MUNDIAL- O DÉCIMO DIA: A DURA REALIDADE…

Observem bem essas fotos, e constatem o poder ofensivo de pivôs que driblam bem, passam com segurança, arremessam com precisão, chamam uma dobra para liberarem arremessos de três, trabalham em estreita coordenação com um outro pivô, e tudo isso em permanente movimento dentro do perímetro interno, e teremos uma imagem vencedora, junto a uma equipe solidária e, repito e sempre enfatizarei, permanentemente em movimento, todos, sem exceção.

Disfarçada como utente do sistema único, a equipe argentina sempre atacou com dois armadores, Prigioni e Delfino, revezados para descanso pelo Cequeira, e três homens altos e habilidosos se deslocando em velocidade pelo perímetro interno, Scola, Oberto e Jansen, revezados pelo Gurtierrez, Gonzáles e Quinteros.

Agindo desta forma, sempre preservaram a estatura e o posicionamento reboteiro, assim como os preferenciais arremessos de 2 pontos (22/39 – 56.4%), contra os 17/30 -56.7% da equipe brasileira, e o alto percentual dos arremessos de 3 (11/18 -61.1%), contrastantes com os 12/24 – 50% dos brasileiros, e que somados aos lances livres ( 16/20 – 80.0%), contra 19/25 – 76.0%, os levaram a uma vitoria merecida e irretocável.

Em suma, mesmo atrelados ao sistema único e universalizado de jogo, os argentinos mantiveram solidamente seu principio de atuarem com dois armadores de altíssima técnica, e três homens altos também muito técnicos próximos a cesta, fazendo com que a bola entrasse e saísse do perímetro interno sequencialmente, propiciando arremessos curtos, médios e longos precisos, equilibrados, e principalmente coerentes com as movimentações propostas, culminando com o pleno aproveitamento das imensas qualidades do Scola, que com seus preciosos 37 pontos, frutos do envolvimento coletivo de sua equipe, colocando-o permanentemente em condições de arremesso, conseguiram por mais uma vez, derrotar uma equipe que ainda se mantêm escrava de individualismos exacerbados, e muitas vezes improdutivos.

E mais, conseguiram exercer uma forte defesa no quarto final, depois de preservarem ao máximo seus veteranos jogadores no transcorrer dos três quartos iniciais, e que mesmo assim conseguiram antepor a metade dos 24 arremessos de três da equipe brasileira, conseguindo esta antepor 7 dos 18 tentados pelos argentinos, numa prova cabal de que ainda teimamos em “pagar para ver” o resultado dos arremessos de três adversários.

Jogamos todo o tempo com um só armador que, aliás, teve uma participação soberba, porém muito mais como anotador, do que armador propriamente dito. Huertas jogou muito bem para um armador finalizador, mas não como um arquiteto de jogadas, já que as mesmas foram substituídas pelas performances individuais do Leandro, do Alex e do Guilherme, e praticamente inexistentes para os nossos pivôs, Spliter e Varejão, que somente anotaram 10 e 7 pontos respectivamente, contra os 37, 15 e 7, do Scola, Jansen e Oberto, numa desproporção imperdoável, e apresentando uma conclusão constrangedora, a de não sabermos fazer jogar nossos pivôs, técnica e taticamente, reforçando o posicionamento do Oscar de que pivô ali está somente para pegar rebotes, e fazer uns pontos quando tiver chance. Pelo que vimos, constatamos e sentimos na pele mais uma vez, os argentinos não pensaram dessa forma, e olha que têm também ótimos arremessadores de três, como o grande jogador patrício, com uma diferença fundamental, jogam para a equipe.

Finalmente, o fator mais instigante, mais contundente e revelador, a grande, enorme diferença no domínio dos fundamentos que nos separam dos argentinos, domínio este que somado aos longos anos de pratica e títulos conquistados, auferem aos nossos hermanos, um senso de equilíbrio e total controle emocional de tal ordem, que parecem, e provam a cada jogo contra nós, que na hora da verdade, naqueles segundos decisivos esse controle se fará presente, fluido e vencedor, resultante de um longo e bem planejado trabalho, desde a base, e não o oba oba que se instalou no âmago da formação de nossos jovens e de nossos técnicos, onde a imposição do sistema único, somado à desinformação endêmica e absoluta ausência de um projeto didático pedagógico formulado por quem de direito, culmina, e continuará culminando em decepções como as de hoje, onde o inegável talento de nossos jogadores é limitado pelas deficiências nos fundamentos e na nossa negativa em ir de encontro a novas propostas técnico táticas mais de acordo com nossas qualidades e tradições.

Temos um longo caminho ainda para percorrer, que não será fácil, e custará a frutificar, visando 2016, e somente com mudanças efetivas e até certo ponto radicais, em projetos e pessoal, visando um arejamento multifuncional, é que poderemos almejar atingirmos aquela data com uma geração bem formada, bem treinada e principalmente, cônscia de suas responsabilidades. O contrario será a prova da impostura, da má fé e do oportunismo. O império do Q.I. tem de ruir, pois todos os impérios, um dia, caem.

Amém.



25 comentários

  1. Professor Paulo Murilo,

    Concordo com os seus comentarios e aproveito para elaborar um pouco mais sobre o que eu observei e os pensamentos que fluiram em minha mente durante o jogo do Brasil com a Argentina:

    1. Necessidade de tecnico estrangeiro – me sinto envergonhado, como brasileiro e tecnico de basquetebol militante de que um pais com a tradicao e a dimensao do Brasil tenha que trazer um tecnico estrangeiro para dirigir a selecao principal. O que eu pude observar durante os jogos do Brasil no mundial foi um compromisso e uma seriedade maior por parte dos jogadores aceitando as subsituicoes e o comando do tecnico sem reclamar ou questionar – o sistema de jogo unico adotado, ou seja o Brasil ataca igual a 80% das equipes que participaram do mundial, e os erros de fundamentos de marcacao continuam os mesmos… Sera que nos precisamos de um tecnico estrangeiro somente para termos lideranca e respeito sobre os jogadores? Nao estou contestando o valor e a qualidade do Magnano, mas sera que nao temos tecnico no nosso pais para tal funcao?
    2. Nao fico satisfeito em perder de pouco para a Argentina – ou disputar uma competicao de uma forma mais competitiva do que as anteriores – outrora uma derrota para a Argentina – por qualquer diferenca de pontos – era considerado uma catastrofe.
    3. Ficou evidente durante o jogo que o sistema defensivo brasileiro ficou muito comprometido com a formacao de 3 baixinhos e 2 altos – pois foi ai a diferenca do jogo – e a Argentina soube aproveitar esta situacao tanto dentro do garrafao quanto fora no ataque e na defesa.
    4. Ficou evidente tambem de que o Brasil nao sabe marcar o 3 pontos e nao sabe marcar o pick and roll – sempre trocando – os argentinos sabendo disso sempre exploraram os seus pivos contra os baixinhos em situacao de “mismatch” dentro do garrafao, no rebote ofensivo ou no 1-contra-1.
    5. Pude constatar tambem de que o nosso Head coach nao conhece o time do Brasil – ou seja com 6 minutos faltando para o termino do 4 quarto ele nao sabia quem deveria estar na quadra pelo Brasil para encerrar o jogo – o nosso tecnico infelizmente abusou das subsituicoes no final da partida – talvez tentando achar uma melhor combinacao ou solucao defensiva – mas o que aconteceu foi que o Brasil nao soube atacar e nem defender e se nao fosse pela atuacao inspirada e corajosa do Huertas teriamos perdido de mais pontos de diferenca.
    6. Nao sei e nao entendo como o Brasil en nenhuma momento utilizou uma formacao de 2 armadores e 3 pivots – trazendo o Murilo ou o JP do Banco – esta formacao poderia ser utilizada qdo o Brasil marcou por zona ainda no primeiro tempo porem – O Brasil estava marcando 3-2 e quando a bola estava na lateral o homem do Brasil responsavel pelo rebote do lado oposto era muito baixo e perdemos a maioria dos rebotes defensivos.
    7. Quando marcando zona – a selecao nao soube marcar o pivot que “flasH” dentro do garrafao vindo do lado oposto para receber a bola na altura da linha do lance livre. Isto aconteceu e o Scola acabou com o jogo.
    8. Nao entendo tambem a falta de comando e de atencao na marcacao dos homens cestas da Argentina ou seja – o Scola e o Delfino – estes nao deveriam receber os passes – estes deveriam ser marcados na linha da bola com a linha do passe sendo negada e quando na posicao de pivot o scola deveria ser marcado pela frente e nao por tras.
    9. Como podemos justificar a falta de atencao no sistema defensivo brasileiro principalmente no 4 quarto onde os argentinos anotaram 27 pontos.
    10. Outra coisa – o que podemos falar de uma defesa que em um jogo decisivo deixa o adversario anotar mais de 20 pontos por quarto? Em nenhum momento do jogo nos mudamos a nossa pegada defensiva – a Argentina por varias maneiras modificou a pegada defensiva durante o jogo.
    11.Gostaria tambem que alguem explicasse a importancia e a funcao de uma comissao tecnica durante o jogo – em nenhum momento do jogo observei os nosssos assistentes conversando ou dialogando com o Magnano , especialmente durante o jogo, pedidos de tempo e durante o 4a quarto.

    Resumindo professor – e baseado no que eu assisti e observei de longe – me sinto envergonhado e desprestigiado sendo Brasileiro e profissional do esporte tendo um estrangeiro dirigindo a selecao do meu pais!

    Acredito que temos tecnicos com capacidade para dirigir o nosso selecionado eficientemente – o problema esta no conceito de jogo e no trabalho de base e na falta de fundamentos.

    Agora so nos resta saber em que lugar nos terminaremos a competicao. Como brasileiro quero parabenizar os nossos atletas pela luta e pela coragem com que disputaram o mundial ate as oitava de final – mas tudo isso e muito pouco para um pais com a tradicao do Brasil e para esta geracao de jogadores.

    Seja o que deus quizer. Ate breve…

  2. Douglas Stapf Amancio 08.09.2010

    O que vimos ontem no 4º período foi uma defesa completamente perdida nos pick nad roll. Não foi na habilidade de 1×1 de Scola, nem a experiência de Delfino. Simplesmente os argentinos isolaram os outros 3 jogadores no lado oposto da quadra e o pick and roll saía com a dobra e o Scola ficava livre por 1 ou 2 segundos (sendo que 0,5 segundi já é o suficiente para um jogador desse nível) até que o jogador da rotação decidisse sair de seu marcador para marcar o Scola. Diga-se de passagem Varejão, Splitter e Marquinhos falharam cada um algumas vezes no ultimo quarto essa cobertura.
    Lógico que essa não foi a causa da derrota, todos os sites especializados fizeram uma lista gigantesca de causas e motivos mas erros individuais básicos foram expressivos.
    Nem dá pra comentar o arremesso do meio da quadra do leandrinho que ficou 10 segundos com a bola na mão até decidir chutar da linha dos 3 do vôlei. Muito menos a falta de assistências. Nem as 3 faltas inexistentes no 4º período que a arbitragem protecionista marcou a favor do Scola quando todos em volta estavam parados e de braços erguidos. Nem a movimentação ofensiva de 15 segundos que resultavam nos 9 segundos restantes de 1×1 ou 2×2 com a defesa totalmente postada… e só! (Se é pra jogar assim então já chegue fazendo 1×1 ou 2×2, ao melhor estilo Cleveland Cavaliers 2010. Não desperdice 70% do ataque fazendo corta-luzes e gastando energia à toa! Ops, não temos um Lebron né?)

    O Brasil foi previsível. A comissão argentina fez um bom trabalho com as gravações dos jogos anteriores do Brasil. Faltou arrojo e ousadia.

  3. Professor,

    E lá vamos nós.

    Segue um texto mala, de desabafo, consternação, desilusão, ou sei lá o que exatamente. Mas parece que não tenho nada para fazer da vida, e a última queda não sai da minha cabeça.

    Foi duro de engolir a derrota de ontem, para mim, dessa vez só como torcedor. Um pensamento que tive durante esse Mundial continua, o que me leva a crer que não era apenas uma pirraça de momento ou um devaneio.

    O que considerei positivo é basicamente o que se tem falado por aí: o fim da montanha russa dos tempos de Lula Ferreira, mais dedicação à defesa, respeito ao treinador, uma estrutura que parece estar um pouquinho melhor, o Huertas crescido etc. Sei que o senhor não é o maior fã desses tópicos e que talvez seja pensar de modo pequeno e muito limitado (ainda mais depois do comentário acima, de outro muito mais entendido do assunto). Mas peço licença para colocá-los aqui.

    O mais importante é que não sai da minha garganta esse gosto azedo de “vale a pena ver de novo”. No fim, jogamos como nunca e perdemos como sempre (estou desconsiderando aquele jogo contra a Croácia, mesmo, pois eles foram um time contra Eslovênia e Sérvia e outro contra o nosso). Agora, pior: se pegarmos os placares dos jogos finais da montanha russa em 2006, vamos ver que perdemos de pouco para Turquia, Lituânia (muito mais encorpada) e até Grécia. Não sei se vão achar besta isso, mas, no fim, o resultado não foi tão superior. Quer dizer, subimos de 19º para nono, mas não sei bem o quanto isso é animador. Se tivéssemos a Austrália no lugar do Irã na primeira fase, será que seria desta forma?

    Cometemos os mesmos erros bestas. Nossos jogadores não sabem executar no fim, pela falta de conhecimento e fundamento. Falta um craque, mas não é só isso, né? Cometemos erros infantis no finzinho que não podem acontecer, como a fatídica tourada do Leandrinho na lateral direita da quadra e a bizarrice de dar liberdade para o Scola chutar livre, muito livre de média distância – revi o compacto no SporTV no início da madrugada, e eles estão lá, de modo chocante. O cara jogou muito, fez duas cestas incríveis, mas o Brasil conseguiu dar liberdade para o cestinha do Mundial, e custa me crer que o plano defensivo do Magnano previa isso. Chega uma hora que a influência do treinador tem um limite.

    Acho que chegamos ao limite dessa geração. Sinceramente? Não sei o que mais dois meses, ou menos até, no ano que vem vão fazer a diferença em quadra. Os princípios, a filosofia, o comando do argentino já foram alardeados pelos jogadores este ano, eles assimilaram o que tinham de assimilar. O Magnano pode fazer ajustes aqui e ali, mas, em geral, vejo um time formado, com as cartas marcadas. A atual configuração nos limita. O que me atormenta é que não vamos além disso. Acho que somos o que seremos. Estaremos sempre lamentando os jogos parelhos, os “o que aconteceria se…” (em termos de desfalques, não tem o que comentar sobre esse Mundial, pois todos estão enfraquecidos), as panes, e o tempo está passando. Ou será que já não passou?

    Veja aleatoriamente as idades dos jogadores da seleção: 35, 29, 27, 18, 30, 27, 27, 27, 30, 28, 26, 25 (que em 2012 serão 37, 31, 29, 20, 32, 29, 29, 29, 32, 30, 28 e 27, e em 2016 serão 41, 35, 33, 24, 36, 33, 33, 33, 36, 34, 32 e 31). Perdemos o bonde, me parece totalmente o caso desta geração. Não somos mais “inhos”, não sei o que mais que esse grupo pode render. O que me leva à questão essencial: como conciliar os projetos de Londres 2012 e Rio 2016? É algo que a CBB já deveria pensar, embora talvez seja pedir demais.

    Vejo três caminhos básicos.

    1) Se mantivermos a mesma base e fizermos opção por uma coisa de cada vez, vamos com apostar todas nossas fichas no torneio britânico. Com a ilusão de que ainda dá pra sonhar com alguma coisa com essa equipe atual. Mas corremos o risco sério de tombar novamente – ou até mesmo de nem nos classificarmos, aliás, porque muito disso vai depender do sucesso dos EUA nesse mata-mata na Turquia – ou ir para Londres para terminar de novo em nono. Desta forma, teríamos só quatro anos para montar uma nova equipe quiçá competitiva para não fazer feio em casa.

    2) Podemos optar por um meio termo, trocando metade da equipe, com um esforço diplomático necessário para buscar os garotos mais prontos da futura geração e olhar com mais carinho para nosso quintal. Lembrando que alguns garotos na Espanha já recusaram ou perderam diversas convocações por motivos de lesão, problemas de liberação ou má vontade mesmo, e outros veteranos do NBB sequer são cogitados pela panela. Seria importante que nossa CBB se empenhasse em se aproximar desses garotos também, e não só dos chamados astros, e olhar para cá sem receios.

    3)Uma reformulação drástica, com sacrifícios, abrindo mão de 2012, focando 2016, com a construção de uma nova seleção, sonhando com uma equipe de base quase-permanente com o Magnano (o cara dirigia time sub-19 na Argentina, então dá pra fazer aqui Tb, não?) ou sem Magnano.

    Esse caminho não existe realisticamente fora da minha cabeça. É só um delírio, enfim. Seguraria apenas Huertas (33 anos no Rio) e Splitter (31 anos) e abriria mão de todos os outros, incluindo o trio ternura da NBA. Tenho a impressão de que, além das falhas em suas formações técnicas, existe muito trauma para a cabeça dessa geração em geral. Pelo quarto ano seguido de derrota (tirando 2009), eles perdem e fogem da imprensa in loco. Por que isso? Porque o Felipe Melo e todo os Dunguistas dão entrevista numa eliminação de Copa do Mundo da FIFA e nossos homens do basquete se omitem? Ontem, só dois jogadores deram entrevistas, e o Huertas só porque foi obrigado a comparecer à coletiva oficial. Novamente sobra o coitado do Splitter pra dar a cara para bater, e mais nada. E, quando falam, acompanhando o noticiário dos enviados, vejo as mesmas lamúrias se repetindo, e isso é desolador. Temos um time que não amadureceu. E imagino que o sumiço para entrevistas esteja intimamente ligado a nossas falhas mentais em todos esses jogos parelhos. Para não falar novamente sobre fundamentos.

    Um projeto interessante de ser observado é o da Sérvia. O problema deles foi mais disciplinar do que técnico, mas o novo, velho técnico deles de hoje e a federação disseram um “basta” a uma geração de reclamões da NBA e estrelas europeias enciumadas. Trocaram tudo, segurando apenas seu pivô Nenad Krstic. Fica mais fácil, claro, porque eles tinham uma fornada prontinha para ser usada (são oito jogadores nascidos entre 1986 e 1989, que jogam juntos há muito tempo). Ainda assim… É um exemplo.

    Abraço,
    Giancarlo.

  4. Renato 08.09.2010

    Pois é. Estou aqui tentando me reconciliar com a frustração.

    Pensando bem, acho que este time do Magnano jogou muito melhor que as encarnações anteriores (de Lula e Moncho), mas a frustração ainda fica porque fica claro que jogou muito menos do que *poderia* jogar.

    Em que pesem os erros defensivos tão bem apontados no artigo, acho que o Magnano acertou bem a defesa, sempre em comparação às convocações anteriores.

    Por outro lado, acho que não conseguiu colocar um esquema ofensivo que este grupo de jogadores conseguisse executar com naturalidade. Mesmo nos jogos contra times mais fracos, percebia-se a hesitação dos jogadores na movimentação, as reações não eram automáticas, o time sempre meio “travado”.

    Acho que estes jogadores (principalmente os que atuam no Brasil, mas não só eles), se acostumaram com décadas dos esquemas “oba-oba”, em que o pessoal ia pra cesta mais por instinto do que por obra de jogadas ensaiadas ou posicionamento. Aí quando tiveram de jogar “quadradinho”, ficaram todos meio perdidos. Em especial o Leandro Barbosa (que nunca tem de jogar em ofensiva estruturada de meia quadra nem no seu time na NBA).

    Acho que o desafio de qualquer técnico que assuma a seleção brasileira é o de capturar essa inclinação ofensiva dos jogadores e colocá-la a favor de um esquema agressivo, em que haja espaço para o improviso natural, mas sem abrir mão de uma estrutura básica e rígida que determine as linhas gerais do ataque. Não é trabalho fácil, mas é possível. O que o Magnano acabou fazendo foi o extremo de (tentar) subordinar os jogadores a 100% de ensaio e estrutura, e aí a coisa não deslanchou.

    Provavelmente culpa da convocação. Eis o problema que é crônico, e apontado exaustivamente aqui, mas mas também por 10 entre 10 analistas *independentes* da nossa cena de basquetebol.

    Se a intenção do Magnano era jogar assim “quadradinho”, talvez tivesse de ter convocado mais jogadores com este perfil. Certamente o armador reserva não seria o Nezinho, o nosso ala-armador titular não seria o Leandro, e por aí vai. Guardadas as devidas proporções, é como convocar o ataque do Santos com Neymar, Robinho e André, e aí tentar botá-los pra executar o esquema tático do Dunga. Não vai funcionar nunca.

    Pode ser o técnico estrangeiro mais capacitado do mundo, mas se não está aqui o ano todo pra conhecer os jogadores e saber com quem pode ou não pode contar, vai se ver com um elenco não muito adaptado ao esquema que quer pôr em prática.

    Mas, pensando bem, se ele passar aqui o ano todo, assistindo o campeonato inteirinho, e ver a desgraça que é a falta generalizada de fundamentos que assola os elencos do basquete nacional… é capaz que fuja correndo de volta pra Argentina!

  5. Ola Douglas,
    Concordo com o seu comentario e vou alem.

    O Brasil nao me pareceu ter um plano de jogo pra ser executado contra uma equipe de meia quadra e pesada como a da Argentina. De uma forma global e unica o Brasil so pressiona depois de lance livre. Na minha opiniao, o ritmo de jogo foi sempre controlado e imposto pela Argentina – nos como uma equipe mais leve e mais baixa tivemos que jogar 5×5 e isto so favoreceu o time mais alto e pesado da Argentina.

    Acredito tambem que o plano de jogo defensivo deveria variar tambem quando a Argentina ficava sem o seu armador principal e isto nao aconteceu. O Brasil nesta competicao jogou da mesma forma se perdendo de 10 – empatado ou ganhando de 20.

    Outro ponto importante, quantos pontos nos conseguimos anotar de jogadas especiais, ou seja, fundo bola, lateral, saida de contra-atque apos lance-livre convertido ou nao do adversario, etc.?

    Nao adianta aqui crucificarmos os jogadores e as decisoes dos mesmos durante o jogo – na minha maneira tecnica de observar e analisar o jogo – acho que a maior falha veio do comando pois com 1 semana de treinamento eles mostraram naos er capazes de desenvolver um plano de jogo especifico para a Argentina.

    Nem as jogadas ou movimentacoes do ataque foram modificadas – nao so elas cansam os nossos jogadores como sao tambem altamente previsiveis.

    Enfim – estou tecendo este comentario – porque esperava mais de um tecnico profissional especialmente noq ue diz respeito ao planejamento tecnico e tatico para uma competicao como o mundial.
    No mais so nos resta ficar aqui torcendo por uma classificacao honrosa para esta equipe que pelo menos mostrou ter coracao e coragem e amor a camisa.

  6. Luiz Eduardo 08.09.2010

    Então quem seria o técnico brasileiro?
    Também acho que Magnano fraquinho. Foi campeão olimpico por acaso.
    O técnico servio, que também ja ganhou umas medalhinhas por ai também não evitou que o Scola fizesse 32 pontos.
    O adversário( 1° no rankng Fiba) não tem mérito algum.
    Se eu fosse o magnano voltava para o pais dele, afinal ficar aqui Pode impregnar nele a cultura de só reclamar e nunca fazer nada.
    Desculpem o desabafo.

  7. Alex Netto 08.09.2010

    Professor, o que mais me irrita após cada derrota ou
    eliminação “traumática” como esta é ouvir a seguinte frase dos
    locutores e comentaristas das nossas redes de televisão:

    “Não soubemos fechar o jogo.”

    E o mais engraçado é que essa batida frase já se ouve a pelo
    menos 8-10 anos.

    Ocorre é que, quando enfrentamos as chamadas equipes fortes (EUA e
    Argentina – América – e as seleções européias de ponta – seleções
    que defendem “a moderna” ) o Brasil têm enormes dificuldades,
    principalmente nos momentos decisivos da partida, onde as já
    fortes defesas, apertam ainda mais seus sistemas defensivos.

    Aí o motivo das derrotas brasileiras nos instantes finais
    das partidas e não o “não soubemos fechar” que a cada derrota ou
    eliminação “traumática”, ouve-se dos nossos locutores e
    comentaristas nas redes de televisão e que me irrita profunda-
    mente.

    Observe que nos instantes finais das partidas contra adversários
    que defendem “a moderna”, e que nesta fase do jogo apertam ainda
    mais suas defesas, ou o Leandrinho “bate para dentro”
    desbaratadamente ou tentamos chutes de três totalmente
    desequilibrados e pressionados pela defesa do oponente, ou seja,
    a possibilidade de conversão da cesta se reduz ao extremo.

    Já as seleções das escolas onde se pratica um basquete mais
    moderno ou avançado, nestes momentos da partida, ou tentam
    o “easy basket” (colocar os seus pivôs em condições de fazer a
    bandeja ), visto as facilidadades que encontram para penetrar na
    defesa brasileira.

    Veja as palavras do armador argentino após a partida de ontem:

    “O que me surpreendeu é que encontramos facilidades na defesa
    brasileira.”

    http://globoesporte.globo.com/basquete/noticia/2010/09/prigioni-marcelinho-huertas-poderia-fazer-todos-os-pontos-que-quisesse.html
    ( * último parágrafo )

    Ou utilizam jogadas simples mas extremante eficazes como o give
    and go, utilizada ontem ao extremo entre o Prigioni e o Scola nos
    momentos decisivos da partida.

    Pergunto ao professor:

    a ) Nossa comissão técnica, que é argentina, não sabia que os
    hermanos utilizam essa jogada a pelos menos uma década desde
    a época que o armador titular da argentina ainda era Pepe
    Sánchez ?

    Jogada esta feita A EXAUSTÃO e principamente nos momentos
    críticos da partida onde a defesa do time adversário aperta/
    fica mais pesada, até como forma de colocar seus jogadores
    LIVRES para o arremesso

    b ) Se sabiam pq não houve planejameto para que fosse anulada ou
    para que, pelo menos, o arremesso do Scola fosse contestado ?

    c ) Pq ainda não acresentamos ao repertório de jogadas da
    seleção, esta simples MAS EFICAZ JOGADA, que a escola
    argentina utiliza a pelo menos uma década ?

    Jogada de nenhuma beleza plástica mas como já mencionei
    extremamente eficaz !

    Em síntese:

    Enquanto o Brasil não evoluir defensivamente não alcançaremos
    resultados expressivos no cenário internacional, porém isso é uma
    medida que deve começar na base, incutir na cabeça do garoto o
    quão importante é a defesa no basquete e que o basquete começa
    pela defesa e não pelo ataque como se apregoa por aqui.

  8. Luiz Felipe Willcox 08.09.2010

    Meus caros,

    Acho que foi um jogo duro, em que o Brasil enfrentou uma equipe superior. Não acho que daria para ter ganho, embora o placar tenha sido apertado, porque o jogo se desenrolou à feição dos argentinos. Quem acompanha o blog do Paulo Murilo não se surpreendeu com o que viu em quadra: as trocas de 2 por 3 a cada dobra no Scola em que ele achava o Gutierrez ou o Delfino livres no perímetro; as bolas que o Scola recebia com seu marcador atrás; a falta de recursos ofensivos quando não se podia fazer o jogo individual.

    Há pequenas coisas que se pode colocar na conta do técnico, como a convocação de jogadores pouco úteis, mas, de resto, e particularmente no jogo de ontem, acho que ele mexeu bem e esteve sempre atento. No último quarto, ele pareceu perceber que não ganharíamos se não mudássemos alguma coisa e tentou trocar jogadores, talvez esperando que algum dos nossos sofresse o efeito Jasen e acertasse.

    Qualquer análise tática fica prejudicada, por mim, quando há algumas deficiências de fundamentos gritantes em jogadores brasileiros. Os maus fundamentos acabam reduzindo os recursos dos jogadores e levando a leituras erradas do jogo e das ações a executar. Meu pai sempre diz que basquete é um jogo que requer inteligência e isso não precisa vir do banco. Alguns exemplos: o Leandrinho na citada bola lá de longe não conseguia ver alternativa, já que seu leque de opções não lhe permitia. Em outro lance, a câmera mostrava o jogo trancado em uma ala de ataque e, na ala oposta, o Leandrinho se escondia na zona morta. Nem ele se movimentou, nem a bola se movimentou, e perdemos os 24″. Na defesa, inúmeras vezes perdemos rebotes com o Varejão cercado por dois ou três, o que levou à diferença de 14 x 2 para eles em pontos de “segunda chance”. E o lance mais emblemático, para mim, foi em uma das últimas cestas de quadra do Scola. O excelente argentino sofreu dobra durante o jogo todo. O Brasil vinha marcando bem, o Huertas pressionava o Prigione e os argentinos corriam o risco de perder a posse de bola. Scola sobe na cabeça de garrafão, com o Varejão em cima. Eis que o Varejão resolve sair numa dobra no Prigione, que passa pro Scola converter livre. Isso não pode ter sido treinado pelo técnico.

    Abraços!
    Luiz Felipe

  9. Fernando Lopes 08.09.2010

    Na minha opinião de jogador de fim de semana o jogo foi muito igual. Primeiro quarto empatado, segundo brasil 2 ptos na frente. Terceiro empatado. O que me parece é que faltou tática no último quarto.
    Não gostei da atitude do Magnano. Pediu os tempos cedo demais e não armou nenhuma estratégia de fim de jogo. Deve ter gostado da vitória do seu país.

    A Argentina se aplicou na marcação no final e dificultou o jogo de garrafão. Era pra colocar o Marcelinho pra decidir dos 3. Não sei não se o brasil perderia numa melhor de 3 ou 5 jogos. Eu não vi uma Argentina tão superior.
    Desculpem se falei bobagem, mas acho que está seleção está em evolução.

  10. Suzana 08.09.2010

    Opa!

    Concordo com a maioria das análises acima, mas quero destacar uma coisa que me chamou atenção de forma marcante ao assistir o jogo: a defesa do Pick’nd roll (ou a falta de). Se Scola fez quase a metade dos pontos do jogo, por que dobrar no cara da bola e manter esta dobra tempo demais, deixando o Scola livre a 2m da cesta?

    Não acredito que o técnico não tenha tentado corrigir isso.

    Uma equipe campeã não é um grupo que se reúne na beira do campeonato. Ela tem de começar lá nas seleções de base com um trabalho constante que vai levar alguns bons anos.
    abraços!

  11. Clayton 08.09.2010

    Prezado Professor Paulo Murilo, apesar de um pouco fora do contexto, pois não sou gabaritado para fazer essas análises táticas do Mundial, gostaria de saber se poderia me sugerir material didático, livros, DVDs sobre iniciação no Basquete.
    Abraços,
    Clayton.

  12. Basquete Brasil 08.09.2010

    Walter, ficamos classificados em nono, sob critérios que a FIBA ainda não forneceu, mas gostaria muito de tomar conhecimento, afinal de contas trata-se de uma competição mundial.
    Quanto aos jogadores, concordo com você, se dedicaram e fizeram o que foi possivel dentro de suas possibilidades, e também os parabenizo.
    O técnico, ah o técnico, excelente, graduado, medalhista, influente e influenciador. Quebrou um tabú ao não permitir ingerência da Tv em seus comentarios aos jogadores, assim como pecou gravemente ao blindar os treinos no RJ, evitando que a imprensa informasse das precárias condições de alguns jogadores, fato determinante durante a competição, e da sua insatisfação na assessoria técnica, dai ter trazido um outro argentino, que me pareceu um tanto alheio aos problemas da equipe, principalmente durante os jogos.
    Concordo com você que soluções devam ser encontradas entre nós mesmos, pois temos bons técnicos veteranos e experientes no país, ao contrário do elenco diretivo, de qualidade questionável
    Enfim Walter, mais uma vez falhamos, mas não foi por falta de avisos, de conselhos e sugestões, bloqueados pela ingerência politica e pelo desenfreado Q.I.
    Um abraço, Paulo.

  13. Basquete Brasil 09.09.2010

    Prezado Douglas, falhamos unica e exclusivamente pelo precario dominio dos fundamentos básicos do jogo, onde defesa individual, defesa aos corta luzes, dá e segues e bloqueios são negligenciados por formação de base, onde a preferência é dada às defesas zonais( que propiciam titulos nas categorias iniciais, enriquecendo curriculos de técnicos e dirigentes…)e aos arremessos, preferencialmente os de três, quando não às enterradas por um Bebê da vida, gerando a falsa sensação de poderio técnico, que mais tarde se reflete em todo seu realismo, nas equipes superiores e nas seleções.É uma constatação trágica e de dificil correção, mas não impossivel, exigindo trabalho especializado para dirimí-la.
    O grande problema é mobilizar estes especialistas em torno de um projeto de longa duração, com um planejamento enxuto e viável, e com muita dedicação e patriotismo. Um abraço, \paulo \murilo.

  14. Basquete Brasil 09.09.2010

    Giancarlo, perfeito seu texto, suas colocações, suas propostas, equilibradas e sensatas. Concordo com todas, e se tivesse que optar o faria pela terceira hipótese, um planejamento a longo prazo, visando 2016, pois seria um vexame definitivo falharmos dentro de nossa casa em uma olimpíada.
    Mas para tanto necessitariamos de profissionais realmente bem formados e orientados, o que duvido que viesse a acontecer com as atuais lideranças da modalidade gerindo quimeras e oportunismos descabiveis. Conheço muita gente gabaritada a um projeto de tal magnitude, e posso afiançar que nehuma delas sequer será lembrada pelos que ai estão no comando, absolutamente convictos de que dominam e entendem o grande jogo, mas que dele absolutamente nada sabem. Esta é uma tragica constatação, mas é a realidade que nos cerca e oprime. Mudaremos? Sinceramente, não sei responder.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  15. Basquete Brasil 09.09.2010

    Prezado Renato, você aborda bem o problema maior encontrado pelo Magnano em terrae brasilis, o despreparo de nossos jogadores nos fundamentos do jogo, que os desqualificam em sistemas rigidos e detalhados, onde as perfeitas execuções de dribles, passes, fintas, corta luzes, bloqueios, arremessos qualificados, rebotes, posicionamentos defensivos, contra ataques, e leitura permanente do jogo são condições indissociáveis aos sistemas propostos. Sem tais qualificações, muitos dos jogadores se auto privam do que sabem realmente fazer, mesmo erradas, tornando-os reticentes e inseguros, por exigências situadas acima de suas capacitações.
    Dirigir uma seleção argentina composta de jogadores bem formados nos fundamentos desde a base, que inclusive ajudou a formar, é uma coisa. Outra é enfrentar o oposto, e querer que as respostas sejam as mesmas do primeiro exemplo.Creio ter sido esta a grande barreira enfrentada pelo excelente tecnico argentino, o que não o desmerece de forma alguma, mas lança um alerta para que não repitamos um erro previsto por muitos que entendem e compreendem a nossa realidade, e que lutam para que seja transformada, mas nem sempre sendo atendidos em seus rogos.
    Temos que nos organizar e planejar com muito cuidado e competência a formação de nossos futuros jogadores, para que em 2016 possamos sair definitivamente do limbo a que estamos encerrados a longo, longuissimo tempo. Um abraço, Paulo Murilo.

  16. Basquete Brasil 09.09.2010

    Olha Luiz Eduardo, não seja injusto com aqueles muitos técnicos e professores que lutam pelo basquete na extensão deste continental país. Infelizmente jamais tiveram a oportunidade de se expressarem, de se aperfeiçoarem e serem informados permanentemente, como agem as federações dos grandes países que lideram o basquete mundial. Não será uma permanente patota que se auto definiu e escalou como a salvaguarda do grande jogo entre nós, que nos alavancará da mesmice endêmica em que nos encontramos, e sim os muitos bons técnicos que existem em nosso país. Por que não oportunizá-los, abrirem portas para seus trabalhos, levá-los às seleções pelo mérito, e não pelo mais deslavado Q.I.?
    Compreendo e aceito sua frustração pelos resultados obtidos( ou não…) pela nossa equipe, mas ironizar bons profissionais pátrios? É injusto. Desculpe o desabafo. Paulo Murilo.

  17. Basquete Brasil 09.09.2010

    Prezado Alex, creio que já discutimos bastante suas colocações, precisas e bem fundamentadas. No entanto, as quatro perguntas finais deveriam de direito, serem respondidas pelo técnico Ruben Magnano, e não por mim, já que coube a ele a direção da seleção nacional. Prefiro me ater às simples observações, que exponho sistematicamente em meus artigos e comentários. Sinceramente gostaria de vê-las respondidas, já que muito importantes e elucidativas.
    Sigamos nossa luta por um basquete melhor, e por que não, mais justo. Um abraço, Paulo.

  18. Basquete Brasil 09.09.2010

    Como você e todos nós constatamos Luiz Felipe, foram confirmadas todas as previsões que fizemos, sem exageros, sem rompantes e com carradas de justificativas.Infelizmente não nos foi ofertada a qualidade da benemerência técnica, que agrada e propicia “amizades”. Propugnamos pela frieza dos fatos, das verdades nem sempre agradáveis, mas honestos e projetados a um amanhã mais profícuo e vantajoso.Necessitamos com urgência respirar novos ares, prescrutar novos caminhos, lançar um longo olhar a um horizonte promissor, e não continuarmos patinando nessa gosma intolerante da mediocridade, alimentada por grupos e apaniguados. Sem dúvida alguma temos de evoluir, para não morrermos em vão. Suas observações e comentários são a prova inconteste de que aos poucos vamos conhecendo e dominando a verdadeira linguagem do grande jogo.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  19. Basquete Brasil 09.09.2010

    Prezado Fernando, bobagem absolutamente nenhuma, mas sim um simples, objetivo e bem colocado ponto de vista.Gostei demais.
    Um abraço, Paulo Murilo.

  20. Basquete Brasil 09.09.2010

    Sem dúvida Suzana, o pick’nd roll argentino fez um estrago danado em nossa seleção. Agora, se a equipe foi preparada para defendê-lo, parece que não o suficiente, o que foi lamentável. Mais uma vez o bom mocismo nacional frente ao mercosul se fez presente, mas até quando? Será que a reciproca seria a mesma? Olha Suzana, duvido muito. Um abraço,Paulo.

  21. Basquete Brasil 09.09.2010

    Prezado Clayton, já de algum tempo estou preparando uma bibliografia sobre o basquetebol, que esteja ao alcance dos técnicos brasileiros. Aguarde mais um pouco. Um abraço, Paulo Murilo.

  22. Luiz Eduardo 09.09.2010

    Tem razão professor.
    Escrevi de cabeça quente! E frustrado e irritado pela derrota.
    Abraços

  23. Henrique Lima 09.09.2010

    Que discussão de alto nível !

    Poxa, que bom ler isso aqui !

    O texto do Giampietro é maravilhoso. Maravilhoso.

    Volto mais tarde para escrever o que penso sobre o colocado !
    Muito bom mesmo, dá prazer em ler !

    Parabens a todos ! Baita discussão.

    Quem dera se em todos os espaços fossem assim.

  24. Basquete Brasil 09.09.2010

    Pronto Luiz Eduardo, com calma, cabeça fria e disposição de acertar, vamos em frente, lutando sempre para que tenhamos dias melhores.Um abraço, Paulo Murilo.

  25. Basquete Brasil 09.09.2010

    A discussão realmente está excelente Henrique, e deverá ficar melhor ainda com a sua participação. Fico na expectativa. Um abraço,Paulo.

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