O INSANO PERIGO…

Nesta sexta-feira a CBB divulgou uma nota sobre a reunião técnica que realizou para o projeto do novo ciclo olímpico para 2012. O último parágrafo, no entanto, desperta grandes preocupações a médio prazo,senão vejamos:

“Além da programação, a reunião da comissão técnica com a direção da CBB também iniciou o projeto da criação da Escola Nacional de Treinadores, uma das exigências feitas por Moncho durante a sua gestão no comando da seleção”.(Materia publicada no UOL-Basquete).

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A HERANÇA…

No O Globo desta quinta –feira(25/09/08), Uma matéria sobre os Jogos Pan-Americanos, menciona que a União gastou 1.589% acima do previsto para as obras, num superfaturamento inédito em dispêndio de verbas publicas no país.E que muitíssimo pouco, poderíamos dizer nada, beneficiou a população em suas necessidades básicas, principalmente em transportes e saneamento básico, linhas de metrô, despoluição de rios e lagoas, tratamento de esgotos e melhoria na infra-estrutura hospitalar e escolar, assim como os grandes estádios construídos em nada contribuem para o conforto da população, a quem cabe pagar a imensa e irresponsável divida herdada de um projeto que beneficiou somente uma pequena e abastada elite política.

Mas nem tudo foi perdido, pois o povo carioca pode se orgulhar de um monumento em mármore e seus 6 andares de majestosa presença na Avenida das Américas, onde se instalou o órgão responsável pela festança financiada por seus sacrificados impostos.

Para a gloria e o regozijo do povo carioca, ai está o seu Taj Mahal!

TRÁGICA TEIMOSIA…

“Fizemos um excelente primeiro tempo, mas não conseguimos repetir o mesmo desempenho na etapa final. A derrota foi ruim só que não temos tempo para ficar lamentando. Além disso, o time mostrou que tem qualidade e condições de jogar de igual para igual contra Venezuela e Uruguai e brigar por uma vaga na Copa América. Exceto o Peru, as outras quatro seleções estão no mesmo nível.A Venezuela tem um grupo alto e habilidoso e conta com o apoio da torcida. Vamos com tudo para buscar a vitória”, disse o técnico César Guidetti.

Resultado final- Argentina 64 x Brasil 44. Só 20 pontos!

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O MAIS BASQUETE DO ALEX…

O Prof.Carlos Alex Soares publica um blog fundamental para todos aqueles que desejam compreender a atual situação do basquetebol em nosso país. O Mais Basquete (http://maisbasquete.blogspot.com) é um destes veículos corajosos que insistem na grande luta pelo soerguimento do grande jogo entre nós, numa ação paciente e esclarecedora dos porquês de estarmos em fase pré-falimentar.

Ontem publicou em seu blog um artigo formidável, conclamando os verdadeiros basqueteiros do seu amado Rio Grande do Sul para a grande e decisiva luta nas próximas eleições federativas em janeiro próximo. Sem a devida autorização protocolar para publicá-lo aqui neste humilde blog, que também, e desde muito tempo, se alinhou nesta luta, peço que o Prof.Alex releve esta falha, prometendo não repeti-la no futuro, mas que ao cometê-la creio estar prestando um bom serviço pela causa que ainda está longe de ser vencedora, mas que aos poucos, a exemplo do seu posicionamento lúcido e decisivo poderá vir a inspirar abnegados e competentes desportistas espalhados por todos os 27 estados da nação, que poderão reverter democraticamente a eleição para a CBB em maio do próximo ano.

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MEU AMIGO GIL…

O Gil veio de muito longe, de Chicago, e está entre nós até segunda-feira próxima. Temos conversado muito, e andado muito por este belo estado do Rio de Janeiro. Trouxe muito material de basquetebol, livros, CDs, artigos categorizados, e uma vontade imensa de falar sobre o grande jogo. Meses atrás combinei com ele uma pequena clínica aqui no Rio, e ele se empolgou de tal maneira que ao chegar no Tom Jobim, antes dos cumprimentos e abraços, já foi perguntando se estava tudo acertado para o grande encontro com os jovens técnicos cariocas.

O Gil foi durante muito tempo o grande vencedor de campeonatos centro-americanos, trabalhando em seu querido El Salvador e na Guatemala. A cruenta revolução no país o levou a se refugiar nos Estados Unidos, onde se encontra há 25 anos, sempre estudando e pesquisando a sua paixão, o basquetebol. Estagiou com os grandes técnicos universitários, como Bob Knight, John Wooden, Coach K., Jack Ramsey, e muitos outros, numa cruzada movida pelo ideal e pela perseverança.

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AS GERAÇÕES…

Hoje,depois de lutar contra uma infestação proposital de 61 virus obcenos e coisitas mais, retomo a lide deste humilde blog, ainda um pouco chamuscado, e tendo de adiar por mais alguns dias a publicação de artigos com vídeo, já que perdi quase todo o material digitalizado e montado. Mas não faz mal, sempre tive como professor e técnico a chama do recomeço ardendo dentro de mim, numa recriação constante e teimosa na busca de novos e excitantes desafios.

E para não perder o embalo, lendo uma reportagem no O Globo de domingo sobre a seleção sub-15 masculina que treina para o Sul-Americano da categoria, me deparo com uma jóia do nosso cancioneiro basquetebolistico, nas afirmações de um dos jovens pivôs selecionados, que assim se manifestou – “Depois de ter tido a chance de treinar com a seleção, resolvi me esforçar mais e comecei a fazer musculação para perder peso. Cheguei aqui com 126kg, e hoje estou com 124,3kg, grande parte em massa muscular”. Mais adiante, sobre a possibilidade de jogar na Europa – “Queria jogar lá, onde o basquete é mais forte e tem mais investimento. Aqui não somos muito valorizados “- e concluindo –“ Nesse Sul-Americano, acho que a Argentina e Venezuela são as favoritas”.

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QUE…

Que os cursos superiores de Educação Física, e suas licenciaturas, retornem aos Centros de Ciências Humanas das Universidades Brasileiras, de volta à formação humanística perdida quando de suas transferências para os Centros da Saúde, com suas estruturas pragmáticas e dissociadas da escola. Bacharelatos e CREFS se originaram dessa trágica mudança, que hoje sustenta e embasa a indústria do culto ao corpo, afastando as licenciaturas de suas reais funções e deveres junto ao projeto educacional do país.

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ECOS DE PEQUIM…

Gostaria de convidar a imprensa jovem, em jornais, na internet, e na TV, a prestar com bastante atenção certas características editoriais destes mesmos meios , porém na imprensa estrangeira. Difícil e quase impossivelmente verão realçadas conquistas esportivas que não sejam a de seus atletas, ganhando ou perdendo, ao contrário da nossa, que enaltece e glorifica, até bem mais do que nossos adversários, feitos e conquistas dos mesmos, numa posição colonizada e subserviente, disfarçada de “conceito globalizado”.

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LIÇÃO BEM APRENDIDA…

E a lição foi muito bem aprendida, numa prova de grande humildade partindo dos mais conceituados praticantes do grande jogo, os americanos. Depois de seguidos fracassos nas maiores competições internacionais, mesmo que representados por grandes jogadores da NBA, resolveram se submeter aos ditames técnico-táticos do basquete internacional, com suas peculiaridades táticas e algumas regras conflitantes às empregadas e seguidas pela sua liga profissional, numa planejada reconstrução de hábitos e ações sedimentadas por anos de prática e árduas competições.

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MEDALHAS, EDUCAÇÃO E…FUNK

E as Olimpíadas vão chegando ao fim, com a fantástica delegação brasileira de mais de 250 atletas e outros tantos dirigentes, convidados e apaniguados, garimpando 1 medalha de ouro, 2 de prata e algumas poucas de bronze, deixando para trás as grandes perspectivas de quebra de recorde em competições anteriores. Mas o recado dado pela direção do desporto brasileiro, de que tal representação dimensiona a capacidade nacional para organizar os Jogos em 2016, emite um alerta voltado à consciência do cidadão comum, de que algo não soa muito bem ante tanta pretensão, disfarçada em poderio sócio-político de um país que ainda se mantém às raias da injustiça social que divide a população entre os cada vez mais ricos, e os cada vez mais pobres, afastados de uma educação de qualidade, que deveria ser a prioridade absoluta governamental, para que num futuro à médio-longo prazo o país, em seu todo, se fizesse representar através padrões de qualidade de vida, entre os quais a participação olímpica, resultante de um trabalho massificado e democrático advindo de seu processo escolar, direito inalienável e constitucional de todo cidadão brasileiro.

E um bom exemplo da incúria administrativa na área escolar, nos é dado em duas pequenas notas publicadas no O Globo de hoje, em sua coluna Gente Boa:

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