ASSOCIAÇÃO DE TÉCNICOS, QUANDO?…

PAULO MURILO,

Todo o conteúdo das decisões retiradas desta exitosa reunião de treinadores, realizada em Genebra “estão sendo colocadas em prática aqui no Brasil”.

(Até quando o Catilina abusarás de nossa paciência)

Pedro Rodrigues

Exitosa reunión de asociación mundial de entrenadores FIBA

jueves, 15 de diciembre 2011

Ginebra, Suiza – El 28 y 29 de noviembre se celebró en  Ginebra una reunión de la Asociación Mundial de Entrenadores FIBA donde se discutió el plan para mejorar las normas de los entrenadores a través del mundo en conjunto con las iniciativas y proyectos futuros.

El comité ejecutivo de la Asociación Mundial de Entrenadores de Baloncesto FIBA está presidido por el Sr. Patrick Hunt de Australia, el Sr. Claude Constantino, Coordinador de entrenadores de FIBA Africa, el Sr. Victor Ojeda, Director de la Academia de FIBA Américas, el Sr. Jaemin Lee, Secretario General de la Asociación Koreana de Baloncesto, el Sr. Khamis Al sheraim, Previo entrenador nacional de Qatar, el Sr. Juan Gavalda, Presidente de la Asociación de Entrenadores de Europa, el Sr. Michal Schwarz, Coordinador de Entrenadores de FIBA Europa y el Sr. Michael Haynes, Oficial de Entenadores de FIBA Europa.

La Asociación Mundial de Entrenadores de Baloncesto FIBA tiene tres objetivos a largo plazo:

• Desarrollar y conectar una fraternidad de entrenadores internacionales, a través de fuertes asociaciones de entrenadores en cada zona y en cada federación nacional.

• Mejorar la “norma” de entrenar en la fraternidad entera de entrenadores, reconociendo que ya existe un nivel alto de excelencia pero que el desarrollo en general del juego será, mejorado por mejores entrenadores que haya en todo los niveles del deporte.

• Utilizar métodos de educación innovadores y modernos.

En la reunión se discutió una amplia gama de temas entre los que estuvo la formación de asociaciones de entrenadores efectivas en cada federación, una implementación de clínicas globales de entrenadores junto con un sistema global de reconocimiento de entrenadores. A esto se suma el interés en explorar modelos de educación de entrenadores y programas de desarrollo efectivos, además de asignar recursos indicados para fortalecer la comunicación entre los entrenadores del mundo.

Para esto, siempre se tiene en consciencia la importancia de fortalecer la base, en este caso las federaciones nacionales y su apoyo a la educación de entrenadores. En la reunión se recomendó señalar a un miembro en cada federación nacional para ser responsable de los entrenadores de su país.

Otro asunto de importancia fue la creación de un comité de consejos al comité ejecutivo para asistir en proveer información requerida en dilemas relevantes a los problemas que enfrenten los entrenadores.

Este comité aconsejador sería compuesto de los entrenadores, la Sra. Jan Sterling de Australia, el Sr. Geno Auriemma de Estados Unidos,  el Sr. Dick Bauermann de Alemania, el Sr. David Blar de Rusia, el Sr. Lindsay Gaze de Australia, el Sr. Sergio Hernandez de Argentina, el Sr Mike Krzyzewski de Estados Unidos, el Sr. Rubén Magnano de Brasil / Argentina, el Sr. Mario Palma de Portugal / Jordania / Angola, el Sr. Svetisla Pesic de Serbia / Alemania, el Sr. Aito García Reneses de España, el Sr. Sergio Scariolo de España.
FIBA Américas

Recebi essa matéria do Prof. Pedro Rodrigues de Souza, de Brasilia, apontando com muita propriedade o formidavel hiáto existente em nosso basquetebol, que praticamente coloca ao largo das grandes decisões técnicas, didáticas e administrativas, toda a comunidade de técnicos e professores brasileiros voltados ao grande jogo, numa lamentável e catastrófica realidade, que nos tem cobrado altos e pesados juros pela omissão da maioria que a compõe. Não equacionar e viabilizar esse hiáto, se constituirá no ato confesso de falência profissional.

Amém.

Fotos – Abertura do Congresso Mundial de Treinadores da Lingua Portuguêsa, Lisboa, junho de 2010, onde proferi a conferência inaugural. (Clique nas fotos para ampliá-las).

A EQUIVOCADA BASE II…

Quando da publicação do artigo A Equivocada Base, em 14/10/2011, delineou-se uma discussão que abrange uma realidade, uma triste realidade, que demonstra com exatidão a quantas anda a nossa formação de base com a inexistência de associações de técnicos regionais, e mesmo uma de caráter nacional, nas quais fossem estabelecidas as pedagogias para o ensino dos fundamentos e do jogo em si, da promoção e divulgação de clinicas, estágios e bibliografias ligadas ao grande jogo, além de um código de ética a ser respeitado por todos aqueles envolvidos com a arte de educar jovens e dirigir equipes, sob o sagrado manto do mérito, e somente ele.

Dessa forma, a continuidade do debate através do Prof.Cleverson mantêm a pauta discursiva, vista a seguir com seu depoimento:

 

  1. Cleverson Yesterday ·

Pois é Professor, mas penso que o pior é quando um profissional, muitas vezes amigo seu, te engana para se sobressair ou apenas fazer “moral” com o chefe. Isso aconteceu comigo duas vezes. Na primeira fui convidado para um jogo entre centros esportivos e me pediram para levar meninas entre 10 e 12 anos, quando chegamos lá jogamos contra meninas de 14, 15 anos. Conseguimos manter o jogo equilibrado até certa altura, as meninas do outro time eram de uma turma recém formada, mas no final a relação altura-força acabou prevalecendo.
Na segunda vez um Professor amigo meu de uma cidade vizinha me ligou desesperado por que precisava de um time para jogar e não estava encontrando nenhum time com idades entre 10 e 12 anos, que o secretário de esportes da cidade iria assistir o jogo e blá blá blá.Acertamos algumas questões sobre as regras (tipo de marcação, tempo, etc.)e quando chegamos lá para jogar o que aconteceu???? Nada foi cumprido. Ele colocou a sua equipe para marcar pressão quadra toda do começo ao final do jogo. Meus alunos mau conseguiram passar do meio da quadra. Resultado, fomos massacrados.
O interessante é que no final do jogo eles vem te cumprimentar como se nada tivesse acontecido, como se não tivéssemos combinado nada…..tudo normal!!
Onde está o respeito, o companheirismo que deve haver enquanto profissionais da mesma classe?
Mas o principal, e o nosso compromisso como PROFESSORES, EDUCADORES, que é o que acredito que devemos ser na fase de formação, onde fica esse compromisso?
Concordo com o Professor Paulo Murilo, acho muito difícil uma mudança nesse cenário, por motivos que todos nós conhecemos.
Trabalho há algum tempo respeitando os princípios que o Professor Paulo expôs e a do Mauricio, quanto à questão da alternância na condução de bola para que todos participem, vivenciem o máximo de experiências variadas possíveis e não haja especialização em posições.Estou gostando muito dos resultados.
Um conceito interessante que estou começando a utilizar e gostaria da opinião do Professor Paulo Murilo é o de marcação “semi-passiva” do Professor Hermínio Barreto, que acredito que o Professor deva saber de quem se trata, já que fez o seu doutorado em Portugal.
Gostei muito da pedagogia utilizada por ele, pena que encontrei pouco material na internet. Vou procurar adquirir algum livro dele.
Um grande abraço!!!
Cleverson.

Pois bem, ai está uma nua e crua realidade do dia a dia de nossa modalidade, perdida num mar de inconseqüências e ausência de diretrizes que a conduzam a um rumo seguro e duradouro, por culpa de nossa inabilidade e até mesmo omissão, frente a tão prementes atitudes. Precisamos tomá-las, já.

Amém.

Foto-Formação de base em Vitoria-ES

O XINGADO JOGO…

Como é Paulo, o Paulista na fase final, o Flamengo na Argentina, e você não dá o ar da graça? Cansou?…

Cansar não, o basquete jamais me cansou, agora enjoar de mesmice e violentos ataques ao vernáculo, isso sim, enjoa, e muito.

Quer uma simples prova? Recorde, ou reveja se possível, as duas últimas rodadas do playoff paulista. Numa mesma tarde dois jogos televisionados pela ESPN Brasil, e até ai tudo bem e elogiável, dois jogos seguidos, com transmissão e comentários de luxo, microfones e entrevistas pelos ginásios, e… agora o lamentável, nos pedidos de tempo das quatro equipes intervenientes: -”Será que não tem um FDP aqui para parar aquele cara?”- cobrava um dos técnicos de seus jogadores. -”Car…, veja a m… que estão fazendo, seus m…”- bradava um outro, inconformado com a nulidade de seu sistema exaustivamente treinado. –“Por…car…, o que pensam que estão fazendo? Car…”- gritava um terceiro revoltado com a passividade defensiva de seu super treinado grupo, finalmente um quarto-“Put…mer…, o que pensam que estão fazendo, PQP…!- E tudo isso ao vivo, a cores e em horário vespertino, sendo absolvidos pelo comentarista que via naqueles pedidos de tempo ações tecnicamente corretas, fora os xingamentos, mas que pelo ardor da disputa…

Lamentável ter de escrever sobre o que todos assistiram, e ouviram, principalmente os jovens, mas teimosamente o faço, pois foi o que se viu, e se repete na maioria dos jogos, inclusive agora no vôlei, quando as derrotas começam a freqüentar o dia a dia do segundo (?) esporte do país.

E pensar que são todos professores e técnicos experientes e consagrados, cujas mensagens, mesmo sob intensa pressão deveriam ser pautadas pelo que representam como professores e técnicos (principalmente na presença de microfones), e não da forma como foram emitidas.

Como condenar, e veladamente criticar o Magnano que proíbe microfones junto a si quando trabalha? Ah, fazem falta os comentários dele na orientação da equipe, afinal o publico precisa saber o que ele pede do grupo, cobram os narradores e comentaristas, que na verdade, e isso precisa ser dito, adoram contrastar seus conhecimentos com o que é dito pelos técnicos, num confronto de razões técnico táticas, quando sua função é a de relatar o que presencia e testemunha, e não o que faria se estivesse na direção da equipe.

Quanto ao Flamengo, o que dizer quando o Leandro é alçado a armador sem a companhia de um outro de ofício? Sabemos todos que pelo que ganha tem de jogar até por contrato, assim como as demais estrelas da companhia, e deu no que deu. Nem sempre rechear uma equipe de luminares garante títulos, e o Miami cansou de provar essa questão. Logo, sem maiores comentários.

E agora mesmo na serie final, com menos xingamentos é verdade, já que, como num acordo tácito, ninguém marca ninguém fora do perímetro, temos jogo com 53 arremessos de três e 27 erros de posse de bola, numa prova cabal de que nenhum palavrório de baixo nivel corrigirá tal hecatombe, e sim uma urgente e definitiva mudança nos padrões técnico táticos das equipes, como fruto de uma competente e profissional reformulação na formação de base, sem a qual nada alcançaremos de pratico na evolução do grande jogo entre nós. E tudo isso somente será possível se a classe onde alguns, emotiva e impensadamente, proferem xingamentos públicos e midiáticos, se unir em torno de associações de técnicos, cujos padrões éticos e objetivos fundamentados na pesquisa, no estudo e no comportamento publico e social, produzam conhecimentos voltados ao desenvolvimento dos jovens técnicos e jogadores, os maiores beneficiários dessa inadiável mudança, e ao basquetebol como um todo.

Precisamos acreditar que isso seja possível, precisamos muito.

Amém.

Foto-Divulgação LNB

DISCUTINDO UMA ESCOLA…

  • ·  Rafael  Ontem

Prezado Dr.Murilo,
Sou um fã do Basquete, e quero vê-lo crescer e melhorar no Brasil. Com esse objetivo, me pergunto se o ENTB contribui ou não para que isso se torne realidade ? Pelo que vi até agora, ajuda, pois visa elevar o nível de jogo dos jogadores pela capacitação dos técnicos.

Não vejo sentido em ter uma variedade de sistemas que comprovadamente não tem a capacidade de produzir jogadores excelentes. No momento que o sistema em questão se mostrar ultrapassado, ou falhar em produzir jogadores de qualidade, pode se repensar o sistema, mas ser contrário a uma padronização que visa educar os treinadores a formar excelência em basquete(mesmo que nos moldes atuais não alcance isso) me parece não ter sentido. Qual o sentido de defender a “nossa vocação histórica pela prática diversificada e generalista, respeitando as regionalidades e a constituição multifacetada de nosso gentio” se isso não tem demonstrado bons resultados ?(Visto o tempo que faz que o Brasil não participa de uma olimpíada)! Por outro lado, os hermanos, com suas padronizações e sistemas, tem se tornado a potencia latino americana no Basquete. Não seria a questão de reconhecermos isso e, humildemente, aprendermos a lição ?

Esse comentário foi postado ontem na matéria Enfim discuti-se a ENTB/CBB…, postada em 24/01/2011, com uma colocação bastante interessante à discussão estabelecida pelo teor do artigo, e que deve refletir, sem dúvida alguma, o pensamento e posicionamento de muitos técnicos, professores e mesmo entusiastas do grande jogo.

Gostaria então de estabelecer algumas considerações a respeito, torcendo para que esse debate possa ter a continuidade que merece tão importante assunto para o estabelecimento de uma verdadeira Escola de Treinadores em nosso país, se é que ainda é possível.

Inicialmente, insisto na definição do enfoque generalista que deve ser estabelecido pelo professor em sua função de instruir e educar jovens, através das atividades físicas e do desporto, pois, antes de ser um técnico ele é um professor, que não pode e nem deve, se limitar a um modo, ou técnica unitária de ensino frente a um alunado cuja diversidade e experiências de vida transcende em muito tal limitação.

Situação econômica, família, limites sociais, excessos ou carências afetivas, saúde, alimentação, religiosidade, desvios físicos e morais, descaminhos, sonhos, são fatores que obrigam o professor a se aprofundar em diversificados estudos, que conotarão seu comportamento e conhecimento generalista de educação, tornando-o apto ao enfrentamento de tão instigantes  e desafiantes situações.

O mesmo ocorre, ou deveria ocorrer, no âmbito do ensino desportivo, face às mesmas situações acima descritas, por que passam todos aqueles jovens que se iniciam na aprendizagem de uma modalidade desportiva, principalmente o basquetebol, certamente a mais complexa dos desportos coletivos.

Se o ensino aprofundado dos fundamentos do jogo dota seus jovens executantes de boa técnica de execução, independendo se altos ou baixos, encorpados ou esguios, lentos ou rápidos, flexíveis ou rígidos, tornando-os detentores dos princípios de bem jogar, e por conseguinte aprender a amar o jogo, muito antes de serem entronizados em como jogá-lo taticamente, definem a qualidade do treinamento proposto, tornando-os aptos, para ai sim, assimilarem sistemas de jogo, que respeitem suas qualidades e individualidades, pela escolha dos mais adequados, e não direcioná-los a um sistema único, que na maioria das vezes beneficiará uns e depreciará outros, e que talvez a médio ou longo prazo, poderiam, por uma questão de ritmo diferenciado nos mecanismos das aprendizagens físicas e psicomotoras, se mostrarem mais habilidosos e talentosos do que aqueles mais beneficiados no inicio do processo.

E nesse ponto do raciocínio, devemos lembrar que a coercitiva padronização e formatação precoce de um sistema, que vem sendo imposta nos últimos vinte anos, em tudo contrasta com as gerações de grandes jogadores, tanto em quantidade e qualidade  que antecederam essas duas décadas, e que nos levaram a ser reconhecidos como a quarta maior força do basquete do século XX, fruto exatamente da diversidade de sistemas ensinados e aplicados às mesmas, numa prova mais do que inconteste do fracasso de tal conceito unicentrado.

Quanto aos hermanos, não podemos omitir a dura verdade de que, ao contrario de nosotros, nestas mesmas duas décadas, eles padronizaram somente a forma de ensinar os fundamentos, nunca os sistemas, e a prova disso é materializada em sua forma diferenciada de atuar na dupla armação, na utilização dinâmica de seus pivôs e da sofisticada técnica de seus alas, que são ações somente possíveis pela diversificação de sistemas que privilegiam o coletivismo, sem no entanto, prescindir da improvisação, e tudo isso na contra mão da adoção do sistema único no preparo de nossos jovens, cujos nefastos resultados colhemos até hoje.

A vinda do Magnano somente expôs com mais clareza essa nossa deficiência nos fundamentos do jogo, obrigando-o a dinamizar o sistema único que adotamos através da utilização do passing game, até o momento em que, talvez por sua própria influência, adotemos um ensino mais sério dos fundamentos, e quem sabe, a substituição do sistema único por algo mais fluido e inteligente.

Finalmente, torna-se inadmissível uma escola de futuros técnicos que professe a via única, que é o caminho dos medíocres e incapazes de criar, sequer improvisar, pois só improvisa quem domina integralmente sua atividade profissional, generalista e universal.

Enfim, só improvisa quem sabe.

Amém.

CONVITE? ESQUEÇA…

 

Assunto Reunião Comitê Técnico
Remetente Lula Ferreira
Para Bial , Carlão Rodrigues , Cesar Guidetti , Chui , Daniel Wattfy , Dedé , Demetrius , Enio Vecchi , Espiga , Fabio Appolinário , Gonçalo Garcia , Guerrinha , Gustavo di Conti , Hélio Rubens , Hudson Previdelo , Jau Paulo , João Batista , João Marcelo , Jose Carlos Vidal , Luiz Felipe Azevedo , Marcio Azevedo , Marcio Kanthach , Nestor Garcia , Paulo Murilo , Pipoka , Raul Togni Filho , Raul Togni Filho , Regis Marrelli , Rodrigo Carlos da Silva
Cópia Alarico Duarte Lima , Alexandre Arantes , Alício Torres Junior , André Guimarães , Angelo Varejão , Cassio Roque , Charles Eide Junior , Claudia Sueli Duarte Lima , Claudio Mortari , Cristina Callou , Edson Ferraciu , Eduardo de Almeida Pinto , Fernando Larralde , Geraldo Campesan , João Rosa da Silva Filho , Joaquim Carvalho Motta Junior , Jorge Bastos , Jorge Bauab , Luis Carlos Teixeira , Luis Fernando Silva , Luis Inácio Messias , Marco Antonio Bajo Castrillo , Margareth Santos , Paulo Nocera Alves , Pedro l. Poli , Rossi , Sandro Steurnagel , Vitor Bornia Jacob
Data 17.05.2011 07:47

Prezados técnicos

Segue anexo o boletim  tempo técnico no 11 que trata da reunião do Comitê Técnico.

Att

 

Prezados Técnicos

O Departamento Técnico da LNB, na tarefa de organizar a II Congresso Técnico do Comitê Técnico da LNB, e seguindo as orientações do Conselho Técnico, composto pelos técnicos Hélio Rubens, Alberto Bial, Flávio Davis, Luiz Felipe e Lula Ferreira, informa que o referido encontro terá a seguinte pauta de assuntos:

  1. Tema Livre: cada um dos técnicos do NBB 3 terá 30 minutos para discorrer sobre um tema de sua livre escolha.
  2. Avaliação do NBB 3: o grupo irá avaliar o desenvolvimento técnico da edição 2010/2011 do NBB.
  3. Sugestões para a edição do NBB 2011 / 2012.
  4. Campeonato Sub – 20
  5. Temas a serem desenvolvidos por profissionais de diversas áreas, que foram convidados, e aguardamos as respectivas confirmações:
  • O técnico de basquete como um gestor / Rede Globo/ Sportv.
  • Aspectos do Código Brasileiro Justiça Desportiva / Comissão Disciplinar LNB.
  • Controle Emocional /Psicologia Esportiva / Dra Regina Brandão
  • Pré Olímpico 2011- Técnico da CBB Ruben Magnano.

Esta programação será distribuída dentro dos seguintes dias:

Dia 01 junho, 4ª feira, das 8:30 h às 20 h.

Dia 02 junho, 5ª feira, das 8:30 h às 20 h.

Dia 03 junho, 6ª feira, das 8:30 h às 13 h.

Assim que os convidados confirmarem suas presenças, enviaremos a programação detalhada do evento.

Solicitamos que cada técnico das equipes do NBB 3 nos envie o tema que irá desenvolver, até o dia 23 de maio, 2ª feira.

Certos de contarmos com a importante colaboração de todos, estamos à disposição para qualquer informação e/ou sugestão

Att.

Lula Ferreira

Gerente Técnico

 

 

O evento se iniciou nesta quarta feira em São Paulo, e ainda aguardo o envio de sua programação detalhada e convite anexo, capacitando-me ao mesmo, o que por certo não ocorrerá. Lamentável omissão, pois no transcurso do I Congresso, do qual participei como técnico do Saldanha da Gama, foi comunicado aos técnicos presentes que todo aquele que porventura dirigisse uma equipe no NBB faria parte permanente de seu  Comitê Técnico, mesmo estando sem equipe na ocasião do mesmo.

Como podemos atestar, não foi o meu caso, que inclusive, como também redator e editor de um dos blogs mais prestigiados da modalidade, sendo além de professor e técnico, jornalista por formação, sequer recebi convite para a Festa de encerramento do NBB3, direito auferido aos demais blogs e mídias voltadas ao basquetebol e ao desporto em geral.

Fico triste e decepcionado, mas nada que me faça desistir de continuar a luta pelo soerguimento do grande jogo em nosso muitas vezes injusto país, pois sou competente, experiente e preparado, não tendo que provar mais nada a quem quer que seja, e essa determinação não há como ser coibida, sequer calada, jamais. Vida que segue.

Amém.

PS-Foto do I Congresso dos Técnicos da LNB (Clique na foto para ampliá-la).

2011…PARA ONDE CAMINHAMOS?

Foi um fim de ano com muito trabalho, e como todo professor que se preza, uma tonelada de papéis, relatórios, recortes de jornais e revistas, emails impressos, tiveram o destino anual do descarte, necessário pela enorme quantidade, mesmo tendo a maioria deles guardados em memórias e HD’s. Terminei a faxina ontem a tarde, no momento em que liguei a TV para o jogo do Pinheiros contra Limeira pela final paulista, e antes não o tivesse feito, pois assisti à cores e em som estéreo  a uma das cenas mais degradantes que testemunhei nesses longos anos em que milito e vivencio o grande jogo.

Lá pelo segundo quarto de um jogo horripilante, onde a artilharia dos três pontos tirou do sério até o pacato comentarista da ESPN, o técnico da casa pede um tempo, e ao se preparar para as instruções é violentamente interrompido pelo jogador americano, que toda a imprensa sonha ver atuar pela seleção brasileira, que aos berros em seu claudicante português espinafra a todos, exigindo raça, atitude, até o momento em que o técnico se intromete e leva pela testa um “deixa eu falar” tonitruante e constrangedor, que o deixa desarmado, até que, também aos berros e não menos inúmeros e reprováveis palavrões televisivos, faz o insurgente jogador se calar até o final do quarto, quando ao ser entrevistado tece comentários de cunho e responsabilidade exclusiva do técnico, e não sua.

Recomeça o jogo com o malcriado jogador no banco ( fosse comigo já teria trocado de roupa à muito…) e a equipe indo mal na quadra, mesmo continuando a apostar na chuvarada de arremessos de três, assim como seu adversário, totalizando 63 tentativas contra 67 de dois pontos de ambas, numa tendência que vem se instalando em nosso basquete de quase se igualarem em números os arremessos de três e os de dois, numa prova inconteste de que o individualismo exacerbado  ameaça de morte o coletivismo, que ainda define a estrutura técnico tática de uma equipe, sem contarmos com o altíssimo número de bolas perdidas por falhas nos fundamentos, que nesse jogo chegou a 25. E para sermos mais claros, das 29 bolas de três arremessadas pelo Pinheiros, somente 5 foram convertidas, contra 14 das 36 arremessadas por Limeira, ou seja um tremendo “chega e chuta”, definição do próprio comentarista da ESPN.

Um pouco mais adiante, um novo tempo pedido pelo técnico da casa, que num tom suplicante pede mais luta, união, ajuda, e de pronto faz voltar o americano, que por três sucessivas vezes arremessa de longe, sem sucesso, e numa dessas tentativas nem o aro alcançou. Daí par o insucesso final foi só uma questão de tempo.

Lamentável episódio, um tanto mais comprometido com a defesa do americano feita pelo pacato comentarista, tentando justificar uma tremenda falha disciplinar como tendo sido uma “balançada na equipe” e nada mais. Fico pensando se sob o comando de um Togo Renan, o grande jogador que foi teria feito o mesmo em plena quadra de jogo. Creio que não, e o próprio Kanela jamais o permitiria.

Numa análise derradeira, que sistemas de jogo podem ser desenvolvidos quando duas equipes finalistas do propalado e incensado campeonato paulista  arremessam 63 bolas de três pontos, ou sejam, 189 possíveis? E como falar em defesas perante tanta permisividade?

Desliguei a TV e dei uma passada pelos blogs, e o que vejo?  Técnico de seleção ser indicação de um diretor de marketing, vindo do vôlei, e que se  acha capacitado na área técnica de uma modalidade que não a sua?  Inacreditável!

Curso de capacitação de técnicos no nível I com a duração presencial de 4 dias promovido por uma ENTB coordenada por um preparador físico? Um absurdo!

Um excelente técnico argentino “descobrindo” para nós que a formação de base é o cerne do grande jogo, e que temos de deixar o estilo NBA de jogar para trás?  E o que temos feito e alertado nos últimos 20 anos de descalabro e 6 de Basquete Brasil?

Que por mais uma vez a LNB distribui uma planilha para a formação das seleções que se enfrentarão no Jogo das Estrelas, seguindo as posições de 1 a 5, que é exatamente o modelo criticado pelo Magnano em suas entrevistas, comprovando a padronização e formatação do nosso basquete àquele modelo? Me divirto imaginando a dificuldade de colocação dos jogadores com as minhas indicações baseadas na formação de 2 armadores e 3 alas pivôs, numa solitária posição de negação à mesmice endêmica que nos domina e constrange.

Finalmente me deparo com escolhas dos melhores de 2010, em todas as áreas e funções do basquetebol, e não vejo uma linha sequer, mesmo que ínfima, sobre a pequena revolução técnico tática estabelecida pela equipe do Saldanha da Gama no NBB2, se antepondo à mesmice acima mencionada, fator fundamental a uma reviravolta em nossa maneira de jogar e atuar, comprovando ser isso possível e exeqüível, bastando para tanto uma boa dose de coragem e ousadia, além é claro, de conhecimento e experiência, elementos que seriam impossíveis de adquirir em cursos de formação e habilitação de 4 dias.

Terminei o dia, neste limiar de um novo ano, mais uma vez descrente de que tenhamos a força necessária  para alavancar o soerguimento do grande jogo entre nós, se contarmos somente com os quadros cebebianos, continuísta e corrompido politicamente, onde a função técnica sempre dará passagem ao apadrinhamento e à troca de favores, a não ser aquela tênue réstia de esperança que poderá ser deflagrada pela classe que conhece e domina o jogo, e por isso mesma afastada das grandes decisões, os técnicos brasileiros, que ainda teimam em se esconder no anonimato de suas manifestações pela mídia virtual, alimentando e perpetuando com esse comportamento as felpudas e profissionais raposas que infestam a modalidade que tanto amamos.

Peço aos deuses que nos protejam nesse 2011, fervorosamente.

Amém.

O HEAD COACH…

– O Head Coach estuda muito, sempre estudou, e continuará estudando até o fim.

– Ele jamais assumiu, assume ou assumirá um cargo aonde irá para aprender com assistentes e dirigentes, e sim para ensiná-los como se lidera e dirige uma equipe, seja iniciante, seja de alto nível.

– Em hipótese alguma admitiu, admite ou admitirá ser tutelado por prazos, por interesses incidentes em suas funções, por acordos tampões, ou por qualquer necessidade de cunho pessoal que possa ser explorado por outrem.

– Sua graduação, experiência, conhecimento profundo do jogo, sua audácia e destemor ao novo fundamentado no antigo e nas tradições, e seu sentido de transmissão de conhecimentos, o tornam consistentemente preparado para ações de ponta, e jamais dependente de interesses que não os cunhados e forjados pelos princípios do mérito e da ética.

– Seu reconhecimento natural e insofismável cala a maioria das críticas, debela oposições injustificáveis, aplaina e suaviza seu caminho a muito trilhado com sacrifícios, muito e doloroso trabalho, mas com coragem e sabedoria.

– O Head Coach não se vende, não se leiloa, não se permite minimizar, pois é produto de uma classe de professores muito especiais, a dos Mestres, aqueles que até os detratores respeitam, por reconhecerem  sua essência, e seu modo de ver, conotar e, acima de tudo, valorizar a vida.

– O Head Coach erra pouco, mas errou muito em seu caminho, e errará cada vez menos com o avançar dos anos, não importam quantos, se vividos com lucidez, honra, dignidade, saúde, ética profissional e ética para consigo mesmo.

– O Head Coach tem obrigatoriamente de ser mobilizado pelo país a que pertença, pois o representará com o que possui de melhor, num longo e custoso investimento, não só econômico, mas fundamentado e lastreado em seus recursos humanos, advindos das carências mais primarias de seu povo.

– São Mestres maduros, prontos a servir, a por seus conhecimentos a serviço dos mais jovens, jogadores, assistentes, dirigentes, torcedores, jornalistas, e não dependerem destes para aprender o que tem a obrigação de dominar, ampla, mas não totalmente, o universo de sua modalidade.

– O Head Coach não pode ser motivo daquele tipo de debate que antepõe mérito com interesse político, pois se situa eticamente acima do mesmo, já que  qualificado e reconhecido com majoritária unanimidade.

Conheci alguns destes grandes Mestres, aqui e lá fora, e sempre admirei a mais considerável de suas qualidades, sua independência cultural, técnica e político econômica, tornando-os únicos e verdadeiros, ao professarem a ética pelo trabalho e pelo incontido respeito ao grande jogo, a grande meta de suas vidas.

Jamais torci e desejei tanto para que tais princípios se instalem definitivamente em nosso país, justificando o primado da justiça e do reconhecimento a quem de direito, e peço aos deuses todos os dias por isso.

Amém.

PS- Paremos para refletir o quanto de falta nos faz uma associação de técnicos, forte, independente, numa hora como esta…

PROFESSOR, UMA LEMBRANÇA…

“Senhores presentes nesta reunião, creio que todos foram agraciados com as verbas necessárias para tocarmos o grande projeto Rio 2016, e mais virão, na medida em que os prazos se tornarem exíguos, dispensando essas futilidades denominadas, concorrências. Afinal de contas, é o prestígio do nome Brasil que está em jogo, ou não?

Vejamos em linhas gerais o que conquistamos, técnica e politicamente, e que apesar de vultoso, ainda pode ser bem mais lucrativo. Novos hotéis, estradas, pontes e viadutos, saneamento, transporte, moderno, confortável, rápido, novos estádios e ginásios, piscinas, pistas e alojamentos, verbas para assessorias nacionais e internacionais, alimentação em grande escala, hospitais, novos aeroportos, rodoviárias, ferrovias e portos, publicidade, segurança ostensiva, benfeitorias, serviços de apoio, e as verbas emergenciais.

E tudo em nossas mãos, patriarcal e hierarquicamente distribuído, onde os vínculos do interesse globalizado tem de ser respeitado, onde nem mesmo impostos podem ser cobrados pelo estado brasileiro. É a nossa independência econômica e financeira, arduamente conquistada, e com data marcada será irrecorrível e definitiva.

E agora, como estamos todos de acordo, podemos dar por encerrada essa histórica reunião.”

– Sr. Presidente, por causa da euforia causada por tão esperadas noticias, esquecemos dois pontos da pauta, e gostaria que pudéssemos enunciá-los, seria possível?

“ Pois não, do que se tratam?”

– Projetos e planejamentos para a formação dos atletas, afinal de contas serão eles que disputarão os jogos…

“Prezado confrade, esse é um pormenor que terminado os jogos rapidamente cairá no esquecimento. Um ou outro jornalistazinho ainda teimará em abordagens inócuas, e como disse antes, rapidamente esquecidas. Temos de dar graças a esse salutar habito brasileiro de não valorizar memórias passadas. Por acaso você pensou no montante de verbas que teríamos de abdicar para que fossem empregues em escolas, em clubes, em parques, para que se perdessem em atividades que não geram os lucros de que necessitamos? Por que abrir mão do agora, do nosso, para investir no futuro de outros? Já imaginou tal insensatez?”

– Mas se trata de uma herança a ser deixada para a educação de nossos jovens, das gerações futuras, da plena utilização dos espaços pela população como um todo, pela…

“ Paremos por ai, caro confrade, ou ex confrade a continuar enunciando tantas besteiras. Educar um povo, para que ele, assim “educado e culto”, nos derrube num futuro próximo, é inconcebível! Deixemos como está, e nos locupletemos o mais que pudermos, ou não temos famílias e amigos para sustentar?”

-Mas, desculpe, faltou um último, sei que insignificante item, o que representa a coletividade responsável pela formação destes atletas, futuros cidadãos, os técnicos, os professores…

“QUEM?? Não ouse…”

Homenageio a todos os técnicos e professores desportivos, do ensino formal, técnico, cientifico e artístico desse nosso enorme e infeliz país em seu dia, apesar do criminoso esquecimento de que são vitimas por amarem sua função acima das vicissitudes e dos injustos sacrifícios.

Nosso país ainda reconhecerá, um dia, sua tarefa única, estratégica e patriótica, ajudando-os a estudar mais, a se aprimorarem, remunerando-os com justiça, para ai sim, se tornar digno de um futuro melhor, e quem sabe, mais digno ainda de uma Olimpíada. Um abração a todos.

Amém.

PREOCUPAÇÕES…

Preocupa-me a herança do NBB2, principalmente na forma de jogar das equipes intervenientes, da limitação e alto grau de previsibilidade técnico tática das mesmas pelo uso indiscriminado e absoluto do sistema único de jogo, onde a maioria de suas ações são voltadas ao preparo e a consequente execução dos arremessos de 3 pontos.
Preocupa-me o elevadíssimo número de erros de fundamentos, acusados sistematicamente na maioria das partidas do campeonato, sendo que nos playoffs finais atingiram cifras alarmantes.
Preocupa-me a fragilidade defensiva da maioria das equipes, principalmente na anteposição aos arremessos de 3 pontos, e à marcação dos pivôs, sempre por trás, jamais à frente, como deveria ser.
Preocupa-me o fato de uma defesa centenária por zona, a 2-3, ainda se constituir um terror para equipes de alta competição, numa desoladora perspectiva do quanto ainda temos de evoluir em termos de fundamentos de drible, fintas e passes, ou seja, o bê a bá do grande jogo.
Preocupa-me a tendência cada vez mais presente de uma homogeneização e padronização deste sistema único nas divisões de base do país, limitando perigosamente a criatividade e espontaneidade de nossos jovens.
Preocupa-me o avanço maciço de alguns profissionais, e outros nem tanto, de outras áreas, na formação destes jovens, com um conhecimento canhestro do jogo, e apresentando propostas incompatíveis à evolução natural dos mesmos, tanto no aspecto bio psíquico, como no social e cultural.
Preocupa-me a não organização das associações de técnicos, fundamentais ao desenvolvimento da modalidade em todos os sentidos, principalmente no político, social e profissional, bases de uma profissão reconhecida e respeitada.
Preocupa-me que pela ausência das associações, outras categorias envolvidas no esporte se apossem de núcleos técnicos específicos, para coordenarem e implantarem cursos e escolas para os quais não têm competência e formação, se situando única e exclusivamente pelo poder político vigente.
Preocupa-me a passividade e aceitação de técnicos a essa situação ambígua e constrangedora, tornando-se possíveis cúmplices de uma anomalia inadmissível.
Preocupa-me a seleção, ou seleções, entregues a estrangeiros que convocam jogadores que se negaram a defender o país dentro de competições internacionais, claro, por não se tratar dos países deles, e que se verão ante jogadores que lideram grupos fechados, e que em muitos casos, não costumam seguir instruções que não forem de seu agrado, como temos assistido no campeonato nacional.
Preocupa-me a divulgação do basquete voltada aos jovens, com sua maioria quase absoluta impossibilitada ante a TV aberta, pois somente canais a cabo o divulgam, assim como a precariedade na popularização do mesmo nos núcleos escolares, e mesmo clubísticos, a muito abandonados à própria sorte.
Preocupa-me que o poder de novas idéias, de novos rumos técnico táticos, fundamentados na pratica maciça dos fundamentos e da plena utilização da criatividade e do livre pensar, seja minimizado pela ausência de divulgação quase unânime, pela mesmice e pela mediocridade de um sistema único e avassalador, implantado no âmago de nossa juventude, ávida de conhecimentos e sonhos, por interesses que não os nossos, brasileiros, e outrora campeões mundiais e medalhistas olímpicos.
Enfim, preocupa-me a impossibilidade ao êxito e a um futuro inspirador, tolhido que estamos pela mais absoluta ausência de bom senso, responsabilidade cívica e amor ao grande jogo, naquele ponto que o torna imbatível no concerto das demais modalidades, sua concepção instigante e de permanente evolução.
E com estas preocupações me dirijo amanhã ao Congresso dos Técnicos da LNB em São Paulo, para o qual fui convidado como técnico do Saldanha da Gama, onde no calor dos debates, dos temas, das apresentações e das bem vindas discussões possamos manter vivas as esperanças de encontrarmos o caminho perdido nas trilhas dos últimos 20 anos, de desmandos e de imperdoáveis omissões. E honestamente espero que assim seja.
Amém.

UM CONGRESSO EM LISBOA…

IMG_7997Dedico o artigo de hoje à apresentação da palestra de abertura que  proferi em Lisboa na abertura do 3º Congresso Mundial de Treinadores da  Língua Portuguesa em 17 de julho de 2009, quando tive a honra de ser  convidado a desenvolver o tema – O que vem a ser um técnico de sucesso.

O TÉCNICO DE SUCESSO- Não propriamente o maior vencedor de torneios e campeonatos, grandes ou de menor expressão, e sim alguém visceralmente comprometido com a tarefa de educar através do desporto, preparando bons cidadãos, ótimos atletas, e equipes competitivas, todos dentro dos mais altos padrões sociais, éticos e desportivos, no seio da sociedade em que vive e atua, sempre com presteza, conhecimento e profissionalismo.

O mundo em que vivemos,  repleto de injustiças e insensibilidade, anseia por mudanças, principalmente aquelas nações relegadas ao estigma terceiromundista, que no limiar de um novo século ainda não encontraram soluções que reduzam tantas e profundas diferenças com as demais nações desenvolvidas.

A Educação é um dos caminhos redentores, base e sustentáculo de uma sociedade mais justa e igualitária, e o desporto um dos elementos voltados a estes objetivos, com sua proposta aglutinadora e profundamente democrática.

O professor / técnico desportivo foi, é e continuará sendo o agente propulsor de alguns destes importantes objetivos, e para tanto deverá ser preparado e instruído com afinco, atualizado e reciclado permanentemente à luz dos conhecimentos científicos, didático pedagógicos e incondicional acesso à informação virtual.

O professor / técnico desportivo assim preparado, experiente, estudioso e participativo, sempre trilhará o caminho do possível e alcançável progresso de seu povo, através seus alunos, seus atletas, suas comunidades e equipes. E quando um destes segmentos atingir objetivos e metas planejadas, poderá ser considerado professor e técnico de sucesso, se bem que tal projeção não seja tão importante e crucial como se propala, pois o sucesso deve ser definido como um bem realizado trabalho, nada mais do que um bom e recompensador trabalho. Notoriedade e fama ficarão por conta de outras, e quase sempre descartáveis circunstâncias.

Espero ter representado com honra e dignidade professores e técnicos deste esperançoso país.

Amém.

PS – No caso do último segmento não rodar, reinicie o artigo e clique no mesmo que rodará. PM.

3º Congresso Mundial de Treinadores da Língua Portuguesa – Parte 1

3º Congresso Mundial de Treinadores da Língua Portuguesa – Parte 2

3º Congresso Mundial de Treinadores da Língua Portuguesa – Parte 3

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