A CRÔNICA DE UMA VIDA…

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Faz um mês que nada publico neste humilde blog, e para ser bem franco, muito pouco poderia ter escrito, muito menos pensar seriamente basquetebol, sem me repetir ad infinitum, frente a endêmica mesmice imposta ao grande jogo desde sempre…

Talvez (palavra ícone deste nosso tempo),  ou quem sabe, reportando a um incoerente Petrovic, afirmando em sua primeira entrevista que não entendia, e não aceitava  a enorme quantidade de arremessos de três pontos perpetrados por nossos jogadores, mas, no entanto, permitindo 5/25 bolas de três na derrota contra a Venezuela (72×56), e uma convergência na vitória contra a Colômbia (98×71), quando arremessaram 20/37 bolas de dois pontos e 16/34 de três, em nada alinhado a seu posicionamento inicial em terra tupiniquim…

E que dizer, pela milésima vez, sobre os números finais das quatro partidas do playoff que decidiu a Liga Ouro, quando foram lançadas 160/292 (44,7%) bolas de dois pontos, 60/207 (28,9%) de três, e 154/224 (68,7%) em Lances livres, acrescidos de uma média de 25 erros de fundamentos por partida? Absolutamente nada…

Quanto a ciranda das “peças” e estrategistas no âmago das franquias, agora somados aos “managers caboclos e caipiras”, todos mancomunados com a mesmice endêmica que os fazem existir, já que pareados “filosoficamente”,  técnica, tática e administrativamente, não vale mais a pena perder tempo com nenhum deles…

Tenho me dado um tempo junto aos filhos, aqui e lá fora, vindo a pouco de uma passeio fantástico por uma Europa antiga, tradicional, mas que tenta se renovar, quando aqui sequer pensamos em simplesmente, crescer…

Oito anos atrás me dei um tempo, o publiquei, e agora o republico, pois nada mudou no grande jogo, e que, infelizmente, se encontra atual.

 

ME DEI UM TEMPO…

terça-feira, 1 de junho de 2010 por Paulo Murilo–  18 Comentários

Me dei um tempo, precisava muito, não por cansaço físico, mas porque necessitava me situar com rigor ante a reviravolta que dei assumindo a direção de uma equipe da LNB, e numa situação de alto risco técnico, já que última classificada e muito depreciada.

Substituir o blog pela equipe não seria algo que desejava, já que profundamente arraigado aos princípios que nortearam a criação do mesmo, a luta pelo soerguimento do basquete em nossa terra, sob todos os aspectos, do político ao técnico tático, e sempre primando pelo respeito e a ética.

Foi então que resolvi postar o dia a dia do preparo da equipe, num trabalho que encontrou respostas positivas no seio dos jovens técnicos, e de todos aqueles que amam o grande jogo.

No entanto, nossa participação se encerrou, após 49 dias de muito sacrifício, perdas, derrotas e vitórias inquestionáveis e redentoras, mas não suficientes para nos afastar da última colocação na Liga.

Mas algumas conquistas foram determinantes, principalmente a utilização de sistemas ofensivos e defensivos diferenciados dos restantes membros participantes do NBB2, e que comprovaram serem eficientes, apesar do pouco tempo de treinamento. Muitos desejaram ver jogos da equipe em vídeos, aficionados e mesmo jornalistas, aos quais oferecí dois exemplos no blog( e que me custaram imensas preocupações e trabalho), aceitos e elogiados pelos primeiros, e decididamente omitidos pela maioria dos segundos, os mesmos que ansiavam assisti-los.

E o mutismo dessa imprensa altamente especializada tem uma explicação que prima pela simplicidade, não tinha, a grande maioria, a menor idéia do que assistiram ( se é que o fizeram…), já que profunda e irremediavelmente engessada e compromissada com o sistema único e divino de jogo utilizado em nosso país, calcado e colonizado pelo éden sagrado e desejado por todos, o World Championship basketball da NBA, pelo qual muitos são pagos e patrocinados ( o DraftBrasil foi o único site interessado no assunto).

E como o Eurobasket, aos poucos vem perdendo sua independência técnico tática por força do trator financeiro da matriz americana, haja vista a última final vencida pelo Barcelona, com um basquete cópia fidedigna do sistema único, inclusive nas interpretações arbitrais, antecipamos o que ocorrerá no próximo Mundial onde o reino dos jogadores 1, 2, 3, 4 e 5 ainda fluirá majestoso por um longo tempo, imutável.

Não à toa os argentinos subverteram a ordem olímpica e mundial a bem pouco tempo, mas aos poucos foram sendo engolfados pelo sistema único, fruto da mais bem urdida campanha publicitária de que se tem notícia na história do esporte, cujo peso político econômico não tem paralelo nos tempos modernos, juntamente com a religião mundial do futebol.

Estamos vivendo a decisão do NBB2, com jogos que raiam ao inconcebível, onde somente nos três últimos do play off final 201 arremessos de três foram tentados, ou 603 pontos possíveis, numa impossibilidade técnica de vê-los convertidos, numa média de 67 por jogo, furtando do mesmo o mais primário sistema coletivo, o princípio de equipe, o princípio do jogo. E todos, assim como as demais equipes da Liga, utilizando o sistema único.

Ainda conceituamos jogos de baixíssima qualidade, como exemplos de técnica apurada, numa proposital confusão onde se misturam emoção e agressividade, mas tudo em nome da preservação do status quo, onde jogadores, técnicos e muitos jornalistas se aliam para o bem comum, o monopólio do mercado de trabalho, no qual um sistema único, padronizado e de conhecimento de todos, garante as trocas de equipes e de regiões, viabilizando curtos espaços para treinamentos e pré temporadas, pela similitude de ações, e mesmo de sinalizações de jogadas, numa cumplicidade que raia ao absurdo.

E o público ignaro, aceitando e difundindo tais princípios, promove seus preferidos dentro das posições de 1 a 5, estratificadas pela rigidez do sistema, onde o 1 é o armador, o 2 é o armador arremessador, o 3 é o ala, o 4 é o ala-pivô, e o 5 é o pivô ( última classificação dos narradores da sportv), variando na votação para os melhores do anos da LNB que classifica os jogadores em 1 o armador, 2 o ala-armador, 3 o ala, 4 o ala-pivô e 5 o pivô.

E quando a LNB me contatou para que eu designasse os melhores da minha equipe, a fim de que os mesmos pudessem ser votados pelos demais técnicos para os melhores do ano, designei-os como 2 armadores e 3 pivôs móveis, ou se quisessem, 3 alas-pivôs, o que deixou meu interlocutor embaraçado, já que fora do padrão, do sistema único, no qual, tenho a certeza, ele encaixou os jogadores que designei.

E veio a convocação para o Mundial, onde a discussão inicial e monocórdia é de que o Huertas é o 1, e seu reserva o Valter, e que o Alex e o Marcelo são 2, e que o Guilherme é o 3, o Spliter 4 e o Nenê 5. E o Varejão? Ah, esse será um ótimo 6, seguindo o bonde do “padrão mundial”.

Mas se o exemplo fugaz do meu humilde Saldanha merecesse um mínimo de estudo e consideração por parte dos “entendidos”, assim poderia jogar a base da seleção, com Huertas e Valter de armadores puros, e Spliter, Varejão e Nenê de pivôs móveis, não fosse o Nenê em sua origem pré-engorda um ala poderoso e atlético (Aliás, essa era uma das intenções do Moncho, em entrevista na TV logo em sua chegada). Vejam e analisem os vídeos que postei e tentem visualizar o óbvio, uma forma sugerida de jogo diferenciado, e que adaptado, ou na forma apresentada, tumultuaria profundamente as equipes adversárias, também engessadas e viciadas num sistema altamente previsível, por ser único.

Mas Paulo, e aqueles que só sabem( ou pensam saber…)arremessar de três, como ficariam? No banco, ou em casa, vendo que é perfeitamente possível vencer jogos e campeonatos de 2 em 2, com a maior precisão dos arremessos de curta e média distâncias, onde os de três se constituiriam num recurso pontual, e não a base de uma equipe, como se transformou o basquete brasileiro, e agora o internacional também.

E muito mais grave do que os acontecimentos extra jogo no Nilson Nelson de Brasília, onde a não permissão de qualquer público dentro da quadra em momento algum, antes ou depois dos jogos, evitaria o espetáculo hediondo a que todos assistimos ( onde não absolvo alguns jogadores do Flamengo em agressões gratuitas, pois deveriam estar nos vestiários, ato contínuo ao término de uma partida nervosa e agressiva, numa ação de comando, inexistente na equipe, mas que poderá beneficiá-la numa bem provável inversão de mando de campo, no caso de uma quinta partida…), é o fato inquestionável de que transformamos o grande jogo, numa competição absurda e irracional de arremessos de três, demonstrando e exemplificando aos jovens ser esse o caminho a ser seguido, onde os fundamentos deixam de ter importância na medida em que de 10 tentativas de 3, se converta uma ou duas bolas, pois se assim todos se comportam, a começar pelas estrelas(?), por que então não tentar?

Mas lá no Saldanha, se obtiver os patrocínios prometidos, garanto que nada disso ocorrerá, mesmo que sozinhos neste grande e imensurável deserto de idéias e coragem para enfrentar novos caminhos e concepções, rompendo as ditaduras de um sistema único e dos arremessos de três.

Amém.

 

18 comentários

  • Douglas Stapf Amancio02.06.2010· 
  • Merecido o descanso professor.
  • Tomara que dê certo o patrocínio para o Saldanha e através do seu blog o senhor nos presenteie com mais aulas de como se treinar uma equipe de basquete e continue fazendo meus finais de semana mais interessante com um diário aqui em seu blog.
  • Gostaria também de que comentasse as finais da NBB.
  • Um abraço e bom repouso.
  • Leandro Areco02.06.2010· 
  • Gostei dessa análise que o Senhor fez do sistema “engessado” que toma conta do basquete brasileiro. A divisão 1-5 na minha opinião só funciona nos EUA. Bem lembrado o fato de que a Argentina utilizou por muito tempo o sistema 2-3 (Sanches/Ginobili/Nocioni/Scola/Oberto) além de Hermann/Delfino/Kammerichs para dar suporte. Será que funcionaria assim no Brasil? Splitter, Nenê e Varejão são muito lentos para serem pivôs móveis… seria como?
  • No mais, bom descanso Professor!!!
  • Basquete Brasil02.06.2010· 
  • Prezado Douglas, me parece que as coisas vão cominhando razoavelmente para o Saldanha, e que a equipe se mantêm compromissada com o trabalho realizado, originando boas perspectivas para o proximo NBB. Com o reinicio dos trabalhos, penso não um diário sobre a preparação, mas uma resenha semanal mais detalhada e ilustrada com fotos, graficos e eventualmente com videos. Vamos estudar uma maneira mais pratica para exequibilizar esse projeto. Quanto às finais do NBB, tenho implicitamente feito alguns comentários nos artigos publicados, principalmente sobre a orgia dos arremessos de três. Um abraço, Paulo Murilo.
  • Basquete Brasil02.06.2010· 
  • Prezado Leandro, você me pergunta se o Nenê, o Spliter e o Varejão poderiam se adaptar como pivôs moveis, se na sua opinião os mesmos são lentos. Discordo da mesma, pois o Spliter e o Varejão são na realidade alas pivôs de formação, e o Nenê o era quando foi “modificado” para se transformar num pivô de choque, o que não deu certo e o magoou fisicamente bastante.No entanto, nesse sistema não necessariamente os três tenham de ser velozes por igual, já que funções reboteiras têm de ser levadas em consideração. E não só os três exerceriam tais funções, já que temos outros alas pivôs ágeis e flexiveis atuando no país. Seis deles comporiam duas trincas que se revezariam em “n” situações, e mesmo formações, sempre servidos e alimentados por duplas de armadores de qualidade. Em síntese, seria esta uma excelente oportunidade de apresentarmos algo inusitado para fazer frente à mesmice técnico tática que está implantada no mundo do basquetebol internacional, e cujo alto grau de imprevisibilidade tática se chocaria com o jogo, também altamente previsível do sistema único praticado pelas demais equipes.
  • Um abraço, Paulo Murilo.
  • Gustavo03.06.2010· 
  • Eu nunca tinha lido uma reflexão sobre basquete que viesse acompanhada de uma reflexão anti-capitalista. Muito interessante.
  • Me faz lembrar de movimentos como o slowfood.
  • Será que foi lançado agora o movimento slowbasket?
  • Certamente revolucionário, visionário.
  • Por favor, continue escrevendo e faça uma conta no twitter para podermos acompanhar suas reflexões durante os jogos.
  • Como diz o Paulinho da Viola: Faça como um velho marinheiro. Que durante o nevoeiro. Leva o barco devagar!
  • Guilherme de Paula03.06.2010· 
  • Não tenho dúvidas que se trata de um dos textos mais importantes da história de nosso basquete.
  • Parabéns pela potência e pela análise, professor.
  • Sou suspeito, você sabe, mas achei, outra vez, brilhante.
  • Um abraço
  • Basquete Brasil04.06.2010· 
  • Antes de serem reflexões, se constituem em conceitos amalgamados e sedimentados ao longo dos anos de estudos, experimentações, pesquisas e muito, muito trabalho, prezado Gustavo, desde as divisões de base até as adultas, desde as escolas até o magistério superior, e sempre estudando e discutindo democraticamente o grande jogo. Slowbasket? Quem sabe se uma degustação refinada e sofisticada não se constituisse numa bela viagem pelo magnetico mundo da bola laranja, tão coisificado e mediocrizado por gente que no fundo o odeia, por não dominá-lo, não compreendê-lo.
  • Sim, continuarei a escrever sobre esse amor incontido, verdadeiro e puro, o amor ao esporte como mecanismo educacional, como veiculo de cidadania.
  • Twitter? como adotá-lo se sua conotação basica é a Fastnoticia? Prefiro a Slownoticia, pensada, pesada e equilibrada, brotando de um teclado antigo, como de uma Olivetti classica, originando textos simples, objetivos e profundamente pensados.
  • E como Paulinho da Viola descreveu sua amada Portela, como “um rio que passou por sua vida”, assim também descrevo a emoção perene e fascinante representada pelo basquete na minha.
  • Um abraço, Paulo Murilo.
  • Basquete Brasil04.06.2010· 
  • Guilherme, ninguem é suspeito por professar honestamente um conceito de verdade, que pode, não, que é sempre composto de três vertentes- a nossa verdade, a do outro, e certamente a verdade verdadeira, como resultante da discussão, do dialogo, do bom senso. Mas, infeliz e comumente, certas verdades afloram de uma só vertente, o que as tornam discutiveis, por unilaterais, e muitas vezes aprovadas sem discussão. E este é o caminho que desaprovo, dai a provocação ao dialogo, permanente e democratico, mas quase sempre, ou na maioria das vezes, solitario e amargo. Fico profundamente triste, mas prossigo na luta, entrincheirado permanentemente contra a omissão, o maior pecado de nossos dias, eivados do mais abominavel egoismo.
  • Um abraço, Paulo.
  • Andre Neto04.06.2010· 
  • Professor, concordo que poderíamos utilizar o sistema de dupla armação na seleção e vejo que temos peças para tal. Só discordo quanto à formação proposta. Não deixaria Leandro de fora desse time. Ele poderia formar a dupla de armação com Huertas, não acha? Acredito que, com ele, teríamos até uma gama maior de alternativas ofensivas, dada a sua superioridade neste aspecto em relação ao Valtinho.
  • Pedro04.06.2010· 
  • Professor Paulo, gostaria que você analizase a equipe do Flamengo, que é uma equipe que concentra seu jogo nas invidualidades e nos arremessos de 3 pontos. E pode se tornar tri-campeã nacional, você acha que o esse êxito que eles vem obtendo é pelas defesas fracas das outras equipes ou pelo fato de serem excepecionais na sua maneira de jogar ?
  • Basquete Brasil04.06.2010· 
  • Como deixar o Leandro de fora prezado André? Uma equipe nacional é composta de 12 jogadores de alto nivel(assim deveria ser…), prontos para jogar 40, 30, 20, até um minuto, e repito, sempre no mais alto nivel. Os cinco que exemplifiquei foi uma base de pensamento, um posicionamento referencial, onde armadores o são de verdade, puros e irretocáveis. O Leandro, para mim, sempre foi um armador, mas deslocado para uma dessas posições hibridas de arremessador, marcador, e até velocista, como muitos o definem, lá mesmo na meca sagrada. Claro que, numa concepção de jogo como essa, muita gente tida como referência técnica sobraria, já que são outras as exigências, os posicionamentos. Enfim, novos rumos, novos tempos. E isso não é mudado de repente, daí a minha certeza de que tudo continuará intocado, inclusive o posicionamento do excelente Leandro. Um abraço, Paulo Murilo.
  • Basquete Brasil04.06.2010· 
  • (…)”que é uma equipe que concentra seu jogo nas individualidades e nos arremessos de 3 pontos. E pode se tornar tri-campeã nacional(…).
  • Melhor analise do que essa impossivel, prezado Pedro.
  • Agora, quanto ao exito ser reflexo de pessimas marcações, ou pela excepcionalidade de seus jogadores, somente lembro que, na ausência de um sistema defensivo grupal por parte de uma equipe,sempre florescerá as habilidades do oponente que ataca, por mais mediocres que sejam, ou bons de ofício. Excepcionalidade só poderia ser realmente reconhecida quando anteposta a defesas de verdade, atestando, ai sim, um padrão de excelência. Um abraço, Paulo Murilo.
  • Gil Guadron05.06.2010· 
  • John Wooden, murio ayer.
  • Considerado el mejor entrenador que jamas haya existido, el ex-entrenador de la Universidad de Los Angeles ( UCLA ) murio ayer.
  • Coach Wooden fue un extraordinario filosofo, un educador , y por supuesto un extraordinario entrenador de basquetbol,gano 10 campeonatos Universitarios en NCAA .
  • Alguna vez le preguntaron si estaba orgulloso de que un gran numero de jugadores de la UCLA, estuvieran pre-seleccionados al equipo olimpico de USA y el respondio : ” que de lo que realmente estaba orgulloso era de la cantidad de profesores, abogados,doctores y otro tipo de profesionales en que la inmensa mayoria de sus ex-jugadores se habian convertido, pues a UCLA se llegaba a estudiar. Que el basquetbol deberia de ser una escuela para la vida, mas alla del deporte”.
  • Tuve la oportunidad de aprender de el, alla temprano en los 70’s, cuando aun yo vivia en El Salvador.Posteriormente viviendo ya en USA asistiendo a sus Clinicas en mi ciudad adoptiva, Chicago.
  • A los jovenes entrenadores les recomiendo leer del Coach Wooden :
  • — Practical Modern Basketball –, originalmente publicado en 1966, con ediciones posteriores. Es un libro clasico que deberia ser obligatorio en la biblioteca de todo entrenador, tan valido ayer como tan valido hoy.
  • — John Wooden’s UCLA OFFENSE , este libro incluye un DVD –, publicado el 2006.
  • Ambas obras estan escritas en Ingles.
  • — La Piramide del Exito — en Idiona Español. Editorial Peniel, Buenos Aires, Argentina. Posee un concepto filosofico tipico del gran maestro que fue.
  • Les dejo con estos pensamientos del Coach Wooden:
  • “Este mas preocupado con su caracter, con su personalidad que con su reputacion, porque es su caracter quien usted realmente es , mientras que su reputacion es apenas lo que otros piensan de usted”.
  • ” Usted no a tenido el dia perfecto sino no a hecho algo por alguien, que lo mas seguro es que jamas se lo agradecera”.
  • ” Todo lo que le pido es que ponga el maximo de su esfuerzo, y eso solo usted lo sabra , de tal manera que al finalizar el partido, y al margen del resultado, usted debe tener su frente en alto “.
  • Rezo una plegaria por Coach Wooden, de quien aprendi no solo basquetbol, a enriquecerme como ser humano , a ser mejor entrenador de basquetbol.
  • Descanse en paz , maestro.
  • Gil Guadron.
  • Basquete Brasil05.06.2010· 
  • Amigo Gil, seu texto é o artigo de hoje no Basquete Brasil. Obrigado.
  • Paulo.
  • Gustavo06.06.2010· 
  • Caro Professor, hoje houve mais uma prova desta incapacidade criativa do basquete campeão brasileiro.
  • Um jogo com pouquíssimos pontos e muitos arremessos de três. Quase que uma loteria.
  • O Universo levou, mas do começo ao fim do jogo não conseguiu romper uma simples marcação zona rubro-negra 2×3.
  • Gostei da reflexão sobre o Twitter, mas ainda assim valeria uma conta sua por lá pelo menos para divulgar as novidades do blog.
  • E que bom que esta reflexão está avançada, é uma novidade brasileira ou já há pessoas pensando nisso à nível mundial?
  • Basquete Brasil07.06.2010· 
  • Olhe prezado Gustavo,também fiquei muito triste pelos baixos indices técnicos da partida. Arremessarem 56 bolas de 3, e cometerem 26 erros computados( fora os que não foram…)é constrangedor demais. Já nem toco mais no assunto zona 2-3, e a incapacidade das nossas equipes para enfrentá-las, quando desde sempre teimei em mostrar e demonstrar como fazê-lo, sempre calcado na máxima guerrilheira do “dividir para destruir”, tarefa mestra para as infiltrações, jamais o jogo de contorno.Mas este é a chave mestra para os arremessos de 3, logo…
  • Mas o que realmente me preocupa é o fato de mais da metade da seleção brasileira ter estado na quadra, às vésperas de um Mundial, todos passando o recado de como atuarão, e do paredâo que o Magnano terá de demolir, ou escalar…
  • Quanto às resenhas semanais prometidas durante o preparo da equipe para o NBB3, nem desconfio se é inédito no mundo, pois não conoto primazias neste assunto. O que importa é a informação didático pedagógica que elas possam transmitir, principalmente para os jovens técnicos, nada mais.Um abraço, Paulo Murilo.
  • Laline Oliveira09.06.2010· 
  • Professor Paulo, faço votos de que o sr. possa continuar atuando em equipes do basquete brasileiro nos presenteando e nos fazendo SEMPRE refletir sobre o jogo de basquetebol. Para mim e outros colegas daqui que estamos fora do país a algum tempo estudando, suas reflexões são sempre motivadoras e nos fazem acreditar num futuro melhor para o basquete no nosso país, com um caminho longo, mas que valerá a pena.Ai, como eu gostaria de ver o senhor frente a uma de nossas seleções nacionais, orientando nossas jovens atletas, essas sim tão carentes de uma formação completa.
  • Bueno, por aqui despeço-me lhe desejando felicidades e parabenizando-lhe pelos excelentes comentários sempre.
  • Um abraço
  • Laline Oliveira
  • Basquete Brasil10.06.2010· 
  • Fico imensamente feliz com os votos a mim dirigidos, prezada Laline, e pode estar certa de que contunuarei a escrever o que sinto sobre o grande jogo, sempre.Quanto à dirigir uma seleção brasileira, de a muito deixei de acreditar nessa possibilidade, pois somente possuo o conhecimento e a longa experiência, muito pouco no que concerne a indicações que não primam pelo mérito. Mas seguirei no comando do Saldanha, agora numa temporada com principio, meio, e fim.Torça pela equipe e por mim também. Um abraço,Paulo Murilo.

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Comentário: 

 Paulo Murilo – Sabemos muito bem e tristemente como tudo terminou.

Foto – Com o filho João David em Madrid (Clique duplamente na mesma para ampliá-la)

 

 



2 comentários

  1. João 12.07.2018 (5 days ago)

    Treinador..Desculpe ser importuno, mas para sua análise:

    Verificando um levantamento dos nossos atuais atletas “selecionaveis” e suas atuações , certifiquei-me que é pouco provável que o Brasil consiga realmente algum resultado expressivo no cenário mundial daqui para frente…vejamos:

    Na faixa dos 35 anos,.. os que estão queimando o ultimo cartucho temos o Larry,Huertas,Marquinhos, Leandrinho, Varejão, Nene, Alex, JP Batista, Olivinha, Murilo,Guilherme…um grupo considerado forte, mas que não conseguiu passar da fase de grupos na olimpiada do Rio.

    Mas é na faixa dos 25 a 31 anos que estão a maioria dos jogadores que fazem parte do futuro do nosso basquete, Raulzinho,Benite,Felício,Léo Mendell, L.Bebe, Caboclo,Scott Machado, R.Mineiro, Cauê Borges,Elinho,Gui Deodato,Rosetto, Derek,Renan…e podemos colocar neste grupo o Yago com 19 e o Lucas Dias com 23 anos.. destes jogadores quem tem realmente um destaque.?..jogadores com grande potencial e talento a nível internacional ,aponto de impactarem dentro de uma seleção ?

    Comparando com as principais equipes, não temos um time em reais condições de brigar pelas primeiras colocações contra as melhores seleções do mundo, atualmente estamos fora do Top 10 da FIBA…

    Urge um trabalho muito sério de desenvolvimento total das categorias de base do basquete nacional..abraço Treinador.

  2. Basquete Brasil 12.07.2018 (5 days ago)

    Prezado João, nada a desculpar, somente agradecer pela sua colocação “chave” porque passa o grande jogo neste imenso e injusto país. O levantamento feito por você, mostra uma realidade técnico tática comum a todos os jogadores apontados, independendo se acima ou abaixo dos 30 anos, se em fim ou inicio de suas trajetórias pelas quadras daqui e lá de fora, já que todos, absolutamente todos, professam e praticam o sistema único desde a formação de base, orientados por técnicos, daqui e lá de fora, utentes do mesmo sistema, formatado e padronizado pelo mundo, com poucas exceções, fator este que projeta uma indiscutivel evidência que reporto desde sempre nesta humilde trincheira, a de que num universo em que todos jogam de uma forma semelhante, vence aqueles que, em cada posição estabelecida de 1 a 5, que é uma marca indelével do sistema em questão, tiverem os jogadores mais preparados nos fundamentos(que não é a nossa realidade formativa), constituindo as melhores equipes, que somente poderão ser vencidas por adversários que se utilizem de sistemas divergentes, tornando-os proprietários de algo antagônico ao que pratica a esmagadora maioria dos jogadores e das equipes daqui, e lá de fora também. Sempre defendi essa colocação, inclusive colocando-a em prática quando na direção do Saldanha da Gama no NBB2, em continuidade ao que ensinei e treinei jogadores e equipes por 50 anos, com mais do que evidentes sucessos ante adversários pseudamente mais fortes pelos plantéis que possuiam. Já postei inúmeros artigos sobre este assunto, e só posso concluir afirmando convictamente que, independendo dos jogadores e suas idades, apontados por você( veja a realidade do futebol neste mundial com seus veteranos ditando o ritmo de jogo), a equipe nacional que defenderão, obteria bons resultados se radicalizasse seu preparo, desde os fundamentos, até a constituição de sistemas proprietários, absolutamente antagônicos a mesmice endêmica que praticam, assim como, seus últimos técnicos estrangeiros, todos adeptos do sistema único, ou não?
    Exceto os americanos, que inovaram(?) com o Coach K, não vejo mais ninguém jogando de forma diferenciada, e sabe porque João, pelo fato da mais absoluta ausência de coragem e preparo para ousar outros caminhos na busca do inusitado, do realmente novo, pois é bem mais cômodo professar uma globalização pétrea e profundamente burra, mas garantidora do emprego de todos.
    Enfim João, mudar não é para qualquer um, é para os melhores.
    Um abraço, e obrigado pela “chave”…

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Comentários Recentes


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