Como Organizar Basquetebol (COB)

Fico imaginando como será possível um homem,que se diz pacificador(vide exemplo incensado pela mídia no caso do judô em 2000), vir em socorro do basquete, com alguns pequenos e insignificantes detalhes ainda por serem resolvidos para a realização dos Jogos Panamericanos do próximo ano, tais como: O imbróglio criado com as obras da Marina da Glória; o significativo atraso nas obras no complexo do autódromo; a dragagem e término das obras no estádio de remo; as obras na Vila Militar; a morosidade nas obras do complexo do Maracanã; a infra- estrutura ao redor do Estádio Olímpico João Havelange; as pistas de cross e montainbyke; a imundice das raias de vela na Baía da Guanabara; a não exeqüibilização das vias e dos transportes de massa na Baixada de Jacarepaguá; a despoluição das lagôas ao lado da Vila Olímpica; a montagem das arenas no Riocentro; o delicado problema da segurança durante os Jogos; o transporte das delegações; a pequena capacidade hoteleira; o enígma das vias amarela e vermelha; a pobreza explícita nas praias e cruzamentos desta abandonada e despoliciada cidade; enfim, um corolário de pequenos problemas que, pasmem, conotam o Sr.Nuzman como o personagem que poderá vir a resolver o impasse no basquetebol, da mesma forma como está
administrando os da organização do Pan, a não ser pelo aspecto puramente político, atividade em que é mestre e doutor de inamovível qualificação. O problema do grande jogo tem de ser resolvido pelos basqueteiros, e somente por eles, tanto no campo político, como, e principalmente no campo técnico, e por isso lanço a sugestão de um movimento, o de Como Organizar o Basquetebol, o nosso COB, sem a intromissão política de quem quer que seja que não esteja comprometido com a modalidade, tecnicamente falando. O que ocorre com o basquete é a perniciosa, e já longa presença, de um grupo incompetente na direção da CBB, situação que só poderá ser resolvida com a substituição do mesmo, através um bem articulado projeto junto às federações, visando as próximas eleições naquela entidade diretiva. Fora esta solução o que resta é golpe político, ou virada de mesa, ou intromissão indevida de quem tem outras e importantes tarefas a executar, a não ser que queira, mais uma vez, se projetar como o salvador e pacificador do esporte nacional, conquistas importantes para futuras escaladas no âmbito internacional. Como organizar o nosso basquetebol? Eis um belo ponto de partida para profícuas discussões, bons e exeqüíveis projetos, bom-senso e determinação em encontrar o melhor caminho a ser trilhado, e tudo isso envolvendo basqueteiros, e não importando políticos, com suas políticas disfarçadas em projetos não muito esportivos, que se aceitas e desenvolvidas traçarão um caminho sem volta para o futuro da modalidade. Basquete é com os basqueteiros, e ninguém mais. Logo, tratem de se organizar, discutir e encontrar soluções viáveis, pois ao contrário estarão todos de pázinhas nas mãos lançando areia na cova que ajudaram a cavar.



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