2014/2015……2018 PARA REFLETIR…

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Dois artigos para reflexão, tão necessária na atualidade do grande jogo entre nós.

  1. O PRODIGIO (11/9/2014)
  2. A MAIS DE VINTE ANOS ATRAS (16/9/2015)

 

Amem.

DOBRAS E SOBRAS (FROM DUBLIN)…

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Estou aqui em Dublin, no pequeno apartamento/estudio de musica do meu filho, cercado de tecnologias por todos os lados, com ate realidade virtual, que para mim, da velha guarda, impressiona pelo realismo e emoção. Mas uma surpresa me foi reservada, uma tv de 55 polegadas onde pude acompanhar ontem o primeiro jogo do playoff final do NBB 10, entre Mogi e Paulistano, com som e nitidez assombrosos, quantificando uma realidade que, perdoem-me a franqueza, lastimo muito, e de a muito tempo…

Na véspera, acompanhei pelo site da LNB, a entrevista coletiva dos técnicos e jogadores das duas equipes, onde obviedades foram mencionadas, como a do técnico de Mogi, ao lembrar o poderio de seu adversário nas bolas de fora, nos rebotes e os contra ataques muito rápidos, além de uma defesa pressionada e forte, absolutamente nada que não seja do conhecimento público sobre aquela equipe da capital, pontos que foram confirmados pelo seu oponente, que num tom de voz baixo e pausado (que nao e o seu de costume), confirma a análise e repete que aquela altura do campeonato muito pouca coisa mudaria, ainda mais se as bolinhas caíssem, como espera que aconteça. Rapapés e mesuras são trocadas, e foram para o jogo…

E minha gente, não é que caíram, aos magotes (16/32 de 3 e 19/31 de 2, contra 9/25 e 17/36 respectivamente do lado de lá), com o Paulistano convergindo como de praxe, marcando forte e levando razoável vantagem nos rebotes (35/31), e o mais impactante, iniciando a partida com seis bolas de três em oito tentativas, numa completa ausência defensiva por parte do Mogi, parecendo que estavam “pagando coletivamente para ver”, numa atitude indefensável e perdedora, que se tornou fatal e irrecuperável no transcorrer do jogo…

Cabe a essa altura, analisar os comentários da mídia sobre o coletivismo do Paulistano, com suas velozes trocas de passes, com a finalidade quase absoluta de gerar espaços para os arremessos de três, além das rapidas saídas em  contra ataque após rebotes defensivos (sem que nenhum jogador alto do Mogi se postasse no bloqueio do primeiro passe, retardando o mais possivel a saida), principalmente aqueles originados nas tentativas  falhas de seus oponentes nos arremessos longos, como temos visto em quase todas as partidas deste NBB, que após dez anos tão pouco evoluiu técnica e taticamente, ao contrário de suas reais conquistas nos campos da sustentabilidade administrativa e mercadológica…

Segundo os comentários gerais, o sistema ofensivo do Paulistano, prima pela grande velocidade nos passes, combinados com algumas tentativas de penetração de seus velozes alas pivôs, com volta imediata dos passes, de dentro para fora do perímetro, com a única finalidade de encontrar jogadores livres para os arremessos de três, mais equilibrados e sem contestação presente. Claro que, a enorme maioria de nossos estupendos estrategistas, confia e exige as dobras defensivas a fim de confrontar penetrações, esquecendo porém, que, contra equipes como a do Paulistano, o ensaio para o pick in roll praticamente determina a dobra adversária, originando a sobra de um atacante aberto motivada pela mesma, pois o princípio técnico da confrontação aos picks, é o de jamais exercer a troca, e sim manter a marcação original, evitando as desproporções de peso e altura, bastando simplesmente exercer deslocamentos laterais e longitudinais sem trocas de qualquer espécie, frutos de um treinamento defensivo intenso nas técnicas individuais de defesa, um dos fundamentos básicos do grande jogo, esquecido por desconhecimento ou incompetência, principalmente na formação de base…

Muito bem, se todos os jogadores (como americanos e europeus em sua maioria), primam por esse preparo, tornam-se mais raros os espaços originados pelas trocas, não que elas ocorram, porém em muito menor quantidade como entre nós, incapazes que somos de manter uma prolongada defesa rígida 1 x 1, sem a necessidade de trocas internas permanentes, que é uma saída oportuna a deficiência postural e mental de quem pretenda exercer uma defesa realmente eficiente. Infelizmente, nossa preparação nos fundamentos peca em muitos pontos, e os princípios defensivos individuais é um deles, daí a preferência que é dada as defesas zonais nas divisões de base (onde a unidade grupal pretensamente compensa as deficiencias individuais) uma garantia a curto prazo de vitórias e acúmulo curricular para técnicos, muito mais preocupados na carreira do que no ensino da base basquetebolista…

Por conta dessa deficiência, vemos com enorme frequência as tentativas de evitar penetrações no perímetro interno com trocas longitudinais, gerando as  tão decantadas sobras, por onde equipes como a do Paulistano destilam com liberdade suas bolinhas de 3…

Se por outro lado, os defensores se mantivessem firmes no 1 x 1, primando pelo combate às penetrações, através as bem ensinadas e aprendidas técnicas da defesa individual, certamente ocorreriam menos sobras ofensivas, que conjuntamente as bem executadas contestações, de preferência no plano vertical, visando a alteração das trajetórias nos arremessos de seus adversários, e não a tomada ou bloqueio da bola, certamente menos bolinhas seriam sequer tentadas, equilibrando os jogos…

Creio no entanto, que ainda estamos muito distantes de vermos nossos jovens bem preparados nos fundamentos, como os de defesa, tão ausentes em nossas equipes, da base a elite, propiciando essa terrível hemorragia de bolas de 3, tão a gosto daqueles que desconhecem o grande jogo em sua essência , onde o domínio dos fundamentos passa bem longe dessa grande mentira que presenciamos em nossas quadras, inflacionadas  com uma chutação desenfreada encobrindo nossas maiores deficiências, num pastiche de jogo que em absoluto representa o verdadeiramente grande, grandíssimo jogo…

Amem.

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A NOVA ERA…

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Estou em visita a Dublin, onde vive meu filho caçula que aqui está a  oito anos, e somente hoje tive acesso a internet, que percorri avidamente em busca de notícias sobre o basquetebol brasileiro, sabendo de antemão que as novidades seriam próximas do zero, e nao deu outra, pois o Paulistano bateu o Bauru na quinta partida, classificando-se para o playoff final com o Mogi, mas sem antes tornar a repetir a já tradicional convergência (12/35 nos arremessos de 3 e 14/30 nos de 2, contra 10/26 e 14/31 respectivamente por seu adversário), agora transformada pela mídia a tal ponto especializada, que  promove enfaticamente tal distorção como uma nova e grandiosa filosofia de jogo,que fatalmente será seguida mundo afora, com algum retardo europeu…

Será?  Claro que não, pois as contrapartidas motivadas pela contestação cada vez mais presente nas defesas fora do perímetro, principalmente na NBA, tem exigido prestações altamente precisas daqueles jogadores realmente especializados, que em absoluto é o caso da maioria de nossos jogadores, que se consideram conhecedores e praticantes desta seletiva e exclusiva elite dos realmente mestres, o que absolutamente não o são…

Uma partida com 28/61 nos 2 pontos e 22/61 nos 3, se torna inverossímil sob qualquer análise básica do jogo, quando o desperdício de 39 bolas longas, sabidamente imprecisas em qualquer estudo sério sobre direcionalidade e precisão em longas distâncias (existe uma pesquisa doutoral sobre este assunto – Iracema P.M. (1990)  “Estudo sobre um efetivo controle da  direcao do lancamento com uma das maos no basquetebol”- Tese de Doutorado, FMH/ Universidade Tecnica de Lisboa, Portugal), onde desvios de 0,5 graus na soltura e toque final na bola, tiram-na obrigatoriamente da amplitude do aro (os famosos “air balls”). Mas o que importa estudos e pesquisas sobre precisão e direcionalidade num basquetebol da mais alta qualidade como o nosso, onde “o jogo de risco” suplanta qualquer “princípio acadêmico”, e onde o “chutômetro e a chutação autofágica”, dita as regras da nova era filosófica do grande jogo tupiniquim e até internacional?…

Então caros e raros leitores, aguardemos os novos tempos do basquetebol  revolucionário e visionário pátrio, onde a atual e pageada filosofia do “chega e chuta” deixará de ser sazonal para se transformar numa endêmica e definitiva regra a ser, finalmente, sacramentada na formação de base ate a elite, num mergulho suicida de previsível conclusão, claro, para todos aqueles (muito poucos) que sabem muito bem para onde estara sendo levado o grande jogo no pais, sem que muita coisa possa ser feita para estancar a sangria final que se avizinha, e os resultados internacionais os exporão, como na recém finda Liga das Américas, onde os atuais finalistas foram varridos para baixo do tapete por equipes formadas e reunidas por algumas equipes hermanas que ja iniciam a contra reforma defensiva, ou não?…

Defesas cada vez mais eficientes nos “espaçamentos de quadra” que alguns apregoam como indefensáveis (vão entender do grande jogo assim nos quintos…), estarão operativas muito em breve pois, sucedendo uma “filosofia” ofensiva de jogo, uma outra defensiva ocorrerá, numa troca sucessiva e  clássica característica, que dota os desportos coletivos em sua apaixonante saga, a de nunca ver estabelecidas soluções sistêmicas definitivas, e sim como preâmbulos de fases evolutivas ad infinitum, sem as quais todo e qualquer princípio coletivista jamais sobreviveria, e um marcante exemplo desta evidência e a lamentável tendência de alguns “iluminados” em transformar um jogo grupal em individual, elevando aos píncaros os “duplos e triplos duplos ”, glorificando e endeusando a egolatria narcisista de uns pretensos ungidos, em função de uma coletividade, até mesmo nas constantes derrotas…

Enfim, teremos, por mais e incessante repetição, de enfrentar um ciclo olímpico da mesmice técnico tática que nos tem esmagado por mais de duas décadas, agora acrescida de uma “revolucionária filosofia”, produto direto do inteligente oportunismo na exploração de um hiato corporativista, no qual ninguém marca ninguém, e o último a acertar uma bolinha, vence o jogo e apaga a luz, em emocionantes e espetaculares partidas, numa triste confirmação do que aí está, e ficará por um longo tempo…

Que os pacientes deuses nos protejam…

Amem,

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OLHANDO DE CIMA E DE LONGE A HECATOMBE QUE NOS AFLIGE (FROM MADRID)…

 

32336969_10204727951996453_3230861501711515648_nNos 10 minutinhos que restaram do tempo de internet a bordo (estou viajando para a Europa, num presente de meus filhos), pude acessar a LNB e saber do jogo Bauru e Paulistano atestando pelas estatísticas (odeio falar de um jogo me espelhando somente nelas…) o quanto de razão sempre tive contra ao modismo vigente do desenfreado “chega e chuta” que tomou conta do indigitado basquetebol tupiniquim, e do quanto ainda teremos de caminhar para alcançar um padrão técnico e tático razoavelmente aceitável para o mesmo…

Nossas quadras, se veem dependentes da influência dos notórios estrategistas que arrogantemente instalaram a ditadura das bolinhas, incapazes que demonstram ser de inovar com coerência, e não a reboque de modismos, canhestramente copiados de uma matriz, que investe comercialmente, num mercado sem qualquer contrapartida técnico tática que realmente nos faça progredir. Olhando bem os números aqui de cima do Atlântico, talvez com alguma precisão, face a nossa larguíssima experiencia de “orangotango velho e encardido” o que vemos? Com a presença massiva da convergência no nosso vulnerável basquetebol, Paulistano, líder inconteste nessa “descoberta do novo”, insistiu vencer com um contundente e falseado 11/41 nos 3 pontos, contra 7/28 de Bauru, também convergindo, porem em menor escala, preferindo investir um pouco mais nos 2 pontos, mais precisos pela menor distancia, onde com seus 18/30 frente aos 12/28 da “turma inovadora” da capital, conseguiu levar a melhor numa partida duramente disputada (presumo isso pela grande incidência de lances livres, 25/34 e 18/28 respectivamente) dentro do perímetro, e o elevado numero de rebotes (51 e 39) e um relativo numero de erros de fundamentos (11/6), num placar final de 82 x 75 para os interioranos, levando a disputa para o quinto jogo. Como desde sempre, conclamo aos estrategistas atentarem para a aritmética mais simples e básica nessas horas, pois 30/58 nos 2, 18/69 nos 3 e 43/62 nos lances livres, nos remete ao confronto do irreal quanto a melhor maneira de se disputar um campeonato, onde convergir esta sendo definido como o brand new técnico tático dos nossos mais irreais ainda, sonhos da retomada do grande jogo entre nos o que se constitui na mais contundente e falsa das falácias,…

 

32293673_10156543872307474_2498468959544672256_nOntem, de um cafe aqui em Madrid, na companhia do meu querido filho caçula, ausente do Rio de Janeiro em seu refugio profissional e musical em Dublin,  por longos e saudosos oito anos, e que também foi basqueteiro, acompanhei curioso em tempo real, a saga inversa do Flamengo em seu derradeiro confronto com o Mogi pela classificação a final, perdendo para os donos da casa por contundentes e irrefutáveis 89 x 72 pontos, num jogo, como de praxe nos últimos tempos desse triste basquetebol tupiniquim, onde ambos convergiram assustadoramente (18/36 para Mogi e 17/32 para o Flamengo nos 2 pontos, e 13/27 e 8/31 respectivamente nos 3, as famigeradas e autofagicas bolinhas…), demonstrando tacitamente o quanto de muito bem pago primarismo, esses notórios, incensados e marqueteados estrategistas, produzem uma copia equivocada e fajuta que fazem do basquetebol da matriz,  apresentando um ex grande jogo (para todos eles) onde a presença do passo marcado do “pranchetismo midiático”, mais fajuto ainda, que tem nos levado cada vez mais para o fundo de um poço que parece infindável, da forma mais lastimável e trágica, para o que deveria ser o grande, grandíssimo jogo, neste imenso e dolorosamente injusto pais, onde o mérito sempre e, e continuara sendo ainda por muito tempo, substituído pela mediocridade e pusilanimidade de um corporativismo selvagem e deletério, ate um dia, quem sabe…

Prevejo com a maior tristeza que, a continuar essa farra irresponsável como esta sendo mal tratado o basquetebol brasileiro, desde a formação básica, ate a elite, e ai inclusas nossa seleções (na elite o Petrovic tem e terá pela frente essa praga hemorrágica), difícil ou impossivelmente emergiremos deste poço pavoroso, que continuará a ser escavado até os limites do impensável, por uma geração de estrategistas simplesmente…ora, deixemos para lá, e que se anulem entre si e seus pares…

Amem.

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NO VAZIO DEFENSIVO É SÓ CORRER E CHUTAR, OU NÃO?…

P1160407P116040917/39 bolas de 3, conseguiu o Paulistano, e 8/25 o Bauru, totalizando 25/64 em 40 minutos de jogo, sem contar as de 2 (15/29 e 15/30 respectivamente), mais 14/14 e 10/13 nos lances livres, números que comprovam o “alto nível” defensivo da partida, inexistente do lado do Bauru, um pouco melhor pelo Paulistano, mas nada que explique convincentemente a chutação desenfreada cometida por ambas, onde um dos contendores acertou bem mais que o outro, 17 contra 8, para um inacreditável total de 64 bolinhas, ou seja, por 39 vezes as equipes foram ao ataque, livres de contestação primária, e erraram, e continuarão a errar até o fim do campeonato, recomeçando no NBB 11 tudo de novo, pois no vazio defensivo é só correr e chutar, ou não?…

Brada o estrategista vencedor que essa é a maneira vencedora de jogar, queiram ou não as críticas em contrário, e que está mais do que comprovado que dá certo, como deu e dará daqui para frente. Tem razão o jovem estrategista, pois em “terra de cego quem tem um olho é rei”, e haja cego nesse NBB, ele inclusive…

Cita o Warriors como modelo, e de quem é fã, salientando que além de correr e chutar, apresentam o grande diferencial, defendem com precisão, no que concordo nesse aspecto, ainda mais contra adversários que dominam os fundamentos do jogo, onde a arte defensiva é fundamento básico também, antítese de nossas equipes, com jogadores em sua maioria ineficazes e incapazes de defender com alguma técnica, propiciando a plena liberdade para a existência da hemorragia dos 3 pontos, num equívoco que continuará abastecendo nossas seleções, desde a base, de encontro aos constrangimentos por que temos passado nas últimas décadas no concerto internacional…

Impossível traçar paralelos entre a chutação da turma lá de cima com os daqui, onde o enorme fosso que nos separam pelo pleno domínio dos fundamentos, caracterizam as grandes diferenças técnicas, e mais ainda as táticas, pois como estratégia básica, histórica e tradicionalmente são dotados das técnicas fundamentais desde a formação, o que pouco ensinamos aqui em terra tupiniquim, fator gerador das distorções que nos afligem, principalmente agora através o “inovador” sistema que está sendo  implantado, o “chega e chuta”, aceito, consentido e agora incentivado pela maioria dos estrategistas, oportunos utentes do modismo “que dá certo”, que deu certo, e que continuará a dar certo, esquecendo que modismos passam, não a tradição, o conhecimento sistêmico, e acima de tudo, o bom e eterno bom senso…

Mas voltando ao jogo, se deixar vencer por 31 pontos, levando 17 bolas de 3, numa semifinal, realmente não é para qualquer um, ainda mais para uma equipe que defende seu título da edição passada do NBB, mas como as demais, adepta da chutação e do limite zero em defesa, individual e coletiva, principalmente fora do perímetro, o que é lastimável…

Aguardemos o próximo capítulo, emocionante, espetacular, monstruoso, que não seja na acepção da palavra, assim espero…

Amém.

 

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AS CONTINHAS QUE GANHAM JOGOS…

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P1160401Creio que a aritmética mais básica foi agora considerada, com a equipe do Flamengo arremessando 9/25 (ainda exagerado…) de 3 pontos contra 9/32 do Mogi, investindo bem mais na média e curta distâncias (15/40 contra 14/28) alcançando maior produtividade em cestas mais precisas, otimizando seus ataques, e contestando com eficiência a artilharia convergente paulista, que na somatória final rendeu a tão necessária vitória para continuar na disputa com boas chances de reverter a classificação…

E mais, voltou o mais rápido possível (as duas faltas iniciais do Varejão ajudaram na decisão) a formação azeitada que vinha se impondo na fase de classificação, onde o JP Batista, o Alexandre, o Marcos e o Rhett, velozes, fisicamente enxutos, e se deslocando bastante, propiciavam constantes assistências internas por parte de uma eficiente e confiável dupla armação, numa fatorial combinação entre Cubillan, Pecos, Ramon, e em algumas situações com o Marcelo, formações estas que fluidificavam os ataques, como deveriam jogar desde sempre…

P1160403No entanto, a teimosa imposição do passo marcado via prancheta de seu estrategista, por pouco quase travou a fluidez apresentada, a tal ponto que, no último pedido de tempo, frente a insistente determinação por jogadas marcadas naquele delicado momento do jogo, onde deveria (como foi realizado pelos jogadores) ser mantido o princípio da improvisação consciente de seu experiente e calejado plantel, aconteceu uma interferência do Marcos sobre a explanação técnica apresentada,  contrapondo-a com veemência, e afirmando – Entendeu o que eu disse, entendeu?…

Acredito que o entendimento ficou bem claro, pois partiram para decidir um jogo capital, e que põe de volta a boa equipe carioca na trilha que poderá reverter o mando de campo para a decisão, a não ser que o estrategista paulista também refaça suas continhas, simples, desprovidas de pranchetas, porém repletas de bom senso e inteligência…aritmética.

Amém.

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AQUILO?…

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P1160384Assisti o jogo pela TV, atento como sempre, atônito e me beliscando para ter a certeza de que não errei o canal, trocando-o pelo Cience Sify, pelo inacreditável que emanava da tela, pelo inconcebível que testemunhava. Agora mesmo, tenho os números dispostos a minha frente, encostados no monitor, e olhando fixamente para os mesmos, continuo na dúvida se realmente assisti tudo aquilo, isso mesmo, aquilo, e não um jogo de basquetebol sério e coerente, do tipo que se bem ensinado e aprendido pelos jovens que se iniciam e adoram o grande jogo, os marcarão para o resto de suas vidas…

Mas aquilo? Me perdoem mais uma vez, aquilo não é decididamente basquetebol, e tanto é verdade que o estrategista guru da nova era que diz ter implantado, não aguentou e se retirou antes do fim, claro, premiado com duas faltas técnicas que provocou, criando um excelente álibi ao se ver derrotado, exatamente pela mesma cicuta que o fez guru na fase classificatória, em que convergiu em todas as partidas, estabelecendo o reinado das bolinhas em caráter definitivo para sua autofágica equipe, iludida pelo autodeterminismo de uma forma absolutamente absurda de jogar…

P1160388P1160394E os números Paulo, os números, e o que falam, como as pranchetas, explicam algo? Explicam, e muito, senão vejamos – Inacreditáveis 23/73 (11/40 para o Paulistano e 12/33 para Bauru) arremessos de 3 foram disparados, livres, raramente contestados, equilibrados, desequilibrados, em contra ataque, e até com os dois pés fixos no solo, numa quantidade que suplantou os de 2 pontos que ficaram num xoxo 22/56, sendo 10/28 para para o Paulistano e 12/28 para Bauru, complementados com os respectivos 6/9 e 10/14 Lances livres, tudo emoldurado pelos 26 erros de fundamentos (10/16), num digno fecho de sucata que mereceram…

O que se viu então, e o que nos aguarda se essa turma de estrategistas assumir nossas seleções daqui para frente (o que já está ocorrendo, infelizmente), senão o enterro definitivo do que ainda resta de digno e respeitável no grande, grandíssimo jogo entre nós, que teimam, insistem em destruir, escravos que são da falácia de que somos o ultra sumo dos arremessadores, neste mundinho chinfrim de falsos especialistas da longa distância, que tentam escamotear suas terríveis deficiências nos fundamentos mais básicos afastando-se da cesta, das zonas onde se dão os combates que determinam as vitórias, daí a lógica explicação do sucesso de americanos de baixa qualificação que aqui aportam, que mesmo assim são infinitamente superiores nos fundamentos, fruto de uma forte e tradicional formação de base em suas escolas e universidades…

Jogos deste teor nos preocupam, pois remetem as habilidades do drible, das fintas, dos passes, das seguras conclusões, da ação defensiva, chaves do coletivismo, para o limbo da aventura pura e simples, ou algum deles saberia discorrer na teoria e na prática da importância do controle do eixo diametral da bola no momento da soltura da mesma em direção a cesta, e a correta empunhadura a ser utilizada, saberia? Creio absolutamente que não, pois grassa no meio em que vivem, treinam e jogam o princípio do treino extra, aquele dos 500 ou mil arremessos, inúteis e dispersivos, na medida em que não sabem como e os porquês do fino e seletivo ato de arremessar uma esfera a mais de 6 metros e meio com pleno conhecimento tátil e mental no correto e controlado direcionamento a cesta, antítese dos costumeiros air balls, que foram muitos no jogo de hoje…

Convergências extremas como a do “espetacular” jogo de hoje deixam no ar uma definitiva questão – O que farão perante defesas fortes e contestadoras de verdade nas grandes competições internacionais, o que? Adianto um pouco, nada, nada mesmo, pois as grandes equipes senhoras dos fundamentos não permitirão, ainda mais quando pivosões vão lá para fora rivalizar com alas e armadores, numa demonstração tácita das imensas deficiências de suas equipes no jogo coletivo, aqui minoradas pela presença de americanos, que se fartam a granel ante tanta ausência defensiva, para gáudio de estrategistas que estabeleceram e estabelecerão mais ainda os famigerados duelos, quando o último a lançar a bola, se retira e apaga a luz, a luz do tão ausente bom senso. Uma lástima…

Amém.

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NEM TUDO É INVESTIMENTO…

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P1160377Na primeira partida a diferença foi de 17 pontos, nessa agora foi de 14, quem sabe na próxima baixe para um dígito, dando adeus ao NBB 10, que é o que acontecerá se a primeira colocada na fase classificatória não dirimir os erros repetidos em ambos os confrontos, contra Mogi, que nas palavras do seu melhor jogador, o Shamell, venceu como uma equipe coesa, sem protagonistas, etc,etc…inclusive elogiando a comissão técnica pela excelente estratégia escolhida e aplicada por todos (testemunho este discutível, por se tratar de um jogador sempre em litígio com seus técnicos), indistintamente, testemunho que discordo de pronto, pois o que se viu, repetindo o primeiro confronto, foi a disposição enérgica e decisiva e bem particular do trio americano, secundado por um Jimmy efetivo na defesa e presente no ataque, quase sempre complementando as jogadas e competentes bloqueios da trinca afinadíssima nos fundamentos, não fossem eles egressos da melhor escola de formação de base dentre todos os países que jogam e amam o grande jogo, e também por um Caio ainda muito limitado fisicamente, porém razoavelmente efetivo no combate direto a um Varejão mais limitado ainda…

P1160371P1160368A equipe do Flamengo decisivamente se perdeu pela indefinição tática de que é utente, a começar pela perda, na fase mais decisiva, da prestação técnico tática de seus dois pivôs em plena forma, o J.Batista e o Rhett, vitimizados por uma rotação secundária pela vinda do Varejão, bastante longe da condição técnica e física que ostentou na NBA, sobrando mais ainda para o Alexandre, claramente deslocado no sistema adaptado para atender os minutos obrigatórios (?) destinados ao renomado jogador, culminando com a maior de todas as perdas, por equívocos estratégicos (sim, estratégicos, e não táticos) na figura de seu melhor jogador, o Marcos, restando o trunfo derradeiro pela força anotadora, o Marcelo, que fortemente contestado pouco pode fazer. A equipe, com tantos talentos, possuidora, segundo o técnico Guerra, de um ferramental muito superior à da sua equipe, que tem menos, porém boas ferramentas também, viu-se, de repente, utilizando três armadores em quadra, propondo maior velocidade ofensiva, se perdendo mais ainda pela volúpia da trinca, tentando resolver a grave situação com arremessos irreais de “10 pontos” (foram 10/31 contra 9/25 de Mogi), como que abdicando do projeto sistêmico de sua equipe…

Para o terceiro jogo, decisivo na continuidade da competição, ou volta ao seu modo particular de jogar, mesmo sendo o sistema único, com a dupla armação mais do que testada, e a trinca alta composta de jogadores em plena forma física e técnica, afastando compadrios contratuais, ou não, com uma rotação definida pelas exigências do jogo, e não pela exposição de um poderio não tão determinante que julga ter, a equipe flamenguista poderá alcançar um respiro, uma chance de vencer a partida, ou levar um 3 x 0 nada recomendável a um investimento tido como vencedor. Os paulistas, com sua equipe dentro da equipe, tem todos os ases de manga sobre a mesa, clara e decisivamente pronta para a final. Façam as apostas, e os blefes também…

 

Amém.

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OS DOIS PRIMEIROS…

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P1160345E não deu outra, no primeiro jogo do playoff semifinal, a equipe do Flamengo abriu mão do seu enorme potencial ofensivo interno, para duelar com Mogi nas bolas de três, e se deu mal, ainda mais quando se viu contestado em suas 8/28 tentativas (Mogi arremessou 10/31), e assistiu seu adversário, mesmo abusando dos longos arremessos, investir mais vezes no jogo interno (19/33), em anteposição as suas 14/37 tentativas, e aqui vai mais um lembrete que estou cansado de fazer – bastariam optar pelos dois pontos em metade das bolas perdidas de três, no caso seriam 10 tentativas, para engrossar o caldo para a equipe paulista, mas com seu estrategista torcendo ardorosamente ao lado da quadra para que as bolinhas por ele consentidas caíssem, nada poderia ser feito, ou mudado, com ou sem discurso da prancheta. Às vezes, um pequeno exercício aritmético vence jogos, algo simples demais para gênios profundos e eruditos da estratégia…

P1160358P1160362No outro jogo, quase o mesmo panorama, pois o Paulistano, artífice da “nova realidade” do basquetebol tupiniquim, convergiu como de costume (16/31 de 2 pontos e 13/36 de 3), indo a linha do lance livre somente nove vezes (7/9), numa clara demonstração da quase total ausência defensiva do Bauru, permitindo 36 bolinhas absolutamente livres, sofrendo por conseguinte 13 acertos de 3 pontos, contra seus 7/23 de 3, e 15/35 nos 2 pontos, diferença capital para sua derrota por somente 6 pontos (78 x 72). Também, e a exemplo do outro jogo, bastaria ter trocado a metade dos erros nos 3 (11 tentativas) por bolas de 2 pontos, para vencer uma partida em que atuava seriamente desfalcado, originando uma rotação limite, contra um adversário completo…

Infelizmente, e por mais uma vez, testemunhamos o quanto ainda falta de discernimento e estudo verdadeiro do grande jogo por parte de nossos jovens estrategistas, no que concerne a estratégia verdadeira de jogo, que pouco tem a ver com sistema de jogo, pois como é padronizado e formatado por todas as equipes, torna-as altamente previsíveis em seus movimentos básicos, origem da mesmice endêmica em que vivem e produzem um tipo de jogo medíocre, monocórdio, desprovido de criatividade e improviso responsável, onde o padrão coletivista cede terreno ao individualismo desvairado nas penetrações, e principalmente na chutação de três…

Até o momento, com duas partidas realizadas, foram arremessadas 64/136 bolas de 2, e 38/118 de 3, e não duvido nada que com mais algumas, chutarão mais de 3 do que de 2, afinal está em marcha a redenção do basquetebol nacional nas gloriosas asas dos pombos…sem asas, sob a égide de “geniais” estrategistas com suas mágicas pranchetas…

Amém.

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UM (IM)PREVISÍVEL PANORAMA…

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pinheiros-x-bauruAcompanhei pela TV e pelas mídias os playoffs deste NBB 10, assim como uma boa parte dos comentários apostos nos blogs e sites especializados, sendo inclusive informado por um deles, que uma era estava se esgotando, acabando, a era Spurs, sucumbida pelo “novo basquetebol”, o da chutação dos três pontos, da incontrolável velocidade, dos triplos duplos, do exacerbado individualismo, do resultado acima de tudo, todo um corolário de evidências(?), as quais tornavam a continuidade vencedora da equipe texana improvável, segundo a ótica do articulista. Porém, o mais emblemático de tudo é o fato de seu técnico ter sido escolhido para comandar a equipe de seu país para o próximo ciclo olímpico e os mundiais, e que em se tratando de um líder “superado” pelo “modernoso” e incensado modismo, não se coadunará  com tão decisivo momento do grande jogo, deixando no ar uma questão – Afinal, como explicar tamanha blasfêmia, emoldurando um modismo que muito em breve fenecerá ante sistemas defensivos ensaiando o devido troco, num modus operandi permanente, quando ante uma evolução sistêmica ofensiva, é gerada outra defensiva, alternada e sucessivamente, conotando ao grande jogo sua permanente evolução, fruto perene da tradição?…

Em se tratando de basquetebol nacional, a continuidade da mesmice endêmica em sua forma mais devastadora, estratificou de vez, apesar de alguns  tímidos avanços de uma ou duas equipes, que evoluíram um pouco além da hoje aceita dupla armação, e a tríade de alas pivôs ágeis e mais rápidos pela maioria das equipes, adaptando o inamovível sistema único, com sua indefectível classificação de jogadores de 1 a 5, a um movimento sistematicamente criticado e combatido aqui nesta humilde trincheira, desde a efetiva e exitosa aplicação do sistema de dupla armação e três alas pivôs pela equipe do Saldanha da Gama no NBB 2, fato incontestável e inegável, apesar de omitido,mas hoje oportunisticamente (mal) adaptado por quase todos, salvo uma ou duas exceções no âmbito da mídia especializada…

Para o turno semifinal quatro franquias se defrontarão apresentando algumas particularidades, como a do Flamengo, talvez a que mais se aproxima daquele sistema, contando com três muito bons armadores, e uma plêiade de homens altos de grande mobilidade e qualidade, pecando somente pela teimosa mecanização tática de seu estrategista, amarrado a jogadas de passo marcado, de uma previsível prancheta, e de uma excessiva liberação dos chutes de três, absolutamente desnecessários em sua maioria, perante o efetivo e dominador jogo interno de que é possuída. Se liberta dessas amarras, dificilmente poderá ser derrotada, a não ser que sucumba ao jogo particular dos três americanos do Mogi, que constituem quase que uma equipe dentro da equipe, com movimentos e atitudes que ferem muitas vezes os desígnios táticos de seu estrategista, perdendo-se muitas vezes pela ausência de sintonia entre ambos, fator decisivo em algumas derrotas…

Paulistano, líder do desvario convergente no mais alto grau, se marcado e contestado efetivamente fora do perímetro, sendo oportunizado somente nas penetrações, onde poderá encontrar fortíssimos bloqueios, enfrentará grandes problemas contra Bauru, uma equipe que pelos sérios desfalques que sofreu, a começar por seu melhor jogador, o Alex, somente se sairá a contento se pausar e ritmar seu jogo, defendendo o perímetro com dedicação e muita paciência, e se utilizar ao máximo do seu forte jogo interno, duelando com o também forte bloqueio de seu adversário…

As duas equipes, ou pelo menos uma delas, que passarão ao playoff final, poderão encerrar de uma vez por todas este ciclo vicioso que nos tem amargado grandes retrocessos e insucessos técnico táticos, principalmente nas grandes competições internacionais, onde a hemorragia dos três pontos alcançou o pico máximo de sua desditosa evolução, numa autofágica influência, principalmente na formação de base, quem sabe apresentando algo de novo, evoluído, corajoso e determinante, onde o sistema de dupla armação e três alas pivôs interagindo permanentemente fora e dentro do perímetro, consiga atingir a tão sonhada fluidez coletivista, onde a criatividade e o improviso alcance sua forma mais efetiva e brilhante, antítese da saraivada descontrolada e suicida de dezenas de bolinhas lançadas das formas mais bizarras, inconsequentes e irresponsáveis. Somente lamento, e muito, me ter sido vetada  participação neste processo que iniciei na direção da humilde equipe do Saldanha, com conceitos e princípios didático pedagógicos estudados, pesquisados e profundamente adequados a nossa realidade de país carente de cultura e educação, que após oito anos não encontrou respostas convincentes ao desafio  feito a todos aqueles, que ao contrário de mim, tiveram e ainda tem as infindáveis oportunidades de lá estarem, apesar dos erros e equívocos que cometem até hoje, principalmente ao tentar adaptar seu absurdo sistema único àquela proposta, e não partir para desenvolvê-la com coragem e determinação, como deveria sê-lo, pois ao contrário do que apregoam os arautos midiáticos de que”as pranchetas falam”, muito pelo contrário, falseiam conhecimentos e domínio do grande jogo, estabelecendo o verdadeiro óbice do basquetebol nacional, a compreensão e a dimensão de um grande, grandíssimo jogo.

Amém.

yagoooEm tempo – Que maldade e falta do mais primário bom senso, lançar mais um de nossos escassos e imaturos prospectos a uma aventura mercantilista bem ao gosto dos que o empresariam, quando, ao contrário de australianos e canadenses, que os forjam no basquete universitário americano, auferindo no mínimo uma educação de qualidade, aumentam o poderio de suas seleções, e abrem algumas portas no hegemônico universo da NBA. Mas como o importante e básico é a grana em jogo, que se danem os princípios…

Fotos – Reproduções da TV. Clique duplamente nas mesmas para ampliá-las.

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