FUNGOU, DESARMOU E…VENCEU…

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Bauru produziu 16/38 de dois pontos, 6/23 de três, e 19/26 de lances livres, ou seja, uma equipe que vinha convergindo assíduamente, não conseguiu ultrapassar os 70 pontos, brecada competentemente por uma situação defensiva que, coincidentemente, ou não, propús no último artigo, quando sugeria “fungar no cangote” na armação de ambas, e como a turma rubro negra partiu na frente, tomando a iniciativa de fazê-lo desde o bola ao alto, quebrou a armação paulista, obrigando-a a improvisações e finalizações (Fisher foi o cestinha de sua derrotada equipe…), e não encontrando semelhante resposta da mesma, que demonstrou mais uma vez sua falibilidade defensiva fora do perímetro, onde as armações são concatenadas, além, óbviamente, de ser a plataforma de lançamento dos petardos de três (produziram 9/30 nos três e 27/40 nos dois pontos, e mais 10/11 nos lances livres…)…

Sem uma armação minimamente coordenada, o jogo interno paulista se esfacelou, pois, pressionada energicamente, perdia muitos preciosos segundos para se desvencilhar do nó górdio que asfixiava seu jovem armador, que frente a dobras se perde com frequência nos dribles com trocas (ainda não aprendeu o passo atrás concomitante à troca de mãos, necessário a obtenção do espaço necessário para a ultrapassagem, e por conseguinte, dando as costas para seu marcador, ficando vulnerável às dobras…), se tornando inoperante frente ao jogo coletivo (sempre sozinho sem o apoio constante e próximo de outro armador quando em quadra), partindo para a individualização bloqueada na maioria das vezes pela forte defesa interna carioca, que se viu beneficiada pela constante fuga dos pivôs adversários da zona interior, ao serem marcados por antecipação e força, e pela ausência forçada de passes mais precisos da armação submetida a uma pressão permanente e combativa fora do perímetro…

Some-se a estes fatores, um outro poderoso, a completa ausência de um sistema de jogo alternativo (o ideal seria que apresentasse outro mais eficiente, ousado, autoral, justificando o vasto e qualificado plantel que possui…), pelo menos para se equalizar a tão ajustado oponente, coletiva e emocionalmente falando (que seria mais eficiente se fora do sistema único…), mesmo quando exacerbou nas bolinhas, num 9/30, que se orientada a metade das tentativas falhadas para os dois pontos, venceria com contagem perto dos 40 pontos de diferença, que seria um fator psicológico poderoso para a próxima e decisiva partida em São Paulo…

Bauru peca pela premissa, agora sobejamente contestada, de que poderia conquistar tudo pela força de sua artilharia exterior, mesmo com um jogo interior medíocre e as vezes praticamente inexistente, onde um especialista de três o Robert Day (0/4), se vê pretensamente ofuscado pelo pivosão Hettsheimeir (2/5), em sua obstinada, porém falsa, aventura de fora, aspecto a ser bem pensado pelo técnico hermano da seleção…

Quanto ao Flamengo, se mentiver a fungação dentro e fora do perímetro, e se abster de aventurazinhas midiáticas nas bolinhas, terá todas as condições de resolver a questão já neste segundo jogo, pois tem mais equipe, time, algo que seu adversário não conseguiu conceber apesar de seu mais nutrido plantel…

Pronto, foi o que pude observar e analisar lá de cima na Arena, quando junto ao meu filho, pudemos dar boas risadas com as iniciativas de bemfeitorias técnicas ao nosso combalido basquetebol, através dançarinas (?) e mascotes americanos de qualidade duvidosa, mas com selo de qualidade da parceria NBA/LNB, e ser testemunha da enorme quantidade de jornalistas especializados em basquetebol presentes, deixando no ar uma questão – para quem escrevem e comentam (a meia duzia que o fazem não conta…), no quase deserto editorial que afoga o grande jogo neste imenso e injusto país, me deixando curioso quanto a quantidade dos mesmos em 2016, noves fora os estrangeiros (e a meia duzia que realmente produz…), claro…

Amém.

Fotos – Paulo Murilo. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

 

FUNGANDO NO CANGOTE…

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Paulo, Paulo, as finais começam amanhã na Arena, e o que você tem a dizer, nada, nadinha?…

Ora muito bem, vamos lá, mas sem invencionices e chutações, simplesmente projetando situações possíveis e previstas, afinal o sistema único estará presente em grande estilo, garantindo previsibilidade permanente, apresentando e assinando embaixo a mesmice endêmica de sempre…

Num aspecto do sistema único, as duas equipes terão algo em comum, a extrema importância da armação das manjadas jogadas, validadas na medida da liberdade de ação dos armadores, que é o que quase sempre acontece. Logo, numa óbvia dedução, se bem marcados, pressionados por todo o tempo possível, muito da efetividade do sistema fica comprometida, originando a quebra do mesmo, e abrindo campo para as ações individuais, mais facilmente controladas…

Então minha gente, aquela equipe que fungar no pescoço da armação com mais insistência tenderá a levar grande vantagem, e se na continuidade da pressão ela se voltar para o passe interior (o que quase nunca acontece) para um pivô marcado pela frente, terá de optar pela possibilidade restante, o passe lateral ou retroativo nas alas, que se estiverem sendo marcadas na linha da bola, anulará de vez qualquer possibilidade de jogo coletivo, restando as individualidades e suas consequências…

A questão se torna limite no caso de ambas as equipes agirem da mesma forma, tirando o máximo de segundos dos 24 possíveis a cada investida de ataque, quebrando o sistema, o principio coletivista, obrigando a improvisação, quase nunca bem sucedida pela imprecisão nos fundamentos do jogo…

Restarão então as famigeradas bolinhas, que se efetiva e teimosamente contestadas, levará fatalmente, e por ambas as equipes, ao jogo interior, obtendo considerável vantagem aquela que o fizer através o constante deslocamento transversal dos pivôs ali infiltrados, anulando em alguns momentos, uma marcação frontal (se existente). e reforçando consideravelmente o rebote ofensivo, até mesmo os resultantes daquelas falhadas bolinhas…

Mas se a armação se mantiver pressionada firmemente, como acontecerão os passes precisos interiores, estando, ou não, os pivôs marcados pela frente, como?…Talvez a saída dos mesmos para o perímetro externo se apresente como uma possibilidade, aliás bem conhecida pelos “pivôs de três”…

Como resultante dessas possibilidades, teremos uma fratura no sistema comum às duas equipes, originando daí um tipo de jogo bem conhecido, o rachão desenfreado que culmina no aventureiro “chega e chuta” ,vencendo o jogo quem acertar a última bola, depois das muitas e muitas lançadas…

Bem, este é o retrato, um tanto fiel, do que temos assistido neste NBB, e no caso dessas finais, o aperto constante e enérgico dos armadores se apresenta como a fórmula ideal para um razoável possível sucesso. Agora, com uma dupla armação de qualidade, como seria?…

Neste caso, minha gente, a fungação teria de ser dobrada, para ai sim, termos a oportunidade de assistir um jogo diferenciado, onde dois armadores ao evoluírem em constante ligação, alimentando pivôs sempre em movimento, superariam as pressões defensivas, mas o detalhamento dessas novas situações deixo à analise dos estrategistas envolvidos, infelizmente agregados a pranchetas midiáticas e constrangedoramente inúteis, além, é claro, pela reza forte ao lado da quadra… pelas bolinhas…

Amém.

Fotos – Reproduções da TV. Clique nas mesmas para ampliá-las.

 

RESPONDENDO AO VICTOR…

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O assíduo leitor Victor Dames, postou um ótimo comentário no último artigo aqui publicado, que foi o de número 1300 desta longa saga no basquete tupiniquim, com mais de 10 anos de presença ininterrupta. Alguns excelentes comentários de outros leitores serviram de mote para artigos instigantes aqui amplamente discutidos, e este do Victor será um deles, sem dúvida, pois levanta uma tese técnico tática a muito defendida nesse humilde espaço, e que aos poucos vem se impondo no seio de algumas equipes da LNB, porém ainda profundamente influenciada pelo sistema único, solidificado e cristalizado no âmago dos técnicos e jogadores do país, desde a base formativa de onde se originaram…

Do comentário em questão, foquei o parágrafo abaixo, para comentá-lo sob os critérios aqui, e de longuíssima data, defendidos, estudados e aplicados na prática competitiva, da base a elite, e que, de certa forma,  encontra razoável receptividade, ainda insipiente, adaptada aos conceitos inerentes à realidade técnica e tática das equipes a seguir mencionadas…

 

(…) Aproveito ainda para colocar algumas questões sobre meu Flamengo: apesar daquele último jogo em que o rubro negro ganhou volume ofensivo e virou o placar no fim com as bolas longas do Marcelinho, o time não tem evoluído para sair do sistema único (embora ainda o execute em boa parte do jogo), explorando conceitos que o senhor sempre defendeu, como a dupla armação e os pivôs móveis? Me corrija se estiver errado, mas se o Hermann (ou o Olivinha, que voltou a titularidade nos últimos jogos) jogassem mais perto da cesta, em vez de se posicionarem para tiros de três tantas vezes, essa dupla armação que aparece com Laprovitola e Benite (e as vezes o Gegê no lugar de um deles), e até o Marquinhos quando faz as vezes de um armador, não seria uma clara forma de jogar fora do sistema único?(…)

 

Sem dúvida alguma Victor, as equipes do Flamengo, Limeira e Franca foram aquelas que mais se aproximaram da possibilidade de jogarem fora do sistema único, pois apostaram na dupla armação e nos pivôs de alta mobilidade, mantendo um ala, também veloz, ágil, e de boa estatura na composição de um trio atuante dentro do perímetro em velocidade e constante movimentação, exatamente como defendo a décadas, fora e dentro das quadras…

Porém, quando acima menciono que aquelas equipes se “aproximaram da possibilidade de jogarem fora do sistema único”, deixo bem claro o fator “possibilidade”, pois nenhuma delas o abandonou, e sim adequou, na medida do possível, seu arraigado sistema de jogo a algo realmente promissor, mais ainda muito distante de suas convicções, longamente agregadas ao seu modo de atuar no grande jogo…

No sistema por mim propugnado, inexistem “jogadas” marcadas e codificadas, substituídas por “situações de jogo” que não o são, e sim desenvolvidas de acordo com posicionamentos e comportamentos defensivos, que devem ser confrontados dentro dos princípios dos fundamentos básicos individuais e coletivos do grande jogo, que são situações mutáveis, irrepetíveis, dinâmicas e fugazes, exigindo um árduo e seletivo preparo para reconhecê-las no menor espaço de tempo possível (diagnose/retificação), a fim de que possam ser superadas individual ou coletivamente, com conhecimento, controle, humildade (humildade, sim…) e bom senso, que são as qualidades intrínsecas da improvisação, a arte maior daqueles que dominam seu instrumento de trabalho, mental e fisicamente, pois só improvisa quem sabe,,,

Todo este cenário de bem jogar, só será factível com o abandono da tutela pranchetada, com seus chifres, punhos, cabeças, hangs e picks encordoando os jogadores, que mesmo sob dupla armação e pivôs móveis, ficam submetidos às amarras de técnicos personalistas e centralizadores, esquecendo que em nenhum momento encestam e marcam lá dentro. onde as verdades acontecem, reais e palpáveis, como também, e em muitos casos omitindo, que seu verdadeiro papel é no treino, profundo e esmiuçado treino, jamais rachões, e sim uma busca pela perfeição dos movimentos fundamentais e ações técnicas de seus jogadores, fazendo-os pensar individual e coletivamente, quando, ai sim, influenciará decisivamente na sistematização da equipe que ensina, orienta e comanda…

Então Victor, ainda nos encontramos um pouco afastados do sistema que sempre adotei, livre, emancipado, porém responsável e coerente com uma realidade forjada no treino de fundamentos e profunda prática de leitura de jogo, consciente e criativa, sem medos, principalmente o de errar, sabendo avaliar e corrigir o mesmo, sem culpabilidades e afrontas, simplesmente jogando o grande, grandíssimo jogo…

Ah, Victor, mais um detalhe, para chegarmos a esse estágio que expús, que os técnicos se convençam de que não são o centro da equipe no jogo, quando no máximo a auxiliará pontualmente, mas sim o seu norte, ao prepará-la com todo seu conhecimento e experiência na arte do treino, que é o ambiente daqueles que realmente dominam o… você sabe…

Um abraço e obrigado pela sua sempre bem vinda audiência.

Amém.

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ARTIGO 1300 – UMA LONGA E ÁRDUA JORNADA…

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Este é o artigo 1300 publicado neste humilde blog. Tem sido uma dura caminhada de mais de 10 anos de presença ininterrupta junto aos que amam o grande jogo, abrindo aos mesmos um espaço democrático e responsável de discussões, onde o anonimato jamais teve ou terá vez, daí ter uma audiência mais seletiva do que numérica, mas que espelha, divulga e divide o conhecimento sedimentado no estudo, na pesquisa, e acima de tudo no trabalho e respeito a todos aqueles que aqui lêem e postam livremente…

Gostaria de oferecer um blog mais amplo, na verdade um site, onde a informação fosse mais a fundo, mais não possuo os meios para exequibilizar este anseio, mas aos poucos, pensada e tecnicamente, irei desenvolvendo situações que envolvam mais colaboradores, como o Gil e o Walter, que desde sempre prestigiam esse espaço com seus conhecimentos e larga experiência internacional…

Prometo, que muito em breve estarei oferecendo novas vertentes editoriais, principalmente voltadas aos jovens técnicos que se iniciam, mas nunca esquecendo os experientes e calejados profissionais que labutam por este enorme e injusto país a fora, valentes que são ante a penúria de que são vítimas permanentes, pela ausência de uma política educacional e desportiva que os ampare e incentive em suas sacrificadas vidas…

Então, vamos em frente, como por exemplo, o jogo de ontem decidindo o segundo finalista do NBB7…

O que vimos já não assusta mais a este veterano professor e técnico, não mesmo, pois, se tornou numa mesmice endêmica vitimizando jogadores, iniciantes e adultos, técnicos, dirigentes, agentes, empresários e jornalistas, todos embarcados na náu dos “monstros”, enterradas, endeusadas bolinhas de três, e o mais apavorante, os chifres (de diversos teores), os punhos (de vários quadrantes), camisas, hanguetens, especiais, cabeças, picks de varias gramaturas, tudo isso “treinado exaustivamente” em rachões transcendentais, porém revisados em jogo através herméticos rabiscos em midiáticas pranchetas, como que representando estratégias, mas que somente se definem como um documento validador  de discutíveis competências perante um neófito público, e dirigentes mais neófitos ainda, captadas por ávidas câmeras, hipnotizadas com tanta sapiência do nada, absolutamente nada, pois refletem a unanimidade de todos, técnicos e jogadores, em torno do sistema único, aquele que premia os 1 a 5 melhores que os 1 a 5 de todas as equipes participantes…

Agora mesmo, se inicia uma corrida para a substituição dos 1 a 5 falhados, por outros 1 a 5 mais azeitados, como se fossem peças de uso imediato pela igualdade tática, economizando tempo de treinamento formativo e reeducativo de jogadores que deveriam estar “prontos”, mas que ao não estarem devem ser substituídos, numa perversa ciranda de mistificações e interesses mais comerciais que técnicos, como acontece de fato…

E este jogo mostrou, escancarou essa realidade em toda a sua dimensão, começando pelo duelo aberto nas bolinhas, entre um desde sempre convergente Bauru (14/26 de dois e 9/34 de três), e um reticente Mogi (18/32 e 5/23, respectivamente), perfazendo um constrangedor 14/57 de arremessos de três, convergindo com um 32/58 de dois pontos, numa gigantesca perda de tempo efetivo de jogo e de esforço físico, o tão badalado cult dos tempos atuais, que tenta impor a superioridade física acima da técnica, do domínio dos fundamentos básicos do grande jogo…

Então, com ambas as equipes agindo em uníssono tático, bastava uma esperta adaptação defensiva para alterar dominâncias, e as duas equipes assim tentaram, variando do individual para a zona, até para uma pequena pressão, mas em tempo alguma fugindo da mesmice ofensiva, arraigada solidamente em suas ações previsíveis e até certo ponto, infantís, ou seja, sistema único contra individual, e quatro abertos contra zona, ambos voltados definitivamente para o jogo exterior, para as bolinhas, deixando o interior abandonado, até que, num clarão ou desespero, uma delas optasse pelos bons pivôs em quadra, e vencesse o jogo e a classificação à final contra o Flamengo…

Foi um jogo com 30 erros de fundamentos (14/16), numero altíssimo para equipes adultas, mas que reflete muito bem o estágio técnico individual de muitos jogadores, inclusive armadores, perdendo bolas no drible, que é algo inadmissível para a posição, e que é um reflexo elucidativo de como são preparados para a competição, infelizmente…

Finalmente, um lembrete, mais um, pequeno, simples, porém fundamental a essa altura em que a LNB se alia a NBA, que seja implementada uma mudança em sistemas de jogo, que não precisa ser geral, pois bastaria que uma ou duas equipes se reestruturassem neste sentido, apresentando algo diferenciado, não necessariamente novo, mas algo que nos propiciasse fugir desta mesmice endêmica asfixiante, bitolada e medíocre, para darmos um salto qualitativo, pela imediata comparação entre sistemas, vencendo ou perdendo, mas abrindo um fresta de progresso individual e coletivo neste cenário tão pobre em que estamos. E já que os técnico que ai estão, alguns em todas as edições do NBB, se negam a mudanças radiacais, dois são os técnicos que podem desenvolver tão importante mudança. Um já está presente numa equipe de ponta da liga, teve um ano difícil, mas deve ser mantido para um trabalho longo e detalhado, depois de mais longa ainda ausência, outro, marginalizado por apresentar e discutir algo instigante e corajoso, aguarda uma merecida oportunidade de tornar a demonstrar ser possível mudanças estruturais de equipes com jogadores pouco valorizados e nada midiáticos, porém cheios de qualidades e experiências de sobra, também à margem das grandes equipes, injusta e covardemente, pois não é para qualquer um ensinar, treinar e os fazerem jogar com um sistema proprietário, corajoso e inovador…

Amém.

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COMO PERDER UM JOGO PRATICAMENTE GANHO?…

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Fácil, mantendo um maluco em quadra, simples assim…

O cara chuta 3/12 de três e 3/9 de dois, não importando o placar, arremete em velocidade até perder o domínio da bola e das…bandejas, defende, melhor, não defende no perímetro externo, não obedece táticas, mas, ora mas, pega rebotes, que foram 15 do total de 50 da equipe, porém algo que o Paulão e o Gerson poderiam igualar, fora o Wagner em alguns momentos. Sem dúvida alguma, o Tyrone atirou (ou arremessou, seria mais uma…) o jogo pela janela, sob o beneplácito de um técnico oscilando do enérgico ao raivoso, ou do  contemplativo ao ausente, e sempre de braços cruzados (mas aguardemos a quem vai responsabilizar pela incrível derrota…)…

Perdeu Mogi a enorme oportunidade de fechar a série e ir para a final, e agora, invertendo os papéis, Bauru, acredito, não deverá perder a grande chance, claro, se repetir durante todo o jogo os três minutos finais da segunda prorrogação, quando, por falta de chances e opções nas bolinhas, redescobriram que possuiam bons pivôs, principalmente o Murilo, que no frigir dos ovos, ganhou o jogo, enquanto seu companheiro de taboa (?) se consagrava com sua artilharia mambembe de três (4/11), para gáudio do técnico argentino, ou não, na futura convocação pré olímpica…

Por mais uma vez, ou milésima vez, perdeu o basquete nacional a barca do jogo coletivo, afogado pela hemorragia dos três, que alcançou neste jogo a absurda e indescritível marca de 27/71 tentativas, para 29/74 de dois pontos, numa convergência praticamente igual, mas que ironicamente apresentou um desfecho em duas bolas interiores na última prorrogação, e pela enxurrada de lances livres advindos da mesma situação, numa prova cabal do lamentável estágio que atravessa o grande jogo, insistentemente coisificado entre nós, teimosa e estupidamente…

Mas como a esperança é a última que morre, quem sabe em Bauru vejamos o renascimento do DPJ, do jogo inteligente dos pivôs, e dos longos  arremessos realmente executados pelos especialistas de verdade, e não os de ocasião, assim como defesas individuais e coletivas efetivas e técnicas, numa otimista previsão de jogos finais emocionantes, mas acima de tudo, técnicos e taticamente evoluídos. Torço por isso, enfaticamente…

Amém.

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Em Tempo – Foram cometidos 29 erros de fundamentos nesta partida de “alto índice técnico”, segundo os especializados, e logo após a partida culpados pela derrota foram identificados, segundo o espanhol, os árbitros. Legal, não?…

 

O FATÍDICO 2/13…

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Daqui a um pouquinho Mogi e Bauru se enfrentarão num quarto jogo decisivo, e que pode guindar a equipe do espanhol que xinga a própria madre ao vivo e a cores pela TV, aderindo de vez ao palavrório de muitos técnicos tupiniquins, sob o aplauso e condescendência da mídia, que vê no fato o “ardor” da disputa (êpa…), e não uma tremenda falta de compostura e educação ao público tele ouvinte, provando não ser uma falha somente nossa, terceiro mundistas…

Mas, indo além do baixo calão, sua equipe obteve uma bela vitória, contestando na periferia a insânia chutadora de seu adversário (16/25 nas bolas de dois pontos e 9/31 nas de três), e também exercendo um jogo fortíssimo no interior do perímetro (25/49 nos dois e 7/22 nos três), convertendo 44 pontos contra 30 do lado de lá, onde seu mais emblemático contratado, o pivosão Hettsheimeir errou mais de fora do que lá dentro (1/5  de três e 2/5  de dois), num desperdício lapidar, e que pode, se continuado, decretar a saída da equipe mais festejada pelos especializados para tomar do Flamengo a hegemonia dos últimos anos, afinal, foi formada para ganhar todos os títulos, o que até não duvido, mas que terá de modificar estruturalmente sua forma autofágica de atuar, egocêntrica e dispersa, e repito, tornando refém de sua egolatria, seu experiente e escolado técnico…

Aqui no Rio, o Flamengo encontrou uma dureza neste terceiro jogo da série, só vencido graças a dois e decisivos fatores, o absurdo dos 2/13 em bolas de três do homem que deveria liderar a distribuição e coordenação de jogo, o Nezinho, que numa tripla armação (ele e mais o Jackson e o Ramon), deu a ele a pretensa liberdade de queimar, através seu incrível e altamente desequilibrado estilo, quantas bolas fossem possíveis, encontrando porém, forte contestação externa, retirando a precisão pretendida, e o fato mais emblemático, a presença do Marcelo num quarto final devastador, ainda mais quando foi marcado por um Jackson palmo e meio mais baixo (Mogi atuava com os três citados armadores), fator facilitador ante seus dois metros de altura, e mais de 25 anos de prática nos longos arremessos. Errou Mogi ao manter os três armadores juntos, pois um deles deveria ter cedido lugar a um jogador alto, a fim de estabelecer dualidade junto a o Marcelo, o que dificultaria bastante suas conclusões…

Mas o fato é de que o ainda iniciante técnico, totalmente imerso em suas táticas pranchetadas, ainda terá um bom tempo pela frente para diagnosticar na prática, e com a presteza necessária, onde realmente se encontram os sutís detalhes de uma dura partida do grande jogo, a fim de corrigí-los de imediato, e de preferência sem a tutela de uma prancheta, artefato letal quando utilizado para substituir as dimensões reais de uma quadra, minimizando distâncias, reações e comportamentos, e o mais importante, coisificando o grande jogo, caracterizando um erro colossal, e perdedor…

Amém.

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AS BURRAS AMARRAS…

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Ironicamente, foi numa falha contestatória do Alexandre (que defendia com valentia e agilidade) sobre o Fisher, que mais uma bolinha aconteceu, na ação vencedora da partida, mas não antes do fechamento, quando num lateral cobrado por aquele que deveria ser o concluinte à cesta, o Shamell, viu a tentativa do Filipin se esvair, inclusive, se bem concluida, valeria 2 pontos por ter pisado na linha de três…

Enfim, foram dois jogos em Bauru que deixa bem claro o difícil papel reservado a equipe que teima em provar que “bolinha é progresso”, e até pode vir a ser campeã, numa demonstração cabal do atual nível do basquetebol nacional, onde, inclusive e lamentável, um técnico de seleção brasileira vem a público anunciar que pódio em 2016 nem pensar, deixando no ar uma instigante pergunta – o que está fazendo lá, de verdade? – (detalhes aqui), fatos concretos que a equipe mogiana pode reverter, se mantiver seu inteligente e competente plano tático de jogo, estrategicamente bem concebido e, melhor ainda, que vem sendo bem concretizado até aqui…

No outro jogo, o segundo entre Limeira e Flamengo, assistimos uma aula de como não defender por parte de Limeira, e de como fazê-lo por parte do Flamengo, simples assim…

Limeira, que junto a Bauru, e próxima ao Flamengo, se constitui com as mesmas, as equipes mais chutadoras de fora na Liga, até o momento que uma delas, a carioca, resolveu defender o perímetro, principalmente ao contar com o Benite e o Alexandre fixos na titularidade, onde ambos estabeleceram o seu equilíbrio defensivo, além de comporem com o Laprovitolla, o Marcos e o Meyinse uma equipe forte e coesa no ataque, principalmente o interior, pode sofrer um 0 x 3 amanhã no Tijuca, a não ser que mude radicalmente sua forma de jogar, principalmente na defesa exterior, nosso notório tendão de Aquiles, inclusive nas seleções…

Mas de seleções muito em breve teremos de falar, pois 2016 está logo ali na esquina da história, sem protelações e apriorísticas declarações derrotistas, por quem ao fazê-las deveria ceder o cargo, para ser preenchido por alguém que acredite no trabalho competente, técnico, e comprometido com a evolução revisionista do nosso tão mal tratado basquetebol, claro, se isso fosse possível dentro de uma estrutura que privilegia o compadrio, jamais o mérito, jamais…

Portanto, torçamos para que prevaleça o bom jogo, com defesas bem postadas e combativas, ataques interiores e eventualmente e bem equilibrados exteriores também, que jamais deveriam se constituir como a base de uma equipe, sua marca, frente a sua reconhecida imprecisão, tão omitida nos dias de hoje, em nome de exigências midiáticas oportunistas e arrivistas. Quem sabe evoluamos, emancipando o grande jogo de amarras tão excludentes e absolutamente burras, quem sabe?…

Amém.

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O NORTE…

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Terminado o jogo, fico me perguntando como ser possível  vencer uma partida de playoff, jogando em casa, com um plantel tido pela mídia como o melhor da competição, com investimento alto, jogando da forma que jogou Bauru, convergindo acintosamente (9/35 de três e 11/19 de dois), como que impondo ao adversário uma contundente verdade, a de que sob tão “potente” artilharia resistência nenhuma seria possível, sequer tentada…

Mas, eis que a equipe de Mogi, simplesmente “pôs a bola embaixo do braço”, cadenciou o jogo, renunciando apostar corrida com os notórios velocistas adversários, ao ponto de seus dois especialistas de três, Filipin e Shamell tentassem um ínfimo 0/3 lá de fora, deixando para o Tyrone (4/5) e Gustavo (2/3) as honras nas bolinhas, e resolvessem “se meter” lá dentro, para de 2 em 2 consolidar uma vitória inquestionável, em paralelo a uma defesa contestadora nos dois perímetros, ocasionando alguns desastres, como o lamentável 1/8 do Hettsheimeir, que a cada dia reprisa um exemplo de antanho, quando um promissor pivô de 2,11m, o Olivia, irmão do Olivinha, se dividiu entre o jogo interno e as bolinhas de fora, não se firmando em nenhuma das duas opções, numa perda muito sentida, e que ameaça ser repetida, num momento da evolução tática do jogo, onde o domínio dos rebotes, principalmente o ofensivo, se apresenta tão estratégico…

Como uma equipe que ousa perder em tempo e esforço 26 bolas de três ante um rival que somente perdeu 8 bolinhas, num jogo onde 30 erros de fundamentos foram cometidos (17/13), numa demonstração de mútuo nervosismo, mantêm seu comportamento por toda a partida, sem refrear tanta certeza de que “a qualquer momento” as bolinhas iriam cair (com certeza no próximo…), e que por conta dessa convicção o tiroteio deveria ser mantido, como?…

Salta a vista uma incoerente dúvida, ou seu técnico comunga com essa certeza, ou vai se tornando refém dos especialistas que povoam seu plantel, ou mesmo, no impasse, se veja perante a realidade de que equipes bem treinadas podem contestar seu premiado elenco dentro e fora do perímetro ( o que ocorreu…), ocasionando uma pane nos gatilhos, sem uma contra proposta de idêntico teor, ou simplesmente pondo a bola embaixo do braço, também…

Foi um jogo escola, para ser bem revisto e analisado, quando a utilização prática dos homens grandes tiveram duas bem definidas versões, uma, vencedora, situando-os bem próximos as taboas, reboteando e concluindo, outra, dispersa e tentando bolas de três, o que definitivamente não se coaduna com as suas reais e críticas funções…

Duas equipes atuando no sistema único, com os punhos e chifres de sempre, porém com uma determinante vantagem para uma delas, saber rigorosamente o que estava fazendo, com calma e surpreendente objetividade, principalmente por parte de seu norte, o Shamell…

Amém.

Fotos – Reproduções da Tv. Clique nas mesmas para ampliá-las e acessar as legendas.

 

IMBATÍVEL…

 

Começam as semi finais, e o Flamengo sai na frente na casa do adversário, vencendo um jogo na quadra e não perdendo na prancheta, como seu oponente, que a cada tempo pedido, anula em parte as excelentes condições de uma equipe bem planejada, sem exceder verbas, porém equilibrada, e que apresenta um basquete diferenciado e corajoso, a começar pela enorme mobilidade de seus integrantes, armadores e pivôs, todos muito velozes e hábeis nos arremessos, apesar de em muitas ocasiões exagerarem no jogo externo, deixando de aproveitar os bons pivôs que possuem…

E porque perdem na prancheta? Porque seu jovem técnico esquece um principio, que também é esquecido pelo técnico rubro negro, o de que a visão é o mais lento de nossos sentidos, cuja acuidade sofre sérias restrições na captação de informações cumulativas, velozes, exercendo uma seletividade oposta, lenta e detalhista. Expor uma prancheta invertida (oposta ao sentido da quadra), apondo à mesma situações  nervosamente grafadas, perante jogadores cansados, nervosos e instáveis, necessitando muito mais de ajustes personalizados, incentivos e correções pontuais, do que repetições táticas que pecam pela objetividade, se perdendo em obviedades e caprichos de um comando equivocado em sua real função durante um jogo, bem diferente de seu verdadeiro papel na preparação da equipe, onde realmente se faz visceralmente necessário e importante, tanto na fundamentação técnica, como na formulação tática e estratégica…

Chega a ser constrangedora essa fixação midiática em torno de uma negação obtusa do que venha a ser orientar um grupo de jogadores ansiosos por soluções, e não ilações repetidas de forma hermética a um sentido que anseia o olho no olho, e não uma fuga emaranhada em rabiscos ininteligíveis…

Nos dois exemplos abaixo, tentem entender as “mensagens”, mas antes se coloquem no lugar de jogadores em final de jogo, atrás no placar, pressionados e nervosos, buscando algo realmente objetivo, compreensível, simples, porque não, porém nada comparado ao que ai está, gráfica e literalmente, nessa imbatível prancheta.

 

Amém.

Videos – Reproduzidos da TV.

 

OS CONCEITOS…

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Bem melhor da crise ciática, tomei coragem e fui ao Tijuca para a quinta partida entre o Flamengo e São José, onde pude reencontrar os técnicos Antonio Carlos,o Marcio, récem empossado presidente da Associação de Técnicos do Rio de Janeiro, e o Miguel Palmier, amigo de longa data, que me viram saindo a seis minutos do final de uma partida decisiva, onde o placar àquela altura separava as equipes em 40 pontos, isso mesmo, 40 pontos!…

Inadmissível numa decisão, mesmo na casa do adversário, uma equipe se apresentar com uma única proposta de jogo em duas opções, o Caio ou as famigeradas bolinhas (2/14), ao se deparar com uma barreira interior, onde o bom tecnicamente, porém paquidérmico cincão jogava mais na meia quadra do que nas taboas, pois quando voltava ou avançava se situava metros atrás dos rápidos e ágeis jogadores cariocas, inclusive os pivôs, proporcionando contra ataques em profusão, até a diferença alcançar os inimagináveis e constrangedores 40 pontos numa decisão às semifinais, numa lastimável demonstração de incapacidade e planejamento técnico e tático, numa partida para “colocar a bola embaixo do braço”, reduzindo o rítmo ao máximo, otimizando a posse de bola, dando tempo para que o Caio se posicionasse, e não ficasse apostando corrida sem poder sequer elevar os pés do solo nos deslocamentos (se não perder pelo menos uns 15kg de gordura, sofrerá cada vez mais restrições táticas, apesar de ser tecnicamente um bom jogador), e o mais escancarado, a impossibilidade que a equipe encontrou ao se deparar com uma astuta dupla armação, formada pelo Laprovittola e o Benite, sem sequer esboçar uma contrapartida, por exemplo, escalando o Betinho ao lado de um mais bem cansado e curtido Valter, auxiliando-o nas levadas de bola e nas armações visando cadenciar o jogo interior com o Caio e o Renan, que bem poderiam ter atuado juntos nos momentos cruciais da partida…

Enfim, foram apostar corrida com a bem disposta turma rubro negra e se deram mal, e tão mal que nem a desculpa tradicional de ter sido um “jogo atípico” cola mais…

Em Bauru, o time da casa enfim dobrou a bem mesclada equipe de Franca, que defendendo com competência quase derrubou o “favorito” da mídia especializada tupiniquim, graças ao vício alimentado pela mesma, o endeusamento das bolinhas (7/28) por parte dos francanos, e ai poderíamos voltar às continhas, pois bastaria que a metade das bolas de três perdidas (no caso, 14 tentativas), fossem trocadas por penetrações visando os dois pontos, para vencerem um jogo perdido por seis (78 x 72), numa partida em que ambas perpetraram 15/54 bolinhas, num desperdício monumental de esforço físico e possível ganho de inteligente ação estratégica. Mas nada disso importa para o sucesso midiático propugnado por aqueles que nem de longe, muito longe, conhecem e entendem o grande jogo, que é extremamente exigente e seletivo…

Chegam às finais as mesmas quatro equipes que se classificaram na primeira fase, as mesmas compostas de pivôs rápidos, ágeis e flexíveis, que atuam de fora para dentro do perímetro interno, que defendem na linha do passe, e alguns deles pela frente de pivôs com as mesmas características, e que, sem exceção, atuam em dupla, e as vezes em tripla armação, e que já ensaiam fortes defesas fora do perímetro, todos fatores muito bem vindos ao nosso basquetebol, e importante, abrindo mão das convergências, demonstrando maturidade na seleção dos arremessos, faltando somente, e como passo definitivo à nossa evolução, a fuga definitiva do sistema único com seus chifres, punhos, polegares e correlatos, estrelas fulgurantes permanentemente desenhadas em  folclóricas pranchetas, lastimáveis e castradoras pranchetas, mas importantíssimas como passaporte midiático da atuação dos estrategistas que as empunham, sôfregos e extasiados com suas habilidades gráficas, ininteligíveis na maioria, ou, em todas as participações perante perplexos jogadores, quando poderiam, num passo fundamental e definitivo, optarem por novos rumos, caminhos, percorrendo-os com a coragem de inovar, de retirar do âmago de cada jogador o que melhor possa produzir, criar e dividir as responsabilidades de jogar o grande jogo como deve ser jogado, recriando-o a cada intervenção, e não copiando ad perpetuam jogadas que todos conhecem desde sempre…

Coragem, preparo, estudo, determinação e comprometimento é o que nos falta para o passo à frente em nossa forma de atuar, de jogar o grande jogo…

Amém.

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