NLB,BOA SORTE!

Hoje se inicia a grande aventura da NLB,aventura no bom sentido,pois dela esperamos bons flúidos para que o nosso combalido basquetebol se soerga do fundo do poço em que se encontra.Torcida não faltará,mas que se prepare,e muito bem,para embates não muito éticos por parte do proprietário do poço em questão,que lutará com todas as suas forças explícitas ou obscuras,para manter o status quo.Basquetebol de boa qualidade é propriedade de talentos, bons profissionais e ótimos professores,que inexistem na sede do poço.Por essas razões,e mesmo sem a chave dos cofres,prevejo muita luta e sacrifícios para levarem a bom têrmo tão valente empreitada.Mas,como lutador que sempre fui,sugiro,como já o fiz antes através artigos desse humilde blog,algumas iniciativas que poderão conotar qualidade superior à nóvel entidade.Infelizmente,sei que veremos na rodada de abertura poucas mudanças nos sistemas de jogo que as equipes oferecerão,onde não fugirão do já enraizado e retrógado Passing Game,que tanto venho combatendo.Mas existe a eterna esperança de que uma das ações mais necessárias ao nosso desporto possa ser implantada,uma Associação de Técnicos, incentivada eficientemente pela Liga,no propósito de discutir idéias, promover estudos,e principalmente,desencadear princípios éticos tão ausentes nos últimos 20 anos.E que a mesma prime pela meritocracia e pela formação de mais e melhores técnicos.Como é idéia da Liga o incentivo das divisões de base, que procure desenvolvê-las à luz de iniciativas realmente progressistas,com programas que destinem aos professores materiais e cursos que os fundamentem tecnicamente.Algumas adaptações poderiam ser propostas e incluidas na formação dos futuros jogadores,das quais saliento como de grande importância as seguintes:1-Que nas divisões mirim,infantil e infanto fosse proibida a defesa por zona,a fim de que os jóvens viessem a dominar os fundamentos básicos de defêsa e ataque. 2-Que o tempo de posse de bola variasse em conformidade com o desenvolvimento psicosomático dos jóvens,fazendo com que percorressem uma escala ascendente natural,no dominio dos fundamentos e na percepção do jogo em si.Quarenta segundos para mirins,trinta e cinco para infantis e trinta para infanto e juvenis,seriam de grande valia em suas progressões técnicas.Vinte e quatro segundos seriam adotados da sub-19 em diante,pois estariam os atletas plenamente desenvolvidos e amadurecidos em suas habilidades sensoriais.São pequenas,mas importantes adaptações às regras,que em muito facilitariam o ensino e a compreensão do jogo.Outras idéias e adaptações poderiam nascer pela força do diálogo,e pela força maior da união em torno de um bem comum,o soerguimento do basquetebol brasileiro.Por último uma sugestão, sempre negada aos técnicos em suas associações pioneiras e que se perderam num não tão distante passado,um espaço gráfico em que pudessem divulgar suas experiências, suas idéias,seus anseios,suas técnicas.Uma revista técnica, de razoável tiragem, editada em conjunto com Associações Regionais,a Nacional,sob patrocinio da NLB,sem dúvida nenhuma balizaria os caminhos a serem percorridos por todos,e que não será um caminho fácil e sem obstáculos.A NLB,com sua proposta pode desencadear grandes mudanças,e torço de todo o coração para que alcance um merecido sucesso.

E LÁ SE PERDERAM OS CADETES.

Apesar do talento dos jovens cadetes brasileiros,que “surpreenderam” o técnico indicado para dirigí-los e treiná-los de tal forma,que o fez afirmar que com tal elenco teria todas as oportunidades de variar sistemas ofensivos,e tendo a ajuda bem-vinda dos técnicos da seleção principal,preocupados em garantir a continuidade do sistema de jogo que levará as seleções nacionais a conquistarem os mundiais deste e do ano vindouro e as vagas olimpicas,segundo promessas do presidente da CBB,foram os jóvens cadetes arrasados pela Argentina por mais de 20 pontos,após derrota para o Uruguai,e irão tentar uma terceira classificação contra Uruguai ou Venezuela.Em suma,em todas as categorias de formação o Brasil continua perdendo para Uruguaios e Argentinos,pelo anacronismo que se apossou de nossos técnicos em sua teimosia na adoção do que chamam pomposamente de “basquete internacional”,que para os que realmente entedem desse jogo trata-se simplesmente de um arremêdo do terrível, estúpido e cretinizante Passing Game.Quando esses caras vão aprender o verdadeiro significado do jogo? Quando tentarão,pelo menos embrionáriamente,estudá-lo? Quando acordarão de sua ignorância do que seja formar um jogador dentro de padrões aceitáveis de boa técnica de fundamentos e liberdade de criação? Quando abdicarão do escravismo que impõem aos jovens,forçando-os a executarem coreografias pré-
estabelecidas e péssimamente treinadas, e por isso mesmo incompreensíveis em sua lógica de um pragmatismo assustador? Quando libertarão esses jóvens de seus hieróglifos rabiscos que projetam em suas pranchetas o reflexo de suas limitadas idéias? Quando treinarão corretamente esses jóvens para que os mesmos tenham liberdade e alegria de jogar o verdadeiro jogo? Quando deixarão em paz nossos jóvens
e nossas quadras de suas danosas presenças? Quando daremos oportunidade aos verdadeiros técnicos formadores e orientadores que existem nesse país,premiando-os pelo mérito,e não pelo político,despreparado e interesseiro QI? Quando deixará de existir a criminosa dicotomia entre técnicos de formação e técnicos de banco? Os que
para alguns só sabem formar mas que devem ceder seus lugares para os”estrategistas”
de banco,fator este que premia apaniguados em função dos que realmente conhecem profundamente o jogo? Desde quando técnico formador só serve para fornecer material a uma curriola de “estrategistas”? Pois saibam,distintos luminares, dirigentes e pseudo-técnicos,que os maiores e mais respeitados técnicos do mundo são aqueles que se projetaram como formadores,dos mirins aos profissionais,e que por essa ampla e longa formação alcançaram meritóriamente a honra de dirigir suas seleções nacionais,ao contrário de nós que as utilizamos como moeda de troca política em função de continuismos e perpetuações de poder.Quando respondermos essas questões,teremos dado os primeiros e trôpegos passos,que poderão,um dia,nos levar de volta ao verdadeiro sentido do jogo,ao nosso verdadeiro lugar.Por enquanto,enganação,
engôdo e má-fé,nos afundarão cada vez mais nesse poço de ignorância e absoluta falta
de bom-senso.O basquetebol brasileiro não merece tal tratamento,inescropuloso e anacrônico. E que não tornem a acusar esses jóvens de terem falhado arremessos e disposição defensiva.Falharam,falham e continuarão falhando técnicos que se formam dentro das premissas do “vamos lá!”,do “vamos correr que ainda dá!”,das pranchetas milagrosas. Que os deuses nos protejam,e fervorosamente,Amén.
PS-Ofereço essa crônica ao grande Geraldo da Conceição,que aos 82 anos continua formando e dirigindo equipes em Brasília.Ao grande mestre meu respeito e profunda admiração.Obrigado por seu exemplo e dedicação.Paulo Murilo.

QUEM NÃO DEVE NÃO TEME.

E cai o pano,todo mundo chia,se exaspera,critica,e lamenta a mais do que previsível ocorrência.Imprensa,sites,blogs,em uníssono,condenam a final de onze jogadores,em quadra,pois os outros treze estavam em “tratamento médico”,que só foram prescritos na hora do jogo,quando se confrontaram com um exame de dopagem a ser realizado ao final da partida.Nunca,em tempo nenhum,tantos laudos médicos foram exarados nos minutos que antecederam a uma partida,creio,que em lugar nenhum do mundo.Vergonha,pusilânimidade,
desonestidade,mentira,falta total de ética,podridão.Se sérios fossemos,a CBB em particular,teriam todos,TODOS,de sentarem em um banco de réus,somente para ouvirem as sentenças,pois suas ações,mais do que qualquer laudo acusatório,determinaram a culpa.Quem não deve não teme,mas preferiram a fuga,ao enfrentamento perante suas falhas humanas e,pior,de caráter.E quando digo TODOS,são todos mesmo,jogadores, técnicos,diretores,e principalmente,médicos.No país que serve de modelo absoluto para todos eles,os Estados Unidos,corre no Congresso uma CPI que após desmascarar as fraudes no Beisebol e no Futebol lá deles,tendo como tábua de partida os escândalos no Atletismo,já se aproximam velozmente do Basquetebol,com os seus astros de alto nivel e rendimento, rendimento este que se escuda em uma grande quantidade de casos,no doping puro e simples.São milhões de dólares em jogo,que na ótica dos mesmos justificam o investimento nas drogas.Faltou-nos,até agora,coragem para dar um basta
nessa vergonha fantasiada de”esporte de alto nível”,triste realidade essa que nosso grande Joaquim Cruz apontou anos atrás na terra do Uncle Sam,e que foi severamente
criticado por suas declarações.Hoje,já não é mais segredo para ninguèm a verdadeira
máfia que se esconde por trás dessas atividades fraudulentas,e até agora não vi o grande Conselho Federal de Educação Fisica se manifestar à respeito,como não o fará,pois seus interêsses estão mais voltados ao business esportivo,vide o recente lançado Atlas do Esporte Brasileiro,patrocinado pelo mesmo.O grave evento de Botucatu
não poderá ser varrido pra baixo do tapête,pois correremos o sério risco de vermos disseminadas ações correlatas,nas quais a impunidade dará as cartas.Que sejam todos,
TODOS,punidos pela farsa,pela culpa aceita e referendada pela fuga,servindo de exemplo àqueles que fazem o esporte com lisura, ética e amor, mesmo sendo profissionais.

A CAIXA DE PANDORA

O grego melhor que um presente não só manteve o dominio dos cofres e sua mágica chave,como agora abre sua Caixa de Pandora de onde emerge uma lingua que ficou lá trancada por todo o período eleitoral,sábia e matreiramente aliás.E pelo longo e auto-forçado silêncio desandou a emitir conceitos,premissas,promessas,e pasmem, futurologia em conquistas que certamente alcançaremos,sem dúvidas nenhumas,segundo suas previsões.Uma, serão as conquistas dos próximos mundiais masculino e feminino,outra,a classificação para as Olimpíadas.No caso do masculino disserta sobre nossa superioridade com relação às equipes européias,e nivelamento com as equipes da Argentina e Estados Unidos.”Quem pensa em ser primeiro pode ser primeiro,segundo ou terceiro.Quem pensa em ser quarto não fica entre os primeiros”.Sem dúvida é uma premissa brilhante de quem vem,mas de uma obtusidade que beira ao ridículo.E é essa a orientação que temos para o basquete brasileiro no plano diretivo,no âmbito da cartolagem.Apostam suas fichas nas promessas a médio e longuíssimo prazo,dando o máximo de linha que puderem ao imaginário que cercam a atividade,seja no plano da divulgação,seja na mente dos que amam e torcem por aquele futuro de sucessos.E assim vai levando seu pseudo-comando,todo ele estacionado em areia mais do que movediça,
tal a fragilidade,porém enfáticos argumentos.Impossivel,sob o ângulo técnico conotar
veracidade e exequibilidade aos mesmos,a não ser sua gloriosa assessoria técnica, aquela volátil comissão técnica que representa as entidades que comandam os destinos
técnico-táticos de nossas seleções,o poder mágico que emana de um dos cofres da CBB,
e cuja chave compra e corrompe àqueles ansiosos pela glória,mesmo que efêmera.Por mudarem de campo na medida de suas conveniências tornam-se irremediavelmente voláteis
perante o principio básico que rege as leis desportivas,a ética.E manipulados magistralmente em suas vaidades pela rapôsa-mor,trocam NLB por CBB com a mesma facilidade que as rapôsas trocam de pelagem,inclusive jogadores.Na ótica da CBB,tendo ao seu lado,comprados pelo fascínio,ou não,os melhores clubes, os melhores jogadores
e o que considera os melhores técnicos,nada deve ser conotado à Liga que se antepõe
aos seus designeos.Desde que os próceres da maior organização desportiva do mundo,a
FIFA,começaram a se beijar na face públicamente,no mais puro e tradicional estilo mafioso,que as demais federações tentam agregar a seus regulamentos e leis,aqueles
principios corporativistas da liga maior,onde o poder e o tráfico de influências dão
as cartas.E ai de quem se antepuser,pois aos perdedores,as batatas,e nada mais do que
as batatas.Mas no fundo da questão emerge a eterna dúvida,aquela que põe em cheque os
sonhos de poder e conquista de dirigentes desportivos em seu afã de perpetualidade no
poder.Será que realmente tenho ao meu lado os melhores?Os que me garantirão no futuro?No nosso caso,do basquete brasileiro,afianço com a mais absoluta convicção de
quem vive e convive no meio por mais de 45 anos, que não!Temos um conceito e um
sistema de jogo absurdo e perdedor,mesmo com bons e futurosos jogadores,que precisam
de quem os ensinem as artes dos fundamentos,e não as evoluções coreográficas que são
obrigados a realizar sem preparo para as mesmas,pois são fruto de mentes que não admitem o livre arbítrio,mas que o cobram como se os jogadores estivessem preparados
para praticá-lo.E aqui vai um simples prova,nas palavras de um dos luminares da CBB
em recente entrevista à Folha de S.Paulo-”Temos boas atletas,mas que são inexperientes.O que ocorreu no Paraguai(cesta contra),além de testar meu coração,mostrou o quanto elas estão verdes.E não temos a mesma oferta de jovens que o masculino.Temos de cuidar disso”disse Barbosa,que comandou as novatas no Paraguai.
mais adiante continua-”Queria levá-las aos EUA,mas acho que não será possivel.Vamos nem que seja ao Paraguai.Tecnicamente não ajuda muito,mas é viagem,outra lingua,outra comida.Vai dar bagagem”disse ele,que,se não conseguir tirá-las da América do Sul,quer
jogos contra times adultos dos paizes vizinhos.”Elas não precisam ganhar,e sim aprender”.Simplesmente inacreditável!Trocar ensinamentos de fundamentos,treinamento árduo,por viagens,outras comidas e outras linguas,mesmo que não ajudem técnicamente
chega a ser deboche.Mas assim como ele,todos os outros têm acesso ao velocino de ouro
à chave de um dos cofres,e talvez,dos dois.Poder é isso aí,e quem não o tem trate de
conquistá-lo,com as armas de que dispõem,muito trabalho,transparência,e principalmente,mérito.Testado em sua lealdade pelos fariseus,Jesus perguntado a quem deveria reverenciar tendo uma moeda romana em mãos disse-”Dêem a Deus o que é de Deus
e a César o que é de César”.E nada mais foi perguntado.Amen.

E LÁ SE FORAM OS CADETES.

Ou irão nesse fim de semana,para um sul-americano fundamental para o nosso futuro internacional.Vão com onze jogadores,o que não entendo em se tratando de uma equipe de jovens e futuros candidatos às seleções principais,e que deveriam preencher toda e qualquer vaga possível.A não ser que o regulamento da competição,que não conheço em detalhes,só permita onze jogadores.Ou para dar vaga a um dirigente de fora de quadra, o que seria lamentável.Mas o que me preocupou sobremaneira foi saber de somente três armadores selecionados,e duas quadras de alas e pivôs.E de saber da participação da quadra que comanda a seleção principal nos treinamentos da garotada,e como bem disse o técnico da equipe,bem -vindos para a continuidade do projeto técnico-tático daqueles futuros jogadores.Trocando em miúdos,cinco técnicos participaram da preparação da equipe,unidos e uníssonos na perpetuação de um sistema de jogo,absolutamente inadequado ás nossas características e que teimosamente se nega a qualquer tipo de mudança.Como será um campeonato que não veremos pela midia,poderemos somente imaginar,com pequena margem de erro,o continuismo do Passing Game,a escravatura à prancheta,e o pior,armadores que se desligam da armação,dando lugar a pivôs que sobem à linha de três,para longe da cesta trocarem passes lateralizados e bloqueios ineficazes,e até tentativas de arremessos para os quais não estão habilitados.A continuidade desse malgrado projeto,teve do técnico total aprovação e
agradecimento pela”ajuda” recebida da comissão principal,que claro,quer reforçar e garantir de todas as formas possíveis a manutenção de sua fantástica “filosofia de jogo coreografado”.Quando penso que os maiores técnicos que conheci no mundo eram exatamente aqueles responsáveis pelas equipes de formação, nas quais desenvolviam “in extremis” as bases e os fundamentos do jogo,tanto os ofensivos,como os defensivos,fora de qualquer padrão”filosófico”,e sim dentro dos parâmetros mais
contundentes na arte de bem jogar basquetebol,tremo nas bases ao constatar,pelas próprias palavras do técnico da equipe,o quanto foi decisiva a padronização do treinamento de sua equipe,nos moldes da equipe principal.E basta darmos uma recapitulada nos erros de fundamentos de muitos dos integrantes da mesma,alguns que
determinaram sérias derrotas,para lamentarmos a grande perda de oportunidade na melhoria ,e até aprendizado dos fundamentos,que esses jovens tiveram em seu treinamento.Mas como o que importa é a continuidade e cristalização do que vem sendo adotado,resta-nos torcer para que os adversários estejam menos preparados,o que duvido quando pensarmos em argentinos,uruguaios e até venezuelanos.E por Deus,não nos
venham dizer depois,que os arremessos não cairam,e que não pegamos os rebotes necessários,pois segundo as palavras do técnico,trata-se de uma geração talentosa,e
que surpreendeu nos treinamentos,dando a ele possibilidades de utilização de várias estratégias e mudanças de jogo.Espero que tenha razão e instrumental para utilizá-las

A ÚNICA VÊZ.

Nesses 40 e tantos anos que milito no basquetebol,somente uma vêz testemunhei indicações de técnicos por mérito,e não por QI(Quem indica),que foi assunto muito bem escrito por Fabio Balassiano em sua coluna no Databasket.Pena que sua abordagem tenha sido toda voltada ao basquete americano,pois se o fosse ao nosso teria de escrever não uma coluna,mas uma volumosa enciclopédia.Um dia,talvez,possamos conhecer e detalhar muitos e muitos casos,alguns raiando o inacreditável.Mas voltando ao inicio,corria o ano de 1966 quando a CBB e o Departamento de Estado Americano promoveram um Concurso Nacional para selecionar 5 técnicos que iriam estagiar por 3 meses em universidades americanas.Foram muitas as inscrições,oriundas de muitos estados,pois o concurso foi bem divulgado pelos jornais e federações.O destaque entre os candidatos era o grande Prof.Moacyr Daiuto,autor de um livro clássico de fundamentos e assistente e técnico de seleções brasileiras.A banca julgadora contava com nomes de igual projeção,como Renato Brito Cunha,Waldemar Areno,Alfredo Colombo,todos titulares da EEFD da UFRJ,na época Universidade do Brasil.As provas foram duas,uma escrita,com a duração de 4 horas,isso mesmo,4 horas,abordando tudo de fundamentos ,sistemas,táticas e preparação física,e outra prática em quadra com assuntos sorteados na véspera.Foi uma maratona de trabalho e grande expectativa,inclusive por parte da imprensa.O resultado,surpreendente para muitos classificou os técnicos Raimundo Nonato de Azevedo,Paulo Murilo Alves Iracema,José Carlos Ferraz,todos do Rio de Janeiro,Moacyr Daiuto de São Paulo e Fernando Grosso de Minas Gerais.Como não foi o primeiro classificado,Moacyr Daiuto declinou da viagem,assim como José Carlos Ferraz por total ogeriza a viagens aéreas também desistiu do estágio.O concurso foi realizado em julho,com a viagem estipulada para outubro,quando se iniciavam as atividades nas universidades americanas.Passava-se os meses e nada era resolvido pela CBB,a responsável pela organização do grupo que se submeteria ao tão sonhado estágio.A desculpa eram as viagens aéreas,que segundo informava a CBB era de responsabilidade dos americanos.Em dezembro,desconfiados das protelações e várias desculpas,eu e o Raimundo decidimos ir ao Consulado Americano
para saber mais sobre o concurso.Para nosso espanto,o Adido Cultural nos apresentou um contrato com a CBB no qual as passagens de ida e vinda dos Estados Unidos seriam de responsabilidade da mesma,assim como uma ajuda de 100 dolares para cada técnico,e que caberia à Sports International,orgão do Departamento de Estado as demais despesas de transporte,alimentação e estadia em território americano.De posse de uma cópia do contrato,voltamos à CBB,e só conseguimos uma parte da ajuda depois de ameaçarmos contar tudo a imprensa.Teriamos somente a volta garantida e os 100 dolares
mas não a passagem de ida.O Minas Tênis Clube,deu a passagem ao Fernando Grosso e mais 500 dolares de ajuda.Quanto a mim e ao Raimundo,graças ao Coronel da Força Aérea
e grande árbitro de basquetebol,Helio Louzado,foi conseguida uma carona em um DC-4 da FAB que iria buscar peças de reposição em Washigton,numa viagem de 5 dias,com paradas e pernoites em Belém,Port Prince,Miami,Marietta até a chegada em Washigton,sem pressurização de cabine,alimentação e poltonas reclináveis.Foi uma odisséia,mas conseguimos chegar para o tão sonhado e sacrificado estágio,que no meu caso se extendeu até o Novo Mexico,viajando de ônibus na ida e na volta a New York.Nesta cidade,fiquei alojado numa YMCA terrivelmente degradada à espera da passagem de volta
e com 70 dolares no bolso para as diarias de 15 dolares.Num telefonema à cobrar para minha familia,pedi a minha mãe que intercedesse junto à CBB para que enviasse a passagem,o que foi conseguido depois de sérias desavenças.Recebi o chamado da Aerolineas Argentinas às 14 horas do quinto dia,para embarque às 19 horas.À bordo do avião,pude me alimentar após dois dias sem fazê-lo,e por deferência de uma compreensiva aeromoça pude repetir o jantar.O Raimundo ficou por mais duas semanas,com a passagem em mãos,e o Fernando voltou após um mês por problemas de saúde.Ao voltar,cumpri o estipulado e viajei por vários estados divulgando o que observei,além de ter entregue um vasto relatório,que por não ter sido divulgado e sequer lido,retirei da CBB.Fiz muitos filmes das equipes observadas,que serviram de material didàtico nos cursos efetuados.Partem daí minhas divergências com a direção da CBB,pelo fato de obrigá-la a respeitar os acordos,pois desde cêdo descobri que não possuia QI suficiente para ser reconhecido,a não ser quando o fui por força do mérito.Mas isto é outra história que contarei num futuro qualquer.Assim como o Fabio dissecou com autoridade da importância do QI nos Estados Unidos,falhando tão somente quando afirma que todos os agraciados teriam talento para cavarem seus espaços sozinhos,evidentemente.O que duvido,pois oportunistas bem acessorados existem em todas as funções e em todo o mundo,quando muito ligados a poderosos,os QI´s de plantão,e que sempre cobram alto pelos favores.Aqui em nosso país o QI é quase uma instituição oficial,na qual o mérito só atrapalha os bons e lucrativos negócios nas trocas e favorecimentos.Mas acredito que aos poucos nossa gente vá descobrindo o dôce valor do mérito,o verdadeiro sentido do dever cumprido,da conquista merecida.
Chegaremos lá.

O QUE NOS FALTA TREINAR II.

Dando prosseguimento à utopia vista no artigo anterior,eis-me ao final de quatro semanas exaustivas nos fundamentos,com uma pléiade de 15 jogadores,cinco armadores,cinco alas e cinco pivôs,todos prontos para o inicio de mais duas semanas,nas quais os sistemas defensivos e ofensivos seriam treinados em tempo absolutamente integral.Destes,ao final seriam dispensados um de cada posição,pois a equipe,delineada com dois armadores sempre na quadra e dois para o revezamento,duas duplas possiveis de alas numa combinação de quatro fatores,três pivôs e mais um que poderia também exercer as funções de um ala emergencial,estaria pronta para uma série de jogos,e muito mais treinos entre os mesmos.Mas quais os sistemas seriam adotados basicamente?Defensivamente,o de marcação individual na linha da bola,linha esta sempre originada na bola,em qualquer situação que esteja na quadra,e direcionada ao aro da cesta.O atacante de posse da bola sempre marcado dentro do principio clássico,ou seja ,entre o atacante e a cesta,rigidamente, agressivamente,e os defensores restantes,flutuando em direção à essa linha imaginária,numa atitude posicional que permite a marcação do pivô,ou pivôs pela frente,sempre,e dando aos atacantes somente duas prerrogativas,os passes em elipse,ou o retardo dos mesmos,pois um corte para a cesta se tornaria temerário pela anteposição de defensores em flutuação lateralizada,e nunca longitudinal à cesta como as defesas em massa no garrafão.Os passes em elipse,se bem provocados e incentivados teriam pronta cobertura e até antecipações,pois os defensores os enfrentariam em deslocamentos lineares,bem,ou tão sintonizados com a velocidade dos passes elípticos.É um sistema defensivo de dificil treinamento,mas de eficiência devastadora,e que valeria à pena ser tentado e adotado.Na possibilidade de passagem para uma defesa por zona,fosse dentro do perímetro,fosse quadra inteira,uma equipe bem treinada na linha da bola com flutuação lateralizada daria aos principios zonais todas as respostas de coberturas e antecipações às ações ofensivas,fossem elas quais fossem ,principalmente se utilizassem o Passing Game.
Ofensivamente,com a utilização de dois armadores interagindo em torno do perimetro da cesta,e em constantes ligações com os três homens altos,fossem alas e pivô,ou dois pivôs,ou mesmo três,desde que se movimentassem permanentemente dentro do perimetro,no âmago da defesa adversária,em trocas sucessivas de posições,em cruzamentos com velocidades variáveis,sempre do lado oposto em que estivesse a bola,criando com essas ações coordenadas espaços para os passes em movimento e consequentes arremessos de media e curta distâncias.E a mais e decisiva atitude ofensiva,a permanente presença
de no minimo três atacantes junto à cesta,garantindo supremacia posicional nos rebotes ofensivos,e retardando os contra-ataques do adversário na perda dos mesmos.
Os armadores jamais estariam fora do fóco das ações ofensivas,assim como guarneceriam
permanentemente o equilíbrio defensivo,e estariam sempre em posição para um ataque
provocado por uma retomada da bola.Finalmente,com a presença maciça de atacantes junto á cesta,passes de dentro para fora do garrafão dariam a oportunidade de arremessos de três pontos com tempo hábil para um bem equilibrado disparo.Enfim,
vislumbrariamos algo de novo nesse deserto de idéias que vêem empobrecendo nosso basquetebol década após década,numa espiral descendente que nos faz prisioneiros do espectro dos 24 segundos em cada ataque,pois ora nos precipitamos com tentativas de arremessos antes dos 16 segundos,e até menos,ou extertoramos até o limite para executarmos verdadeiros acintes apelidados de tiros de três,quando,e em muitas situações de decisão simplesmente perdemos a posse da bola.Armadores que dominam e evoluem no perimetro,e alas e pivôs que se apresentam permanentemente dentro do garrafão,são atitudes técnicas que precisamos resgatar com urgência.E de repente,
testemunho ser esta uma realidade possível,que uma comissão técnica retorne aos principios que sempre nos fizeram temidos e respeitados no passado,agora com novos e
renovados meios,tecnológicos,por que não,mas sem pranchetas mágicas,coreografias que não se materializam e laptops que não jogam.E testemunhando tais conquistas e progressos,posso acordar de minha utopia e vestir a camisa de meu país para torcer
como ninguém,pois técnicos também torcem e vibram quando presenciam um jogo bem jogado,quando vivenciam com seus pares dias melhores.

O QUE NOS FALTA TREINAR.

Num hipotético exercício imaginativo,eis-me na incumbência de treinar,somente treinar nossos jogadores para o Mundial e com algum tempo para fazê-lo.O que faria?O que priorizaria?Que medidas tomaria?Disse que era um hipotético exercicio pelo fato de ter sido o único técnico de qualidade da minha geração que nunca teve a meritória oportunidade de treinar uma seleção brasileira,por motivos eminentemente políticos e discriminatórios.Vida que seguiu,e eis-me aqui imaginando o que faria,com a certeza de muitas décadas de experiência,de trabalho,de estudos e pesquisas,e,principalmente,pelo posicionamento frontal e combativo ante os desmandos que foram cometidos nos últimos 20 anos por administrações absolutamente catastróficas.Por nunca me omitir ,e jamais cooptar com as mesmas fiquei à margem do processo,mas nunca distante do mesmo.Mas,voltando ao inicio,o que faria? Primeiro assumiria o comando e nomearia tão somente um assistente,assistente mesmo,e não um segundo comando,assim como um bom e capaz preparador físico,e não um moldador de físicos.Um estagiário organizaria um pequeno sistema estatístico baseado em coeficientes de produção,e não percentuais de performance.Claro,que dominasse e soubesse interpretar os dados,e não manipulá-los pura e simplesmente.Um bom médico desportivo e um fisioterapeuta,e um mordomo competente completariam o grupo,e mais ninguèm,principalmente pseudos psicólogos que sempre se apresentam em vésperas de grandes competições, caminhadores em brasa viva e os oportunistas das palestras mágicas que levam às vitórias.Feito isso,quatro semanas em tempo integral de fundamentos e preparação física,principalmente aeróbica e de flexibilidade. Fundamentos de drible,pois nossos jogadores pensam que sabem driblar,mas desconhecem
essa dificil habilidade,principalmente na criação de espaços onde não existem.Passes longitudinais e sagitais à cesta,e nunca paralelos à linha final.Passes em movimento e de grande profundidade e extensão.Passes para o interior do garrafão sempre em ponto futuro,passes tensos e precisos,cuja responsabilidade é sempre de quem passa,e não de quem recebe.Fintas com e sem a posse da bola,sempre usando o corpo do adversário como pivô rotativo,que é a alma dos posicionamentos nos rebotes,principalmente os ofensivos.Quem os treinam?Se é que conhecem as técnicas de execução.As transposições de velocidade horizontal em vertical,chave para os saltos de tempo visando a posse da bola nos rebotes em movimento,e a anteposição não faltosa dos arremessos.As paradas e partidas,onde os jogadores se mantêm sempre em equilibrio instável,base para as mudanças rápidas de direção.O posicionamento estratégico dos pés nas atitudes defensivas,assim como os deslocamentos também defensivos junto ao corpo dos adversários em plena velocidade.A marcação pela frente dos pivôs em toda e qualquer situação de jogo.A marcação lateralizada,e não longitudinal da linha da bola.Os arremessos,ah,os arremessos,tão esquecidos,principalmente os de curta e média distâncias,em nome das enterradas e dos temerários e aventureiros arremessos de três pontos,território de uns poucos realmente providos de precisão para executá-los.O conhecimento do que uma tabela pode ser explorada em arremessos sob forte pressão,assim como poder executá-lo com razoável precisão mesmo em desequilíbrio total.O conhecimento quase mágico das potencialidades do controle do eixo diametral nos arremessos,e de uma simples lei de Newton nos dribles e nos passes.O conhecimento dinâmico do que seja um corta-luz,seja interno ou externo,o que vem a ser um dá e segue,e como utilizá-lo.O que deve e precisa conhecer sobre jogar contrário a posição da bola,e saber como ir de encontro a mesma.Promover a extinção de sinais semafóricos de jogadas,assim como nomeá-las com nomes e apelidos.Equipe treinada sai jogando,não precisa de formação coreográfica para iniciar a ação.O trabalho estafante e desgastante de dois contra dois,três contra três,e assim sucessivamente.A instrução sempre voltada à defesa,exatamente para provocar reações imprevistas a quem ataca.Treinar o sistema ofensivo,duramente,não para que dê certo em sua configuração,e sim que desencadeie no adversário atitudes,que quanto mais previsiveis forem,melhor serão os resultados da ação ofensiva,fator que elimina o desenho coreográfico,mas configura o buscado,porém dificil aproveitamento das falhas defensivas,sejam elas individuais ou coletivas.Esses fatores eliminam a famigerada prancheta,que cederá lugar ao entendimento prático do que realmente está ocorrendo na quadra de jogo,principalmente pelos jogadores,dando ao técnico a suprema oportunidade de instruí-los pelo ângulo das falhas e fraquesas individuais,sejam as mesmas do adversário ou de sua equipe.Essas preocupações pelos detalhes técnicos e pelas atuações individuais é que conotarão a produtividade coletiva,dissociada e afastada de um desenho canhestro, ilusório e fantasioso exposto em uma prancheta.Finalmente,adequar as capacidades físicas de velocidade e flexibilidade a principios de preparação física que realcem tais qualidades,e não condicionamentos que os entravem com a justificativa de que a força é a chave para o enfrentamento ante equipes que a previlegiam ,exatamente por não possuirem as qualidades que previlegiamos.Com esse preparo,o sistema escolhido fluiria sobre uma base fundamentada no conhecimento e dominio do que seja jogar basquetebol,e não sobre exibicionismos dissociados das reais necessidades de uma equipe de alta competição.Tanto jogadores,como a comissão técnica saberiam o que fazer e realizar em quadra,pois treinariam para tal,e não combinariam em torno de uma prancheta o que fazer ante situações que não treinaram,ou não têm competências para contorná-las e enfrentá-las.Claro que tudo isso não passa de um ensaio utópico para mim,mas que pode ser perfeitamente realizado por uma comissão de verdade,liderada por alguém que assuma a responsabilidade de um verdadeiro lider,e não um quarteto uníssono e como apregoam,homogêneo.Será?De verdade?Duvido.E como retoque final,ou inicial,desmontaria a conotação de grupo fechado,declarado por jogadores após a Copa América,e se preciso fosse afastando-os se mantivessem tal posição,pois nada que foi proposto hipotéticamente acima, funcionaria ante tais posições,que não cabem a jogador nenhum manifestar e apoiar.Falta somente um ano para o Mundial,e algo pode ser feito de produtivo, e que representará muito para o futuro do basquetebol em nosso país.Amen.

A VITORIA DO BOM SENSO OFENSIVO.

Nos jogos que pude acompanhar pelo Campeonato Europeu vencido pela Grécia,constatei algo realmente preocupante.Como nas finais do Campeonato da NCAA,onde todas as equipes,e eram dezesseis,jogavam rigorosamente iguais tàticamente,neste Campeonato Europeu a situação tática era a mesma,ou seja,com duas exceções,Alemanha e Grécia,todas jogavam com um único armador,e com os pivôs subindo para a linha dos três pontos para bloqueios e até penetrações,tal qual jogamos aqui no Brasil.É o tal”basquete internacional” que se instalou mundo afora pela influência da NBA.O que surpreendeu foram as seleções da Italia e da Lituânia adotarem tal sistema,ao contrário do que apresentaram nas últimas Olimpíadas.Grécia e Alemanha jogaram permanentemente com dois armadores no perimetro externo,sendo que a Grécia os mantinham próximos um do outro,em permanente ajuda e deslocamentos de extrema rapidez,tanto no apôio dos homens altos, como nas penetrações individuais.Eram armadores de grande habilidade,ao contrário dos alemães,fracos e pouco criativos.Mas mesmo assim,e com a participação brilhante do Nowinsky chegaram à final merecidamente.Foi a vitoria do algo novo,ou revivido,a ressurreição de dois armadores,não tão baixos assim,e a utilização de homens muito altos,porém rápidos e em constante movimentação.Um dos comentaristas de nossa TV,viu nos jogos algo de inusitado,o sistema “trombador” empregado pelas defesas,onde os armadores jamais estavam livres para evoluirem,sendo trombados permanentemente,o mesmo acontecendo com
os pivôs perto da cesta.Me desculpe o ilustre comentarista,mas trombada só é possivel quando atacantes e defensores estão em movimento permanente,tornando-as inevitáveis pela dinâmica de suas ações,pelas constantes trocas de direção,propiciadas pelas trocas defensivas e flutuações.Ajudas poderemos dizer,efetuadas por todos em plena velocidade.No sistema NBA,onde determinadas ações de ajuda e cobertura são proibidas,inclusive quando marcam por zona,no intúito de estabelecerem sempre que possivel os embates de um contra um,geram imobilismos daqueles jogadores fora da ação.Aqui no Brasil é o que fazemos servilmente,tanto nos clubes,como nas seleções,e o pior,desde as categorias de base.Qualquer livro ou manual de basquetebol,desde aqueles publicados nos anos 30 do século passado,conclamam a necessidade de marcação rígida ao atacante de posse da bola,exatamente para prejudicar ao máximo seus passes,dribles e arremessos,e como ambos,atacante e defensor,estão em movimento,as trombadas são inevitáveis.Elas só não existem em desportos que têm uma rede a dividir os contendores.Quanto às trombadas observadas dentro da zona restritiva(nem sempre pintadas…)com a qualificação de jogadores muito altos e cada vez mais ágeis,elas se tornam parte do jogo,ao contrário do empurra-empurra desenvolvido por aqueles jogadores macilentos e lentos do sistema NBA.A equipe grega venceu porque corajosamente adotou o sistema de dois armadores puros e três homens altos velozes e ágeis atuando o mais próximo possivel da cesta,deixando todo o perímetro para as ações rápidas,inteligentes e ousadas de armadores de excepcional qualidade.Que fique a lição daqueles que desde a antiguidade sempre estiveram na vanguarda da evolução humana,naquele aspecto que difere uma civilização de outra,a arte e a criatividade.O resto é conversa fiada,é pura trombada.

CRITICAS,MUITAS CRITICAS,MAS O QUE FAZER?

Belo artigo o do jóvem Fabio Balassiano no Databasket,coloquial,sincero e profundamente humano.Parabéns.Mas deixa um gosto amargo de impotência ante um quadro de devastadora descrença no futuro de nosso amado basquetebol.No entanto,sutilmente abre-se uma nêsga,quase imperceptível,de esperança no surgimento de uma liderança autêntica,verossímel e factível.Acredito que tal liderança somente ocorrerá pelo consenso de nossas melhores cabeças pensantes,daqueles criticos responsáveis,daqueles estudiosos da historia do jogo,daqueles beneficiários do que de melhor o esporte pode auferir a um indivíduo ou coletividade,daqueles que se reportam à noticia legítima e escarecedora,daqueles que dirigem e orientam as gerações com responsabilidade e interêsse cívico,enfim,de todos aqueles que entendem o verdadeiro significado da atividade desportiva como um vetor autêntico e irrefutável de progresso e educação.A encruzilhada quase metafísica em que se encontrou o articulista após sua entrevista com o mestre,é a mesma que todos aqueles que amam o basquetebol devem estar encontrando.No entanto,algumas experiências que testemunhei no passado,e das quais participei em parte,me permitem algumas sugerências,que no avêsso dos palpites irresponsáveis,poderiam ajudar no encontro de tão almejadas lideranças,pois uma só,
por mais carismática que seja,corre o perigo de se esvaziar por forças antagônicas que sempre se levantam quando não se tem retaguarda.Falo de lideranças regionais,
setoriais,que se congregam em torno da liderança maior,o objetivo a ser alcançado.
Esse objetivo é que deve ser fruto do consenso,a luta maior,o bem comum.Para tanto,
sugiro um encontro,aqui,em S.Paulo,ou em outro lugar qualquer,de todos estes magnificos criticos,dos sites e dos blogs,das colunas especializadas em jornais,das redes de televisão,das radios,das associações de veteranos e de técnicos,de todos aqueles que têm algo a dizer ou sugerir,para numa discussão aberta,democratica,e principalmente inteligente,compilar um acêrvo de conhecimentos que dêem à sociedade
aqueles substratos necessários,não só a reflexões,mas a execuções de projetos calcados em nossas reais necessidades e possibilidades financeiras.Um painél aberto
a todos que realmente têm algo a dizer,sugerir,fazer.Se quisermos que algo mude,temos
todas as armas necessárias a tais mudanças,nossa inteligência,nosso amor a causa,e
principalmente,nossa competência.Acho que já se faz hora de negarmos o falso amadorismo,de defenestrarmos os cargos de sacrifício,de almejarmos dias melhores.
Fica ai a idéia,e conclamo a todos para refiná-la,e quem sabe torná-la realidade.Faria um bem imenso ao nosso basquetebol,faria um bem imenso a nós todos.
Mexam-se!