“AS PEÇAS” (FROM ROME)…

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Tirei o dia para descansar, depois de mais de 110 km percorridos a pé por ruas antigas e novas, ruínas e modernas avenidas, museus, restaurantes, praças e tudo o mais que um visitante ousa usufruir aos 78 anos, ao lado do filho de 36, em plena vitalidade, porém paciente com um ritmo nada peculiar a sua idade. E lá fomos nós trilhando caminhos em Madrid, Lisboa, Dublin, Paris, Florença, e agora Roma, a caminho de Valência, de novo Madrid e volta ao Rio para mim, e Dublin para o João David, num mês repleto de descobertas e excelente convivência, a ser repetida, quem sabe, para o ano…

Com seus conhecimentos profissionais, o João me privilegiou com sinais televisivos pelos dois computadores que levamos, nos quais as notícias pátrias não faltaram, assim como os jogos do NBB e da NBA quando solicitados, permitindo que esse humilde blog se mantivesse atualizado, fatores que me satisfizeram plenamente…20180606_151520

Por conta desses avanços tecnológicos, pude manter o relacionamento com os poucos leitores que ainda se mantêm assíduos nas discussões e comentários, e muito bem sei de outros que o visitam velada ou anonimamente, num exercício de mão única que já me acostumei nos últimos 15 anos de vida dessa longeva e teimosa trincheira de resistência a estupidez, que permanece baloiçando sobre a cabeça do grande jogo (como a espada de Dâmocles), pronta para liquidá-lo, uma vez que o odeiam por não compreendê-lo, sequer jogá-lo como deveria ser jogado…

O basquetebol está tão apequenado por essa corriola de pseudos benfeitores, aspones e agregados, que os verdadeiros artífices do grande jogo agora são tratados de “peças”, que como as de máquinas são trocadas a cada fim de temporada, repondo posições e insatisfatórias atuações pelos endeusados estrategistas, notórios dirigentes e agentes, valorizando ou desvalorizando a todos num mercado alimentado por empresários que priorizam os rápidos resultados, e não projetos com prazos definidos, e uma mídia ávida pelo modismo técnico tático que, nem de longe e com raríssimas exceções, domina a informação, com o mínimo necessário para formar opiniões públicas esclarecidas e de real e evolutivo interesse da modalidade…

“Peças” são jogadas de um lado para o outro, num desleal tabuleiro a serviço da insana busca pela notoriedade de estrategistas que, ano após ano, repetem o mesmo discurso incensado e deificado pela mídia, ávida pelas migalhas de um sucesso com cartas marcadas pela combinação de “peças” que se encaixam automaticamente, num único tipo de engrenagem, a do sistema único, onde vez por outra surge uma nesga de “genialidade”, como a da moda, a chutação de três, valorizando aos píncaros seus pseudos introdutores e “peças” especiais…

Modas vão e vêm, num ciclo repetitivo na história, umas permanecem um bom tempo, outras nascem e somem rapidamente, e essa da chutação pouco vingará, pois lá na matriz, de onde 99 em 100 estrategistas daqui copiam até o tamanho e formato dos calções (notaram que bem mais curtos agora?…), terá seu merecido arrefecimento pelo simples fato de que já está sendo contestada em todos os quadrantes fora do perímetro, conforme demonstram as estatísticas dos últimos jogos do playoff final da grande liga, e que, teimosa ou interesseiramente, nossa mídia estabelece ser o erro ofensivo, e não o acerto defensivo, fato que qualquer razoável observador atesta sem dúvidas. Mas claro, logo agora que a equipe das multidões está a poucos passos de ingressar no seleto clube dos Curry’s boys, com seu novo estrategista contratado berrando aos ventos que “seu estilo paulistano” será continuado e elevado com “peças” escolhidas a dedo para dimensioná-lo e capacitá-lo a todos os títulos que disputar, como reconhecer que, técnica e cientificamente, são muito poucas aquelas “peças” que dominam os longos arremessos, mesmo lá na sagrada matriz? Baixar um pouco o facho seria, a essa altura, algo a ser considerado, ou não?…

Logo mais, se me der alguma vontade (serão 3 da madrugada aqui em Roma), tentarei ver o quarto jogo do playoff americano, onde a artilharia do Warriors, mesmo já bastante e seriamente contestada, ainda assim poderá ser suficiente para vencer a equipe do “vovô” LeBron, que na sua idade ainda dá os seus pitacos de excelente jogador que é, jamais um gênio, mas não suficiente para definitivamente transformar um jogo coletivo em individual, como alguns têm tentado na duas últimas décadas, inclusive por aqui. Quem sabe na próxima…

Amém.

Fotos – Arquivo pessoal. Clique duas vezes nas mesmas para ampliá-las.

A REVOLUÇÃO RUBRO NEGRA (FROM ROME)…

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Depois de um dia cansativo visitando o Museu do Vaticano, com sua monumental Capela Sistina, voltei ao hotel praticamente me arrastando, pois foram, segundo o pedômetro digital do meu filho, 11 km de incessante caminhada entre salões de beleza absoluta, e riqueza material e iconográfica de tirar o fôlego, valendo cada passo dado, mesmo ressentido pelo extremo cansaço…

Tomo um revigorante banho, faço um pequeno lanche, e acesso os blogs que costumo percorrer, mesmo em viagem, e num deles, o Bala na Cesta, ouço o podcast com o técnico campeão do NBB, Gustavo de Conti, de onde pinçei alguns depoimentos, que em tudo e por tudo, consubstanciou todos as críticas que fiz ao seu trabalho no campo profissional, jamais no pessoal, pois como sabemos se trata, assim como eu, de um professor de educação física e técnico com qualificação superior, onde princípios éticos tem de ser respeitados, mesmo perante fortes divergências que possam ocorrer, as quais mantenho, mesmo na presença inconteste de seu título nacional, que é o fator definidor e definitivo do sucesso em nosso inculto país, principalmente por parte da mídia, que se alimenta basicamente do mesmo, não importando muito sua significação cultural ou educacional, pois a fundamentação mercadológica tem maior peso por tudo que esteja envolvido pelo desporto como profissão, do sucesso, e acima de tudo, dos títulos…

Ao vencedor os louros e a glória, aos perdedores…as batatas. Foi com esse raciocínio frio e objetivo, que transcorreu a entrevista, na qual dois pontos foram abordados, e que definiram o autor e a obra – O primeiro foi a óbvia revelação de que perante um basquetebol em que as defesas são muito fracas, o estilo de jogo do “chutar e chutar estando livre” foi incentivado e treinado fortemente, onde, pela velocidade imprimida não facultava pensar muito, e sim reagir velozmente perante a ausência defensiva. – Segundo, com exceção do pivô DuSommers, todos os demais tinham plena liberdade de chutar sempre que pudessem e se sentissem desobstruídos defensivamente, que era o lugar comum encontrado. Logo, a grande revolução que foi desencadeada à sombra dos exemplos do Warriors e do Huston, e que segundo ele, também de algumas equipes europeias, foi o fator decisório ao implantar esse estilo de jogo, aplaudido pelos midiáticos como de extrema coragem e sabedoria absurdamente vitoriosa…

Esqueceram porém que, agora mesmo na matriz, a chutação de fora já está sendo contestada com maior vigor, e que somente aqueles poucos que realmente são especialistas nos longos arremessos, ainda conseguem pontuar com precisão, e onde a quantidade de bolinhas falhadas crescem a olhos vistos, e as estatísticas aí estão atestando a cada jogo da grande liga. Claro que não se trata do caso tupiniquim, onde por um longo tempo adiante, conviveremos com defesas frouxas e até inexistentes, pelo simples fato de que nossa formação de base começa pecando exatamente no aspecto defensivo, entre outras e lamentáveis falhas nos fundamentos básicos do jogo…

O desafio rubro negro, que apesar dos grandes investimentos não vence a duas temporadas, contará com essa possibilidade importada dos jardins paulistas, totalmente calcada na falência defensiva da maioria das equipes da LNB, acrescida agora de nomes de maior peso na sua formação de quadra, e nada mais óbvio do que contratar o corajoso e destemido introdutor do “formidável e revolucionário chega e chuta”, que dispensa videos de preparação, muita conversa, diálogos, centrando o treinamento no binômio velocidade e tiro livre aos pombos, e logo agora que o decano dessa “filosofia”acaba de se aposentar (mesmo?…)

Fim da entrevista e aplausos dos entrevistadores, com exclamações de “genial”…

Paro e penso (ações que a nova revolução dispensa nos jogadores), o que nos aguarda se ‘isso” aportar oficialmente (já que oficiosamente lá está) em nossas seleções, inclusive as de base, pois segundo o genial desbravador, uma das suas funções preferidas, mesmo quando não solicitado pelo empregador, é a de prestigiar e orientar a formação de base (ou administrar “peneiras”com jovens advindos dos verdadeiros e sempre esquecidos formadores locais, ou mesmo de fora), e é nesse ponto que me arrepio só de imaginar oficializada, não mais a mesmice endêmica técnico tática que nos esmaga e humilha, mas sim a chutação desenfreada (agora promovida a sistema de jogo) e absurdamente oportunista, produto direto e natural da mais endêmica ainda, ausência defensiva em nosso indigitado basquetebol, que é o que não ocorre, com a mais absoluta certeza, com países que enfrentaremos mais adiante nas competições internacionais, e aí quero ver e testemunhar  como vai se comportar a tal de “revolução”……

Paro e penso um pouco mais na absoluta covardia que se perpetua no âmago do grande jogo em nosso imenso e desigual país, órfão do mérito e escravo do colonialismo cultural daqueles de dentro e fora das quadras, que pensam e afirmam a existência do grande jogo concomitante ao início de suas vidas, revigorando em mim, num crescendo inamovível, a vontade de continuar nesta humilde trincheira batalhando uma luta ainda não perdida, a boa luta, aquela que me faz pensar o quanto ainda posso mostrar a esse corporativismo que se apossou do basquetebol nacional, como vencê-lo nas quadras, defendendo e atacando, treinando e preparando jogadores pensantes e proprietários de sistemas de verdade, nossos, dentro da nossa realidade, exatamente como fiz no NBB 2, inclusive contra o agora revolucionário campeão nacional, e o campeão daquele NBB, vencendo-os…

Mas Paulo, segundo ele e seus contemporâneos, hoje o grande jogo mudou, pensa-se menos e corre-se mais, corando de vergonha e nojo aqueles que corriam menos e pensavam suas ações inteligentes sobre a cultura inalienável do grande, grandíssimo jogo, desde sempre, deixando uma questão no ar – Caminhamos celeremente de encontro ao jogo instintivo, onde o livre pensar é dispensável, levitando no vácuo da ignorância absurdamente consentida? Pensem e escolham, pois sempre será esta a minha pensada e coerente resposta…

Amém.

Fotos – Arquivo pessoal. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

O QUE NOS AGUARDA (FROM ROME)…

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Toda vitória final deve ser enaltecida, por isso parabenizo o Paulistano pela conquista do NBB 10, merecida e inconteste, principalmente pelo coerente alinhamento com o atual panorama do basquetebol nacional, onde o “chega e chuta” parece ter encontrado seu nicho de sucesso encastelado nos Jardins Paulistas, e quem sabe um pouco adiante, nas seleções nacionais, da base a elite, sem dó e a mais comiserada piedade, pois, capacidade, inventividade, criatividade e inconformismo passaram a ser as qualidades básicas para a implantação de um sistema de jogo, que apesar de se sagrar campeão, é o que de mais retrógrado poderá acontecer com o nosso combalido grande jogo…

Mas algo deve ser dito sobre o jogo de ontem que decidiu a competição, a começar pelo fato de que o vencedor e campeão convergiu mais uma vez (foram 19/31 arremessos de 2 e 11/32 de 3, contra 16/39 e 10/30 respectivamente por seu adversário), atuando com o claro objetivo tático de privilegiar os arremessos de 3, encontrando um oponente que “pagou para ver” seus longos arremessos, assim como, ao reconhecer a incapacidade operativa de um sistema de jogo inexistente, decidiu emular nas bolinhas, culminando, ao faltarem dois minutos, estando seis pontos atras, que o Larry Taylor atravessasse a quadra por três vezes seguidas, para desferir três petardos na corrida, falhando irresponsavelmente, quando se investisse nos dois pontos, provavelmente empataria a partida. Ironicamente porém, foi um curto e singelo DPJ de dois do Elinho que sacramentou a vitória e o campeonato…

Indo um pouco mais fundo, que capacitação é exigida de um técnico para liberar todo e qualquer arremesso de três, por parte de qualquer um de seus jogadores, em qualquer situação de jogo?

Que inventividade pode ocorrer num tipo de ação ofensiva, em que qualquer jogador se considera capacitado nos longos, imprecisos e temerários arremessos de três?

Criatividade? Como conotá-la em uma forma de jogar o grande jogo exatamente com sua mais completa ausência, pois chutar de fora, espaçar jogadores, passou a definir excelência ao confrontar ausentes defesas?

Inconformismo? É o estado em que me encontro ao ver prosperar algo vazio de inventividade, criatividade, capacitando competências técnico táticas que muito pouco auxiliarão o grande jogo a sair do profundo poço em que se encontra, já que arrivista, descompromissado e aventureiro para com o mesmo, ao copiar canhestramente a matriz, no que de pior ela representa, arrastando a vassalagem para o descomunal fosso em que inevitavelmente cairá, como os imensos impérios que desapareceram sem data precisa, num repente, onde estertoraram em sua incomensurável  riqueza e efêmera grandeza …

IMG-2160Agora mesmo me deparo com magníficas ruínas aqui nesta monumental Roma, protagonista do mais vasto império da antiguidade, hoje impressionantes ruínas, preservada como um alerta para o que nos aguarda, inexoravelmente. Modismos e pseudas genialidades no grande jogo também seguem os mesmos princípios…

Amém.

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QUEM MUDOU O JOGO? (FROM FIRENZE)…

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Discussão quilométrica na grande rede, iniciada no blog Bala na Cesta, sobre melhores de todos os tempos, sobre influências dos mesmos no destino do grande jogo, quem deles o mudou, mas que na realidade nada, absolutamente nada mudaram, exceto um, Hank Luizetti, lá nos idos de 1927, atuando pela Stanford University, num “antes e depois” definitivo, mudando o jogo em sua essência, e não por modismos coreográficos, estéticos ou midiáticos…

O que fez Luizetti para merecer tal primazia? Elevou um jogo até aquele momento praticado linear e horizontalmente, verticalizando-o muito acima do solo, através o arremesso em suspensão, o jump shoot, hoje generalizado e comum, porém revolucionário àquela época, real e decisivamente mudando o jogo para a forma como ele é hoje praticado. Tudo o mais se torna irrelevante a comparações, a não ser a busca frenética e doentia que assalta o mundo moderno pelo mais promocional e vendável produto possível, transformando o atleticismo exacerbado, a velocidade acima do raciocínio, e a habilidade circense nos parâmetros divisores de água na discutível definição dos melhores, na mais ainda discutível procura daqueles que mudaram o jogo, numa procura despropositada e inútil…

Um jogo é realmente mudado quando passa a ser jogado de forma tecnicamente contrária ao que vinha sendo praticado, coletiva e individualmente, e não pelas habilidades, mesmo consideradas geniais, de alguns jogadores diferenciados pelo talento e privilegiada constituição física…

Logo, acabemos com as controversas discussões  que nada somam ao grande jogo, e nos dediquemos a melhoria do mesmo em nosso país, e não incensando uma liga que pratica um outro jogo, cada ano menos prestigiado por sua própria gente, numa corrida insana para transformá-lo de um jogo coletivo em individual, que acontecendo, aí sim, mudaria seu sentido, exatamente como conseguiu Hank Luizetti nos idos dos anos vinte…

IMG_1948Arremessos, suas técnicas, seu ensino e treinamento, principalmente nas longas distâncias, foram temas que estudei com afinco, e pesquisei academicamente, onde o fator “mudança de jogo” jamais foi sequer cogitado, e sim, considerando a melhoria técnica do jogo existente, individual e coletivamente falando…

Amém.

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A ETERNA ESPERANÇA (FROM PARIS)…

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Os dias passam rápido quando viajamos, pois muitas são as novidades, atrações, belos passeios, visitas obrigatórias a museus, experimentações culinárias, mil fotos, pequenos vídeos, tudo isso na companhia do filho mais jovem que aqui vive, numa europa antiga e tradicional, mas plena de tecnologias, tradições, dignas de serem conhecidas e visitadas…

A gostosa correria não permitiu que eu pudesse acessar o terceiro jogo do playoff entre Paulistano e Mogi, mas tomei conhecimento dos números do jogo, os quais não me surpreenderam nem um pouco, a não ser por um pequeno pormenor, foi a primeira vez que o Paulistano não convergiu, pois arremessou 10/32 de 2 pontos e 15/29 de 3, contra um Mogi que investiu no jogo interno com 23/43 de 2 e 10/28 de 3, me parecendo ter perdido, por mais uma vez uma partida contra o Paulistano ao permitir cinco bolas a mais de 3, com certeza com muito pouca ou nenhuma contestação eficiente, no que vai se tornando uma rotina de sua equipe e das demais que ainda não aprenderam a jogar contra artilharias de fora, e por conseguinte perdendo, até o dia que aprenderem a defender, com técnica e inteligência…

Honestamente não acredito que aprendam, pelos vícios adquiridos em longos anos de permissividade defensiva, e pelo inconteste fato de que seus estrategistas não estão nem aí para suas deficiências, pois findo o campeonato simplesmente promovem  a troca das peças que julgam carentes nos fundamentos por outras mais nominadas, num mercado de baixo nível ético e profissional, pois partem do princípio de que jogadores adultos nada somam com os fundamentos, pois em sua distorcida ótica, eles nada aprenderão de novo, num erro brutal de julgamento, confirmando cada vez mais que o verdadeiro problema é o de não saber ensiná-los, pois pouco mais sabem do que eles…

Pranchetas é a primordial questão que estará em julgamento agora, na reformulação de algumas das equipes, onde as exibições pirotécnicas de “vasto conhecimento” tático é grafado nas mesmas, para delícia de dirigentes,  mídia e de muito torcedores, avalizando um conhecimento muitos furos abaixo do mínimo exigido de um técnico na acepção do termo…

Esperanças para sábado, num jogo que poderá ser decisivo e finalizar o campeonato? Creio que pouco mudará, a não ser que mudem sua forma de pensar o grande jogo como uma competição de “tiro aos pombos”, e se convençam de uma vez por todas de que defender com denodo, e atacar com a cabeça e não com as pernas, metódica e friamente, é o único caminho que conheço para atingir uma performance aceitável, e quiçá vencedora, que é o mínimo necessário a ser perseguido…

Consegui assistir os últimos jogos dos playoffs semifinais da NBA, e que tal o que sempre publiquei sobre a brutal anomalia dos chutes de 3 na grande liga, e por consequência nas ligas muito menores dos países que a seguem? Desastre total, exceção feita aos grandes e verdadeiros especialistas na arte altamente precisa dos arremessos de 3, que mesmo assim pouco tem levado suas equipes a vitória, onde o vovô LeBron (33 anos mesmo?…) partindo ferozmente para a cesta classifica sua equipe para lá de medíocre ao playoff final. Que tal?…

20180530_134239Hoje, na despedida aqui de Paris, fui ao Louvre, monumental Louvre, depois de bater pernas por essa bela cidade, onde a arte e o conhecimento humano chegou aos píncaros do humanismo que conhecemos, onde o desporto galgou degraus evolutivos dignos do gênero humano, e que na presença de algumas obras imortais de arte, coloquei humildemente o ofício de ensinar, ao qual dediquei toda uma vida, em cheque, concluindo que fiz o melhor que pude, estudei o que me foi permitido, pesquisei na medida dos meus valores e possibilidades, e apliquei o pouco que aprendi da forma mais honesta e dedicada possível, que foi o que fizeram muitos dos mestres que ali estão na forma de suas telas, esculturas e livros. Não sou um deles, mas me sinto perto de seus ideais e amor ao seu ofício, o de passar as novas gerações a esperança em dias melhores…

Logo mais estarei em Florença, e ao final em Roma, na caminhada de um pouco mais de conhecimento e esperança nos homens…

Amém.

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O DEVER DE CASA (FROM DUBLIN)…

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Foi trabalhoso acessar a Sportv ontem a noite, o que ocasionou a perda de todo o primeiro quarto da partida, retomada daí para diante sem maiores percalços. O que vi e observei daí para diante, com o Mogi 10 pontos a frente, foi a constatação óbvia de uma equipe que, afinal, fez o dever básico de casa, marcando forte os armadores, contestando todo e qualquer arremesso,  brigando nas duas tábuas pelos rebotes, cadenciando o jogo, enquanto o Paulistano redundantemente manteve a “convergência revolucionária”(11/29 nos 2 pontos e 12/36 nos 3, contra um Mogi também convergente, com 20/36 e 12/33 respectivamente), se aferrando a bolinhas que não caiam, contestadas ou não, protagonizando um “espetacular” jogo com números que em hipótese alguma atestam qualidade e alto nível a um playoff, com 31/65 bolas de 2 e 15/69 de 3, números que deve ter deixado o grande Wlamir Marques presente ao ginásio que leva o seu nome, mais decepcionado de quando na entrevista no intervalo do jogo comentou que – o basquetebol deve ser jogado com a cabeça e não com as pernas, numa velocidade insana que “deixa o jogo muito feio”-, num depoimento que deveria ser levado a sério, mas que infelizmente cairá no esquecimento dessa turma de estrategistas que sequer sabe copiar o que emana da matriz. Aliás, ontem mesmo, o Huston anulou o “revolucionário” Warriors, empatando o playoff, ficando a uma partida da  final da conferência, provando que o “chega e chuta” começa a ser decisivamente contestado, mesmo que sua equipe professe algo parecido, numa contradição que explica muita coisa que nossos luminares sequer imaginam do que se trata, afinal, o aprendizado osmótico passa a muitas léguas da complexa realidade do grande jogo, do outro jogo que lá, na matriz, é praticado…

Creio que na próxima partida do playoff tupiniquim, desça as cabeças dos litigantes o mais do que tardio bom senso, fazendo com que joguem como deveriam jogar, e não duelar no insano bangue bangue dos 3 pontos, para enfim qualificar uma competição cansada da mesmice endêmica que se apossou do nosso indigitado basquetebol. Gostaria imenso que isso ocorresse, e quem sabe saltaremos a mais cruenta fase por que passamos por algumas décadas da mais profunda e obscura mediocridade técnica e tática…

Como a esperanca é sempre a ultima que morre, torco ardentemente por ela.

Amem.

Foto – Divulgacao LNB. Clique na mesma para amplia-la.

AGENTES (FROM DUBLIN)…

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Sobrou um tempinho, perdido entre as enormes caminhadas desbravando segredos e encantos de Dublin, suficiente para elaborar este artigo, que sucedeu uma rápida leitura sobre as novidades esportivas brasileiras, incluso o basquetebol, em sites, blogs e pelo jornal digital que assino, quando um comentário me chamou a atenção, ao mencionar a “enxurrada de currículos” enviados por agentes, de técnicos se candidatando a direção da equipe do Flamengo, com a saída de seu premiado comandante  na semana passada…

Fiquei curioso e algo assustado, pois não imaginava que técnicos de basquetebol fossem conduzidos e determinados por agentes, campo fértil entre os jogadores, mas não entre os técnicos, pelo menos assim pensava até me deparar com a instigante matéria, que na dura realidade confirma um processo de cartel, que de algum tempo venho questionando quando da formação de equipes da LNB, e a enorme influência de agentes e empresários na formação das mesmas, porem nao voltadas, assim pensava, nas indicações de técnicos, que no meu ferrenho ponto de vista, deveriam ser os responsáveis diretos nas indicações e contratações de jogadores, pois acima de tudo e todos, serão os líderes diretos na formação, orientação e condução das equipes nas competições, secundados por assistentes e auxiliares de sua mais estrita confiança. Mas pelo que começo a compreender (perdoem-me os leitores minha aparente ingenuidade sobre uma evidência, que solidifica agora todo um raciocínio que expunha nos artigos escritos até agora sobre o assunto), diretores, supervisores, agentes, beneméritos, palpiteiros, eminências pardas, constituíam, equipes completas para depois nomearem os técnicos, numa ação com poucas exceções nas mais fortes franquias, culminando agora pelo agenciamento dos técnicos também?…

Meus deuses, seria o fim do mais primário princípio de liderança, aquela garantida e avalizada pelo mérito, pelo reconhecimento profissional, pelo respeito inter pares, pelo sério e inatacável currículo enfim, e não como moeda de troca, o toma lá dá cá abjeto e humilhante, subtraído da competência e do conhecimento basilar do grande jogo…

Dois ou tres anos atras, numa discussão profissional com meu filho André Luis, ele me afirmou convicto – Pai, procure um agente que você retorna ao basquetebol – Simplesmente me neguei a concordar com algo inimaginável para mim, em todos os sentidos, éticos e profissionais, mas agora, perante o trágico realismo da cena nacional, devo admitir que ele estava com a razão, porém não suficiente para abdicar os princípios que sempre orientaram e regularam minha vida de professor, técnico e jornalista, onde o agente maior, mais poderoso e influente, seria agora, como sempre foi antes, o aval qualificatório garantidor do meu trabalho profissional…

Nesses oito anos que me separam da única oportunidade que me foi dada no NBB, abordei alguns aspectos da infame e notória covardia a que fiz jus pela independência de pensar e agir no grande jogo, e muito poucos defenderam essa posição, mas a esmagadora maioria dos técnicos aplicam hoje situações e estratégias de jogo que foram desenvolvidas por mim desde sempre, e sequer mencionam a fonte, preferindo incensar estrangeiros e a matriz, num processo autofágico que muito em breve cobrará, com altos juros tanta vassalagem. Outras e sérias verdades guardo para mim, nunca esquecendo, no entanto que – podem enterrar a verdade o mais fundo que puderem, porém matá-la, nunca, pois um dia ela ressurgirá, como tudo na vida, na natureza…

Amem.

Foto – Visita ao Trinity College. Clique duplamente na mesma para ampliá-la.

Em tempo –  Sonho ou realidade, adoraria estar agora ensinando como jogar contra esse primitivo “chega e chuta” que tanto empobrece e.  vulgariza o grande jogo, inclusive na matriz…

2014/2015……2018 PARA REFLETIR…

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Dois artigos para reflexão, tão necessária na atualidade do grande jogo entre nós.

  1. O PRODIGIO (11/9/2014)
  2. A MAIS DE VINTE ANOS ATRAS (16/9/2015)

 

Amem.

DOBRAS E SOBRAS (FROM DUBLIN)…

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Estou aqui em Dublin, no pequeno apartamento/estudio de musica do meu filho, cercado de tecnologias por todos os lados, com ate realidade virtual, que para mim, da velha guarda, impressiona pelo realismo e emoção. Mas uma surpresa me foi reservada, uma tv de 55 polegadas onde pude acompanhar ontem o primeiro jogo do playoff final do NBB 10, entre Mogi e Paulistano, com som e nitidez assombrosos, quantificando uma realidade que, perdoem-me a franqueza, lastimo muito, e de a muito tempo…

Na véspera, acompanhei pelo site da LNB, a entrevista coletiva dos técnicos e jogadores das duas equipes, onde obviedades foram mencionadas, como a do técnico de Mogi, ao lembrar o poderio de seu adversário nas bolas de fora, nos rebotes e os contra ataques muito rápidos, além de uma defesa pressionada e forte, absolutamente nada que não seja do conhecimento público sobre aquela equipe da capital, pontos que foram confirmados pelo seu oponente, que num tom de voz baixo e pausado (que nao e o seu de costume), confirma a análise e repete que aquela altura do campeonato muito pouca coisa mudaria, ainda mais se as bolinhas caíssem, como espera que aconteça. Rapapés e mesuras são trocadas, e foram para o jogo…

E minha gente, não é que caíram, aos magotes (16/32 de 3 e 19/31 de 2, contra 9/25 e 17/36 respectivamente do lado de lá), com o Paulistano convergindo como de praxe, marcando forte e levando razoável vantagem nos rebotes (35/31), e o mais impactante, iniciando a partida com seis bolas de três em oito tentativas, numa completa ausência defensiva por parte do Mogi, parecendo que estavam “pagando coletivamente para ver”, numa atitude indefensável e perdedora, que se tornou fatal e irrecuperável no transcorrer do jogo…

Cabe a essa altura, analisar os comentários da mídia sobre o coletivismo do Paulistano, com suas velozes trocas de passes, com a finalidade quase absoluta de gerar espaços para os arremessos de três, além das rapidas saídas em  contra ataque após rebotes defensivos (sem que nenhum jogador alto do Mogi se postasse no bloqueio do primeiro passe, retardando o mais possivel a saida), principalmente aqueles originados nas tentativas  falhas de seus oponentes nos arremessos longos, como temos visto em quase todas as partidas deste NBB, que após dez anos tão pouco evoluiu técnica e taticamente, ao contrário de suas reais conquistas nos campos da sustentabilidade administrativa e mercadológica…

Segundo os comentários gerais, o sistema ofensivo do Paulistano, prima pela grande velocidade nos passes, combinados com algumas tentativas de penetração de seus velozes alas pivôs, com volta imediata dos passes, de dentro para fora do perímetro, com a única finalidade de encontrar jogadores livres para os arremessos de três, mais equilibrados e sem contestação presente. Claro que, a enorme maioria de nossos estupendos estrategistas, confia e exige as dobras defensivas a fim de confrontar penetrações, esquecendo porém, que, contra equipes como a do Paulistano, o ensaio para o pick in roll praticamente determina a dobra adversária, originando a sobra de um atacante aberto motivada pela mesma, pois o princípio técnico da confrontação aos picks, é o de jamais exercer a troca, e sim manter a marcação original, evitando as desproporções de peso e altura, bastando simplesmente exercer deslocamentos laterais e longitudinais sem trocas de qualquer espécie, frutos de um treinamento defensivo intenso nas técnicas individuais de defesa, um dos fundamentos básicos do grande jogo, esquecido por desconhecimento ou incompetência, principalmente na formação de base…

Muito bem, se todos os jogadores (como americanos e europeus em sua maioria), primam por esse preparo, tornam-se mais raros os espaços originados pelas trocas, não que elas ocorram, porém em muito menor quantidade como entre nós, incapazes que somos de manter uma prolongada defesa rígida 1 x 1, sem a necessidade de trocas internas permanentes, que é uma saída oportuna a deficiência postural e mental de quem pretenda exercer uma defesa realmente eficiente. Infelizmente, nossa preparação nos fundamentos peca em muitos pontos, e os princípios defensivos individuais é um deles, daí a preferência que é dada as defesas zonais nas divisões de base (onde a unidade grupal pretensamente compensa as deficiencias individuais) uma garantia a curto prazo de vitórias e acúmulo curricular para técnicos, muito mais preocupados na carreira do que no ensino da base basquetebolista…

Por conta dessa deficiência, vemos com enorme frequência as tentativas de evitar penetrações no perímetro interno com trocas longitudinais, gerando as  tão decantadas sobras, por onde equipes como a do Paulistano destilam com liberdade suas bolinhas de 3…

Se por outro lado, os defensores se mantivessem firmes no 1 x 1, primando pelo combate às penetrações, através as bem ensinadas e aprendidas técnicas da defesa individual, certamente ocorreriam menos sobras ofensivas, que conjuntamente as bem executadas contestações, de preferência no plano vertical, visando a alteração das trajetórias nos arremessos de seus adversários, e não a tomada ou bloqueio da bola, certamente menos bolinhas seriam sequer tentadas, equilibrando os jogos…

Creio no entanto, que ainda estamos muito distantes de vermos nossos jovens bem preparados nos fundamentos, como os de defesa, tão ausentes em nossas equipes, da base a elite, propiciando essa terrível hemorragia de bolas de 3, tão a gosto daqueles que desconhecem o grande jogo em sua essência , onde o domínio dos fundamentos passa bem longe dessa grande mentira que presenciamos em nossas quadras, inflacionadas  com uma chutação desenfreada encobrindo nossas maiores deficiências, num pastiche de jogo que em absoluto representa o verdadeiramente grande, grandíssimo jogo…

Amem.

Foto – Arquivo pessoal. Clique duplamente na mesma para ampliá-la.

 

A NOVA ERA…

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Estou em visita a Dublin, onde vive meu filho caçula que aqui está a  oito anos, e somente hoje tive acesso a internet, que percorri avidamente em busca de notícias sobre o basquetebol brasileiro, sabendo de antemão que as novidades seriam próximas do zero, e nao deu outra, pois o Paulistano bateu o Bauru na quinta partida, classificando-se para o playoff final com o Mogi, mas sem antes tornar a repetir a já tradicional convergência (12/35 nos arremessos de 3 e 14/30 nos de 2, contra 10/26 e 14/31 respectivamente por seu adversário), agora transformada pela mídia a tal ponto especializada, que  promove enfaticamente tal distorção como uma nova e grandiosa filosofia de jogo,que fatalmente será seguida mundo afora, com algum retardo europeu…

Será?  Claro que não, pois as contrapartidas motivadas pela contestação cada vez mais presente nas defesas fora do perímetro, principalmente na NBA, tem exigido prestações altamente precisas daqueles jogadores realmente especializados, que em absoluto é o caso da maioria de nossos jogadores, que se consideram conhecedores e praticantes desta seletiva e exclusiva elite dos realmente mestres, o que absolutamente não o são…

Uma partida com 28/61 nos 2 pontos e 22/61 nos 3, se torna inverossímil sob qualquer análise básica do jogo, quando o desperdício de 39 bolas longas, sabidamente imprecisas em qualquer estudo sério sobre direcionalidade e precisão em longas distâncias (existe uma pesquisa doutoral sobre este assunto – Iracema P.M. (1990)  “Estudo sobre um efetivo controle da  direcao do lancamento com uma das maos no basquetebol”- Tese de Doutorado, FMH/ Universidade Tecnica de Lisboa, Portugal), onde desvios de 0,5 graus na soltura e toque final na bola, tiram-na obrigatoriamente da amplitude do aro (os famosos “air balls”). Mas o que importa estudos e pesquisas sobre precisão e direcionalidade num basquetebol da mais alta qualidade como o nosso, onde “o jogo de risco” suplanta qualquer “princípio acadêmico”, e onde o “chutômetro e a chutação autofágica”, dita as regras da nova era filosófica do grande jogo tupiniquim e até internacional?…

Então caros e raros leitores, aguardemos os novos tempos do basquetebol  revolucionário e visionário pátrio, onde a atual e pageada filosofia do “chega e chuta” deixará de ser sazonal para se transformar numa endêmica e definitiva regra a ser, finalmente, sacramentada na formação de base ate a elite, num mergulho suicida de previsível conclusão, claro, para todos aqueles (muito poucos) que sabem muito bem para onde estara sendo levado o grande jogo no pais, sem que muita coisa possa ser feita para estancar a sangria final que se avizinha, e os resultados internacionais os exporão, como na recém finda Liga das Américas, onde os atuais finalistas foram varridos para baixo do tapete por equipes formadas e reunidas por algumas equipes hermanas que ja iniciam a contra reforma defensiva, ou não?…

Defesas cada vez mais eficientes nos “espaçamentos de quadra” que alguns apregoam como indefensáveis (vão entender do grande jogo assim nos quintos…), estarão operativas muito em breve pois, sucedendo uma “filosofia” ofensiva de jogo, uma outra defensiva ocorrerá, numa troca sucessiva e  clássica característica, que dota os desportos coletivos em sua apaixonante saga, a de nunca ver estabelecidas soluções sistêmicas definitivas, e sim como preâmbulos de fases evolutivas ad infinitum, sem as quais todo e qualquer princípio coletivista jamais sobreviveria, e um marcante exemplo desta evidência e a lamentável tendência de alguns “iluminados” em transformar um jogo grupal em individual, elevando aos píncaros os “duplos e triplos duplos ”, glorificando e endeusando a egolatria narcisista de uns pretensos ungidos, em função de uma coletividade, até mesmo nas constantes derrotas…

Enfim, teremos, por mais e incessante repetição, de enfrentar um ciclo olímpico da mesmice técnico tática que nos tem esmagado por mais de duas décadas, agora acrescida de uma “revolucionária filosofia”, produto direto do inteligente oportunismo na exploração de um hiato corporativista, no qual ninguém marca ninguém, e o último a acertar uma bolinha, vence o jogo e apaga a luz, em emocionantes e espetaculares partidas, numa triste confirmação do que aí está, e ficará por um longo tempo…

Que os pacientes deuses nos protejam…

Amem,

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