24 SEGUNDOS-COMO USÁ-LOS.

Se dividirmos 24seg. pelas 3 ações básicas de um ataque coordenado,ou seja,a transposição da linha central da quadra,que pelas regras do jogo deverá ser executada em 8seg.(muitos chamam de transição, que na realidade significa o passe rápido do campo de defesa para o de ataque,característico dos contra-ataques),o processo de organização do ataque e a conclusão do mesmo,quando seriam alocados 8seg. para cada etapa.No sistema de jogo adotado por todas as equipes brasileiras,masculinas e femininas,nas categorias de base e nas principais,essa divisão de tempo é quase um padrão de comportamento coletivo,quase sempre comprometido pelo prévio e notório conhecimento das ações que serão desenvolvidas.Se todos atacam de forma semelhante,logicamente as defesas atuarão da mesma forma. E nessa situação previsível é que os 16 seg.se mostram insuficientes para conclusões equilibradas.O correto e plausível é que destinassemos o máximo de tempo no campo de ataque,e que as ações fossem centradas na cêsta,com um mínimo de passes no perímetro,com a utilização dos dribles incisivos e de corta-luzes dentro do garrafão,tanto contra defêsas individuais ,como por zona.Essas ações,bem treinadas, coordenadas e com um alto têor de discernimento quanto ao improviso,concluiriam com arremêssos equilibrados e com tempo suficiente para executá-los com precisão.Como tudo isso seria possível? Inicialmente preparando os jogadores nos fundamentos básicos,tais como:No aspecto genérico,que todos,sem exceções pratiquem o drible,as fintas,os passes,os rebotes,os arremêssos e a marcação independendo se forem armadores,alas ou centros,e nos aspectos específicos de algumas funções,aí sim obedecendo suas características. Porém,alguns ajustes têm de ser observados,e os principais são:1-Passes paralelos à linha de fundo não podem ocorrer em hipótese alguma.2-A zona externa delimitada pela linha dos 3 pontos não poderá ser utilizada como campo de manobras do(s)pivô(s)da equipe.3-A utilização de 2 armadores na zona em questão deverá ser incentivada,pois tal atitude técnica otimizará penetrações em tão vasto território,certamente o mais amplo para ações de ataque.4-Que tanto alas,como pivôs recebam os passes em movimento,pois dessa forma se anteciparão sempre aos defensores,deslocando-os e minorando possíveis coberturas.5-Que em qualquer movimentação de ataque,mesmo as mais simples,todos os atacantes se movimentem permanentemente.6-Que todas as disputas nos rebotes tenham a participação de pelo menos 3 jogadores.7-Que as triangulações ofensivas tenham dois de seus vértices dentro do garrafão,local ideal para que se estabeleça a supremacia ofensiva.8-Que todos os jogadores fintem antes da recepção dos passes.9-Quando de posse da bola os jogadores mantenham-se em posição básica de ataque,jamais elevando a bola acima da cabeça.10-Que os arremêssos fluam com naturalidade,equilibrio e técnica,e com o tempo necessário para sua execução.
Finalmente,que toda movimentação ofensiva seja comum,tanto contra defesas individuais como por zona.O grande desafio dos técnicos é exatamente encontrar respostas para essa circunstância,o de organizar,treinar e desenvolver um ataque polivalente,que se adeque a qualquer tipo de defêsa,pois se trata de uma ação extremamente complexa,mas de eficiência recompensadora. É claro que as ações inerentes ao sistema utilizado de maneira universal pelas equipes brasileiras,com jogadores exercendo funções padronizadas,sendo inclusive numerados como 1,2,3,4 e 5, inviabilizam toda e qualquer tentativa de atuarem dentro de um sistema fundamentado no improviso e na criatividade
pura. Logo podemos concluir que a proposta aqui mostrada só será exequivel com um rompimento radical sobre o que tem sido empregado nos últimos 20 anos,o modelo NBA.
Não custa lembrar que os 24seg.deveriam se transformar em 35seg.para as equipes mirim e infantil,30seg.para as equipes infanto e juvenís,e 24seg.daí para diante.Essa atitude técnico-pedagógica,adaptando-se às características comportamentais nas diversas categorias,propiciaria uma progressiva e segura aprendizagem das técnicas coletivas,assim como reforçaria o amadurecimento dos jóvens praticantes.A idéia de que essas atitudes de mudança,principalmente nas divisões adultas seriam inócuas,por já terem enrraizados hábitos técnicos é discutível,pois jogadores de qualidade seriam os primeiros a se submeterem a treinos intensos de fundamentos,pois sempre haverá lugar para novos gestos e novas técnicas,na medida que sejam incentivados a adquirí-los.Enfim,muito se poderia ainda dizer,mas um fator não poderá ser esquecido,a total e urgente necessidade de sairmos da mesmice que se instalou entre nós,e do já mais do que demorado momento da reforma.Técnicos,tomem coragem,estudem,pesquisem,trabalhem e salvem o nosso querido basquetebol.



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