A TRISTE REALIDADE…

 

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Conversando com meu filho pelo skype desde Dublin, ele me relata a manchete do Times local – “Alemães constroem escolas, hospitais e ainda fazem goals”-

Igualzinho ao que fazemos aqui, exceto os goals…
Tragédia, tsunami, fim dos tempos? Não, somente incúria, arrogância, impostura, corrupção, omissão, e acima de tudo, covardia e uso de um povo privado de educação, saúde, segurança e cultura, bens que se assegurados e desenvolvidos bloqueariam muito do que o faz sofrer em seu sacrificado dia a dia.
Numa competição esportiva de tal magnitude, não tivemos o básico, os jogadores, competentes técnicos, estratégia, sistemas de jogo, preparação e treinamento compatível ao seu patamar de grande vencedor de outras copas, mas sobraram os desperdícios, os desvios, os megálomanos projetos, a política rasteira, a mentira, a triste e dolorosa mentira…
Daqui a um pouco mais teremos uma Olimpíada, calcada no mesmo cenário, só que multiplicado por tantas modalidades que se defrontarão em nosso solo, financiadas por nossas parcas e suadas riquezas, desviadas de seus cidadãos para os bolsos de oportunistas e ladrões, onde o planejamento desportivo se perde e esvai pelos ralos da incompetência e criminosa apropriação de recursos negados aos seus jovens, em saúde, educação e cultura.
Sem dúvida faremos uma enorme e deslumbrante festa, para os outros, que aqui aportarão em busca das medalhas resultantes de suas políticas voltadas ao desporto como fator e vitrine de seu desenvolvimento, e não uma prova cabal de nossa ignorância e arraigada colonização, mantida por aqueles que nos vendem e aviltam desde sempre.
Também daqui a dois meses, compareceremos a um Mundial onde compramos uma vaga, eliminados que fomos vergonhosamente sem uma vitória sequer, dando continuidade a um projeto técnico que nos arrasou e humilhou de duas décadas para cá, sem vislumbre de que algo pudesse ou teria sido feito na formação de base, muito ao contrário, servindo-a de moeda de troca e compadrio político no preenchimento de currículos tão mais falsos e enganosos como todos aqueles que se locupletam com ela.
Duas classificações a mundiais foram recente e bisonhamente perdidas para os famigerados “detalhes”, figura mítica ligada ao fracasso que nos tem perseguido, fruto do corporativismo vigente entre aqueles que decidem técnica e taticamente o preparo de nossas seleções de base, e somente possível ante a inexistência de uma forte, presente e técnica associação de técnicos, de técnicos, e não provizionados profissionais de não sei o que, pois de basquetebol pouco ou nada sabem que extrapole de suas midiáticas e lamentáveis pranchetas…
Agora mesmo, o técnico para o sul americano menciona numa reportagem do Databasket de 5/7/14: “É muito bom ver que os movimentos das jogadas estão saíndo quase que naturalmente. É importante que os jogadores continuem lendo os diagramas com as jogadas para que elas sejam cada vez mais assimiladas. Gostei muito dos treinos e vamos continuar aprimorando na próxima semana”. Como vemos, “jogadas saindo quase naturalmente” tornam-se sinônimo de eficiência, mas que na realidade são de pleno conhecimento de todos os jogadores, selecionáveis ou não deste país, pertencentes a que divisão for, nos âmbitos municipais, estaduais e nacionais, e mais ainda, em ambos os sexos, já que presentes no sistema único conhecido e praticado por todas, onde chifres, punhos, camisas, ombro, pinquerrols, compõem um monocórdio repertório que se repete ad infinitum, mudando uma ou outra denominação para parecer diferente…
Tal afirmação vem provar o quanto de dependente terá de ficar a equipe aos cadarços manipuladores de fora para dentro da quadra, sistematicamente manobrados através o gestual teatralizado e as incursões pranchetadas, quando a mesma deveria se comportar responsavelmente pelo conhecimento e leitura do jogo, nos momentos em que as jogadas acontecem, e que nunca se repetem, como resultante de ações voltadas a criatividade e tomadas de decisão, tornando factível os sistemas adotados e baseados no pleno dominio dos fundamentos do jogo, sem os quais os mesmos e prancheta nenhuma neste mundo poderá exequibilizar.
Mas pera lá, fundamentos? Ora meu caro Paulo, o negócio é Academia, malhação, ou você está por fora?
Desculpem, mais sempre ‘me situo como técnico, professor, antiquado, bem sei…
Mas o impactante desta semana no mundo do grande jogo foi a declaração do técnico/presidente de uma equipe da LNB: “Nao conseguimos dinheiro para contratar um treinador. Sendo assim, o torcedor terá que aguentar o Rinaldo como técnico por mais uma temporada, no mínimo”…
No entanto sobrou dinheiro para três americanos, e quem sabe lanche e banho no hotel, em caso de uma derrota fora do esperado…
Finalmente, Uberlândia monta um time a imagem de seu supervisor, para depois contratar um técnico espanhol vindo do Paraguai para dirigí-lo, ou administrá-lo?
Amém.



4 comentários

  1. Gil Guadron 11.07.2014

    Coach Geno Auriemma. Entrenador de UCONN campeon NCAA, y entrenador principal de la seleccion femenina USA , campeona mundial y oro Olimpico.

    Gil Guadron , apuntes personales.

    — Es usted el tipo de entrenador que enseña jugadas, o es usted el tipo de entrenador que enseña a su equipo a jugar basquetbol ?

    Son dos cosas bien diferentes. A mi equipo le digo constentemente ” no estoy interesado en enseñarles nuevas jugadas . Estoy interesado en enseñarle a usted como jugar basquetbol “.

    Piense en dos o tres equipos de sus liga . Cuando juega contra ellos , la extraordinaria defensa que aplican contra de su equipo no permite que sus sistema de ataque funcione .

    Si se pregunta porque.. es porque su ataque es predecible !

    Le aconsejo que si eso le sucede, es mejor que vaya pensando como hacer que sus jugadores juegen libremente, ajustandose , adaptandose a las circunsntancias del partido.

    Algo en que pensar :

    Cuando usted ve jugar a jovenes jugando en la cancha del barrio , observa la cantidad de puntos que anotan… hasta que ” alguien ” tristemente decide — enseñarles como deben de jugar —.

    El ego de algunos entrenadores no permiten que los jugadores juegen como seres pensantes.

    Tenemos en nuestra liga a un entrenador que si sus jugadoras no ejecutan diez pases antes de tirar… le da un ataque al Corazon . Otros que señalizan a sus jugadoras constentemente etc.

    Me pregunto si verdaderamente se necesitan tal numero pases para ejecutar un buen tiro, o que que las jugadores no funcionan sin — el cerebro a la vera de la cancha para orientarlas .

    Sera que desean que todos sepan que es un gran entrenador y puede hacer que sus jugadoras ejecutan las jugadas como si el fuera el director de la orquesta sinfonica ?.

    En lo particular me opongo a ese libreto !!

    Porque muchos jovenes son temerosos de jugar ? probablemente tiene que ver bastante con quien es el entrenador . pues si los jugadores no tienen temor de jugar, son los que tienen excentes entrenadores , quienes les dan la confianza de que simplemente juegen.

    Los buenos entrenadores les dejan jugar , interrumpen al minimo para que — sientan el flujo del partido / o juego , que tomen decisions — , y despues les enseñan alguna cosa que los jugadores podrian ejecutar mejor.

    Es importante que sus jugadores crean que puden intentar algo que su instinto les dice que es lo correcto y que frente a ello usted como entrenador no se enojara .

    Creamelo si usted hace eso, cuando sus jugadores hayan jugado por usted por un par de años seran jugadores pensantes y muy dificil de jugar contra de ellos.

    Me encanta jugar contra equipos que cada vez que ven algo diferente, tienen que chequiar primero con su entrenador antes de actuar.

    En sus entrenos no tema si luce — un desorden organizado –, en donde solo usted sabe lo que esta pasando.

    Los jugadores que toman la idea del juego libre, de actuar de acuerdo a las cirscunstancias son los jugadores que reaccionaran efectivamente cuando el partido esta complicado.

    Es importante que usted cree, permita , produzca ese tipo de atmosfera en sus entrenos , pues produce jugadores analiticos, razonadores .

    Acaso no le gusta jugar contra un equipo en donde el point guard dribla hasta el cabezal del area pintada … pasa la pelota a un ala, va a colocar una pantalla al lado alejado de la pelota… y usted, es decir su equipo no se lo permite !!

    Le invito a que reflexione sobre lo anterior, y produzca jugadores pensantes…

  2. Lucy Silva 14.07.2014

    Triste mesmo.

    Gostou da convocação americana para o mundial ? Destes 19 saem os 12.
    Previously named USA National Team members who are confirmed to participate in the 2014 Las Vegas training camp include: Bradley Beal (Washington Wizards); DeMarcus Cousins (Sacramento Kings); Stephen Curry (Golden State Warriors); Anthony Davis (New Orleans Pelicans); Andre Drummond (Detroit Pistons); Kevin Durant (Oklahoma City Thunder); Kenneth Faried (Denver Nuggets); Paul George (Indiana Pacers); Blake Griffin (Los Angeles Clippers); James Harden (Houston Rockets); Gordon Hayward (Utah Jazz); Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers); Kyle Korver (Atlanta Hawks); Damian Lillard (Portland Trail Blazers); Kevin Love (Minnesota Timberwolves); Derrick Rose (Chicago Bulls); and Klay Thompson (Golden State Warriors).

    Continue Reading

  3. Basquete Brasil 17.07.2014

    Gil,faço de seu comentário o artigo de hoje no blog, endereçando-o ao Curso Nível III da ENTB que se inicia hoje em São Paulo. Espero que entendam…
    Um abração e muito obrigado. Paulo.

  4. Basquete Brasil 17.07.2014

    Prezada Lucy, a convocação do Coach K seguiu fielmente sua concepção de basquetebol veloz, leve e impactante, dando continuidade a seu trabalho de reconduzir seu país a liderança do grande jogo no mundo. Infelizmente, no nosso, ainda impera o corporativismo gerador do imenso atraso em que nos afundamos desde duas décadas para cá. Quem sabe um dia acordemos…
    Um abraço e obrigado por sua amável audiência.
    Paulo Murilo.

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