MALHEMOS NOSSAS CRIANÇAS…

Recebo no Skype a seguinte comunicação do meu filho André Luis:

[10:58:42] André Raw:

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/12/13/especialistas-liberam-pratica-de-musculacao-para-criancas-adolescentes-923256551.asp

[10:59:04] Paulo Murilo Alves Iracema: vou ver

[11:00:25] André Raw: agora estão querendo que se acostumem cedo ao ambiente de academia, parece matéria paga

[11:01:12] Paulo Murilo Alves Iracema: Culto ao corpo, o grande negocio do século. Só aqui no Brasil movimenta 12 bilhões anuais.  Máfia de criminosos

[11:03:17] Paulo Murilo Alves Iracema: Vindo da Alemanha, a Meca dos grandes laboratórios farmacêuticos deste mundo miserável. Só poderia vir deles mesmo, pois associado aos pesos virão os suplementos, os complementos, os equipamentos e vestuário específico, as cirurgias reparadoras inevitáveis,  e o mais inevitável ainda, o doping. Lamentável. Vou publicar algo a respeito. A crise do euro e da economia vai levar a descompassos como esse. Business meu caro, nada pessoal, somente, business…

E ai está uma matéria que deverá deixar o grande comercio do culto ao corpo tupiniquim alvoroçado, afinal de contas, a perspectiva de lucros, com a entrada de crianças nesse mercado gerará muitos bilhões a mais do que os 12 atuais. Notórios empresários do setor já deverão estar esfregando as mãos ante perspectivas financeiras jamais imaginadas. Já pararam para pensar, num mundo infantil dentro de academias?

E as escolas? Ora, que se danem as escolas com suas mensagens de cidadania, integração e preparo para a vida. Nada disso gera lucros imediatos, nada disso os tornam mais ricos e poderosos.

E o exercito de provisionados amparados e formados pelo sistema Confef/Cref, abiscoitará este segmento com a fome dos ingênuos estagiários, sub pagos e dependentes patriarcalmente das gigantes holdings do culto ao corpo, estas sim, as grandes beneficiárias de pesquisas deste teor.

E o novo governo, que já anunciou que a educação já está bem encaminhada, com certeza, e à sombra da cornucópia financeira de 2014 e 2016, fará vistas grossas a tais progressos científicos, adiando, talvez definitivamente, a autêntica e verdadeira revolução que nos tiraria em duas gerações da subserviência educacional, cultural e esportiva, que nos envergonha e humilha no cenário mundial.

A verdadeira revolução que mencionei é a da escola, onde, por direito constitucional todo jovem desse colossal pais teria o direito de se educar, mental, física, artística e profissionalmente, num ambiente em que pesos e alteres jamais substituiriam os campos, as pistas, as piscinas e as quadras a que tem pleno e irrecusável direito, sob qual ótica e argumentação forem expostos, já que cidadãos de direito, de pleno direito.

Por se tratar de uma brutal realidade, e não de um sonho, é que me dou ao direito da indignação, última e derradeira opção de um velho e teimoso professor.

Amém.



22 comentários

  1. Flavio 14.12.2010

    Olá Paulo,

    como um dos defensores do fisiculturismo, penso que essa discussão é uma questão de semântica um pouco mais profunda.

    Ok, crianças puxando peso podemos até ter algumas restrições, embora que já tenha literatura a respeito; porém, o ponto é que se não queremos as nossas crianças dentro das academias, vamos querer elas no fast food.

    Veja PM, estamos com 40% dos adultos com excesso de peso, então penso que o debate deveria ser outro.

  2. Basquete Brasil 14.12.2010

    Desculpe prezado Flavio, mas não se trata de uma discussão semântica,e sim de falta de vergonha na cara, de amor ao país, de cuidado com a infância, de proteção ao segmento que garante o progresso futuro de qualquer país sério, a educação de um povo, que se orientado desde cedo, na ESCOLA, aprende os males do fast food, do exercicio mal feito e desestruturador, do bulling, do consumismo irresponsável,propugnando a necessidade de proteção ao bem comum e ao meio ambiente,e da importância da leitura, do estudo, das artes, da música, do esporte.
    Um povo culto conhece e promove o valor da escolha de seus governantes, e como fazê-lo, e isso não interessa a governos que se perpetuam no poder, ou anseiam tal situação.
    O fato inconteste e indiscutivel, prezado Flavio, é o da premente e urgente necessidade de termos nossos jovens nas escolas, em boas escolas, e não em academias e consumindo fast food, como você acima menciona.
    Quanto à literatura pertinente ao assunto em discussão, o alerto de que nenhum meio de informação tenha sido mais desvirtuado desde a metade do seculo passado até nossos dias, do que determinadas e bem estruturadas pesquisas ditas ciêntificas, quando a serviço de interesses econômicos e industriais, e você, como profissional inteligente e bem preparado sabe muito bem de que industria estou falando, isso mesmo, aquela que movimenta só em nosso país mais de 12 bilhões de reais anualmente, a industria do corpo.
    Um abraço, e obrigado pelo democratico debate, que espero esteja só começando, pois discutindo os problemas nos aproximamos das soluções sensatas.
    Paulo Murilo.

  3. Flavio 14.12.2010

    Olá Paulo,

    por mais que possa parecer repetitivo insisto que o debate não pode se ater somente a questões ligadas a educação, até porque até mesmo as pesquisas científicas estão no mesmo subtópico do assunto.

    A questão do debate é: que tipo de sociedade que queremos?

    Sedentários, ou pessoas focadas na atividade física como meio de vida?

    Da mesma forma que defendo uma bola de basquete na mão de uma criança, defendo com a mesma intensidade uma barra olímpica ou um haltere na mão dessa mesma criança.

    Esse é o verdadeiro compromisso com o esporte, desde que acompanhado por profissionais especializados e com prescrições médicas.

    Penso que hoje, eu como entusiasta do esporte, e o senhor como profissional, mas ambos amantes do esporte, deveriamos nos focar em como tirar as crianças, jovens e adultos da junk food, do sedentarismo, da obesidade a níveis alarmantes, das drogas e das bebeidas do que por exemplo questionar a validade delas no ambiente de uma academia por exemplo.

  4. Basquete Brasil 15.12.2010

    Afinal de contas,prezado Flavio, de que sociedade você está falando? A que tem recursos para frequentar lanchonetes da moda, academias de grife, ter acesso a atividades sedentárias, e até mesmo a drogas,toda uma realidade de custos elevados, ou a esmagadora população jovem do país com limitações que vão da alimentação, da proteção e atendimento médico, às mais carentes condições de educação e cultura?
    Afinal, de que sociedade você fala?
    Defender uma realidade minoritaria, quando a massa populacional sequer frequenta escolas decentes e preparadas, soa um tanto anacrônico, concorda?
    Então paremos por aqui, pois são dois polos conflitantes que teimam em se manter separados pelo poder politico e econômico, são realidades antagônicas, e eu, como professor tenho como obrigação prioritária cuidar e orientar do lado majoritário e incompreensivelmente marginalizado da população em seu todo. Academias são o refugio dos abastados, e não a salvação da maioria carente e abandonada da população, que necessita de outras e decisivas prioridades.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  5. Flavio 16.12.2010

    Caro Paulo,

    a sociedade na qual vivemos, e da que estou falando é caleidoscópica com inúmeros contrastes que vão desde uma pessoa que não tem o que comer em casa mas que possuí poder aquisitivo para ter um celular de última geração só para se ter um exemplo simples.

    A forma na qual você tocou está certa (acesso), mas o problema principal é como a educação de boa qualidade entre nesse acesso.

    Não sou educador, mas não é preciso ser muito esperto para ver que se temos uma sociedade que tem acesso ao melhor da tecnologia, mas que é tão ignorante para aprender sobre ela. Os resultados do PNAD sobre analfabetismo funcional e o último resultado do PISA são provas cabais sobre isso.

    Ainda, se defender uma realidade minoritária é anacrônico, defender o estabilishment educacional e esportivo instalado é tão nocivo que chega a ser até um paradoxo socrático.

    Entendo o seu ponto de vista e respeito, porém discordo da posição por achar que a discussão não se trata de educação e esportes (dois péssimos exemplos para ser mais específico), mas sim de uma questão mais ampla de combater o estabilishment educacional-esportivo que além de fazer o trabalho de deixar as nossas crianças mais burras e os adultos mais ignorantes também tem a necessidade de instalar uma espiral do silêncio sobre a musculação, e isso eu não posso admitir.

    Com meus sinceros votos,

    Flávio.

  6. Basquete Brasil 17.12.2010

    (…)”Entendo o seu ponto de vista e respeito, porém discordo da posição por achar que a discussão não se trata de educação e esportes (dois péssimos exemplos para ser mais específico), mas sim de uma questão mais ampla de combater o estabilishment educacional-esportivo que além de fazer o trabalho de deixar as nossas crianças mais burras e os adultos mais ignorantes também tem a necessidade de instalar uma espiral do silêncio sobre a musculação, e isso eu não posso admitir.(…)”
    Releia suas proprias afirmativas, prezado Flavio, e reconheça a brutal incoerência das mesmas, provando que realmente você não é um educador, quiça professor, ou mais especificamente, um conhecedor do que venha a ser um paradoxo socrático.
    Outrossim, a espiral silenciosa não deveria se abater exclusivamente sobre a musculação fisica, mas sobretudo sobre a musculação mental, um dos motivos que limitam nosso horizonte educacional e cultural, e isso é o que não posso admitir que continue a ocorrer.
    Acredito, que pelos posicionamentos que defendemos, não conseguiremos chegar a um consenso, o que lastimo, mas acima de tudo compreendo.
    Paulo Murilo.

  7. Ola professor,
    A resposta e darmos inicio a escola online!!!
    Saudacoes – Feliz Natal e um Prospero ano novo para voce e todos os seus leitores a emantes do grande esporte!
    Ate breve
    Walter

  8. Saldanha///CECRE 17.12.2010

    Se for pra fazer esse tipo de academia, e melhor investir no esporte escolar, que vai gera muito mais lucro ao pais, vamos ter crianças inteligente, e sadia,e sabendo um esporte que le ensinara grandes coisas para vida, nao falo só do basquete, mais sim de varios tipo de esportes… academia e só para quem quer aperfeiçoar o corpo, mais quem quer se manter em forma, principalmente crianças, de ve recorre a o esporte que e mais atrativo, encima mais a criança,se interagindo com outras pessoas , e ali que ele fica inteligente de cabeça e de corpo….

    concordo com o paulo murilo… temos que investi em educação, e consequentemente no esporte ….

  9. Basquete Brasil 17.12.2010

    Walter, e vai sair com a mais absoluta certeza, e aguardo o seu texto inaugural, para junto ao que já foi enviado pelo Gil, e o meu que termino essa semana, possamos os três tentarmos quebrar essa horripilante ditadura que se instalou em nosso basquete a mais de 20 anos. Estarei para a semana enviando a vocês dois a forma que sugiro para a escola. Discutindo, avaliando,adaptando, e mesmo modificando a idéia inicial, creio que possamos estabelecer um critério voltado à informação e divulgação do grande jogo, das bases fundamentais e históricas, às discussões técnico táticas de real interesse para a nossa realidade.
    Desejo a você e sua esposa, um Feliz Natal e um 2011 pleno de sucesso e muita saúde.
    Um abração, Paulo.

  10. Luiz dos Santos 17.12.2010

    Meu caro Colega e amigo Paulo Murilo: voc~e está coberto de razões ao defender a ” velha e arcaica scola”, onde se ensinava a educar ! Fui aluno d COlégio Juruena em Botafogo, nos áureos tempos da trindade de ouro da zona sul, Colégios Andrews,AngloMaericano e Juruena, onde se apreendia cidadania e respeito;a Educação Fìsica no Juruena era um dos pilares educacionais, com o Prof. Ernani Costa ( Tècnico de Atletismo do Botafogo) e a Profª Yara, mas tarde popularizada como Yara do Leblon, onde deu aula creio que até próximo dos 90 anos de idade. Mas, nós SOMOS DINOSAUROS, pois instruir e Educar está fora de moda, pois não servem ao business. Quanto à Obesidade infantil e também o uso de drogas são alguns dos reflexos da ausência da Escola, pois os Profissionais de Educação Fìsica nem sabem mais o que é Escola, pois são escravos das Academias, que pertencem aos grandes investidores, interessados no faturamento ! Explico-me. – para os que não me conhecem – que além de Prof. Ed. Fìsica, sou especializado em Halterofilismo pela velha ENEFD, e Médico do esporto. Sou também FIsiatra. Sempre defendí que menores, acima de 14/15 anos – conforme sua estrutura corporal, desenvolvimento psicobiológico podem fazer Halerofilismo mas com regras adequadas, especialmente usando Haltere s ( alguém da nova geração sabe o que são ? Ou só conhecem as famigeradas máquinas que igualam todos em um tamanho padrão ? )Desculpe me alongar, mas iniciei na Geração Força e SAÚDE…

  11. Marcos Nunes 17.12.2010

    Olá professor, tudo bem?

    Que bom que este assunto da Escola Online foi abordado. Estive conversando com o Washington estes dias e perguntei sobre isso. Ele prontamente respondeu que esta idéia ia sair do papel, o que me deixou muito interessado. Será um grande sucesso com certeza, haja visto a grande aceitação que seu trabalho obteve aqui no ES. Ah! Antes que eu me esqueça, quanto mais jogos do Vitória/Cecre vejo, mais falta eu sinto do senhor.

  12. flavio 17.12.2010

    Olá Paulo,

    não sei se lembra das minhas palavras anteriores neste mesmo post onde eu disse as seguintes palavras “[…]eu como entusiasta do esporte, e o senhor como profissional[…]”.
    Não penso que o Sr. tentou me desqualificar no debate sobre os aspectos relativos a ser educador, e/ou professor de educação física, prefiro acreditar que não.
    A espiral do silêncio nunca se abate (logicamente e conceitualmente é autocontraditória essa afirmação), mas assim como afirma Elizabeth Noëlle-Neumann, ela se estabelece quando uns lados se abstêm de opinar ante a uma opinião pública manipulada de forma desonesta ou errônea; e neste caso é a questão do foco em questões relacionadas ao esporte ao invés de combate efetivo aos verdadeiros inimigos.
    Em fim é uma pena que não haja consenso.
    Flávio

  13. Basquete Brasil 18.12.2010

    Prezado editor do Saldanha/CECRE, sem duvida alguma este seria o caminho correto a ser estabelecido em nosso país. Resta somente acreditarmos ser isso possivel, apesar de não se constituir prioridade para o geverno que se inicia em janeiro, conforme já adiantou a nova presidente. Lamentável.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  14. Basquete Brasil 18.12.2010

    Compadre Luis, primeiro desejo seu restabelecimento depois do tranco cardiaco, ônus de nossa condição jurássica. Mas como intelecto e raciocinio independe dessas falibilidades fisicas, vejo com a mais incontida e salutar satisfação que, após 50 anos de discussões e debates acalarados, conseguimos nos entender pelo ângulo da educação, já que pelo da medicina nunca nos entendemos convenientemente. Você, com suas duas graduações em medicina e educação fisica, e eu, da mesma turma na ENEFD e mais adiante em jornalismo, brigamos um bocado sobre o que sempre previ, junto ao Alfredo Farias, do que seria um futuro em convivência com a industria do corpo. Ela ai está, implantada, dominadora, castradora, em antagonismo mortal com a educação fisica e os desportos no âmbito escolar, e o que é pior, com o apoio governamental, que ainda vem trombetear implementação e massificação esportiva para 2016, quando todos nos sabemos que a verdadeira finalidade é o enriquecimento faraônico de uma elite, em absoluto comprometida com educação, e muito menos, escola.
    Somos dinossauros Luis, mas faço questão de ser um Tiranossauro Rex, sempre disposto a morder fundo essa cambada de criminosos e seus aspones emperdigados. Acho, nao, tenho a certeza, agora, de que você também pensa dessa forma, o que é um grande reforço nessa luta inglória.
    Muita saúde Luis, Paulo.

  15. Basquete Brasil 18.12.2010

    Obrigado prezado Marcos pela sua lembrança do bom trabalho realizado ai nesta sua maravilhosa Vitoria. Sim, o projeto da escola está bastante avançado, e logo logo o veicularemos aqui no blog, e mais adiante num site proprio e autônomo.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  16. Basquete Brasil 18.12.2010

    Em hipótese alguma tentei, ou tentaria o desqualificar no debate, prezado Flávio. Quando muito tentei estabelecer uma divisão de competências e valores de acordo com nossas formações profissionais, entre um experiente professor, e um entusiasta do esporte, conforme você mesmo nos qualificou.Claro que pontos de vista divergentes seriam inevitáveis,principalmente quanto às conceituações sobre a discutida espiral do silêncio, colocação inadequada (minha opinião)à discussão estabelecida.
    Estes sim, se constituem em detalhes semânticos, que em absoluto equacionaria tais questões, numa discussão prolongada e inócua.
    Mesmo assim, valeram à pena nossos esforços para um entendimento, um consenso, negado agora, mas possivel mais adiante.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  17. Pedro 18.12.2010
  18. Basquete Brasil 20.12.2010

    Prezado Pedro, no artigo que publico hoje abordo a temática Magnano, e suas implicações diretas em nosso basquete.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  19. fernando 20.12.2010

    Prof. Paulo, um abraço, estive um bom tempo descansando e até me desligando do assunto basquete até para poder refletir melhor sobre o mesmo, acompanhei os jogos televisionados, não vi nada de novo como ja não vemos a muito tempo.
    Embora por necessidade eu pratique musculação na academia, pois preferia muito mais quando podia praticar vaios esportes, o que acho realmente muito mais saudavel, inteligente e barato; tenho real receio quando vejo jovens praticando musculação, primeiro por não terem a real noção do por que praticar, e realmente para ter uma vida saudavel, e para se aperfeiçoarem como atletas, ou simplismente para colocar uma sunga ou biquini.
    Frequento uma academia de nivel num dos melhores clubes de São Paulo, e vejo garotos de 16 anos ja bombados, andando como robos, que não praticam outros esportes, ou quando praticam não percebem que não tem mais destreza e velocidade, e por se sentirem mais fortes muitas vezes tornam-se violentos.
    Compram revista de como ficar com barriga de tanquinho, com fotos de pessoas malhadas e anuncios de suplementos.
    Em um ano este garoto muda seu fenotipo totalmente, fica sarado, bombado, pensa ¨_agora eu tenho pegada¨, e morre em Porto Seguro como aconteceu com dois garotos filhos de um amigo meu, estavam tomando anabolisante pra cavalo, já não se contentavam com creatinas e suplementos.
    Isto aconteceu com dois garotos de classe média alta, num dos melhores clubes de São Paulo, meninos que frequentavam as melhores escolas desde que nasceram. Agora imaginem este quadro sendo pintado nas academias de todo Brasil, acredito que todos nos sabemos a realidade de 99% delas, pensem em garotos que não tem a mesma estrutura em academias sem responsabilidades e recebendo esta cultura ou sub-cultura do so e feliz quem e malhado.

    Desculpe se escrevi demais Prof. Paulo.

  20. FUBICO.com 20.12.2010

    Onde está o espírito multitarefa do século 21?

  21. Basquete Brasil 21.12.2010

    Prezado Fernando, seu depoimento, junto ao do Dr.Luis dos Santos acima, completam um quadro preocupante e até certo ponto criminoso. Sem dúvida alguma nossos jovens estão sendo, subliminar ou diretamente, orientados a um tipo de cultura consumista, e completamente fora dos preceitos educacionais e esportivos, com suas regras formativas de caráter, na contramão das finalidades egocentradas desenvolvidas pela cultura do culto ao corpo. A escola tem de ser aviltada e defenestrada por essa malta que comanda o continuismo politico e governamental, vide o reencaminhamento do ministro dos esportes, de tão absurda e irreal liderança. Nossos governantes e homens de bem necessitam estar alertas a estas investidas contra o processo educacional de nossos jovens, que ao se constituirem no futuro patrio, não podem ser abandonados dessa forma. Enfim, resta-nos a indignação, forte e tronitrante, e jamais a omissão. Um abraço, Paulo Murilo.

  22. Basquete Brasil 21.12.2010

    E onde se encontra o espirito patriótico que nos trouxe até aqui, prezado Fubico(?).

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