“A LINHA FÓBICA”…

Há muito tempo que não me divertia tanto assistindo um jogo de basquetebol, como o de ontem entre Flamengo e Mogi, principalmente pelos irônicos e bem colocados comentários do Wlamir, que entre jogos do NBB e as novelas, preferia-as sem pensar, ainda mais quando estão em seu final. O institucionalizado “chega e chuta” o assusta demais, assim como a barafunda que os jogadores fazem ao confundir “velocidade com pressa” nas conclusões das mais comezinhas jogadas, das mais primárias finalizações, errando em profusão nos fundamentos básicos do jogo, nos passes paralelos a linha final (provocados quase que automaticamente pelos deslocamentos padrão do sistema único, com seus passes de contorno), nos dribles e fintas, tropeçando naquele elemento que atrapalha muitos jogadores considerados de elite, a bola, e inclusive classificando alguns como “em extinção”, como o posicionamento defensivo e antecipativo nos rebotes, o abandono do simplório, porém eficiente DPJ, o desconhecimento do “giro” pelos pivôs, e o que classifica com propriedade de “linha fóbica”, como aquela que delimita os arremessos para os três pontos, numa genérica ação doentia, que mereceria aprofundados estudos, em que a maioria de nossos jogadores padecem fóbicamente, segundo o grande jogador e professor de primeiríssima linha…

O mais engraçado ainda é a nova tendência de alguns jogadores arremessando “do meio da rua”, anunciados aos berros pelos ufanistas narradores, como se a desenvolvida técnica do Curry se incorporasse na turma da forma mais “natural” possível, bastando para tanto simplesmente chutar, chutar, chutar…

Na véspera, um outro comentarista, ex técnico e conhecido pela vociferação verbal com seus jogadores, elogiando a atitude da LNB não permitindo os microfones nos pedidos de tempo, a não ser no minuto final dos jogos (uma velha e insistente reivindicação aqui desse humilde blog), como uma ação benéfica, pois na maioria das vezes os insultos e palavrório inadequado constrangia mais do que informava os ouvintes, num comentário sutil e revelador…

Todos os comentários, agora mais vastos e obrigatoriamente mais consistentes pela ausência do áudio vindo dos bancos, definirão o quem é quem da crítica e análise do grande jogo, a não ser que desenvolvam aos píncaros o festival de “encheção de linguiça” em que a maioria deles mergulhou na grande rede…

Como disse no princípio, a muito não me divertia tanto num jogo de basquetebol, mas com uma nesga de incredulidade ante os 38 erros cometidos por ambas as equipes (17/21), a chutação “fóbica” sem o mais ínfimo resquício defensivo (foram 19/46 bolinhas…), numa promoção de “tiro aos pombos”, pela maioria das equipes, com o consentimento “evolutivo” dos estrategistas sempre de plantão, na ânsia inconsequente de “modificar o jogo”, a la Curry/Thompson/Durant Company,  como se os possuíssem em suas equipes, numa projeção técnica que raia ao absurdo, e cuja cobrança mais adiante nos mais importantes torneios internacionais, onde as contestações se farão presente, em nada aliviará nossa consentida e equivocada opçao…

No entanto, nem tudo foi “diversão”, pois um debate foi estabelecido pelos comentaristas sobre os reais motivos da não convocação do Marquinhos para a seleção que disputa as eliminatórias para o Campeonato Mundial, e que teve no Wlamir, ao saber pelos colegas que assuntos pessoais indispunham o Petrovic com o jogador, comentou – “O técnico pode perder a confiança na pessoa, não no jogador, que é fundamental para a Seleção” – Discordo caro mestre, o jogador e o homem são a mesma pessoa, indissociavelmente ligados, principalmente a um grupo de trabalho, do qual, ele e o técnico fazem parte, e onde a confiança pessoal, técnica e profissional deve existir incondicionalmente, principalmente numa seleção brasileira, logo…

Amém.  

Foto – Reprodução da TV. Clique duplamente na mesma para ampliá-la.



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