PIMBA PRA LÁ, PIMBA PRA CÁ (OU MAIS DO MESMO – FINAL)…

Na primeira sequência de três fotos, as duas primeiras foram repetidas 52 vezes (7/26 e 8/26) no segundo jogo da serie entre Bauru e São José, todas em arremessos de 3 pontos. A terceira mostra o célebre quadradinho da FPB que confirma a enxurrada.

A segunda, referente ao primeiro jogo mostra que 50 bolinhas foram arremessadas (8/20 e 10/30), e mais uma vez o quadradinho emblemático e preciso

Agora, façamos um pequeno exercício aritmético com tais números, e o que temos? Em dois jogos, somente dois de uma séria decisão, 102 arremessos de três foram tentados, num total de 306 pontos possíveis, isso mesmo 306 pontos possíveis, e somente 99 (em 33 acertos) foram conseguidos. Se 306 pontos possíveis foram tentados e somente 99 concretizados, deduz-se que equivaleram a 33 ataques bem sucedidos e espantosos 69 perdidos (ou 207 pontos), uma drenagem de tempo e esforço consideravelmente absurda, equivalendo a 34,5 ataques perdidos em media por jogo, somente quanto aos arremessos de três. Indo um pouquinho mais além, e considerando um ataque médio em 20segundos, teríamos 11,5 minutos perdidos por jogo provocados pela hemorragia dos três (34,5 x 20 = 690seg ou 11,5 minutos).

Somemos a essa hecatombe os 45 erros cometidos, e poderemos atestar o quanto de mediocridade tem nos assaltado desde muito tempo.

Peguem os dois quadradinhos, e se possível revejam os dois jogos (gravá-los é um excelente exercício de estudos..), e atestarão a quantas andam o nosso investimento técnico tático na divisão maior do nosso apequenado grande jogo.

O mais impressionante disso tudo é constatarmos que alguma das equipes que mais empregam os longos e temerários arremessos, e que se destacam pela quase completa ausência de contestação defensiva a esta mesma concepção de jogo, são aquelas orientadas pelos assistentes do Magnano na seleção nacional, numa flagrante prova de que seu sistema de jogo não conta com unanimidade entre os mesmos, e sua consequente negação de implantação e aceitação  pelas equipes nacionais, o que explicaria a presença ao lado do argentino nas grandes competições de um assistente patrício, junto ao qual discute e dialoga durante as partidas.

A quem perguntar o que poderemos esperar de novidade, de ousadia, de criatividade para o próximo NBB5, respondam sem dúvidas e sem pestanejar, pela continuidade da mesmice endêmica agora mais presente e solidificada como nunca, e que os deuses, todos eles, nos ajudem.

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.



4 comentários

  1. Rodolpho 28.10.2012

    Professor, já houve alguma declaração do Magnano sobre as bolinhas do NBB? Confesso que não lembro…

  2. Basquete Brasil 28.10.2012

    Nem eu tampouco, nadinha, silêncio abissal. Inteligente e astuto como poucos, acredito que passado o ciclo olímpico redentor, para o próximo, se continuar no comando, algumas sérias e profundas mudanças possam vir a ocorrer, afinal, tempo e estrutura ele terá, faltando somente pingar alguns pontos em “iis” recalcitrantes, e não muy amigos.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  3. Josue Filho 28.10.2012

    Caro Profº

    Boa noite!!

    Penso que tudo que está ocorrendo com o Basquete Brasileiro, essa mesmice, jogos cansativos de se ver, falta da mídia, bem como um jogo atrativo á esta, a trágica falta de ídolos (é impressionante, hoje nosso ídolo é Larry Taylor e ele não é brasileiro), dentre muitas outras mazelas são consequencia da ingerencia de nossa entidade maior, o processo de renovação deveria ser regra e não algo emergencial, a questão dos sempre ditos “ciclos olimpicos” deveriam ocorrer de fato a cada término de olimpiada, coisa que não ocorre no Brasil.

    Aqui não se dá oportunidade aos jovens e esses hoje podem se espelhar em quem? Me cite pelo menos dois veteranos com identidade nacional a ponto de serem inspiração…Isso é assustador ao considerarmos o futuro do basquete brasileiro, hoje estou incrédulo pois os únicos talentos revelados, estão fora do Brasil e quando servem seu pais o faz de maneira improvisada em treinos quinzenais. O que se aprende e qual entrosamento se consegue nesse tempo?

    Os destaques do NBB tem sido os “Veteranos” e uma ou outra “jovem promessa” tem aparecido, o que dizer da LDO ou LDB ou até mesmo NBB Sub-22 são tantos nomes e tão pouca identidade…

    Do jogo supracomentado mais uma vez de maneira impar pelo senhor, apesar de ver essa prevalência nos arremates exteriores, o que mais impressiona é a ausencia de disciplina tática, nesse âmbito, vejo o Bauru com uma vantagem sobre os demais, pois tem um jogo interno muito forte, um técnico convicto (que eu admiro), consegue mostrar diferentes padrões de jogo fato que os pivôs pontuam e são decisivos (em alguns jogos dominantes), principalmente Jeff Agba (outro americano) sendo acompanhado por Pilar que é bem efetivo, soma-se á isso temos uma equipe diferente das outras que eu aposto muito nessa temporada.

    Espero que um dia essa sanha por exportação de lugar ao trabalho de formação de atletas que é o que precisamos urgentemente, a criação de uma segunda visão do NBB (sugerida por muitos), seria uma boa oportunidade para o ingresso de tantos atletas com potencial que eu vejo com frequencia jogados nos parques “rachando” quando poderiam estar treinando e lutando por seu sonho que cada vez mais acaba cedo por conta dos altos investimentos do clube em importação de talentos que fazem com que as oportunidades sejam cada vez menores.

  4. Basquete Brasil 29.10.2012

    Concordo com quase tudo apontado e muito bem desenvolvido por você, prezado Josue. Fico um pouco distante de sua analise quanto a equipe de Bauru, inclusive aponto e discuto alguns aspectos da mesma no artigo de hoje,pois considero que seu técnico poderia avançar muito mais em suas concepções de sistemas de jogo,concordando com você ser ele um dos muito poucos capaz de fazê-lo. No mais, gostei muito do seu comentário. Um abraço, Paulo Murilo.

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