TÉCNICOS E…TÉCNICOS.

Num recente artigo em seu blog Databasket,o grande jogador Marcel e hoje técnico, expõe com muita propriedade seu posicionamento ante os critérios de convocação da seleção brasileira para os campeonatos que ora se avizinham,dentre os quais o Mundial. A convocação de alguns jogadores que atuam no exterior em ligas menores em detrimento daqueles que atuaram na NLB,numa atitude vingativa ante os últimos e tristes acontecimentos que envergonharam nosso basquetebol, mereceram ampla critica,assim como os comportamentos nada éticos dos selecionadores nacionais,acusados de se utilizarem de suas posições para montarem equipes vencedoras em suas agremiações, e de não convocarem aqueles que recusavam tais propostas. Também criticou veementemente as agremiações que se colocaram ao lado da CBB, numa hora em que a união de todas poderia ter desencadeado profundas mudanças em nossos campeonatos e na administração técnica do basquetebol nacional. Foi uma atitude corajosa de quem sempre propugnou pela independência de suas opiniões e atitudes.No entanto, um certo ranço de mágoa,ao não ser nunca lembrado para a direção de seleções nacionais, desejo a muito externado, deixou no ar dúvidas de dificeis respostas, já que repletas de emoção e alguma raiva.
Se está com a razão,só o tempo dirá, mas salta aos olhos o grandíssimo poço que se antepõe nas relações inter-pares, nas quais a total ausência de entendimento torna-se o grande óbice em nosso combalido basquetebol. Enquanto recolhidos em suas redomas, na permanente negativa de congraçamento e trocas de experiências, na luta subterrânea que travam por melhores posições e oportunidades profissionais, no lamentavel uso de instrumentos de midia em criticas unilaterais, nos comportamentos anti-desportivos ao lado das quadras,com pressões descabidas sobre árbitros e delegados, no uso de palavreado chulo e imoral dirigidos a audiências juvenís
em todo o país, na teimosa e pouco inteligente utilização de um sistema de jogo globalizado e paralizante, na perene e covarde negativa de investir em novas atitudes técnicas e táticas,
optando pelo status do menor esforço, no endeuzamento conveniente de jogadores desprovidos de um minimo de ética, educação e amor ao país, na ausência de bom -senso e humildade,os técnicos desse enorme país não terão a minima chance de soerguer condignamente o basquete
brasileiro. Afirmo e reafirmo o que disse nos 40 e tantos anos participando da grande luta, que sempre tivemos ótimos,bons,maus e péssimos dirigentes, assim como fases gloriosas e de insucessos, mas até 20 anos atrás tinhamos, como espinha dorsal, um sem número de excelentes técnicos formadores e líderes de equipes, e que de certa forma se respeitavam e não se negavam ao diálogo e a novas idéias, numa anteposição ao que se manifesta nos dias atuais,
onde o mérito deu lugar ao mais deslavado QI, e onde o nóvel jogo do Tapetebol se faz presente
amiúde. Nosso grande Marcel ainda tenta em seu ótimo blog abrir um pouco as mentes engessadas de nossos técnicos publicando artigos sobre o Sistema de Triângulos, uma formula diametralmente oposta ao que se aplica massivamente em nossas equipes de todas as categorias
assim como tento fazer aqui nesse blog algo correlato, mas com outro enfoque, assuntos estes que deveriam ser um lugar comum entre todos os técnicos do país, se de alguma forma se unissem em torno de um ideal e de um compromisso ético,evolutivo e profundamente democrático. Cansativa e repetitivamente afirmo, que somente os técnicos poderão salvar o basquete brasileiro, pois são aqueles que ensinam,divulgam,promovem estudam,dirigem,
controlam e orientam os jovens em direção ao cerne do grande jogo,o basquetebol. Faz-se e torna-se urgente o ressurgimento de uma associação nacional de técnicos, fora de parâmetros coercitivos de CREFS e congêneres,que nada mais querem senão taxas e emolumentos anuais,
assim como a manutenção de seus rentáveis cursos de atualização e certificação de leigos, como também a formação de bancadas políticas estaduais e federais, culminando com a pretensão criminosa de exercerem o direito de testagem aos egressos dos cursos universitários,numa intromissão absurda nas licenciaturas. Urge um basta a estas atitudes, assim como se torna de fundamental importância a união dos técnicos, na busca das formulas que salvem e soergam o
basquete em nosso país. Como um dos fundadores das duas primeiras associações brasileiras,a ANATEBA e a BRASTEBA, me coloco,desde já, na linha de frente dessa luta, que pelo menos deve ser tentada.O que têm todos a dizer?



5 comentários

  1. Cláudio 21.06.2006

    Bom dia Paulo,

    Hoje me deparei com esta noticia no jornal local de minha cidade.

    http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=4891

    Ouviu algo a respeito? teve informações a respeito disso? O que acha? por ser um clube aliado à CBB pode ser que tenha um rumo melhor?

    Abraços

    Cláudio Schmidt

  2. Basquete Brasil 22.06.2006

    Caro Claudio,acessei a materia,li com atenção,mas esse meu último artigo em parte responde suas indagações.Somente lastimo que o autor da idéia,que por muitos anos reinou absoluto no cenário nacional e junto à CBB,em tempo algum se interessou pela classe a que diz pertencer,a dos técnicos.Nesses anos todos somente investiu em si próprio,e foi talvez o maior responsável pela implantação do que define como “basquete internacional”.Por isso não levo a menor fé na idéia em questão,
    pois visa interesses particulares,nada mais do que isso.Mas serve para capitalizar atenções,sempre bem-vindas
    principalmente da mídia.Nesse pormenor é um cracão,imbativel.Na hora do vamos ver da NLB pulou fora do barco,como muitos o fizeram,deixando o Oscar pendurado na brocha.Um abraço,Paulo.

  3. Anonymous 28.06.2006

    duvido que voce saiba os nomes de todos os tecnicos brasileiro

  4. Anonymous 28.06.2006

    voce nao respondee

  5. Basquete Brasil 28.06.2006

    Comentarios anônimos não merecem respostas.Democracia é isso.Paulo Murilo

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