OMISSÕES E PALAVRÕES (PRA VARIAR)…

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Não o conhecia, pois era um obscuro assistente até poucos dias atrás, mas sua apresentação foi exemplar quando em seu terceiro tempo pedido vociferou do alto de seus dois metros – “Vê se joga essa porr… Vai tomar no,,,, porr…!”

Gelei ante tanta elegância e educação, numa exibição televisiva plena da mais absoluta liderança, a tal ponto que o comentarista Renato dos Santos, que até aquele momento tecia loas ao “técnico” com a formidável campanha inicial de três jogos e iguais vitorias, mudar seu discurso tecendo críticas à forma nada recomendável que alguns técnicos procedem ao se dirigir a seus jogadores com berros e palavrões…

Bem, naquele cenário de uma pelada monstruosa, em que cada jogador tomava para si as definições das jogadas, com uma ou outra exceção, mas  sendo considerado um jogaço de basquete, atitudes como aquela compunha com precisão o doloroso espetáculo, mas não muito distante das tomadas de decisão no outro banco, por parte de jogadores ante a omissão de uma comissão técnica que se via presente somente por seus vistosos uniformes, e nada, absolutamente nada mais.

Perante tantas falhas de comando e liderança, comentar o que, como e para que, se nada mudará nas atitudes e decisões daqueles que são considerados técnicos da elite do nosso triste basquetebol?

E o pior ainda está a caminho, conforme o ofício da ENTB/CBB divulgado ontem, 20/12/13, onde afirmações como – (…) “Para 2014 eu espero que a filosofia continue se difundindo e tendo todo esse crescimento” (…), avaliado por  Flavio Davis, seu coordenador pedagógico, que ainda propõe estabelecer um corpo docente permanente (já existente, por sinal, que pelo visto será aumentado, claro, de acordo com a filosofia técnica e econômica vigente…), e a escolha de 50 treinadores de referência nacional para serem colocados em parcerias com treinadores de categorias de base, fazendo um trabalho de mentor e pupilo durante a temporada, como se tivéssemos tal número de mentores num país onde assistimos performances de técnicos como as acima comentadas…

Ah, e ainda propondo a criação do Dia Nacional do Treinador de Basquetebol, uma tremenda bobagem ante a inexistência de associações regionais e a nacional de técnicos, que se existissem como deveriam, nada do que vem sendo perpetrado por esse grupo corporativado seria passível de existir, sem o aval de toda uma comunidade afastada das decisões pautadoras do futuro do grande jogo no nosso injusto, deseducado e inculto país.

Logo, atitudes como as acima descritas, e que se repetem a cada dia, da formação à elite, terão continuidade sob a chancela de uma política unilateral e possessiva patrocinada por um grupo que se auto determinou como o detentor da “filosofia” de jogo a ser perpetuada no país, pobre país se for condenado a tal destino filosófico…

Então, fica a pergunta capital – Terá futuro o grande jogo em nosso país, nas mãos dessa turma? Pensem com seriedade e isenção, e respondam…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

Em tempo – O jogo terminou com Pinheiros 98 x 91 Palmeiras.

FALANDO DE TÉCNICOS…

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José -  Enviado hoje

Sei lá Professor, não seria o caso de se procurar o melhor treinador na categoria sub19 para dirigir essa seleção? Já que os jogadores são dessa categoria, acho que não precisaria de um treinador do adulto e sem experiência com jovens.

            O leitor José postou esse comentário no último artigo, e que abre um bom leque de discussões, claro, se nos predispuséssemos a enveredar num cipoal de equívocos de tal ordem,  que dificilmente sairíamos com alguma conclusão, por mais simplória que fosse.

Porque não sairíamos com alguma conclusão, Paulo?

Porque tentar explicar corporativismo, ações entre amigos, trocas de interesses e favores, padronização e formatação de sistemas de jogo e de formação de técnicos (?) dentro de uma triste e repetitiva realidade, profundamente sedimentada no nosso basquetebol, parece, não, temos a mais absoluta certeza ser uma tarefa fadada ao sempre possível fracasso, frente a mesmice endêmica que se enraizou na modalidade, onde quaisquer resquícios de mudanças se perdem e anulam ante a vontade explicita de que seja mantido o que ai está, aspecto garantidor de um mercado de trabalho beneficiário de seus membros.

Mesmo assim, lutar contra tal realidade torna-se absolutamente necessário, apesar de inglório, pois mesmo que marginal, posicionamentos antagônicos à mesma poderão reverter em longo prazo um cenário que tem levado o grande jogo ao estado de penúria técnica e tática que vem se estabelecendo de muito, e que merece uma oportunidade de se reerguer através posicionamentos diametralmente  opostos ao que foi coercitivamente implantado.

Então Paulo, dentre tantas deficiências, quais aquelas que justificam esse estado pré-falimentar?

Jornalistas de diversas origens, quase que unanimemente conotam as péssimas administrações junto à CBB como o fator preponderante na situação que se estabeleceu no âmbito do basquetebol, num posicionamento que discordo com veemência, pois o problema que nos atinge, antes de ser administrativo, é basicamente técnico, pois desde sempre tivemos bons e maus dirigentes, boas e más administrações, mas tínhamos bons professores e melhores técnicos, que ao sabor das políticas vigentes à época, sabiam manter a formação e a direção eficiente de equipes num alto nível, produto de um tempo em que a ajuda fraterna, o estudo compartilhado e a divulgação democrática dos saberes faziam o grande jogo se manter na dianteira do desporto nacional, chegando bravamente a ser considerada a segunda modalidade mais querida e apoiada pelo povo brasileiro, e sem um quinto das verbas hoje existentes, porém esbanjadas irresponsavelmente.

Uma criminosa e pretensiosa fusão política, que transformou o segundo estado mais rico e influente da nação, o estado da Guanabara, num município pobre e problemático, catapultou para baixo o tradicional e histórico confronto com os demais estados, principalmente com São Paulo, deixando-o quase que solitariamente na liderança do grande jogo, propiciando o unilateralismo técnico tático que sob alguns aspectos se mantêm até os dias de hoje.

E de repente, uma saudável rivalidade dentro das quadras, com suas multiplicidades em sistemas de treinamento, preparação, formação e táticas de jogo se viu sob o manto de um dominante centrismo que desencadeou a implementação de um sistema único copiado, e mal, do basquete profissional americano, que mergulhou o grande jogo na mesmice endêmica, robustecida por uma das mais devastadoras síndromes técnicas, a ditadura do jogo externo, através a inesgotável e torrencial hemorragia dos arremessos de três, que nos corroei e diminui ante o basquete internacional.

Logo, com a dissociação dos nossos técnicos, onde uns poucos se constituíram em um circulo fechado, dominando o centro decisório e de comando da estrutura técnica do jogo nos últimos vinte e poucos anos, e mais recentemente liderando as metodologias no preparo dos futuros técnicos junto a ENTB, mergulhou a modalidade em uma espiral descendente, inclusive no nível sul e centro americano, perdendo sua hegemonia para argentinos e mais recentemente ameaçada por países, antes normalmente derrotados por nós.

Atualmente, apesar do relativo e ainda indeciso sucesso da LNB, ante o fracasso técnico administrativo de uma CBB eivada de incompetência, o basquetebol se mantêm manietado e enclausurado numa forma unilateral de ver e fazer o jogo fluir, como se existisse somente o que implantaram, mantêm e divulgam aos novos técnicos, um sistema único de jogo que desde sempre combati e continuo combatendo em nome da diversidade e da criatividade perdidas ao longo do tempo, em nome de uma liderança centrada nos “estrategistas” que teimam em poluir e entravar o futuro do grande jogo entre nós.

Clamo e sempre clamarei ser a atual liderança entre os técnicos ditos da elite, como a responsável pela falência do grande jogo no país, e os resultados internacionais nas divisões de base ai estão para comprovar tão grave situação (vide o excelente artigo do Fabio Balassiano em seu blog, onde relata os resultados de nossas seleções de base nas competições internacionais), confirmando o acima exposto, pois dirigentes ruins e administrações piores  ainda sempre existiram em nosso viciado meio, mas que nunca foram e jamais irão às quadras preparar e treinar jogadores, bastando ver a composição de componentes comissionados em seleções nacionais que se igualam em numero ao de jogadores, e até mais, todos envolvidos numa forma de agir, e que mal ou bem tem tido a oportunidade de treinarem os jovens talentos do país, da forma mais canhestra e simplória possível, já que atrelados a formatações e padronizações egressas das lideranças da elite, a mesma que desde sempre faz parte do corpo docente e organizacional da ENTB nos cursos de formação (?) de técnicos em 4 dias, numa cruzada simplesmente absurda, continuísta e coercitiva, sem em momento algum liderar, como deveria se séria fosse, um movimento que congregasse os demais técnicos, muitos dos quais mestres na arte do treinamento, para participarem na elaboração de uma política que englobasse metodologias e didáticas de ensino e aprendizagem, espalhados que estão nesse imenso país, com suas regionalidades e especifico gentio, e que no final das contas resultaria no associativismo tão clamado pela comunidade basqueteira, mas que ao resultar na capilarização e pulverização das  informações técnicas nos mais distantes e carentes quadrantes do país, sem duvida alguma colocaria em cheque o centrismo e domínio de tal liderança, originando aquele fator que nos falta, que nos tiraria dessa tirania técnico tática, que nos alforriaria dos grilhões de um corporativismo cruel e profundamente egoísta, uma autêntica, forte e independente Associação Nacional de Técnicos, que congregaria suas congêneres estaduais, e seria a lídima representante classista, responsável direta pelas diretrizes sócio desportivas que direcionariam o soerguimento do grande jogo ao seu devido e imorredouro lugar no cenário nacional.

Para o mês, o Prof. José Curado, presidente da Associação das Associações de treinadores de Portugal, e também Secretário da Associação Internacional de Treinadores, virá ao Brasil, e pela enésima vez direi a ele da impossibilidade de nos filiarmos a tão importante entidade, porque simples e vergonhosamente, não temos uma associação nacional, muito menos congêneres estaduais, pois a elite que governa e define o basquetebol no Brasil, não tem interesse em participar de tais movimentos, sequer promovê-los como jamais o fizeram, com duas honrosas exceções, a ANATEBA em 1971, e a ABRASTEBA em 1976, ambas idealizadas por mim e dirigidas por técnicos e professores profundamente engajados e compromissados com o grande jogo, mais tarde anuladas pela pesada ingerência da CBB nas mesmas, decretando suas liquidações, pois afinal de contas como está deverá continuar, mantendo garantido e sob controle o nicho de trabalho tão dura e politicamente conquistados. É uma pena, mas é a dura realidade. Vida que segue sem que culpemos tão somente os dirigentes que repito, não serem aqueles que vão para dentro das quadras iniciarem, desenvolverem e treinarem nossa juventude desportiva, claro, exceto os sempre presentes e decisivos estrategistas de plantão, que põem para jogar o que temos egressos da formação, que como sabemos, reflete o que ai está, escancarado para quem quiser (ou não) ver e avaliar, seja sob o prisma dirigente, seja pela ótica técnica.

Amém.

Foto – Professores Paulo Murilo e José Curado em Lisboa, quando do III Congresso Mundial de Treinadores da Língua Portuguesa, onde proferi a conferência de abertura do mesmo. Clique na mesma para ampliá-la.

A OFICINA DE APRIMORAMENTO DE ENSINO DO BASQUETEBOL ESTÁ COM AS INSCRIÇÕES ABERTAS PARA AGOSTO (9 a 11). CLIQUE AQUI PARA OS DETALHES.

A INSIDIOSA SINDROME…

Lendo o comentário do Gil aposto no artigo anterior, A Insinuante Síndrome, podemos atestar o quanto ainda nos distanciamos dos maiores centros onde o grande jogo flui majestoso e definitivo, e o comportamento de técnicos e jogadores raramente ultrapassa ou fere a regra estabelecida e os princípios éticos que motivam toda a competição que disputam.

Claro que arroubos e reclamações existem, mas desrespeito e ameaças inexistem, pois em caso contrário as multas e sansões disciplinares são exemplares.

Por aqui, bem, por aqui a coisa soa diferente e genericamente, pois reclamar, tumultuar, vociferar e até ameaçar flui às avessas do que deveria ser, do que deveria acontecer dentro de uma quadra de basquete, onde a luta pela vitoria deveria priorizar o confronto justo e leal, e não as coercitivas pressões, numa insidiosa síndrome pela busca do álibi mencionado no artigo anterior, tanto por jogadores, como e mais gravemente, por técnicos.

- “O Lula foi muito inteligente ao criar de saída um ambiente que o favoreceria, afinal trata-se de um jogo decisivo…”

- “Não vai ter mais jogo, acabou…”

_ “Nós dois levamos uma técnica, mas ele extrapolou, levou outra e foi expulso…”

Ao vermos o jogo constatamos que ambos extrapolaram, e de saída, nas reclamações à arbitragem, ambos tentaram desestabilizar os árbitros, instando-os a decisões que os favorecessem, ambos mereceram as técnicas recebidas, mas um deles teve de se afastar do jogo, fator decisivo para a derrota de sua equipe, fato inaceitável a um técnico de sua qualificação e larga experiência.

É triste a premissa de que caminhamos celeremente para um estagio preocupante que cresce a cada rodada do NBB, ainda mais quando colocações para os playoffs estejam sendo definidas, centrando nas arbitragens “erros propositais” que justifiquem derrotas, quando na realidade estão em busca dos álibis que expliquem as mesmas, e por que não, suas próprias deficiências.

Enfim, temos um enorme problema pela frente, e que terá de ser equacionado com a presteza necessária para a consecução de um campeonato nacional de elite, começando com a retirada de microfones dos árbitros, aspecto desestabilizante por desencadear discursos, conversas e explicações que as regras por si mesmas se justificam, bastando somente aplicá-las, sem maiores contestações, e um comedimento comportamental e profissional por parte daqueles que treinam, orientam e dirigem jogadores pelas trilhas da técnica, da tática e do comportamento desportivo, os técnicos.

Meus deuses, que falta, que enorme e transcendental falta faz uma associação de técnicos, para a real e consistente evolução do grande jogo no país. Mas acredito que a teremos um dia, forte e decisiva.

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

O DESAFIO… (ARTIGO 1000)

Dedico esse artigo ao Melchiades Filho que, infelizmente parou no 529, e ao Geraldo da Conceição que aos 92 anos se mantêm na luta pelo grande jogo.

Amém.

OBS- Outros jogos do Saldanha em vídeo, acesse o espaço Multimídia nesse blog.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A VERDADE (MAIS DO QUE) VERDADEIRA…

Tirei alguns dias para ler, somente ler, de tudo um pouco, até bulas de remédio…

Visitei a grande rede, daqui e lá de fora, escrevi mais um capítulo do meu interminável livro, agora com a promessa do meu filho André em publicá-lo, inclusive condicionando o término da página do CBEB (da qual e mesmo desse blog, é seu o projeto gráfico) após entregar a ele, pelo menos meio livro pronto (uma boa chantagem técnico/emocional é isso aí…).

No entanto, e para não perder o tino jornalístico, vi-me diante de duas matérias relevantes, fundamentais mesmo, em sua importância para o grande jogo, a matéria do Guilherme Tadeu do Basketeria (É hora de mudar dentro de quadra), e a entrevista do Magnano publicada no O Globo de 19/9/2012 (vide foto), com alguns trechos veiculados no Lance Livre do Byra Bello.

A matéria do Guilherme confirma e afirma definitivamente o processo de nivelamento técnico tático em que se encontra o basquete nacional, nivelamento este que a longo tempo descrevo como a “mesmice endêmica” que nos confina a uma formatação e padronização imposta e coerciva de cima para baixo, e mais recentemente reforçada através os cursos de nivelamento da ENTB/CBB, numa exposição precisa e conclusiva, onde os por quês de sua manutenção junto aos técnicos de elite se mantêm intocada, tanto no aspecto tático, como no econômico, equalizado pela aceitação corporativa da classe. Trata-se de leitura obrigatória para o correto entendimento da estagnação por que estamos passando a mais de duas décadas, e cuja conseqüência maior desaguou na contratação de técnicos estrangeiros em nossa seleção, começando pelo espanhol Moncho Monsalve  , e agora o excelente argentino Ruben Magnano.

Mas algo me deixou profundamente preocupado com a entrevista do argentino, sua já não mais velada tendência gerencial voltada a projetos visando ciclos olímpicos, quando sua função, por si só, reconhecidamente difícil, é de orientar tecnicamente a seleção masculina principal, e participar, como consultor das seleções de base da CBB.

(…)“Qual o lugar em que o menino vai, se quer fazer esporte? É clube ou a escola? Como nós da CBB podemos fazer um trabalho para que mais crianças joguem basquete sistematicamente?”(…)

(…)“O esporte é um braço direto da educação. Pode-se transmitir valores por ele. Falo da formação do garoto. Outra coisa poderia ser a música, a cultura, mas o esporte agrada a todo menino. O que melhor para formar uma pessoa?”(…)

Desculpe coach, mas isso é problema a nível ministerial, pela elaboração de uma política, voltada, não só aos esportes e artes na escola, e sim para educação em geral, condição inadiável para a manutenção e evolução das metas progressistas do povo brasileiro, e sem a qual nada alcançaremos num breve futuro que se avizinha inexoravelmente, e o ciclo olímpico escancarará tal e estratégica situação político educacional, e numa brevidade que pode se revelar irreversível.

(…) “A estrutura interna do basquete argentino é uma das cinco melhores do mundo, fácil, pela quantidade de instituições, pela escola de técnicos, com mais de 30 anos, que capacita profissionais anualmente, pela liga nacional muito forte. Em Córdoba, há mais de 300 clubes jogando mini-basquete, cada qual com 50 crianças. Dali, podem sair jogadores, árbitros até dirigentes, os pais que acompanham seus filhos(…)”

Perfeito coach, mas é uma realidade em seu país, realidade esta que nos mesmos 20/30 anos atrás era de pleno domínio nosso quanto ao grande jogo, do qual nos afastamos, mas nada impede que o retomemos, se quisermos, se nos predispusermos ao soerguimento por que tanto lutamos. Agradecemos a honesta e sincera lembrança, mais sua função nesse país é outra, muito bem paga e até agora melhor executada.

No próximo ano acontecerá a eleição na CBB, e seja qual o vencedor, qual a função a ser delegada ao Magnano, a de técnico ou a de gestor?…

Acredito que tenhamos excelentes nomes para gerir nosso basquete, esquecidos e marginalizados pelas últimas e equivocadas gestões na CBB, mas que poderão, enfim, ser resgatados de um limbo criminoso e irresponsável a que foram relegados nesses mesmos e tenebrosos 20/30 anos de mediocridade, tanto fora, como, e principalmente, dentro das quadras.

Quebrar de vez os grilhões impostos pela mesmice endêmica, não só é obrigação nossa, e sim um verdadeiro ato de sobrevivência no grande jogo, e o bom argentino sabe disso em seu importante papel de técnico da equipe principal masculina do país. É o suficiente…

Amém.

Foto – Reprodução fotográfica. Clique por duas vezes na mesma para ampliá-la.

JOGANDO A TOALHA…

Foi uma semana pródiga em jogos, bem ou mal jogados, na maioria das vezes bem menos analisados do que deveriam sê-los, frente ao que têm sido apresentado desde muito tempo.

Alguns de nossos analistas, perdidos entre as realidades de uma feérica e milionária NBA, e uma ainda trôpega e inconstante LNB, teimam em comparações sobre algo completamente antagônico, não só pelo aspecto técnico, como, e principalmente, pelo imenso abismo que as separam, o econômico financeiro, que nem uma mediação européia atenua tal distanciamento.

A realidade técnica da LNB é o legitimo retrato do grande jogo no país, perdido entre uma copia ingênua das grandes ligas internacionais, e o descompasso limitativo advindo das mesmas, onde riqueza em investimentos contrasta brutalmente com nossas carências em todos os sentidos, principalmente na formação de base que a alimenta, e em seu conseqüente produto direto, a ausência de uma identidade técnico tática de sua propriedade, e não emulada, e mal, da liga maior, no que designam de “conceito de basquete internacional”.

Nossa maior deficiência, a ineficaz formação de base, dá continuidade a um sistema técnico tático engessado e divulgado maciçamente pelas formatações e padronizações impostas por um grupo de técnicos afinados e alinhados com o sistema único que adotaram e impuseram a mais de duas décadas, calcado na forma de atuar das equipes da NBA, e cujos resultados teimam em nos desfavorecer continuadamente, mesmo sabedores da evolução técnico tática por que passa a grande liga.

E os resultados ai estão escancarados, mas pouco analisados, e com um mínimo de conhecimento realmente técnico, e não guiados por palpites e achismos na maioria das vezes ingênuos, desconexos, e até primários.

Um exemplo bem claro, foi a ausência de uma colocação objetiva sobre a equipe brasiliense na Liga das Américas em seu quadrangular final, quando em seu único jogo vencedor os candangos impuseram uma convergência absoluta (12/28 nos arremessos de 2 pontos, e 9/28 nos de 3, quase o mesmo resultado alcançado pelos mexicanos, 12/50 e 7/24 respectivamente) que os tornaram vencedores por apenas um ponto, quando, se atuassem mais dentro do perímetro, acionando seus pivôs, teriam vencido por uma margem mais tranquila. Mas a avalanche de bolinhas de três, compactuada pelas duas equipes, até mesmo na frouxidão defensiva fora do perímetro, definiu o jogo como numa loteria, onde venceria aquela que fizesse a última cesta. Lamentável.

Claro, que nos outros dois jogos contra as equipes argentinas, tal privilégio das arrivistas bolinhas foi restrito ao máximo, obrigando os candangos a um difícil e bem marcado jogo interior, definindo ai a superioridade defensiva dos hermanos, assim como sua maior eficiência ao atacar a frágil e desconectada defesa brasiliense (ironicamente com uma generosa quantidade de bolinhas…), numa irrefutável prova do quanto a “melhor equipe brasileira” é carente de um plantel, e não seis jogadores que atacam com sofreguidão e defendem com frouxidão, rimas à parte…

Outro exemplo, a drástica (e atá elogiável) diminuição dos arremessos de três na rodada de ontem no NBB4, como que de uma forma combinada, as seis equipes resolvessem defender o perimetro externo com mais vigor, e acertar suas contas under basket, na tradição esquecida dos grandes jogos entre as grandes equipes de um passado não tão distante assim, quando uma equipe mestra nas bolinhas, o Flamengo, vence pela segunda vez o Uberlândia (70 x 63), arremessando somente 6/15 bolas de três pontos (Uberlândia 7/20), e 20/46 (13/36) de dois respectivamente, assim como São José  ( 24/35 de dois e 6/21 de três) vencendo, também pela segunda vez seguida no playoff a Franca ( 29/49 e 2/5) por 96 x 85, provando que de dois em dois podem duas equipes atingir contagens acima dos oitenta pontos.

A mesma coisa podemos afirmar no jogo entre Pinheiros (22/41 e 4/16) perdendo para Joinville (23/41 e 5/21), também pela segunda vez por 74 x 68, mas com algo de inusitado e constrangedor, quando nos dois últimos tempos pedidos pelo técnico do Pinheiros o mesmo praticamente jogou a toalha, primeiro ao ver o jogador argentino de sua equipe se apossar da prancheta para elaborar uma forma de atacar, ante o mutismo do mesmo e sua enorme comissão técnica, e no tempo final, o assistente traçar uma ação rebuscada na prancheta, que na pratica, ambas, não deram em absolutamente nada, para a perplexidade de todos que assistiram e testemunharam o avesso do que venha a ser o comando de uma equipe de alta e complexa competição. Não a toa, corre o sério risco de levar um 3 x 0 de uma equipe muitas vezes menos  valorizada, tanto técnica, como economicamente, provando que em “taba que tem mais pagé do que índio”pouco ou nada pode funcionar, pelo menos em terras tupiniquins…

Enfim, como disse ao inicio, foi uma semana pródiga em jogos, bem ou mal jogados, mas em alguns e pontuais casos, pior dirigidos e liderados, e algumas fotos ilustram com propriedade essas histórias:

1 – Um técnico frente ao alheamento de seus jogadores…

2 – Aos 9.8 seg do final, assumindo (delegada?) a tática…

3 – …que é elaborada no solo…

4 – …perdendo para uma outra clara e transparentemente exposta na imponderável prancheta…

5 – A ira bilíngue (?)…

6 – …e o bode expiatório, again…

Amém.

FOTOS – Reprodução da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

 

ARTIGO 900 – O RETRATO DE UMA TRISTE REALIDADE…

Quero dedicar esse artigo, o de número 900, a todos aqueles que trabalham pelo grande jogo neste imenso e injusto país, mas que apesar de toda sorte de obstáculos e incompreensões, continuam a lutar e perseverar dentro, e muitas vezes além de suas possibilidades profissionais e econômicas, pelo soerguimento da grande paixão de suas vidas, o basquetebol.

O email que recebi do Prof. Jalber Rodrigues da cidade de Cataguases em Minas Gerais, ilustra com propriedade a verdadeira situação do basquete feminino no país, servindo de parâmetro a uma profunda reflexão sobre o esporte de base no limiar de uma Olimpíada que será aqui realizada em 2016.

 

Jalber Rodrigues
basquetebol-kta.blogspot.com/
jalber.rodrigues@gmail.com
189.83.17.232

Enviado em 06/01/2012 (2 days ago) as 10:51 pm (2 days ago)

Professor,estou um pouco afastado dos comentários, mas não da leitura. Por anos acompanho a luta incansável pelo soerguimento do basquete no Brasil através de excelentes artigos publicados aqui no blog. No masculino as coisas são difíceis… imagine como é no feminino…fazer base no feminino ainda nem se fale… trabalhamos muito duro, muito mesmo para fazer o mínimo… as meninas não tem expectativa nenhuma… porque e para que se dedicar ao basquete? como fazer com que as meninas trabalhem forte? Como competir com as baladas, com a internet e com a desconfiança dos pais de que “jogar bola não leva a nada”? Não conseguimos nem vincular a educação ao esporte? As críticas são sempre duras e mais pesadas… mas corretas… porém ferem a quem se doa ao máximo e não consegue respaldo, apoio, credibilidade… se o basquete feminino de São Paulo está nessas condições imagine o resto do Brasil? imagine no interior de Minas? Precisamos de ajuda professor!! Precisamos de ajuda! Queremos ter excelentes meninas praticando o fino do basquete… mas precisamos de ajuda professor! Sugestões?!
Desculpe o desabafo e abraço professor!

O que mais podemos acrescentar, meus deuses. Como e de que forma poderemos ajudar perante um quadro tão cruel como esse? Como?

Amém.

OBS-Clique na foto para ampliá-la.

ASSOCIAÇÃO DE TÉCNICOS, QUANDO?…

PAULO MURILO,

Todo o conteúdo das decisões retiradas desta exitosa reunião de treinadores, realizada em Genebra “estão sendo colocadas em prática aqui no Brasil”.

(Até quando o Catilina abusarás de nossa paciência)

Pedro Rodrigues

Exitosa reunión de asociación mundial de entrenadores FIBA

jueves, 15 de diciembre 2011

Ginebra, Suiza – El 28 y 29 de noviembre se celebró en  Ginebra una reunión de la Asociación Mundial de Entrenadores FIBA donde se discutió el plan para mejorar las normas de los entrenadores a través del mundo en conjunto con las iniciativas y proyectos futuros.

El comité ejecutivo de la Asociación Mundial de Entrenadores de Baloncesto FIBA está presidido por el Sr. Patrick Hunt de Australia, el Sr. Claude Constantino, Coordinador de entrenadores de FIBA Africa, el Sr. Victor Ojeda, Director de la Academia de FIBA Américas, el Sr. Jaemin Lee, Secretario General de la Asociación Koreana de Baloncesto, el Sr. Khamis Al sheraim, Previo entrenador nacional de Qatar, el Sr. Juan Gavalda, Presidente de la Asociación de Entrenadores de Europa, el Sr. Michal Schwarz, Coordinador de Entrenadores de FIBA Europa y el Sr. Michael Haynes, Oficial de Entenadores de FIBA Europa.

La Asociación Mundial de Entrenadores de Baloncesto FIBA tiene tres objetivos a largo plazo:

• Desarrollar y conectar una fraternidad de entrenadores internacionales, a través de fuertes asociaciones de entrenadores en cada zona y en cada federación nacional.

• Mejorar la “norma” de entrenar en la fraternidad entera de entrenadores, reconociendo que ya existe un nivel alto de excelencia pero que el desarrollo en general del juego será, mejorado por mejores entrenadores que haya en todo los niveles del deporte.

• Utilizar métodos de educación innovadores y modernos.

En la reunión se discutió una amplia gama de temas entre los que estuvo la formación de asociaciones de entrenadores efectivas en cada federación, una implementación de clínicas globales de entrenadores junto con un sistema global de reconocimiento de entrenadores. A esto se suma el interés en explorar modelos de educación de entrenadores y programas de desarrollo efectivos, además de asignar recursos indicados para fortalecer la comunicación entre los entrenadores del mundo.

Para esto, siempre se tiene en consciencia la importancia de fortalecer la base, en este caso las federaciones nacionales y su apoyo a la educación de entrenadores. En la reunión se recomendó señalar a un miembro en cada federación nacional para ser responsable de los entrenadores de su país.

Otro asunto de importancia fue la creación de un comité de consejos al comité ejecutivo para asistir en proveer información requerida en dilemas relevantes a los problemas que enfrenten los entrenadores.

Este comité aconsejador sería compuesto de los entrenadores, la Sra. Jan Sterling de Australia, el Sr. Geno Auriemma de Estados Unidos,  el Sr. Dick Bauermann de Alemania, el Sr. David Blar de Rusia, el Sr. Lindsay Gaze de Australia, el Sr. Sergio Hernandez de Argentina, el Sr Mike Krzyzewski de Estados Unidos, el Sr. Rubén Magnano de Brasil / Argentina, el Sr. Mario Palma de Portugal / Jordania / Angola, el Sr. Svetisla Pesic de Serbia / Alemania, el Sr. Aito García Reneses de España, el Sr. Sergio Scariolo de España.
FIBA Américas

Recebi essa matéria do Prof. Pedro Rodrigues de Souza, de Brasilia, apontando com muita propriedade o formidavel hiáto existente em nosso basquetebol, que praticamente coloca ao largo das grandes decisões técnicas, didáticas e administrativas, toda a comunidade de técnicos e professores brasileiros voltados ao grande jogo, numa lamentável e catastrófica realidade, que nos tem cobrado altos e pesados juros pela omissão da maioria que a compõe. Não equacionar e viabilizar esse hiáto, se constituirá no ato confesso de falência profissional.

Amém.

Fotos – Abertura do Congresso Mundial de Treinadores da Lingua Portuguêsa, Lisboa, junho de 2010, onde proferi a conferência inaugural. (Clique nas fotos para ampliá-las).

A EQUIVOCADA BASE II…

Quando da publicação do artigo A Equivocada Base, em 14/10/2011, delineou-se uma discussão que abrange uma realidade, uma triste realidade, que demonstra com exatidão a quantas anda a nossa formação de base com a inexistência de associações de técnicos regionais, e mesmo uma de caráter nacional, nas quais fossem estabelecidas as pedagogias para o ensino dos fundamentos e do jogo em si, da promoção e divulgação de clinicas, estágios e bibliografias ligadas ao grande jogo, além de um código de ética a ser respeitado por todos aqueles envolvidos com a arte de educar jovens e dirigir equipes, sob o sagrado manto do mérito, e somente ele.

Dessa forma, a continuidade do debate através do Prof.Cleverson mantêm a pauta discursiva, vista a seguir com seu depoimento:

 

  1. Cleverson Yesterday ·

Pois é Professor, mas penso que o pior é quando um profissional, muitas vezes amigo seu, te engana para se sobressair ou apenas fazer “moral” com o chefe. Isso aconteceu comigo duas vezes. Na primeira fui convidado para um jogo entre centros esportivos e me pediram para levar meninas entre 10 e 12 anos, quando chegamos lá jogamos contra meninas de 14, 15 anos. Conseguimos manter o jogo equilibrado até certa altura, as meninas do outro time eram de uma turma recém formada, mas no final a relação altura-força acabou prevalecendo.
Na segunda vez um Professor amigo meu de uma cidade vizinha me ligou desesperado por que precisava de um time para jogar e não estava encontrando nenhum time com idades entre 10 e 12 anos, que o secretário de esportes da cidade iria assistir o jogo e blá blá blá.Acertamos algumas questões sobre as regras (tipo de marcação, tempo, etc.)e quando chegamos lá para jogar o que aconteceu???? Nada foi cumprido. Ele colocou a sua equipe para marcar pressão quadra toda do começo ao final do jogo. Meus alunos mau conseguiram passar do meio da quadra. Resultado, fomos massacrados.
O interessante é que no final do jogo eles vem te cumprimentar como se nada tivesse acontecido, como se não tivéssemos combinado nada…..tudo normal!!
Onde está o respeito, o companheirismo que deve haver enquanto profissionais da mesma classe?
Mas o principal, e o nosso compromisso como PROFESSORES, EDUCADORES, que é o que acredito que devemos ser na fase de formação, onde fica esse compromisso?
Concordo com o Professor Paulo Murilo, acho muito difícil uma mudança nesse cenário, por motivos que todos nós conhecemos.
Trabalho há algum tempo respeitando os princípios que o Professor Paulo expôs e a do Mauricio, quanto à questão da alternância na condução de bola para que todos participem, vivenciem o máximo de experiências variadas possíveis e não haja especialização em posições.Estou gostando muito dos resultados.
Um conceito interessante que estou começando a utilizar e gostaria da opinião do Professor Paulo Murilo é o de marcação “semi-passiva” do Professor Hermínio Barreto, que acredito que o Professor deva saber de quem se trata, já que fez o seu doutorado em Portugal.
Gostei muito da pedagogia utilizada por ele, pena que encontrei pouco material na internet. Vou procurar adquirir algum livro dele.
Um grande abraço!!!
Cleverson.

Pois bem, ai está uma nua e crua realidade do dia a dia de nossa modalidade, perdida num mar de inconseqüências e ausência de diretrizes que a conduzam a um rumo seguro e duradouro, por culpa de nossa inabilidade e até mesmo omissão, frente a tão prementes atitudes. Precisamos tomá-las, já.

Amém.

Foto-Formação de base em Vitoria-ES

O XINGADO JOGO…

Como é Paulo, o Paulista na fase final, o Flamengo na Argentina, e você não dá o ar da graça? Cansou?…

Cansar não, o basquete jamais me cansou, agora enjoar de mesmice e violentos ataques ao vernáculo, isso sim, enjoa, e muito.

Quer uma simples prova? Recorde, ou reveja se possível, as duas últimas rodadas do playoff paulista. Numa mesma tarde dois jogos televisionados pela ESPN Brasil, e até ai tudo bem e elogiável, dois jogos seguidos, com transmissão e comentários de luxo, microfones e entrevistas pelos ginásios, e… agora o lamentável, nos pedidos de tempo das quatro equipes intervenientes: -”Será que não tem um FDP aqui para parar aquele cara?”- cobrava um dos técnicos de seus jogadores. -”Car…, veja a m… que estão fazendo, seus m…”- bradava um outro, inconformado com a nulidade de seu sistema exaustivamente treinado. –“Por…car…, o que pensam que estão fazendo? Car…”- gritava um terceiro revoltado com a passividade defensiva de seu super treinado grupo, finalmente um quarto-“Put…mer…, o que pensam que estão fazendo, PQP…!- E tudo isso ao vivo, a cores e em horário vespertino, sendo absolvidos pelo comentarista que via naqueles pedidos de tempo ações tecnicamente corretas, fora os xingamentos, mas que pelo ardor da disputa…

Lamentável ter de escrever sobre o que todos assistiram, e ouviram, principalmente os jovens, mas teimosamente o faço, pois foi o que se viu, e se repete na maioria dos jogos, inclusive agora no vôlei, quando as derrotas começam a freqüentar o dia a dia do segundo (?) esporte do país.

E pensar que são todos professores e técnicos experientes e consagrados, cujas mensagens, mesmo sob intensa pressão deveriam ser pautadas pelo que representam como professores e técnicos (principalmente na presença de microfones), e não da forma como foram emitidas.

Como condenar, e veladamente criticar o Magnano que proíbe microfones junto a si quando trabalha? Ah, fazem falta os comentários dele na orientação da equipe, afinal o publico precisa saber o que ele pede do grupo, cobram os narradores e comentaristas, que na verdade, e isso precisa ser dito, adoram contrastar seus conhecimentos com o que é dito pelos técnicos, num confronto de razões técnico táticas, quando sua função é a de relatar o que presencia e testemunha, e não o que faria se estivesse na direção da equipe.

Quanto ao Flamengo, o que dizer quando o Leandro é alçado a armador sem a companhia de um outro de ofício? Sabemos todos que pelo que ganha tem de jogar até por contrato, assim como as demais estrelas da companhia, e deu no que deu. Nem sempre rechear uma equipe de luminares garante títulos, e o Miami cansou de provar essa questão. Logo, sem maiores comentários.

E agora mesmo na serie final, com menos xingamentos é verdade, já que, como num acordo tácito, ninguém marca ninguém fora do perímetro, temos jogo com 53 arremessos de três e 27 erros de posse de bola, numa prova cabal de que nenhum palavrório de baixo nivel corrigirá tal hecatombe, e sim uma urgente e definitiva mudança nos padrões técnico táticos das equipes, como fruto de uma competente e profissional reformulação na formação de base, sem a qual nada alcançaremos de pratico na evolução do grande jogo entre nós. E tudo isso somente será possível se a classe onde alguns, emotiva e impensadamente, proferem xingamentos públicos e midiáticos, se unir em torno de associações de técnicos, cujos padrões éticos e objetivos fundamentados na pesquisa, no estudo e no comportamento publico e social, produzam conhecimentos voltados ao desenvolvimento dos jovens técnicos e jogadores, os maiores beneficiários dessa inadiável mudança, e ao basquetebol como um todo.

Precisamos acreditar que isso seja possível, precisamos muito.

Amém.

Foto-Divulgação LNB