DESCAMINHOS…

Quarto jogo da serie, ginásio repleto, e duas equipes jogando rigorosamente iguais. E de tal forma, que o pesado pivô de Assis foi substituído por um mais ágil e veloz. E tem mais, no quarto final as duas equipes atuaram com três armadores, mantendo somente um ala de fato e um pivô. Resultado? Um jogo extremamente rápido, com os armadores mais habilidosos se impondo pelos dribles, fintas e arremessos precisos, tanto na distancia, como nas penetrações. Obviamente, o numero de assistências foi bastante significativo, assim como as fortes marcações, principalmente nos dois últimos quartos. Com reservas mais experientes, a equipe de Assis chegou mais inteira no final da partida, conseguindo uma vitória que leva a decisão para um quinto e ultimo jogo.

Mas algumas particularidades do excelente jogo evidenciaram aspectos que o comprometeram como espetáculo esportivo, principalmente pela atuação de seus técnicos e da arbitragem.

Comecemos pelos técnicos. É inadmissível que dois professores se permitam instalar microfones em suas lapelas, para, em alcance nacional exibirem e destilarem um sem numero de intervenções altamente comprometedoras às suas importâncias como lideres, incentivadores e exemplos a serem seguidos por uma juventude ligada e interessada na apaixonante mensagem do esporte, com seus princípios éticos e de altíssimo cunho educacional. Palavrões eram emitidos sem cerimônia, aos borbotões, e até chamamentos de “cunho psicológico”, no entender de alguns, mas profundamente chocantes quando dirigidos a comandados em publico e em cadeia nacional- “Vai jogar c……! Vai te catar rapaz, até um moleque de juvenil é mais macho! Bando de frouxos…”. Os mesmos alguns podem argumentar que foi um chamamento, uma “chacoalhada na moçada”, etc,etc. Se em particular, no momento de um tempo pedido, e longe de ouvidos que não os da equipe, já seria um absurdo tal intervenção radical e violenta, imagine em rede nacional de TV, como um exemplo do que ocorre numa relação técnicos-jogadores! E desde quando um técnico sério se permite dirigir e orientar uma equipe composta de frouxos? E estes, não se considerando como tais, se permitem ser dirigidos com tanta violência verbal, e o pior, publicamente manifestada? Se a vitória ao final justifica tais atitudes, de ambos, jogadores e técnicos, algo está profundamente errado em nosso já tão errado basquete.

E de tal forma a importância da TV incide em certos comportamentos, que vimos e ouvimos uma admoestação de um dos juizes a um dos técnicos reclamantes- “Vai na televisão, veja o tape, veja que você está errado…”, e mais adiante-“ Não reclame, apitei a seu favor antes”. E o pior ainda estava por vir. Final do jogo, diferença de poucos pontos para Assis, e um copo é lançado na quadra. A falta técnica é marcada, como recomenda o regulamento da competição. De imediato um técnico acusa o outro de ter lançado o copo na quadra, mas o juiz não contra-argumenta, dando seguimento à cobrança da falta marcada. Jogo que segue com chances de vitória para qualquer um dos competidores. Então, numa decisão clássica de compensação,é marcada numa falta comum, uma ação anti-desportiva, sacramentando o resultado do jogo. Caberia agora a todos nos dizermos ao salomônico juiz, “vá ver sua infeliz decisão na TV”. Faria todo o sentido, ou não?

Quanto a acusação publica de quem lançou ou não o copo na quadra, aquela se perde nos afagos declaratórios de admiração e orgulho que ambos nutrem um pelo outro, manifestos ao termino da terceira partida, também transmitidos em rede nacional de TV, sempre ela, imutável e testemunha de tantos descaminhos. Salve ela! Talvez não…



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