OS CONSELHOS…

 

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Na semana passada a LNB organizou mais um encontro técnico com a turma que dirige o basquete brasileiro desde o banco, sempre os mesmos, com um ou outro candidato referendado por todos, e outros que, mesmo sem equipes continuam a dar as cartas, inclusive sendo eleitos para compor o conselho técnico da entidade, provando que o corporativismo segue impoluto e férreo, sem deixar qualquer brecha para opiniões, votos discordantes e dissidentes.

Mas Paulo, essa sua critica não se fundamenta no fato de, por mais uma vez, não ser convidado a participar, apesar de ter dirigido uma das equipes da liga? Não, pois em caso de lá estar participando criaria um contraponto isolado, órfão em apoio e consideração por parte da turma, afinal, fora o Marcel que, por obra e graça de um daqueles pequenos milagres que hora e meia acontecem, estará daqui para diante compondo o plantel de técnicos da mesma (espero que mantenha suas convicções técnico táticas ante a mesmice endêmica que enfrentará…), minha presença soaria à esquerda de tudo que preconizam para o grande jogo no nosso imenso e injusto país, numa resolução que prima pela mais absoluta vontade majoritária, aquela que não se permite enfrentar contraditórios (os milagres não contam…), por mais profícuos que possam ser, já que agregam sugestões e opiniões de fora de seu hermético sistema.

No entanto, algo me preocupou sobre maneira, o fato de ter sido colocado em evidência para discussões, a criação de uma associação de técnicos, velha aspiração presente nesse humilde blog, que sempre a defendeu desde que iniciou sua publicação dez anos atrás.

Me preocupou pelo fato de que uma associação deste porte e importância vital venha a ser constituída no seio da LNB, organizada pelos conselhos que a dominam, com as mesmas e carimbadas figuras desde sempre, quando deveria ser constituída de forma autônoma e independente, desligada técnica e administrativamente de federações, confederação e ligas, a fim de que pudesse se legitimar ao galgar etapas fundamentadas na confiabilidade e credibilidade de suas ações, créditos e políticas voltadas ao desenvolvimento do grande jogo, dissociada de grupos e instituições compromissadas com políticas próprias e muitas vezes inidentificáveis.

Num tempo atrás intuí, sugeri, planejei e participei da criação das duas primeiras associações nacionais de técnicos, a ANATEBA e a ABRASTEBA, assim como a primeira estadual, a ATBRJ, todas finitas, exatamente por estarem próximas a órgãos federativos e confederativos, numa ligação que as levou a extinção, por não concordarem com suas politicas vigentes.

Uma ação de caráter nacional tem de ser implementada no intuito de ser criada uma associação de técnicos. amplamente discutida, se possível em cada estado ou região do país, a fim de que a mesma represente a realidade do grande jogo entre nós, e não a fundação de um outro clubinho onde vigorará o que vemos acontecer e se repetir em nosso dia a dia, uma irretocável e exclusiva “ação entre amigos”, similar às rifas que povoam nosso destino esportivo.

Espero que prevaleça o bom senso, se é que ele ainda vigora ou ainda teime em existir…

Amém.

 Foto – Divulgação LNB. Clique na mesma para ampliá-la.



2 comentários

  1. Henrique Lima 25.07.2014

    José Neto, treinador da seleção que está disputando o sulamericano, contra as potências de Paraguai, Equador, Uruguai com o time B,C,D..

    Enfim

    Brasil venceu o Paraguai por míseros 17 ptos.

    – Detalhes:

    17 desperdícios de posse.

    6/27 de três, 22% de aproveitamento

    42% de fg. (Óbvio, quem chuta 6/27 de 59 de três, joga no chão o aproveitamento geral, afinal, não mete bola de três mas chuta como se fossem especialistas – Korver, Curry, Morrow, Calderon, etc – )

    Professor, este é o nosso basquetebol:

    6/27 de três eterno.

    É ontem começou o nível III em SP, o qual não pude participar.

    Uma pena porque queria ouvir as palestras, embora breves (como sempre nestes cursos da etnb) de Hélio, Paco e Marcel.

    Um abração

  2. Basquete Brasil 30.07.2014

    Perdoe-me o atraso na resposta Henrique, mas creio ser o artigo de hoje resposta ao seu questionamento. Concordo com seu posicionamento quanto as palestras na ENTB, que jamais deveriam se caracterizar pela brevidade, se a mesma fosse direcionada ao espirito de uma verdadeira escola, e não o freio de arrumação que aí está.Mas há quem goste, ainda mais quando vale um rápido e oportuno nível III. O resultado estamos assistindo em nossas seleções e no NBB.
    Um abraço, Paulo.

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