MINHA CASA…

Peço desculpas a todos, sincera e honestamente, por fugir dos assuntos definidores desse blog, o esporte, a educação, a cultura e o basquete amado.

Dentro de seis dias terei tomada minha casa, meu único bem imóvel, luta de toda uma vida, num leilão espúrio, corrupto e demolidor do mais comezinho direito de um cidadão, de um homem correto e cumpridor de seus direitos, legítimo possuidor de uma escritura limpa, correta e gravada em tabelionato público, o que lhe aufere o sagrado direito constitucional de posse, que se negada for me deixará seu qualquer possibilidade de soerguimento aos 70 anos de idade.

Em 1980 adquiri um lote de terreno que tinha agregada à promessa de compra uma fração de 1/193 de um Centro de Lazer em 36 prestações (Matricula no 9º RGI nº 18814 Registro 016 em 30/04/80). Passados alguns meses consegui um financiamento da CEF para quitar o terreno e construir minha casa, na condição de abrir mão na escritura de venda, por exigência da CEF, que considerava ilegal a venda casada do Centro de Lazer, assim como sua irregular destinação condominal por se tratar de um P.A. diferente do conjunto residencial onde o terreno estava localizado, do referido Centro, o que foi acordado pela empresa vendedora e a CEF, transladado em escritura pública, com hipoteca adjeta à CEF.( Matricula no 9º RGI nº 18814 Registro 018 em 26/10/81).

Em 1992 terminei de pagar a hipoteca, passando daquele momento em diante a ser o legítimo proprietário do imóvel. No ano seguinte, minha ex mulher, já falecida, doou sua meação aos nossos três filhos, em escritura pública registrada na mesma matricula do imóvel no 9 RGI, 18814, Registros 22 e 23, em 29/04/93., livre e desembaraçado de qualquer impedimento legal em sua totalidade.

Voltando um pouco no tempo, em 1984, o Centro de Lazer me processou pela cobrança condominal(Processo 1984.203.000075-8 TJRJ), da qual estava legal e juridicamente isento em escritura pública, a qual me insurgi. Por motivos e meandros obscuros a ação foi prosperando em todas as instâncias, nas quais, em momento algum nenhum dos juízes considerou meu direito inalienável consolidado em escritura definitiva legal juridicamente. Lá se vão 25 anos de um absurdo e inconstitucional processo em torno de um bem corretamente adquirido, pago e em dia com seus impostos, localizado dentro de um pseudo Condomínio que tem como sede um Centro de Lazer localizado em um P.A. diferente e jamais agregado ao do Conjunto Residencial.

Recentemente, descobri um outro registro da escritura de promessa de venda no mesmo 9 RGI, Matricula 34507 Ficha 08, inexistindo a de compra e venda, mas que serviu de base para o desencadeamento do processo que foi julgado por um juiz da Primeira Vara de Jacarepaguá, que ordenou o leilão sem sequer julgar o Embargo de Terceiros em suas mãos. Simplesmente um absurdo.

Em suma, estou sendo injustiçado por um processo aberto em 1984 fundamentado numa promessa de venda, quando já possuía a escritura de compra e venda, definitiva, em 1981, na qual inexiste qualquer vinculo com o Centro de Lazer. E que em nenhum momento foi levada em consideração pelos muitos juízes que julgaram as ações.

Tenho recursos no STJ e no STF, que mesmo não sendo ações que paralisem o leilão, são fundamentais para o esclarecimento definitivo da questão, mas que tem sido negadas por um instrumento denominado ausência de repercussão geral, que absolutamente não é o meu caso, já que estou sendo assaltado e esbulhado num direito indiscutível de posse de minha casa, único bem imóvel que possuo, à sombra de direitos advindos do Estatuto do Idoso, e da impenhorabilidade do único bem familiar, cuja única exceção é a divida condominal, da qual sou liberto em escritura pública e definitiva, direito este omitido até os dias de hoje, e que culminará no arresto de minha casa no próximo dia 6 de outubro às 15 horas.

Por tudo isto, por mais absurdo e inverossímil que seja é que peço ajuda, pois quem sabe alguém que tenha privado comigo pelos caminhos do esporte, ou da universidade, ou mesmo da vida simples que sempre levei, possa intervir junto a juízes como Dr.Cezar Asfor Rocha, Dr.Gilmar Mendes, aos quais não peço nada além do que considerar minha escritura de posse definitiva sem constar vinculo com o Centro de Lazer, fato jamais considerado por nenhum dos juízes que intervieram corporativamente no processo. O Agravo no STJ é o AG/RE 26842, que se aceito será enviado ao STF para que a justiça se faça.

Perdoem-me o desabafo, sei que não é este o veiculo apropriado, mas não tenho condições financeiras para matéria paga na imprensa, nem conhecimento em meios televisivos, podendo contar somente com a remota, porém possível ajuda de pessoa ou pessoas que possam ajudar numa hora tão trágica para mim. Agradeço de coração toda a ajuda possível, a começar pelo Fred, ex jogador meu  no BTBC, pela inestimável ajuda causídica tão pronta e amigavelmente doada. Obrigado.

Que os deuses e os bem intencionados me ajudem.

Amém.

CORRENDO ATRÁS…

“Meto a bola na frente e corro atrás, o mais veloz que puder…”

Tivemos em nosso país ótimos jogadores e jogadoras que agiam dessa maneira autêntica e descompromissada com certos princípios fundamentais do jogo, onde a destreza em alta velocidade fazia a diferença, principalmente nas finalizações de contra ataques. Mas eram poucos, e que não se notabilizavam pelo domínio pleno dos fundamentos, já que se distanciavam pela velocidade, e não pela habilidade no confronto direto com seus marcadores.

No entanto, não sei por que cargas d’água esse comportamento foi se espraiando por entre os jogadores, cada vez mais velocistas e menos dribladores e fintadores, tornando-os altamente ineficientes e apáticos quando defrontados em ataques coletivos, vulgarmente denominados de 5 x 5. Na recém finda Copa América feminina, pudemos constatar em nossa seleção um grande número de jogadoras com essa característica, principalmente as alas, e as enormes dificuldades que sentiam quando participantes de jogadas coletivas, esquematizadas ou não.

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A DUPLA ARMAÇÃO ESPANHOLA…

“A Espanha joga de uma forma interessante, com dois armadores, apesar de que um deles faz um 2, mas com habilidade de levar a bola…”
“Como podemos ver,a equipe espanhola está recheada de armadores, que é o que não falta para eles, de veteranos até adolescentes como o Rúbio, preparando-os para o futuro…”.
Com essas afirmações, o comentarista da ESPN, como que surpreso, já que ferrenho defensor do sistema único emanado da NBA, não pode negar a eficiência espanhola utente da dupla, verdadeiramente dupla armação, campeã mundial, vice olímpica, e agora campeã européia, já se colocando como legitima aspirante ao título no Mundial de 2010.

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DE OLHOS FECHADOS…

Anos atrás, num dos primeiros artigos que escrevi, relatei uma experiência por que passei numa das grandes finais entre os clubes Vasco da Gama e Flamengo no Maracanãzinho, quando meu filho se dirigiu a mim contrariado por eu estar de olhos fechados, como que dormindo, quando em volta mais de dez mil torcedores torciam aos berros.
Sem abrir os olhos relatei a ele tudo o que estava acontecendo em quadra taticamente falando- Fulano com a bola, sicrano, que é o pivô vem para fora do perímetro, esboça um corta luz, sicrano dá um passe aberto e corre para se esconder atrás da defesa adversária, beltrano abre o passe para a lateral, corre para perto da cesta, chega atrasado para o rebote, e, e, e…. recomeça tudo de novo, só que na cesta contraria…
Meu filho acompanhando todo o relato, que se estendeu por mais alguns instantes não acreditava no que ouvia, sequer o que via de olhos bem abertos. Defini e justifiquei naquele momento a um jogador infanto juvenil o que o esperava de pobreza técnico tática para dali a alguns anos, se decidisse continuar na pratica do grande (naqueles momentos, pequeno, bem pequeno…) jogo.
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FALEMOS UM POUCO DE TÁTICAS E SISTEMAS IV…

Cumprindo mais uma etapa deste blog, publico hoje o primeiro artigo com o apoio de vídeo, sobre o sistema de jogo que desenvolvi junto à equipe Infanto Juvenil do Barra da Tijuca BC em 1995, todo ele fundamentado na dupla armação, e com uma singularidade, sua utilização indistinta contra defesas individuais ou zonais.

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OCTAGON, UM PROGRAMA PARA TODA A FAMÍLIA…

…) O esporte que movimenta bilhões mundo afora, desembarca no próximo sábado no Maracanãzinho com o Bitetti Combat, um megaevento que vai transformar o ginásio num verdadeiro coliseu, palco de lutas, prometem eles, históricas.

(…) Com apoio dos governos Estadual e Municipal, o Bitetti Combat levará 20 lutadores para o octagon do ginásio.(…)

– Acabou isso de dizer que é violento. O evento é um verdadeiro show e leva famílias inteiras aos ginásios- disse Pedro Rizzo, um dos lutadores da noite assim como Paulo Filho, Vitor Miranda, Milton Vieira e Ricardo Arona, entre outros.( O Globo, 6/9/2009)

Como podemos ver, um autêntico evento cultural e educacional para toda a família. Um programa de alto nível patrocinado pelo Estado e pela Prefeitura, pródigos no apoio e manutenção de nossas escolas, e ligados ao desenvolvimento desportivo de nossa juventude.

Melhor impossível.

RESCALDOS DE UMA CONQUISTA…

Terminada a Copa, dou uma relida nos blogs, nos comentários e principalmente nos articulistas e comentaristas da mídia em geral. E uma unanimidade é pacífica, o Moncho fez a seleção jogar como nunca jogou, e mais, classificou-a para o Mundial, e de quebra abiscoitou o titulo.

Consagração e reconhecimento unânime, irretocável, indiscutível. Mas o inesquecível Nelson Rodrigues ainda nos lembra do alto de sua sabedoria –“Toda unanimidade é burra”, no que ouso acrescentar – Sem dúvida alguma.

A unanimidade absoluta restringe o raciocínio do contraditório, aquele que busca as verdades contidas no âmago de duas, várias, muitas verdades conflitantes, cujas vertentes, se discutidas, confrontadas e analisadas à luz da razão e do bom senso levará ao conhecimento da verdade verdadeira, ou bem próxima da mesma.

Ao precisarmos de forma urgente de resultados internacionais, colocamo-nos sob o domínio de tal sentimento de urgência, que tudo mais de falho que possa vir a ocorrer durante o processo de conquista é dirimido e até esquecido na presença do titulo e da classificação ansiada. Esse fator humano, e por isso naturalmente falível, é que deve ser conveniente e coerentemente considerado à luz da razão, à luz da humilde, porém cristalina verdade.

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CORREÇÕES DE ROTA…

Durante três quartos somente dois arremessos de três foram executados livremente, pois mesmo sendo tentados sofriam forte marcação, restando aos portorriquenhos a opção de penetrações até certo ponto facilitadas, e bloqueadas na maioria das vezes. Essa ausência de eficiência nas conclusões de longa distância permitiu um bom distanciamento no placar, pois a troca dos três pontos largamente tentados se transformou em conquista suada e dificultada em arremessos de dois, principalmente quando foram tentados bem próximos a cesta, onde nossos pivôs se fartaram em bloqueios e retomadas de bola.

E fomos levando o jogo bem administrado e eficiente nos ataques e contra ataques, até que…

Bem, parece roteiro de novela com os chavões de praxe, já que previsto e monocórdio, pois a nossa maior e mais grave deficiência assinou o livro de ponto, quando da saída do Huertas um pouco antes da metade do quarto final, indo o Marcelo para a armação com sua proverbial inabilidade nessa função.

E em dois minutos os portorriquenhos ficaram a quatro pontos de diferença, pois três tentativas de três falhadas do armador interino propiciaram o mesmo número de contra ataques bem finalizados pelos donos da casa. Dura realidade é que naquela altura do quarto final, faltando 1:44 min. o placar era de 21 x 9 para a equipe do Ayuso.

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TRÊS POR DOIS…

Que bom que aprenderam. Dois dos melhores jogadores canadenses arremessam muito bem de três pontos, e nossos marcadores os pressionaram em velocidade, mesmo nas mudanças ultra rápidas de direção dos mesmos, convidando-os ao corte, às penetrações, onde encontraram fortíssima anteposição blocante por parte de nossos ágeis pivôs, e quando muito, forçando-os aos dois pontos, que na somatória final nos brindou com uma relativa folga no placar, que seria inviabilizada se os arremessos de três fossem disparados. E mais, a anteposição de nossos pivôs os obrigaram a arremessos de dois sob pressão em suas trajetórias, tornando-os curtos e imprecisos, no que originou uma série de contra ataques bem finalizados, principalmente no terceiro quarto.

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O TEMPO…

Final de jogo, abraços, euforia, dança de roda, e exultantes nossos jogadores saem da quadra com a felicidade estampada em seus rostos, e… impressionante, acabavam de perder o jogo, numa modalidade na qual sequer o empate é permitido. Perderam o jogo, que nem o mais que obrigatório dever de reduzir a grande diferença no placar nos minutos finais, evitando uma realidade constrangedora, justificaria tal comportamento.

Há, se perdessem de mais de seis pontos não estariam classificados em primeiro lugar, e teriam de enfrentar a temível Argentina na fase semi final, como se tal fato selasse nossas pretensões de conquistar o título (Imaginem se estivéssemos em plena disputa do Mundial…). Mas que temor seria esse quando discursam olhando a câmera de frente afirmando que quem pretende vencer não pode escolher adversários, e sim vencê-los na quadra? O que justificar agora após perderem o jogo? Que o Canadá é mais palatável, mais fácil de ser vencido? Então, por onde andará o discurso de véspera do Moncho de que o mais importante foi alcançado, a classificação para o Mundial, e que por tal razão o Spliter e o Leandro só jogariam se estivessem 100% fisicamente, pois seus futuros na NBA e na ACB não poderiam ser prejudicados?

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