A HERANÇA…
È uma sexta-feira radiosa, e bem cedo pego meu velho Fiat 95 e parto para a cidade via Barra da Tijuca. Como moro na Taquara prenuncia-se uma viagem e tanto até meu destino. Mas o que vejo? O transito fluindo calmamente, sem atropelos, mudança esta sentida desde antes um pouco do inicio dos Jogos Pan-Americanos, quando estações do metrô foram inauguradas no sentido Barra-Penha e Barra-Botafogo, transformando a ida de carro praticamente num tour turístico pela belíssima orla do Rio.
ASSUNTANDO MAIS UMA VEZ…
Franca venceu a Super Copa com total merecimento, fechando um torneio com imenso sucesso de público, na contramão do Nacional com seus ginásios semi-desertos, inclusive o majestoso Maracanãzinho, ex-palco de decisões inesquecíveis num passado recente, onde clubes defendiam, e não alugavam , suas gloriosas camisas. Reafirmam os clubes-cidades paulistas seu poderio e grande comprometimento com o soerguimento do basquete brasileiro, somente faltando a integração, que se faz tardia, com os clubes dos demais estados na formação de uma Liga poderosa e politicamente forte, obrigando ao comando da CBB uma tomada de consciência e bom senso para sua implantação. Acredito seja esta uma solução factível e promissora para o futuro do grande jogo entre nós.
O FLAMENGO DA PATRÍCIA…
O Flamengo foi o campeão, lídimo campeão, pois se fez merecedor pelo grande esforço de estruturar uma boa equipe, aqui no glorioso Rio de Janeiro, enquanto seus co-irmãos alugavam suas também gloriosas camisas como vendilhões de suas tradições e história. Parabéns pelo feito, parabéns pela teimosia, marca registrada rubro-negra. E muitos parabéns aos jogadores e ao técnico Paulo Sampaio, e sua competente comissão técnica.
NOSSA SELEÇÃO…
Logo mais, por volta das 19 horas teremos duas partidas que poderão ser as decisivas nos campeonatos paralelos mais importantes do basquete brasileiro, quando Flamengo e Brasília pelo Nacional, e Assis e Franca pela ABCB jogarão suas terceiras partidas, com Flamengo e Franca vencendo suas respectivas series por 2 x 0.
ASSUNTANDO…
Quarto final, a equipe de Assis fica bem perto de equilibrar o jogo, mas seus jogadores, intranqüilos, cometem erros em profusão, e que nem mesmo seus melhores jogadores, o Probst, em mais uma exibição de como deve se comportar um pivô nos rebotes, além de comparecer eficientemente nos pontos de sua equipe, e o Nezinho em uma noite inspirada no ataque, conseguem superar a equipe de Franca, com seu armador Helio sem apresentar o melhor de seu condicionamento, mas jogando num sentido coletivista elogiável.
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