2007 – PERDAS E RETROCESSO…

Foi mais um ano de perdas e acentuado retrocesso, numa sucessão de erros, tanto administrativos, como técnico-táticos, sem precedentes na história do nosso basquete. E não só no basquete, como também na educação de nosso povo, em todos os níveis de escolaridade, deixando-o à mercê da manipulação política disfarçadamente envolta em planos e bolsas de todos os tipos e matizes, mas desqualificando com salários vis aqueles únicos que poderiam reverter tão trágico quadro, os professores. È um plano diabólico e muito bem orquestrado, por todos aqueles que não irão permitir a existência de um povo educado e culturalmente rico, fatores que inviabilizariam seus planos de domínio político-econômico absoluto. E o esporte tem muito a ver com toda essa colocação, pois capitaliza o interesse da juventude brasileira, que por conta dessa disposição natural se vê afastada de sua prática nas escolas, local ideal e natural para seu completo desenvolvimento.

E o basquetebol não poderia ser diferente, em sua luta desigual e penosa em busca de um soerguimento cada vez mais longínquo, pela absoluta falta de projetos e planejamentos feitos e organizados por gente capaz e estudiosa, afastada do foco das decisões por uma administração central absolutamente incapaz e profundamente incompetente, encastelada no poder decisório à custa de eleições regateadas e loteadas entre os votos federativos, mas tendo como respaldo o processo democrático do voto em assembléias, mesmo caracterizado por forte e ciclópico corporativismo, ações estas fragmentadas e inócuas no frágil campo oposicionista, se é que ele existe de verdade.

Por estas e outras razões de somenos importância, é que destaco alguns pontos que tornaram esse ano que chega ao fim, como um ano de perdas e acentuado retrocesso, senão vejamos:

Desde muitos anos tenho lutado pela existência de cursos de mestrado e doutorado no âmbito da Educação Física, tendo cursado o primeiro organizado pela EEF/USP em 1976. Anos mais tarde fui concretizar meu doutoramento na UTL/FMH em Lisboa em 1992. Em ambos propugnei por temas e linhas de pesquisa voltadas ao desporto prático, ao movimento e ação desportiva, em busca de uma didática voltada ao gestual, às técnicas fundamentais, ao movimento e desenvolvimento tático, e a busca e criação de equipamentos de baixo custo que viabilizassem aquelas linhas de pesquisa. Foi exatamente esse o plano de estudos que apresentei ao curso de mestrado da UERJ, sendo rejeitado, em nome de filosofias, fisiologias, psicologias e históricos, assuntos muito mais palatáveis do que pesquisas experimentais. E vieram os cursos da Gama Filho e da Castelo Branco, todos voltados às linhas de pesquisas similares àquela, não fossem muitos dos professores comuns a todas. Com a falência do mestrado da UFRJ, ficou o Rio de Janeiro atrelado a uma repetição acadêmica beirando à unanimidade, sem um estudo experimental no campo prático desportivo sequer. Na semana que passou, o mestrado e doutorado da Castelo Branco foi fechado pelo MEC, com o seguinte diagnóstico- Numa escala de 1 a 7 – Nota 1, com linhas de pesquisa e estrutura curricular fracas e caso documentado de dois plágios em dissertações envolvendo professores e alunos do mestrado em ciência da motricidade humana ( O Globo, pag.9 de 22/12/2007 ). O CEG da UFRJ já autorizou o novo mestrado da EEFD para 2009, e adivinhem qual a linha mestra de pesquisas? Isso mesmo, fisiologia ! Como poderemos melhorar nossos quadros técnicos desportivos com tais linhas? Basquetebol então, nem pensar…

Tive a honra de ser convidado pelo editor do blog Rebote, o Rodrigo Alves, para votar na personalidade do ano no basquetebol. Repeti o voto do ano passado, com a seguinte justificativa :

Por transcender a grandeza do jogo. Por se situar acima de qualquer analise e julgamento crítico. Pela imagem e presença infalível e quase dogmática. Pela reinvenção sistemática e longeva de si e de seus acólitos, sob a proteção da incapacidade de seus oponentes e até detratores, de se unirem em torno de um projeto que o substitua, reelejo, sem um pingo de dúvida, o grego melhor que um presente como o destaque desse, dos passados e futuros anos, até que uma brisa oscule e afaste a sem-vergonhice de nossas caras, assistentes privilegiadas e inermes de sua absurda presença.

E a procissão helênica prossegue sua via magnífica, agora na companhia de um catalão salvador. Bem os merecemos…

Finalmente, e para fechar envergonhado tão triste ano, recomendo o artigo From Brasilia, que tantos comentários suscitou, pois representa em toda sua grandeza, o estágio falimentar e obscuro em que se encontra o grande jogo entre nós, outrora magnífico e orgulhoso de suas conquistas e posição de ponta no mundo, apontado pela FIBA como a quarta força mundial no século XX.

No entanto, estou convicto de que podemos reverter tão triste quadro, bastando que acreditemos na força do trabalho conjunto de todo aquele desportista que ama verdadeiramente o basquetebol, que deve a ele muito de sua formação cidadã e desportiva, e que em seu estagio e influencia pessoal atual em muito poderá ajudá-lo em seu soerguimento, bastando jogar em equipe, como aprenderam no passado, dentro da quadra, lutando, vencendo e perdendo, mas nunca se entregando, e muito menos desistindo.

INOCENTES AGRESSÕES…

Faltam sete segundos para o término do jogo, e o Flamengo perde para o Boca Juniors por um ponto. O técnico rubro-negro pede um tempo, que ao ser solicitado entre o primeiro e segundo lance-livre cobrado pela equipe argentina, fará com que a reposição do lateral se faça no meio da quadra, dando margem a um ataque mais elaborado e em tempo hábil a uma conclusão de dois pontos, mais segura e objetiva. Usando a prancheta que pouco se utiliza ( o que é muito bom…), o técnico Paulo Chupeta traça uma diretriz técnica baseada na jogada tradicional e quase sempre eficiente conhecida como “trenzinho”, ou seja, os jogadores postados em fila transversal à cesta, se deslocam em direções divergentes para um passe quase sempre seguro motivado pelo elemento surpresa nos deslocamentos. Em um ponto foi enfático, ao prever que toda a carga defensiva seria postada no jogador Marcelo, o mais eficiente jogador ofensivo até aquele momento. Menciona ainda que o mesmo recue em direção ao campo defensivo abrindo a defesa prevista, pois arrastaria com ele o peso do adversário, deixando seu irmão Duda mais livre para tentar uma bandeja, como bem frisou , sabendo ser necessário somente dois pontos para vencer a partida.

Todos a postos, bola não mão do jogador que a reporá em jogo, quando, inadvertidamente, num comportamento individualista o Marcelo corre em direção ao passador recebendo a bola já com dois adversários a cercá-lo no campo de ataque, deixando de lado as instruções do técnico que ordenara que ele fizesse o trajeto inverso, para abrir espaços necessários às penetrações visando tão somente os dois pontos. Como os espaços se fecharam a um passe seguro, nosso habilidosíssimo jogador progride à cesta exercendo seu frágil drible de mão esquerda, que foi o lado que seus inteligentes marcadores cederam a ele, que penetra no garrafão, já agora cercado por quatro adversários, que ao pressentirem o arremesso curto, trocado pela bandeja inexeqüível, exercem o bloqueio à meia altura abafando o movimento, não restando ao Marcelo senão o salto espalhafatoso sem o domínio da bola em suas mãos, sugerindo falta pessoal, não marcada pelos três juízes atentos àquela que seria a última jogada da partida.

Terminado o jogo, um dos juízes (por que não os três?…), é assediado pelo nosso brilhante e obediente ala-armador, ou armador-ala ( até hoje em dúvida…), que com seus dois metros de altura vocifera em sua direção pela falta inexistente não marcada. O juiz dá dois, três passos atrás, quando cercado estanca, e num movimento de liberação empurra o agressor verbal para sair daquele cerco absurdo, e que poderia se transformar em uma armadilha de desforo físico. Foi uma reação de defesa natural sob coação, mas foi o bastante para que os demais jogadores vissem sua reação como um ato agressivo, passível de desforra. Daí para diante foi uma sucessão de exemplos de como não se devem portar numa quadra desportiva, jogadores e dirigentes, que num passe de mágica responsabilizaram a arbitragem por um erro técnico-tático de seu jogador mais emblemático, que quis capitalizar para si o ônus da vitoria, e não foi humilde o suficiente (e creio que pelo peso de seus anos como luminar jamais o reconhecerá) para admitir a falha cometida.

A pincelada final foi dada pelo bom armador Fred que em seu depoimento mencionou que o culpado de tudo foi o juiz que empurrou seu colega, ação proibida, segundo ele, dizendo que “nenhum juiz pode por as mãos em um jogador”. Quer dizer que um juiz, cercado

agressivamente por jogadores, impossibilitado de se movimentar, agredido verbalmente, ameaçado fisicamente, não pode exercer seu direito humano e inalienável de sair daquela perigosa situação abrindo espaços com seus braços? Como reagiria o mesmo Fred se a situação fosse inversa?

No entanto, ninguém naquele ginásio se preocupou com a opinião do técnico Paulo Chupeta, que até agora deve estar lastimando a desobediência explícita de seu jogador, que adora discursar em seus pedidos de tempo, quanto a uma diretriz técnico-tática combinada por todos, e acredito que anteriormente treinada ( já que tanto falam em jogadas para situações especiais…), e que foi solenemente desprezada pelo astro de sua equipe, num comportamento nada incomum ao mesmo, até mesmo em seleções nacionais.

Logo mais, as quatro equipes, todas na mesma situação classificatória decidirão que sai e quem fica na competição, e espero que o manto da humildade baixe por sobre alguns jogadores tidos e havidos como os expoentes do atual basquetebol brasileiro, a fim de que evoluamos firmemente em direção ao soerguimento do grande jogo entre nós, começando pelo reconhecimento de suas falhas e limitações, e pela necessidade de mais trabalho fundamental e bom-senso coletivista.

Amém.

FELIZ NATAL E BOAS FESTAS.

Muito se tem dito e escrito sobre o basquetebol brasileiro, principalmente nos veículos postados na internet, onde ainda se pode encontrar pessoas interessadas no progresso da modalidade, pessoas com larga experiência dentro e fora das quadras, pessoas que não contando com apoio das grandes mídias conseguem manter esses canais de informação abertos às discussões, aos debates e ao acesso de novas técnicas, e até alguma informação sobre bibliografia especializada.

No entanto, muitos destes importantes veículos se orientam ao basquetebol lá de fora, principalmente na cobertura da NBA, no momento estratégico em que todos os esforços deveriam estar concentrados no nosso tão abandonado basquetebol, num esvair de talentosos cronistas e analistas, canalizados que estão ao dia a dia daquela liga. Uma pena, pois nunca na história de nosso basquetebol necessitamos tanto de apoio, informação, discussão e tomadas de posição, no intuito de lograrmos a retomada do nosso verdadeiro lugar no concerto dos grandes, dos lideres do basquetebol internacional, do qual fazíamos parte num passado recente.

E para todos aqueles que dedicam a maior parte de seu tempo às coisas e mundanices da grande liga americana, sugiro como régio presente de natal acessar o endereço a seguir, no qual o maior de todos os profissionais que atuaram na mesma, dá o seu depoimento esclarecedor e vivenciado por quase duas décadas, e em cinco capítulos.

http://video.on.nytimes.com/?fr_story=2d1501c9bfcb295816a52b9674ea719c336e2262

Como constataram após as cinco aulas, podemos afirmar que os caminhos do basquetebol americano estarão sempre bem aplainados, não só pela exuberante quantidade de praticantes muito bem orientados, como na qualificação de grande parte de seus professores, técnicos , dirigentes e mídia especializada, todos unidos para o progresso de seu basquetebol, e que independem de comentários e sugestões exógenas.

Por outro lado, o nosso dia a dia ainda se permite testemunhos como o apresentado a seguir – http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Basquete/0,,MUL213298-4433,00.html , o que demonstra o quanto ainda temos de doloroso caminho a percorrer, numa realidade absurda, mas reversível, na medida em que todos participem do grande esforço de soerguimento do grande jogo entre nós.

Para tanto, conclamo a todos, professores, técnicos, jogadores, dirigentes, mídia de todos os segmentos, desportistas, poderes constituídos, para num esforço que se sabe longo e pedregoso, salvemos nosso amado basquetebol, para que numa época de natal e festas, num futuro não tão distante assim, possamos publicar e divulgar depoimentos sinceros e objetivos como o do Karin, e varrermos definitivamente do nosso caminho depoimentos vazios e pretensiosos de alienígenas vindos de um buraco negro impreciso e vazio de idéias.

Apesar de todos os pesares, desejo a todos um Feliz Natal, e um ano de 2008 repleto de realizações, saúde e muito bem recompensados trabalhos.

Amém.

UM PRESENTE GILIPOLLA…

Palavras do grego melhor que um presente ao programa esportivo da Sportv: “O técnico da seleção brasileira será um europeu, com um único e exclusivo motivo, que é levar a nossa equipe a classificar para a Olimpíada de Pequim. Esse treinador, além de trazer um pouco dos segredos do basquete europeu, não virá aqui para mudar a nossa maneira de jogar. O que ele vai fazer é implantar uma filosofia de jogo, um pouco mais de domínio de jogo que necessitamos em alguns momentos. Eu não tenho medo, primeiro por que vamos classificar, segundo, por que o presidente não é marcado por ir ou não às Olimpíadas. O presidente é marcado, pesado e avaliado por tudo que ele faz pelo basquetebol”.

Sabias e proféticas palavras, onde nas entrelinhas podemos vislumbrar algumas perolas da enganação crônica que acometeu essa administração caótica, e que raciocina segundo a premissa de que tudo sabe e domina do grande jogo, e que de nada valem e valerão quaisquer argumentos, por mais técnicos e embasados que sejam, para mover um milímetro sequer desse posicionamento que prima pela incoerência e até pela irresponsabilidade.

Ora, se o tal técnico, que segundo uma afirmação jornalística do conceituado site BBHeart, é o famigerado e controverso espanhol Manoel Comas, que já transitou pela quase totalidade dos clubes espanhóis, e alcunhado de “El Xerife”, bem poderemos imaginar qual a sua filosofia de trabalho, bastando nos reportarmos a uma matéria em um jornal espanhol (http://www.eldiariomontanes.es/prensa/20070219/deportes/manuel-comas-tilda-jugadores_20070219.html), para nos preocuparmos desde já pelo “pouco dos segredos do basquete europeu” que nos irá brindar, e pela afirmativa do presidente da CBB de que “ele não virá para mudar nossa maneira de jogar”. Lendo a reportagem espanhola, rotular seus próprios jogadores, publicamente, de “gilipollas” ( tontos, idiotas, estúpidos, cretinos, segundo o Dicionário Michaelis), já aufere um belo cartão de visitas para quem não mudará nossa maneira de jogar, e nos deixa curiosos se tentasse o contrário e não fosse, por exemplo, bem entendido e obedecido, de como alcunharia nossos craques? “Gilipollas”, poderia até ser e não dar em nada pelo desconhecimento da língua pela maioria, mas e o Spliter, aceitaria? E o grande Delfin, o Alex, o Guilherme, só para mencionar os cardeais, esqueci o Marcelo. Teria o Comas de escolher um termo mais conhecido, em português mesmo, como por exemplo…

Talvez ele nos ofereça um pouco mais de domínio de jogo que necessitamos em alguns momentos, os decisivos, aqueles que só são vencidos através da integração de princípios e cumplicidade moral e técnica entre jogadores e técnico, sem alcunhas e rótulos, aqueles mesmos que o transformaram no “xerife”, comandando um bando de “gilipollas”, para a gloria e êxtase do grego melhor que um presente, e sendo regiamente remunerado pelo dinheiro público de nossos impostos.

E no fim de tudo permanece uma indagação- Se não é para mudar nada em nossa forma de jogar, se é para trazer um pouco dos segredos do basquete europeu e com a incumbência de nos classificar para Pequim apesar de tanta economia de objetivos, afinal, o que vem fazer aqui? Desconfio que é para evitar o aparecimento de um NAF, segundo sua ótica racista, tão criticada e condenada pela imprensa de seu próprio país.

Qui venga el toro, desculpe, “El Xerife gilipolla”.

Amém.

A LIÇÃO RUBRO-NEGRA.

E o híbrido Campeonato Carioca chegou ao final, insosso , inodoro, impessoal, inglório, injusto para com o estado que desde sempre amou o grande jogo. Creio ser desnecessário analisar, comentar tecnicamente os dois jogos finais, a partir do momento que em nada representaram às tradições cariocas, com as camisas históricas de alguns de seus mais representativos clubes servindo de coletes de treinos para equipes sem um quinto das tradições dos mesmos, numa apropriação indébita perpetrada por indivíduos que se lixam para a importância que esses clubes representam para todos aqueles que vêem no esporte um horizonte de esperanças em dias melhores, na valorização de seus jovens e nas oportunidades de vida que os guiarão vida a fora, e não se espelhando no péssimo exemplo de desamor aos seus mais recônditos valores, pela preservação das tradições representadas por suas gloriosas cores e símbolos. Vislumbrar com esforço uma minúscula cruz de malta perdida em um uniforme descaracterizado, um uniforme tricolor trajados por jogadores visivelmente constrangidos com a situação, pesa muito no imaginário de quem realmente conhece e presa a importância social desses clubes, que não deveriam ser usados de forma tão canhestra e vil.

Por tudo isso, é que devemos prestar as maiores homenagens ao CR Flamengo, que se manteve íntegro perante sua história de glorias e conquistas, jamais traindo o legado sempre lembrado do grande Togo Renan Soares, o Kanela, e dos grandes campeões que tantas e tantas glórias cobriram a camisa rubro-negra, que não foi e continua sendo propriedade daqueles que a defenderam e a defenderão por todo o sempre, não sendo jamais conotada de moeda de troca entre maus políticos travestidos de desportistas.

Que a experiência fajuta que ontem terminou não seja repetida no futuro, pois incorreremos no erro maior, aquele que deflagra o fim inexorável de um ciclo, de uma tradição, e que acena para o perigo definitivo da exclusão e do desaparecimento do basquetebol como um bem a ser mantido e preservado, e não como balcão de aluguel daqueles que almejam o prestigio, mesmo que fugaz, de representarem um papel imerecido e fictício. Mas há quem se passe a esse papel, sempre existirão, são e fazem parte da história do relacionamento humano, para os quais vale o que compram ou escambam, nunca o que conquistam, pois conquistas são para os trouxas, os incautos, os bem-intencionados, figuras anacrônicas num mundo consumista e imediatista.

Fico e opto pela grandeza do desporto, como educação e instrumento confiável na antevisão da vida, com seu aprendizado revelador nas derrotas e no prazer fugaz das vitorias, motivos mais do que suficientes para mantê-lo presente e vivo em nossas vidas, e não permitindo que seja desvirtuado por quem dele somente requer a gloria interesseira e lucrativa.

Parabéns a equipe do CR Flamengo pelo seu brilhante papel de defensor honrado do basquetebol carioca, clube que tive a honra de trabalhar como técnico em duas ocasiões, o que muito me enriqueceu cultural e esportivamente.

Amém.

PRESCRIPTION…


GRANDES DEFINIÇÕES

“O presidente é avaliado e analisado por tudo que ele faz pelo basquetebol”.

Gerasime Bosikis

AMARGA CRONOLOGIA…

14h57 min.- Ligo para a CBB ( 2544-3193 ), atende uma voz feminina. Peço para falar com o presidente Grego. Pedida a identificação respondo – prof.Paulo Murilo. Entra aquela indefectível musica metalizada que me faz esperar por uns 2 minutos. O ramal está ocupado. O Sr. Poderia tornar a ligar em 5 minutos? Pois não, o farei, obrigado.

15h09 min.- Torno a ligar. Identificação e música incidental, a mesma metalizada da primeira ligação. Passam-se 2 minutos e à comunicação de que o ramal está ocupado sucede uma consulta se havia a possibilidade de um retorno por parte do presidente Grego. Cedo meu telefone e desligo. Como possuo 2 números de telefone em casa, solicito aos familiares que não utilizassem o numero que cedi à CBB. Pronto, linha livre para o retorno que…

São 01h45min. da madrugada quando redijo essa pequena cronologia telefônica de esperas e ausências. O retorno não aconteceu, e como para bom entendedor meia palavra basta, o café e as duas horas de conversa sobre basquetebol foram-se às calendas gregas, e com passagem só de ida.

Que pena, e que desperdício. Da minha perda de tempo redigindo um bem pensado roteiro de sugestões, e da parte do grego melhor que um presente perdendo também o seu escasso tempo de atarefado dirigente num convite público que nunca pensou honrar.

Mas nem tudo se perde onde persistem princípios de honestidade e franqueza, e por conta dos mesmos mantenho as sugestões, somadas as dos desportistas em seus comentários, para que sua respeitada e competente diretoria, do alto de suas conquistas e notório conhecimento técnico, possa filtrar algum pormenor, por minúsculo que seja, dos temas propostos, dos quais abro mão e conseqüente copyright, para que seja utilizado, estudado, ou convenientemente engavetado, que é uma norma corriqueira nessa confederação.Só não me responsabilizo pela sugestão do leitor Gustavo, mas que democraticamente não retiro dele boas razões em publicá-la.

No mais, agradeço pelo convite feito em Brasília e esquecido no Rio, onde logo mais se iniciam os jogos finais de um campeonato carioca, onde somente uma equipe é carioca ou fluminense, e que espelha com nitidez como a CBB trata aqueles estados que ousam se antepor a seus desmandos. Resta a saudade do velho Seu Chico, com seu café bem coado, aromático e sincero. Saudades.

Amém

TEMO QUE…

No final dos anos 70, uma torcida de futebol inovou na forma de torcer dentro dos estádios, com torcedores enlaçados uns aos outros, pulando em ondas laterais, e entoando gritos de exaltação aos seus ídolos apolíneos dos gramados. Era uma pequena torcida da comunidade gay torcedora do Cruzeiro de Belo Horizonte, que inspirou e difundiu essa forma carnavalesca e exuberante de incentivar seus ídolos e sua paixão. O resultado da festança foram os reforços estruturais de ferro implantados em nosso principais estádios para suportar as oscilações provocadas pela movimentação da massa torcedora, a começar pelo Mineirão e o Maracanã, e que em muito pouco tempo se transformou em um comportamento extremamente agressivo por parte de outro tipo de torcida, que no aproveitamento daquela dinâmica desenfreada capitalizou a forma de torcer, a uma outra forma de subjugar pelo caos e pela confusão reinante no seio das mesmas, o poder coercitivo de muitos criminosos, escudados e protegidos pelas vagas incontroladas e por isso mesmo protetora de suas ações criminosas. A obrigatoriedade para que qualquer torcedor assista os jogos sentados em seus lugares, como é norma obrigatória em todos os estádios europeus, asiáticos e norte-americanos, inviabiliza esse comportamento, que muito em breve provocará embates sangrentos dentro dos estádios brasileiros, como já ocorrem fora dos mesmos, e que custou a vida de um torcedor semanas atrás.

Mas porque este preâmbulo? Aos poucos estas manifestações vem se instalando em nossos ginásios em jogos de basquetebol e futsal. São torcidas organizadas que incentivadas por dirigentes que lucram politicamente ao apoiá-las, já se insinuam dentro dos ginásios com suas atitudes e comportamentos advindos dos campos de futebol. O torcedor morto que mencionei atrás estava se dirigindo para um jogo de basquetebol no Ginásio Caio Martins em Niteroi, onde se defrontariam as equipes do Vasco e do Flamengo, quando num confronto na Praça Quinze foi agredido e morto selvagemente.

Ontem, no segundo jogo classificatório às finais do Campeonato Carioca, o que mais foi ouvido pelo telespectador, foram os encômios deslumbrados do comentarista da ESPN ante o espetáculo arrepiante dado pelos torcedores saltitantes e descamisados de ambas as equipes, cujo presidente de uma delas, e utente desbragado do pseudo prestígio da mesma, lá se encontrava presente. Mas, ao final da transmissão, ao contrário de outras estabelecidas pela emissora, onde algumas entrevistas e comentários técnicos finais são corriqueiros, a mesma foi encerrada abruptamente para minimizar ao máximo a visão da invasão da torcida da equipe vencedora que ao tomar a quadra de jogo transgrediu um dos preceitos comportamentais mais tradicionais e históricos de nossos desportos, o de que torcedor de basquetebol não invade as quadras, daí a inexistência clássica de alambrados e fossos divisórios.

Prevejo que mais essa hecatombe assaltará o já tão combalido basquetebol brasileiro, o que afastará definitivamente os verdadeiros apreciadores e torcedores da modalidade dos ginásios, acelerando em muito seu inexorável destino ladeira abaixo. Amanhã no Maracanãnzinho , nas finais desse torneio uma só providência deveria ser tomada pela policia que deverá estar presente em grande numero, a obrigatoriedade de que todos os torcedores presentes se mantenham sentados em seus lugares, em seus assentos numerados, providência esta que refrearia em muito a agressividade emanada de gangues, que só se sentem poderosas e inexpugnáveis quando aos saltos e enlaçadas grupalmente entoam seus hinos agressivos e insultuosos, acobertando seus covardes lideres diluídos em seu seio, num pastiche da torcida pioneira, a pequena torcida do Cruzeiro, que se manifestava daquela forma pública como proteção aos embates preconceituosos das torcidas adversárias. Ela não só derrubou muitos conceitos, como abalou as estruturas de muitos estádios do país, exigindo reformas e muito dinheiro gasto. Hoje, os tempos são outros, onde a nascente violência se instala no meio desportivo, o futebol em particular, mas que poderia ser ainda refreada dentro de nossos ginásios, antes que alguma tragédia venha a se consumar, ao largo dos arrepios emotivos do grande campeão.

Amém.

CONVITE FEITO, CONVITE ACEITO…

Amanhã sem falta ligo para o Grego e comunico aceitar seu convite feito em Brasília para um café e duas horas de conversa sobre basquetebol. Se o convite for mantido, volto àquela casa depois de muitos anos, mais propriamente desde 1992, quando lá estive para ofertar uma cópia de minha tese de doutoramento, com tema focado no grande jogo, mais propriamente nos arremessos, e que nunca foi sequer lida por quem quer que fosse, e hoje, se ainda existir, deve se encontrar num fundo de gaveta qualquer, ou no arquivo morto daquela entidade. Pena, pois tem sido referência de alguns estudos e pesquisas…lá fora. Mas, se a conversa prosperar, terei em mente tão somente apresentar uma serie de dez temas, que poderiam ajudar, se bem compreendidos e desenvolvidos, no soerguimento do nosso basquete, numa perspectiva de médio a longo prazo, guardadas as condições mínimas para seus desenvolvimentos.

Eis os temas:

1 – Incentivar, e mesmo promover a criação das Associações de Técnicos em cada um dos estados , que autonomamente colaborariam com o desenvolvimento do basquetebol, mantidas as características sócio-econômicas, educacionais e tradicionais de suas regiões,e que para atingir tais objetivos contariam com um Kit-Estatutos, e um Kit-Internet, preparados por uma comissão de técnicos experientes, no intuito de acelerar o processo e manter um grau razoável de compatibilidade administrativa e técnica. A CBB poderia bancar esses 27 Kits que poderiam ser desenvolvidos e distribuídos a baixo custo, principalmente se utilizar software livre.

2 – Dividindo o país em quatro regiões, a saber: Norte-Nordeste, Centro-Oeste, Leste e Sul, colegiados de técnicos, com participação rotativa, adequariam seus campeonatos estaduais das divisões de base, mirins, infantis e Infanto-Juvenis, a princípios didático-pedagógicos visando a massificação possível, com ligas colegiais e os clubes, e introduzindo algumas modificações nas regras, tais como, posse de bola de 40, 35 e 30 segundos nas categorias menores,liberando os 24 seg. do juvenil em diante, assim como a defesa por zona, também do juvenil em diante. A criação dos campeonatos estaduais de sub-19 e sub-21, visando abrir o leque de possibilidades no surgimento de novos valores. Nas duas divisões menores, a participação obrigatória de todos os jogadores em pelo menos um quarto da partida, e nunca mais de dois quartos sucessivos( remember o mini-basquete…), e a paralisação imediata da partida quando o placar ultrapassasse os 30 e 40 pontos de diferença, evitando danos na aprendizagem e busca de resultados artificiais e de cunho auto-promocionais.

3 – Desenvolvimento de um programa funcional e de baixo custo para a coleta de dados estatísticos que possam ser avaliados por conceitos de coeficiente de produção, e não por analise percentual pura e simples, adequados a cada divisão de base, cujos parâmetros deverão ser estudados, avaliados e divulgados através experimentações e pesquisas de campo, por comissões de professores e técnicos das quatro regiões propostas. Os dados recolhidos em todos os campeonatos regionais e nacionais alimentarão o Centro de Computação que deverá ser implantado na CBB, sob supervisão das associações de técnicos e a futura associação nacional, e onde ficarão guardados os dados necessários ao desenvolvimento técnico-científico da modalidade, objetivando seu progresso e a formação das seleções nacionais.

4 – Substituição dos Campeonatos Brasileiros de Seleções, pela participação dos clubes ou colégios campeões estaduais, com a seguinte classificação: Mirins e Infantis – 27 campeões nacionais, onde o deslocamento das equipes não ultrapassarão as fronteiras de seus estados. Infanto-Juvenis – 4 campeões nacionais, um de cada região. Juvenís, Sub-19 e Sub-21 – 1 campeão nacional por categoria, com decisões em sedes estaduais sob o regime de rodízio.

5 – Em cada campeonato regional e nacional, encontros de técnicos ocorrerão para discussões técnico-táticas, preparação de atletas, formação e formulação de equipes, publicação de trabalhos e conseqüente divulgação dos mesmos, assim como assuntos referentes a patrocínios e campanhas que visem o desenvolvimento da modalidade. Clinicas de aperfeiçoamento serão responsabilidade dos núcleos regionais, como forma de diversidade técnico-tática, e não como a pasteurização que vem sendo implantada pelo núcleo da CBB.

6 – Mobilização dos antigos ícones da modalidade, das associações de veteranos estaduais, de autoridades que praticaram o grande jogo, da sociedade civil, das organizações militares, estatais e patronais, para que todos juntos soergam o basquetebol entre nós, e inclusive fazendo parte ativa das comissões técnicas propostas.

7 – Que através convênios com entidades patronais, universidades, forças armadas, governos estaduais, municipais , industrias e comercio, possam ser implantados em forma condominal 4 centros de treinamento de alta técnica, um em cada região antes mencionada, no intuito maior de para lá serem enviados aqueles talentos pós-juvenis, que complementarão seus estudos e se qualificarão para as seleções nacionais. Como as instalações já são existentes, daí a sugestão de convênios, a implantação não atingiria valores vultosos, e que muito beneficiaria o projeto de soerguimento. Os profissionais destinados a esses centros seriam escolhidos por mérito pelas comissões técnicas das associações estaduais, e mais adiante pela associação nacional.

8 – Que através um bem planejado setor bibliográfico, divulgado pela rede internet, na forma de jornal, boletim ou blog diário, toda a informação técnica, de projetos a pequenas pesquisas, de estatísticas a relatórios de equipes e seleções bem qualificadas, de comentários a experiências regionais, por mais distantes que se situem no mapa nacional, todas essas informações circulassem regularmente para que todo e qualquer progresso técnico-tático, didático-pedagógico, fosse absorvido pela comunidade de professores e técnicos espalhados por esse imenso país.

9 – Que já se planejasse a produção semi-profissional de material técnico na forma de vídeos,CD’s, DVD’s e CD’S de áudio, a serem destinados a técnicos e professores, como uma das estratégias para a divulgação e massificação da modalidade.

10 – Que a implantação desses pequenos projetos, por serem factíveis dentro da nossa realidade, e que para tanto somente nos falta a vontade política em realizá-los, nos faça retomar o caminho das grandes conquistas que atingimos no passado, saindo do limbo cumulativo em que nos encontramos.

Esses seriam, ou serão os pontos que abordarei nas duas horas de conversa e troca de idéias, iniciados ou terminados com o café proposto, apesar, e com pesar, de não ter o velho Seu Chico a servi-lo.

Amém.

UM CAFÉ,E DUAS HORAS DE…

Quadra encharcada, interrompendo a partida decisiva do Sul-Americano de Clubes em Brasília. Enquanto os muitos funcionários patinavam no dilúvio na tentativa de enxugá-la, me distraio um pouco na leitura de um jornal local encostado atrás de uma das tabelas. De repente sinto uma mão pesada no meu ombro, e um “como vai Paulo?” Viro-me e encontro o grego que me sorri. Devolvo o cumprimento, e antes que estabelecêssemos conversação um dirigente estrangeiro se antecipa e o afasta um pouco, tempo necessário para que eu peça ao Heleno Fonseca Lima, próximo a nós, que fizesse parte do colóquio que se avizinhava. Afinal, foram mais de 5 anos que não nos dirigíamos diretamente, sendo que nos últimos três exerci com veemência um ciclo critico neste blog, em anteposição à sua administração junto à CBB. Atendido o dirigente, nosso grego melhor que um presente inicia a tão aguardada aproximação dialética, iniciando-a com um preâmbulo devastador: “Paulo, você é um professor respeitado, e que luta pelo bem do basquete, assim como eu, e que não tem pretensões à seleção brasileira, e sim…”. Um momento, grego, interrompi-o prontamente- Quem afirmou isso a você? Não fui eu,pode ter a certeza, pois como qualquer profissional dedicado ao basquetebol em sua parte técnica, servir a uma seleção de meu país jamais poderia ser desconsiderado, por princípio e por mérito. Sei que não o serei, mas jamais abdicarei desse direito.!” Todos afirmam que o fato de não dirigir equipes no nacional o incapacita para a função”. Engano seu grego, qualidade não é medida por essa ótica, e sim pela somatória de experiências e muito estudo, que não é em absoluto condição somente minha, muitos as tem nesse país.”Então me aponte alguém aqui presente!” Só aqui na sua frente tem dois, e mais dois la na tribuna. Já são quatro. Imediatamente o Heleno reage dizendo estar aposentado como técnico. Emendo afirmando que seria um ótimo supervisor, no que ele concorda em termos. E a conversa então toma outro rumo, quando enfoco a vinda de um técnico estrangeiro para a seleção. Prontamente o grego afirma que aquele profissional, que será escolhido por ele em janeiro, terá como função prioritária complementar uma nova comissão técnica, suprindo-a com a experiência européia em grandes competições, e que logo à seguir o pré-olímpico passaria o comando a um brasileiro, e que o preço a ser pago em nada desequilibraria as finanças da CBB, pois segundo ele, até de graça alguns técnicos se ofereceram para dirigir a talentosa seleção brasileira, na opinião de muitos, externadas pessoalmente quando de sua recente estadia na Espanha. Conclui que o passo já foi dado, só não avaliando, ou imaginando a extensão e os resultados práticos do mesmo.

Continuando o papo, que aquela altura já raiava à veemência, argüi da necessidade da existência das associações regionais de técnicos, que evoluiriam mais tarde para uma nacional, com responsabilidades autônomas de aconselhamento, preparação e treinamento de novos técnicos, e influência na escolha meritória de selecionadores nacionais, a exemplo das maiores potências atuais do basquetebol, como também para uma modificação estrutural nos cursos de atualização que visassem a diversidade técnico-tática, e não a fracassada homogeneização de um sistema de jogo estendido a todas as categorias de base, e que respeitasse os aspectos regionais do país. Também o lembrei da importância de controle estatístico mais condizente com a realidade técnica, assim como uma bem elaborada divulgação de bibliografia pertinente às reais necessidades dos muitos e muitos técnicos espalhados e tão abandonados em seu labor.

Com o jogo há muito em andamento, convidou-me o grego a passar na CBB para um café e umas duas horas de papo que eu teria para convencê-lo de alguns meus pontos de vista, que seriam ou não aceitos na medida direta de minha argumentação. Antes de nos despedirmos, sugeri que trocasse o nome do pequeno auditório da CBB de James Naishmith para Togo Renan Soares, o maior e mais laureado técnico de nosso país, numa singela, porém correta homenagem a quem muito fez pelo basquete nacional. Foi nesse ponto que ficamos sabendo, eu e o Heleno ainda participante da conversa, que a arena da Barra da Tijuca não foi batizada com o nome do grande Kanela, como o vizinho Parque Aquático Maria Lenk, por exigência de futuros arrendatários da mesma, para divulgá-la com suas marcas e projetos comerciais.

Ficou o convite, ficou a dúvida, a grande dúvida do quanto poderei colaborar com o nosso basquetebol, junto a uma administração que critico fortemente, tanto na forma, como nos princípios democráticos que deveriam pautar toda e qualquer administração desportiva, como nos países que nos tem vencido, aqui mesmo na America do Sul, nos últimos 20 anos. O que poderei influir durante e após duas horas de debates, ou monólogo, com alguém que age e pensa como ele? Terei alguma chance de convencimento, ou simplesmente me exporia a um retrocesso na estratégia que venho desenvolvendo nos últimos anos, na lenta e paciente missão de despertar os grandes, porém entorpecidos nomes do grande jogo, e os jovens em sua disposição idealista e até utópica, e por isso mesmo eivada daquela heróica honestidade, sua marca indelével ? Honestamente, não sei, apesar de lá no fundo ainda pulsar um tantinho de esperança em dias melhores, em melhores idéias, em qualidade, em ética.

Mas um fato, importantíssimo para mim, vem à lembrança, o café. Não mais aquele servido pelo inesquecível Seu Chico, o mesmo Chico mordomo das seleções, e funcionário prestimoso na nossa EEFD/UFRJ, que envergonhado e constrangido me comunicou que eu havia sido preterido para a seleção brasileira feminina que se apresentaria na França em jogos contra a Tchecoslováquia para o COB avaliar a presença ou não do basquete feminino nas Olimpíadas, com a argumentação do diretor técnico na ocasião de que eu era inadequado por ser baixo e feio, história que contei em artigo anterior. Acredito que o café de agora possa ter outro sabor, talvez bem mais amargo. Na dúvida…

Amém.

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