A ARTE DO TUMULTO II…

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O jogo estava ruim para o Paulistano, não jogavam com confiança, muito mal mesmo, conforme reconhecia seu técnico em um dos primeiros tempos pedidos, e que se continuasse daquela forma uma derrota seria inevitável…

Então, comecemos a tumultuar o jogo, reclamando, invadindo quadra, gesticulando até em cobrança de lateral, indo à mesa reinvidicar lá o que fosse, travando diálogos consentidos com uma “arbitragem pedagógica e antenada”, para desprazer e incredulidade de uma audiência que somente desejava assistir a um bom jogo de playoff, e não uma demonstração de desrespeito e imagem circense, vindas de um muito jovem técnico absolutamente crente de que seja esse o caminho a ser seguido em sua trajetória de gênio das quadras, o que não é com certeza…

Paralelamente ao descalabro comportamental de um lado, viu-se uma equipe, que dominava o jogo até o terceiro quarto, ceder um campo inimaginável a um adversário semi batido, mas não morto, embalado que se encontrava pelo alto grau de pressão sobre uma arbitragem permissiva e confusa, permitindo com sua omissão tática e técnica uma reação fulminante, onde até os tempos pedidos demonstravam o enorme fastio e distanciamento entre comandante e comandados, fatal num momento de decisão, onde o entrelaçamento e confiança devem se fazer presentes para um resultado final positivo.

Desfalques e contusões podem ser relacionados como causadores de derrotas, mas não com a dimensão de um quarto final acachapante e constrangedor.

Tem por obrigação, a comissão de arbitragem da LNB, reduzir as interferências de técnicos sobre juízes, sob a real ameaça de desqualificação dos mesmos perante a decisiva confiança que os cercam na condução isenta e técnica de um campeonato nacional, e para tanto basta a aplicação rigorosa das regras do grande jogo, sem papos pedagógicos e transmissões midiáticas.

Amém.

 

Em Tempo – Nesse jogo cometeu-se a barbaridade de 34 (17/17) erros de fundamentos, o que dá seriamente o que pensar em jogo da elite.


Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.



2 comentários

  1. Fábio/SP 20.05.2014

    Prof. Paulo Murilo, tive a MESMÍSSIMA sensação… o Paulistano já havia utilizado dessa “estratégia” em Franca no jogo 3. A equipe francana perdeu a cabeça e perdeu o jogo. Agora com São José quase o mesmo roteiro… com a diferença que se o time de São José tivesse aproveitado o péssimo início do adversário e convertido seus lances livres abriria uma parcial de 27 x 15, o que não aconteceu. Me espanta os técnicos experientes de Franca e São José “caírem” nessas artimanhas baratas. Infelizmente deu certo, ficando esse exemplo pra quem assistia. Que o Marcel traga novos ventos nos bancos por aí, precisamos. Abção

  2. Basquete Brasil 20.05.2014

    Fabio, os técnicos experientes mencionados por você não caíram na armadilha, simplesmente se atrasaram na oportunidade de utilizá-la primeiro, pois nesse mister, vence quem tumultua primeiro…
    Aliás, assisti vários jogos em que tentaram essa “estratégia”, na qual são mestres.
    Um abraço, Paulo.

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