COMEMORAR OU CHORAR?…

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Últimos dias do ano, e a LDB cumpre mais uma etapa de seu torneio que visa o aprimoramento de uma divisão sub 22, vinda de uma formação de base equivocada e defeituosa, que a cada etapa faz emergir progressivamente, um número absurdo de erros de fundamentos, que na primeira rodada de hoje ultrapassou o inimaginável patamar de 464 erros em 12 jogos, com equipes indo de 10 a 31 erros, e jogos de 29 a 55, isso mesmo, 55 erros num só jogo, e apresentando numa análise mais genérica, 38.6 erros por jogo (19.3 por equipe)…

Legal, na divisão que é a porta de entrada do NBB (nos Estados Unidos essa passagem é representada por milhares de escolas secundárias e outro tanto de universidades alimentando a NBA), nossos jogadores ainda “brigam” com a bola, divergem no controle gravitacional de seus corpos, desconhecem técnicas básicas da ação individual, quiça as coletivas, esnobam a defesa, se acham (devidamente incentivados…) especialistas nos três pontos, e “treinam” exaustivamente (palavrinha muito em moda,,,) as gloriosas enterradas midiáticas, mentirosas, enganadoras e pseudamente estelares…

Estou curioso com o numerário desalentador das rodadas subsequentes, que não mais mencionarei, fico entalado com esse número, 464, porém sugiro àqueles que realmente procuram entender e estudar o grande jogo, que o façam, contabilizem, armazenem, para mais tarde descobrirem o “quem é quem” advindos dessa divisão “formativa”, ah, não esquecendo de maneira alguma quem os “formou”…

É isso ai, para fechar o ano, desculpem a crua franqueza, com números que não são meus…

Amém…

Foto – Divulgação LNB.

 

CONVERGINDO, DIVERGINDO, INDO…

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Chegamos a mais um ano de NBB, que recomeçará em duas semanas de “descanso e férias” para alguns, e merecido aconchego familiar para a maioria, com um único porém, o fato de serem todos profissionais, que tiram seu sustento dentro das quadras de jogo e treinamento, e que deveriam aproveitar ao máximo esses 12 dias, ou 24 treinos, para acertarem os fundamentos e a compreensão e leitura dos sistemas propostos por seus técnicos, que se apresentaram com muitas falhas, muitas mesmo, originando um pseudo equilíbrio técnico e tático, frente a mediocridade apresentada pela maioria das equipes participantes, mesmo as mais bem colocadas. Férias, descanso e aconchegos deveriam ficar para depois de maio com o encerramento da temporada, ai sim, com as benesses a que todos têm direito, vencendo, ou perdendo…

 

Foram muitos os jogos assistidos, com uma Sportv aumentando sua grade semanal (quem sabe a presença da parceria NBA/LNB tenha despertado seu interesse…), e as transmissões pela Web da Liga, onde constatamos a cada partida o quanto de mesmice técnico tática ainda prevalece na realidade da maioria, com uma ou duas exceções, muito pouco para uma reversão de importância maior…

 

Exemplificando:

 

– Num jogo com 36 erros de fundamentos, Franca com 14 e Pinheiros com 22, fizeram uma partida dura de se assistir, principalmente pela similitude de ambas no duelo de bolinhas (7/25 para Franca e 8/24 para o Pinheiros), que somado aos 36 erros apontados, desenharam um estilo de jogar que tem se tornado um lugar comum presente na esmagadora maioria dos jogos dessa competição, que deveria ser de elite, mas desculpem, não é, mesmo, basicamente se continuarem a competir dessa forma. Venceu Franca por ter se interessado em jogar um pouco mais dentro do perímetro (24/37 contra 16/34), através a competência dos bons pivôs que possui. Quanto ao Pinheiros, um pouco mais de disciplina tática seria bem vinda, o que pode ser conseguida se treinarem integralmente durante esse período de “descanso e férias”…P1090333-001

– Num outro jogo, Franca teve um duro confronto com Bauru, decidido no quarto final, quando perdeu para um convergente habitual Bauru (17/27 de 2 pontos e 10/29 de 3), equilibrando a partida através um forte e consistente jogo interior (22/43 contra 17/27), perdendo ironicamente a partida ao optar seus dois ataques finais por bolas de três, através seus dois argentinos, quando deveria, fortemente, fazer valer sua superioridade interna demonstrada até aquele decisivo momento. Errou taticamente e perdeu um jogo que poderia ter vencido…

 

– Em Brasília, o time da casa teve pouco trabalho para vencer um Ceará que definitivamente não se ajusta aos pedidos de seu técnico, não sei se por excesso ou escassez de informações movidas, mais pela emoção, do que pela praticidade, ocasionando uma catastrófica convergência de 15/32 arremessos de 2 pontos e 10/39 de 3, o que impossibilita qualquer análise séria e formal…

 

–  Então chegamos ao jogo de Rio Claro contra Limeira, onde ambas capricharam no jogo interno ( 28/43 contra 25/42), com Limeira mais solta ofensivamente pela intensa movimentação de seus dois, e até três armadores, e contando com alas pivôs de grande mobilidade dentro do perímetro, ocasionando durante a partida o fator decisivo, que a levou a vitoria, os passes de dentro para fora do mesmo para os arremessos equilibrados e livres de três pontos (10/24 contra 4/15 de Rio Claro), estabelecendo uma diferença determinante em sua vitoria. Essa equipe, que vem jogando de uma forma dinâmica e coordenada entre seus integrantes, quando pouco se vê imobilismos dentro de quadra, seja dentro ou fora do perímetro, desestabiliza as defesas mantidas em constantes deslocamentos, propiciando largos espaços para as penetrações e passes seguros, além do fator acima mencionado sobre os arremessos de três pontos. É sem dúvida a equipe que mais evoluiu taticamente nesse NBB7, justificando a colocação em que se encontra…

 

– Finalmente, ao fim dessa pequena resenha, não posso deixar de comentar um jogo que deveria ter sido equilibrado entre Pinheiros e Palmeiras, mas que infelizmente não o foi, por obra e graça de uma equipe absolutamente equivocada em sua forma de atuar tecnicamente, e ler o jogo da forma tática mais errônea ainda, pois convergindo fortemente (15/33 de 2 pontos e 9/32 de 3) ofereceu ao seu oponente as brechas necessárias à vitoria,  ao  duelar dentro do perímetro (18/36),  economizando seis tentativas na aventura dos três (10/26), obtendo a vantagem necessária para vencer uma partida com 29 erros (14/15), frente a um Pinheiros que tem na armação seus maiores arremessadores, quando deveriam se concentrar um pouco mais no abastecimento interno de seus pivôs, sempre relegados a um segundo plano. A não corrigir esse estilo de jogar, terá essa tradicional equipe muitos resultados desfavoráveis na continuidade da competição, sendo das mais necessitadas de um forte trabalho de reestruturação nesses 12 dias de intervalo…

 

Enfim, entre prós e contras avança esse pouco impactante NBB7, que infelizmente ainda patina na pista escorregadia da indefinição por algo realmente novo, ou melhorado, ou mesmo recauchutado de experiências positivas de antanho, que viesse revigorar um cenário já bastante cansado e desgastado frente à mesmice institucionalizada que ai está, altaneira, formatada e padronizada, por estrategistas bilíngues, e brevemente, quem sabe trilingues também, afinal de contas, uma parceria está a caminho, ou não?…

 

Desejo a todos um 2015 pleno de realizações, com muitas esperanças em dias melhores para o grande jogo, para a formulação de uma politica nacional desportiva de verdade, se é que pode ser possível estabelecê-la com os dirigentes que apontam no novo governo, mas que poderia começar a ser possível através a luta permanente e infatigável daqueles que realmente amam esse enorme e injusto país, propiciando a seus jovens a única e factível oportunidade de vida, sua educação de qualidade, direito constitucional de todos eles…

 

Amém.

 

 

PADRÃO NBA (PARCEIRA LNB)…

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Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

ATÍPICO? NÃO MESMO…

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Creio que não, pois atípico seria se a vitoria mudasse de lado, tal a disparidade de envolvimento e comprometimento que diferenciou profunda e decisivamente os dois contendores entre si…

Aquele que acompanha com atenção as características de cada equipe do NBB7, sabe muito bem que Bauru, pelas contratações que promoveu, aposta tudo na sua bem azeitada artilharia de fora, na desvairada velocidade de seus contra ataques, alimentados por uma defesa agressiva internamente, que quando resolve subir para o perímetro externo se torna também muito eficiente, principalmente nas interceptações por sobre um sistema único, utilizado por seus adversários e ela mesma, e por conseguinte, sabedora dos atalhos lateralizados nos passes de contorno, que se expõem quando pressionados. No lado oposto, mesmo se utilizando de um sistema baseado no princípio dos triângulos, e que de forma alguma tem encontrado resposta convincente por parte de jogadores que, pelos muitos anos de convivência com o sistema único, inconscientemente se utilizam do mesmo, a equipe do Pinheiros se coloca numa encruzilhada, onde por um lado tenta seguir os ditames táticos dos triângulos, e por outro, face a uma defesa mais próxima e combativa foge para as jogadas tradicionais, como punho, chifre, etc, se colocando sob um manto de incertezas e fragilidade técnica, advindo dai sérias perdas ofensivas, que frente a um distanciamento defensivo externo, permitindo um 14/28 da artilharia de Bauru, contrastando pifiamente com seus 5/26 nos três e 17/41 nos dois pontos (contra 32/44), e mais 16 erros nos fundamentos, culmina com uma fragorosa derrota (116 x 55) com 61 pontos de diferença, num resultado realmente lamentável…

No entanto, algo se sobressai indagativamente, o de como duas equipes bem estruturadas técnica e economicamente apresentam um resultado tão dispare, tão controverso, num cenário em que grandes e pequenas franquias ainda se debatem ao sabor das incertezas nos compromissos salariais, nos deslocamentos regionais e nacionais (temos equipes viajando com 8/10 jogadores), poucas são aquelas que se equilibram positivamente, e Bauru e Pinheiros são duas delas, com jogadores dos mais bem pagos e valorizados no mercado, tendo inclusive muitos estrangeiros em suas planilhas…

Então, o que poderia explicar 61 pontos de diferença entre ambas, o que?

Ter sido um jogo atípico? Não mesmo, principalmente face a qualidade de seus jogadores, da competência de sua direção técnica, da tradição competitiva do grande clube que é, e pelo equilíbrio teórico entre as duas equipes, originando uma outra face da questão, a mudança de um sistema de jogo enraizado, por um outro mais ousado (apesar de existir a muitos anos…) e dinâmico, porém sendo implantado a pouco tempo e talvez, sem um suporte didático mais adaptado às condições de mudança num prazo mais factível e menos crítico…

Explico melhor, pois tive uma experiência parecida no NBB2 junto ao Saldanha da Gama, quando num espaço de 20 dias (ou 36 treinos) consegui introduzir inicialmente um sistema, completa e diametralmente oposto ao sistema único, e que se não obteve o mais completo exito, foi pela interrupção do projeto que visava o NBB3, cujos detalhes divulguei e comentei largamente aqui neste blog…

Mas, talvez, o que o diferenciou, frente a experiência inovadora do Pinheiros, pode ter sido o enfoque didático empregado em sua consecução, através a desconstrução programada do que existia, substituido-a por uma outra proposta apresentada aos jogadores de forma fragmentada, onde cada ítem do sistema era desenvolvido por partes bem definidas, estudadas e praticadas separadamente, para ao fim do processo serem combinadas entre si, sem hiatos e dúvidas, compondo um produto final bem alinhavado, compreendido, aceito por todos, e tecnicamente enxuto, Ou seja, das partes para um todo, onde técnicas de ensino e aprendizagem foram utilizadas no vácuo de algo previamente desconstruído e descontinuado…

Quem sabe tenha sido este o entrave encontrado pelo excelente técnico do Pinheiros, mas que, pode perfeitamente, ser corrigido, bastando que exista e evolua um momento de avaliação e mudança de estratégia, que é o fator mais importante na construção responsável e bem pensada de uma equipe em transição…

Espero, honestamente, ter ajudado com o meu depoimento, que não é teórico nem fruto de achismos, e sim fundamentado e desenvolvido lá dentro, na prancheta maior, a quadra do grande jogo…

Amém.

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O DETALHE (ÚNICO E VERDADEIRO) QUE DECIDE…

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Ontem assisti surpreso um jogo entre duas das equipes mais chutadoras de fora, com somente 8/36 bolinhas (1/15 para o Flamengo e 7/21 para Brasília) num positivo contraste de 47/88 bolas de dois pontos (27/49 e 20/39 respectivamente), em tudo originado por uma defesa contestatória da equipe candanga sobre os arremessadores cariocas de fora, o que ocasionou uma quebra sensível em sua produtividade (1/15), levando-os para o jogo interno, onde bons e fortes pivôs os combatiam com algum sucesso. Mais ou menos era o que ocorria por parte da defesa rubro negra, não tão enérgica no perímetro externo, porém, à imagem de seu adversário, muito forte internamente…

Foi um jogo de garrafão e de curtos e médios arremessos, como a muito não se via nesse NBB, e que proporcionou ao bom público presente uma outra perspectiva de como se pode jogar o grande jogo, diferenciado do “chega e chuta” a que estava acostumado desde sempre, podendo assistir, não um ou outro nome estelar, e sim toda uma equipe envolvida na disputa, de forma coletiva e solidária. Claro que alguns rompantes se repetiram, principalmente por parte da turma do planalto, com alguns longos arremessos forçados e perfeitamente dispensáveis…

Por força de defesas muito próximas e combativas, a grande deficiência nos fundamentos de nossos jogadores veio, mais do que nunca, à tona, com erros grotescos de passes e domínio de bola, contabilizando o péssimo número de 33 erros (16/17), muito além do mínimo permitido (inclusive para divisões de base), quando , um deles, primário e comprometedor, levou de roldão uma partida empatada, com a posse de bola em lateral para Brasilia a 6.1seg do tempo final de jogo, e um passe foi negligentemente executado pelo armador Fúlvio, dirigido erroneamente ao pivô Cipolini, estando um outro armador, o Fred,  em quadra, a quem deveria o mesmo ter sido dado, a fim de que, com sua habilidade e velocidade pudesse ser tentada uma penetração para uma finalização em DPJ, ou um passe sucedâneo a uma cobertura defensiva, permitindo a um dos três pivôs concluir o ataque, ou sofrer uma falta pessoal.  Foi o mesmo interceptado corretamente pelo jogador Benite, deixando-o em condições de complementar um bandeja, dando a vitória à sua equipe por 76 x 74…

O auspicioso fator dessa diferente (se considerarmos a mesmice endêmica que tem prevalecido ate o momento) partida, com 40 pontos convertidos dentro do garrafão pelo Flamengo e 38 por Brasilia, nos faz acreditar ser possível jogar de forma diferenciada a que temos dolorosamente assistido no NBB, onde o tão decantado coletivismo, enfim, pode dar o ar de sua graça, através um basquete mais solidário e eficiente, com uma dupla armação de verdade, e três homens altos jogando conjuntamente no perímetro interno, como deveria ser, dando enfase prioritária aos fundamentos, que é o detalhe que decide partidas, o que defendo daqui dessa humilde trincheira desde muito, muito tempo…

Amém.

Fotos – Ao vivo. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

 

A PARCEIRA MESMICE…

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Antes, tínhamos somente um ou dois jogos transmitidos por semana, o que caraterizava uma restrita opção para análise de equipes e seus sistemas de jogo, e quase sempre sem abranger todas elas, ao passo que agora, com transmissões via web e a cabo, temos uma quantidade de jogos bastante diversificada, oferecendo um panorama bem mais amplo do NBB7, além daqueles que podem ser vistos ao vivo aqui no Rio…

 

No entanto, algo se torna a cada transmissão mais claro, diria mesmo, transparente, em sua comprovação da mesmice técnico tática que se estabeleceu no âmago de todas as equipes envolvidas na competição, mesmice sistemática e comportamental, envolvendo a todas, técnicos,  jogadores, e analistas da mídia, como num trato corporativado e de espessa blindagem…

 

De uma partida para outra se sucedem monocordicamente sistemas, jogadas, sinais, roteiros, caminhos e desvios que ocorrem formatada e padronizadamente, onde variações, atitudes e improvisos não encontram espaço dentro e fora das quadras, numa rotina exasperante e retrógrada, mesmo na formaçào de base, espelhada numa elite estratificada no tempo e espaço de duas décadas…

 

E dentro deste cenário, impera a mediocridade institualizada, enraizada profunda,  inamovível, pelo menos até os dias de hoje, num desafio inicial que a “parceria”(?) LNB/NBA terá de enfrentar, pois aprimorar os espetáculos em seu entorno, na divulgação e no marketing institucional, pouco adiantará frente a pobreza técnica e tática dos jogos, que no final das contas é o produto a ser comercializado mercadologicamente a uma público que alimentará os valores e lucros da mesma…

 

Nesse estratégico ponto é que a “salvadora” parceria terá de encontrar meios para implementar qualidade as equipes, fator este que obrigatoriamente envolverá uma profunda reformulação na formação de base (que é função da CBB e do desporto escolar), na massificação e na preparação de técnicos e professores (que é responsabilidade dos cursos de educação física e desportos), meios estes que não firam e nem descaracterizem as legislações existentes, principalmente por parte de uma liga estrangeira, mesmo que aliada a uma nacional…

 

Então, ficam desde já expostas situações possíveis de conflitos administrativos, de ingerência formativa e profissionalizante, em área a ser respeitada, por estar bem delimitada a organizações de fora de nossas fronteiras…

 

Como farão é o desafio a ser transposto (ou não…) sem que sejam feridas as leis do país, em qualquer das áreas, educacional, cultural e trabalhista  pretendidas para a sua implantação legal, e que contam com projetos alimentados por grandes verbas federais a serem administradas, ao final de contas, por quem?…

 

Ganhar e auferir grandes lucros é a tarefa primordial (e anunciada…) da parceria, que para tal precisa desenvolver e aprimorar um produto que se apresenta hoje, no limite de tudo aquilo acima mencionado, e como os exemplos a seguir:

 

– No jogo entre Pinheiros e Paulistano, duas equipes atuando de forma quase idêntica, apesar de em alguns momentos a equipe da casa ensaiar formações triangulares, que seu técnico tenta implantar em seu jogo ofensivo, assim como implementar ações defensivas mais efetivas, encontrando, no entanto, grandes dificuldades de assimilação por parte de jogadores mais do que educados e focados no sistema único, que o praticam a longos anos, desde a formação, assim como seu adversário que incorre no mesmo e enraizado hábito, tornando bastante árdua a tarefa de uma mudança de atitudes técnicas, e acima de tudo, táticas. Venceu a equipe do Paulistano, por ter aventurado menos nos arremessos de três (5/19 contra 9/28 do Pinheiros), e ter jogado mais enfiada dentro da defesa da casa (26/51 contra 21/42), numa demonstração efetiva de que o fator precisão nos arremessos se relaciona a maior ou menor distância que são realizados, fator este que compensou um pouco o elevado número de 27 erros no fundamentos, simples assim…

 

 

– Num jogo técnica e taticamente parecido ao acima mencionado, inclusive no alto número de 29 erros de fundamentos, Minas e Franca se enfrentaram duramente, numa partida tumultuada por nervosos e reincidentes técnicos, projetando para dentro da quadra um alto grau de instabilidade emocional nos jogadores, propiciando um aumento nos erros individuais e coletivos, por conta das cobranças de fora da quadra. Assim como no jogo anterior, venceu Minas por concluir melhor próximo a cesta (19/37 contra 16/28 de Franca), e obter sucesso maior nas longas bolas (9/18 e 4/20 respectivamente), face a frouxidão defensiva de Franca no perímetro exterior…

 

– No terceiro jogo transmitido, as equipes do Palmeiras  e da Liga Sorocabana perpetraram um série de erros fundamentais, foram 32, numa partida que se caraterizou por mais um duelo nas bolinhas (10/27 do Palmeiras e 9/28 da Liga), e pela participação anárquica do armador americano Clahar de Sorocaba, responsável por belas conclusões e perdas decisivas de bolas, contrastando com a excelente participação do armador Neto do Palmeiras, além da explicita evidência da falta de condicionamento físico de sua equipe no quarto e decisivo final, levando-a a derrota e última colocação no NBB…

 

– São José e Flamengo repetiram mais um duelo nos três (7/20 contra 10/25, ou 37.7% de efetividade), percentual bem mais baixo que os 54.5% nas tentativas internas (20/46 e 28/42), numa endêmica e teimosa insistência, que não encontra uma explicação plausível  a tanta falta de bom senso e análise crítica. No entanto, pela maior frequência interior da equipe carioca, pode levar de vencida a aguerrida formação paulista, num jogo em que, positivamente, menos erros foram cometidos (9/11) se comparados com os jogos anteriores, fator que elevou tecnicamente o jogo…

 

Então, e por mais uma vez, fica bem claro o processo de mesmice endêmica que tanto critico aqui nesta humilde trincheira, reforçando a cada ano que passa a certeza de que o grande óbice que vem travando o crescimento técnico do grande jogo entre nós, passa irremediavelmente pela formatação e padronização técnico tática imposta ao mesmo, por uma geração de técnicos comprometidos e compromissados com o sistema único, que encontra no âmago da NBA seu grande difusor, tornando a parceria agora implantada e divulgada com a LNB, como algo que deve ser bem estudado e melhor ainda pesado, quando estará em jogo uma longa tradição de como encaramos e atuamos num passado não tão distante assim, e que nos levou técnica e taticamente a emular com as grandes equipes mundiais, inclusive a americana, exatamente pela pratica diferenciada na forma de jogar, bem ao largo do que hoje temos professado, nas sobras e dobras da grande liga do norte. Espero que o bom senso, o mérito, e o competente conhecimento nos leve a patamares acima, e não a um papel subalterno e suplementar dentro da realidade do grande, grandíssimo jogo…

 

Amém.

 

 

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A ELITE FALHADA…

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Qualquer azulejo daquele ginásio sabia que o ataque do Macaé seria desferido pelo Jamal, que de posse da bola cometeu o mais primário erro que um armador possa cometer, não soube ler o posicionamento da defesa adversária, que ao colocar dois marcadores sobre ele “abriu” enormes espaços no perímetro interno, quando um singelo passe colocaria um seu colega em boa posição de tiro curto. Mas não, pois como a estrela incensada até aquele momento chave da partida, poderia abdicar da gloria suprema, escorada em sua fantástica habilidade dribladora e pontuadora, como? Será que recebeu ordens para agir daquela forma, e se não, assumiu por conta própria um risco tão temerário? Enfim, de nada adiantou sua “espetacular” participação, se na hora “H” falhou bisonhamente?

 

No outro jogo, Flamengo e Mogi estabeleceram uma memorável pelada que chegou ao placar de 98 x 94 para os cariocas, que decididamente optou pelo jogo das bolinhas, claro, incentivado pela mais completa ausência de defesa externa por parte de um Mogi, cujo técnico cada vez mais se insere no vício tupiniquim de querer tutelar arbitragens, como uma busca (in)consciente de um álibi que justifique derrotas, que poderiam ser evitadas se sua equipe fosse preparada para defender o perímetro externo, o que não acontece rotineiramente, ainda mais contando com jogadores nitidamente avessos a comportamentos defensivos, mas entusiasmados e autosuficientes ofensivamente, inclusive quanto as bolinhas em questão…

 

Duelaram de fora perpetrando juntos um inacreditável 30/65 (12/26 para Mogi e 18/39 para o Flamengo) nas bolinhas, praticamente igualados nas de dois (37/66), com 23/41 para Mogi e 14/25 para os cariocas, numa enfática demonstração de que, apesar do forte jogo interno que possuem, o chamado primal lá de fora se faz presente desde sempre…

 

Fica no ar uma questão – Será essa a tão aguardada evolução técnico tática tão ansiosamente aguardada pelo grande jogo? Do meu humilde cantinho digo com convicção que não, absolutamente, não, pois não posso admitir a falência do drible incisivo, da finta bilateral, do corte seco e decisivo, do corta luz competente, da marcação horizontal, do equilíbrio corporal e mental, da coordenação tempo/espaço, do passe exato e calculado, do DPJ, do arremesso interno justo e preciso, toda uma gama de habilidades que estão sendo perdidas pela aventura midiática, imprecisa e muitas vezes irresponsável dos longos arremessos, que por se constituir numa especialidade de fina sintonia, somente é plenamente dominado por muito poucos jogadores, aqueles verdadeiros e autênticos especialistas, e não essa massa praticante que se apresenta como tal, pivôs inclusos…

 

Finalizando essa passagem pelo formidável espetáculo de técnica, que tal a contabilidade nos erros de fundamentos, só 42 (23/19), dignos de uma autêntica…digam lá todos vocês…

 

Amém.

 

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ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA…

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Eu diria mais, firmemente estabelecida a temporada de caça, tantos são os tiros aos pombos desferidos sofregadamente pela maioria de nossos jogadores, todos absolutamente convictos de suas maravilhosas habilidades na mais difícil, seletiva e refinada de todas as formas de finalização a cesta, não importando distâncias ou estilos, na medida em que caiam, mesmo que para tanto, promovam uma escatológica orgia de verdadeiros atentados ao bem jogar o grande jogo, que a cada dia se apequena, frente a tanto equivoco e insensatez…

 

Mas, contritamente rezo aos deuses que promovam o aparecimento de um, basta unzinho, técnico que promova com competência um bom sistema defensivo de linha da bola lateralizado, para refrear tanta ausência de bom senso, tanta falta de Symancol B12 dessa turma de estrategistas, que tanto mal vêm promovendo numa modalidade rica em criatividade e responsável improvisação, jogada para baixo do tapete da mais pura tapeação, pois assistirmos jogos, como esse entre Franca e Uberlândia, onde 21/59 arremessos de fora, praticamente convergem com os 29/62 de dois pontos, num cenário em que 65 para mais tentativas vão se tornando comuns, rodada após rodada, sinalizando às novas gerações a trilha a ser seguida, para a gloria e o orgasmo de uma mídia, onde a grossa maioria absolutamente nada entende do grande jogo, repito e afirmo, absolutamente nada…

 

Franca venceu por ter tentado nove arremessos de fora a menos que seu adversário (11/25 contra 10/34), otimizando seus ataques de dois pontos, e que se tivesse substituído a metade de seus erros de fora, por mais tentativas interiores, venceria com margem bem maior, fator que nunca seria emulado por Uberlândia, treinada e preparada para o jogo externo desde sempre…

 

Segue um campeonato marcado pela artilharia de fora, irreal, imprecisa e aventureira, endossada passivamente por técnicos coniventes, que ao menor indício de que a pontaria falha, se socorre nos dvd’s agenciados na busca de novos especialistas. Somente esquecem que gravados sempre estão as “grandes” jogadas, pois as perdidas, a maioria, são convenientemente deletadas…

 

Então, logo mais dois jogos serão transmitidos, e veremos a quanto andarão os artilheiros de plantão, para o engrandecimento e pujança do nosso NBB, quase lá nos braços de uma NBA, que me deixa curioso para o que veio…

 

Amém.

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PRESTANDO CONTAS…

 

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Terminou mais uma das fases da LDB, e como nenhum dos muitos jogos puderam der assistidos, a não ser pelos residentes em Recife e Joinville, o que não é o meu caso, somente as estatísticas divulgadas pelo site da LNB puderam servir de balizamento para um tipo de analise, que, de forma alguma espelha a realidade dos jogos, a não ser por um único de seus aspectos, o número de erros de fundamentos cometidos pelos sub 22 em ação, e que foram muitos, muitos mesmos, e por isso assustadores…

No entanto, algo de novo pode ser pescado na numerologia das planilhas da Liga, tornando-se, inclusive, algo muito bem vindo, algo que desde sempre foi uma das bandeiras aqui levantadas nessa humilde trincheira, a brutal hemorragia nos arremessos de três pontos, que na liga maior já ultrapassa, em algumas e nomeadas equipes, os arremessos de dois pontos, no que denominei de convergência, perigosa e irreal ante os conceitos mais primários do bem jogar o grande jogo, com bom senso e inteligência, marcas determinantes desta modalidade exemplar…

Sem dúvida, a diminuição expressiva das bolinhas de fora, em função de um maior aproveitamento do jogo interior, deve ser recebida com a esperança de que algo muito positivo esteja por vir no aspecto técnico tático, cujos primeiros indícios estão demonstrados nos valores estatísticos apresentados nessa etapa da LDB, exceto quanto ao enorme e preocupante número de erros e falhas na execução dos fundamentos básicos, numa demonstração tácita do ponto que deve ser energicamente atacado por todos os responsáveis pela formação de base no país, pois em caso contrário, se teimarem em concentrar seus esforços na aplicação prioritária de sistemas de jogo, que sem o lastro de fundamentos bem estabelecidos, nada apresentam de prático e eficiente no desenvolvimento sólido de padrões e comportamentos, pouco ou nada evoluiremos, em comparação direta com centros mais evoluídos em países que os priorizam, tornando-os no fator mais estratégico de sua preparação de jovens…

Foram, nessas seis rodadas acontecidas, cometidos 2677 erros de fundamentos, com a média de 37.1 por partida (foram 72), o que atribui aproximadamente 18.5 erros por equipe, que na altura do desenvolvimento técnico de jogadores dos 19 aos 22 anos, chega a ser imperdoável…

Porém, algo de mais devastador vai se tornando lugar comum, a errônea e absurda aceitação de que se tratam de jogadores “prontos”, que por conta de tão equivocado status, são privados do ensino (isso mesmo, ensino…), da prática constante e prioritária de sua ferramenta básica de trabalho, os fundamentos, como o solfejo e dedilhar na música, as empostações e colocação de voz no teatro, as longas e perenes repetições da dança, o conhecimento, manejo e domínio de uma bola de basquetebol…

Mas para tanto, nossos técnicos da formação têm de ser preparados e orientados para o ensino, em todas as suas nuances didático pedagógicas, com sólidos conhecimentos dos movimentos e ações básicas, onde pranchetas e “jogadas” cedam espaço vital ao desenvolvimento técnico individual e coletivo, no fortalecimento das valências físicas advindas desse treinamento, onde o contato do jovem com a bola seja constante e enriquecedor, ensinando-o a amar o jogo em conjunção a seus companheiros, numa cumplicidade que se estenderá por toda sua vida competitiva, e mais além, com certeza…

Somente desta forma poderemos almejar jogadores preparados para assumirem sistemas defensivos e ofensivos de jogo, com domínio e conhecimento pleno de todos os segmentos técnicos necessários, com precisão e conhecimento de causa, pois, em caso contrário, não passarão de meros repetidores de sistemas impostos e manipulados por estrategistas e suas midiáticas pranchetas, que na esmagadora realidade dos jogos, não encontram eco dentro das quadras…

2677 erros, média de 37.1 por jogo, é o mais lídimo retrato do que tem sido  apresentado pela nova geração do grande jogo entre nós, as exceções não contam, e que são ínfimas para as nossas reais necessidades…

Amém.

Foto – Divulgação LDB.

 

JOVENS x VETERANOS…

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Depois de três transmissões de jogos do NBB7 pela web (a primeira com boa imagem, e as duas outras péssimas…), voltei ao formato no jogo entre o Bauru e Limeira, que apresentou imagem estável e nítida, porém, como nos anteriores, com sérios problemas de som, principalmente quanto ao comentarista Marcos, que com sua voz grave e coloquial, se torna praticamente inaudível. Uma boa mexida na equalização e reforço de timbre se faz necessária, ou que o mesmo respeite a distância correta do microfone…

 Quanto ao jogo, decepcionante, pois, e por mais uma vez nesse campeonato, se restringiu a um duelo aberto de bolinhas de três, contestadas, ou não, equilibradas ou não, até em contra ataques, fora as tentativas da moda, a dos pivôs, com um Jefferson triturando um 0/5, o Hettsheimer 2/6 e o Gui 0/4. a que o Murilo tentou, acertou, porém ele, o Jefferson e o Hettsheimer juntos só produziram 5/9 lá dentro, muito, muito pouco para os seus reconhecidos dotes de finalizadores internos…

Limeira seguiu atrás no duelo (13/24), mas concluiu um pouco mais de perto (14/35 contra 19/28 de Bauru) e foi mais feliz nos três (13/24, contra 7/25), definindo um jogo mais para pôquer que basquete, pelos inúmeros blefes propostos, principalmente nas coberturas de apostas…nos três.

Ao final permaneceu um gosto amargo de que poderia ter sido outro um jogo que se anunciava tecnicamente bom, mas que pendeu para a mesmice endêmica definitivamente implantada e sedimentada entre nós, e que se apresenta praticamente impossível de ser revertida, pelo menos por parte dos técnicos que aí estão, nacionais e estrangeiros, estrategistas que se julgam ser, e não são, absolutamente, não são…

Em um bom artigo em seu blog Bala na Cesta de hoje, o jornalista Fabio Balassiano inquere aos conhecedores do grande jogo no país, como fazer para que nossa nova geração tenha oportunidades de evoluir competindo em equipes recheadas de veteranos, onde parcos minutos são delegados à mesma, isso quando o são, obstruindo seu desenvolvimento na elite…

Bem, analiso por um outro ângulo, quando os vejo, a todos, acorrentados a um sistema único de jogo, com seus indefectíveis chifres, punhos, camisas, calções, hi lows, picks, cabeças, etc,etc e tal, desde as categorias mais iniciantes, direcionados a pranchetas inócuas e herméticas, cobrados coercitivamente pela obediência tática, coreografias dissociadas da realidade do jogo, ano após ano, num processo de alienação contrário ao livre pensar, ao experimento, à criatividade, em tudo e por tudo por onde passaram os veteranos de hoje, aqueles com que terão de disputar as parcas oportunidades de jogar efetivamente, e não fazerem número em jogos decididos, e que por conta dessa cruel realidade pouco, muito pouco, quase nada, prosperarão, a não ser como clones dos que aí estão…

Na elite, os erros que vemos cometer nossos consagrados armadores, nem sempre ambidestros, mais voltados às conclusões que aos passes, que por força de um sistema absurdo de jogo, se escondem do foco das jogadas, percorrem como fundistas metragens desnecessárias e desgastantes, se postam erroneamente no posicionamento defensivo, sofrem obliterações nas leituras de jogo, e raramente conseguem encaixar um bloqueio ofensivo, assim como vemos alas que não dominam o drible progressivo e suas fundamentais trocas de direção, que se atrapalham com as nuances fugidias de uma instável esfera que não dominam, que até desconhecem, no mesmo patamar de pivôs que em sua solitária luta, quase sempre são escalados para rebotes, pura e simplesmente, que não sabem (ou nunca os ensinaram…) se deslocar dentro do perímetro interno, dominando seus poucos metros de liberdade, driblando ou fintando, e até mesmo desconhecendo os pequenos milagres que se tornam possíveis com o conhecimento balístico e reflectivo de uma bola na tabela, ou mesmo num girar de 180 graus após alcançar um rebote, seja ele qual for…

Porém, todos, absolutamente todos sendo encaixados como peças amorfas de um puzzle tático, conduzido como marionetes de encontro a delírios pranchetados que a maioria dos analistas afirmam serem treinados “exaustivamente”, o que desminto veementemente, não o são, porque se fossem não precisariam ser trancritos pelos inenarráveis garranchos apostos em pranchetas midiáticas, posso assegurar…

E nossos jovens, perante essa realidade técnica, veem anulados seus projetos de jogadores elitizados, que claro, frente aos anos de mesmice veterana, pouquissimas chances tem de ansiar por uma competição mais justa e democrática, pois estando num mesmo barco, sem qualquer oportunidade de diversificação de sistemas de jogo, somente aguardarão a finalização de carreira daqueles, para darem continuidade ao processo, antecedendo às gerações formatadas e padronizadas que se sucederão…

Desde sempre lutei pela diversificação, pela criatividade, pelo livre arbítrio, pelo ensino plural, pelo conhecimento universal, pela tomada de decisões, pelo diálogo, pelo contraditório, enfim, pelo conhecimento diversificado que indus ao conhecimento do grande jogo, sejam jogadores, ou técnicos…

Não vejo, nem prevejo mudanças pelo que ai está, sacramentado e ungido por uma liderança comprometida com o corporativismo vetusto, fechado e lacrado pelo que temos de pior, a arrogância, a ignorância e a covardia…

Não à toa muitos jovens são dirigidos, legal, ou ilegalmente, no tempo, ou equivocadamente fora dele, para fora do país, a fim de serem “lapidados” por expertos agentes e técnicos que nem sempre são competentes de verdade, numa aventura que beneficia um mínimo de jovens promessas, dos muitos, e põe muitos nisso, que se perdem nessa difícil, enganosa e ilusória estrada do esporte profissional, sem ao menos prepará-los educacionalmente para enfrentarem um futuro quase sempre incerto…

O que nos falta?  Desculpem a franqueza, nos falta vergonha na cara, simplesmente isso, vergonha na cara, pois temos no país muita gente competente, mas que é segregada por um único e singelo motivo, pensam…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

 

 

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