MUDAR É PRECISO, E RÁPIDO (ARTIGO 1200)…

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Gostaria imenso que nesse artigo 1200 pudesse discorrer sobre algo de muito positivo para o nosso basquetebol, mas acredito honestamente que, dificilmente, superaremos a má fase em que nos encontramos se, de uma forma até certo ponto radical, não nos unirmos em prol de seu soerguimento em bases firmes e pensadas, em oposição à mixórdia que ai está escancarada à frente de todos, infelizmente.

Em 2009 publiquei dois artigos muito pouco comentados, pelo simples fato de se reportarem a evidências mais do que reais, palpáveis, irretocáveis, mas que ao não serem contestados como deveriam ser, indicavam duas possibilidades, a de não serem considerados factíveis, ou produtos de uma teoria conspiratória, mas que ao longo do tempo se caracterizaram fielmente pelo que ocorre tragicamente hoje no âmago da modalidade, precisa e cirurgicamente falando.

Dou um espaço agora para que os leiam, pois em caso contrario a leitura deve ser encerrada por aqui mesmo, apesar de sua marca de 1200 artigos publicados ininterruptamente. Leia-os aqui e aqui.

Muito bem, o que poderemos então apreciar sobre os assuntos expostos, senão o fato a muito defendido nessa humilde trincheira, de que o maior problema existente em nosso mal tratado basquetebol, é o técnico, pois o administrativo foi, é, e será por um longo tempo crônico, enraizado e  ciclópicamente concretado através décadas de continuísmo político, de interesses escusos e convenientemente velados e protegidos.

A derrama de recursos públicos lá está anunciada pela promessa, hoje cumprida, de um profissionalismo caboclo, eivado de apadrinhamentos e ações entre amigos, e conhecidos também, desde que alinhados à politica da terra arrasada com os recursos públicos abundantes em vésperas de um insidioso e insensível 2016…

Técnico, pelo fato, também irrespondível, de que omitimos da cena brasileira os verdadeiros professores e técnicos, imolados por uma geração que se apossou do grande jogo, exatamente  na esteira dos conchavos e escambos propiciados pela nova realidade “profissional” daqueles que, antes destes, se apossaram do poder federativo e confederativo, tornando-os executores do que aí está criminosamente estabelecido, e quase impossível de ser arraigado…

Mais técnico ainda, pela simplicidade de uma, não, da maior de todas as evidências, a derrocada na formação de professores e técnicos desportivos no país, a partir do momento em que a grande maioria das escolas de educação física se transferiram dos centros de formação de professores, para os de formação da área da saúde, culminando na drástica diminuição curricular específica ao magistério e a técnicas desportivas, substituídas em massa pelas de foco médico, culminando com a triste realidade de estarmos hoje formando, não professores e técnicos plenos de conhecimentos didático pedagógicos, e sim paramédicos de terceira categoria, utilizados pela indústria do corpo a preço vil, aquela que movimenta cerca de 25 bilhões anualmente, e para a qual, atividades educacionais e desportivas na escola jamais serão bem vindas, pois retirariam de seus lucros toda uma formidável parcela de jovens utentes, frequentadores de suas holdings espalhadas pelo país e em fenomenal e imparável desenvolvimento…

Mais técnica ainda, quando vemos uma boa ideia como a ENTB ser parte integrante da mesmice endêmica e cruel do que está estabelecido em nossa realidade basquetebolistica, onde os vícios corporativistas e as padronizações e formatações dão as cartas, sedimentando uma visão unilateral do que deveria ser democraticamente universal, sobre técnicas, táticas, e acima de tudo, formação de base.

Fala-se agora em associação de técnicos, objetivo que defendemos e pelo qual lutamos a mais de 40 anos, desde 1991, quando em São Paulo durante o Mundial Feminino, sugerimos e participamos na criação da primeira associação de técnicos, a ANATEBA, segunda no mundo, atrás da americana que já existia desde 1925, mas à frente das hoje vitoriosas associações espanhola e argentina, e depois em 1995 a BRASTEBA, ambas afogadas pelo poderio político e econômico da CBB, pois foram fundadas com a premissa da participação de todos aqueles professores e técnicos interessados em suas existências, em debates e encontros públicos, e não como hoje se apresenta, como iniciativa de um fechado grupo ligado a LNB, ou seja, fazendo parte do corporativismo que não abre mão do território e mercado de trabalho conquistado, nem sempre de forma meritória, onde o contraditório é omitido e convenientemente expurgado…

Mas como nem tudo é desilusão e tristeza, um pequeno vídeo do jornalista Alexandre Garcia no programa Bom Dia Brasil coloca o professor ante a maior de todas as evidências, esta sim, irretocável e estratégica para o país, onde o fator educacional acadêmico, artístico e desportivo, teria de ser o grande fundamento da nação, basicamente quando aspira um lugar de destaque internacional através sua maior riqueza, seu povo, seus velhos e principalmente, seus jovens, tão esquecidos e mal tratados.

Amém.

Vídeo – Programa Bom Dia Brasil da Rede Globo.

 



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