBA”, com números circenses, bailarinas, pegadinhas, e outras mais tupiniquins, como narradores tonitruantes, ufanistas, festivos, futebolísticos, assessorados por comentaristas e entrevistadores que pouco informam sobre as técnicas do jogo, igualmente festivos, que se esmeram em recados de fans e números de ouvintes, e estrategistas sobraçando pranchetas solidamente compromissados com o sistema único de jogo, certamente o único que conhecem, num nicho onde os muito poucos que entendem do riscado se apagam frente a uma realidade marqueteira, mil anos luz afastados da essência do grande jogo, basicamente aquela que tanta falta nos faz neste decisivo momento, o de seu soerguimento, depois da formidável queda que o lançou num limbo atroz nos cenários caseiro e internacional…

Então, como perder precioso tempo assistindo o mesmo do mesmo ano após ano, onde a média de erros de fundamentos se mantêm no absurdo número de 27,2 por jogo na liga maior, e já nem mais falo da hemorragia crônica dos três pontos, com todas as franquias jogando da mesma forma, e que somente agora, dez anos depois de fundada, suas defesas começam a se antecipar às manjadas jogadas, principalmente por parte de alguns americanos mais escolados, propiciando algumas vitórias pontuais, porém muito aquém do desejável impacto modificador do padronizado e formatado modelo que aí está, medíocre, primário, escancarado a todos…

Ainda mais, analisando as estatísticas da LDB, com a média de 35 erros por jogo, com algumas partidas atingindo os inacreditáveis mais de 50 erros de fundamentos, absurdo dos absurdos. E querem soerguer o basquetebol dessa forma? Vão lá nas estatísticas e aufiram tais números, estarrecedores e comprometedores…

Treinam-se (?) táticas, sistemas, padrões e comportamentos, a jogadores que acima dos 17 anos simplesmente não sabem jogar basquetebol com pleno conhecimento e domínio de seus fundamentos básicos, todos se considerando especialistas nas bolinhas de três, e vem tais estrategistas posarem de doutores e conhecedores do grande jogo? Simancol B12 é pouco para essa turma graduada em cursos de 4 dias pela falida ENTB, e osmoticamente grudados em um ou outro luminar da modalidade, como se fosse possível incorporar seus incontáveis anos de conhecimento e trabalho duro em 2 ou 3 anos, e que desfila imponente como se a salvaguarda do grande jogo lhe pertencesse, todos calados e subservientes à sombra de um croata salvador…

Logo mais destinarei um tempinho para acompanhar a seleção em sua estréia nas qualificatórias ao Mundial de 2019 na China, jogando contra o Chile em terras andinas, sabendo de antemão como jogará, claro, dentro do sistema único, mais seguro quando tiveram somente uma semana de treinos, com talvez uma disposição defensiva mais enérgica, fator natural a todo namoro inicial entre comandante e comandados no primeiro encontro de uma competição desse nível, porém menos impactante graças a fragilidade conhecida do basquetebol masculino chileno. Talvez na segunda feira, quando enfrentaremos a Venezuela aqui no Rio, tenhamos um verdadeiro retrato do que nos espera daqui para diante, quando o técnico croata terá a oportunidade de aferir a nossa realidade, e do quanto terá de trabalhar para minorar nossas deficiências mais urgentes, sabedor que é da nossa deficiente formação de base, antítese da formação desenvolvida historicamente em seu país, que nos tinha num passado não tão distante assim, como rivais diretos, fruto da bela formação que ostentávamos e perdemos criminosamente nos últimos 30 anos…

Infelizmente temos de reconhecer que não será com penduricalhos midiáticos, ufanismos desenfreados, endeusamentos precoces, cópia deslavada e colonizada de uma matriz que somente nos quer como consumidores de seu bilionário produto, econômico, cultural e mercadologicamente interesseiro, que emergiremos do atoleiro em que nos encontramos, e sim, atuando fortemente na base colegial e clubística, nas pequenas e grandes ligas municipais, estaduais e nacionais, na criação e desenvolvimento de associações estaduais de técnicos, formando melhores professores e técnicos através substanciais incrementos e correções curriculares nas escolas de educação física, hoje mais voltadas a área da saúde, balizando e sedimentando o culto ao corpo, numa indústria bilionária capitaneada por holdings de academias para onde são direcionados seus formandos, vigiados e controlados por cref´s abusivos e equivocados, para os quais uma política nacional de educação física e desportos centrada nas escolas se torna altamente indesejada, por interferir no mercado milionário de jovens que jamais migrariam para suas hostes se pudessem usufruir de seu direito constitucional a uma educação de qualidade nas escolas e nos hoje quase dizimados clubes de bairros e comunidades…

Se o grande jogo quiser honesta e sinceramente sair de tão humilhante posição, precisa investir seriamente em qualidade, qualidade mesmo, e não escambo político, protecionismo interesseiro, para investir no conhecimento, no estudo e pesquisa de alto nível, no mérito enfim, abandonando de vez o imediatismo e as “ações entre amigos”, cujos resultados mancharam o brilhante histórico do nosso basquetebol. É o único caminho a ser percorrido…

Amém.

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DE 40? NÃO, DEFINITIVAMENTE, NÃO…

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Não foi de 40, foi de 39, mas a contagem chegou aos 42 antes do fim, e que inglório fim…

Inadmissível, absurdo , ofensivo, acachapante, e de tal forma que nem as de 3 acertaram uma sequer (0/9), noves fora o tanto de bandejas perdidas e os já tradicionais 20 erros do básico do básico, os fundamentos do grande jogo, aqui diminuto, ridículo, atroz…

E lá pelas tantas, numa bola duvidosa para a arbitragem (a diferença já ia além dos 20 pontos) fortes e inócuas reclamações, com as caras e bocas de praxe, como se a pretensa falha ameaçasse a liderança numa partida liquidada e contabilizada…

Discursos antecipados de medalha, vaga no papo, renovação da equipe, tornando imperdoável a convocação de jogadoras ultra veteranas e completamente fora dos padrões mínimos físicos para uma competição classificatória para um mundial, numa salada indigesta e comprometedora, sob qualquer critério que tente explicar tanta irresponsabilidade, onde o discurso de ineficiência administrativa não pode ser levado em consideração, em se tratando de uma nova gerência central, tornando cristalina de onde se origina a falha, sempre omitida pela mídia, num descabido protecionismo a estrategistas quase sempre indicados por serem jovens, promissores e independentes tática e tecnicamente, argumentos corporativistas e mantenedores da ordem vigente, onde impera absoluto e intocável o sistema único, o preparo da equipe privilegiando os sistemas táticos, jamais os fundamentos, com as desculpas de que o fator estreito de tempo direciona o treinamento para os mesmos e para os amistosos fajutos, deixando de lado, como sempre deixaram, os fundamentos, e que aos poucos vem revelando e aflorando algo que sempre destaquei aqui neste humilde blog, que tal artimanha simplesmente desnuda uma triste verdade, a de que nada entendem ou sabem sobre os fundamentos, sequer como ensiná-los, já que “altamente qualificados” para orientar e dirigir estrategicamente jogadores prontos, qualificados e proprietários da arte de jogar o grande jogo em sua forma mais elevada, e que aos poucos, agora, revela-se mentirosa e aviltante, afinal, como afirmam dirigentes, técnicos, jogadores, aficionados e jornalistas também – “onde já se viu jogador adulto ou de seleção treinar e praticar fundamentos? Isso é lá para a formação de base”…

Mas, e se a base também não os treinam e praticam, trocando-os pelos arremessos de 3, as enterradas e as monumentais peladas, como agirão lá na frente, inclusive nas seleções, como? Inclusive como muitos destes se transformam em técnicos, provisionados ou não, o que esperar de tal formação, ou melhor, transformação, o que?…

Exatamente o que aí está, escancarado e transparente à vista de todos, me parecendo um pouco mais esclarecidos por força de cada vez mais resultados lastimáveis e equivocados, a começar com pauladas como a de hoje, meus deuses, de 40? Não, definitivamente, não, e não só um não, mas um basta se impõe, antes da derrocada definitiva…

Ah, a solução, técnicos estrangeiros, já que falta a coragem para quebrar, liquefazer, pulverizar tanta tapeação em nome de QI´s politiqueiros e de escambo, onde o mérito é escanteado propositalmente, afinal, quantos votos ele representa? No meu humilde, porém experiente ponto de vista, ele ainda é a forma mais justa, responsável e inteligente para se galgar a excelência, seja no campo que for, e por isso mesmo um terreno para poucos, muito poucos, nominando etimologicamente as expressões “seleção” e “competência”, ambas frutos de tomadas corajosas, incisivas, inovadoras e instigantes, e como disse, terreno para muito poucos que, acreditem, habitam esse enorme e injusto país, minimizados e marginalizados, como reza a boa cartilha corporativista…

Amém.

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CREIO QUE AGORA “CHEGA”…

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No último artigo aqui publicado neste humilde blog, finalizei-o questionando sobre a escolha dos futuros técnicos para as seleções nacionais:

(…)Mas, será que temos um, ou nomes que encarem tão necessárias e estratégicas mudanças?  Para começar um “chega” seria de bom tamanho, ou não?(…)

Que necessárias e estratégicas mudanças seriam essas, caro Paulo, pergunta-me o amigo que não descola do meu calcanhar, e pede para que eu o mantenha somente dialogando comigo, pois não tem mais paciência para “debates”, principalmente na grande rede, o que aceito sem maiores discussões…Há, em tempo, que “chega” é esse?…

Bem, vamos lá, começando pelo “chega”, cujo título acima expõe tudo, ou quase, já que se faz urgente, inadiável e em definitivo, expurgar de uma vez por todas a continuidade do que aí está, década após década, de uma mesmice que se perpetua ad infinitum, patrocinada ad nauseam pelo protecionismo, pelo escambo, pelos amiguinhos, pelas falsas promessas de líderes, pelos pretensos e mais falsos ainda “gênios das pranchetas”, pelos exibicionistas, contorcionistas, pelos herdeiros osmóticos, pelos estrategistas incapazes de corrigir um simples vício de arremesso, de drible conduzido, de passes impróprios, de um deslize lateral defensivo, de um giro após rebote, de um bloqueio em amplitude não faltoso, de uma cobertura antecipativa lateralizada, de uma finta em drible concomitante à troca de lado, de um corta luz arrítmico, de um correto direcionamento nos arremessos, de uma ação diversiva sem a bola, de um salto antecipativo ao passe, da necessidade da recepção do passe em constante movimento, mantendo em tudo e por tudo a infame média de 27,2 erros de fundamentos no recém terminado playoff do NBB9, enfim, ensinando, corrigindo e desenvolvendo os fundamentos como básica e estratégica preparação para os sistemas de jogo, somente factíveis perante o domínio completo e consciente dos mesmos, e não invertendo conceitos, e princípios para a aprendizagem técnica e tática sistêmica, como vemos acontecer desde sempre em nossas competições, em todas as divisões, da base a elite, incluídas as seleções, decorrentes naturais da realidade do nosso basquetebol, onde do treino a competição nada muda, nada transpõe o sistema único, com seus imutáveis chifres, punhos, polegares et alli…

Somos os líderes mundiais da maquiagem técnica e tática, onde estrategistas estabelecem comportamentos midiáticos planejados para sua evolução de pirâmide invertida, onde a experiência, fruto da longa vivência na formação, no estudo e na pesquisa constante, cede vez ao imediatismo, genial para para aqueles que definem a estrutura e o futuro do grande jogo sob uma visão distorcida e política, avessos que são à técnica e a tática de alto nível, e que não tem o mínimo preparo e sensibilidade para situá-lo como deveria sê-lo, sob a ótica evolutiva do desejável e do possível…

Nossas competições em todas as categorias estão impregnadas pela mesmice endêmica que tanto combato e critico, e que me cansei de confrontar pelo teimoso e incansável contraditório técnico, e principalmente tático, em todas as equipes que dirigi, desde os anos 60, quando sempre tive na platéia das competições que participava, do infantil a primeira divisão, fosse masculina ou feminina, colegial ou clubística, inclusive seleções, uma plêiade de técnicos famosos, alguns míticos, que lá iam, senão para aprender, mas muito mais para discutir e trocar opiniões pelo que viam e assistiam seguidamente, e cuja reciprocidade foi sempre mantida por mim, quando alguns sistemas que se firmaram e ainda hoje são empregados eram dissecados a exaustão em longas reuniões de quinto tempo, aberta e democraticamente, para a seguir serem aperfeiçoados, ou não, nas competições em sequência. Foi neste tempo que nos tornamos imbatíveis nas competições nacionais, fator congregador este que me fez idealizar e concretizar a primeira associação de técnicos do país durante o Mundial Feminino de 1971 em São Paulo, com a adesão inicial de 180 técnicos nacionais e estrangeiros, não fosse a ANATEBA a segunda associação fundada no mundo, perdendo para a americana (NABC) existente desde 1926, e antecedendo em anos a espanhola e a argentina, que hoje tentamos copiar…

Técnicos e professores como Togo Renan, Tude Sobrinho, Waldir Bocardo, Ary Vidal, José Carlos Ferraz, Renato Brito Cunha, Emanuel Bomfim, Geraldo Conceição, Heleno Lima, Raimundo Nonato, Telúrio Aguiar, Olímpio das Neves, Luiz Carlos “Chocolate”, Valtinho e Helinho Blaso, Guilherme Borges, Epaminondas Leal, Orlando Gleck, Antenor Horta, Falão, Carlos Jorge, José Afro, Marcelo Cocada, Zeny Azevedo, José Pereira, Honorato, e muitos outros, que sempre e sempre trocavam idéias, fossem quais fossem as rivalidades dentro das quadras, numa interação diversificada, hoje trocada pela padronização e formatação que engessou a todos em torno do sistema único e das pranchetas, inexistentes naquela época criativa e voltada para o treino, para o ensino dos fundamentos do jogo, e depois, bem depois, para as sistematizações personalizadas e muitas vezes inéditas…

Sou talvez um dos últimos daqueles moicanos teimosos e brilhantes que ainda subsiste insistentemente na defesa do basquete clássico que nos tornou vencedores um dia, junto a outros poucos espalhados por esse enorme e injusto país, batalhando por dias melhores, criativos, ousados e corajosos pelo grande jogo, que precisa se soerguer do limbo a que foi lançado pela intolerância, pelo egocentrismo e a mais absoluta colonização de sua história, através o corporativismo doentio e covarde, e que para tanto urge um basta, definitivo e categórico, um “chega” salvador…

Respondido o chega, restam as necessárias e estratégicas mudanças, correto? Quase correto, não fosse a dolorosa existência do marketing institucionalizado que situa e mantêm a corriola pasteurizada no comando de um mercado restrito e defendido ao preço que for, ao preço da imutabilidade do que aí está implantado e enraizado em todos os segmentos que o definem, da gestão ao comprometimento massivo e ideológico das equipes, da imprensa especializada mais dedicada ao basquetebol da matriz, ao qual tenta atrelar o impossível sonho a nossa pobre realidade, do gerenciamento escravocrata de jogadores, manietados e agrilhoados a um sistema equivocado e limitador de suas mais autênticas capacidades criativas e de improvisação técnica e tática dentro de uma quadra de jogo, já que  propositalmente delimitados dentro da quadra de treino, onde a personalidade a ser exaltada é a do estrategista e seu alter e insuflado ego, sua prancheta, com a qual diz e exala tão pouco, que fico imaginando o que restaria sem a mesma, talvez a definitiva e realística mudez…

Logo, o que restaria a não ser o ressurgimento daqueles que realmente têm algo a dizer, a somar, a treinar, a ensinar, a dirigir e orientar com plenos conhecimentos de causa, que é e sempre foi o caminho percorrido pelas nações que lideram o grande jogo internacionalmente desde sempre, incapazes de privar seus jogadores do conhecimento e experiência adquiridos em anos e anos percorridos nas estradas de pedra da vida, aquelas que definem os verdadeiros e solitários líderes, que não delegam seu comando em nome de pseudas comissões, que não se omite das responsabilidades inerentes nas vitórias, e principalmente nas derrotas, onde a verdade verdadeira traça os rumos a serem seguidos, com autenticidade, independência e autoridade, que são os fatores primordiais para a formulação e exequibilização de uma verdadeira equipe desportiva, da modalidade que for, e mais ainda no grande jogo, onde o coletivismo somente fluirá através o extremo conhecimento do que isto representa. e que vai muito, muito além do que os que aí estão defendem, praticam e pensam conhecer…

Necessárias e estratégicas mudanças significam de saída um “basta”, um “chega” ao que aí está, e um recomeço pelo que nos falta, porém existente, bastando a coragem para ser resgatado, originando a pergunta final – tal coragem existe? Respondam se forem capazes…

Amém.

Foto – Divulgação CBB. Clique duplamente na mesma para ampliá-la.

 

 

A SÉRIA PREOCUPAÇÃO II…

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P1150125O primeiro jogo da série final no NBB9 foi no sábado, e pelo que vi não me deu vontade nenhuma de escrever, pois de nada adiantaria analisar uma partida que a mídia classificava de brilhante, vibrante, de alto nível, resgatando o verdadeiro basquetebol brasileiro, com uma garotada abaixo dos 21 anos jogando como veteranos, como estrelas, deixando a certeza de que o futuro que se avizinha será uma grata realidade, e a dura constatação do que assisti constrangido e temeroso pela falsa e ufanista imagem da tal grata realidade…

Pensei então do que tem adiantado minhas análises, perdidas num mundo artificial e enganoso de situações técnico táticas, que de forma alguma referendam tanta e fartamente documentada evolução do grande jogo entre nós, onde a palavra absoluta de ordem é o desvario convergente dos arremessos de dois e três pontos, a mesmice larga e endemicamente implantada pelo sistema único de jogo, com suas padronizadas e universalizadas jogadas, idênticas para todos, equipes, jogadores, téc…digo, estrategistas e mídia especializada, com o aval de dirigentes, agentes, empresários e torcidas em geral, irmanados na crença de que é assim que devemos atuar, da formação de base até a elite, já que, na certeza de todos, é a maneira que se joga no mundo, principalmente pela matriz, que investe pesado nesse modelo hegemônico, deixando sua marca na mente perversamente colonizada de seus iludidos seguidores, principalmente os mais jovens…

No entanto, teimosa e solitariamente, prevejo uma catástrofe de dimensões bastante graves para o soerguimento sustentável e possível do grande jogo no país, pois a base garantidora desse processo se esvai na continuada mediocridade arrivista e aventureira de muitos, quase a maioria, dos responsáveis que ainda se mantém no comando do mesmo, absolutos, e que não encontram, ou não deixam florescer toda e qualquer tentativa de renovação autêntica e independente, face ao forte corporativismo que exercem livremente, quando se situam como começo, meio e fim de todo o processo, eliminando toda e qualquer possível dissidência…

E teimosamente lembro que, nesse “magnífico e fantástico” jogo foram cometidos 29 (15/14) erros dos fundamentos mais básicos, acima da média de 27,2 nesse campeonato, e que assombrosamente as duas equipes convergiram em seus arremessos, quando o Paulistano perpetrou 12/27 nos de 2 pontos e 13/37 nos de três, ficando Bauru com seus 17/36 de 2 e 7/32 de 3, perfazendo as duas juntas 29/63 nos 2 pontos e 20/69 nos 3, ou seja, foram perdidos 34 tentativas de 2 e (isto sim é absurdamente lamentável|) 49 de 3!!! Em outras palavras, foi o mais autêntico “tiro aos pombos” em vez de um jogo de basquetebol, fato que previ com sobras nos dois artigos antecedentes a esse, e em muitos outros nestes 13 anos de Basquete Brasil…

Um outro e emblemático fator deve ser levado em alta conta, o de serem os dois estrategistas dessas equipes finalistas, apontados como o créme de la créme da nova geração nacional, ambos que foram assistentes do hermano na seleção nacional, juntos ao do Flamengo, os responsáveis confessos nesta hemorragia autofágica dos arremessos de três, claro, consentidos pela ausência de defesa exterior organizada, abrindo os duelos, onde vence o que acertar a última bolinha, para depois apagar as luzes e levantar o caneco, maldade esta que desafio ser concretizada quando, segundo seus proclamados desejos, estiverem, juntos ou não, dirigindo a seleção nacional, frente a seleções internacionais de peso, que de forma alguma negarão o direito de intervir fortemente com suas eficientes defesas dentro, e principalmente fora de seus perímetros, forçando nosso deficiente e primário jogo individual, refém dos 27,2 erros em média nos fundamentos na liga principal (imagino a média na formação de base, seja ela masculina ou feminina), a um confronto desigual, como o que vem ocorrendo sistemática e repetidamente nas competições de vulto em que temos participado desde muito, fator que inviabiliza a consecução de qualquer sistema de jogo, por mais simples que seja, pelo singelo fato de que de há muito relegamos ao mínimo o básico e estratégico ensino dos fundamentos, trocando-os por sistemas e jogadas tuteladas de passo marcado, peladas disfarçadas em treinos de “ritmo de jogo”, enterradas e bolinhas de três, ah, não esquecendo jamais as midiáticas pranchetas, alter ego e convenientes álibis da turma de estrategistas jovens e veteranos, que aí está, torcendo, gesticulando e aplaudindo de fora quando as bolinhas caem, coagindo e pressionando arbitragens quando elas se negam a cair, mas muito pouco preocupados com os erros contornáveis (se corrigidos, ou mesmo ensinados) de seus jogadores, mas que serão solucionados trocando-os por outros na próxima temporada, pois onde já se viu ensinar adulto a dominar os fundamentos, onde? Para isso existem e pululam os agentes, os empresários, muitos dirigentes, para os quais o objetivo maior é o campeonato, independentemente de quem se mata lá dentro para conquistá-lo…

E por cima disso tudo, vem um representante da nóvel ATBB, que sucede a APROBAS, ambas associações de técnicos e direção majoritariamente paulistas desde sempre, reivindicando liderança nacional, cobrar da nova administração da CBB um anterior ajuste com a direção que se foi, de que caberia a mesma a organização técnica e formulação de material didático da ENTB, exatamente para manter sob domínio o rígido e unilateral corporativismo que tanto discuto aqui pelo Basquete Brasil, onde a palavra final das técnicas e sistemas de preparo de equipes do país, assim como a formação técnico, tática e pedagógica dos futuros técnicos em níveis de I a III, continue em seu domínio, com seus cursos formadores de 4 dias, responsáveis pela pobreza e mediocridade do que implantaram desde sua criação, que ao ser inaugurada foi presidida por um preparador físico, e não um professor e técnico de basquetebol, como deveria ter sido, para desenvolver um projeto diversificado, plural e democrático…

São situações anacrônicas como estas que colocam e dimensionam o grande jogo, num patamar tão inferiorizado ante o concerto internacional, de onde está afastado pela FIBA, com fortes e sérios argumentos de gestão, entre vários, onde se inclui a baixa qualidade da ENTB, sem atuação desde 2014, quando já era dirigida pela mesma turma que volta a reivindicar sua continuidade diretiva, o que seria um inqualificável erro de percurso, onde ironicamente, até a experiência hermana de trinta anos é mencionada, como algo a ser copiado, esquecendo serem outros e diversificados os parâmetros sócio administrativos e educacionais que nos diferenciam. Já se faz tardia uma mudança radical desta liderança trintona, dando oportunidade a outros e novos posicionamentos, originando o princípio do contraditório, porta de entrada do salutar processo democrático de que tanto precisamos, para o soerguimento técnico sustentável do grande jogo neste enorme, desigual e injusto país.

Amém.

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