POR QUE NÃO DE 2 EM 2, POR QUE NÃO?…

P1090444-001P1090445-001P1090446-001P1090448-001P1090470-001P1090485-001P1090495-001P1090504-001Bauru venceu o Flamengo convergindo mais uma vez (15/30 de dois e 11/29 de três, com seu adversário fazendo 22/37 e 7/30 respectivamente), numa refrega periférica, que alcançou a “justificada” artilharia (afinal estamos perante “especialistas”…) de 18/59 bolinhas, ou seja, 54 pontos em 177 possíveis, sendo 123 jogados fora por ambos…

Somente 20/18 pontos foram o que conseguiram dentro do garrafão, e olhe que estamos falando de pivôs de boa categoria, tanto os tupiniquins, como os de fora, alguns de seleções nacionais, abandonados ao ponto de deixar o bom Alexandre exilado em algumas bolas que garimpou fora e dentro, e olhe lá…

Os lances livres não determinariam qualquer outro resultado, pois perderam 7 e 8 (12/19 para o Flamengo e 21/27 para Bauru), e até se equilibraram no excesso de erros de fundamentos (13/16), assim como nos rebotes (34/37), desnudando o fator que realmente decidiu a partida, a festança dos três pontos, onde a equipe paulista (11/29) conseguiu 4 acertos a mais que a carioca (7/30), definindo o jogo a seu favor no aspecto ofensivo, fortemente lastreado pelas eficientes contestações defensivas que executou por sobre uma equipe não tão eficiente nas mesmas, por conta de um comprometedor relaxamento ante uma muito bem conhecida “fabrica de pombos”…

E é nesse ponto que se faz necessária a presença de um raciocínio lógico, não aquele monocordicamente exposto em pranchetas midiáticas de técnicos que tentam (em vão, reconheçamos…) aprisionar jogadas que somente são factíveis em suas cabeças e pranchetas, esquecendo o fator mais contundente de que não se repetem nunca (escrevi um artigo a tempos sobre o assunto – Mestres do olhar e do movimento),deixando de lado os verdadeiros e sutis fatores que determinam vitorias e derrotas, como no caso deste jogo em particular, que poderia ser definido sob duas condições, forte defesa fora do perímetro, e mais forte ainda jogo interior, e o mais instigante, por ambas as equipes, que trocaram tais e corretas evidências pelo mais puro duelo lá de fora, pois foram 59 “injustificaveis” petardos com somente 18 acertos, sendo 11 de Bauru, que levou a vitoria para casa…

Qualquer das duas equipes que tivesse priorizado o jogo interno, face aos bons pivôs que possuem, teria vencido com mais vantagem no placar (mesmo de 2 em 2 e 1 em 1)), mas como ambas abdicaram desse “ínfimo” pormenor (vide a festança do Hettsheimeir lá de fora), venceu quem acertou a última, desligando a luz ao sair da quadra…

Quando presencio a realidade de algumas equipes que ponteiam o campeonato, e sua voracidade pelo jogo externo, sem minimas projeções de algo diferenciado taticamente, principalmente no jogo interior, lanço um olhar pesaroso para mais adiante, na direção de nossas seleções, da base a elite, municipais, estaduais e nacionais, onde o exemplo passado aos mais jovens se espelha no chega e chuta, nas fantásticas enterradas, tocos magistrais, e defesas passivas e condescendentes, e o mais emblemático, tudo sob a tutela dos estrategistas, saltitantes, nervosos e totalmente voltados aos seus inesgotáveis egos, que se insuflam na presença das luzes vermelhas das câmeras ON AIR…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

 



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