INDECISÃO IBÉRICA…

O Moncho tem um instigante problema a resolver, a real forma de como sua seleção irá jogar na Copa América. Com a ausência de todos os pesados pivôs, exceto o J P Batista, uma possibilidade que levantou em sua entrevista no SPORTV logo que foi contratado pela CBB, de fazer a equipe atuar com três pivôs móveis e dois armadores, nunca chegou tão perto de sua realização, haja vista o recente torneio Super Four, onde dois pivôs ágeis e rápidos, como o Spliter e o Varejão se juntaram, ora com o Alex, ora com o Leandro, numa movimentação interior que levou seus adversários a loucura, e com somente um armador em quadra. Imaginemos tais ações com  dois armadores experientes e de qualidade interagindo em dupla fora do perímetro e com os outros três dentro do mesmo, onde os tão ansiados passes de dentro para fora transformariam os sonhos do Moncho em realidade?

Sim senhores entendedores do grande jogo, Varejão e Spliter provaram ser perfeitamente cabível atuarem contra os mastodontes vulgarmente alcunhados de cinco, com vantagens inquestionáveis, principalmente nos rebotes, nos contra ataques e na velocidade de marcação, onde posicionamentos antecipativos somente são possíveis com homens altos atléticos e flexíveis. Imaginem mais ainda um terceiro homem com as mesmas características completando o trio, como o Taichman, ou os não convocados Dedé ou Probst? Ou mesmo, o Alex , o Leandro ou o híbrido Guilherme( nunca se decide onde e como jogar)completando o trio em penetrações constantes com arremessos curtos e freqüentes?

Mas para isto tudo se exequibilizar, dois armadores de qualidade se fazem necessários permanentemente na quadra, daí um mínimo de três deles na composição final da equipe. Europeus, americanos (com o coach K…), argentinos, porto-riquenhos, assim agem com sucesso, porque nós não? Talvez, não, com certeza, pelo fato de um gênio da prancheta assessorar o indeciso ibérico, que ao dividir com ele comandos e instruções aos jogadores (afinal, a quem ouvir?…) nos tempos pedidos, abdica e delega poderes não compatíveis com sua posição de liderança, principalmente nas convocações, sempre calcadas no modelo coercitivo que divulga e implanta seu assistente por onde passa , seleções inclusive, no qual um só armador é adotado, que no momento se restringe a um só nome, Huertas, que nos seus 26 anos não acumulou a experiência necessária para liderar uma seleção nacional sem a ajuda de um outro da mesma posição.

Mesmo faltando pouco tempo de treinamento, e devido às novas situações técnico táticas, nada impediria novas convocações, completando um novo quadro que as várias dispensas e ausências revelou, e que se converteu em uma nova e arejada possibilidade técnica, prevista pelo Moncho logo que aqui aportou. Convocar nossos melhores e mais tarimbados armadores, como os dois Hélios e o Valter, se torna um aspecto da máxima importância, ainda mais quando ai estão, disponíveis e atuantes, assim como mais um ou dois reboteiros competentes e marcadores.

E se houver resistência interna a estes ajustes de caráter emergencial, pois estaremos disputando a classificação para um Mundial a que nunca faltamos juntos com os americanos, que se dispense a resistência, seja lá ela qual e quem for, e que ibéricamente assuma seu papel de líder e de comando.

Torço honestamente por isso.

Amém



6 comentários

  1. Glauco Nascimento 10.08.2009

    Não consegui assistir aos jogos do Brasil no Torneio Super 4 mas vejo que a seleção precisava de um armador com experiência. Huerta é um bom jogador mas não é consistente e Fulvio e Duda não conseguem suprir essa necessidade. Acho que como pivo móvel, até o Olivinha coseguiria fazer um bom serviço. O Brasil carece um pouco de armador natural para que o jogo de 2 armadores e 3 pivos móveis possa dar certo. Não posso esquecer de Tarvenari que tambem vem se tornando uma ótima opção para a armação brasileira. Acho que o Brasil não vai ter grandes dificuldades na Copa América, a questão maior é conseguir montar um time consistente para o Mundial e a questão maior seria a armação, é com isso que Moncho deve se preocupar!

  2. Erik 10.08.2009

    dédé teve sua chance e não rendeu….
    assistir aos jogos
    e vjo que duda e jp batista não jogaram nada bem..longe d mostrar uma atuação boa

    nene no momento não faz falta alguma e podeira completar essa equipe futuramente…ai ficaria bacana!
    huertas é titular absoluto e joga um basquete moderno e esta acustamado a um nivel forte de basquete…
    sempre fomos fracos nesta posição(1)…
    ….não acho que temos muito espaço para os jogadores mais antigos…estamos a muito tempo ruim internacionalmente…
    gotaria de ver fenando pena nesta equipe!

  3. Basquete Brasil 10.08.2009

    Desculpe Glauco, mas o Moncho vai ter problemas sérios na Copa América, pois ao se defrontar com equipes que se utilizam da dupla armação, e consequentemente mais fortes e rápidas em seus sistemas defensivos, um armador somente será alvo de dobras sucessivas em todas as partidas( já ensaiaram contra o Duda e o Fúlvio…), e o Huertas estará solitário para esse enfrentamento.Imagine o Duda nesse confronto driblando somente com uma das mãos? Ou mesmo o hábil, porém lento Fúlvio (menos uns 5kg não fariam mal algum…)na mesma situação? Sim, o ibérico vai ter problemas muito sérios pela frente, já já na Copa. Em se tratando de Seleção Brasileira, certos posicionamentos devem ser revistos sempre que necessários, e o problema da armação já foi detetado nesses dois torneios, justificando, e mesmo priorizando novas e urgentes convocações. É dever e obrigação de um selecionador nacional(mesmo estrangeiro…)tomar estas providências, mesmo desautorizando(o que nunca deveria ter sido autorizado…)seu fiel escudeiro de convocações politicas e ligadas a interesses que não os de uma autêntica e verdadeira seleção do país. Um abraço,Paulo Murilo.

  4. Basquete Brasil 10.08.2009

    Amauri,Wlamir,Pecente,Mosquito,Helio Rubens,Carioca, Guerrinha,Edward,Peixoto,Fernando,Maury,
    Carneiro,Byra,Helinho,Valter,Matheus,foram, e alguns continuam sendo excelentes armadores entre muitos outros, numa posição que nos elevou a quarta posição mundial pela classificação da FIBA no século XX. Essa posição sempre foi pródiga em talentos e valores no nosso basquetebol. Agora,vê-los reconhecidos e aceitos por suas inquestionáveis lideranças por técnicos de verdade, e não incompetentes que por temerem serem contestados os ignoram, é outra história, prezado Erik.Precisamos sim de veteranos para o comando, desde que em forma e atuantes.Não se brinca impunemente com a seleção de um país. Um abraço, Paulo Murilo.

  5. David Barros 11.08.2009

    São quatro vagas na Copa América Masculina para 10 seleções em dois grupos, os 4 primeiros de cada grupo passam para as quartas-de-finais, aí é o jogo decisivo para o Brasil, os 4 vencedores das quartas estão no Mundial e os perdedores fora, quando tudo é decidido em um único jogo, numa partida mal jogada todo trabalho é perdido,

    no feminino parece ser um pouco mas fácil para as meninas, pois a Copa América Feminina será no Brasil, são oito seleções divididas em dois grupos, as duas primeiras de cada grupo se classificam para as semi-finais, onde as vencedoras das semi estão no mundial e as perdedoras se enfrentam valendo a última vaga para o mundial, são dois jogos vitais, indo mal em um jogo ainda se tem uma segunda chance, no masculino não se tem essa chance,

    Mais se classificando, não dá para saber se houve ou não evolução pois o lugar melhor para se ver isso será no Mundial aonde estarão as melhores seleções do mundo,

    Os Mundiais serão na Europa onde até mesmo os americanos e americanas tem dificuldades em conquistá-los, perderam muitos lá
    e lá é o lugar correto para saber como vai o basquete brasileiro.

  6. Basquete Brasil 11.08.2009

    É isso mesmo David,seu enfoque está mais do que correto.No entanto,a evolução do nosso jogo, da nossa maneira de jogar terá de ser resolvida bem antes destes confrontos, bem antes de chegarmos a Europa, e para tanto urge convocarmos os melhores, os mais experientes, veteranos ou não, a fim de que as novas gerações tenham onde se espelhar ante o certo, e por que não, o errado, que também ensina e instrui.O que se torna indesejável é essa mania nacional de abominar o experiente, o “velho”, como incapazes de vencer.Daí renego a entrega de seleções nacionais a “jovens promessas de técnicos”, já que incluidos neste modo excludente de pensar.O basquete é um jogo de luta, de contato,de estratégia e conquista de espaços, ao contrario do volei, que se caracteriza pelo confronto posicional e estético, onde a decisiva variável do contato físico inexiste. E faço essa comparação para separar bem tais características, sem depreciações de qualquer ordem, e sim justificar que a longa vivência e experiência de um técnico é mais determinante no basquete do que no volei,exatamente por ter de relacionar em seu trabalho diário, não só as técnicas fundamentais, mas como aplicá-las sob contato permanente, fator mutante e descontinuo, face às características de cada jogador.Bem David, sem dúvida alguma teremos sérios problemas pela frente, e torço para que os resolvamos, no mímimo, com bom senso. Um abraço, Paulo Murilo.

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